Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo do mês: fevereiro 2013

Bolsa destinada exclusivamente a sustentar pescadores artesanais no período de reprodução das espécies acaba engordando os bolsos de políticos, comerciantes e até religiosos, enquanto nos rios proibição é ignorada e fiscalização se omite

 

Canoas paradas: bolsa foi criada para garantir sustento de ribeirinhos proibidos de pescar durante a piracema, entre novembro e fevereiro, mas sobra para fraudadores e falta para quem realmente precisa ( Leandro Couri/Em/D.A Press)
Canoas paradas: bolsa foi criada para garantir sustento de ribeirinhos proibidos de pescar durante a piracema, entre novembro e fevereiro, mas sobra para fraudadores e falta para quem realmente precisa

 

A época mais sensível do ciclo natural dos peixes de rios é alvo de atividades predatórias que ameaçam extinguir espécies nas águas mineiras, e já comprometem o sustento de pescadores, enquanto a principal política oficial para evitar capturas predatórias acaba sustentando pessoas que estão longe de depender da atividade. Compreendida entre novembro e fevereiro, a chamada piracema chega hoje ao último dia. É o período de reprodução, em que os exemplares estão mais vulneráveis às redes e anzóis dos profissionais.

Capturar animais nessa época é proibido, mas surubins, dourados e matrinchãs – espécies ameaçadas de desaparecer – continuam sendo fisgados sem interferência da polícia ou de órgãos ambientais e de regulação da atividade. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) entende que a solução é “conscientizar”, mas o instrumento mais usado para inibir transgressões vem alimentando uma rede de corrupção. O Seguro-Desemprego ao Pescador Artesanal, um salário mínimo mensal pago na época do defeso a quem sobrevive da pescaria rudimentar, acaba em muitos casos engordando os bolsos de pessoas como políticos, fazendeiros, comerciantes e até religiosos. Os reais necessitados muitas vezes não veem a cor do dinheiro.

Vasculhando as listas de recebimento dessas bolsas para pescadores artesanais e cruzando-as com comprovantes de pagamentos de instituições públicas, registros de outras atividades e lastros de campanhas políticas, a reportagem encontrou pelo menos 55 pessoas em Minas Gerais suspeitas de receber auxílios fraudados. São ex-vereadores, carvoeiros, donos de negócios privados e empresários que dirigem carros novos, têm propriedades e ainda assim desviam o recurso que poderia ampliar as políticas de preservação da fauna e das comunidades ribeirinhas. Não é pouco dinheiro envolvido. Só em Minas Gerais foram liberados, nos últimos quatro anos, R$ 62.474.905,44 para o seguro, 2% dos  R$ 2.921.112.552,70 pagos no Brasil. Porém, Minas é exatamente um dos estados que têm a fiscalização mais frágil.

Nos últimos dois anos houve 90 mil benefícios suspensos no Brasil e 98.336 carteiras de pesca cassadas por suspeitas de fraude. Em Minas, 3.757 carteiras foram suspensas, mas nenhuma delas devido a desvios do seguro-desemprego do pescador artesanal, segundo os ministérios da Pesca e do Trabalho.

A apenas três quilômetros da Lagoa da Pampulha, um dos símbolos de Belo Horizonte, mora uma pessoa que, segundo o registro no Ministério do Trabalho, sobrevive do sustento que tira de rios e lagos. Ou seja, um pescador artesanal em plena área urbana da capital. Mas esse homem, de 60 anos, não está entre aqueles que insistem em tentar capturar tilápias das águas poluídas pelo esgoto na Pampulha. O pescador, que recebeu R$ 3.924 desde 2011 – dinheiro que deveria prover seu sustento para não morrer de fome na piracema –, está inscrito a 220 quilômetros da capital mineira, como integrante da colônia pesqueira de Abaeté, no Centro-Oeste do estado.

Mas esse homem, o pastor Roberto Marcos dos Santos, está longe de ser um pescador artesanal.

Na verdade, o pastor Santos é administrador de uma instituição para tratamento de dependentes químicos também na Pampulha. Os 36 pacientes que ela mantém precisam pagar um salário mínimo mensalmente e contribuir com cestas básicas enquanto tentam se livrar dos vícios, segundo o programa seguido pelo religioso.

O sítio onde funciona a instituição tem piscina, área de lazer e lago com peixes, e ela emprega também a mulher e o filho do pastor-pescador.

