Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo do mês: fevereiro 2015

Spock nunca permitiu que Leonard Nimoy atingisse velocidade de escape

O título da autobiografia de Leonard Nimoy era “I Am Not Spock”, e isso foi tamanha ofensa para alguns fãs que ele publicou um segundo livro intitulado “I Am Spock”.

O ator que conquistou lugar permanente no altar da cultura pop ao interpretar o sr. Spock em “Jornada nas Estrelas” era quase igualmente famoso por seu desejo de ser recordado por outras coisas.
O que é altamente ilógico, é claro.

É difícil pensar em outro astro identificado de maneira tão próxima e afetuosa com um único papel. Até mesmo George Reeves, o primeiro Super-Homem da televisão, havia antes interpretado um dos gêmeos Tarleton em “…E o Vento Levou”.

É ainda mais difícil pensar em um personagem de TV que tenha incorporado de maneira tão plena um determinado tipo de personalidade. Da mesma forma que mr. Scrooge, de Dickens, se tornou sinônimo de sovinice e que Peter Pan se tornou uma síndrome, Spock passou a personificar a racionalidade fria.

Os romances e filmes de mistério oferecem Sherlock Holmes como exemplo último do herói cerebral e distante. Até “Jornada nas Estrelas”, a televisão não dispunha de um personagem tão distintiva -e irresistivelmente – controlado, cerebral e minucioso. (Mr. Peabody, no desenho de Rocky e Bullwinkle, ficava perto, mas ele era um beagle, e bastante afetuoso, ao seu modo ranzinza.)

O “Jornada nas Estrelas” original, criado por Gene Roddenberry, estreou em 1966 e só ficou três temporadas em cartaz, mas na realidade jamais saiu de cena: continua vivo em reprises, refilmagens, adaptações cinematográficas, quadros de humor, fantasias de Dia das Bruxas, convenções, brinquedos, histórias escritas por fãs e paródias infinitamente cafonas disponíveis no YouTube.

A geração baby boom (nascidos entre 1946 e 1964, no pós-guerra) cresceu sob os cuidados dos dois Spocks – Mr. Spock e o doutor Spock, mas hoje o personagem de “Jornada nas Estrelas” é muito mais relevante que o pediatra Benjamin Spock.

Mesmo pessoas que nunca assistiram a qualquer das séries ou filmes “Jornada nas Estrelas” conhecem as palavras “vulcano” e “Spock”, e as empregam. Maureen Dowd, colunista do “New York Times”, descreveu a frieza distanciada do presidente Barack Obama como “coisa de vulcano”.

Obama posou para fotos no Gabinete Oval com Nichelle Nicholls, que interpretava a tenente Uhura, fazendo a saudação vulcana com os dedos separados.

“Jornada nas Estrelas” tem muitos personagens queridos, mas Spock se destaca como protótipo: uma figura que parecia nova mas tinha raízes clássicas.

Spock em geral era invulnerável ao amor, mas sua mãe (interpretada por Jane Wyatt) era humana, o que significava que ele nem sempre era capaz de reprimir seus sentimentos.

E isso o tornou o mais inacessível e romântico herói que se poderia imaginar – Hipólito, o guerreiro casto e desdenhoso de Eurípides, ou um Mr. Rochester [personagem do romance “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë] para a era da ficção científica. Naturalmente, alguns dos episódios mais memoráveis da série giram em torno da vida amorosa extraterrestre do Sr. Spock.

Em “Amok Time”, Spock subitamente começa a se comportar erraticamente e confessa que está no cio, por assim dizer: em sua temporada de acasalamento, os vulcanos retornam à sua luxúria primeva. (Ele sobreviveu.)

No episódio “This Side of Paradise”, Spock é infectado por misteriosos esporos de uma planta durante uma missão, e o efeito é um súbito acesso de felicidade e romantismo.

Mas seu elo mais forte era com o capitão James T. Kirk, interpretado por William Shatner, e a amizade entre eles ainda ecoa.

Shatner deixou a série para trás; encontrou até um novo parceiro na telinha, James Spader, no seriado “Boston Legal”. Nimoy persistiu na carreira por algum tempo, por exemplo interpretando Paris em “Missão Impossível”, e fez muito teatro, mas enfrentou dificuldades para obter papéis que eclipsassem o impacto de Spock.

