Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo do mês: novembro 2018


Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão é preso na Operação Lava-Jato

Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão é preso na Operação Lava-Jato

Está preso Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro. A força-tarefa da Lava Jato deu voz de prisão contra o político por volta das 6h desta quinta-feira (29) no Palácio Laranjeiras, residência oficial do chefe do estado. A Operação Boca de Lobo é baseada na delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Sérgio Cabral, que também está preso, de quem Pezão foi vice.

Segundo o Ministério Público Federal, Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros. Há provas documentais do pagamento em espécie a Pezão de quase R$ 40 milhões, em valores de hoje, entre 2007 e 2015.

Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, solto, o governador poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa. Segundo o MPF, o esquema de corrupção ainda estava ativo.

O G1 entrou em contato com a assessoria do governo do estado às 7h e aguarda resposta. Com a prisão de Pezão, assume Francisco Dornelles, seu vice.

Carro da PF deixa o Palácio Laranjeiras, onde mora Pezão — Foto: Cristina Boeckel/G1

Carro da PF deixa o Palácio Laranjeiras, onde mora Pezão

Resumo

  • A prisão preventiva foi determinada pelo STJ;
  • São nove mandados de prisão, incluindo a de Pezão, e 30 de busca e apreensão;
  • A decisão foi baseada em delação de Carlos Miranda, operador financeiro de Cabral;
  • A Justiça determinou o bloqueio de R$ 39 milhões em bens;
  • São investigados os crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa e passiva.

Os nove presos

  1. Luiz Fernando Pezão, governador do Estado do Rio de Janeiro
  2. José Iran Peixoto Júnior, secretário de Obras de Pezão
  3. Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, secretário de Governo de Pezão
  4. Luiz Carlos Vidal Barroso, servidor da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico
  5. Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador
  6. Cláudio Fernandes Vidal, sócio da JRO Pavimentação
  7. Luiz Alberto Gomes Gonçalves, sócio da JRO Pavimentação
  8. Luis Fernando Craveiro de Amorim, sócio da High Control Luis
  9. César Augusto Craveiro de Amorim, sócio da High Control Luis

Uma boca de lobo, tipo de bueiro que batizou esta etapa da Lava Jato, a alguns metros do Palácio Laranjeiras, onde Pezão foi preso — Foto: Cristina Boeckel/G1

Uma boca de lobo, tipo de bueiro que batizou esta etapa da Lava Jato, a alguns metros do Palácio Laranjeiras, onde Pezão foi preso

A Polícia Federal cumpre ainda 30 mandados de busca e apreensão. Um deles é na casa de Pezão em Piraí, no Sul do estado, base do governador.

Há equipes também no Palácio Guanabara, sede do governo, em Laranjeiras. Motoristas que passavam em frente, na Rua Pinheiro Machado, buzinavam, em sinal de comemoração.

A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde governadores têm foro.

Atualmente, dos três poderes do Estado do Rio, estão presos o governador e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani.

Boca de Lobo

Carlos Miranda detalhou o pagamento de mesada de R$ 150 mil para Pezão na época em que ele era vice do então governador Sérgio Cabral. Também houve, segundo a delação, pagamento de 13º de propina e ainda dois bônus de R$ 1 milhão como prêmio.

Segundo o depoimento à Justiça, o “homem da mala” do ex-governador Sérgio Cabral disse que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, guardou R$ 1 milhão em propina com um empresário do Sul Fluminense.

O nome da operação faz alusão aos desvios de recursos, revelados nas diversas fases da Operação Lava Jato, que causa a sensação na sociedade de que o dinheiro público vem escorrendo para o esgoto.

Boca de Lobo é o dispositivo instalados em vias públicas para receber o escoamento das águas da chuva drenadas pelas sarjetas com destino às galerias pluviais.

Polícia Federal chegou ao Palácio Laranjeiras no início da manhã desta quinta-feira — Foto: Cristina Boeckel / G1

Polícia Federal chegou ao Palácio Laranjeiras no início da manhã desta quinta-feira

O trecho da delação, homologada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi revelado pelo jornal O Globo em abril.

O dinheiro vinha de empreiteiras e fornecedoras que tinham contrato com o governo do estado, afirmou o delator. Miranda acrescentou ainda que, de 2007 a 2014, Pezão, na época vice-governador, também ganhou um 13º salário, além de dois bônus, de R$ 1 milhão cada.

Governador Luiz Fernando Pezão assumiu em 2014 — Foto: Reprodução/ Tv Globo

Governador Luiz Fernando Pezão assumiu em 2014

Nas duas ocasiões, o governador negou as acusações. Sobre a mesada, Pezão disse que “as afirmações eram absurdas e sem propósito”. “O governaor afirma que jamais recebeu recursos ilícitos e já teve sua vida amplamente investigada pela Polícia Federal”, disse a nota.


Entrou em vigor nesta sexta-feira (23) a chamada Lei da Desburocratização (CLIQUE AQUI), norma que dispensa a autenticação de cópias, reconhecimento de firma e exigência de determinados documentos para realizar procedimentos em órgãos públicos.

O texto, sancionado pelo presidente Michel Temer em outubro, demorou 45 dias para entrar em vigor. O presidente vetou artigo que determinava a eficácia imediata da lei, alegando grande repercussão no poder público e a necessidade de adaptação aos novos processos e sistemas de trabalho.

O projeto de lei da desburocratização foi apresentado pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE) em 2014, mas o Congresso concluiu a votação do texto só em setembro deste ano.

Em julho de 2017, o presidente Michel Temer sancionou decreto com determinações semelhantes às que entraram em vigor nesta sexta-feira. O texto também previa, por exemplo, o fim da exigência do reconhecimento de firma e da autenticação de documentos expedidos no Brasil para “fazer prova junto a órgãos e entidades do Poder Executivo Federal”. As normas, entretanto, só valiam para a esfera federal. Agora, com a lei, estados e municípios também terão de seguir as regras.

Entra em vigor lei para atenuar um aborrecimento dos brasileiros: a burocracia

Entra em vigor lei para atenuar um aborrecimento dos brasileiros: a burocracia

Segundo o texto da lei, o objetivo é racionalizar atos e procedimentos administrativos, simplificando formalidades e exigências desnecessárias. De acordo com o texto, os órgãos e entidades da União, Estados, Distrito Federal e municípios não poderão exigir dos cidadãos:

  • Reconhecimento de firma. Neste caso, o funcionário público deve conferir a assinatura constante no documento de identidade por conta própria;
  • Autenticação de cópia de documento. O agente administrativo deve verificar a autenticidade, comparando a cópia e o original;
  • Juntada de documento pessoal do usuário, que poderá ser substituída por cópia autenticada pelo próprio agente administrativo;
  • Apresentação de certidão de nascimento, que poderá ser substituída por cédula de identidade, título de eleitor, identidade expedida por conselho regional de fiscalização profissional, carteira de trabalho, certificado de prestação ou de isenção do serviço militar, passaporte ou identidade funcional expedida por órgão público;
  • Apresentação de título de eleitor, exceto para votar ou para registrar candidatura;
  • Apresentação de autorização com firma reconhecida para viagem de menor se os pais estiverem presentes no embarque.

