De quatro é melhor?

Boris Feldman

O freguês entra no show-room da concessionária para comprar um carro novo e, entre as diversas opções, o vendedor sugere um modelo e diz que ele tem duas opções de motores: com duas ou quatro válvulas por cilindro. E o freguês mal sabe o que é, onde fica e para o que servem estas válvulas. E o vendedor nem sempre tem conhecimento para explicar corretamente. Ou de forma inteligível para leigos…

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Motor Corsa 1.6 16V

Tentativa de explicação rápida: cada cilindro do motor tem uma válvula de admissão para entrar combustível e uma de exaustão para expelir a mistura queimada pelo escapamento. É o motor com duas válvulas.

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Mas, alguns têm o número dobrado de válvulas: duas de admissão, duas de escapamento. É por isso que os motores de quatro cilindros podem receber a denominação ”16 válvulas”.

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E que vantagem Maria leva? Se o motor tem duas válvulas para a admissão da mistura a ser queimada, então o volume total admitido na câmara de combustão é maior, o que resulta num aumento da potência. Se é tão óbvio, porque não equipar a todos com o número dobrado de válvulas?

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Em primeiro lugar, porque aumentam muito os custos para sua fabricação. Em segundo, porque ganha-se de um lado, mas perde-se para o outro. Como assim? Porque o ganho de potência com quatro válvulas por cilindro quase sempre acontece em altas rotações. Para rodar no trânsito urbano, sem exigir muito do motor e com a necessidade de se trocar de marcha várias vezes com o para-e-anda, o motor com apenas duas válvulas por cilindro oferece um desempenho semelhante ou, as vezes, até melhor que o de quatro.

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Existe também uma “variação sobre o tema”: como a necessidade de admissão é maior que de escapamento (por isso as válvulas de admissão são maiores que as de exaustão), alguns motores adotam o sistema de três válvulas por cilindro, duas de admissão, uma de escapamento.

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FONTE: Hoje Em Dia.

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