Roberto Marcos dos Santos não se constrange quando perguntado se é pescador artesanal. Sua primeira resposta é afirmativa: “Sou, sim. Pesco na represa de Três Marias”.

Quando confrontado com suas outras atividades remuneradas, que por sí só o impediriam de receber o recurso, e questionado se precisa da pesca para sobreviver, a conversa muda de rumo. “É um dinheiro que uso para repor meus alimentos. Tudo o que pesco é para manter essa instituição (para dependentes). Quando tinha folga, ia pescar e o peixe que eu adquiria fazia com que virasse alimento aqui dentro da instituição”, tenta justificar.

Ao procurar o pastor, uma semana antes, a equipe de reportagem foi informada por um dos recepcionistas da casa de recuperação que o religioso estaria pescando na represa de Três Marias, no Rio São Francisco – mesmo recebendo, irregularmente, uma bolsa para não fazer isso, em pleno período da piracema. “Fui para lá para passear com minha família. Os peixes que tenho aqui são todos de antes da piracema”, argumentou. O homem então mostra uma porção de espécimes congelados, bem ao lado de uma tabela de preços. Santos entra novamente em contradição, ao confirmar que, além de manter sua instituição, vende peixes para os vizinhos.

Diante de tantas evidências, acaba admitindo as irregularidades. “Não digo que a pesca é meu sustento, mas ajuda na minha manutenção”, alega, dizendo que precisa do dinheiro da bolsa para se manter à frente da instituição que administra.

PESCADORES DO ASFALTO Mas o pastor-pescador está longe de ser o único. Para se ter uma ideia dos disparates que ocorrem contra o estímulo público para a preservação dos peixes, os registros do governo federal mostram que em grandes capitais, distantes de locais onde se pesca por subsistência e com recursos hídricos poluídos e inóspitos aos peixes, há pessoas recebendo auxílio público como se fossem pescadores artesanais.

Na capital mineira, por exemplo, 25 pessoas recebem religiosamente o benefício desde 2010, em um montante que já soma R$ 82.556. São Paulo, que apesar de ter lagoas com peixes não tem colônias pesqueiras, registra o impressionante número de 175 pescadores que declaram sobreviver dessa atividade e precisar de subvenção federal para se manter na piracema. Os “pescadores paulistanos” consumiram, nos últimos anos, R$ 418.674. Até a capital federal, aparentemente, tem pescadores de subsistência que não têm outra forma de sobreviver no período de reprodução dos peixes: são cinco pessoas registradas em Brasília.

Saiba mais

Seguro-Desemprego a Pescador Artesanal

É a assistência financeira temporária concedida desde 1992 exclusivamente ao pescador profissional que exerce suas atividades de forma artesanal, individualmente ou em regime de economia familiar, e que tem suas atividades paralisadas no período de defeso (fechamento da temporada de pesca para reprodução dos peixes). Para ter direito ao recurso, o pescador deve ter registro de profissional na categoria artesanal; estar inscrito no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); comprovar venda do pescado 12 meses antes do defeso ou possuir comprovante de dois recolhimentos ao INSS. Deve, ainda, comprovar o exercício profissional da atividade de pesca artesanal ininterruptamente (a maioria faz isso por meio das colônias de pescadores) e não ter vínculo de emprego, relação de trabalho ou outra fonte de renda. Fraudadores podem ter o benefício cancelado e ser obrigados a devolver os recursos aos cofres públicos.

FONTE: Estado de Minas.

Após pressões da sociedade, os deputados federais resolveram hoje abolir a mordomia que envergonhava o Brasil

Depois de protelarem o fim do 14 e 15 salários no ano passado, a Câmara Federal enfim derrubou nesta quarta-feira a imoralidade histórica. Por unanimidade, em votação que acaba de ser encerrada em plenário, os deputados federais resolveram abolir a mordomia que envergonhava o Brasil. Os extras eram pagos desde a Constituição de 1946. A expectativa agora é de que ocorra o fortalecimento de um efeito cascata nas assembleias legislativas espalhadas pelo Brasil que ainda insistem em pagar o chamado auxílio-paletó.
CongressoO projeto, que previa o fim da farra com dinheiro do contribuinte, dormia na gaveta da Casa havia mais de um ano. Só saiu da fila após denúncias da imprensa de que, além de receberem os extras, os senadores driblavam o Fisco e não descontavam o Imposto de Renda do benefício. A Receita Federal instaurou procedimento para cobrar as multas e os impostos devidos.

