Galo e Cruzeiro 2

Sim, ainda é possível. Mostrando toda a gana e toda a raça de um time que almeja o título, o Atlético bateu o forte Internacional, no Horto, por 2 a 1, diminuindo para dois pontos a diferença para o líder Corinthians. Nunca o Goiás, adversário do time paulista, nesta quinta, no Itaquerão, contará com tanta torcida a favor.

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O triunfo alvinegro fez o Galo saltar para os 59 pontos. O Timão tem 61 e, no máximo, vai retomar a diferença para os anteriores cinco pontos. Restam oito rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, reserva um Atlético e Corinthians, no Independência, dia 1º de novembro.

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Há quase um mês, o Galo não jogava no Horto. O torcedor estava com saudade e já tratou de gritar o famoso “eu acredito” assim que os jogadores pisaram no gramado. Era para pilhar a equipe. E funcionou. A pressão inicial lembrou a velha máxima de caldeirão do estádio. Só mesmo uma certa afogação atrapalhava o time.

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Bola no chão e tranquilidade eram a fórmula. Numa dessas, Rodrigo Dourado se atrapalhou e cortou a bola com a mão na área. Pênalti e arremate perfeito de Lucas Pratto, seu 12º gol no campeonato, o 22º na temporada, o terceiro seguido em cobrança de penalidade.

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Com prejuízo no placar, o Colorado teve que sair para o jogo, mas o Galo manteve a toada. Impressionou a disposição dos atleticanos para se atirar nos carrinhos e nas divididas. Em um desses lances de raça, Giovanni Augusto recebeu na área, limpou o marcador e perdeu um daqueles gols incríveis.

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O jogo parecia controlado, o goleiro Victor não tinha feito sequer uma defesa. Mas na cobrança de escanteio, Paulão pregou uma cabeçada certeira para empatar no fim da primeira etapa. Erro de posicionamento, um vacilo. “Jogo como esse, não se pode dar ao luxo de perder tantas chances”, resumiu o camisa 1 alvinegro.

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Para o segundo tempo, o Atlético se mandou para cima sob a batuta da Massa. Mas, novamente, a ansiedade atrapalhava. Em lances de paciência, os jogadores do Galo preferiam o disparo de longe, sem rumo. Por causa da baixa margem de erros com relação a briga pelo título, o relógio também se tornava um inimigo.

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Mas o time estava bem, era intenso, acuava o time gaúcho. Para dar nova movimentação, Levir colocou Patric em campo. Correria também pode ser sinônimo de qualidade. E foi pelo lado esquerdo, após arremate de Douglas Santos e rebote de Muriel, Marcos Rocha desempatou. Ufa!

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Daí para o fim, o Inter precisou avançar mais, abrindo o jogo para os contra-golpes do Galo. Numa delas, Muriel evitou o primeiro gol de Cárdenas pelo Galo. Em outra, Patric se embolou com a bola. E em mais outra, o colombiano perderia na marca do pênalti. O Colorado ainda assustaria, como na bela defesa de falta de Victor. Mas prevaleceu quem correu mais, quem tem objetivos maiores.
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ATLÉTICO 2 x 1 INTERNACIONAL
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Estádio: Independência, em Belo Horizonte
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Gols: Lucas Pratto e Marcos Rocha (A); Paulão (I)
Cartões amarelos: Leandro Donizete e Luan (A); Rodrigo Dourado, Alex Vitinho (I)
Público: 19.023 pagantes
Renda: R$ 866.390
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Atlético
Victor, Marcos Rocha, Edcarlos, Jemerson e Douglas Santos (Pedro Botelho); Leandro Donizete, Rafael Carioca, Luan, Giovanni Augusto (Cárdenas), Thiago Ribeiro (Patric); Lucas Pratto. Técnico: Levir Culpi

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Internacional
Muriel, Leo, Réver, Paulão e Ernando; Rodrigo Dourado, Nilton, Anderson (Vitinho) e Alex (Rafael Moura); Valdívia (Alisson Faria) e Lisandro López. Técnico: Argel Fucks

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CRUZEIRO

Ele voltou endiabrado da seleção uruguaia. Com a Celeste Olímpica na ponta das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, Arrascaeta era pura motivação quando desembarcou em Curitiba, nesta quarta-feira, pronto para ajudar o Cruzeiro contra o Atlético-PR. E foi graças ao meia-atacante que a Raposa obteve um empate heroico, por 2 a 2, na Arena da Baixada. Por pouco, o time azul não venceu. No entanto, a ótima atuação do gringo pode, enfim, representar o início da volta por cima do atleta.

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Quando foi confirmado como reforço cruzeirense para a temporada, Arrascaeta chegou com status de um craque a ser lapidado. No entanto, alternou altos e baixo, e perdeu titularidade. O ex-técnico da Raposa, Vanderlei Luxemburgo, disse certa vez, que o uruguaio ‘não era atleta’ para aguentar a bateria de desafios do futebol brasileiro. Porém, o jogador nunca abaixou a cabeça e trabalhou forte para tentar reconquistar seu espaço.

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Nessa quarta-feira, ele deixou o banco de suplentes para incendiar o confronto. O Atlético-PR vencia por 1 a 0, com gol de Ewandro. Mas o Cruzeiro empatou com Fabrício, de falta. Bruno Pereirinha recolocou o Furacão em vantagem. Só que o destino conspirava para Arrascaeta, que, de tanto insistir, balançou as redes e garantiu o empate em 2 a 2.

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No domingo, às 11h, no Mineirão, a Raposa encara o Fluminense, pela 31ª rodada do Brasileirão.

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O jogo
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Há tempos não se via um primeiro tempo tão insosso por parte do Cruzeiro. Erros de passe, falta de competência na ligação do meio-campo ao ataque e ineficiência nas raras oportunidades para finalizar foram a tônica do time celeste nos 45 minutos iniciais. Para piorar, uma desatenção de todo o sistema defensivo resultou no gol de Ewandro, aos 36 min.

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Sem inspiração alguma, Marinho deixou o campo de jogo no intervalo para a entrada de Arrascaeta. E o uruguaio deu uma nova dinâmica ao time celeste. Explorando sua velocidade e abusando dos dribles, o meia-atacante criou boas situações de gol aos azuis. De tanto insistir, o Cruzeiro empatou com Fabrício. Bruno Pereirinha recolocou o Furacão em vantagem. Mas Arrascaeta, em noite iluminada, empatou novamente.

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FONTE: O Tempo.

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