Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA
Números
Isso quer dizer que o governo Dilma Vana Rousseff passou os primeiros 30 dos 48 meses de mandato desativando 12 leitos por dia

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 05/06/2014 04:00

Sou fraco numa porção de coisas, inclusivamente em números, por isso me valho daqueles pesquisados pelos outros. Desta vez, recorro ao jornalista José Casado, da editoria de Opinião do Globo. Em linhas gerais, o articulista informou que 140 milhões de brasileiros dependem totalmente da rede pública de serviços de saúde, que perdeu 11.576 leitos hospitalares entre janeiro de 2011 e agosto do ano passado.

Isso quer dizer que o governo Dilma Vana Rousseff passou os primeiros 30 dos 48 meses de mandato desativando 12 leitos por dia – em média um a cada duas horas. O Tribunal de Contas da União, TCU, constatou: “Houve uma redução da quantidade de todas as especialidades de leitos de internação, com exceção dos leitos localizados em hospitais-dia”. Vale notar que os ministros do TCU não foram escolhidos por mim nem pelo leitor do Estado de Minas. Muitos deles foram indicados pelos governos do PT.

Os técnicos do TCU visitaram 116 hospitais com 27.614 leitos (8% do total disponível no SUS) e concluíram em relatório de 200 páginas: falta governo na saúde. Faltam profissionais, estruturas físicas, medicamentos (entre os 50 mais adquiridos no Brasil, 43 têm preços acima da média internacional). E o negócio vai por aí, diz aqui o degas, com a “presidenta” candidata à reeleição e o ex-ministro da Saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, possivelmente o Pad e o padilha da troca de e-mails entre o deputado André Vargas (PT-PR) e o doleiro Alberto Youssef. Pad é candidatíssimo ao governo de São Paulo.


Voo noturno


Teve como título Vol de nuit (Voo noturno), em 1931, um dos livros de Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe Saint-Exupéry, admirável escritor, ilustrador e piloto francês, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.

Em 2014, talvez pela falta de chuvas, o apê em que se esconde um philosopho amigo nosso foi poupado de voos noturnos, que não me agradam depois das 11 malárias. Daí o interesse que me despertou o estudo da Fundação Bill e Melinda Gates, que luta há anos contra a malária e trabalha na erradicação de outras doenças transmitidas pelos mosquitos, como a dengue e a febre amarela veiculadas pelo Aedes aegypti.

Existem mais que 2.500 espécies de mosquitos em todas as regiões do planeta, exceto na Antártica. O estudo financiado por Melinda e Bill revela que os mosquitos afetam os padrões populacionais em grande escala. Várias outras doenças causam muitas mortes, sem chegar perto dos “assassinos voadores”. A esquistossomose responde por 10 mil mortes anuais e é transmitida por pequenos caracóis que vivem nos rios e lagos de regiões tropicais e subtropicais. 

A espécie Homo sapiens sapiens, que deve ter 7,5 bilhões de pessoas, mata 475 mil por ano, das quais 56 mil passam desta para a pior graças à variedade brasiliensis da espécie citada. Serpentes matam 50 mil humanos e o vírus da raiva canina cerca de 25 mil. Tubarões só matam 10 pessoas, enquanto leões e elefantes, somados, eliminam 200. Pois muito bem: os mosquitos da malária (Anopheles) matam por ano 725 mil pessoas. Em menos de cinco anos matam um Uruguai inteiro. Ainda bem que o Motta e don Francisco Tomás moram em Belo Horizonte, capital de todos os mineiros.
Friozinho 

Tenho ganas de excomungar aquela baiana, apresentadora de tevê, quando fala do friozinho que tem feito por aí. No dia em que escrevo, os termômetros amanheceram marcando 12ºC. Para mim, abaixo de 20ºC é Sibéria. Pelo banho, às onze da matina, observei o seguinte: você pega uma toalha Toulon, branca, sequinha, e põe sobre o blindex do boxe num lugar em que não é alcançada pelos respingos do chuveiro. Terminado o banho rápido, a toalha está encharcada. Só pode ser o vapor, que também se condensa nos azulejos e no espelho. 

O mundo é uma bola
 
5 de junho de 1805: fundação da Imperial Ordem da Coroa de Ferro por Napoleão Bonaparte. Teve seu nome baseado na antiga Coroa de Ferro, joia medieval que tem no seu interior um anel de ferro forjado com supostos cravos, que seriam aqueles usados para crucificar Jesus. A Ordem tinha originalmente três classes: 20 grã-cruzes, 30 chefes e 50 cavaleiros. Napoleão caiu muito no meu conceito. Esta conversa de ordem, de condecoração, de medalha, é coisa de brasileiro. 

Em 1915, a Dinamarca altera sua constituição para permitir o sufrágio feminino – e isso há exatos 99 aninhos. Em 1947, na Universidade Harvard, George Marshall apresenta o Plano Marshall de ajuda aos países europeus afetados pela Segunda Guerra Mundial. George Catlett Marshall Jr. era general norte-americano e combateu nas duas grandes guerras. Hoje é o Dia da Ecologia.

Ruminanças

“A partir de certa idade, a glória se chama desforra” (Bernanos, 1888-1948).

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