“Muitas vezes vim à tribuna para criticar as ações desta Casa. Mas, esta Casa hoje tomou uma medida extremamente importante ao aprovar esse projeto. Quero dizer que é um avanço”, afirmou o deputado Antônio Reguffe (PDT/DF), um dos primeiros a abrir mão dos salários extras.

Como também previa a extinção da benesse para deputados federais, a matéria, mesmo tendo sido aprovada na Senado Federal, precisava passar pela Câmara dos Deputados. O texto do projeto da então senadora e atual ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, aprovado sem nenhuma alteração, prevê que os deputados e os senadores recebam apenas duas ajudas de custo durante todo o mandato, uma no início e outra no fim da legislatura. Hoje, os dois salários extras são pagos anualmente.

Para entrar em vigor, a matéria só precisa da assinatura de promulgação do presidente do Congresso e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Em oito anos de mandato, o custo com o pagamento dos extras no Senado é de R$ 34,6 milhões pelos 81 senadores. A Câmara dos Deputados gasta, em quatro anos, R$ 109,6 milhões, pelos valores atuais. Ao contrário dos senadores, os deputados federais descontavam o IR quando recebem os adicionais.

FONTES: Correio Braziliense e Estado de Minas.

Ao longo desses 20 anos, ouvi relatos de pesquisadores das ciências exatas e humanas que foram aprimorar seus estudos fora do país. Tais pesquisadores se apresentaram em universidades americanas com projetos de estudos razoavelmente adiantados e, por ocasião da análise de tais projetos, encontraram dificuldades extremas para responder um único questionamento: para que serve a sua pesquisa?

Renato

Renato Bretz Pereira – Promotor de Justiça, professor da Universidade Fumec e da Fundação Escola do Ministério Público de Minas Gerais

 

Por volta de 1992 eu tinha uma vida bem mais simples. Um dos meus maiores dilemas era escolher entre uma aula de direito civil e uma cerveja no bar do Inácio, que ficava na Rua Guajajaras, no Centro de Belo Horizonte, perto da Faculdade de Direito da UFMG. Digo ficava porque não havia nem dois anos que minha turma se formou e o boteco fechou. Para nós, ficou sempre aquela dúvida se a gente não estava bebendo demais, a ponto de o boteco quebrar quando paramos de frequentá-lo. Durante cinco anos, o bar do Inácio quase sempre venceu a disputa com aula de direito civil, e hoje, transcorridos mais 15 anos, percebo que a escolha foi extremamente lúcida e inteligente.

A aula de direito civil versava sobre os frutos pendentes, percipiendos e percebidos. Em uma linguagem formal, o professor catedrático dizia que os primeiros eram aqueles que ainda estavam juntos à coisa que o gerou. Os percipiendos eram frutos que até poderiam ter sido retirados do bem que os gerou, mas que ainda não o foram. Por fim, os percebidos eram aqueles que foram efetivamente separados da coisa responsável pela geração de tais frutos. Tal classificação, segundo os mestres de direito civil, era relevante para definição da propriedade dos frutos retirados da coisa.

Para ter certeza que todo mundo entendeu, o pós-doutor dizia, em tom célebre, que se você tivesse um pé de jaca cujos galhos se projetassem sobre o terreno vizinho a jaca que estivesse pendurada no pé pertencia ao proprietário da árvore, a que caísse no chão do terreno do vizinho era desse último e a que estivesse madura, mas que ainda não tivesse sido colhida, você podia enfiar… ou coisa parecida (perdi essa parte da aula pois, como já disse, estava no bar do Inácio).

Esse era um dos conteúdos programáticos da Faculdade de Direito em 1992, apelidado por mim, carinhosamente, de “teoria da jaca”.

A “teoria da jaca” me empurrava para o bar do Inácio, lugar esse que quebrou uns dois anos depois que nos formamos na Faculdade de Direito (1997). Como já disse, cheguei a achar que o bar quebrou porque bebíamos demais e paramos de frequentar o lugar depois da formatura.