Um dos dispositivos também proíbe os órgãos públicos de exigir a apresentação de certidão ou documento expedido por outro órgão ou entidade do mesmo poder.

São exceções a essa regra as certidões de antecedentes criminais, informações sobre pessoa jurídica, e outros documentos exigidos em lei específica.

O texto determina ainda que, em casos em que não seja possível verificar a autenticidade de documentos, poderá ser apresentada uma declaração escrita atestando a veracidade das informações. Se o cidadão fornecer informações falsas, estará sujeito a sanções administrativas, civis e penais.

A norma também instituiu o Selo da Desburocratização, que, segundo o governo, destina-se a a reconhecer e estimular projetos, programas e práticas que simplifiquem o funcionamento da administração pública e melhorem o atendimento aos usuários dos serviços públicos.

A lei prevê a premiação anual de dois órgãos em cada unidade federativa com base em critérios como a racionalização de processos e procedimentos administrativos, a eliminação de formalidades desnecessárias e os ganhos sociais oriundos da medida de desburocratização.

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FONTE: G1.


Aécio Neves terá que explicar mais de 1.300 voos sem interesse público

Justiça pede explicações ao senador; caso seja acatado pedido do MP, ex-governador terá que devolver mais de R$ 11,5 milhões aos cofres públicos

O ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, vai ter que responder na Justiça sobre 1.337 voos realizados no período de janeiro de 2003 a março de 2010. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, o atual senador gastou mais de R$ 11 milhões em viagens em benefício próprio, sem comprovação de necessidade de satisfação do interesse público.

Dentre os destinos mais frequentes estão Rio de Janeiro, com 138 deslocamentos, e a cidade de Cláudio, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, com 116. Soma-se a esta lista 1.083 locomoções para outros destinos também sem a justificativa de interesse público. O MP pediu que o ex-governador devolva  R$11.521.983,26 aos cofres públicos devido às viagens.

Entre os passageiros mais conhecidos que voaram com o ex-governador estão os então ministros Olavo Drumont, Gilmar Mendes, Carlos Roberto Lupi, Francisco Dornelles, Ciro Gomes, José Serra, o então prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e Henrique Meirelles, que presidia o Banco Central do Brasil. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) à época, Ricardo Teixeira, também utilizou a aeronave do governador sem que Aécio estivesse presente.

Aécio Neves

Avião a jato, de turboélice e até helicóptero teriam sido utilizados nas viagens, “para fins particulares ou não justificados”, com o gasto de recursos com combustível, manutenção das aeronaves e remuneração de tripulação. As conclusões do Ministério Público se baseiam em apurações realizadas durante a instrução de inquérito civil público, em 2015, e de perícia realizada pelo órgão técnico do MP.

Ainda na fase de inquérito do Ministério Público, a defesa de Aécio Neves afirmou que a finalidade dos voos era garantir a segurança dele na qualidade de então chefe do Executivo. Foi apresentado também um decreto, assinado pelo próprio Aécio, que permitia a utilização de aeronaves pertencentes ao Estado para atendimento de seus interesses particulares.

Nesta sexta-feira (23), a juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias de Belo Horizonte, Claudia Costa Cruz Teixeira Fontes ordenou que o ex-governador e o Ministério Público se manifestem acerca do processo. O MP pediu que os bens do senador fossem bloqueados, o que deve ser analisado pela magistrada após as manifestações das partes.

Defesa

Procurada pela reportagem, a assessoria de Aécio se posicionou por meio de nota.

Confira na íntegra:

O senador Aécio Neves considera incompreensível a relação de voos questionados pelo Ministério Público, que contém praticamente todos os voos realizados ao longo de oito anos e, segundo a qual, nem o governador nem os secretários de Estado poderiam utilizar aeronaves para deslocamentos oficiais.

Lamentavelmente não foi sequer solicitado ao senador que apresentasse as razões dos voos, o que poderia ter evitado a compreensão equivocada dos fatos.

Os voos em questão estão previstos no Decreto 44.028, do Gabinete Militar, que segue para o chefe Executivo estadual as mesmas normas previstas para o chefe do Executivo federal.

Trata-se de um decreto oficial de amplo conhecimento público, em vigor até hoje. Seria mais adequado e produtivo que, se o MP tivesse qualquer questionamento acerca do decreto que regulamenta a utilização das aeronaves oficiais, tivesse se manifestado quando da sua edição, e não 14 anos depois.

Será comprovada a legalidade e correção de todos os voos realizados.

Por fim, registre se o fato de o MP ter duas opiniões distintas sobre os mesmos fatos. Em 8 de março de 2018, o Conselho Estadual MP arquivou investigação considerando regular, por razões de segurança, o uso de aeronaves do Estado pelo atual governador Fernando Pimentel para fins não oficiais, baseando sua decisão no mesmo decreto questionado agora em relação ao senador Aécio Neves.

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FONTE: O Tempo.


Lula, Dilma, Palocci e Mantega viram réus na Justiça Federal

A Justiça Federal em Brasília recebeu nesta sexta-feira (23) denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além outros integrantes do PT, pelo crime de organização criminosa. A decisão foi proferida pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara.

Com a decisão, além de Lula e Dilma, passam à condição de réus no processo os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Eles foram acusados pelo MPF de praticar “uma miríade [quantidade grande e indeterminada] de delitos” na administração pública durante os governos de Lula e de Dilma Rousseff, somando R$ 1,4 bilhão em desvio de recursos dos cofres públicos.

O caso começou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, mas foi remetido à primeira instância após os acusados deixarem os cargos e perderem o foro privilegiado.

Dilma e Lula, além de outros integrantes do PT, foram denunciados pelo crime de organização criminosa

Dilma e Lula, além de outros integrantes do PT, foram denunciados pelo crime de organização criminosa

Denúncia

A denúncia foi feita ao STF em setembro do ano passado. De acordo com a procuradoria, os crimes foram praticados de 2002 a maio de 2016 na Petrobras, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Ministério do Planejamento.

Segundo a acusação, o ex-presidente Lula foi um dos responsáveis pela liderança da organização criminosa.

“Nesse sentido, Lula, de 2002 até maio de 2016, foi uma importante liderança, seja por que foi um dos responsáveis pela constituição da organização e pelo desenho do sistema de arrecadação de propina, seja por que, na qualidade de presidente da República por oito anos, atuou diretamente na negociação espúria em torno da nomeação de cargos públicos com o fito de obter, de forma indevida, o apoio político necessário junto ao PP e ao PMDB para que seus interesses e do seu grupo político fossem acolhidos no âmbito do Congresso Nacional”, diz o MPF.

Mantega e Dilma

A defesa de Guido Mantega informou que não foi notificada da decisão.

