Ex-governador Eduardo Azeredo se entrega à Polícia Civil em Belo Horizonte

O tucano foi condenado por peculato e lavagem de dinheiro no caso que ficou conhecido como Mensalão Tucano

Após intensa negociação entre a defesa e autoridades, o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo se entregou à Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (23).

Condenado a 20 anos e um mês de prisão em regime fechado, Azeredo se apresentou, acompanhado de seu filho, às 14h45 na 1ª Delegacia Distrital, no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde permaneceu por cerca de uma hora e meia para cumprimento dos trâmites legais.

De lá, Azeredo seguiu em uma viatura para o Instituto Médico Legal (IML), no bairro Gameleira, região Oeste da capital. O ex-governador levou apenas seis minutos para realizar o exame, antes de seguir para uma unidade do Corpo de Bombeiros.

Mandado

A Polícia Civil recebeu o mandado de prisão de Azeredo na tarde de terça-feira (22), após esgotadas as possibilidades de recurso relativos à condenação no caso do mensalão mineiro ou mensalão tucano.

Por unanimidade, desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitaram os embargos declaratórios, que eram a última possibilidade de recurso de Eduardo Azeredo nessa esfera. Na tarde desta quarta-feira, o habeas corpus apresentado pelo advogado Castellar Guimarães Neto, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), também foi negado.

A prisão

O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) deverá ficar preso em unidade militar de Belo Horizonte, preferencialmente do Corpo de Bombeiros, em vez uma das unidades do sistema prisional.

Além disso, o tucano não precisará usar os uniformes vermelhos característicos da Secretaria de Administração Prisional e será dispensado do uso de algemas. A decisão é do juiz Luiz Carlos Rezende e Santos.

No ofício, o magistrado afirma que Azeredo possui status de ex-governador de Estado e que tem prerrogativa de se manter em uma unidade especial, além de reclamar segurança individualizada.

O juiz determinou ainda que Azeredo poderá levar suas próprias roupas, vestuário para banho e cama “mínimos para sua dignidade”. O uso de algemas só pode ser feito devidamente justificado em “situações excepcionalíssimas”.

Menos fluxo de pessoas

A opção por uma unidade dos bombeiros é justificada pelo menor fluxo de pessoas, “o que notadamente permitirá maior segurança ao sentenciado”, diz o juiz.

Além do mais, o governo deverá disponibilizar agentes penitenciários para acompanhar o ex-governador no cárcere.

COMENTÁRIOS

Denise<br />Marquez
Denise Marquez
Que estranho! Eu não vi missa travestida de comício. Eu não vi trogloditas tentando quebrar a cabeça de empresário. Eu não vi o condenado bêbado fazendo prosélitos para as câmeras de TV. Não vi vândalos atirando tinta na fachada de prédios públicos e privados. Quanta diferença! Tudo muito diferente e tranquilo.

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FONTE: O Tempo.