Funcionários estão em greve por melhoria salarial e ficaram revoltados com matéria do jornal Hoje Em dia que diz ” Nos salários de “marajás”, conforme levantamento feito pelo Hoje em Dia no portal transparência do órgão, os grevistas reivindicam reajuste de até 15% escalonado em cinco anos.”
A reportagem diz ainda, entre outras coisas, que os salários chegam a R$ 48.000,00 e que alguns ganham até mais que juízes e desembargadores.
Muitos servidores enviaram manifestações de repúdio, e as representações sindicais publicaram notas contestando as informações.
Abaixo reproduzimos a matéria e também as manifestações dos servidores.
Manifestação dos servidores na porta do TJMG - Lucas Prates
Apesar de salários acima da média dos trabalhadores brasileiros, servidores da Justiça fizeram protesto

Com vencimentos que chegam a R$ 48 mil (oficial judiciário AIII), os servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) entraram em greve, nessa quarta-feira (13), por tempo indeterminado. Nos salários de “marajás”, conforme levantamento feito pelo Hoje em Dia no portal transparência do órgão, os grevistas reivindicam reajuste de até 15% escalonado em cinco anos. Caso a reivindicação seja atendida, o impacto anual no orçamento da Justiça mineira pode chegar a R$ 99,5 milhões.

Técnicos, agentes e oficiais judiciários fazem parte do corpo grevista. Nessas categorias estão os maiores salários da Justiça. Esses servidores de carreira chegam a ganhar mais do que juízes e desembargadores. Um magistrado, para efeito de comparação, recebe R$ 24 mil, o que representa 95% dos ganhos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Aderiram à greve funcionários da segunda instância, lotados na capital, e oficiais de Justiça da primeira instância, espalhados por 20 comarcas do interior.

Na quarta-feira (13), quem procurou o Tribunal de Justiça contou com um atendimento precário, uma vez que apenas 20% dos servidores prestaram atendimento. Os grevistas foram para a porta da sede, em Belo Horizonte, com apitos e faixas de protesto.

A assessoria de imprensa do Sindicato dos Servidores da Justiça de Segunda Instância (Sinjus-MG) confirmou que todas as categorias representadas aderiram parcialmente ao movimento.

De acordo com o sindicato, diretores de todos os setores compareceram ao protesto que deu início à greve geral.

Diretores do Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores de Minas (Sindojus) também compareceram ao protesto.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais alega que o peso dos reajustes reivindicados ultrapassaria os limites orçamentários do Poder.

Reivindicações

Segundo o coordenador-geral do Sinjus, Robert França, o escalonamento seria dividido em duas partes, ao longo de cinco anos. Aqueles servidores com salários que giram em torno de R$ 2.100 teriam o primeiro reajuste de 15%. No ano seguinte, seria de 12%, dois anos seguidos, de 10% e, no quinto ano, o reajuste seria de 8%.

Já os que recebem acima de R$10.300 teriam um aumento escalonado em 4,29% no primeiro ano, 1,83% no segundo, 2,4% nos dois anos seguintes e 5,45% no último exercício.

Salários já estariam acima da média

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afirmou, por meio de nota, que os servidores mineiros têm, em média, remuneração superior à dos demais tribunais. O argumento se soma ao de que um reajuste salarial comprometeria o orçamento do Judiciário.

Já o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (Sindojus), Wander da Costa Ribeiro, alega que Minas é um dos estados que possuem o menor salário pago em início de carreira.

Ribeiro cita uma pesquisa formulada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). “Esse levantamento mostrou que a Justiça de Minas é a 23ª no ranking dos piores salários do país”.

Negociações

Os sindicatos que organizam a greve na Justiça cobram reajuste escalonado até julho deste ano. As negociações tiveram início na gestão do ex-presidente Cláudio Costa, mas acabaram interrompidas e retomadas na nova gestão.

De acordo com representantes das entidades, no final do ano passado o presidente do Tribunal de Justiça de Minas (TJMG), Joaquim Herculano Rodrigues, “teria garantido” que cumpriria um possível acordo. O magistrado teria alegado que o aumento “prejudicaria as contas” do tribunal.

 

ABAIXO AS MANIFESTAÇÕES DE REVOLTA DOS SERVIDORES DO TJMG, QUE SE DIZEM DISCRIMINADOS E INJUSTIÇADOS PELA RESPORTAGEM, QUE REPUTAM COMO PARCIAL E NÃO CONDIZENTE COM A REALIDADE.

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FONTE: Hoje Em dia.