O advogado Alberto Toron, representante de Dilma Rousseff, disse que não vai comentar o caso. Mais tarde, a assessoria de Dilma divulgou nota afirmando que a decisão do juiz da 10ª Vara Federal de Brasília de instaurar processo criminal contra ela, “por supostamente integrar uma organização criminosa, está baseada numa tentativa clara de criminalização da política e do PT”.

“O processo aberto deslegitima a soberania do voto popular ao tornar o exercício da Presidência uma atividade criminosa. A denúncia é genérica, e as acusações não derivam de inquéritos ou de qualquer investigação prévia. Dilma Rousseff jamais foi ouvida por autoridades policiais ou judiciais sobre as acusações que lhe são feitas neste processo. Jamais teve a oportunidade de defesa”, diz o texto, que acrescenta: “A única interpretação possível é Dilma, como os outros réus, está sendo vítima de lawfare, quando se utilizam de ferramentas legais para processá-la sem provas.”

PT, Vaccari e Lula

Em nota à imprensa, o PT disse que denúncia do MPF não se sustenta “em fatos nem provas”. No texto, o partido afirma é perseguido pelos setores Justiça e pelo Ministério Público. “Quem vem atuando como verdadeira organização fora da lei no país, já há alguns anos, são setores partidarizados do Ministério Público e do sistema judicial, que perseguem o PT e suas lideranças com acusações sem pé nem cabeça, com o objetivo de criminalizar o partido. Trabalham cotidianamente para excluir o PT da vida política brasileira, valendo-se de mentiras e do abuso de poder. Cometem, em conluio organizado e hierarquizado, um crime contra a democracia, contra o direito de livre organização política”, diz a nota.

O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, defensor de João Vaccari, afirmou que ficará demonstrado no processo que o ex-tesoureiro do PT jamais integrou uma organização criminosa. “Vaccari foi tesoureiro do PT e dessa forma solicitava, como é atribuição de qualquer tesoureiro, doações legais destinadas ao seu partido, as quais eram realizadas por depósito em conta bancária do partido, com recibo e com prestação de contas às autoridades competentes”, disse.

O representante da Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que a abertura da ação penal representa a “continuidade à perseguição judicial” contra o ex-presidente.

Para Zanin, o MPF pretende atribuir a Lula a acusação de organização criminosa para fatos anteriores a 2013, quando não existia a Lei das Organizações Criminosas, que tipificou o delito.

“Lula não cometeu qualquer crime durante o exercício do cargo de presidente da República e tampouco participou de qualquer organização criminosa. Ao contrário, seu governo serviu de modelo para outros países e os programas implantados naquele período foram reconhecidos e premiados por entidades internacionais como o ONU”, disse o advogado.

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FONTE: Hoje Em Dia.


A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff informou que ela não vai comentar o que foi relatado nos telegramas da embaixada.

O Partido dos Trabalhadores também disse que não vai comentar.

O Ministério das Relações Exteriores informou que não comentará.

Telegramas revelam que partiu de Cuba proposta para criar Mais Médicos, em negociação secreta com governo Dilma

Telegramas da embaixada brasileira em Havana revelam que partiu de Cuba a proposta para criar o programa Mais Médicos no Brasil, e que a negociação com o governo Dilma Rousseff (PT) ocorreu de forma secreta. Os documentos mostram ainda que foi adotada uma estratégia para que o programa fosse colocado em prática sem precisar da aprovação do Congresso Nacional. A troca de mensagens foi publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pela TV Globo.

Segundo a reportagem, Cuba apresentou todo o projeto, desde o envio de médicos e enfermeiras, até a assessoria para a construção de hospitais, a preços vantajosos, demonstrando a negociação de um acordo comercial entre os dois países.

Os telegramas, mantidos em sigilo por cinco anos, mostram que as negociações foram confidenciais para evitar reações da classe médica brasileira e do Congresso.

Os telegramas mostram que a negociação ocorreu da seguinte forma:

  • Cuba criou uma empresa estatal de exportação de serviços médicos em outubro de 2011
  • Missão cubana visitou regiões carentes do Brasil em março de 2012
  • Proposta inicial foi enviar 6 mil médicos às regiões da Amazônia brasileira
  • Cuba queria inicialmente US$ 8 mil por médico, e depois passou para US$ 5 mil
  • Brasil sugeriu US$ 4 mil, sendo US$ 3 mil para o governo cubano e US$ 1 mil para o médico
  • Proposta de usar a Opas como intermediária partiu do governo brasileiro
  • O Brasil aceitou exigências de Cuba como não realizar avaliações dos médicos nem permitir que eles exercessem a profissão fora do programa
  • Questões jurídicas deveriam ser levadas à corte em Havana

Iniciativa de Cuba

Em comunicação de 23 de abril de 2012, o então encarregado de negócios da embaixada brasileira em Cuba, Alexandre Ghisleni, relata encontro ocorrido três dias antes com Tomás Reinoso, vice-presidente de Negócios da Empresa de Serviços Médicos Cubanos (SMC), criada em 2011.

Na ocasião, Reinoso informou que já tinha contratos de serviços médicos em outros países e que conhecia o debate no Brasil sobre revalidação de diplomas e a utilização de médicos estrangeiros para solucionar o déficit de profissionais do país.

Segundo o diplomata, o representante cubano informou inclusive que uma missão da estatal cubana já havia visitado o Brasil. Em março de 2012, um grupo liderado por Maria Entenza Soto, especialista de negócios da empresa, visitou os Estados do Amapá, Bahia e Paraíba, além do Distrito Federal, onde discutiram possibilidades de cooperação.

O diplomata terminou seu comunicado sugerindo o envio do teor do encontro à Assessoria Internacional do Ministério da Saúde.

Outro comunicado da embaixada, de 24 de maio de 2012, relata encontro da vice-ministra de Saúde Pública de Cuba, Marcia Cobas, com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento brasileiro, Alessandro Teixeira, ocorrido em 22 de maio daquele ano durante a VI Reunião do Grupo de Trabalho Brasil-Cuba de Assuntos Econômicos e Comerciais.

Segundo o relato, Marcia Cobas recordou ter “feito visita de trabalho ao Brasil duas semanas antes, a fim de tratar da proposta de envio de seis mil médicos cubanos ao país”. De acordo com o documento, ela teria dito ter “condições de enviar mil especialistas em medicina integral até o próximo mês de novembro e que as medidas de preparação para essa missão já estavam em curso no interior do Governo cubano”.

A comunicação afirma ainda que “esse contingente de médicos dirigir-se-ia às regiões da Amazônia brasileira em que não houvesse médicos brasileiros interessados em preencher as vagas existentes” e que a vice-ministra “mostrou-se ciente de que existem naquela região vagas não preenchidas com salário inicial de R$ 14.000”.

Preocupação com o Congresso

Em relato feito em 3 de julho de 2012, o embaixador brasileiro em Havana, José Eduardo M. Felício, avalia o modo de contrato proposto por Cuba e demonstra preocupação sobre a polêmica que ele geraria se tivesse que passar pelo Congresso Nacional brasileiro.

