Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo do mês: agosto 2016

José Medeiros: “Não há argumentos para derrubar a acusação”

 

O senador José Medeiros (PSD-MT) elogiou a acusação contra Dilma Rousseff e disse que a defesa não tem argumentos.

“Não há argumentos para derrubar a acusação. Não existe defesa. É como a bola de Rogério Ceni, no ângulo”, afirmou. “Eu voto com a maior tranquilidade do mundo”, concluiu o senador.

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FONTE: Carta Capital.


Polícia investiga se achocolatado fabricado em Minas matou criança em Cuiabá

 

Lote fabricado em 25 de maio deste ano foi retirado de circulação

Lote fabricado em 25 de maio deste ano foi retirado de circulação

A morte de uma criança de 2 anos supostamente após ingerir o achocolatado Itambezinho (200ml), da Itambé, está sendo investigada pelas autoridades do Mato Grosso. A mãe da criança alega que o filho morreu momentos após ingerir o produto, que é fabricado em Minas Gerais. Outras duas pessoas que também beberam o achocolotado teriam passado mal.

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Até a conclusão da perícia do Itambezinho, a Vigilância Sanitária mandou interditar o lote do produto fabricado em 25 de maio deste ano, com validade até 21 de novembro de 2016. Além da bebida, amostras colhidas no estômago da criança durante exame de necropsia também serão examinadas para determinar a causa do óbito. A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou que a retirada de circulação do produto é um procedimento normal em casos de suspeita de contaminação ou desvio de qualidade.

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Por meio de nota, a Itambé informou que está auxiliando na apuração do caso. A empresa ressaltou, também, que o “produto está no mercado há mais de uma década e nunca apresentou qualquer problema correlato. Até o presente momento, não tivemos nenhuma outra reclamação do mesmo lote”.

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‘Presente’

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Segundo a Polícia Civil do Mato Grosso, que abriu inquérito para apurar o caso, a mãe da criança relatou que o filho estava há dois dias resfriado, soltando coriza pelo nariz, mas não apresentava febre. Na última quinta-feira (25), data da morte, ele pediu comida e a mãe deu uma caixa do achocolatado.

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Segundo a mulher, de 28 anos, logo após ingerir a bebida, o menino teria apresentado falta de ar e ficado com o “corpo mole e com princípio de desmaio”. A criança foi levada de casa, no bairro Parque Cuiabá, até a Policlínica do Coxipó.
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Na unidade de saúde, os médicos tentaram reanimar o menino por aproximadamente uma hora, mas ele não resistiu. A mãe e o tio também teriam bebido o Itambezinho e sentiram-se mal. Ela se queixou de tonturas e náuseas e o homem chegou a ser encaminhado à uma unidade de saúde.

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Ainda de acordo com a corporação, a mãe disse que a bebida foi dada para a família por um vizinho, que não foi localizado pelos policiais. Nenhuma linha de investigação foi descartada.

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Análise

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Cinco caixas da bebida foram recolhidas da casa do menino para análise pericial. Três estava fechadas e duas abertas, sendo uma vazia, que foi ingerida pela vítima. Todo o material foi encaminhado para o Laboratório Forense da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que irá realizar análise do produto e de amostras colhidas do corpo da criança.

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A previsão é de que os laudos sejam concluídos ainda nesta semana. Porém, o delegado Eduardo Botelho, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), já iniciou as oitivas para apurar o caso.

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Lote suspenso

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) mandou suspender a venda do achocolatado em todo o Brasil na sexta-feira (26), assim que foi informada pela sobre a morte da criança.

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“Diante disso, conforme estabelecido no parágrafo 2 e 4 do Artigo 23 da Lei nº 6437/1977, por medida de precaução, coube à Coordenadoria de Vigilância Sanitária a emissão do Memorando Circular n°022/2016/COSAN/SVS/SES-MT aos Escritórios Regionais de Saúde, solicitando que a medida de interdição cautelar fosse cumprida pelas Vigilâncias Sanitárias”.

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A SES ressaltou que a retirada de circulação do produto é um procedimento normal em casos de suspeita de contaminação ou desvio de qualidade.

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Defesa

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A Itambé reforçou a qualidade de seus produtos e declarou que, além de acompanhar o caso com as autoridade do MT, também determinou a realização de perícia por conta própria. “A Itambé esclarece que já realizou análises laboratoriais internas do lote de produção mencionado na notificação, não identificando qualquer problema em sua composição. Em paralelo, outras análises estão sendo feitas em laboratórios externos e no LANAGRO – Laboratório Nacional Agropecuário – do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, cujos laudos serão disponibilizados no decorrer desta semana”, declarou por meio de nota.

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Além disso, a empresa afirmou que não houve qualquer notificação de outros casos similares relativos ao produto em questão, além deste em Cuiabá, no Mato Grosso.

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Os produtos da Itambé são fabricados em Pará de Minas e Uberlândia, e a sede da empresa fica em Belo Horizonte.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Loja não é obrigada a trocar se informou previamente

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Stael Riani

Comprei um presente para meu pai na categoria de “pequenos defeitos”, por isso paguei mais
barato. No entanto, a blusa ficou pequena e voltei à loja para trocá-la. Ressaltei que o problema não
era o defeito – que aliás nem dá para ver –, mas a vendedora me explicou que esse tipo de peça não
pode ser trocada. O Código de Defesa do Consumidor prevê isso? A loja pode impedir a troca?
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l Larissa, por e-mail
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Inicialmente, cabe esclarecer a diferença entre garantia legal e garantia contratual e os termos “substituição” e “troca”, a fim de melhor compreender o direito do consumidor na compra de produtos com defeitos ou produtos que apresentaram defeitos sem o prévio conhecimento.
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A garantia legal é aquela prevista pelo Código de Defesa do Consumidor, que estabelece o prazo de 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis.
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Assim, quando o produto apresenta defeito, o consumidor terá 30 ou 90 dias para reclamar e exigir a substituição do produto por outro em perfeitas condições de uso ou abatimento do preço ou, ainda, a devolução do dinheiro. Já a garantia contratual é aquela oferecida pelo fornecedor, não se constituindo em uma obrigação, e sim, de faculdade do fabricante ou revendedor.
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A substituição é para as hipóteses em que o produto apresentou defeito depois do uso, tendo o consumidor o direito de ser ressarcido, seja pela substituição, devolução ou abatimento do preço.
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Em relação à troca, é uma opção dada pelo fornecedor, não prevista no Código. Trata-se de uma regra criada por alguns comerciantes que permite ao consumidor, mesmo que o produto esteja em perfeitas condições, o direito de trocar. Aí estabelecem as condições para isso, como exigir nota fiscal ou com etiqueta de troca da loja, ou que seja somente aos sábados, e até somente trocas de tamanho ou cor.
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O CDC prevê que não se pode colocar no mercado produtos defeituosos. Vender peças com pequenos defeitos é uma prática comum do comércio e aceita pelo consumidor, entretanto, para ter amparo, deve ser adequado e previamente informado. Vale dizer que essas regras de troca devem ser informadas ao consumidor, especialmente, as restrições, visto que essa informação irá vincular o fornecedor ao seu cumprimento e ao consumidor o seu aceite.
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Se a loja não permite a troca de mercadorias em promoção ou com pequenos defeitos e informa previamente o consumidor, a mesma não estará obrigada a realizá-la, mesmo que o motivo seja tamanho. Assim, se o defeito fosse outro diferente do informado, o consumidor poderia substituir o produto por outro em condições iguais.

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FONTE: Estado de Minas.


Preso no Pantanal, desembargador de MG nega captura de jacaré e dourado

Magistrado e mais três foram flagrados com 195 kg de pescado e jacaré.
Eles pagaram fiança de um salário mínimo e foram liberados neste domingo.

Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Paulo Mendes Álvares (Foto: Reprodução/TVCA)
Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Paulo Mendes Álvares 

O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Paulo Mendes Álvares, que foi preso neste domingo (21), suspeito de pesca irregular no Pantanal, afirmou que não sabia que entre os 195 kg de pescado apreendido com eles tinha carne de jacaré e peças de dourado, cuja captura é proibida.

Além dele, a Polícia Ambiental prendeu junto com o magistrado dois empresários e um advogado, na região de Porto Cercado, em Poconé, a 104 km de Cuiabá. Eles seguiram para Belo Horizonte, onde moram, em um avião bimotor, que, segundo a Polícia Ambiental, pertence ao advogado preso.

Questionado pela reportagem da TV Centro América sobre as carnes de jacaré e dourados apreendidos, o magistrado alegou desconhecimento. “Eu não sabia que tinha carne de jacaré e de dourado. Eu não peguei jacaré, nem dourado”, declarou.

A pesca do dourado é totalmente proibida em qualquer época do ano e a caça de animal silvestre é proibida. E, apesar de não ser período de defeso, o pescador amador só pode pescar 5 quilos de pescado por vez, o que não aconteceu. Além disso, eles foram flagrados com pintados, barbados, piranhas, cacharas e um dourado, todos fora da medida permitida, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

Eles estavam no Pantanal desde a última quinta-feira (18) e, apesar de terem sido presos em flagrante, os quatro pagaram fiança de um salário mínimo cada um e vão responder em liberdade pelos crimes ambientais de pesca ilegal e transporte irregular do pescado.

Os quatro foram liberados no mesmo dia da prisão após prestarem depoimento ao delegado da Polícia Civil de Poconé, para onde foram conduzidos pelos policiais do Batalhão de Proteção Ambiental de Mato Grosso, que fizeram o flagrante em um helicóptero do Centro Integrado de Operação Aéreas (Ciopaer).

Cinco foram presos pela polícia por transporte ilegal de pescado (Foto: Divulgação/Ciopaer)Flagrante ocorreu quando pescado era colocado em avião bimotor

O pescado foi apreendido quando parte já estava dentro de um  avião bimotor numa pista na região de Porto Jofre. A pista fica ao lado de um rio. As embarcações que levaram o pescado ainda estavam no local.

O piloto e o copiloto da aeronave foram liberados após a polícia entender que eles apenas estavam trabalhando para atender os turistas.

Eles já vinham sendo monitorados pelo setor de inteligência da Polícia Ambiental há aproximadamente dois meses.

Carnes de peixe e de jacaré foram apreendidas dentro de avião no Pantanal (Foto: Divulgação/Ciopaer)Entre as espécies está o dourado, cuja pesca está proibida

Os turistas presos estavam hospedados em uma pousada naquela região. No entanto, eles não conseguiram decolar na pista mais próxima

“Eles não conseguiram levantar voo porque o avião estava muito pesado e a pista era de grama. Eles então levaram o peixe de barco e seguiram com a aeronave para um local que fica a meia hora de lá, onde a pista é asfaltada. Eles previam sair de lá quando foram flagrados colocando o pescado no avião”, afirmou o major Juliano Paulo de Ataíde, subcomandante do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental.

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FONTE: G1.