Ainda no que diz respeito à “teoria da jaca”, sinceramente, gostaria de dizer que hoje ela não mais faz parte do conteúdo programático dos cursos de direito, que em 2003 entrou em vigor um novo Código Civil e que as aulas de direito atualmente ministradas nas faculdades foram reformuladas. No entanto, isso não é verdade e basta você abrir um manual “atualizado” de direito civil ou dar uma olhadela no artigo 1.284 do CC de 2002 para constatar que a jaca continua a ser assunto recorrente nas aulas do curso de direito e fruto de acaloradas discussões.

É preciso dizer ainda que, na pior das hipóteses, a “teoria da jaca” é uma velhinha às vésperas de completar 100 anos, uma vez que constava do CC de 1916 e se manteve no Código de 2002 (em vigor).

Hoje, os papéis se inverteram: me formei, fiz do direito a minha profissão e, depois de relutar um pouco, fiz mestrado e passei a lecionar em uma faculdade. A ironia só não é maior porque não me especializei em direito civil e, portanto, não sou obrigado a repassar aos meus alunos os meandros da “teoria da jaca”. No entanto, vez por outra, me vejo dentro de uma sala de graduação do curso de direito falando sobre assuntos cuja utilidade é questionável.

O mais impressionante é que todos nós, alunos recém-egressos do segundo grau, já sabíamos, em 1992, que essa p… não servia para nada ou que, ainda que tivesse alguma utilidade, era muito inferior à que lhe deram os catedráticos de direito, com seus infindáveis artigos, dissertações e teses acadêmicas. No auge de nossa mediocridade, já era possível intuir tal circunstância.

Ao longo desses 20 anos, ouvi relatos de pesquisadores das ciências exatas e humanas que foram aprimorar seus estudos fora do país. Tais pesquisadores se apresentaram em universidades americanas com projetos de estudos razoavelmente adiantados e, por ocasião da análise de tais projetos, encontraram dificuldades extremas para responder um único questionamento: para que serve a sua pesquisa?

De forma bastante direta, as universidades norte-americanas disseram que jamais investiriam tempo e dinheiro, seja ele público ou privado, em pesquisas que não demonstrem a sua viabilidade prática. Tal circunstância explica por ssque boa parte das universidades americanas consegue obter financiamento privado de suas pesquisas, enquanto as brasileiras mendigam verbas públicas. Explica também o verdadeiro desinteresse do aluno – notadamente do curso de direito – pelas aulas. E o sucesso do bar do Inácio…

FONTE: Estado de Minas

Um terceiro agente é investigado por envolvimento na morte de eliza samUdio, a pedido do ministério público, que desconfia também que bola tenha PLANEJADO matá-la em santos

 

O envolvimento de um terceiro policial civil na morte de Eliza Samudio está sendo investigado pela polícia, a pedido do Ministério Público. O novo suspeito, o agente Gilson Costa, é corréu no processo do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, sobre o desaparecimento e morte de duas pessoas em Esmeraldas, na Grande BH, há cinco anos. Os dois atuaram juntos no extinto Grupamento de Respostas Especiais (GRE) e mantiveram, segundo a promotoria, “inúmeros contatos telefônicos” durante o período em que a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes esteve em Minas Gerais, inclusive no dia da morte dela.

Às vésperas do julgamento de Bruno, marcado para segunda-feira, o documento sigiloso assinado pelo promotor Henry Wagner Vasconcelos – ao qual o Estado de Minas teve acesso – inclui ainda informações de que Bola teria estado em Santos, no litoral paulista, dois meses antes do desaparecimento de Eliza, de tocaia à modelo. Outro policial investigado no caso é José Lauriano de Assis Filho, o Zezé. O promotor informou, por meio da assessoria de imprensa, que ainda reúne provas para denunciá-lo.

O relatório do promotor foi entregue à juíza do Tribunal do Júri de Contagem, Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, solicitando o complemento das investigações e quebra do sigilo telefônico e bancário dos três policiais, entre abril e julho de 2010. O inquérito anterior, que resultou na denúncia de oito réus e na decretação de medida socioeducativa para Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro, não incluiu a quebra do sigilo bancário de Bruno e de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e, por isso, o promotor também fez esse pedido.

Segundo o delegado Wagner Pinto, do Departamento Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Belo Horizonte, as novas investigações estão em curso e os suspeitos não foram ouvidos ainda. Ele confirma, no entanto, que Bola, Zezé e Gilson (investigado ainda pela Corregedoria da Polícia Civil) conversaram no período em questão.