“A questão acima sobre solução de controvérsias suscita dúvidas, inclusive se tal convênio deveria ter a forma de contrato de compra de serviços médicos, de caráter comercial, ou se conviria assinar um acordo intergovernamental, com maior segurança e comprometimento. Mas um acordo intergovernamental do gênero talvez tenha de ser submetido ao Congresso, onde, por certo, geraria polêmica. De todo o modo, parece inevitável a repercussão pública da contratação de médicos cubanos para trabalharem no Brasil.”

Remessa de dinheiro e intermediação da Opas

A estratégia adotada para evitar que a contratação dos médico cubanos precisasse passar pelo Congresso é relatada em telegrama da Embaixada do Brasil em Havana assinado pelo encarregado de negócios Alexandre Ghisleni e enviado ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) em 7 de dezembro de 2012.

O documento resume uma visita de Padilha ao país entre os dias 2 e 4 de dezembro de 2012, e diz que “o tema que mais ocupou a agenda do Ministro (…) foi a possibilidade de contratação pelo Governo brasileiro de serviços médicos cubanos, mediante o envio de mais de 6.000 médicos a regiões remotas do país”.

Segundo Ghisleni, a questão “de maior sensibilidade” era a forma de contratação dos médicos cubanos. Naquela semana, o governo brasileiro já negociava com a Organização Panamericana da Saúde (Opas) pela intermediação do contrato.

“Tendo em vista a inexistência de um acordo bilateral, aprovado pelo Congresso brasileiro, que permita a transferência de recursos da União a Cuba na área médica, o lado brasileiro apresentou à consideração a proposta de utilizar a Organização Panamericana da Saúde como intermediária, caracterizando a contratação dos serviços como cooperação na área médica”, diz o telegrama.

A proposta de Padilha, então, foi “que a participação da sede da OPAS se limitasse à aprovação do projeto e que todas as operações de transferência de recursos se realizassem diretamente entre os Escritórios da Organização em Brasília e em Havana”.

Uma reunião com a Opas foi realizada em 3 de dezembro e, segundo o documento, os representantes da Opas “mostraram-se entusiasmados com o projeto”, apesar de não terem “clareza em relação aos quesitos técnicos necessários para viabilizar o seu funcionamento”.

Medo de retaliação dos EUA e sugestão de envolver o BNDES

No mesmo telegrama, a diplomacia brasileira relatou temer que a Opas sofresse retaliação dos EUA por intermediar o projeto.

“Além disso, como entendo que os Estados Unidos são o segundo maior contribuinte para o orçamento da Opas, o uso da Organização como intermediária ensejaria uma situação em que o Governo norte-americano poderia no futuro pressionar a Organização a sustar ou dificultar a implementação do projeto, sob pena de suspensão do pagamento da contribuição.”

Ainda durante a negociação ocorrida em dezembro, a diplomacia relatou que foi sugerido um outro sistema de pagamento, que seria o “sistema de compensação, pelo qual o Ministério da Saúde brasileiro transferiria o valor dos serviços diretamente ao BNDES, em pagamento dos empréstimos contraídos por Cuba junto ao Banco”, segundo relato de encarregado de negócios da embaixada brasileira em Cuba, Alexandre Ghisleni.

Indefinição sobre salários

Em julho de 2012, telegrama relata que uma “Delegação Brasileira reuniu-se com dirigentes cubanos, nesta capital, de 27 a 29 de junho último, a fim de tratar da contratação de médicos cubanos para trabalharem em regiões remotas do País”.

A delegação brasileira foi chefiada pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Mozart Sales. A parte cubana foi liderada pela vice-ministra de Saúde Pública, Marcia Cobas. Segundo o documento, o principal ponto de divergência foi o valor pago para os médicos cubanos que fossem trabalhar no Brasil, negociado em dólares.

“O lado brasileiro propôs a quantia de USD 4.000 (USD 3.000 para o governo cubano e USD 1.000 para o médico). (…) A parte cubana, por sua vez, disse que contava receber USD 8.000 por cada médico e contrapropôs USD 6.000 (USD 5.000 para o Governo cubano e USD 1.000 para o médico).”

Neste encontro, Cuba “solicitou, a esse respeito, que qualquer avaliação seja feita previamente em Cuba e que o ‘controle’ no Brasil tenha finalidade de familiarizar os médicos, sobretudo, ao idioma, a práticas processuais e administrativas e à legislação. Ali, já se falava em enviar “1.500 profissionais para o fim de janeiro ou início de fevereiro de 2013”.

O que dizem os citados

A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff informou que ela não vai comentar o que foi relatado nos telegramas da embaixada.

O Partido dos Trabalhadores também disse que não vai comentar.

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha negou que o Mais Médicos tivesse sido negociado secretamente. Ele disse, em nota, que o programa foi defendido e negociado publicamente. Segundo Padilha, o Congresso aprovou e prorrogou o programa, com participação de todos os partidos, assim como teve aprovação do Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas e Organização Mundial da Saúde.

A Opas também divulgou nota afirmando que o Mais Médicos foi instituído por lei aprovada pelo Congresso Nacional e ratificado pelo Supremo.

O Ministério das Relações Exteriores informou que não comentará.

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FONTE: G1.



Jacaré no Parque das Águas em Cuiabá

Jacaré no Parque das Águas em Cuiabá

Um jacaré foi flagrado ‘atravessando’ a faixa de pedestre na Avenida Doutor Hélio Ribeiro, no Centro Político Administrativo, em frente ao Parque das Águas, em Cuiabá. O animal teria sido visto circulando a região nessa sexta-feira (16) depois da chuva que atingiu a capital mato-grossense.

O vídeo, que circula nas redes sociais, mostra o animal atravessando a avenida, entrando na faixa de pedestre, subindo na calçada e se aproximando do parque. O motorista que filma o jacaré liga o pisca alerta e espera que o animal termine a travessia.

Jacaré foi visto atravessando faixa de pedestre e entrando no Parque das Águas em Cuiabá — Foto: Arquivo pessoalJacaré foi visto atravessando faixa de pedestre e entrando no Parque das Águas em Cuiabá — Foto: Arquivo pessoal

Jacaré foi visto atravessando faixa de pedestre e entrando no Parque das Águas em Cuiabá

O Corpo de Bombeiros informou que nenhum chamado de resgate ou ligação sobre o jacaré foi feito para a corporação. Os bombeiros acreditam que o animal vive nos arredores do parque, que foi construído ao redor da Lagoa Paiaguás.

É comum ver a circulação de jacarés e capivaras que entram e saem do parque, principalmente no período da noite e madrugada.

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FONTE: G1.


O capítulo mineiro do maior suicídio da história

No dia em que se completam quatro décadas do massacre de 900 pessoas comandadas pelo líder messiânico, o EM reconta a passagem do pastor norte-americano pela capital

 

Naquele ano, os irmãos Piriás, Orlando e Sebastião Patrício, aterrorizavam o sertão mineiro, saqueando sítios e levando pânico a famílias, enquanto Ramiro, o “Bandido da Cartucheira”, dava trabalho à polícia e se transformava em uma lenda nos arredores de Belo Horizonte. Temer o trio era a regra, em um tempo em que cada movimento dos criminosos locais que fizeram fama ocupava grande parte do noticiário local.

