Por motivos diferentes, governo e PMDB reprovam declarações de Temer
Vice-presidente declarou que, com baixíssima popularidade, seria difícil para a presidente Dilma Rousseff concluir o seu mandato

Dilmão

O governo e alguns setores do PMDB, inclusive aliados, reprovaram nesta sexta-feira (4) o tom usado pelo vice-presidente Michel Temer ao declarar que, com a baixíssima popularidade, seria difícil para a presidente Dilma Rousseff concluir o seu mandato.

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Temer se reuniu com empresários de São Paulo nesta quinta (3) e afirmou que Dilma não “é de renunciar”, mas asseverou que “é preciso melhorar o que está aí”.

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Apesar da consciência do paulatino afastamento do vice nas últimas semanas, integrantes do Palácio do Planalto disseram que não esperavam uma linha pública de tão claro distanciamento usando frases como “ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. (…) Se continuar assim, eu vou dizer a você, 7%, 8% de popularidade, de fato, fica difícil”.
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Ou, ainda, “se a chapa [Dilma-Temer] for cassada [pelo Tribunal Superior Eleitoral] eu vou para casa feliz. Ela vai para casa…Não sei se feliz”.

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Até mesmo congressistas do partido que atuam em sintonia com o vice afirmaram, em caráter reservado, que Temer “caiu numa armadilha” ao participar de um evento organizado por movimento que defende o impeachment da petista, o “Acorda, Brasil”. Para eles, as declarações ganharam sentido mais forte no ambiente em que foram ditas.

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É quase unânime no PMDB o desejo de rompimento com o Palácio do Planalto, mas os principais dirigentes da legenda defendem que o desembarque seja calculado.

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Veja bem

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Amigos do vice procuraram nesta sexta explicar suas frases, reconhecendo que ele foi “infeliz”, mas “não conspirador”, como veem petistas.

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Interlocutores ponderaram que, entre uma declaração e outra, Temer afirmou que trabalhará para que a atual gestão chegue até 2018. Reconhecem que as falas retratam um Michel Temer distante de Dilma, magoado com o governo, mas não um traidor.

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Ele próprio rebateu essa ideia no evento com integrantes do “Acorda, Brasil”.

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Depois de fugir ao tradicional temperamento discreto e sereno, exasperou-se quando um empresário da plateia o questionou como ele gostaria de passar para a história, como estadista ou oportunista.

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“Não há um fato na minha trajetória que o senhor possa apontar. Se conspirasse, completou ele, “aí sim eu estaria manchando minha história.”

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FONTE: O Tempo.

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