Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo do mês: janeiro 2014

Rio de Janeiro ganha ônibus turístico que mergulha na baía de Guanabara.

Ônibus 1

Ônibus 2

Ônibus 1

Ônibus 4

Ônibus 5FONTE: R7.


TÉCNICAS & TRUQUES

A pirataria está acabando?

B.Piropo

pirataria

Vocês se lembram da violência com que os acusados de pirataria eram combatidos pela indústria de entretenimento americana? E das penas desproporcionais a que eram condenados os acusados, como as multas milionárias aplicadas ao pobre senhor idoso cujos arquivos pirata tinham sido baixados por seus netos e ele nem sequer sabia da sua existência e, à menina de 12 anos que acreditava que a prática era legal por crer que o pagamento mensal a seu provedor de internet cobria o direito de baixar os arquivos? E dos draconianos projetos de lei de proteção à propriedade intelectual, SOPA e PIPA, que tramitavam no congresso americano? E quem lembra, por acaso, percebeu que há tempos não se fala mais no assunto, a tramitação dos projetos parou e as campanhas de caça aos piratas passaram a ser coisa do passado? Qual a razão desta repentina mudança? Os piratas foram todos a pique ou a indústria simplesmente desistiu de combatê-los?É fato que os sites de onde se podem baixar arquivos piratas têm sido fechados regularmente, mas outros tantos são abertos com a mesma regularidade, portanto os piratas ainda singram as águas turvas da internet. Logo, a única razão possível para o arrefecimento das atividades bélicas é a perda do interesse por parte das indústrias em continuar a guerra. Por que seria?Bem, segundo o excelente artigo de Paul Tassi: Whatever happened to the war on piracy?, publicado sexta-feira passada no site da revista Forbes, a razão da trégua não somente faz sentido como também, a meu ver, só não ocorreu antes pela teimosia cega da indústria, que, apesar das claras evidências, custou tanto a perceber que sua luta estava fadada a ser inglória.

A razão era tão evidente que até mesmo este pobre escrevinhador que vos fala, escondido em um país tropical abaixo do Equador, já havia percebido e escrito sobre. Mas a forma mais suscinta de exprimi-la foi a encontrada por Gabe Newell, fundador de uma empresa on-line de distribuição de jogos. Diz ele: “Pirataria é um problema de serviço”. E argumenta que ela existe não apenas porque nada custa, mas também porque é fácil praticá-la. Pois baixar um arquivo pirata depois de encontrado seu repositório na internet é tão simples quanto premir uma tecla. E de pouco adiantará processar crianças e avôs para combatê-la ou aprovar leis que a punam com rigor enquanto essa facilidade perdurar.

Fácil e de graça, resistir quem há de? Por outro lado, o cidadão comum prefere se manter do lado da legalidade. Ele até pode baixar aqui e ali um arquivo pirata, mas bem que preferiria baixar o mesmo arquivo de forma legal. Se pelo menos houvesse uma forma igualmente fácil de fazê-lo a um custo acessível… Pois é assim que o problema está sendo resolvido nos EUA e, creio eu, brevemente o será por aqui: oferecendo o conteúdo desejado pelos usuários de forma simples e a um custo acessível.

Como? Ora, com a ampla oferta a preços moderados dos serviços on-line de assinaturas que oferecem uma enorme variedade de filmes, músicas, jogos e até mesmo livros digitalizados. No Brasil ainda são poucos, mas existem. A Netflix talvez seja o melhor exemplo: a um custo mensal inferior a R$ 20 oferece uma lista respeitável de filmes com conteúdo infantil e adulto (senhores, contenham-se: a expressão “conteúdo adulto” neste contexto não tem qualquer conotação lasciva).

Nos EUA há muitas empresas do tipo e o sinal tanto pode ser transmitido via internet quanto pelo provedor de TV a cabo. E tem de tudo. A oferta diversificada alimenta a concorrência, que faz os custos baixarem. E o resultado é justamente o método ideal de combate à pirataria: oferecer o mesmo produto tão facilmente acessível quanto o pirata e a um preço baixo.

Quanto à pirataria, ela sempre existirá, é claro. É fruto da natureza humana. Mas, à medida que seu número de usuários cair, vai ser cada vez mais difícil encontrar sites piratas. Então, passará a dar trabalho. E quando este trabalho for tão grande que mais compense pagar a cópia legal, seus usuários se reduzirão apenas aos irrecuperáveis adeptos da Lei de Gerson…

FONTE: Estado de Minas.