Mas, depois de 18 de novembro de 1978, portanto há exatos 40 anos, eles saíram repentinamente de cena.

Nas páginas dos jornais, ganhava espaço uma tragédia que horrorizou todo o mundo: o suicídio coletivo comandado pelo norte-americano James Warren Jones (1931-1978), o pastor Jim Jones, líder da seita Templo do Povo. Em um acampamento em Jonestown, na Guiana, América do Sul, cerca de 900 pessoas morreram depois de ingerir veneno com suco de frutas.

O que nem todos sabem é que, para contar a história desse líder messiânico, é preciso passar pela capital mineira. Dezesseis anos antes da tragédia, Jim Jones morara no Bairro Santo Antônio, em uma então pacata Região Centro-Sul. A cidade longe do mar e protegida por montanhas foi considerada, no início da década de 1960, um dos nove lugares no planeta para se esconder do apocalipse nuclear ou fim dos tempos.

Repórteres diante da casa de número 203 da Rua Marabá, dias depois da tragédia: vizinhança perplexa (Alvimar de Freitas/Arquivo EM %u2013 22/11/1978)

Repórteres diante da casa de número 203 da Rua Marabá, dias depois da tragédia: vizinhança perplexa

Morador desde que nasceu de uma casa quase em frente do número 203 da Rua Marabá, onde Jim Jones viveu com a família entre 1962 e 1963, o bancário Éder Geraldo de Souza, de 65 anos, casado, se lembra muito bem do “homem alto, rosto arredondado, sempre de terno preto e carregando uma pasta preta”, que ele via sair ou chegar em casa. “Falava inglês, nunca português, da mesma forma que os filhos, que então eram mais ou menos da minha idade”, conta, em referência ao americano que chegou à capital mineira em 11 de abril de 1962, segundo registro da época do Departamento de Estrangeiros da Polícia Federal.

Aquele era um tempo em que Belo Horizonte ainda permitia brincadeiras naquela rua de calçamento, tranquila, bem diferente da via agitada de hoje, que desemboca na Avenida Prudente de Morais. “Às vezes, lanchava na casa deles, comia biscoitos e chupava laranja. Lembro-me dos adotados, um negro e dois asiáticos, e do filho biológico do casal”, recorda-se o bancário aposentado. A casa não dispunha de muitos móveis, acrescenta: “Tinha o básico, a mudança que trouxeram. E havia uns colchões espalhados pela chão”.

A moradia foi ocupada pela família norte-americana por 10 meses, período em que lá viveram Jim Jones, a mulher, Marceline Mae Jones, o filho biológico, Stephan, e os adotivos: James e os coreanos Lew Eric e Suzanne. “Nós chamávamos o menino negro de Smith”, conta Éder.

CRIANÇAS Geralmente no fim da tarde, quando Jim Jones chegava do trabalho, costumava bater papo com um vizinho de frente, que falava inglês. O que impressionava Éder, então com quase 10 anos, era o número de crianças adotadas pelo casal. Por isso mesmo, quando soube da tragédia ocorrida em um sábado à noite, na Guiana, imaginou que Jim Jones poderia ter estado no Brasil à procura de crianças. “Todo mundo ficou muito assustado. Nosso país era pobre, atrasado, acredito que ele estivesse aqui na esperança de alguém lhe dar uma criança carente.”

Na sala de casa, na tarde de uma segunda-feira, o bancário aposentado volta a um período da vida que não esqueceu. “Muitos adultos que conheciam melhor essa história morreram, outros se mudaram, e há aqueles que não estão com boa memória. Mas, guardadas as devidas proporções, acho que Jim Jones pode ser comparado a Hitler (Adolph Hitler, 1889-1945, líder do nazismo), devido ao fanatismo. Talvez até estivesse pensando em algo bom, mas foi pelo caminho errado”, acredita Éder que, orgulhoso do bairro em que vive, conta que mora na mesma casa desde que veio ao mundo.

A equipe do Estado de Minas esteve por duas vezes na casa de número 203 da Rua Marabá, que, depois da família Jones, teve outros moradores. Na primeira vez, pelo interfone, uma pessoa que trabalha para a família informou que os patrões não estavam e que não poderia fornecer o telefone. Nova investida e outra mulher, também pelo interfone, contou que Jim Jones viveu na casa ao lado, hoje um centro espírita – um equívoco, já que os demais vizinhos indicam o local como a antiga residência do pastor.

A construção já não guarda semelhança com o antigo imóvel, em estilo moderno dos anos 1950/1960. No lugar da grade, que deixava à mostra o jardim, foi erguido um muro. Reportagem da jornalista Maya Santana (leia depoimento), repórter do Estado de Minas na época, assegura o endereço como do líder da seita Templo do Povo (em inglês People’s Temple Church). Inclusive, foto da época, pertencente ao arquivo do EM registra um grupo de repórteres diante do imóvel de número 203, dias depois da tragédia na Guiana.

BH: REFÚGIO NUCLEAR PLANETÁRIO

Passagem pela capital do líder da seita que protagonizou suicídio em massa coincide com indicação da cidade como um dos lugares para se escapar de apocalipse atômico

Antes de morar na Rua Marabá, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, o pastor norte-americano Jim Jones, que horrorizaria o mundo ao liderar o suicídio de 900 pessoas na Guiana, teria passando algum tempo no Hotel Financial, na Avenida Afonso Pena, Centro da capital.

Completando sete décadas neste ano, o hotel, de propriedade do empresário Antônio Luciano Pereira Filho (1913-1990), era dos mais importantes do estado nas décadas de 1950 e 1960. Segundo um funcionário, hoje não há mais documentos que possibilitem verificar a estada de Jones. “O registro do hóspedes era bem diferente do atual. Cada um preenchia uma ficha com dados pessoais, que era enviada à polícia. As mesmas informações eram armazenadas em um livro, que ficava no hotel. Mas não temos mais esses livros”, contou.

Na época, o chamado arquivo morto era queimado de cinco em cinco anos. Outra informação é que Jim Jones teria trabalhado na extinta lavanderia Eureka, o que foi descartado, em 1978, pelo diretor-comercial da empresa, que fizera levantamento no departamento pessoal e não encontrara tal registro de emprego de um estrangeiro.

Coincide com a passagem do líder messiânico por Belo Horizonte uma reportagem de autoria da jornalista Carolina Bird, publicada na revista norte-americana Esquire, em janeiro de 1962, ano em que Jim Jones chegou à capital mineira. Em tempos de Guerra Fria, como se tornou conhecida a corrida armamentista e nuclear que opôs os Estados Unidos à União Soviética, a reportagem listava os nove lugares no mundo para se proteger no caso de uma hecatombe atômica, paranoia que tomava conta dos americanos. Para escrever a matéria, a jornalista se baseou em trabalhos de especialistas militares em radiação atômica e da Defesa Civil dos Estados Unidos.