“Trago” X “Trazido”. Entenda a diferença!

Denyse Lage Fonseca

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Observe:

1. Eu havia trago os livros para os alunos fazerem a pesquisa.

2. Eu havia trazido os livros para os alunos fazerem a pesquisa.

LIVROS

 

E aí? Qual das duas formas foi empregada corretamente? “Trago” ou “Trazido”? Bom, para a indicação do particípio do verbo “trazer”, devemos utilizar a forma regular “trazido”. Portanto: “Eu havia trazido os livros para os alunos fazerem a pesquisa.”. Denomina-se “particípio regular”, a forma verbal terminada em “ado” ou “ido”. No entanto, é importante destacar que há verbos que admitem dois particípios, como por exemplo, o verbo “salvar”:

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“Eu havia salvo o trabalho no meu computador.”

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(“salvo” = forma irregular)

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“Eu havia salvado o trabalho no meu computador.”

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(“salvado” = forma regular, pois termina em “ado”.)

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Mas, e o verbo “trago”?

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“Trago” é a forma do presente do indicativo (modo que exprime uma certeza) dos verbos “trazer” e “tragar”. Veja:

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“Eu trago o lanche todo dia.”

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(tempo presente – “trazer”)

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“Eu trago a fumaça gerada por aquele polo industrial.”

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(tempo presente – “tragar”)

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Em suma, temos:

“Trazido” = particípio do verbo “trazer”

“Trago” =   presente do indicativo dos verbos “trazer” e “tragar”.

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FONTE: Estado de Minas.


OAB/MG disponibiliza Vade Mecum online para advogados e estagiários

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O Vade Mecum digital oferece várias funcionalidades como a possibilidade de marcar os textos favoritos, copiar e colar conteúdo, assinalar trechos importantes e fazer notas pessoais. O conteúdo pode ser utilizado por meio do computador e por celulares com sistema operacional android, basta baixar o aplicativo na Play Store. Em breve, estará disponível, também, para o sistema iOS. No mês do advogado, a Seccional Mineira oferece, gratuitamente, o Vade Mecum digital durante um ano para todos os advogados e estagiários. O acesso é feito por meio do site www.meuvademecumonline.com.br que tem sua base de pesquisa atualizada por meio das publicações do site oficial da presidência da república – Planalto.

A iniciativa faz parte dos investimentos da OAB/MG no programa de educação continuada. Para o presidente Antônio Fabrício Gonçalves, a disponibilização do conteúdo “é uma importante instrumentalização do advogado para melhorar e simplificar as condições de trabalho do dia a dia da advocacia”. OVade Mecum online só poderá ser acessado pelos advogados e estagiários que estão regulares com as obrigações na Ordem.

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FONTE: OAB.


Empresa de ônibus terá que pagar R$ 17,6 mil a passageiro que se machucou

Vítima bateu a cabeça no teto do veículo quando o motorista passou por um quebra-molas em 2008

Ônibus
Uma empresa de ônibus de Belo Horizonte foi condenada a pagar R$ 17,6 mil por danos morais a um passageiro que se feriu em um acidente de ônibus ocorrido em julho de 2008. A vítima relatou no processo que viajava em pé no veículo e bateu a cabeça com força contra o teto quando o motorista passou em alta velocidade sobre um quebra-molas. A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso.
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De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o passageiro pdiu na Justiça reparação por danos morais e estéticos e indenização por danos materiais por causa das despesas médicas.
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Em sua defesa, a viação alegou que o fato de somente a vítima ter se ferido demonstra que o motorista dirigia com cuidado e que a culpa foi do passageiro, que não se manteve seguro no ônibus, nem tomou cuidado para não se ferir. A empresa denúnciou uma seguradora, que não questionou sua inserção na demanda, mas alegou que os valores que deveriam ser repassados por ela nã odeveriam ultrapassar os limites dos termos que existem no contrato firmado com a empresa de ônibus.
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Conforme o TJMG, o juiz Alexaxndre Magno Mendes do Valle, da 8ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, ressaltou que o Código de Defesa do Consumidor estabelece que são de responsabilidade da fornecedora de serviços de transportes os danos causados aos consumidores. Dessa forma, não havia dúvida quanto à necessidade de indenização por danos morais.
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No entanto, o magistrado julgou improcedente o pedido de reparação por danos estéticos e materiais, porque o passageiro não incluiu no processo fotografias que provassem a existência de cortes no couro cabeludo nem demonstrativos de gastos com tratamento médico.
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O juiz condenou a viação a pagar ao acidentado R$ 17,6 mil, por danos morais, por ter causado ao passageiro aborrecimentos e prejuízos à sua integridade física e em virtude da dor e angústia decorrentes da falha da prestação de serviços. Já seguradora foi condenada a restituir a quantia gasta pela viação na indenização, respeitando os valores do seguro contratado.

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FONTE: Estado de Minas.


Estado é condenado a pagar pensão a artista plástico confundido com ‘Maníaco do Anchieta’

Eugênio Fiúza passou 18 anos na prisão. Ele foi ouvido nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa de Minas e soube da decisão da Justiça durante audiência

Defensoria Pública de Minas Gerais/Divulgação)

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A Justiça determinou ao governo de Minas o pagamento de cinco salários mínimos mensais (R$ 4,4 mil), a título de pensão alimentícia, ao artista plástico Eugênio Fiúza Queiroz, de 66 anos. Ele foi preso em 1995, confundido com o “maníaco do Anchieta”, e passou 18 anos na prisão, injustamente. A liminar, de 16 de julho, é da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Belo Horizonte, válida por tempo indeterminado, até decisão final de um processo de indenização. O governo mineiro tinha 30 dias para contestar e, na quinta-feira da semana passada, foi intimado a cumprir a decisão judicial em 48 horas. O estado foi procurado pelo em.com e ainda não se manifestou.
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Na manhã desta quarta-feira, o drama do artista plástico foi relembrado em audiência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas. O objetivo, segundo o deputado e autor do requerimento, Cristiano Silveira (PT), foi para dar oportunidade ao artista plástico de contar sua história e relatar o que viveu na prisão.
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“Queremos com isso sensibilizar o Poder Judiciário, para que o processo de pedido de indenização para o senhor Eugênio possa ganhar celeridade. O Estado precisa fazer essa reparação o mais rápido possível”, disse o parlamentar.
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Eugênio não sabia da última decisão da Justiça e foi informado durante a audiência. Segundo a assessoria de imprensa do Fórum Lafayette, a 5ª Vara da Fazenda determinou que o estado fosse intimado pessoalmente e urgente para pagamento da pensão, “sob pena de sequestro”.
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“Não sei como estou uma pessoa normal. Não se explica eu ter vivido. É como se eu tivesse uma pena de morte todo dia”, disse o artista plástico aos deputados, ao relatar o que passou na prisão.

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Ao ser preso em 1995, Eugênio Fiúza foi reconhecido por uma vítima de estupro. Depois, mais oito mulheres vítimas da mesma violência afirmaram ser ele o agressor. A Justiça, então, o condenou a 37 anos de prisão.
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Por ser acusado de um crime sexual, Fiúza disse ter sofrido todo tipo de pressão na cadeia, inclusive ameaçado de morte pelos colegas de cela. Nos primeiros 20 dias, ele contou ter ficado na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos, onde denunciou ter sido pendurado em um pau-de-arara e levado choques elétricos.
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“Fiquei praticamente 20 dias sem comer ou dormir”, afirmou Fiúza, lembrando que fugia do banho de sol para não ser importunado por outros presos. “Me apeguei à Bíblia e fazia as minhas pinturas e desenhos para encontrar forças”, disse o artista plástico..

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Eugênio Fiúza somente conseguiu provar a sua inocência com a prisão do verdadeiro estuprador, o ex-bancário Pedro Meyer Ferreira Guimarães, autor da série de crimes nos anos 1990 e que foi reconhecido pelas vítimas em 2012. Foi condenado a 13 anos de prisão em primeira instância, mas, segundo o advogado dele, Lucas Laire, a pena foi reduzida para 9 anos e 11 meses de detenção na segunda instância. Atualmente, cumpre pena em uma penitenciária de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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Eugênio Fiúza havia sido confundido com Pedro Meyer devido à grande semelhança física entre os dois. A Polícia Civil, então, conseguiu esclarecer que o artista plástico havia sido preso por engano, por ter sido confundido com o criminoso.
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O artista plástico relatou que foi torturado durante o tempo em que ficou preso, que, enquanto esteve na prisão, foi impedido de prestar as últimas homenagens à sua mãe e cinco irmãos e que morreram. Hoje, ele vive com a única irmã que tem. Mesmo depois de ser inocentado, ele reclama que sofre preconceito.
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De acordo com o deputado Cristiano Silveira, o processo de Eugênio Fiúza na Justiça, pedindo indenização, é acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia. “Ele pede indenização para poder comprar uma casa, montar um estúdio de artes e retomar a vida. Ele também quer escrever um livro sobre esse lamentável episódio. É o mínimo que o Estado deve fazer depois de ter praticamente destruído a vida dele”, disse o deputado.
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OUTRO ERRO Eugênio Fiúza não foi o único a ser confundido com o Maníaco do Anchieta. O ex-porteiro Paulo Antônio Silva, de 66, também foi condenado a 16 anos de prisão, por dois estupros, e chegou a ficar encarcerado por mais de cinco anos e sete meses. Em abril do ano 2013, ele conseguiu provar sua inocência. Em 2014, ele ganhou na Justiça a indenização de R$ 2 milhões. O Estado recorreu da decisão.

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FONTE: Estado de Minas.


Filhos menores e guarda compartilhada em cidades diferentes

Ana Carolina Brochado Teixeira

Estou me separando e vou me mudar de cidade. Quero levar meus filhos comigo, mas meu marido não concorda. Como o juiz decidirá com quem as crianças vão ficar? É possível a guarda compartilhada com os pais morando em cidades diferentes? Como seria neste caso?

• Paola, por e-mail

Cara Paola,
Quando ocorre o divórcio, a guarda é uma das questões importantes a serem definidas. Atualmente, existe um grande incentivo para que as próprias partes consigam se desprender das questões pessoais de cunho conjugal para refletir sobre o que é mais apropriado para seus filhos, pois, a princípio, ninguém melhor do que os próprios pais para definir o adequado destino para os filhos. Para tanto, o novo Código de Processo Civil incentiva a utilização de técnicas que auxiliem esse ambiente, tais como a mediação e a conciliação.

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Todavia, caso não seja possível, a questão se torna litigiosa e o juiz, então, define a modalidade de guarda que, segundo as especificidades da situação, entende ser melhor para as crianças envolvidas.
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Atualmente, a lei determina que a guarda deverá ser compartilhada, pois se pressupõe que ambos os pais devem participar das decisões mais importantes da vida de seus filhos, tanto quanto for possível.

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Nos dizeres da lei, trata-se da “responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, concernentes ao poder familiar dos filhos comuns” (artigo 1.583, §1º, do CC).

