O documento foi concedido por uma entidade sediada em Salvador

O diploma ainda informa que, no exercício de suas atribuições, Feliciano estará “respaldado pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) […] e protegido pelo decreto 6.044/07”.

Na última quinta-feira (4), o deputado Marco Feliciano recebeu um diploma que o qualifica como “defensor dos direitos humanos”. O documento foi concedido por uma entidade sediada em Salvador, na Bahia, que se autodenomina “Federação Brasileira dos Direitos Humanos” (FDBH).

Em meio a tantas manifestações de revolta da população e dos próprios políticos que o acusam de homofobia e racismo, Feliciano apressou-se em exibir sua conquista no Twitter: “Fiquei emocionado ao ser homenageado pela Federação Brasileira de Defesa dos Direitos Humanos. A Deus toda glória!”, escreveu.

A federação publicou uma nota em seu site afirmando que  “quer conhecer as proposta de trabalho” do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos. Num idioma muito parecido com o português, também foi informado que o pastor esteve com o presidente da entidade, Elizeu Rosa.

Na página, a FBDH dispõe-se a “colaborar na defesa das minorias, grupos vuneraveis e na política de telerancia religiosa.” Diz ainda o texto que o doutor Eliseu acha que “é muito sedo para julgar a administração de alguém no início do seu trabalho” e esclarece que irá “intermediar com alguns grupos de direitos humanos uma forma de deixa o deputado Feliciano trabalhar.”

A Federação Brasileira de Defesa dos Direitos Humanos esclarece no site que está registrada no Ministério da Justiça sob o número 08071.001848/2011-95. Segundo informa os termos do “diploma”, Marco Feliciano obteve a honraria graças à aprovação num “curso”. Lê-se no documento que, de agora em diante, o deputado-pastor “passa a gozar de todas as prerrogativas inerentes ao cargo” de defensor dos direitos humanos.

O diploma ainda informa que, no exercício de suas atribuições, Feliciano estará “respaldado pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) […] e protegido pelo decreto 6.044/07”. Editado por Lula em 12 de fevereiro de 2007, esse decreto instituiu a “Política Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos”.

FONTE: O Tempo.

Se eu recebesse um “diploma” em que alguém que se intitula “doutor”  escreve SEDO ao invés de CEDO, DEIXA ao invés de DEIXAR… Rasgaria, queimaria, devolveria as cinzas para o remetente e viria a público recusar. Parece que quem escreveu foi um certo doutor honoris causa…

Marcelo Souza – Acadêmico de Direito
Belo Horizonte.