O objetivo dos pesquisadores era “encontrar áreas que não fossem afetadas pelos danos diretos de ataques ou pelas cinzas nucleares, mas que também tivessem recursos suficientes para o homem reconstruir uma civilização industrial”. Na relação de locais, constavam, no Hemisfério Norte, Eureka, na Califórnia (EUA), Cork (Irlanda), e Guadalajara (México). No Hemisfério Sul, figuravam o Vale Central do Chile, Mendoza (Argentina), Melbourne, (Austrália), Christchurch (Nova Zelândia), Tananarive (Madagascar, na África), e o único representante do Brasil: Belo Horizonte.

Entre as características positivas apontadas pela reportagem da Esquire em BH, cidade então com cerca de 600 mil habitantes, estavam a localização, distante do mar e protegida por montanhas; a produção de laticínios, fundamental para longos períodos de escassez de alimentos; a riqueza mineral, essencial para a produção industrial; e também o clima tropical, seco, o que garantiria a saúde, em especial para impedir doenças pulmonares.

 

 

Tragédia NA GUIANA 

Quem tem em torno de 50 anos ou mais certamente se lembra do suicídio coletivo na Guiana. Para os mais jovens, interessados em história, uma pesquisa em arquivos de jornais ou na internet descortina o horror em massa. O trágico fim dos seguidores do Templo do Povo começou com a morte do deputado americano Leo J. Ryan, que investigava denúncias contra a seita, e também as do repórter Don Harrys, de 42, da rede NBC, do cinegrafista Robert Brow, de 36, da mesma emissora, do fotógrafo Gregory Robinson, de 27, do jornal San Francisco Examiner e de Patrícia Park, de 18, uma das seguidoras da seita. O episódio causou comoção e levou o então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, a destacar que o “empenho de Harrys em conseguir informações o levou a uma trágica morte”.

Segundo pesquisa em jornais da época, Jim Jones pregava o suicídio coletivo caso surgissem ameaças à sua seita, “e, aparentemente, deu ordem e o exemplo após a investigação do representante da Califórnia no congresso (deputado americano Leo J. Ryan) e dos jornalistas”.

A “imolação coletiva” começou com uma rajada de 85 tiros de armas semiautomáticas, conforme um advogado contou à imprensa na capital da Guiana, Georgetown. A testemunha prosseguiu: após matar o congressista americano e outros integrantes da comitiva, “os fanáticos religiosos usaram veneno durante um culto”. Entre os seguidores da seita Templo do Povo havia “grupos de negros pobres, pessoas de classe média de todas as etnias, viciados em drogas, criminosos, prostitutas que viviam nas ruas, bem como enfermeiras, engenheiros, universitários, funcionários do governo e advogados”.

Logo depois do culto fatal, cerca de 80 pessoas, a maioria na faixa de 60 anos, conseguiram escapar, alegando “que ainda não era hora de morrer”. Segundo os relatos, o pastor falava em “fraternidade e igualdade, exortando à integração”, mas também dizia que a matança e a destruição estavam próximas. Um dos filhos do pastor, que estava nos Estados Unidos na época do suicídio coletivo, contou que o pai, então com 46 anos, andava “doente, paranoico e drogado”. Jim Jones foi encontrado com um tiro na cabeça. Na propriedade de 12 mil hectares, foram achados mais de US$ 1 milhão em moeda e ouro.

Em 18 de novembro de 1978, 914 membros da seita americana “Templo do Povo” morreram na selva da Guiana, por vontade própria, ou vítimas de um dos mais dramáticos suicídios coletivos da História contemporânea.

Além da ação empreendida pelo “reverendo” Jim Jones sobre os fiéis, não houve nenhuma explicação deste salto para a morte cometido por centenas de homens, mulheres e crianças, a maioria americanos negros pobres, que deixaram a Califórnia para construir um mundo ideal na floresta.

Cinco anos antes da tragédia, Jim Jones, um quarentão que se apresentava como a reencarnação de Lênin, Jesus Cristo e Buda, decidiu transferir “a igreja” que fundou em San Francisco na ex-colônia britânica situada entre Suriname, Venezuela e Brasil.

Em um terreno de 10.000 hectares, fundou em 1973 “Jonestown”, uma “sociedade autenticamente socialista, por fim libertada de todo racismo, de todo machismo e de toda forma de discriminação contra os velhos”.

Baseada em uma mistura de cultura hippie e de vago socialismo, sua autoridade sobre seus discípulos é incontestável. Os ex-adeptos da seita falaram de drogas, de fome e de submissão sexual.

Jim Jones exigia que trabalhassem do amanhecer até o anoitecer seis dias por semana. E os submetia semanalmente a um estranho exercício, no qual deveriam beber e fazer que seus filhos bebessem um veneno falso. Para o líder, o suicídio era a única saída para guerra declarada pelo governo americano contra ele.

Foi nessa atmosfera de suspeitas que um membro do Congresso americano, Leo Ryan, desembarcou em 17 de novembro de 1978, por causa das denúncias dos pais dos “fiéis”. No dia seguinte, quando estava prestes a embarcar no avião, foi assassinado junto com três jornalistas por homens de Jim Jones.

– Seringas e veneno –

Jones convenceu seus fiéis de que Ryan era um agente da CIA e que “Jonestown” seria atacada por fuzileiros navais americanos. Um registro de 45 minutos encontrado perto de seu corpo revelou alguns detalhes noticiados pela AFP no dia 9 de dezembro de 1978.

“A fita magnética começa com a difusão de música religiosa e a reunião de fiéis […] Jones declara que a seita foi ‘traída’ e que não se recuperará do que ocorreu no aeroporto”.

“‘Não proponho que cometamos um suicídio, e, sim, um ato revolucionário’, afirmou, estimulando os adultos a administrar o veneno às crianças com seringas. ‘Na minha opinião, é preciso ser bom pelas crianças e pelos velhos e tomar a poção como faziam na Grécia Antiga, partindo tranquilamente’”.

“Uma mulher pede aos fiéis que formem fila. Começam a ser ouvidos choros de crianças. Jones demonstra, de repente, nervosismo: ‘Morra com dignidade. Não se desfaça deles em lágrimas. Deixe de histeria! Isso não é forma de morrer para os socialistas-comunistas’”.

“Muitas pessoas protestam. Uma mãe grita que aceita a morte, nas pede um indulto para seu filho”.

“A hecatombe termina em uma cacofonia de uivos e dor, grunhidos, gritos de crianças morrendo e protestos, misturados com o aplauso de fãs de Jones”.

Centenas de adeptos fugiram para a floresta. Alguns foram capturados e abatidos, ou obrigados a tomar o veneno.

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FONTES: Estado de Minas e IstoÉ.