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Por isso, mesmo morando em cidades diferentes, é possível o exercício do compartilhamento da guarda, pois a tomada das decisões mais relevantes sobre a vida da criança ou do adolescente deve ser feita em conjunto entre os pais. Não obstante a guarda compartilhada, o juiz deve definir o domicílio dos filhos com um dos pais, principalmente se os genitores morarem em cidades diferentes. O §3º do artigo 1.583 do Código Civil prevê que “na guarda compartilhada, a cidade considerada base de moradia dos filhos será aquela que melhor atender aos interesses dos filhos”.

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De todo modo, se vocês não chegarem a um acordo e a questão se tornar litigiosa, o juiz deverá verificar o que atende de forma mais acertada os interesses dos seus filhos: guarda exclusiva com um dos pais ou guarda compartilhada, nesse caso, definindo-se o domicílio com um dos pais.

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Questão prejudicial é a definição da permanência na cidade onde eles residem atualmente ou da mudança de município: o que é melhor pra eles?. É a resposta a essa questão que o juiz buscará. Para tanto, será necessária uma profunda investigação sobre a vida atual das crianças: idade, adaptação na escola, círculo de amigos, ligação com as famílias, além de se pesquisar, também, as condições de vida que terão na cidade para onde você pretende levá-los.

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FONTE: Estado de Minas.


Trincheira do Itáu Power Shopping será inaugurada na próxima sexta

A obra tem como objetivo melhorar a mobilidade no entorno do shopping que fez com que aumentasse bastante o fluxo de veículos na região

Itaú
A trincheira do Itáu Power Shopping, no entroncamento entre as avenidas David Sarnoff e Babita Camargos, no bairro Cidade Industrial será inaugurada na próxima sexta-feira (19) às 9h. A obra tem como objetivo melhorar a mobilidade no entorno do shopping que fez com que aumentasse bastante o fluxo de veículos na região.

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O intuito da trincheira é eliminar o cruzamento entre as avenidas David Sarnoff e Babita Camargos, fazendo com que os motoristas que vierem pela David Sarnoff passem por baixo da estrutura, sem semáforos. Já quem vier pela Babita Camargos passará por cima, reduzindo em 33% o tempo semafórico na via.

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Diariamente transitam pelo cruzamento cerca de 70 mil veículos, sendo 7 mil deles no horário de pico, entre 18h e 19h. Esse local tem o maior fluxo de veículos no perimetro urbano da cidade, segundo a Prefeitura de Contagem.

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O investimento total para a construção da trincheira foi de R$ 28 milhões, essa obra é a principal execução do Plano de Mobilidade Urbana de Contagem que deve contar ainda com a construção de terminais de ônibus, viadutos corredores de trânsito e recapeamento asfáltico. Todas essas obras devem custar no final cerca de R$ 400 milhões.

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O trânsito para a trincheira será totalmente liberado na sexta-feira a partir de 12h. Os ônibus que tiveram seus itinerários alterados por causa das obras vão ter sua rota normalizada a partir de 0h de sábado. Os novos locais dos pontos de embarque e desembarque dos ônibus serão sinalizados com placas. Agentes de trânsito estarão no local a partir de sexta-feira para orientar motoristas e pedestres.

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Confira as outras obras que compõem o Plano de Mobilidade Urbana da cidade:

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Viaduto do Petrolândia – em execução

Sobre a Via Expressa, facilitando o acesso à região

Investimento: R$ 2,5 milhões

Previsão de entrega: primeiro semestre de 2017

PAC Mobilidade Médias Cidades

Viaduto das Américas I – em execução

Entroncamento das avenidas das Américas e Severino Ballesteros, na Ressaca

Investimento: R$ 18,5 milhões

Previsão de entrega: primeiro semestre de 2017

PAC Mobilidade Médias Cidades

Viaduto Teleférico – Início entre março e abril/16

Sobre a BR 040, ligando os bairros Água Branca (Eldorado) e Morada Nova (Ressaca)

Investimentos: 15 milhões

Previsão de entrega: primeiro semestre de 2017

PAC Mobilidade Médias Cidades

Viaduto das Américas II – projeto concluído

Na avenida das Américas, sobre a BR 040, na Ressaca

Investimentos: 15,6 milhões

Previsão de entrega: entre final de 2017 e início de 2018

Parceria com a Via 040, que administra a BR 040, e a ANTT.

Responsabilidade de execução da Via 040

Trincheira da BR 381 – projeto concluído

No entroncamento entre a avenida David Sarnoff e a BR 381, no acesso à região Industrial

Investimentos: R$ 15 milhões

Previsão de entrega: entre final de 2017 e início de 2018

Parceria com ANTT e Autopista Fernão Dias, que administra a BR 381

Execução: Autopista Fernão Dias

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Via Expressa

No Plano de Mobilidade de Contagem, inclui-se o recapeamento completo de diversas vias importante da cidade. Em destaque, o trecho da Via Expressa que corta o município. Parte dos recursos para a completa troca do asfalto da via foi contemplada dentro do projeto do corredor Leste-Oeste.

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Para o restante do trecho, entre o Parque São João e Estação Eldorado, o prefeito Carlin Moura articulou convênio com o governo estadual para a execução das intervenções. “Recebemos a informação do DER/MG que nossa proposta de parceria para as obras de total recapeamento da Via Expressa foi aprovada pelo governo estadual. Já temos parte dos recursos garantidos pelo município por meio do PAC Mobilidade. Agora, recebemos o aval do governador para mais R$ 15 milhões. Assim, já estamos em fase adiantada de projetos para iniciarmos o processo licitatório”.

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FONTE: O Tempo.


Ex-atleta olímpico e ex-presidente da Fifa, João Havelange morre aos 100 anos no Rio de Janeiro

Hevelange lutava contra problemas de saúde nos últimos anos

 

AFP

O ex-presidente da Fifa João Hevelange morreu nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, aos 100 anos. Nos últimos meses, Havelange foi interneado por vezes no Hospital Samaritano por contas de problemas de saúde.
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Havelange presidiu a Fifa entre 1974 e 1998. Em seguida tornou-se presidente de honra da entidade, cargo que manteve até abril de 2013, quando renunciou ao cargo simbólico em meio a denúncias de corrupção.
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Tendo transitado por esportes como futebol e natação – quando chegou a competir nos Jogos de Berlim 1936 nos 400 e 1500m nado livre – Havelange teve seu ápice esportivo como jogador de polo aquático, tendo conquistado a medalha de bronze no Pan-Americano da Cidade do México em 1955, além da participação nos Jogos de Helsinque 1952.
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Presidente da Federação Paulista de Natação em 1948, passou à vice-presidência da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), entidade que cuidava de 24 esportes e que depois se transformaria em CBF, em 1952. Se tornou efetivamente o presidente da entidade do futebol brasileiro em 1958, ficando até 1975 e contabilizando os três primeiros títulos mundiais do Brasil, 1958, 1962 e 1970.
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Havelange foi membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) durante mais de 40 anos, mas foi em 1974 que chegou ao topo. No ano, o brasileiro foi eleito presidente da Fifa, maior entidade do futebol mundial, e por lá ficou por 24 anos. O brasileiro, primeiro não europeu do cargo, é o segundo que ficou mais tempo na presidência do órgão, ficando atrás apenas do francês Jules Rimet (1921-1954).
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É considerado um dos dirigentes de maior sucesso da história do futebol, tendo elevado o domínio da entidade de 146 para 196 nações durante os 24 anos de seu mandato.
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Sua longínqua trajetória foi manchada em 2013, quando a Fifa divulgou um relatório tornando público um massivo escândalo de corrupção em seus bastidores, envolvendo Havelange e seu sucessor na CBF, Ricardo Teixeira, em esquemas de propinas milionárias recebidas de uma empresa do marketing esportivo.

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FONTE: Estado de Minas.


Atriz Elke Maravilha morre aos 71 anos

Ela estava internada desde o dia 20 de junho na Casa de Saúde Pinheiro Machado, zona sul do Rio, em coma induzido após cirurgia de úlcera. Data e local do sepultamento ainda não foram divulgados

Ully Riber/Divulgação
Atriz Elke Maravilha morre aos 71 anos

Morreu na madrugada desta terça-feira, no Rio de Janeiro, aos 71 anos, a atriz Elke Maravilha. Ela estava internada na Casa de Saúde Pinheiro Machado, zona sul da cidade, desde julho, em coma induzido após cirurgia de úlcera.

Antes de ser internada, ela rodava o Brasil com o espetáculo “Elke canta e conta”, em que contava histórias de sua vida e cantava em vários idiomas. A atriz pode ser vista no cinema, em uma participação especial no filme “Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina”.

Elke nasceu na Rússia e veio ao Brasil quando aos 6 anos. Poliglota, foi professora, tradutora e intérprete de línguas estrangeiras, inclusive de latim, além de bancária, secretária trilíngue e bibliotecária. Começou a carreira de modelo aos 24 anos, com o estilista Guilherme Guimarães, e, em TV, como jurada do Cassino do Chacrinha, em 1972. Foi também jurada do Show de Calouros, de Silvio Santos, além de ter feito vários trabalhos como atriz na TV e no cinema.
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No Facebook oficial da artista, foi divulgada a seguinte nota: “Avisamos que nossa Elke já não está por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses, que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem. Eros anikate mahan (O amor é invencível nas batalhas). (Crianças, conviver é o grande barato da vida, aproveitem e convivam).”

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FONTE: Estado de Minas.