Câmbio automático x automatizado: iguais, mas muito diferentes

Ambos dispensam o motorista do estorvo de pisar na embreagem e trocar as marchas. Porém, o câmbio automático tem características bastante distintas do automatizado. Saiba as diferenças

O câmbio automático convencional tem conversor de torque em vez de embreagem... (Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 24/10/13)
O câmbio automático convencional tem conversor de torque em vez de embreagem…

Não é raro ouvir alguém dizer que o câmbio do seu carro é automático (muitos falam que é hidramático!), enquanto na verdade é automatizado. Apesar de ser um equívoco compreensível, já que em ambos os casos não é preciso se preocupar com a troca das marchas, cada tipo tem características próprias. E saber as características de cada um é fundamental ao comprar o carro, para não haver arrependimento. Então vamos fazer um paralelo entre essas duas tecnologias para você não hesitar na escolha.

AUTOMÁTICOS x AUTOMATIZADOS

» Trocas
Automáticos: São intermediadas pelo conversor de torque, sendo que
as combinações entre as engrenagens planetárias são feitas por meio
de dispositivos hidráulicos.

Automatizados:
 O sistema é idêntico ao de um veículo com câmbio manual, em que a transmissão da força do motor é intermediada pela embreagem. A vantagem é que tanto o acionamento da embreagem quanto a troca de marchas é feita por atuadores hidráulicos. Um sistema mais avançado é o automatizado de dupla embreagem, uma cuidando das marchas pares e outra das ímpares. Se o carro estiver, por exemplo, em terceira marcha, o sistema deixa a segunda e a quarta pré-engatadas, pois não se sabe se haverá troca para a mais baixa ou a mais alta. Além disso, reduz drasticamente o intervalo de troca.

... enquanto o automatizado mantém a embreagem, que não é acionada pelo pedal (Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 04/09/12)
… enquanto o automatizado mantém a embreagem, que não é acionada pelo pedal

» Conforto
Automáticos: As trocas de marchas são suaves devido ao conversor de torque, que realiza um acoplamento fluido

Automatizados: As mudanças de marcha provocam trancos devido
à desaceleração que acontece durante a troca de marcha e a aceleração
súbita quando a embreagem é novamente acoplada. Já no câmbio automatizado de duas embreagens, como a marcha seguinte já está pré-engatada,
não há tranco.

» Consumo
Automáticos: Tende a ser maior, já que o sistema é mais pesado e pega “emprestado” do motor a energia necessária para seu funcionamento.

Automatizados: Mais leve e com menos sistemas hidráulicos, também leva vantagem porque usa várias informações do veículo para efetuar as trocas, enquanto a maioria dos automáticos (mais antigos) levam em conta as rotações do motor e a posição do acelerador.

» Manutenção
Automáticos: Não é comum dar problema, mas se der pode ficar caro porque se trata de um sistema complexo e existem poucas oficinas especializadas.

Automatizados: É mais simples e mais barata. A ocorrência mais comum é a troca de embreagem.

» Preço
Automáticos: Como o sistema é complexo, naturalmente é mais caro.

Automatizados: Além de ser mais simples, há vários componentes de uma transmissão convencional, se beneficiando da economia de escala. Já o de dupla embreagem
é mais caro.

» Aplicação
Automáticos: Como é mais pesado e “rouba” um pouco da força do motor, se adapta melhor em veículo com mais potência.

Automatizados: Mais leve, pode ser aplicado em motores “menores” sem qualquer prejuízo.

» Segura no morro?
Automáticos: Numa subida, ao “segurar” o carro usando o acelerador,
esse sistema dificilmente esquentaria e apresentaria problemas. Ao “arrancar”
o carro numa subida, como a transmissão do automático promove um
movimento continuamente para a frente, o carro só volta em subidas mais
íngremes. Os mais sofisticados têm dispositivo que não deixa o
carro voltar.

