Líder e integrante de grupo de pichadores de BH são condenados pela Justiça

Darcy Gonçalvez Vieira Júnior, o GG, de 40 anos, apontado como o líder do grupo segue preso. Leonardo Vinícius de Souza é considerado foragido pela Justiça

 Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Pichadores que atuam em Belo Horizonte tiveram mais uma derrota na Justiça. O juiz Marcos Henrique Caldeira Brant, titular da 11ª Vara Criminal condenou Darcy Gonçalvez Vieira Júnior, o GG, de 40 anos, e Leonardo Vinícius de Souza, de 37, apontados como responsáveis pelo ato de vandalismo na Biblioteca Estadual Luiz de Bessa e contra as estátuas de bronze dos “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, que retratam os escritores Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul da capital mineira. Os dois fazem parte de uma associação criminosa chamada de “Pixadores de Elite”. A prisão de Darcy, que cumpria preventiva, foi mantida. Já Leonardo, que rompeu a tornozeleira eletrônica que o monitorava, está foragido.

O crime cometido por eles aconteceu em 17 de outubro de 2014. Eles sujaram a fachada da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdadee e as esculturas de Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e Hélio Pelegrino, escritores da literatura brasileira, foram pichadas com tinta branca. Darcy ainda pichou, sozinho, uma pilastra e um muro de pedra na parte externa da biblioteca. As imagens foram postadas nas redes sociais como “troféu”.

Apontado como líder da organização criminosa, Darcy foi condenado a oito anos, seis meses e 10 dias de prisão. Além disso, terá que pagar 79 dias-multa. O réu ainda deve pagar R$ 25 mil de indenização pelos danos causados. Já Leonardo terá que cumprir dois anos, sete meses e 15 dias de detenção, em regime inicialmente aberto. Para reparação dos danos, deverá pagar R$ 20 mil. Da decisão ainda cabe recurso.

Prejuízos

Os dois foram presos durante a operação Argos Panoptes, em 27 de maio do ano passado, que terminou com a condução de 17 integrantes do bando em BH, Contagem, Vespasiano, Betim e Curvelo, cidade onde Darcy foi detido. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou liminar no pedido de habeas corpus para o líder do grupo.

Estima-se que os “Pixadores de Elite” tenham causado um prejuízo financeiro da ordem de R$ 5 milhões. Nas investigações, descobriu-se que o grupo atua desde 1992, mas intensificou as pichações em 2010. Segundo o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, um dos coordenadores do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) do MPMG, eles estão ligados a torcidas organizadas, buscam notoriedade com seus atos e estão em constante disputa de poder com integrantes de gangues rivais.

FONTE: Estado de Minas.
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