Pedido contra praga do trote

Nélio Nicolai atendeu ao apelo de um bombeiro e inventou o Bina para acabar com o tormento das chamadas indesejadas. Mas suas ideias criativas vão muito além do aparelho inovador

“Quero o reconhecimento do meu direito, mostrar que as ideias inovadoras têm valor. Mais do que eu, o país, que está vivendo uma calamidade financeira, vai arrecadar em impostos, cobrando das empresas multinacionais pelo uso do Bina” – Nélio José Nicolai, inventor do Bina

Neto de imigrantes italianos a chegaram a Belo Horizonte para trabalhar no comércio, Nélio José Nicolai sempre gostou de resolver problemas usando a técnica de transformar coisas que existem em algo que não existe. Bem antes de a palavra inovação estar tão evidente, ele já acreditava no poder das novas ideias. Sua história com o Bina começou na década de 1970, quando se mudou de Belo Horizonte para trabalhar na Telebrasília, empresa da antiga estatal Telebras. Todo mundo no prédio onde Nélio morava em Brasília sabia que ele era eletrotécnico, que tinha fama de ser bom em resolver problemas. Foi então que um vizinho, oficial do Corpo de Bombeiros, perguntou se o inventor não poderia criar algum aparelho que colocasse fim aos trotes, na época uma pedra no sapato das corporações.
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Desafio dado, Nélio solucionou o problema inventando um equipamento a partir da adaptação de uma calculadora que fazia a leitura prévia do número de quem estava do outro lado da linha. Daí em diante, o protótipo foi sendo aprimorado até tomar forma e se transformar no Bina, nome que pegou e apesar de ter sido deixado de lado pelas empresas quando teve início a briga pelo reconhecimento da patente, até hoje ficou na memória dos usuários. Mas de onde veio esse nome? Veio do código: B Identifica o Número de A, o que deu origem à palavra. “Mais tarde, fui descobrir que Bina em hebraico significa sabedoria, inteligência e entendimento. Fiquei ainda mais feliz com o nome.”
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Mas muitos pesquisadores não podem reivindicar a autoria de um novo invento? “Sim, isso pode ocorrer. Mas a patente é garantida a quem primeiro registrar a ideia”, defende Nélio. Em 1992, ele patenteou a invenção e mostra contratos assinados com empresas nacionais e multinacionais. O documento que ele guarda até hoje previa o repasse de royalties, que nunca ocorreu.
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Filho mais novo de quatro irmãos, Nélio conta que sua formatura em 1967 na Escola Técnica Federal de Minas Gerais, atual Cefet, não foi planejada. “Fui dispensado de um curso para formação de cabos porque jogava futebol e por isso não tinha completado o ginásio”, lembra. Logo depois da dispensa, ficou sabendo que a escola técnica estava com matrículas abertas. Foi quando decidiu perguntar se aceitariam no ginásio um aluno mais velho, com 18 anos. A resposta foi sim. No primeiro dia de aula, Nélio se sentiu constrangido ao ver que seus colegas eram crianças, que ainda usavam calças curtas. “Aos poucos, os professores foram me tomando como exemplo, dizendo que eu havia deixado o futebol para estudar, fui me destacando na escola e só saí de lá depois da formatura, em 1967.”
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O primeiro emprego do inventor foi na empresa Ericsson em Belo Horizonte, como técnico. Depois mudou-se para Brasília, onde trabalhou na antiga Telebrasília, até 1986. “Sempre inventava muitas coisas, mas no trabalho sabe o que as pessoas costumavam me dizer? ‘Nélio, se isso aí fosse bom, chinês ou japonês já teriam inventado.’ Ocorre que temos muitas inovações inventadas por brasileiros, mas patenteadas por empresas estrangeiras.” Depois da invenção do Bina, o clima na estatal ficou pesado e desde então Nélio vive como desempregado.
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Pai de quatro filhos e dois netos, ele fecha as contas com os recursos que recebe da venda de cotas de possíveis indenizações em seus processos. Toda a família acompanha os processos e aguarda pelas indenizações. Caso se torne um bilionário, Nélio Nicolai tem planos prontos para a fortuna: “Pretendo investir na pesquisa e inovação. Quero fazer parcerias com escolas, mas para um projeto diferente. Em vez de os alunos pagarem para estudar, vou pagar a eles um valor mensal para desenvolverem projetos e produtos inovadores. O Brasil tem potencial para inovar sua indústria e deixar de ser apenas um país montador.”
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NOVAS INVENÇÕES Entre avalanches de processos judiciais que fabricantes e operadores do sistema de telefonia movem para suspender a patente do Bina, tumulto financeiro, advogados e sócios nas indenizações, Nélio não parou de criar novos produtos, ele já patenteou inventos, como uma tecnologia que, garante, acaba com a invenção de hackers, trabalhou na criação de tecnologias que avisam ao motorista e diretamente ao Detran (Departamento de Trânsito) sobre excesso de velocidade, criou um novo Bina para linha ocupada, aplicativos para controle de contas bancárias.
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A patente do identificador de chamadas ainda não rendeu ao inventor o retorno financeiro esperado, mas já lhe rendeu reconhecimento. Além de ter viajado o mundo dando palestras em universidades como a americana Duke, no estado da Carolina do Norte. Ele também recebeu medalha de ouro da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Wipo), em 1996, reconhecimento que ele exibe com orgulho. Em 2004, os Correios também lançaram selo comemorativo onde homenagearam o Bina como invenção nacional.
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A seu favor ele também mostra documento da Telebras que lhe pede para testar o uso do Bina, assim como documento brasileiro que exige que as empresas de telefonia tenham sistema compatível ao Bina. “Se a tecnologia usada no mundo para identificar chamadas não fosse a do Bina, os telefones brasileiros não funcionariam no exterior para identificar as chamadas.”
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A briga por patentes é antiga e a ideia reconhecida costuma ser a de quem primeiro registra oficialmente a invenção, mas nem sempre é fácil dizer quem é o autor de um invento tecnológico que pode ter várias contribuições, como é o caso do avião. Na abertura dos Jogos Olímpicos, a bela homenagem a Santos Dumont, com a decolagem de uma réplica de seu 14 Bis, gerou debates nas redes sociais entre brasileiros e americanos, que defendem os irmãos Wright como os criadores do avião. Tanto o brasileiro quanto os americanos são reconhecidos mundialmente por suas contribuições à aviação.
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O próprio telefone é um invento de grandes controvérsias. Sua criação foi atribuída ao escocês Alexander Graham Bell, fundador da empresa de telefonia Bell e estudado nos livros de escola como o responsável pela criação. No entanto, após vasta pesquisa, o Congresso americano reconheceu em 2002 que o aparelho foi inventado no século 19, tendo sido testado pela primeira vez pelo italiano Antonio Meucci. A invenção teria sido criada por volta de 1860. Inteligente, mas pobre, Antonio Meucci não teria tido recursos para registrar a patente.
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Enquanto isso… Bina indignados

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Ao longo de quase duas décadas de brigas judiciais pelo reconhecimento da patente do Bina e pelo direito a receber pelo uso da invenção, Nélio Nicolai se tornou conhecido e tem até mesmo seguidores que torcem pelo seu sucesso. Em Belo Horizonte, o site bina indignados.com acompanha a história da patente pleiteada pelo inventor.

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COMO PROTEGER UMA INVENÇÃO
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O que é uma patente?
Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Com este direito, o inventor tem o direito de impedir terceiros, sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar produto objeto de sua patente e/ou processo ou produto obtido diretamente por processo por ele patenteado.
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Qual o prazo de validade de uma patente?
A patente de produtos ou processos de atividade inventiva, novidade e aplicação industrial, tem validade de 20 anos a partir da data do depósito. Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente.

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É possível patentear uma ideia, não?
Em primeiro lugar, a Lei de Propriedade Industrial (LPI) exclui de proteção como invenção criações, ideias abstratas, atividades intelectuais, descobertas científicas, métodos ou inventos que não possam ser industrializados. Algumas dessas criações podem ser protegidas pelo direito autoral, que nada tem a ver com o INPI.
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Como proteger uma invenção ou criação industrializável?

É preciso depositar um pedido no INPI, o qual, depois de devidamente analisado, poderá se tornar uma patente, com validade em todo o território nacional.
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Como posso depositar um pedido de patente?
Desde março de 2013, o pedido de patente pode ser feito pela internet, através da plataforma
e-patentes.

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FONTE: Estado de Minas.


TJMG dedica uma semana inteira a julgar crimes contra mulheres

Tribunal aderiu à quinta edição da campanha nacional “Justiça pela Paz em Casa: Chega de Violência Doméstica”. A ação foi motivada por dados alarmantes desse tipo de violência

violência doméstica

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) vai dedicar uma semana inteira a julgar crimes contra a mulher. Processos que têm mulheres como vítimas de violência e ameaça terão prioridade no julgamento, de segunda a sexta-feira da próxima semana, em todo estado. É que o TJMG, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, aderiu à quinta edição da campanha nacional “Justiça pela Paz em Casa: Chega de Violência Doméstica”.
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Várias comarcas mineiras participam da iniciativa, a realizar-se entre 15 e 19 de agosto, com exceção de Belo Horizonte, que, em função da suspensão do experiente no dia 15, estenderá os trabalhos até o dia 23. A mobilização, proposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é realizada nos 26 estados do país e no Distrito Federal, focalizando o combate à violência doméstica e familiar.

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“Apesar dos avanços e de mais de uma década de promulgação da Lei Maria da Penha, ainda somos o quinto país com maior número de casos de violência contra a mulher”, declarou a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, lembrando que o objetivo da mobilização é reforçar as ações do Judiciário de combate à violência contra a mulher. Segundo ela, a iniciativa foi motivada por dados alarmantes desse tipo de violência.
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Com isso, ganham prioridade os processos de violência e ameaça contra a mulher. Audiências, júris, sentenças e despachos de processos em que mulheres figuram como vítimas têm preferência neste período. O resultado positivo das campanhas anteriores é comprovado em números. As edições de março, agosto e dezembro de 2015 somaram mais de 4 mil audiências realizadas em Minas Gerais e mais de 2 mil sentenças dadas.
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Em 2015, no Brasil, foram registradas 76.651 denúncias de violência contra a mulher. Em 72% dos casos, os agressores eram homens com quem as vítimas se relacionavam ou já tinham tido algum vínculo afetivo, segundo dados da Secretaria de Política de Mulheres (SPM). O número, apesar de subestimado – já que muitas vezes as vítimas têm vergonha de denunciar –, é 44,74% maior que o total de registros de violência registrados em 2014.

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FONTE: Estado de Minas.


CONDÔMINOS INADIMPLENTES NÃO PODEM SER PROIBIDOS DE USAR ÁREAS COMUNS EM PRÉDIOS

Foto: https://pixabay.com/pt/balanço-playground-para-crianças-493710/

ENTENDIMENTO FOI DADO PELO MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE

 

De acordo com parecer do ministro relator Marco Aurélio Bellizze, condôminos inadimplentes não poderão ser restringidos a usar áreas comuns e de lazer dos prédios em que moram. Medida foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça julgar o caso de uma moradora de Belo Horizonte, do condomínio Conjunto Residencial Maria Stella, ter sido proibida de usar partes comuns após atrasar pagamentos.

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A moradora e seus familiares foram privados de usar o clube do condomínio em função de dívidas acumuladas em 2008 e 2009. Os responsáveis pelo condomínio disseram que a proibição foi aplicada para incentivar a moradora a pagar os valores atrasados.

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Na última terça-feira, 9, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, o recurso dos administradores do condomínio que tentava manter a proibição ao uso das áreas comuns e de lazer do conjunto residencial. Segundo João Otávio de Noronha, presidente da Turma, vedar o uso de áreas comuns apenas com o propósito de expor a inadimplência fere o princípio da dignidade humana.

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Pelo Código Civil, art. 1336, da Lei n.º 10.406, que fala dos deveres dos condôminos, as punições aplicadas aos inadimplentes são previstas em multas. Contudo, não fala se a suspensão do uso das partes comuns é correta ou não.

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Art. 1.336. São deveres do condômino:

I – Contribuir para as despesas do condomínio, na proporção das suas frações ideais, salvo disposição em contrário na convenção.

