Acusado de fraudar licitações, Alvimar Perrella tem bens bloqueados pela Justiça

O empresário Alvimar de Oliveira Costa, mais conhecido como Alvimar Perrella, teve os bens bloqueados para garantia de execução de sentença em caso de condenação por suspeita de formação de cartel, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro no fornecimento de alimentação a presídios de Minas. 

A decisão, divulgada nesta quarta-feira, é do juiz Carlos Donizetti Ferreira da Silva, da 7ª Vara da Fazenda Pública. Ao todo, o magistrado decretou a indisponibilidade dos bens de quinze pessoas e seis empresas, entre elas a Stillus Alimentação LTDA, na qual Alvimar é sócio.

De acordo com o Ministério Público (MP), Alvimar de Oliveira Costa, dois sócios e o advogado da empresa obtinham colaboração de outras firmas, que também tiveram os bens bloqueados, para suprimir a competição em licitações e obter contratos mais vantajosos para a Stillus, que é a principal fornecedora de alimentos aos presídios mineiros.

Dois servidores da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds-MG) também participaram da fraude, segundo o MP. Eles ocultavam as irregularidades com a promessa de receberem vantagens como ingressos para jogos, brindes, presentes e convites para acompanhamento de delegação de time de futebol.

Conforme a denúncia, o advogado da empresa tem larga experiência na área de licitações por ter trabalhado na Secretaria de Justiça. A função dele seria inscrever, representar e ofertar lances para outras firmas, escolhendo as que venceriam as licitações. A preferência nos contratos mais vantajosos era dada à Stillus.

A ação ainda cita o então diretor administrativo do Presídio de Três Corações, no Sul de Minas, que também não fiscalizava o fornecimento de alimentação para os presos.

Para o magistrado, a conduta dos réus é séria e impõe o uso de medida para garantir o integral e completo ressarcimento da lesão aos cofres do estado.

FONTE: Itatiaia.