O documento assinado pelo promotor cita ainda as “reiteradas informações” que chegaram ao Ministério Público, de que Bola teria estado em Santos, dois meses antes de Eliza desaparecer. Com medo das ameaças de Bruno, a moça vivia escondida na casa de uma amiga com seu filho, Bruninho, e dizia a amigos, por mensagens de bate-papo na internet, que evitava dizer onde estava. Pessoas próximas ao goleiro tentaram descobrir o endereço, mas Eliza sempre se negava a passar. Segundo o promotor, Bola estaria armado e até teria sido detido por porte ilegal de arma. No entanto, ele alerta que não há registro formal da prisão do ex-policial, porque um advogado atuante em Minas Gerais, a pedido de Macarrão, teria providenciado o suborno de agentes paulistas.

Ainda que não tenha sido apontado por Macarrão, já condenado, nem pelo primo de Bruno, na entrevista que concedeu no domingo ao Fantástico, da Rede Globo, Bola pode estar ainda mais complicado por essas relações. Ele e Gilson Costa respondem pelo desaparecimento, tortura e morte de Marildo Dias de Moura e Paulo César Fernandes, no interior do centro de treinamento do GRE, em 2008. Assim como o corpo de Eliza, os restos mortais das duas vítimas nunca foram encontrados.

DEFESA Segundo a advogada de Gilson, Rita Virgínia das Graças Andrade, o processo da comarca de Esmeraldas ainda está na fase de depoimentos, mas ela garante que o policial é inocente porque estava em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, na época desse crime. Segundo a advogada, Gilson e Bola só mantiveram relacionamento profissional e não são amigos. Ela afirma que seu cliente nem estava em BH quando Eliza foi trazida a Minas.

Bola e Zezé foram da mesma turma na Polícia Civil. Foi Zezé, inclusive, quem apresentou Bola a Bruno e Macarrão. O argumento alegado, porém, é de que o filho de Bola sonhava ser jogador de futebol. O rastreamento das ligações dos suspeitos mostra, entretanto, que Zezé falou 53 vezes por celular com Macarrão, Bola e com o primo de Bruno, que era menor na época do crime, nos dias em que Eliza foi mantida no sítio. Apenas entre Zezé e Macarrão foram 37 ligações em cinco dias. Segundo as investigações, Zezé e Bola se falaram no dia da morte de Eliza e se encontraram pouco tempo depois do assassinato dela.

O policial aposentado também conversou 18 vezes com o caseiro do sítio de Esmeraldas, Elenilson Vitor da Silva, entre 5 e 10 de junho de 2010, período em que Eliza e o filho estavam no local. No processo consta que Zezé ligou para a delegacia no dia em que ex-mulher de Bruno Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, detida, foi acusada de sequestrar o bebê. Naquela data, foi ele quem mandou uma mensagem para o celular de Macarrão, informando-o sobre a movimentação da polícia em busca do menino. Zezé e os advogados de Bola não foram encontrados para comentar o caso.

DENÚNCIA A suspeita do Ministério Público é confirmada pelo assistente de acusação do caso Bruno, José Arteiro. “Já existiam suspeitas sobre a presença de Bola e dois policiais em Santos para executar Eliza. Os três teriam sido presos e um advogado mineiro intermediou o pagamento de propina para libertação deles”, disse. “Tão logo Bruno seja condenado, acredito que os outros dois policiais serão denunciados”, completou.

 

 

QUEM É QUEM

 

 (EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS %u2013 5/10/12)

 

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola

Ex-policial civil, acusado de matar e ocultar o corpo de Eliza Samudio. Ele foi absolvido, em novembro, da acusação de ter assassinado um carcereiro em 2000, em Contagem, mas responde a um processo pelo desaparecimento, tortura e morte de duas pessoas no centro de treinamento do Grupo de Respostas Especiais (GRE), em Esmeraldas.

José Lauriano de Assis Filho, o Zezé

Policial aposentado que foi da turma de Bola no curso para a Polícia Civil. Rastreamento telefônico mostra que ele conversou 37 vezes com Macarrão, 15 minutos antes de Eliza ter sido trazida do Rio e nos dias em que permaneceu no sítio. Zezé também falou com Bola momentos antes e depois do crime e o recebeu na delegacia do Bairro Floramar, levantando a suspeita da polícia de que possa ter ajudado a ocultar o cadáver.