Automatizados: Não é recomendado “segurar” o carro usando o acelerador
por muito tempo sob risco de superaquecimento. Nesse caso é melhor usar
o freio. E, ao “arrancar” numa subida íngreme, é comum o carro voltar muito, aumentando o risco de bater no veículo de trás. Isso acontece porque os sensores não identificam a inclinação a ponto de promover um movimento mais rápido do fechamento da embreagem, impedindo o retorno. Em alguns casos, o fabricante do veículo instala um assistente de partida em subida, que mantém o freio acionado
até que o acelerador seja acionado.

FONTE: Estado de Minas.


Maconha tem ‘caráter recreativo e medicinal’
Juiz do DF se diz contra proibição do uso da droga e absolve réu que tentou entrar em presídio com erva no estômago
maconha
Para o magistrado, a restrição à maconha é inconstitucional porque viola os princípios da liberdade e igualdade

Brasília – Um homem que tentou entrar com maconha em um presídio foi absolvido pelo juiz da 4ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal, do Tribunal de Justiça do DF e Territórios. Para embasar sua decisão, o juiz substituto Frederico Ernesto Cardoso Maciel afirmou que falta regulamentação sobre a venda da substância e que considera “incoerente” que o álcool e o tabaco sejam permitidos e vendidos, ao passo que a maconha, que ele afirma ser um entorpecente recreativo, seja proibida.

Em seu despacho, o magistrado argumentou que “soa incoerente o fato de outras substâncias entorpecentes, como o álcool e o tabaco, serem não só permitidas e vendidas, gerando milhões de lucro para os empresários dos ramos, mas consumidas e adoradas pela população, o que demonstra também que a proibição de outras substâncias entorpecentes recreativas, como o THC, são fruto de uma cultura atrasada e de política equivocada e violam o princípio da igualdade, restringindo o direito de uma grande parte da população de utilizar outras substâncias”. A decisão é de outubro, mas foi publicada na terça-feira, ao ser colocada para apreciação dos juízes de segunda instância.

O juiz Frederico Maciel absolveu Marcos Vinicius Pereira Borges e determinou sua soltura. Ele foi denunciado pelo Ministério Publico (MP) e preso em flagrante em maio do ano passado, ao tentar entrar em presídio com 46 gramas de maconha, dentro de seu estômago. Após receberem denúncia, agentes do presídio questionaram o réu se ele estava portando a maconha, e ele provocou vômito e as expeliu, conforme relata a decisão. Ele pretendia levar a maconha a um amigo preso.

Maciel ainda destaca que a opinião pública vê a “falência” da política repressiva do tráfico e a “total discrepância” na proibição de substâncias entorpecentes reconhecida como recreativas e de baixo poder nocivo. Ele cita, dessa forma, que a portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que coloca o THC entre substâncias sujeitas a controle especial é “ilegal”.

“Portanto, no meu entender, a Portaria 344/98, ao restringir a proibição do THC, não só é ilegal, por carecer de motivação expressa, como também é inconstitucional, por violar o princípio da igualdade, da liberdade e da dignidade humana”, decidiu Maciel, que diz que a portaria não justifica a inclusão dessa substância na lista.

Baixo poder nocivo Para embasar sua decisão, Frederico Maciel afirmou ainda que o componente principal da maconha, o THC, “é reconhecido por vários outros países como substância entorpecente de caráter recreativo e medicinal, diante de seu baixo poder nocivo e viciante e ainda de seu poder medicinal”. Apontou ainda que o THC tem uso como parte da cultura, e está sendo liberada a venda controlada em vários locais, como nos estados americanos da Califórnia, Washington e Colorado, além de já ser permitido o uso nos Países Baixos, Uruguai e Espanha.

A ação penal foi encaminhada nesta semana à Terceira Turma Criminal, para análise de segunda instância, por uma turma de magistrados. O colegiado se reúne às quintas-feiras, mas ainda não há definição de quando esse caso vai entrar na pauta de julgamento.

Enquanto isso…
…Líder é condenado

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação do líder de uma suposta seita que defende o uso religioso da maconha, Geraldo Antônio Baptista, o Geraldinho Rastafári. A decisão foi publicada ontem. Preso em agosto de 2012 na sede da Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil, em Americana, com 37 pés de maconha, ele recorreu ao TJ para escapar da acusação de tráfico de drogas. A defesa alega que o uso da erva  é religioso e deve ser permitido como o chá de ayahuasca, usado pelos seguidores do Santo Daime. Fundada em 2011, a “igreja da maconha” defende a droga como erva sagrada e quer a liberação para fins religiosos. Em um sítio,  confiscado pela Justiça, além dos pés de maconha, era feito o uso da droga abertamente.