Voltou-se à filantropia e à arte, publicando discos de poemas e diversos livros de poesia e fotografia, entre os quais uma coleção de nus de mulheres com excesso de peso, intitulado “The Full Body Project”.

Um pouco como Spock, exposto ao conflito entre seus dois lados, Nimoy se viu dividido entre sua verdadeira pessoa e sua identidade em “Jornada nas Estrelas”, que os fãs desejavam tão apaixonadamente vê-lo prolongar.

Emprestou sua voz em 2012 a um boneco de Spock no seriado “The Big Bang Theory”, em um episódio no qual Sheldon (Jim Parsons) sonha que seu Spock de brinquedo é real. Mesmo essa breve presença alude à ambivalência de Nimoy quanto ao seu estrelato. Sheldon fala com emoção sobre a sensação de estar de verdade na ponte de comando da espaçonave Enterprise. O boneco Spock responde: “Pode acreditar: depois de algum tempo, isso cansa”.

Os fãs nunca se cansaram, porém. Nos anos finais de sua vida, Nimoy passou a usar o Twitter, e encerrava suas mensagens com uma abreviação que alude à saudação vulcana: “Live long and prosper”.
LLAP parece muito melhor do que RIP.

FONTE: UOL.


Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é ‘expulso’ de hospital em São Paulo

Reconhecido logo ao chegar na lanchonete do hospital, o ministro começou a ser alvo de insultos. “Vai para o SUS”, foi uma das frases ditas pelos frequentadores

 
    

 postado em 24/02/2015 19:31 / atualizado em 24/02/2015 20:11

 Correio Braziliense

Em meio à crise econômica brasileira, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi expulso do hospital Albert Einstein, em São Paulo, por pacientes revoltados com o seu legado durante o primeiro governo da presidente Dilma Rousseff.O episódio, marcado por gritos de insatisfação como “Safado!” e “Vai pro SUS!”, aconteceu na tarde da última quinta-feira. O ex-ministro da Fazenda e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Guido Mantega, foi reconhecido logo ao chegar na lanchonete do hospital e começou a ser alvo de insultos.

Em minutos, Mantega deixou o local. Um vídeo com o incidente foi postado na internet. Mantega estava no hospital para acompanhar sua mulher, Eliane, que está em tratamento na instituição.

Em nota, o Hospital Albert Einstein afirmou receber igualmente todos os pacientes, lamentou o ocorrido e disse rechaçar qualquer atitude de intolerância. A assessoria de imprensa disse que médicos do hospital não participaram do episódio.

 

FONTE: Estado de Minas.


Criado por cientistas, chega ao mercado inglês em março

Para manter a pele jovem, o chamado Esthechoc eleva os níveis de antioxidantes, favorece a circulação do sangue e evita rugas

 (Reprodução Internet)

Comer chocolate vai deixar de ser motivo de arrependimentos, se depender dos (nobres) esforços dos pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Para alegria dos chocólatras, os cientistas desenvolveram um chocolate que promete diminuir a flacidez da pele e retardar o aparecimento de rugas.

Para manter a pele jovem, o chocolate batizado de Esthechoc eleva os níveis de antioxidantes, favorece a circulação do sangue e evita rugas. Para exemplificar, os pesquisadores contaram que 7,5 gramas do chocolate contêm a mesma quantidade de antioxidante que um filé de salmão e apenas 38 calorias – mesmo valor encontrado em uma maçã.O milagroso produto promete rejuvenescer a pele de um idoso em até 20 ou 30 anos. Para obter o resultado, basta consumir o chocolate todos os dias durante quatro semanas, segundo os testes feitos com voluntários. Com poucas calorias, os diabéticos também podem fazer o tratamento. O preço ainda não foi divulgado, mas o doce deve chegar às lojas inglesas em março. 

 (Reprodução Internet)

 

 

 

FONTE: Estado de Minas.