II – Não realizar obras que comprometam a segurança da edificação;

III – Não alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas;

IV – Dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou aos bons costumes.

  • 1º (Vetado). §
  • 2º O condômino, que não cumprir qualquer dos deveres estabelecidos nos incisos II a IV, pagará a multa prevista no ato constitutivo ou na convenção, não podendo ela ser superior a cinco vezes o valor de suas contribuições mensais, independentemente das perdas e danos que se apurarem; não havendo disposição expressa, caberá à assembleia geral, por dois terços no mínimo dos condôminos restantes, deliberar sobre a cobrança da multa.

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FONTE: Estado de Minas.


Comércio de BH poderá funcionar no feriado de 15 de agosto
Feriado

O comércio de Belo Horizonte poderá funcionar normalmente no feriado municipal de Assunção de Nossa Senhora, na próxima segunda-feira (15). De acordo com a Convenção Coletiva 2016/2017, a abertura dos estabelecimentos da capital mineira é facultativa para esta data, informou a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

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O trabalhador que prestar serviço neste feriado terá direito a vale transporte, eventual hora extra com adicional de 100%, gratificação a título de alimentação no valor de R$ 40. E também deve ter jornada de oito horas com, no mínimo, uma hora de intervalo.

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Além disso, o trabalhador terá direito a uma folga compensatória que deve ser concedida em até 60 dias após o feriado trabalhado, e recair em uma segunda-feira ou sábado

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FONTE: Hoje Em Dia.


 Ganância 2
Pela nossa política, pelo dia a dia, vivemos no país do oportunismo. E nada melhor do que a Olimpíada para mostrar isso. Dentro dos parques olímpicos, você está à mercê dos promotores do evento. O pior de tudo diz respeito à alimentação.
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Para começar, tudo é muito caro. Um refrigerante sai a R$ 8. Água, R$ 10. No primeiro dia, em busca de alguma coisa para comer, segui para o restaurante. “Ôba!”, pensei, “um self-service”. Mas quando olhei o preço, quase caí de costas. Vocês que estão lendo se segurem e procurem um lugar pra assentar antes de continuar: R$ 98 o quilo!
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O preço me fez desistir. Então, me deram a dica de uma opção de comida rápida e mais em conta, logo ao lado. Fui pra lá. Eram pequenos compartimentos de plástico. Foi preciso juntar um de comida japonesa e outro de macarrão. Daria para enganar o estômago.
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Pois bem, peguei o que pensava que fosse me satisfazer. Na hora de pagar, quase caio de costas de novo. O que peguei, com um refrigerante, saiu mais de R$ 70. Mas não tem outro jeito: era aquilo ou passar fome.
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Se arrependimento matasse… A comida era horrorosa. O macarrão frio, grosso, mal cozido. A comida japonesa até que foi. Não era ruim, mas era muito pouco.
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Tentar levar alimento, a não ser biscoito, é perda de tempo, pois tudo é recolhido na vistoria para entrar no parque.
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O que fazer? É o que me pergunto. Mas a situação vai piorar. Dentro do parque, começa a faltar comida. Não tem isso, não tem aquilo. Está difícil. Para completar, não como frango – aliás, detesto o bicho. E só se encontra essa coisa para comprar. Resultado: prefiro ficar com fome.
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Anunciam que haverá uma solução. No dia seguinte, chegam os primeiros food trucks. Tiveram de abrir para eles. O problema é que a comida também é cara. E não tem nota fiscal. Aí que a coisa complica. O jeito é comer muito pela manhã e depois jantar, pela madrugada, mas, para isso, paga-se caro, muito caro, além da fome que sinto.
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Ou seja, parece que a política é de ganhar muito em pouco tempo. Pode um negócio desses? Parece que o esporte é a ganância e se joga com a goela larga. Só pode.

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FONTE: Estado de Minas.


BH terá hospital veterinário com atendimento gratuito semanal

Instituição que pertence ao UNI-BH será inaugurada no Estoril em setembro e atenderá gratuitamente animais de pequeno porte da comunidade

Situado/Reprodução

Que latidos e miados já superam choros e pirraças infantis na sinfonia produzida pelos lares brasileiros é pedra cantada desde 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que em sua última visita aos domicílios do país contou um total 63,7 milhões de cães e gatos, contra 44,9 milhões de crianças. E há quem diga que a dor experimentada pelos humanos quando um membro peludo da família adoece é igual àquela que as mães sentem ao verem seus bebês doentes.
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Sofrimento que aperta inclusive no bolso, já que ainda não inventaram o SUS dos pets. A boa notícia é que, muito em breve, os moradores do Bairro Buritis (Região Centro-Sul da capital) e proximidades vão ganhar um pequeno alívio. Será inaugurado na região, já na segunda quinzena de setembro, o Hospital Veterinário do UNI-BH, que abre as portas com proposta de atender gratuitamente pequenos animais que fazem parte da comunidade local.
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Segundo a coordenadora do curso de medicina veterinária do UNI-BH, Carolina Freitas, a ideia é que os atendimentos sejam realizados uma vez por semana, numa dinâmica que ainda está sendo pensada. “A princípio, o hospital vai abrir atendendo as demandas das aulas dos nossos alunos. Uma vez por semana, vamos receber também bichos de pequeno porte das pessoas ligadas ao entorno do Buritis e Estoril, sem cobrar pelo serviço prestado”, explica. É possível, no entanto, que o hospital proponha aos proprietários dos animais uma pequena contrapartida para beneficiar cães e gatos regatados das ruas por ONGs da cidade. “Estamos pensando em recolher, em troca da assistência, alimentos não perecíveis, como ração, e alguns medicamentos”, conta.

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Apenas a partir de fevereiro de 2017, contudo, que o estabelecimento começará a funcionar plenamente, nos mesmos moldes do Hospital Veterinário da UFMG, que cobra pelo cuidado oferecido – mas com valor reduzido. “Não se trata de uma uma instituição de fins lucrativos, mas a cobrança tem que ser feita até para que o hospital possa se manter e também porque o Conselho Federal de Medicina Veterinária exige. Mas a intenção é oferecer descontos para o atendimento nos horários de aula e, quem sabe, se tudo der certo, continuar com o dia reservado para o atendimento de graça. Mas tudo isso ainda está sendo estudado”, pondera.
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Estrutura
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O Hospital Veterinário do UNI-BH é o terceiro a se estabelecer na capital mineira, que já conta com estruturas parecidas na UFMG e na PUC-Minas. A exemplo desses hospitais, o novo prédio oferecerá serviços prestados por acadêmicos do curso de Medicina Veterinária, supervisionados por professores.

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FONTE: Estado de Minas.


Sem comentários…

 

 


TJMG altera expediente em Belo Horizonte durante Olimpíadas

Nos dias 3 e 12 de agosto o funcionamento na capital será na parte da manhã e nos dias 10 e 16 não haverá expediente

tjmg
Alinhado à recomendação da Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para os Jogos Rio 2016, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspenderá o expediente forense, nos dias 10 e 16 de agosto. Além disso, nos dias 3 e 12 de agosto, o horário de funcionamento da Secretaria do Tribunal e da Comarca de Belo Horizonte, será de 8h às 13h.
Essas alterações visam contribuir com a segurança pública e a mobilidade urbana nos dias em que ocorrem jogos olímpicos na Capital mineira.

Os prazos processuais que vencem nestes dias ficam prorrogados para o primeiro dia útil subsequente. Mandados de segurança, habeas corpus e demais medidas urgentes continuam sendo apreciados pelos magistrados de plantão durante a suspensão do expediente.

Confira o ato do Governo do Estado publicado no Diário do Executivo nº 137, do dia 28 de julho de 2016.

Veja também a  Portaria Conjunta 532/2016, que disciplina o funcionamento no período.

Mandados de segurança, habeas corpus e demais medidas urgentes serão apreciadas pelos magistrados de plantão durante a suspensão do expediente.

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FONTE: TJMG.


Mercado Distrital de Santa Tereza reabre as portas no domingo para ocupação cultural

Será a terceira edição do Mercado Vivo Verde, projeto voltado para efetivar a ocupação cultural e comunitária do espaço

Sidney Lopes/EM/D.A Press

Fechado há nove anos pela Prefeitura de Belo Horizonte, o Mercado Distrital de Santa Tereza, no bairro de mesmo nome, na Região Leste de Belo Horizonte, voltará a ser ocupado pelos moradores no próximo domingo. É a terceira edição do Mercado Vivo + Verde, projeto voltado para efetivar a ocupação cultural e comunitária do espaço.
A proposta foi elaborada pelo Movimento Salve Santa Tereza, a partir da demanda de moradores da região, e agrega outros interesses, como o de incluir iniciativas de desenvolvimento da agricultura familiar, fomento artístico e espaço de valorização da cultura negra. “O evento promete repetir sucesso dos anteriores, marcando mais um episódio de luta pela abertura definitiva do Mercado Distrital de Santa Tereza”, informam os organizadores.
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O Mercado Vivo + Verde é realizado em parceria com vários movimentos sociais e contará com atividades artísticas e culturais, feira de artesanato, de produtos agroecológicos, barracas de comidas e bebidas, além de atividades recreativas para crianças, rodas de conversa e oficinas. A festa será na parte externa do mercado e a entrada é gratuita.

A primeira edição do evento ocorreu em setembro de 2014, na Rua Alvinópolis, lateral ao Mercado, quando o espaço ainda estava cedido pela Prefeitura de Belo Horizonte à Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que pretendia abrir no local uma escola industrial automotiva. Os moradores se mobilizaram e, em março de 2015, o mercado foi incluído no documento de proteção do Conjunto Urbano do Bairro Santa Tereza, pelo Conselho do Patrimônio Cultural da cidade, e a Fiemg abriu mão do investimento no local.
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Em fevereiro deste ano, o mercado passou a ser gerido pela Fundação Municipal de Cultura (FMC). A pedido dos moradores, foi formada uma comissão paritária entre representantes da gestão municipal e da sociedade civil para discutir formas de uso e de ocupação do espaço. Representantes do Salve Santa Tereza e da Feira Terra Viva, que fazem parte da comissão, propõem a ocupação imediata do antigo estacionamento, que, de acordo com eles, dispensa reforma ou adaptações. Os moradores lutam para que o Mercado Vivo + Verde se torne mensal ou semanal. A segunda edição foi em 15 de maio e atraiu centenas de visitantes, das 9h às 18h.

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FONTE: Estado de Minas.


