Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

ear-92

 

Faz sentido

A nossa capacidade de relacionamento com outros humanos gira em torno dos 100 adultos. É algo biológico, é básico, é tiro e queda

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 25/09/2013 04:00

 

A Paraíba é um perigo. De vez em quando produz um José Nêumanne Pinto, um Moacir Japiassu, um Silvio Roberto de Lemos Meira, que veio ao mundo em Taperoá em 2 de fevereiro de 1955. Taperoá, a Princesa do Cariri, é famosa por nela transcorrer toda a história da peça Auto da compadecida, de Ariano Suassuna, paraibano que só faz confirmar o perigo do seu estado quando resolve produzir gênios. Silvio Meira formou-se em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), cursou o mestrado em informática pela Universidade Federal de Pernambuco e o doutorado em computação pela University of Kent at Canterbury, na Inglaterra. É dele um texto publicado pelo provedor Terra sobre o número 150, estabelecido por um inglês especialista em comportamento de primatas, Robin Dunbar, função da capacidade do neocórtex que diz da nossa capacidade de manter relações interpessoais estáveis com um grupo de indivíduos. Ou seja, o número de Dunbar é um tipo de limite para a sua (e a minha) capacidade de relacionamento com outros humanos. É algo biológico, básico. Um estudo que acaba de ser publicado pela Royal Society, continua o craque de Taperoá, diz que a complexidade social emerge, essencialmente, dos esforços individuais para criar soluções compartilhadas para manter e propagar a vida. Professor Robin Ian MacDonald Dunbar (17 June 1947) is a British anthropologist and evolutionary psychologist and a specialist in primate behaviour. Seu Dunbar’s number, 150, bate com os números que estudei em outros antropólogos, que se basearam nos restos das fogueiras feitas nas cavernas africanas pelos primeiros hominídeos. E diziam da relação de nossas agendas pessoais, normalmente com 100 nomes, a partir do que estudaram nos restos das fogueiras. De 100 para 150, considerando que as crianças de colo não devem deixar vestígios nas fogueiras, temos que o número de Dunbar faz sentido, é muito próximo dos números dos seus colegas, que não contavam com a informática e o fenômeno das chamadas redes sociais. Nossas agendas, como o pacientíssimo patrício já leu em Tiro & Queda um ror de vezes, têm 100 nomes em média. Sai um, entra outro e a nossa capacidade de relacionamento com outros humanos gira em torno dos 100 adultos. É algo biológico, é básico, é tiro e queda.


Caro doutor

Muito saudar! Espero que o senhor tenha feito boa viagem e já esteja instalado na região em que vai medicar brasileiros sem macas, estetoscópio, ambulância, leitos, instalações mínimas, água tratada e encanada, rede e tratamento de esgotos, luz elétrica, estradas – sem nada de coisa alguma. O motivo que me traz à presença do doutor é o seguinte: consta que sua família ficou na ilha superiormente administrada pelos irmãos Castro Ruz. Sendo assim, é possível que seus parentes lhe mandem, vez por outra, algumas caixas de bons charutos produzidos por lá. Entrar no Brasil com as caixas nunca foi problema. Basta dizer que, não faz muito tempo, chegavam “toneladas” pelas malas diplomáticas para revender em Minas por um parente do embaixador do Brasil em Havana. Não invento: fumei dois puros imensos, que ganhei de presente de um amigo. Na hipótese de o doutor não fumar charutos, procure entrar em contato comigo, que sou candidato à compra de cinco caixas/mês pagando em reais ou dólares norte-americanos, a seu critério. Enquanto ao mais, use mosquiteiro para se proteger da malária e tome cuidado ao banhar-se nos rios, não só com as piranhas, como também com os peixinhos teleósteos siluriformes das famílias dos tricomicterídeos e cetopsídeos, os candirus, que são danados para penetrar dos orifícios naturais dos cubanos.

O mundo é uma bola
25 de setembro de 233: Alexandre Severo é derrotado pelos persas durante a reconquista de uma província romana na Mesopotâmia, atual Iraque. Marcus Aurelius Severus Alexandrus (208-235) foi o último dos imperadores da dinastia dos Severos. Reinou de 222 a 235. Sem apoio político e militar, morreu assassinado em um motim da Legio XXII Primigenia. Dúvida que sempre me assalta e que o leitor talvez possa esclarecer: no século II depois de Cristo e no III, no IV, no V, o petróleo ainda não havia sido descoberto no Iraque. Por que, diabo, os romanos tinham tanto interesse naquelas areias entupidas de árabes? Em 275, Marco Cláudio Tácito é nomeado imperador pelo senado. Vai ver que também se interessava pelo Iraque. Em 1143, Guido del Castello é eleito papa Celestino II. Era careca e morreu no ano seguinte. Guido, sem ser Mantega, não quebrou o Trono de Pedro. Em 1513, o galego Vasco Núñez de Balboa descobre o Oceano Pacífico. Preso em 1517, foi decapitado em janeiro de 1519 por ordem de Francisco Pizarro. Vivia fugindo de seus credores. Acabou realizando uma das maiores façanhas de conquista espanhola na América, quando subiu um monte indicado pelos índios do Caribe, tendo por companheiro somente seu cão Leoncito, e descobriu o Mar del Sur, mais tarde Oceano Pacífico, sendo o primeiro europeu a avistar o maior oceano da Terra.

Ruminanças
“Há profissionais, e são muitos, que se vangloriam dos seus 30, 35, 40 anos de profissão e se esquecem de dizer que continuam fazendo jornalismo chato, sem verve, sem humor, sem ousadia.”  (R. Manso Neto)

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