Italianos doam 300 livros à Biblioteca Luiz de Bessa; saiba como doar

Dia nacional do imigrante italiano é comemorado com festa e reunião da comunidade ítalo-mineira na Praça da Liberdade


Biblioteca Luiz de Bessa

Obras raras dos séculos XVII, XVIII e XIX, que fazem parte do acervo em língua italiana da biblioteca
Vários cidadãos da colônia italiana em Belo Horizonte visitaram a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa no último sábado (21) para celebrar o Dia Nacional do Imigrante Italiano. Para comemorar a data, mais de 300 exemplares de livros em língua italiana foram doados à Biblioteca pelo consulado daquele país, na pessoa da cônsul da Itália em Belo Horizonte, Aurora Russi. As obras foram reunidas pelos esforços de doadores italianos e ítalo-brasileiros.Os títulos doados abarcam a literatura italiana e mundial, livros didáticos e obras infantojuvenis, e vêm incrementar os cerca de 35 mil exemplares estrangeiros já existentes na biblioteca, 1.300 destes em língua italiana. Na ocasião, estavam expostas algumas obras raras dos séculos XVII, XVIII e XIX, que fazem parte desse acervo.

A iniciativa de doar os livros à instituição partiu do Comitê de Italianos Residentes no Estrangeiro (Comites) que, na solenidade, esteve representado por sua presidente, Sílvia Alciati. “É uma honra para o Comites ser considerado o idealizador desse nobre ato. Nosso colega Gianfranco Zavalloni, que nos deixou enorme legado, foi o autor da iniciativa e nos instigou a fazer essa doação anualmente à instituição. Achamos que podemos fazer da Biblioteca a nossa casa que nos aproxima da nossa língua”, explicou Sílvia.

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, salientou a importante e indissociável relação entre Minas e Itália. “Belo Horizonte nasceu em livro e pelas mãos dos italianos que colaboraram muito para a construção da capital entre 1893 e 1897, quando o município foi inaugurado. É uma das poucas cidades do mundo que está refletida na literatura desde os seus primeiros momentos. Quem escreveu o primeiro livro sobre Belo Horizonte, contando exatamente a história do nascimento da capital, foi um descendente de italiano, Avelino Fóscolo, de Sabará”, contou o secretário.

Dia Nacional do Imigrante Italiano

No dia 21 de fevereiro, celebra-se o dia nacional do imigrante italiano no Brasil, instituído pela Lei Federal n. 11.687 de 2/6/2008.

Como doar

Qualquer cidadão pode doar livros à Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. Basta comparecer ao local (praça da Liberdade, 21, bairro Funcionários, Belo Horizonte) com os exemplares e registrar a doação. Livros didáticos não são aceitos. Mais informações pelo telefone (31) 3269-1166.

FONTE: O Tempo.


Prefeito que despreza pobre vê turismo da cidade cair 40% 

Balanço divulgado após Carnaval revela que só 10% dos hotéis tiveram sua capacidade máxima

Guarapari

Ressaca.
Praia do Morro teve pouco movimento, durante o Carnaval, uma cena bem diferente dos anos anteriores

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Guarapari. Ruim com eles, pior sem eles.
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O prefeito de Guarapari, Orly Gomes (DEM), que alçou a fama em dezembro de 2014 ao desdenhar os farofeiros de Guarapari em privilégio do turista rico, assistiu no Carnaval de 2015 a uma queda expressiva no número de visitantes.
Magoados com a preferência explícita do prefeito por gente que gasta pelo menos R$ 200 por dia na cidade, boa parte do público que sempre fez excursão de ônibus pela cidade deixou de lado o tradicional reduto de mineiros. Para o pessoal que trabalha na praia, a queda no movimento chegou a 40% nesse Carnaval.

Num dia bom, Aílton de Jesus Ferreira, 34, vendia até 600 churrasquinhos por dia na praia do Morro, a mais conhecida de Guarapari. Neste ano, porém, ele diz que amargou prejuízo. No melhor dia do Carnaval, domingo, ele conta que vendeu 400 unidades. “O movimento diminuiu muito, muitos turistas reclamam do prefeito. Tem outros motivos também, mas o principal que eu acho é o prefeito. Ele não pode falar essas coisas, pega mal”, critica o vendedor ambulante. Ferreira calcula uma queda entre 30% a 40% no faturamento. Ele mora em Guarapari há dez anos e torce para que, na Semana Santa, o movimento seja maior.