Eles também são ouro

Para muitos moradores da Grande BH, todo dia é dia de esforço digno de atletas olímpicos

 

 

CANOAGEM -

CANOAGEM – “A travessia no Rio das Velhas é tranquila, principalmente, agora, na época da seca, quando fica com uns 25 metros de largura e 1,5m de profundidade” – José Anselmo de Araújo, de 33 anos, morador do Parque Nova Esperança, em Santa Luzia, na Grande BH, faz a travessia do curso d%u2019água pelo menos duas vezes por dia

Eles mergulham no trabalho e se defendem, com bom humor, dos contra-ataques do dia a dia. Remam ao sabor dos ventos, correm em disparada pelo sustento e equilibram o corpo sob o peso das necessidades, numa cena de fazer inveja a qualquer halterofilista. É preciso também pedalar pelas ruas, limpar a cidade com arremessos certeiros e livrar as águas da poluição, sempre movidos pela incansável vontade de ganhar a vida. Estão aí os “atletas olímpicos” do cotidiano de Belo Horizonte e vizinhança – Diego, Roseli, Alexandre, Osvaldo, Marcelo e José Anselmo –, gente que ensopa a camisa para não perder o pique, cria formas de mobilidade sem se afogar em dúvidas e rompe o bloqueio do trânsito com coragem. A exemplo dos atletas da competição internacional que mobiliza o país e traz o esporte para o centro da roda, os seis merecem medalha de ouro pela determinação, além das mil e uma atividades que executam.

CICLISMO -
CICLISMO – “Percorro a cidade inteira na minha bicicleta. Quando levo a escada para trabalhar, vou a pé, empurrando. A marmita vai na sacola pendurada no guidom!” – Osvaldo de Nazaré Gonçalves, pintor e pedreiro, de 64 anos, morador do Bairro São Marcos, na Região Nordeste de BH, há 25 anos conduz seu ofício na companhia do inseparável %u201Ccamelo%u201D
As marcas de tinta estão nos dedos, os respingos na calça, e o sorriso não abandona nem um minuto sequer a cara de felicidade. Firme na bicicleta, o pintor e pedreiro Osvaldo de Nazaré Gonçalves, de 64 anos, morador do Bairro São Marcos, na Região Nordeste da capital, pedala velozmente para chegar a mais um serviço. Na modalidade ciclismo, não perde para ninguém. “Ando a cidade inteira, conheço todos os lugares”, conta o esbelto Osvaldo, com 1,66 metro de altura e 58 quilos. “Sou peso-pena, igual ao Popó”, brinca, numa comparação ao pugilista baiano Acelino “Popó” Freitas, tetracampeão mundial em duas categorias de boxe.

Na tarde de ontem, ao passar na Avenida José Cândido da Silveira, no Bairro Cidade Nova, o homem brincalhão contou uma de suas proezas. Muitas vezes obrigado a transportar a escada de trabalho, amarra o equipamento na bicicleta e segue a pé, levando a sacola com a marmita pendurada no guidom. “Vou empurrando. Uma vez, gastei duas horas e meia até o Vale do Jatobá”, conta com a experiência de 25 anos conduzindo a magrela, lambuzada de tinta, que chama à moda antiga de “camelo”. Certo de que o trânsito é cheio de obstáculos, o pintor e pedreiro procura estar sempre atento aos sinais e jamais trafegar no asfalto. Na hora de lazer, prefere ficar com a família – “sou muito bem casado” – e jogar uma peladinha com os amigos, pois ninguém é de ferro.

LEVANTAMENTO DE PESO -
LEVANTAMENTO DE PESO – “A vida é uma luta diária. Acordo às 3h para preparar os salgados e depois pego dois ônibus. Chega de noite, a gente só quer cama” – Roseli Gonçalves, de 56 anos, mora em Ribeirão das Neves, na Grande BH, e vende seus quitutes na região hospitalar da capital. Para chegar ao ponto de ônibus, caminha quatro quarteirões carregando cerca de 20kg
FORÇA NO BRAÇOBem longe dali, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), moradores do Parque Nova Esperança encontraram uma forma surpreendente de fugir dos mais de seis quilômetros que separam o local do Bairro Carreira Comprida (Frimisa), onde fica a sede da prefeitura municipal, comércio e outros serviços. Com destreza, atravessam o Rio das Velhas numa placa de isopor, tendo como remo um pedaço de bambu. A travessia de 25m de extensão e 1,5m de profundidade na estação seca e 40m na cheia dura cinco minutos, sem intimidar o “comandante” José Anselmo de Araújo, de 33, desempregado, embora mecânico, motorista e operador de máquinas de profissão. “É tranquilo, mesmo com o rio tão sujo”, conta o ribeirinho, que mora com a mulher e duas filhas numa casa com horta, dois cavalos – “na verdade, dois pangarés” – e árvores margeando o Velhas.

Uma descida no barranco, com alguns degraus feitos a enxada, leva José Anselmo à beira do rio, bem no fundo da casa. Para não ser levada pela correnteza, como já ocorreu, a placa de 2m por 1,2m fica cuidadosamente presa a uma corrente com cadeado. “Às vezes, vou do outro lado cortar capim para a criação”, conta José Anselmo, enquanto se aventura pelo rio na maior elegância. A irmã Marinês de Araújo, mãe de dois filhos, pega carona e já tem todo o jeito de se acomodar para não cair: “Fomos até a um forró do outro lado e voltamos de madrugada. O rio está muito raso, seria bom que estivesse limpo.” Na outra margem, um morador ancora uma barca pequena e José Anselmo volta nela, mostrando que a olímpica canoagem é parte da vida da comunidade.

BASQUETE -
BASQUETE – “Antes de começar o serviço, de manhã bem cedo, a gente faz alongamento. A corrida diária pode chegar a 19 quilômetros. É preciso condicionamento físico” – Alexandre Júlio Pedro, de 38 anos, casado e pai de dois filhos, mostrando seu talento ao arremessar o saco de lixo à caçamba do caminhão no melhor estilo dos jogadores do Dream team dos Estados Unidos.
Já na Lagoa da Pampulha, em BH, funcionários da DLA Engenharia cuidam da limpeza do reservatório que emoldura o mais novo Patrimônio Cultural da Humanidade. Quem os vê de longe na balsa pode até pensar que eles estão praticando remo. Mas o mais velho de casa, Marcelo Rocha Júnior, de 33, conta que o garfo que recolhe o lixo também impulsiona a embarcação.

“Em 10 anos, já vi de tudo aqui. A gente recolhe muita sacola de plástico, garrafa PET e coco. Já encontrei até defunto.” Nos últimos tempos, Marcelo, ao lado dos colegas Rogenildo Alves dos Reis, de 42, e Kesley Rainer, de 20, explica que a atividade exige “força no braço”. Segundo a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a limpeza do espelho d’água envolve dois barcos, uma balsa e o trabalho diário de cerca de 30 homens. O volume de lixo recolhido no local é de cerca de 10 toneladas diárias no período de estiagem, e 20t/dia no chuvoso.

Correria Na Região Leste, outro grupo trabalha em sintonia fina para limpar a cidade. E recria, desta vez, um esporte com origem na primeira Olimpíada da Grécia Antiga, o atletismo. São os homens encarregados da coleta de lixo na cidade, que percorrem em média 25 quilômetros, mais do que meia maratona, e podem alcançar a velocidade de 7km/h. É bom lembrar que sobem e descem ladeira retirando os sacos de resíduos das lixeiras e lançando-os no caminhão. Com olhos verdes, dentes perfeitos e pinta de galã, Diego Charles, de 28, morador da Serra, na Região Centro-Sul, fala sem medo de errar: “A gente participa de uma Olimpíada por dia. O pior mesmo é quando chove, o trabalho fica mais difícil… perigoso escorregar ”.

REMO -
REMO – “Em 10 anos de serviço, já vi de tudo aqui na Lagoa da Pampulha. A gente recolhe muita sacola de plástico, garrafa PET e coco. Já encontrei até defunto” – Marcelo Antônio Rocha Júnior, de 33 anos, trabalha em equipe, numa empresa terceirizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, para livrar o reservatório da sujeira. Ele garante que a atividade exige braço forte
Na manhã de quinta-feira, no Bairro Santa Efigênia, ao lado dos colegas Alexandre Júlio Pedro e Jonathan Chagas, o gari mostrou um pouco da rotina. “Antes de começar, faço um alongamento. Hoje, já corri nove quilômetros em uma hora e meia; depois, fomos ao aterro sanitário em Sabará, para percorrer mais 10 quilômetros”, contou. Mostrando o talento de um integrante do Dream team norte-americano, Alexandre arremessou o saco de lixo no caminhão. “Cesta!”, comemorou.

PARAR, JAMAIS Os salgados variados e pães de queijo de Roseli Gonçalves, de 56, duram pouco nas duas caixas de quitutes que ela traz do Bairro Sevilha, em Ribeirão das Neves, na RMBH, para vender em frente ao Hospital Infantil João Paulo II, na Alameda Ezequiel Dias, no Centro da capital. “Pego dois ônibus para estar aqui às 6h30. De lá de casa ao ponto, caminho uns quatro quarteirões”, conta a senhora casada, mãe de três filhos e avó de uma menina. Além dos 50 salgados e 20 pães de queijos, na embalagem de cerca de 20kg, Roseli traz ainda um banquinho para descansar.

ATLETISMO - ATLETISMO – “A gente participa de uma Olimpíada por dia. O pior mesmo é só quando chove, o trabalho fica mais difícil, pode escorregar” – Diego Charles, de 28 anos, morador da Serra, na Região Centro-Sul, percorreu de manhã, na última quinta-feira, 19 quilômetros, com intervalo para levar o lixo no caminhão ao aterro sanitário em Sabará
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FONTE: Estado de Minas.


Morre aos 90 anos o cirurgião plástico Ivo Pitanguy

Médico sofreu parada cardíaca em casa. O velório deve acontecer no domingo, no Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro

EM DA Press

Morreu na tarde sábado, no Rio de Janeiro, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy. O médico sofreu uma parada cardíaca e faleceu em casa, na Gávea, Zona Sul da capital fluminense. A morte aconteceu dois dias depois de ele carregar a tocha olímpica. O velório deve acontecer no domingo, Memorial do Carmo, a partir das 13h.

Pitanguy é mineiro de Belo Horizonte. Começou a cursar medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais e formou-se pela Faculdade de Medicina do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante a infância e a adolescência, sua paixão eram os livros, a pintura, a poesia, a natureza e o esporte. A vocação pela medicina surgiu por influência do pai, o cirurgião-geral Antônio de Campos Pitanguy. Aos 90 anos, Ivo Pitanguy somou 57 anos de carreira e cerca de 68 mil procedimentos cirúrgicos.

Reconhecimento

Membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Nacional de Medicina, Ivo Pitanguy também é nome do primeiro espaço dedicado à memória da cirurgia plástica no Brasil e inaugurado em maio deste ano, em São Paulo. No local, estão reunidos documentos, instrumentos cirúrgicos, objetos e imagens que descrevem a trajetória da especialidade médica desde a 1ª Guerra Mundial. De acordo com Fernando Gomes, curador do Museu da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ivo Pitanguy ,“o intuito é apresentar para as novas gerações esse passado. Somos um lugar de conhecimento e estudo. Os visitantes terão a oportunidade de explorar a história da cirurgia plástica no mundo, com um recorte para o Brasil e para o professor Pitanguy”.