FONTE: Estado de Minas.

A armadilha do PET


Por anos, incontáveis de workshop de reciclagem ensinaram aos brasileiros, criancinhas, adultos, idosos, donas de casa, comunidades carentes e povos indígenas, a maravilha de “reciclar” garrafas PET. As garrafas de PET usadas passam então a servirem para várias coisas. Vasos para plantas, brinquedos, bijuterias, árvores de Natal, móveis ou qualquer coisa inimaginável. Paralelo a isso, foi criado um mercado de roupas com malha PET, identificada como ecologicamente correta. Camisas caríssimas porque salvam o Planeta, diz a propaganda.

pet

Uma mentira que só virou verdade nesta sociedade do século 21, porque foram repetidas milhares vezes. A realidade é essa: O uso de uma garrafa PET velha no seu quintal ou em forma de roupa, ou como um “telhado verde”, não é reciclagem e nem preserva o meio ambiente. Reciclagem é quando uma garrafa PET velha vira uma garrafa PET nova, como é feito com as garrafas de vidro. Só assim o uso da matéria prima, o petróleo, e o gasto de energia estarão reduzidos. Mas o que acontece com a PET, na realidade, é o contrário disso. A garrafa PET na prática mundial não vira uma nova garrafa PET. A garrafa velha vira um outro produto, um processo que internacionalmente recebeu o nome “Downcycling”.

Ao contrário do vidro, a PET não pode ser reutilizada na linha de produção original e o seu processo de reciclagem de verdade é ainda caro e complicado. Por isso a indústria de embalagens prefere utilizar matéria prima para seus produtos e inventou a propaganda da PET-Recicling.

Novos mercados para o lixo de PET foram criados que de fato estão estimulando a produção de novas garrafas PET à base da matéria prima petróleo. Por exemplo, o novo mercado de Eco-Camisas, Eco-Bolsas ou Eco-mochilas de PET, precisa de produção de novas garrafas de PET à base da matéria prima. E isto é um ato contra a sustentabilidade, contra o meu ambiente e contra a nossa própria saúde.

Pior: ao contrário das fadas da propaganda da indústria química, a produção de PET nem é fácil ou limpa. Além do uso de petróleo, também várias substâncias tóxicas são necessárias ou são criadas durante o processo. Por exemplo, a indústria está usando trióxido de antimônio no processo de fazer PET. Mas antimônio é um metal pesado venenoso e pode criar câncer. “A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o trióxido de antimônio no Grupo 2B – possivelmente carcinogênico para o ser humano.”

A substância orgânica Bisfenol-A (BPA) é um outro grande vilão na produção de garrafas de plástico e de outras embalagens. Esta substância de fórmula (CH3)2C(C6H4OH)2 é um estrogênio sintético e pode causar câncer e infertilidade. Já foi provado há anos que o Bisfenol-A pode contaminar os líquidos dentro das garrafas de PET ou de outros plásticos.

Quem compra garrafas de PET e as usam no seu quintal como um viveiro ou quem cria um sofá de PET ou bijuterias, também está responsável pela continuidade do uso do petróleo, pela mineração de antimônio e seus efeitos danificadores e pela contaminação do meio ambiente com substâncias tóxicas e cancerígenas.

O mundo não precisa de garrafas, camisas ou viveiros de PET. Vidro é o melhor material para guardar qualquer bebida, inclusive a água. As garrafas de vidro podem ser reutilizadas centenas de vezes. E o material de vidro pode ser reciclado sem fim. O próprio vidro é a melhor matéria prima para fazer vidro.

Fonte: EcoDebate.


Dilma inaugura porto em Cuba com dinheiro do BNDES

Com financiamento de US$ 1,09 bilhão do banco brasileiro, terminal de cargas em Havana foi inaugurado por Dilma

Com financiamento de US$ 1,09 bilhão do banco brasileiro, terminal de cargas em Havana foi inaugurado por Dilma (AFP PHOTO/ADALBERTO ROQUE)
Com financiamento de US$ 1,09 bilhão do banco brasileiro, terminal de cargas em Havana foi inaugurado por Dilma

Brasília – Em visita oficial a Cuba, a presidente Dilma Rousseff participou ontem da inauguração da primeira fase de obras do Porto de Mariel, a 45 quilômetros da capital Havana. O terminal é financiado pela o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e aposta do governo cubano para impulsionar os negócios do país, que sofre pesados embargos na economia impostos pelos Estados Unidos. Hoje a presidente discursará na abertura da II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) que também acorrerá na ilha da ditadura oficial dos irmãos Raúl e Fidel Castro.

