Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA

Son dos…

Publicação: 25/11/2013 04:00

Contei-lhes de um amigo que foi parado numa estrada paraguaia – automóvel novo, documentos em dia, extintor, pneu sobressalente, ferramentas, tudo perfeito. O patrulheiro pediu para ver o triângulo, que lá estava virgem, quando o paraguaio informou: “Pero, acá, son dos”.

Dois triângulos! Um para botar lá atrás, bem longe, outro para botar lá na frente, bem longe, na hipótese de o automóvel enguiçar numa curva. O patrulheiro acabou levando uns trocados, que não estava interessado em multar ninguém. Ainda bem que nunca vimos cena parecida em nosso país grande e bobo.

Lembrei-me do achaque paraguaio há pouco, procurando no Google uma frase de personagem do Eça: “Aqui na casa, para a bordoada, só eu”. Encontrei-a no Orkut sabe o leitor de quem? Do seu amigo philosopho. É o segundo que encontro em meu nome, esse último sem foto, mas com as fotos de dois amigos, uma bela morena e um doutor em ciência da computação, na lista dos “meus” seguidores. Quer dizer: tenho pelo menos dois perfis no Orkut, que nunca frequentei. E a frase do Eça lá está citada por mim aqui no Estado de Minas.

Pois muito bem: aqui na casa, para o automóvel, só o Vrum e os seus meninos. Mas, porém, todavia, contudo resolvi contar episódio ocorrido mês passado, que dá ideia da maluquice no comércio automobilístico norte-americano.

Na Flórida, amigo meu tinha um Saab 2.0 T, embreagem, cinco marchas, turbo, com 130 mil km rodados. A Saab deixou de fabricar automóveis e sua única oficina especializada ficou a 200 quilômetros da cidade em que vive o meu amigo. Diante disso, ele caprichou na lavagem do carro e publicou as fotos num site pedindo US$ 5,5 mil pelo Saab.

Domingo, logo cedo, véspera de feriado nos EUA, pintou em sua casa uma família americana para ver o carro: pai, mãe, filho de 16 anos, que se interessava pelo Saab turbo de câmbio manual, duas irmãs e uma tia. O menino, que já tinha carteira, deu duas voltas nas ruas próximas levando no Saab uma parte da família, retornou à casa do vendedor e disse: “O carro é meu. Vou buscar os cinco e quinhentos”.

Véspera de feriado, bancos fechados, ficou difícil pegar os US$ 5,5 mil em caixas eletrônicos, mas o menino é tinhoso, queria o Saab, reuniu a família inteira visitando caixas eletrônicos e reapareceu no final da tarde com US$ 5,5 mil em notas de US$ 20. Feliz da vida, foi-se embora com o Saab.

Números
Caribenha, a Ilha de Hispaniola foi habitada pelos taínos desde o século VII, descoberta por Cristóvão Colombo em 1492 e dominada por franceses e espanhóis durante três séculos. É dividida entre a República Dominicana e o Haiti, que ocupa um terço da área. Os dois terços da República Dominicana totalizam pouco mais que 44 mil quilômetros quadrados, contra 27 mil do nosso glorioso estado de Alagoas, com os seus políticos eleitos em 102 municípios.

Independente da Espanha desde 1821, foi dominada pelo Haiti até 1844, quando se livrou do vizinho para ser reconquistada pela Espanha em 1861 e restaurar sua independência em 1865. Agora, o Tribunal Constitucional dominicano retirou a cidadania de 250 mil descendentes de haitianos, que se tornaram apátridas.

Jornal carioca publicou quadro sobre os contrastes entre os vizinhos Haiti, doravante H neste belo philosophar, e a República Dominicana, RD para facilitar nosso entendimento. População: 9,9 milhões no H, contra 10,2 milhões na RD. Abaixo da linha de pobreza: 80% H, contra 34,4% RD. Expectativa de vida: 62,8 R, contra 77,6 RD. IDH: 0,456 (baixo) H, contra 0,702 (médio) RD. PIB per capita: US$ 1.300 R, contra US$ 9.800 RD. Desemprego: 40,6% R, contra 14,7% RD.

São números assustadores em países vizinhos, o Haiti, que fala creole e francês, e a República Dominicana, de fala espanhola. Compete ao leitor analisar as causas e concausas do fenômeno. Só entendo de charutos e posso atestar que a República Dominicana produz bons charutos à venda nos Estados Unidos por uma tuta e meia.

A título de curiosidade, informo ao pacientíssimo leitor que o Brasil fechou o ano de 2012 com um PIB per capita de R$ 22.402, algo em torno de US$ 10.180, um pouquinho mais que os US$ 9.800 da República Dominicana, donde se conclui que estamos em situação bem melhor que a do Haiti.

O mundo é uma bola
25 de novembro de 1120, Guilherme Adelin, herdeiro de Henrique I, da Inglaterra, morre no naufrágio do White Ship. Era o único filho legítimo do rei Henrique.

Em 1845, José Maria Eça de Queirós nasce, na Póvoa do Varzim, o que faz do dia de hoje, para um philosopho amigo nosso, o mais importante de todo o calendário. Em 1865, a vila de São Paulo do Muriahé foi elevada à categoria de cidade. Muriaé é a terra natal do deputado Bráulio Braz, que antigamente me telefonava no dia do meu aniversário, mas deve ter brigado comigo.

Hoje é o Dia do Doador Voluntário de Sangue, bem como o Dia da Baiana do Acarajé.

Ruminanças
“Em questões biográficas, há baianos que mentem e se desmentem descaradamente.” (R. Manso Neto)

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