Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA
Heureca!
Reza a lenda que o sábio sículo saiu correndo nu pelas ruas de Siracusa gritando ‘Heureca! Heureca!’, após formular a Lei do Empuxo num banho de banheira

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 05/05/2014 04:00

Do grego heúreka ‘achei’, heureca é interjeição usada como expressão de triunfo ao encontrar-se a solução de problema difícil e foi atribuída ao matemático grego Arquimedes (287-212 a.C.). Um dos principais cientistas da Antiguidade Clássica, Arquimedes foi matemático, físico, engenheiro, inventor e astrônomo nascido e assassinado em Siracusa.

A Lei do Empuxo e a Lei da Alavanca são algumas das contribuições do gênio considerado o maior matemático da Antiguidade e um dos maiores de todos os tempos. Durante o cerco a Siracusa, Arquimedes foi morto por um soldado romano, mesmo tendo sido as tropas avisadas de que deveriam poupá-lo sem ferimentos, tamanha a admiração que os líderes romanos tinham por ele.

Pouco se sabe de sua vida, se foi casado, se teve filhos, mas é provável que tenha morrido solteiro porque a soma das descobertas de sua genialidade era e continua sendo incompatível com a notícia de que o gás acabou, o condomínio está atrasado, é preciso trocar e alinhar os pneus do carro, o chico atrasou 15 dias.

Siracusa, na Sicília, era naquele tempo uma colônia (ou cidade-estado?) da Magna Grécia. Hoje é italiana e tem cerca de 123 mil habitantes, que você tanto pode chamar de sículos, como de siciliotas, sicilienses ou sicilianos. Sículo só aprendi agora, o que diz bem da vastidão de minha ignorância.

O empuxo arquimediano, como aprendemos no colégio, sobre um corpo parcial ou totalmente imerso em um fluido, é a força que age no sentido oposto ao da gravidade e cuja magnitude é igual ao peso do volume do fluido deslocado pelo corpo. Reza a lenda que o sábio sículo saiu correndo nu pelas ruas de Siracusa gritando “Heureca! Heureca!”, após formular a Lei do Empuxo num banho de banheira.

E todo esse nariz de cera, que passou das 290 palavras, vem a propósito de uma descoberta que fiz há dois dias e deve ser do interesse de muitos leitores. Nunca tive maiores problemas para dormir, tanto assim que só muito raramente tomei soníferos. Dormia mal pela maldita apneia do sono e ronquei durante séculos.

Há coisa de uns 14 anos investi na dentadura de silicone da dra. Regina e fiquei livre da maldita apneia. Meses atrás, contudo, às voltas com a notícia de uma cirurgia complexa, passei a dormir porcamente, mesmo com a dentadura de silicone, porque pensava na cirurgia, nos riscos, nos custos – e aí já viu, né? 

Foi quando me receitaram um tarja preta fraquinho, Rivotril 0,25, que funcionou à maravilha porque me impedia de “pensar” durante a noite. Não leio bulas. O comprimido funcionou, fui operado, voltei a tomar um comprimidinho toda noite e as coisas caminhavam mais ou menos, quando notei que, mesmo dormindo bem, cerca de oito horas por noite, acordava sonolento e passava o dia inteiro desanimado. Idade? Talvez…

Então, num acesso raríssimo de inteligência, philosophei: se o 0,25 me derruba à noite pode ser que continue a fazer efeito durante o dia. Consultei uma amiga, que me disse já ter tomado o mesmo comprimido, sob receita médica, para ansiedade e problemas do gênero, e que o remédio funciona assim mesmo, o dia inteiro. 

Num segundo acesso de inteligência – heureca! – parei com o comprimido há várias noites, durmo admiravelmente e, pasme o leitor, acabei com a sonolência e o desânimo durante os dias.

Filosóficas

Ensinar filosofia numa escola pública de Taguatinga (DF), mesmo com um professor chamado Antônio Kubitschek, não podia dar boa coisa. Numa prova de múltipla escolha, o mestre citou a funkeira Valesca Popozuda como “grande pensadora contemporânea”.

O enunciado da questão dizia: “Segundo a grande pensadora contemporânea Valesca Popozuda, se bater de frente…”. Os alunos deviam escolher a primeira das quatro respostas propostas: “é só tiro, porrada e bomba”, prova aplicada a 400 alunos do ensino médio. Marcelo Aguiar, secretário de Educação do Distrito Federal, louvou a questão elaborada pelo professor, como também louvo: Antônio Kubitschek, que lindo nome tens tu, se todos gostam de cheque, nem todos gostam de ti.

Outrossim, louvo a grande pensadora Popuzuda. Consta que tem 1.100ml de silicone em cada nádega. Se pensa com o sesso (ê), “par de nádegas, traseiro”, pensa bem, porque o tem dos mais expressivos. E vem sendo considerada líder feminista pelas mestrandas e doutorandas da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, maior concentração de mestres e doutores do Brasil, a dois passos do Complexo da Maré, conjunto de favelas com 130 mil habitantes supostamente vigiados pelas Forças Armadas por causa da Copa das Copas. 

O mundo é uma bola


5 de maio de 1769: decreto autorizando o estabelecimento na Lousã, em Portugal, de uma fabrica de papel de escrever. Deve datar daí o drama dos que se queixam do papel em branco. Em 1920, o papa Bento XV canoniza Santa Joana D’Arc. Em 1968, estudantes franceses invadem a Sorbonne: cerca de 600 foram presos. Em 1984, entra em funcionamento a primeira unidade de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, assunto atual pela possibilidade provável de racionamento em 2014. Hoje é o Dia Nacional do Agito, do Líder Comunitário, das Comunicações e da Luta dos Estudantes de Farmácia.

Ruminanças

“Ventre faminto não tem ouvidos” (La Fontaine, 1621-1695).


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