Justiça Federal determina que tarifa do metrô de BH volte para R$ 1,80

Órgão analisou pedido do Ministério Público de Minas Gerais e concedeu liminar para suspensão do aumento. Tarifa subiu para R$ 3,40 na quarta-feira


A Justiça Federal suspendeu o aumento da tarifa do metrô de Belo Horizonte de R$ 1,80 para R$ 3,40. A decisão foi divulgada na tarde desta sexta-feira e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) pode ser multada em caso de descumprimento.
A liminar é da juíza Maria Edna Fagundes Veloso, da 15ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais. Ela responde à ação civil pública que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) moveu contra a CBTU após a retomada do reajuste na última quarta-feira, dia 14.
“Em apertada síntese, insurge-se o Autor contra o aumento tarifário operacionalizado através da Resolução n.º 177/2018 do Diretor Presidente da CBTU, que majorando em mais de 88% (oitenta e oito por cento) o preço da passagem do Metrô de Belo Horizonte, elevou-a de R$1,80 (um real e oitenta centavos) para R$3,40 (três reais e quarenta centavos)”, diz a juíza, sendo o autor o MPMG. “Alega o Autor, que o aumento é irrazoável, insensato e desproporcional, impondo desequilíbrio financeiro ao consumidor, capaz de comprometer a sustentabilidade das famílias, retirando-lhes o direito a uma vida digna”.
A juíza explica que a ação foi proposta inicialmente perante a 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, que proferiu uma liminar suspendendo o reajuste da tarifa em maio. A liminar foi cassada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgada na terça-feira, 13 de novembro. O STJ reconheceu a competência da 7ª Vara Federal para o julgamento, mas, após declínio de competência dela e do juíz da 22ª Vara, foi encaminhado à 15ª.

“Na hipótese em análise, que trata de serviço público de alta relevância social, é certo que a estrutura da mobilidade urbana na Capital sofreria gravoso impacto com possível suspensão dos serviços do Metrô, que como se sabe, atende a expressiva parte da população carente”, ressalta a juíza Maria Edna na decisão, onde também ressalta que o aumento impacta o orçamento da população.

“Mas não obstante essa ressalva, o certo é que impor ao usuário de serviço essencial, de um momento para outro, aumento tarifário tão expressivo, mormente num contexto de grave crise em que o desemprego em massa é a realidade vivida pelo Brasil, é realmente ofender os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, bem assim o da própria dignidade humana, porque é indiscutível a nefasta consequência que o aumento trará ao consumidor carente, desestruturando um orçamento já reduzido, que, certamente, não poderá suportar tal majoração”, diz a magistrada.

Assim, ela decidiu suspender, “até ulterior deliberação desta juíza”, a resolução da CBTU que aumenta a tarifa do metrô, restabelecendo o valor de R$ 1,80. Em caso de descumprimento, a multa diária chega a R$ 100 mil.

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FONTE: Estado de Minas.


Veja o que abre e fecha em BH no feriado de 15 de novembro

Nesta quinta-feira (15), quando celebra-se o Dia da Proclamação da República, os supermercados, as padarias e os postos de gasolina de Belo Horizonte poderão funcionar. Haverá ainda coleta de lixo e abertura dos parques.

Alguns serviços, contudo, vão ser afetados. É o caso dos ônibus, que irão rodar com quadro de domingos e feriados. Os postos de saúde, os bancos e os restaurantes populares não vão abrir. A sexta-feira (16) será ponto facultativo para a Prefeitura de Belo Horizonte.

Confira abaixo a relação do funcionamento de serviços públicos no feriado:

Comércio

Poderá funcionar, conforme as determinações da CDL

 

Shoppings

Na maioria dos shoppings, as lojas funcionam das 14h às 20h

 

Parques e Zoológico

 

Parques das Mangabeiras*

Aberto das 8h às 17h

 

Mirante das Mangabeiras*

Aberto das 9h às 18h30 (entrada permitida até 18h15)

 

Serra do Curral*

Aberto das 8h às 17h (entrada permitida até 16h)

 

Parque Municipal Renné Giannetti

Aberto das 6h às 18h

 

Parque Ecológico da Pampulha

Aberto das 8h30 às 18h

 

Demais parques*

Abertos das 7h às 18h

 

Jardim Zoológico e Jardim Botânico*

Abertos das 8h às 17h (com entrada permitida até 16h)

 

Aquário da Bacia do Rio São Francisco*

Aberto das 8h30 às 16h30 (entrada permitida até 16h)

 

* Por recomendação da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, o acesso aos Parques da Serra do Curral, Aggeo Pio Sobrinho e das Mangabeiras, além do Mirante do Mangabeiras e espaços da Zoobotânica (Jardins Zoológico e Botânico e Aquário do Rio São Francisco) requer a apresentação de comprovante de imunização contra a febre amarela, com vacina aplicada no mínimo 10 dias antes da visita, e documento de identidade com foto. O estacionamento no Parque das Mangabeiras agora integra o sistema rotativo digital da BHTrans. Para sua comodidade, leve consigo o talão ou baixe o aplicativo “Rotativo Digital BH” (disponível para Android e iOS).

 

Segurança Alimentar e Nutricional

 

Banco de Alimentos (rua Tuiutí, 888, bairro Padre Eustáquio)

Não funciona

 

Central de Abastecimento Municipal (rua Maria Pietra Machado, 125, bairro São Paulo)

Aberto dia 15/11 das 7h às 13h e dia 16/11 das 7h às 19h

 

Direto da Roça

Funcionamento facultativo dia 15/11 e dia 16/11 funciona das 7h às 19h

 

Feira Coberta do Padre Eustáquio (rua Pará de Minas, 821, Padre Eustáquio)

Abre dia 15/11 das 7h às 13h e dia 16/11 das 7h às 20h

 

Feira de Orgânicos

Funcionamento facultativo no dia 15/11 e dia 16/11 funciona das 7h às 12h

 

Feiras Livres

Funcionamento facultativo no dia 15/11 e dia 16/11 funciona das 7h às 19h

 

Feira Modelo da Savassi (rua Tomé de Souza, entre avenida Cristóvão Colombo e rua Pernambuco)

Não funciona na quinta-feira, dia 15/11

 

Mercado do Cruzeiro (rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro)

Abre dia 15/11 das 7h às 13h e dia 16/11 das 7h às 18h

 

Restaurantes Populares I, II, III e IV

Fechados no dia 15/11 e funcionam normalmente na sexta-feira, dia 16/11

 

Refeitório popular da CMBH

Fechado nos dias 15/11 e 16/11

 

Sacolões Abastecer

Funcionam no dia 15/11 das 8h às 14h e dia 16/11 das 8h às 20h

 

Equipamentos Culturais

 

Casa do Baile

Aberto nos dias 15/11 e 16/11 das 9h às 18h

 

Museu Histórico Abílio Barreto

Aberto nos dias 15/11 e 16/11 das 10h às 17h

 

Museu de Arte da Pampulha

Aberto nos dias 15/11 e 16/11 das 9h às 18h

 

Casa Kubitschek

Aberto nos dias 15/11 e 16/11 de 9h às 18h

 