Jedilson Nascimento, 45, também reclama que os visitantes diminuíram neste ano. Dono de um quiosque na praia do Morro, Nascimento critica o prefeito por ter falado que turista pobre não é bem-vindo, mas diz que, além disso, a ameaça de falta de água também assustou o turista. “Foi equivocado o que ele falou, foi muito infeliz. Ele não pode interferir no direito das pessoas de vir para cá. Mas acredito que o que pesou mais na decisão do visitante foi o medo de faltar água. Além disso, a economia está em crise, as pessoas estão sem dinheiro”, analisa o comerciante, que nasceu na cidade e atesta que o fluxo de turistas só tem diminuído. “Há dois anos, uma família gastava em média R$ 100 aqui no quiosque. Agora, gasta metade”, lamenta. Jedilson diz que o estoque que ele adquiriu esperando um grande público no Carnaval será guardado para a Semana Santa, com exceção dos produtos perecíveis, que terão que ser descartados.

Balanço. No balanço divulgado depois do Carnaval pela Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari, o desânimo dos turistas se refletiu fortemente na ocupação dos estabelecimentos. Somente 10% deles chegaram a ter ocupação total no feriado de folia. Diferentemente dos vendedores ambulantes, porém, a entidade culpa a crise hídrica pela baixa.

“Está muito vazio aqui. Acho que o pessoal não veio por causa do prefeito, que ficou falando mal de pobre”, afirma a faxineira Camila Dias, 19. “Vê se pode? O prefeito queria mudar o nome da praia do Morro para Alphavile porque morro lembra favela. É um absurdo”.

A reportagem tentou insistentemente falar com o prefeito Orly Gomes, mas ele não retornou aos recados deixados em seu celular. Procurado, o secretário de Turismo de Guarapari, Adriani Serpa, também não retornou as ligações.

 

Fábio<br />César<br />de<br />Almeida<br />Soares
Fábio César de Almeida Soares
Gastar R$200,00 por dia em Guarapari é o cúmulo da falta de criatividade. Quem tem essa disponibilidade financeira possui inúmeras opções mais interessantes do que aquela roça na beira do mar.
Responder   10:31 PM Feb 22, 2015
eduardo<br />mello
eduardo mello
A cidade nao tem saneamento basico e a agua de la faz muita gente ficar doente…. todo turista tem que comprar agua de garrafinha. Em varios bairros, se ve ratos por causa da sujeiro. E por cima de tudo, tem um prefeito que fala uma coisa destas. 
Responder   2:16 PM Feb 22, 2015
CLAUDIA<br />DE<br />OLIVEIRA
CLAUDIA DE OLIVEIRA
Tomou papudo! Só fico com pena dos pequenos comerciantes e ambulantes que tiveram que amargar um prejuízo enorme. Estive lá em janeiro e ficou claro a insatisfação de muitos turistas e da “sem graceza” dos comerciantes que faziam de tudo pra nos agradar. O prefeito até deu as caras por lá, se fazendo de coitado e que foi mal interpretado. Mas tudo por causa da repercussão negativa daquela fala infeliz. Pobre também gasta, ainda que junte dinheiro o ano todo!
Responder   1:19 PM Feb 22, 2015
Dago
Dago
Este prefeitinho perdeu uma maravilhosa oportunidade de ficar calado. NÃO é a classe A ou B que frequenta Guarapari. A frequencia destas classes é no sul da Bahia, em Búzios, São Luis, Maceió e outros lugares como estes. Em Guarapari NÃO TEM NADA que atraia os turistas classe A e B. Falou demais e falou errado. Agora guenta!!!!!!!!!!!!!!
Responder   11:17 AM Feb 22, 2015
edgar<br />ribeiro
edgar ribeiro
Parece que a jornalistica teve diversos orgasmos ao elaborar a materia.Não que esteja defendendo o prefeito,mas conheço Guarapari e já fui 3 vezes e realmente a cidade tinha alguns problemas.Mas isto não quer dizer que o turismo caiu foi exatamente devido a materia onde o prefeito pensa que pode correr com determinado tipo de turista.Tambem teve um fator da falta de agua,onde a TV assustou que tinha planejado viajar,combustiveis caros,estradas precarias,onde vc entra vivo e não sabe se volta.Aliás,o governo do Espirito Santo nunca fez uma pressão junto ao governo federal para melhorar a BR 381,apoiava em troca de cargos,esquecendo que o turismo não precisa de muito investimento e o retorno é altissimo,mas politico brasileiro foi na onda de que o povo tava rico e só andava de avião.Agora mesmo tem uma materia neste edição dizendo que os hoteis de BH estão em via de fecharem por estar com altissima capacidade ociosa.Entretanto,a materia servirá para que o pessoal de Guarapari entenda que dinheiro não aguenta desaforo….tratar o turista com educação e serviços de qualidade é tudo que desejamos,e não ter que suportar pessoas arrogantes que acham que estão tirando o seu sossego.
Responder   10:30 AM Feb 22, 2015
isidoro<br />perez<br />ramos
isidoro perez ramos
A cidade cresceu muito, principalmente com o boom imobiliário que atraiu gente de outros estados a comprar imóveis para o período de veraneio. Mas a expansão não veio acompanhada de infraestrutura que pecou na questão de saneamento e água. A limitação de acesso, por meio de taxas ou regular pontos de estacionamento tirou o turista de baixa renda, que contribuia para os microempreendedores e pequenas empresas. Se a proposta foi evitar um colapso, pontualmente no fornecimento de água, o prefeito conseguiu. Mas a crise, seja econômica, seja hídrica, pode ter refletido no carnaval de Guarapari, assim com refletiu em diversas cidades. Talvez o turista que não estava em Guarapari ficou nos blocos de rua de BH.
Responder   10:07 AM Feb 22, 2015
Celso<br />Gomes
Celso Gomes
Foi um tiro no pé
Responder   9:47 AM Feb 22, 2015

