A regulamentação ou proibição do serviço na capital vai partir da decisão deste grupo, que terá 40 dias para elaborar um projeto de lei com a solução.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte criou uma comissão para solucionar o impasse entre taxistas e motoristas do Uber na capital. O grupo terá 40 dias para criar um projeto de lei sobre o tema. A decisão foi tomada depois de uma audiência pública, realizada na manhã desta segunda-feira, para discutir os aplicativos usados para acionar serviços de transporte de passageiros na capital.

A comissão é formada por cinco vereadores da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário, três representantes do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir) e representantes da BHTrans. O objetivo é unificar toda a discussão, para evitar que cada vereador encaminhe projetos individualmente. A regulamentação ou proibição do Uber em Belo Horizonte vai partir da decisão deste grupo.

Quando o projeto de lei estiver pronto, a comissão vai buscar o apoio dos vereadores para que ele siga para tramitação e seja regulamentado o mais rápido possível.

Questionado, o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cezar, preferiu não emitir opinião própria sobre a permissão ou proibição do Uber em BH, e disse que isso será definido pelos estudos do grupo. A Polícia Militar (PM) foi representada pelo tenente Paulo Sérgio Barbosa, do Batalhão de Trânsito. Ele informou que a polícia vai continuar a fiscalização para autuar motoristas do transporte clandestino, inclusive os do Uber.

Os taxistas começaram a chegar à Câmara de BH por volta das 9h30 e ocuparam o Plenário Amynthas de Barros com faixas cobrando ação das autoridades e exigindo a saída do Uber. No momento da fala da representante da empresa, os taxistas protestaram virando as costas para a bancada.

Fonte: Estado de Minas.

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