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FONTE: Estado de Minas.


Jovens são roubados no Barreiro enquanto caçavam pokémons

pokemon

Dois jovens, um menor de 15 anos e outro de 19, foram roubados na quinta-feira (3) enquanto caçavam pokémons na região do Barreiro.

Segundo a Polícia Militar, eles estavam buscando os monstrinhos no início da noite, logo após a liberação do jogo, quando foram abordados por dois homens que os obrigaram a entregar os smartphones e fugiram.

Ninguém foi localizado.

Esta semana a Polícia Militar iniciou uma campanha em suas redes sociais para alertar os jovens sobre os riscos de se andar distraído na rua com telefone em locais ermos e escuros. Veja abaixo as dicas da PM.

 

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fpermalink.php%3Fstory_fbid%3D945311278928440%26id%3D887361784723390&width=500
https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fpermalink.php%3Fstory_fbid%3D944706242322277%26id%3D887361784723390%26substory_index%3D0&width=500

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FONTE: Hoje Em Dia.


Morre o cantor e compositor mineiro Vander Lee, aos 50 anos

O cantor e compositor mineiro Vander Lee, de 50 anos, faleceu na manha desta sexta-feira (5) de complicações após um infarto sofrido na tarde de ontem. Ele foi internado em estado grave no Hospital Madre Tereza, no bairro Gutierrez, região Oeste de Belo Horizonte.

A assessoria do hospital confirma que o músico deu entrada e foi submetido a uma cirurgia, contudo não soube informar a razão do procedimento, apenas que ele estaria em estado grave. Contudo, um amigo próximo do músico já confirmou seu falecimento.

Natural de Belo Horizonte, Vanderli Catarina, começou sua carreira tocando em bares da capital mineira. Em meados dos anos 80 começou a introduzir repertório próprio em suas apresentações. Com canções bastante variadas, que vão do romântico, passando pelo samba, rock e baladas.

Já gravou com grandes nomes da MPB como Zeca Baleiro, Nando Reis, Leila Pinheiro e teve a bela composição “Estrela” gravada por Maria Bethânia e “Onde Deus possa me ouvir” imortalizada na voz de Gal Costa. Desde 1997, quando Lançou o independente Vanderly, foram cinco álbuns de estúdio, dois ao vivo e um DVD.

Em seu perfil oficial no twitter, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais também lamentou o falecimento do músico

Lamentamos a perda desse grande talento mineiro, q nos honrou c/ sua presença no @geracaoalmg http://bit.ly/2aFQwnS 

Diversos fãs tambpem foram à página oficial de Vander Lee lamentar a morte e o cantor. Veja algumas manifestações.
https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fvanderlee.oficial%2Fposts%2F10155052640050744&width=500https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fvanderlee.oficial%2Fposts%2F10155052637065744&width=500https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fphoto.php%3Ffbid%3D1352925678069549%26set%3Do.379218285743%26type%3D3&width=500https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fphoto.php%3Ffbid%3D1352925181402932%26set%3Do.379218285743%26type%3D3&width=500https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fvanderlee.oficial%2Fposts%2F10155052622770744&width=500
Veja abaixo grandes sucessos do mineiro:

 

 

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FONTE: Hoje Em Dia.


Pontapé inicial

Dois dias antes de a cerimônia no Maracanã oficializar o início dos Jogos, futebol feminino dá a largada com seis partidas, sendo duas em BH. Mineirão impressionou as seleções

 

Desconstraídas, neozelandesas tiraram fotos no estádio, que passou ontem pelos últimos ajustes (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Descontraídas, neozelandesas tiraram fotos no estádio, que passou ontem pelos últimos ajustes
A Olimpíada do Rio só terá a cerimônia de abertura na sexta-feira, mas o torneio de futebol começa hoje, com partidas de seleções femininas. No Mineirão, onde jogam EUA x Nova Zelândia, às 19h, e Colômbia x França, às 22h, até ontem à tarde havia funcionários dando os últimos retoques, enquanto jogadoras e integrantes da comissão técnica conheciam o local.
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Foi possível ver caixas térmicas empilhadas, a montagem das grades para direcionamento do público na entrada e funcionários finalizando a limpeza. Para completar, a maior parte dos bares ainda exibia o leiaute dos jogos e eventos usuais do estádio, sem os símbolos do Comitê Olímpico Internacional (COI) ou da Rio’2016. A adequação estava prevista para ser feita à noite e não havia garantia de que estaria pronta a tempo da primeira rodada.
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A exceção foi a lanchonete normalmente reservada à imprensa. Lá foi possível ver que os preços estão mais altos, em alguns casos majorados em até 100% em comparação aos praticados no dia a dia, como no caso do sanduíche, que passou de R$ 9 para R$ 18. O tradicional tropeiro, que tanto sucesso faz entre turistas brasileiros e estrangeiros, foi mantido no cardápio. Porém, o preço quase dobrou: subiu de R$ 12 para R$ 20.
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As seleções gostaram muito do que viram, ainda que o Comitê Organizador não tenha permitido o uso de chuteiras nem que elas batessem bola, mesmo de tênis, com o intuito de preservar o gramado. “O Mineirão é fantástico. Quando soubemos que jogaríamos aqui, fiquei muito feliz. Afinal, é um dos melhores estádios do mundo”, disse o técnico da Nova Zelândia, Tony Readings. Depois dos EUA, a equipe neozelandesa enfrentará a Colômbia no Gigante da Pampulha, no sábado, às 20h.
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“Fiquei feliz quando soube que jogaríamos aqui, pois o estádio é ótimo. Já o imagino neste primeiro jogo, com muitos torcedores. Esperamos retribuir fazendo uma boa partida”, comentou o treinador colombiano, Felipe Taborda. Philipe Bergeroo, da França, gostou da infraestrutura: “O Mineirão está incrível. Tem bom campo e excelentes vestiários. Oferece todas as condições para se jogar futebol”.
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FELICIDADE
As jogadoras também parecem ter gostado bastante do Mineirão. Algumas ficaram impressionadas com as dimensões do estádio, enquanto outras aproveitaram a visita para se divertir. “Quando uma visita ao estádio te faz sentir como uma criança de cinco anos em uma loja de doces”, escreveu a atacante norte-americana Alex Morgan ao postar foto com duas companheiras de equipe em sua conta no Twitter.
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As neozelandesas também se divertiram bastante no gramado – algumas deitaram e rolaram, literalmente. Houve pose para fotos e até acrobacias.
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Atitude mais discreta tiveram as francesas, que optaram apenas por vistoriar o gramado. Já a Seleção da Colômbia mandou somente o treinador e as jogadoras Natalia Gaitán, Sandra Sepúlveda e Nicole Regnier.

Duelos HOJE (ontem, quarta)
Grupo E – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro-RJ)
13h    Suécia    x    África do Sul
16h    Brasil    x    China
Grupo F – Arena Corinthians (São Paulo-SP)
15h    Canadá    x    Austrália
18h    Zimbabwe    x    Alemanha
Grupo G –  Mineirão
19h    EUA    x    Nova Zelândia

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FONTE: Estado de Minas.


Abrigo Cão Viver foi alvo da prática, mas percebeu ação de criminosos a tempo

Cão Viver

Cão Viver tem atualmente 120 cães e 60 gatos para adoção e faz castração de baixo custo

Quem vive de resgatar animais do abandono sabe que o trabalho é infinito e que toda colaboração é bem-vinda. Mas, em vez de apoio, o abrigo Cão Viver, em Contagem, na região metropolitana da capital, por pouco não caiu em um golpe. Estelionatários simularam um depósito na conta da associação e depois solicitaram devolução de parte do dinheiro, alegando um equívoco na hora de fazer a transação. O objetivo era fazer mais um alvo do “falso depósito”, modalidade que tem se repetido até cinco vezes por semana, segundo agentes de banco.

Embora não tenha dados, a Polícia Civil também conhece a prática e informou que a população deve ficar alerta. O caso da Cão Viver ocorreu na sexta-feira passada, quando um homem ligou para a associação dizendo que queria doar R$ 2.000, mas que o financeiro de sua empresa tinha feito o depósito errado, de R$ 9.800, que era para um fornecedor. O suposto doador conseguiu ainda o celular da presidente da entidade, Mariza Catelli, e ligou para ela de um número com DDD 65, do Mato Grosso (MT).

“Ele disse que seu filho morava em Belo Horizonte, gostava de animais e pediu para ajudar a Cão Viver. Perguntei o nome do filho dele, mas ele desconversou”, contou Mariza. Segundo ela, o homem era cordial e errava muito o português.

Mariza conferiu o extrato e viu que havia realmente um depósito de R$ 9.800 na conta da associação, no Bradesco, ainda a ser confirmado. O gerente alertou que ela esperasse o dinheiro ser liberado antes de devolvê-lo. Nesse meio tempo, entretanto, a presidente da entidade recebeu vários e-mails dos golpistas cobrando a quantia. “Ele chegou a passar uma conta do Itaú para depósito e dizia que precisava do dinheiro para liberar um caminhão de material perecível em sua empresa. Pedia a devolução de ao menos R$ 2.000”, relatou.

Logo se confirmou que o envelope do depósito estava vazio. “O gerente do banco comentou que esse golpe está acontecendo pelo menos cinco vezes por semana e que várias pessoas estão sendo prejudicadas”, completou Mariza. Ela mandou e-mail para várias ONGs e associações sem fins lucrativos alertando sobre o golpe. “A gente custa a se manter financeiramente, aí vem gente tentando tirar o pouco que temos”, concluiu Mariza.

Informações do abrigo Cão Viver em http://www.caoviver.com.br

Atenção

Sinais. Os golpes de falsos depósitos costumam ocorrer às sextas-feiras, já que a pessoa não terá como comprovar a operação bancária no fim de semana. Desconfie de erros de português em mensagens.
Estudante turco fala sobre o que viveu durante tentativa de golpeVacas magrasSites de doação eleitoral buscam crescer no Brasil

Respostas

Bancos. O Bradesco informou que adota uma rigorosa política de segurança e que o comprovante de depósito feito nas máquinas alerta que o valor entregue está sujeito a conferência. Para depósitos em cheques, aparece no extrato do cliente que o “valor está vinculado”. O Itaú não respondeu.

Febraban. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que cada instituição financeira tem sua própria política de ressarcimento e orientou que as pessoas sempre desconfiem de vantagens financeiras, não recebam créditos de desconhecidos e confiram seus extratos.

DELEGADO
População não deve ‘aceitar’ facilidades

Falso sequestro, falso depósito, falso seguro de vida e por aí vai. O que não falta é golpe e nome para cada modalidade, tamanha é a criatividade dos estelionatários. O chefe do Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (Deoesp), Ramon Sandoli, disse que há dificuldade em investigar esse tipo de caso, já que a maioria das ligações parte de outros Estados.