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FONTE: O Tempo.

 


Saiba mais sobre as mudanças no Código de Processo Civil

Entre os assuntos mais importantes que sofreram mudança no novo código está a análise de processos ligados à família, que terão andamento especial e preferência para a solução consensual entre as partes

 (Pixabay)
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A votação do novo Código de Processo Civil (CPC) foi concluída no dia 17 de dezembro do ano passado no Senado. Desde então, o texto passa por revisão para ajuste de técnica legislativa e de redação para seguir para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Assim que receber a lei, ela terá 15 dias úteis para sancioná-lo.

Confira abaixo os pontos de destaque do novo CPC:

Conciliação e mediação

Os tribunais serão obrigados a criar centros para audiências de mediação e conciliação buscando incentivar a solução consensual dos conflitos. A audiência poderá se desdobrar em várias sessões. O juiz poderá fazer nova tentativa de conciliação durante a instrução do processo.

Ações de família

Divórcios, guarda de filhos, pensão e casos de paternidade, entre outros, terão tramitação especial. O objetivo é favorecer solução consensual criada pelas próprias partes com o auxílio de um terceiro imparcial, o mediador. Profissionais de outras áreas também poderão ser recrutados para dar suporte às partes em causas delicadas. Serão realizadas tantas sessões quanto necessárias ao melhor resultado. Devedor de pensão deve continuar sujeito a prisão, mas separado de outros presos.

Ordem cronológica

Os juízes terão que seguir a ordem cronológica para julgar os processos a partir do momento em que os autos ficarem prontos para análise e decisão. A intenção é afastar qualquer tipo de influência sobre a ordem dos julgamentos. São mantidas as prioridades já previstas em lei, como as ações propostas por idosos e portadores de doenças graves.

Demandas repetitivas

Considerada fundamental para a celeridade ao judiciário, uma nova ferramenta permitirá a aplicação da mesma decisão a milhares de ações iguais, como em demandas contra planos de saúde, operadoras de telefonia e bancos. As ações ficarão paralisadas em primeira instância até que o tribunal julgue o chamado incidente de resolução de demandas repetitivas, mandando ao fim aplicar a decisão a todos os casos idênticos.

Ações coletivas

Processos individuais que tratem de temas de interesse de um grupo maior de pessoas ou de toda a coletividade poderão ser convertidos em ações coletivas, valendo a decisão igualmente para todos. Questões envolvendo sócios de empresa ou uma denúncia sobre poluição são exemplos de ações que podem ser alcançadas pelo instrumento de conversão.

Atos processuais

O juiz e as partes poderão entrar em acordo em relação aos atos e procedimentos processuais e alterar diferentes aspectos do trâmite do processo, tendo em vista o bom andamento da questão. Um exemplo é a definição do responsável por pagar uma perícia.