Dilma criticou a postura norte-americana e classificou a barreira comercial ao país do Caribe como “injusta”. Durante a cerimônia, a presidente manifestou o desejo te aumentar o volume de negócios entre os países e avaliou que o porto será “peça-chave” para o desenvolvimento econômico cubano. “O Brasil deseja ser um aliado econômico de primeira ordem para Cuba e uma maneira de fazer isso é aumentar as relações bilaterais de comércio”, afirmou ela.

A partir do financiamento do BNDES de US$ 1,09 bilhão no porto, a presidente reforçou que parcerias podem ser firmadas nos setores de equipamentos para a saúde e de medicamentos e vacinas. Apesar do interesse, as relações comerciais entre os países ainda são pequenas. Dados da balança comercial brasileira de mostram que, em 2013, o Brasil exportou US$ 528,2 milhões para Cuba e importou US$ 96,6 milhões. Entretanto, participação do governo brasileiro na obra, por meio dos empréstimos do banco estatal, é criticada por empresários do setor, que dizem que os investimentos precisam ser feitos nos portos brasileiros.

Críticas O setor produtivo se queixa de que enquanto o banco estatal despeja milhões de dólares no terminal cubano, o apagão logístico brasileiro e a falta de infraestrutura dos portos brasileiros impedem o crescimento econômico do país. Durante a primeira fase das obras o BNDES desembolsou US$ 802 milhões em bens e serviços. Na segunda etapa, mais US$ 290 milhões serão emprestados para a implantação da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel.

Na avaliação do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, o economista Adriano Pires, é “irracional” o governo anunciar mais um investimento de centenas de milhões de dólares para modernizar a infraestrutura de Cuba ao mesmo em que há, aqui, portos, aeroportos, ferrovias e rodovias de “péssima qualidade”. ‘Ela foi a Davos (Suíça) para tentar atrair investidores estrangeiros para o país, mas não dá qualquer condição para que isso ocorra, sobretudo a implantação da infraestutura necessária para que grandes empresas se instalem no Brasil”, criticou.

Para o professor da Universidade de Brasília José Matias-Pereira, especialista em finanças públicas, o governo brasileiro e o BNDES mostram a “falta de compromisso com o dinheiro público” ao financiar a modernização de um porto em Cuba. Ele destacou que a sociedade brasileira clama por melhorias na saúde, no transporte, na segurança e na educação. “Algumas empresas são beneficiadas com esses financiamentos, mas a população é deixada de lado”, finalizou.

Investimentos Defensores do financiamento justificam que o terminal de Mariel foi construído de frente para a costa da Flórida, nos Estados Unidos, e, com a expansão do canal do Panamá, poderá se transformar em um ponto de escala para cargueiros gigantes. O presidente de Cuba, Raúl Castro, agradeceu a participação do BNDES na empreitada e detalhou que a obra terá grande importância para o país. “O Porto de Mariel será a principal porta de entrada e saída do comércio exterior em Cuba”, afirmou o presidente. Entre as empresas que demonstraram interesse em se instalar no terminal, a Odebrecht Infraestrutura informou em um comunicado que “realiza estudos de viabilidade econômica e técnica para a criação de empreendimento na área de transformação de plástico em Mariel, Cuba”.

Pessimismo renovado

Brasília – O mercado financeiro renovou o pessimismo com a economia brasileira, um sinal de que as declarações recentes da presidente Dilma Rousseff em Davos, na Suíça, não conseguiram empolgar o setor privado. O maior receio com o país é em função, justamente, das ações oficiais para estimular o Produto Interno Bruto (PIB). Analistas e investidores consultados pelo Banco Central (BC) na pesquisa semanal Focus acreditam que o crescimento do país em 2014 será novamente frustrante, de 1,91%. Caso estejam certos nas previsões, será, portanto, o segundo pior desempenho do PIB em quatro anos de governo Dilma, perdendo apenas para o resultado de 2012, de apenas 1%.