Além disso, não há uma delegacia especializada para o crime de estelionato nem dados específicos para os golpes aplicados por telefone. De janeiro a maio deste ano, foram registradas 2.848 ocorrências de estelionato na capital e 11.665 em Minas, média de 77 por dia no Estado.

“As pessoas têm que parar de querer vantagens, acreditar em facilidades e prêmios”, afirmou Sandoli. Segundo ele, o crime, muitas vezes, é praticado por presidiário e parte de várias regiões do país. “Não façam nenhum depósito sem antes checar muito bem as informações”, alertou o delegado. (LC)

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FONTE: O Tempo.


Taxista tenta fugir de assalto na zona Sul do Rio e cai no mar
Ele estava estacionado embaixo de uma árvore, próximo ao Monumento Estácio de Sá, quando foi abordado por dois criminosos

Taxi cai no mar

Um taxista tentou fugir de um assalto na noite deste sábado (30), no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio, e caiu na Baía de Guanabara. Até as 13h30 deste domingo (31), o Corpo de Bombeiros ainda não havia conseguido achar o motorista, que não teve a identidade revelada. Segundo testemunhas, ele estava estacionado embaixo de uma árvore, próximo ao Monumento Estácio de Sá, quando foi abordado por dois criminosos.

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De acordo com informações do 2º Batalhão de Polícia Militar (Botafogo), o taxista caiu no mar ao tentar fugir do assalto dando ré no veículo. Bombeiros do Quartel do Catete, na zona sul, chegaram ao local do acidente por volta das 22h50. Segundo o Corpo de Bombeiros, devido as condições climáticas e a ressaca do mar, a vítima não foi achada.

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Até as 13h30 deste domingo, o táxi também não havia sido retirado do local do acidente. Segundo o Corpo de Bombeiros, o veículo está submerso e preso nas pedras. O primeiro passo, segundo a corporação, é tentar chegar até o veículo para verificar se o corpo está no interior do táxi. Dez bombeiros atuam no local desde às 6h deste domingo, incluindo três mergulhadores.

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FONTE: O Tempo.


Homens armados roubam noiva na porta da igreja e levam carro

Criminosos não conseguiram dar marcha à ré e apontaram arma ao motorista, obrigando-o a ajudá-los na fuga. Antes de saírem, os ladrões também atiraram para o alto

A noiva chegou atrasada ao casamento. Mas, dessa vez, não foi por culpa dela. Nem por tradição. Ela foi roubada na porta da igreja. O caso aconteceu em Aparecida de Goiânia (GO), na noite do último sábado (30).
Revólver

O crime teve início quando a noiva, de 27 anos, chegou à porta da Igreja Matriz da cidade localizada na Região Metropolitana de Goiânia, em um carro dirigido por um amigo. Logo em seguida, quando ela se preparava para a cerimônia, do lado de fora do templo religioso, criminosos armados abordaram os dois, obrigaram que saíssem do veículo e levaram o automóvel. Eles ainda deram tiros para o alto, criando pânico.

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Os padrinhos estavam entrando na igreja quando o crime ocorreu. Eles e os convidados souberam do crime ao ouvir os tiros. Alguns saíram correndo para conferir o que acontecia do lado de fora da igreja.
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O carro, um Hyundai Santa Fé, é do amigo da família, que conduzia o veículo. Quando os dois foram retirados, os criminosos não conseguiram dar a marcha à ré e apontaram a arma no amigo da noiva obrigando-o a ajudá-los na fuga. Até a manhã desta segunda-feira (1º), o automóvel não havia sido localizado.
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Ah, sim. Houve casamento. Após o susto, a noiva foi acalmada e a cerimônia teve continuidade. O casamento estava marcado para as 20h. Ela chegou às 20h30. Com o roubo, acabou entrando só às 21h. Mas houve festa e os noivos viajaram em lua de mel nesta segunda-feira.

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FONTE: Estado de Minas.


Um abismo até o metrô ideal

Chegando a três décadas e ainda incompleto, sistema recebe sugestões de cidadãos para se transformar no transporte dos sonhos, que teria extensão ao menos cinco vezes superior à atual

Metrô dos Sonhos
Entre os 28,1 quilômetros da atual linha do metrô de Belo Horizonte e os mais de 140 quilômetros de sistema que a cidade merece, há um abismo. Para atravessá-lo, nos 30 anos do trem urbano da capital, que se completam amanhã, o Estado de Minas convidou leitores a um exercício de imaginação: como seria o metrô ideal para um município do porte de BH? A ampliação do número de linhas – eterna novela perdida em capítulos de planejamento precário, falta de vontade política e desperdício de verba – é o principal desejo dos usuários, que enviaram sugestões via Facebook, Twitter e WhatsApp. A partir delas e de conversas com economistas, engenheiros, arquitetos, urbanistas e acadêmicos, nossa equipe de arte desenhou as linhas que você vê nesta página.
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Nesse traçado, que inclui trechos em veículo leve sobre trilhos (VLT) – mais barato – e trem de superfície, o sistema ideal teria 144 quilômetros, cinco vezes o percurso que existe hoje. E que, apesar de modesto, já consumiu pelo menos US$ 860 milhões. A estimativa teve de ser feita a partir de reportagens arquivadas no Centro de Documentação do EM, pois não existe –  nem na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), nem na Metrominas (empresa estadual criada para tratar da regionalização do metrô) e tampouco no Ministério das Cidades – uma soma dos investimentos atolados no túnel dessa história de três décadas, cujo fruto limita-se ao trajeto único entre o Bairro Eldorado, em Contagem, Grande BH, e a Estação Vilarinho, em Venda Nova, na capital.
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Como a ineficaz tradição da política brasileira faz com que diferenças partidárias de sucessivos governos matem o planejamento de longo prazo, a falta de dados sobre investimento impede que se tenha a dimensão concreta do problema. “Podemos identificar ausência de planejamento da maioria das cidades, com falta clara de planos de largo prazo para os projetos de transporte público. Em muitos casos há um plano de mobilidade genérico, que não pontua de forma clara uma rede integrada e multimodal a ser implementada em 20 ou 30 anos. Isso dificulta muito o desenvolvimento de redes de alta capacidade”, avalia Eleonora Pazos, chefe para a América Latina da União Internacional dos Transportes Públicos (UITP).
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DESEJO ganha forma No diagrama do metrô imaginário, as primeiras quatro linhas respeitam os traçados de projetos para complementação da atual Linha 1. Os restantes foram projetados a partir das sugestões dos leitores engajados na campanha. A equipe de reportagem tabulou as participações e colocou no papel as coincidências de sugestões de novas rotas.
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O traçado de um sistema de transporte surge justamente a partir de linhas de desejo individuais, agregadas para formar demanda que justifique oferta significativa, pontua o economista e consultor João Luiz da Silva Dias, ex-presidente da CBTU. Ele detalha que a viabilidade técnica de cada linha depende da topografia, já que sistemas do tipo não trabalham com rampas elevadas ou muito extensas e dependem do solo. “De qualquer forma, o mapa imaginário é um exercício provocante, porque precisamos nos organizar para produzir muito mais do que as linhas 2 (Barreiro) e 3 (Pampulha/Carmo-Sion), que constituem a base inicial de construção de nosso metrô. Uma cidade como BH exige um sistema de ao menos 140 quilômetros”, reforça.
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Apesar dos desejos, expressiva parcela dos participantes da campanha do metrô imaginário manifesta descrença com relação à ampliação. Para Nilson Nunes, do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais, a decepção é compreensível. “Nosso metrô nasceu desvinculado da demanda por deslocamentos de pessoas nos principais corredores da região metropolitana. Nasceu como sistema federal, com sede no Rio de Janeiro, a qual tem demonstrado indiferença às necessidades de deslocamento da população mineira”, avalia.
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A ampliação concreta das linhas depende hoje justamente de entrave burocrático entre a Metrominas (empresa vinculada ao governo estadual, responsável pelos planos de expansão) e o Ministério das Cidades. Os projetos estão parados, enquanto se debate o processo que vai trazer para o estado a administração do metrô. Sem definição, a CBTU, sediada no Rio, responde pela administração do sistema existente.
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O superintendente da companhia em BH, Miguel da Silva Marques, no cargo desde novembro, avaliou as propostas do metrô imaginário. “Toda expansão é viável e benéfica, porque vemos que o metrô tira carros da rua”, disse. Questionado sobre a forma de locomoção que usa cotidianamente, o superintendente confessou: “Venho trabalhar de carro, mas já usei muito o metrô e é um meio de transporte que atende bem quem hoje pode usá-lo no seu trajeto”.

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FONTE: Estado de Minas.


Veículo do Uber é atingido por esfera de metal e motorista fica ferido na Av. Raja Gabaglia

Motorista e Polícia Militar acreditam que o carro foi atingido por disparo de arma de fogo. No momento do ataque, havia três passageiros no veículo.

Arquivo Pessoal

Um veículo parceiro da Uber foi alvo de novo ataque a motoristas do serviço de transporte na madrugada deste domingo em Belo Horizonte. Segundo informações da Polícia Militar, o carro seguia pela Avenida Raja Gabaglia, na altura do Bairro Estoril, quando o vidro foi quebrado. O condutor do veículo ficou ferido depois que estilhaços atingiram seu rosto.
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A suspeita da PM é de que o carro tenha sido atingido por um disparo de arma de fogo, já que o motorista diz ter ouvido o barulho de um tiro. O sargento Ronaldo Aquino, da 6ª Companhia do 1º Batalhão,acredita que, pelas características do impacto, o projétil tenha partido de uma arma caseira.

Arquivo Pessoal

Wilson Avelino, de 39 anos, contou que eram 5h, quando pegou um casal e um amigo deles na saída de uma casa de festas, na Raja. Cerca de 300 metros depois, com o carro em movimento, ele ouviu um estampido e, em seguida, sentiu o rosto queimar. O vidro da janela do motorista foi quebrado. Ao parar o veículo, ele passou a mão no rosto e viu o sangue dos ferimentos causados pelos estilhaços. “Eu escutei o barulho de arma de fogo.
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A primeira atitude que tive foi perguntar aos passageiros se eles haviam se machucado, mas, felizmente, ninguém se feriu”, conta. Ele ainda levou os clientes em casa, antes de parar para registrar boletim de ocorrência. Ainda não há informações sobre a autoria do disparo. “Não posso afirmar que foi um taxista, porque não vi”, contou Avelino. A ocorrência será investigada pela Polícia Civil.
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Por meio de sua assessoria de imprensa, a Uber informou que considera inaceitável o uso de violência e ressaltou que todo cidadão tem o direito de escolher como quer se movimentar pela cidade, assim como o direito de trabalhar honestamente. “Orientamos os usuários e motoristas parceiros a contatar imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados. É importante também fazer um boletim de ocorrência para que os órgãos competentes tenham ciência do ocorrido e possam tomar as medidas cabíveis”, informou a empresa.

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FONTE: Estado de Minas.



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