Limites aos recursos

Para evitar que os recursos continuem sendo instrumentos para adiar o fim dos processos, com o propósito de retardar pagamentos ou cumprimento de outras obrigações, o novo CPC extingue alguns desses mecanismos, limita outros e encarece a fase recursal (haverá pagamento de honorários também nessa etapa).

Multas

Para evitar manobras jurídicas com o fim de retardar decisões, estão sendo ampliadas e criadas novas hipóteses de multas para recursos meramente protelatórios.

Honorários advocatícios

Serão pagos honorários de sucumbência (devidos aos advogados pela parte vencida) também na fase de recursos. É medida que compensa os profissionais pelo trabalho adicional que precisou fazer e que ainda pode ajudar a desestimular recursos protelatórios. Também foi estabelecida uma tabela para causas vencidas contra o governo. Os advogados públicos, além da remuneração do cargo, agora terão direito a sucumbência nas causas que vencerem.

Prazos processuais

A contagem dos prazos será feita apenas em dias úteis e também ficará suspensa por um mês, a partir do fim de cada ano. Essa era uma antiga demanda dos advogados, que agora poderão contar com período de férias sem o risco de perder prazos. Os prazos para recursos, antes variados, serão agora de 15 dias. Somente os embargos de declaração terão prazo de cinco dias.

Devedor

Nos casos que envolvam pagamento de valores, o condenado que deixar de cumprir sentença poderá ter seu nome negativado, mediante inclusão em cadastro de devedores.

Respeito à jurisprudência

Os juízes e tribunais serão obrigados a respeitar julgamentos do STF e do STJ. O juiz também poderá arquivar o pedido que contraria a jurisprudência, antes mesmo de analisar.

Personalidade jurídica

O novo código definirá procedimentos para a desconsideração da personalidade jurídica das sociedades, medida que pode ser adotada em casos de abusos e fraudes. Assim, os administradores e sócios respondem com seus bens pelos prejuízos. Hoje os juízes se valem de orientações jurisprudenciais ainda consideradas incompletas.

Amicus curiae

Foi regulamentada a atuação do “amicus curiae” em causas controversas e relevantes, para colaborar com sua experiência na matéria em análise, em defesa de interesse institucional público. Poderá ser uma pessoa, órgão ou entidade que detenha conhecimento ou representatividade na discussão. A participação poderá ser solicitada pelo juiz ou relator ou ser por eles admitida, a partir de pedido das partes ou mesmo de quem deseja se manifestar.

FONTE: Estado de Minas.


Com os cumprimentos de Dilma & Pimentel: CHUPA, MINAS!