Museu da Moda

Fechado ao público

 

Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte

Fechado ao público

 

Museu da Imagem e do Som

Fechado ao público

 

MIS Cine Santa Tereza

Aberto nos dias 15/11 e 16/11 16h às 21h

 

Postos de Informação Turística

 

Centro de Atendimento ao Turista Álvaro Hardy – Veveco (avenida Otacílio Negrão de Lima, 855, São Luíz)

Funciona das 8h às 17h nos dias 15/11 e 16/11

 

Centro de Atendimento ao Turista – Mercado Central (avenida Augusto de Lima, 744, Centro)

Funciona das 8h às 17h nos dias 15/11 e 16/11

 

Saúde

Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospital Municipal Odilon Behrens, Central de Internação, Samu, laboratórios das UPAs e Serviço de Urgência de Psiquiatria Noturno (SUP)

Funcionam normalmente 24h por dia

 

Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAMs)

Funcionam com escala mínima durante o dia e expediente normal à noite nos dias 15/11 e 16/11

 

Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE)

Funcionam com escala de plantão nos dias 15/11 e 16/11

 

Centros de Saúde, Centros de Controle de Zoonoses e Centros de Convivência, Laboratórios de Zoonoses, sedes de Distrito e nível central, Centros de Especialidades Médicas (CEMs), Centro de Treinamento e Referência (CTR), Unidades de Referência Secundária (URSs), Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem (CMDI), Centro Municipal de Oftalmologia (CMO), Centros de Reabilitação (Creabs), e Centros de Referência a Saúde do Trabalhador (CERSAT), Centros de especialidades odontológicas (CEO), Centros de Convivência, Central de Atendimento a liminares (CAL), farmácias distritais e a Alta Complexidade

Não funcionam dia 15/11 e funcionam normalmente dia 16/11

 

Serviço de Atendimento ao Viajante

Não funciona no dia 15/11 e funciona normalmente no dia 16/11

 

Centros de Esterilização de Cães e Gatos

Não funcionam no dia 15/11 e funcionam normalmente no dia 16/11

 

Academias da Cidade

Não funcionam nos dias 15/11 e 16/11

 

Segurança

 

Guarda Municipal

Trabalha normalmente nos dias 15/11 e 16/11

 

Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH)

Funcionamento normal nos dias 15/11 e 16/11, exceto para atendimento ao público

 

BH Resolve

Fechado nos dias 15/11 e 16/11

 

Defesa Civil

Funcionamento normal, todos os dias, 24 horas por dia, inclusive aos domingos e feriados. Os telefones de contato são: 199 e o 3277-8864

 

Trânsito e Transporte

Quinta-feira, 15/11, circula com quadro de horário de feriado e sexta-feira, dia 16/11, circula com quadro de horário de sábado/ dia atípico

 

Limpeza Urbana

Nesta quinta-feira, dia 15, haverá serviço normal de coleta domiciliar de lixo na capital, além do recolhimento de resíduos comuns em hospitais atendidos pela autarquia. A coleta seletiva de materiais recicláveis não será realizada. Não haverá também recolhimento de resíduos de restaurantes populares e sacolões participantes do Programa de Reciclagem de Orgânicos da SLU. As Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPVs) da Prefeitura estarão funcionando. Haverá plantões de varrição no hipercentro, na Savassi e na região hospitalar. Na sexta-feira, dia 16, e nos demais dias, os serviços de limpeza urbana serão executados normalmente.

 

Cemitérios Municipais (Bonfim, Paz, Saudade, Consolação) e a Capela Velório do Barreiro

Funcionam normalmente nos dias 15/11 e 16/11

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FONTE: Hoje Em Dia.


Saiba quais são os 5 pecados mais cometidos na hora de fazer café

Fraco ou forte? Adoçado ou puro? Filtro de papel ou pano? Todo amante de um bom cafezinho tem um jeito diferente de preparar a bebida. Na casa do brasileiro existe sempre um especialista no assunto. Não é para menos já que, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o país é o segundo maior consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Em 2016, cada brasileiro bebeu seis quilos de café. Mas será que você não está cometendo algum erro na hora de passar o café?

Saiba como fazer um café bem feitinho. — Foto: Maria Thereza Casale/Assessoria de imprensa

Saiba como fazer um café bem feitinho.

O barista Leonardo Kuwahata, um dos participantes da Semana Internacional do Café, realizada em Belo Horizonte, listou os cinco pecados mais cometidos na cozinha dos brasileiros.

  1. Não escaldar o filtro de papel – “Colocar água quente no filtro elimina algum resíduo que pode acabar contaminando a bebida”, disse o barista.
  2. Usar água da toneira – “O cloro pode modificar o gosto final. A água filtrada deixa a bebida mais ‘limpa’, mais pura”.
  3. Encher a garrafa térmica para ir tomando ao longo do dia – “Café é um produto alimentício, perecível. Deve ser consumido dentro de 40 minutos, uma hora”.
  4. Usar água muito quente ou morna – “Quando a água ferver, tire do fogão e espere dois minutos. A temperatura deverá ficar entre 93°C, 94°C”
  5. Jamais requente o café! – “Requentar o café acaba alterando as propriedades. Adicionar mais calor, acaba prejudicando o sabor”

Kuwahata disse ainda que vale investir em um moedor de café. “Grãos oxidam, assim como a maçã. Quando ele passa pela moagem, perde propriedades também. E café moado na hora é muito prazeroso, né?”, falou.

FONTE: G1.


Justiça condena Haddad a pagar R$ 200 mil a promotor por danos morais

Em nota, a defesa de Haddad disse que ainda não foi intimada sobre a decisão e que vai apresentar os recursos cabíveis


O juiz Fabio Fresca, da 4ª Vara Cível de São Paulo, condenou o ex-prefeito e candidato derrotado à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, a pagar indenização de R$ 200 mil em danos morais ao promotor Sergio Milani. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.
A ação foi encaminhada com base em uma entrevista concedida pelo petista a uma revista em 2017 na qual ele afirma que Milani teria solicitado, quando Haddad era prefeito de São Paulo, propina de R$ 1 milhão para não ajuizar uma ação civil pública envolvendo irregularidades no pagamento de tributos.
Em nota, a defesa de Haddad disse que ainda não foi intimada sobre a decisão e que vai apresentar os recursos cabíveis. Ela ainda disse que o ex-prefeito, na ocasião, “se restringiu a comunicar supostas irregularidades às autoridades cabíveis, sob pena de ser conivente com a situação”. As acusações contra Milani chegaram a ser investigadas, mas foram arquivadas por falta de comprovação.
“Não há dúvidas de que o comportamento do requerido teve o condão de caracterizar dano moral, pois, impôs ao autor passar por situações vexatórias e delicadas, nos âmbitos profissional, familiar e social, tendo que enfrentar o descrédito da sociedade e de seus pares diante da séria acusação de corrupção passiva e prevaricação”, escreveu Fresca.

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FONTE: Estado de Minas.



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