O baixo desempenho da economia pode ser explicado pela maior injeção de juros. As estimativas para o comportamento da taxa básica (Selic) é que ela siga em alta pelo menos até abril. Na avaliação do mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom), um colegiado de diretores do BC, promoverá mais duas altas na taxa, de 0,25 ponto percentual cada, nas próximas reuniões de fevereiro e abril. Com isso, a Selic chegaria, ao fim da gestão Dilma, ao patamar de 11% ao ano.

Mesmo assim, a alta de juros não será suficiente para conter uma inflação crescente. Pelas contas dos analistas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegará a 6,02% ao fim deste ano, superando, portanto, os 5,91% de 2013 e os 5,84% de 2012. Em 2015, seja quem for o presidente escolhido pelo voto nas eleições de outubro, a inflação será de 5,70%. Há apenas uma semana, as apostas do mercado era de uma carestia menor, de 5,60%, um sinal de que, para o mercado, o esforço feito pelo BC para colocar freio na escalada de preços será em vão.

Descrença O pessimismo disseminado com a economia é uma prova da dura missão que o governo terá pela frente em 2014: a de convencer o setor privado a acreditar no país e desengavetar projetos de expansão da capacidade produtiva de empresas e fábricas. As apostas oficiais são de que os investimentos, e não mais o consumo, serão as molas propulsoras do PIB.
Mas essa avaliação esbarra na falta de confiança de investidores e analistas de mercado, que questionam se, com baixos crescimentos, é ainda vantajoso aplicar seu dinheiro no Brasil. “O que os números estão mostrando não é pessimismo com o Brasil, mas a realidade que o governo insiste em esconder”, disse o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros. “A gente sabe o que é preciso para o país crescer, e a resposta é: menos desperdício de dinheiro público e mais investimentos produtivos. Mas, em um ano de eleição, é difícil acreditar que vamos conseguir as duas coisas”, acrescentou.

FONTE: Estado de Minas.


Bom dia.

nariz

Eu engulo o que disse aqui na quinta-feira (23), eu me enganei, eu disse que o inquérito da Polícia Federal do Espírito Santo sobre o helicóptero da cocaína, o helicóptero dos Perrella, estava se arrastando. Não estava. Já estava pronto, porque no dia seguinte, na sexta-feira, o Ministério Público já denunciou todos os envolvidos segundo o inquérito da Polícia Federal. E sabem quem foi denunciado? O piloto, o copiloto, os dois carregadores da cocaína e o dono do terreno onde o helicóptero pousou. Senador Perrella e deputado Perrella ficaram fora… Que coisa maravilhosa! Será que esse é o Brasil que a gente vai deixar para os nossos filhos e netos?

Aliás, a governadora do Rio Grande do Norte, que eu mencionei aqui, foi cassada pela segunda vez, foi mantida no posto pelo presidente do TSE, Ministro Marco Aurélio. Bem diferente do que aconteceu no Maranhão, onde Roseana Sarney assumiu porque a Justiça Eleitoral cassou o governador Jakson Lago em 2009, por abuso econômico em 2006. Ela assumiu porque era a segunda, ou seja, assumiu porque havia perdido a eleição. Esse é o Brasil que a gente vai  deixar para os nossos netos.

É tanto ladrão aqui no Brasil que já tem assaltante sendo assaltado. Vocês sabiam? Em Sapiranga, no Rio Grande do Sul, uma dupla chegou de moto, armada, para assaltar uma barbearia. Quando estava dentro da barbearia percebeu que outra dupla de ladrões estava roubando a moto. Aí, a primeira dupla atirou na segunda dupla, e matou um deles. É incrível!

Por toda parte nesse fim de semana, manifestações contra essa tal Copa do Mundo, a Copa dos Estádios que foram construídos enquanto escolas, hospitais e segurança pública e transporte urbano vão lá para o fundo. Eu lembro que lá por 1980 João Havelange, presidente da FIFA, foi propor ao presidente, General Figueiredo que se fizesse a copa no Brasil. Ele perguntou para o Havelange (e eu tenho testemunho disso), perguntou para o Havelange “você conhece as favelas brasileiras? Acha que eu vou gastar com estádios quando o Brasil tem outras prioridades?” Pois é.

De Brasília, Alexandre Garcia.

FONTE: Itatiaia.



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