Referência para a cobrança do ICMS muda e gasolina terá novo reajuste

Alta nas bombas de Minas pode chegar a R$ 0,15

 JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A PRESS

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Os consumidores de Belo Horizonte já começam a sentir no bolso mais um aumento no preço dos combustíveis. Desde domingo, os postos vêm repassando a alta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que foi reajustado nas refinarias no último dia 15.
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O governo atualizou o valor de referência para cobrança do tributo e o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), presidido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e formado pelos secretários estaduais de Fazenda, sinalizou acréscimo de até R$ 0,15 no preço final do litro da gasolina. A medida atinge Minas Gerais, o Distrito Federal e outros 14 estados.
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A nova mexida nas tabelas dos postos é reflexo da elevação do PIS/Cofins anunciada no início de fevereiro, que gerou efeito cascata sobre o ICMS. Como o imposto é estadual, o impacto varia conforme a unidade da Federação. Com a mudança na alíquota do tributo, que incide sobre o faturamento das distribuidoras, o valor médio pago pelo consumidor ficou defasado e precisou ser ajustado.
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Com isso, o preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF), referência para o ICMS, em Minas Gerais, que entrou em vigor na segunda-feira, subiu de R$ 3,09 para R$ 3,36, alta de 9%.
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Com isso, o reajuste nas bombas deve variar de R$ 0,08 a R$ 0,15, dependendo da bandeira do posto.
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No Mato Grosso do Sul, o PMPF sofreu a maior variação do país, corrigido em 14,11% para a gasolina, 25,45% para o álcool e 27% para o diesel.
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Para Carlos Antônio Piazza, gerente do Posto Wilson Piazza, no Bairro Serra, a mudança afeta negativamente o postos de combustíveis e os consumidores.
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Ele conta que nos últimos 20 dias reajustou duas vezes o preço da gasolina, que passou de R$ 3,00 para R$ 3,29 e depois para R$ 3,39. A alta do ICMS que entrou em vigor nas refinarias no dia 15 ainda não foi repassada.
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“Os dois aumentos foram referentes ao primeiro reajuste que recebemos das refinarias, na atualização do PIS/Cofins. Com eles, as vendas já caíram cerca de 30%. Imagina se eu repassar mais um aumento para o consumidor?”
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Carlos afirma que vai segurar o novo reajuste e diminuir a margem de lucro, na tentativa de recuperar as vendas. Em outro posto, na Avenida Prudente de Morais, o litro da gasolina, que custava R$ 3,19 no início do mês passou para R$ 3,36 nesta semana. Segundo Simone Neiva, sócia proprietária do posto, o aumento é referente ao reajuste do ICMS. Depois do primeiro aumento, o posto registrou uma queda de 8% nas vendas e a expectativa é de que os negócios permaneçam estáveis, mesmo depois da nova alta.
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Sem lado bom Para o presidente do Minaspetro, sindicato que representa os revendedores de combustíveis de Minas Gerais, Carlos Guimarães Júnior, a mudança é ruim para os donos dos postos e para seus clientes. “Quem ganha com esses reajustes são os governos federal e estadual. Os empresários perdem em vendas e ficam prejudicados pois necessitam de mais capital de giro para manter e operar os seus negócios”, afirma. Sobre o aumento, a Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais informou, por meio de nota, que: “Está em curso, ao longo deste primeiro trimestre, um amplo levantamento sobre a situação financeira e administrativa do governo de Minas Gerais, o que abrange revisões sobre métodos e diretrizes adotados por administrações anteriores.”
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Para tentar driblar o aumento, os consumidores estão mudando hábitos e consumindo menos. A funcionária pública Gláucia Grossi passou a andar mais de bicicleta e abastecer apenas R$ 30 por semana. Por uma tabela, ela controla a média de consumo do carro e afirma que quando sai do padrão, o caminho é a oficina. “Tento fazer a maioria das coisas que posso de biclicleta. Só saio de carro quando é longe ou quando tenho que carregar peso. Não dá para ficar rodando de carro com a gasolina cara do jeito que está”, afirma. A dentista Giselle Magalhães critica o aumento do preço do combustível e afirma que está mudando os hábitos de consumo, como por exemplo trocando a gasolina pelo etanol, para reduzir os gastos. “Antes eu enchia o tanque com cerca de R$ 140 e rodava por 15 dias. Hoje, se coloco o mesmo valor de combustível, rodo apenas 10 dias”, afirma. Para Giselle, o maior problema é que o salário não acompanha os reajustes estabelecidos no preço dos combustíveis e em outros itens de necessidade básica. “Nosso dinheiro está valendo menos e o consumidor é que fica no prejuízo.” 
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Deturpações no cálculo.

Brasília – Há um problema relacionado ao valor utilizado como base de cálculo para a incidência do ICMS. Como esse tipo de tributo incide sobre a venda, o Confaz estima um preço que acredita ser a média praticada pelo mercado. Dessa forma, o imposto pode ser recolhido ainda na refinaria. “Assim, se o dono do posto cobra menos do que o estipulado pelo Confaz, vai perder dinheiro, porque o imposto será cobrado sobre o valor estimado pelo conselho”, explica o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Elói Olenike.
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O advogado Rui Coutinho, ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), considera a incidência do ICMS sobre um valor que já inclui o Pis-Cofins uma deturpação instituída pelo sistema brasileiro de impostos. “É uma barbaridade tributária”, opina. Outros especialistas, contudo, ponderam que os postos podem ter aumentado o combustível com uma margem maior do que a prevista pela Petrobras no início de fevereiro, de R$ 0,22 para gasolina e de R$ 0,15 para o diesel, justamente prevendo essas correções posteriores.
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A Receita Federal foi questionada sobre a possível arrecadação extra com o ICMS. O órgão informou que as respostas seriam dadas pelo Confaz. O conselho, por sua vez, foi procurado, mas comunicou que as questões deveriam ser respondidas pelas secretarias de Fazenda. A Petrobras não se posicionou.

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FONTE: Estado de Minas.



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