Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA
Carta
Com o relógio espião, talvez descobrisse aspectos interessantíssimos do meu dia a dia para contar ao leitor

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 03/11/2014 04:00

 

Prezada GloboNews. Você vive pedindo “fale com a GloboNews”, motivo pelo qual atendo ao seu pedido para dizer que muitas coisas feitas por você incomodam o assinante. A primeira delas é a seguinte: você bota o programa Navegador em horário nobre e joga as entrevistas do Roberto d’Ávila para um horário que ninguém vê. Seus assinantes, depois de meia-noite de sábado, estão dormindo ou estão na balada.

Não contente com isso, você vive repetindo o Navegador em ótimos horários durante a semana e esconde as entrevistas do d’Ávila, jornalista que já se redimiu do tempo em que andou carregando as malas do Brizola. Tudo bem, os rapazes do Navegador são muito risonhos, muito simpáticos, devem ser ótimos chefes de família, mas o programa é dos mais chatos já produzidos desde que a televisão foi inventada. Admito que seja curtido por muitos assinantes, mas a GloboNews deve pensar nos outros, que também são muitos.

Quanto às pautas do programa GloboNews em Pauta, com todo o respeito, já foram pautadas pelo noticiário da própria GloboNews ou extrapolam, como naquela noite em que três jornalistas falaram sobre drogas, assunto que merece comentaristas especializados e programas inteiros, sem a limitação de três minutos per capita. Enquanto ao mais, seja-me permitido desejar a toda a família GloboNews muita felicidade e muitos anos de vida. Cordialmente, o Assinante.

 Espionagem 

O provedor Terra vive anunciando um relógio espião: “Espiona o seu dia durante horas discretamente. Descubra o preço”. Tem a foto do relógio. Clico em “descubra o preço” e não acontece nada: a tela do monitor fica branca. Pelo visto e pelo não visto, já que não consigo ver o preço, vou ficar sem o relógio espião. Portanto, sem condições de me espionar, considerando que não saio do apê onde passo dias e noites morrendo de frio.

Nos últimos 20 anos, famoso jornalista mineiro vive repetindo: “Você não sabe se vender”. Realmente, se soubesse “me venderia”, no bom sentido, naturalmente, e andaria muito bem de vida. Agora, pelos problemas informáticos, não consigo me espionar. Com o relógio espião, talvez descobrisse aspectos interessantíssimos do meu dia a dia para contar ao leitor.

Telejornalismo 

Os primeiros 24 minutos do telejornal da GloboNews, edição das 18h, dia 30 de setembro, foram sobre racismo e homofobia. Ficamos sabendo os nomes e vimos as fotos dos primeiros quatro gremistas indiciados pela polícia gaúcha por ofender o senhor Aranha, goleirão do Santos. Se os narradores dizem goleirão em vez de quíper, goalkeeper, guarda-valas, guarda-rede, porteiro, arqueiro, guarda-meta, guardião, golquíper ou vigia, adiro ao goleirão e constato o seguinte: confirmando o que foi dito nesta coluna há dois meses, um dos quatro torcedores do Grêmio é muito mais negro, mil vezes mais escuro que o senhor Aranha. 

Tem havido um certo exagero na ênfase dada pelo jornalismo aos crimes de racismo e homofobia. Que racismo é este em que o gaúcho retinto chama de macaco o goleirão mulato? Os homossexuais, por ser turno, andam numa fase de exibicionismo, que choca os circunstantes. Deve ser consequência do orgulho gay. Uma coisa é amar e ser amado por pessoas do mesmo sexo; outra, muito diferente, é esfregar esse relacionamento amoroso na cara dos outros, que lá estão jantando numa pizzaria paulistana, como fizeram duas mocinhas de 20 anos, que se queixaram à polícia depois de convidadas pelo garçom a sair do restaurante.

Não basta às mocinhas de 20 anos curtir o seu lesbianismo: é preciso esfregá-lo nas caras dos outros. O mesmo se vê nos mocinhos dos 16 aos 80 anos, que exibem sua pederastia em casamentos filmados e fotografados numa época em que os casais héteros, que são raros mas ainda existem, dispensam o formalismo do matrimônio para viver seu amor em relativa paz. Sim, relativa, porque os filhos dele e os filhos dela, não raras vezes de mais de uma união, aprontam uma confusão dos diabos.
Só uma coisa é certa: exibição pública excessiva, afrontosa, de amor homo ou hétero não tem cabimento. Para isso, existem os carros, os quartos, os motéis. Restaurante nunca foi lugar para esfregar amores nas caras dos outros. É o que penso e dispenso melhor juízo.

O mundo é uma bola 

3 de novembro de 1887: fundação da Associação Académica de Coimbra, a mais antiga associação de estudantes de Portugal. Alguém se lembra da UNE antes de se vender ao PT? Em 1930, Getúlio Vargas torna-se chefe do governo provisório do Brasil, que duraria 15 anos.

Em 1944, o Exército francês faz homenagem póstuma a Antoine de Saint-Exupéry. Em 1954, a cadelinha Laika é o primeiro ser vivo a entrar em órbita espacial a bordo do Sputnik II. Em 1978, independência da Dominica. Em 1992, Bill Clinton é eleito 42º presidente dos Estados Unidos. Seu vice foi a besta do Al Gore, que se divorciou depois de 43 anos de casamento. Hoje é o dia do Cabeleireiro, do Barbeiro e do Guarda Florestal.

Ruminanças 

“Em nossos dias, o divórcio é uma cerimônia tão respeitada quanto a do casamento” (Armand Salacrou, 1899-1989).


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