Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA
Grande novidade!
Basta que os médicos importados se assentem num banquinho ao lado da rede para botar a mão na testa do moribundo: muitas vezes curam

Publicação: 02/12/2013 04:00

Por mais que a computação contribua para a divulgação do conhecimento humano, é inevitável que os pesquisadores se debrucem sobre o que já foi pesquisado e publicado. Afinal, há dezenas ou centenas de milhares de centros de pesquisas neste planeta. Agora, mesmo, pesquisadores do estado norte-americano da Carolina do Norte vêm de anunciar a descoberta de um negócio que está num livro meu escrito em 1985 e publicado em 1986.

Ninguém sabe onde fica Chapel Hill, cidade onde se encontra a Universidade da Carolina do Norte de Chapell Hill, a Escola de Medicina da Universidade de Norte Carolina, a Escola de Leis da Universidade de Carolina do Norte, uma School of Dentistry, que o Collins me diz significar odontologia, enquanto dentures é dentadura, um negócio chamado UNC Health Care, além de uma filial do Aveda Institute (cosmetologia). Situada no Orange County, Chapel Hill ocupa área de 51 km2 e tinha 58 mil habitantes em 2012. Tem Orange County na Carolina do Norte, na Califórnia, tem Orange County à beça e à bessa.

Chapel Hill e as pequenas cidades próximas têm um complexo aeroportuário que, salvo engano, movimenta mais voos do que a soma de todos os aeroportos do Brasil, o que não impediu que os pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, de mãos dadas com os seus colegas do Centro Médico da Universidade de Utrech, na Holanda, “descobrissem” que a fome está no cérebro.

Ora, bolas: a fome, a sede, o sexo, a memória, a maldade, a bondade – tudo está no cérebro. Ou será que tudo é comandado pela The United States Military Academy at West Point, também conhecida como West Point, Army, The Academy ou simplesmente The Point?

Sim, porque os jornais nos mostraram foto de Larry Lennox-Choate e Daniel Lennox-Choate, elegantíssimos em seus tuxedos (smokings), sábado, 2 de novembro de 2013, deixando a capela da Academia Militar. Graduados por West Point, foram os primeiros cavalheiros supostamente do sexo masculino que se casaram naquela igreja depois que o estado de Nova York legalizou o casamento gay em 2012, ano em que foram realizados na mesma capela dois casamentos entre jovens supostamente do sexo feminino.

Meu livro de 1986 não é sobre sexo e casamentos gays, mas sobre dietas. Modéstia às favas, obra excelentíssima.

Mais médicos

É muito de desejar que os 10 mil médicos importados pelo glorioso governo que vocês elegeram saibam praticar a medicina do tempo de antigamente. Não muito antigamente, mas a medicina da década de 1950, quando ilustres catedráticos de clínica médica, das duas melhores escolas do Rio, se assentavam nas camas dos pacientes e passavam alguns minutos com a mão na testa do moribundo: curavam à beça.

Pacientes nordestinos e amazônicos não têm camas. Basta que os médicos importados se assentem num banquinho ao lado da rede para botar a mão na testa do moribundo: muitas vezes curam. Sem essa de “revalida”, de exames complicados pelos respectivos conselhos de medicina: basta a mão na testa.

Sim, porque sem estrutura mínima é impossível praticar a medicina moderna, que já não permite que o sujeito solte um traque: tem que tomar Luftal. São exames e mais exames, cada qual mais complicado, antes dos diagnósticos. Salas refrigeradas a 22ºC, monitores, computadores, e a vítima sobre a maca sendo inspecionada por diversos especialistas, clínicas imensas, salas de espera entupidas de pacientes na maior felicidade.

Aí é que está: brasileiro adora médico. Se deixar, a maioria vai ao médico todos os dias. Fiquei espantado com a alegria dos pacientes que enchiam a sala de espera de um sexto andar, prédio inteiro de uma clínica de “imagens”, com estacionamento subterrâneo e manobrista educado. Sem direito a puns e outras ventosidades, com as tripas limpas de véspera.

Depois da limpeza e de 12 horas em jejum, o processo de restruturação das tripas cidadãs demora quatro longos dias. No fim tudo se ajeita com a linhaça dourada, importada do Canadá, e a laranja que conserva a parte branca da casca, enquanto a impiedosa imprensa informa que a dieta do ministro Mantega, nos jatos da FAB, não dispensa o caviar.

Muito justo! Fosse ministro sem entender nada sobre o assunto da pasta, vosso philosopho exigiria lanche de caviar iraniano espionado pela Abin. Antes, porém, daria uma surra em filha minha que se deixasse fotografar nua, mesmo reconhecendo o peso da rubrica vestimenta no controle da inflação.

O mundo é uma bola

2 de dezembro de 1512: exibidas ao público pela primeira vez as pinturas de Michelangelo no teto da Capela Sistina. Em 1604, Otelo, uma das tragédias de Shakespeare, é apresentada ao público. Em 1804, na Capela de Notre Dame, presente o papa Pio VII, Napoleão Bonaparte e sua mulher Josefina de Beauharnais são coroados imperador e imperatriz da França.

Nascida Marie Josèphe Tascher de la Pagerie, na Martinica, em junho de 1763, Josefina foi para a França com a idade de 15 anos para se casar com o visconde de Beauharnais. Teve dois filhos com o visconde guilhotinado pela Revolução Francesa. Viúva, com dois filhos, casou-se em 1796 com o general Bonaparte.
Hoje é o Dia do Samba, do Astrônomo e das Relações Públicas.

Ruminanças

“Só o ateísmo pode pacificar o mundo de hoje.” (Gide, 1869-1951)

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