Gilson Costa

Policial civil da ativa. Ele e Bola trabalharam juntos no GRE e são réus no processo na comarca de Esmeralda, que apura o desaparecimento, tortura e morte de duas pessoas em 2008. Os corpos nunca foram encontrados. Por esse crime, Gilson também é investigado pela corregedoria. Mas no período em que Eliza esteve em Minas, segundo a promotoria, ele conversou diversas vezes por telefone, em momentos cruciais, com os policiais envolvidos.

FONTE: Estado de Minas.


Prato tem base simples e fica saboroso.
G1 faz uma série de receitas sobre peixes durante a quaresma.

O chef Renato Lobato ensina a preparar, na coluna deste domingo (24), um tambaqui assado. O G1 faz uma série de receitas de peixes durante a quaresma. Segundo Lobato, a receita tem uma base simples e com poucos temperos. O prato pode ser acompanhado por um arroz e farofa.

Ingredientes
1 tambaqui de aproximadamente 2 quilos
Sal
Uma colher de sopa de alho triturado
Suco de um limão
Meia xícara de vinho branco seco
Uma cebola cortada em rodelas

Dica
O chef explica que para o peixe estar fresco é preciso que os olhos e as guelras estejam brilhando e as escamas não podem se soltar com facilidade

Modo de preparo
Molho
Misture o vinho branco, o suco de limão, a pimenta-do-reino e o alho. Acrescente uma pitada boa de sal. Reserve.

Em um tabuleiro, cubra com papel alumínio e coloque algumas rodelas de cebola. Ponha o peixe por cima da cebola. Acrescente o sal dos dois lados do peixe. Coloque o caldo dentro e fora do peixe. Espalhe bem. Acrescente cebolas dentro do peixe para dar um sabor. Cubra com papel alumínio. Depois disso, leve ao forno em 180 graus por aproximadamente 30 minutos. Retire e deixe mais 5 minutos no papel alumínio para pegar uma cor. Retire do tabuleiro e coloque em uma travessa. Está pronto para servir.

FONTE: G1.


A empresa Edi Video Filmagens & Estúdio Fotográfico foi condenada a pagar R$ 12.400,00 à uma cabeleireira de Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce, por danos morais. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) chegou a este valor após aumentar a indenização que, em Primeira Instância, estava fixado em R$ 5 mil.

A empresa foi contratada em maio de 2008 para filmar e fotografar o casamento da cabeleireira, montar um álbum encadernado com 50 fotos e entregar, além disso, dois DVDs editados. A mulher pagou R$ 700 pelo vídeo e R$ 1.020 pelas fotos e pelo álbum, mas ao receber as mídias, constatou que havia vários defeitos na filmagem, como imagens trêmulas, distorcidas e em preto e branco.

Ela procurou a empresa, mas não teve resposta. Considerando que houve má fé na prestação de serviços e comprovada a má qualidade do vídeo, o juiz Mauro Lucas da Silva determinou a indenização. Para o relator do recurso, desembargador Estevão Lucchesi, a empresa não provou que fez uma filmagem satisfatória nem que entregou o serviço no prazo acordado.

“O casamento é um momento único na vida de uma pessoa, no qual os envolvidos se esforçam para que tudo ocorra com perfeição. Assim, são inquestionáveis a profunda decepção, tristeza e frustração com o serviço prestado de forma defeituosa”, considerou desembargador.

FONTE: O Tempo.


 

Pode até parecer mentira, mas no estado em que predomina o mar de montanhas também tem criação de camarões. A Fazenda São Pedro, no Triângulo Mineiro, é especializada na engorda do crustáceo de água doce. E agora também conseguiu recursos do BDMG para ampliar a criação e se dedicar à larvicultura do bicho.A atividade é interessante e lucrativa. E a proprietária não consegue atender toda a demanda. A ideia agora é que a criação se multiplique no cerrado de Minas, dividindo o espaço já dominado pela criação de gado. Confira reportagem completa sobre os camarões de Minas no Caderno Agropecuário do Estado de Minas de hoje.

 
 
Os apetitosos camarões criados no estado só podem ser apreciados em restaurantes de São Paulo.

FONTE: Estado de Minas.



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