Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.


TIRO E QUEDA MistérioPor que me lembrava do cantor, compositor e músico americano, que nunca ouvi? Ora, porque entre os seus pertences espalhados pelo chão havia uma caixa de charutos cubanos…

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 06/04/2014 04:00

Escrevo na tarde de quinta-feira, 27 de março, depois de tomar um susto. Sempre que posso assisto ao programa Estúdio i com Maria Beltrão e seus convidados. A bancada tinha como convidada a atriz Fernanda Machado e os jornalistas Arthur Xexéo, Flávia Oliveira e Diego Pose, especialista em futebol.

Não sei se já aconteceu com o leitor, mas de vez em quando tenho a impressão de estar ficando maluco. Hoje, tive a certeza. Explico: fiquei achando que já conhecia a entrevista com Fernanda Machado, lembrava-me de trechos inteiros, problemas com o autismo de sua cunhada, que chorou quando levada ao teatro numa peça em que Fernanda dialogava com uma falsa autista – e todos os atores choraram. 

Mais adiante, Xexéo disse que já teve cabelos. Melhor que isso: rabo de cavalo que alcançava sua cintura. Também me lembrava dessa confissão feita ao crítico de arte Marioti, que falava de Paris sobre a exposição de fotos sobre Kurt Cobain (1697-1694). Por que me lembrava do cantor, compositor e músico americano, que nunca ouvi? Ora, porque entre os seus pertences espalhados pelo chão havia uma caixa de charutos cubanos, utilizada, segundo a reportagem, para guardar drogas. 

Quinze minutos antes de terminar o programa vim para o computador certo de que assistira àquele Estúdio. 

Já estou escrevendo na manhã do dia 28 de março, ainda sem explicação para o programa de ontem. Li os jornais e não vi notícia da repetição. Entendo e louvo que certos programas semanais sejam repetidos em outros dias e horários, mas um programa diário?


Especialista

Pintou num Manhattan Connection de março jovem brasileiro narigudo, que já teria trabalhado em diversos países e hoje é um dos colaboradores da revista Forbes, especializado em entrevistar bilionários. Disse coisas interessantíssimas, como por exemplo: os bilionários franceses não gostam de aparecer e moram quase todos na Suíça. Quanto aos norte-americanos, que são muitos, depois do governo Obama passaram a queixar-se de que têm sido malvistos pela sociedade.

Dos que entrevistou, disse que não há padrão comportamental: alguns têm um caminhão de namoradas enquanto outros estão casados com as colegas de escola e felizes para sempre. Bill Gates casou-se com uma funcionária de sua empresa Microsoft e aparentemente (a observação é minha) o casamento vai muito bem, obrigado.

Todos, sem exceção, dizem preocupar-se com a filantropia, sem que o repórter possa garantir que todos sejam filantropos. Mas ficou impressionado com o foco, com a atenção dos bilionários nele, entrevistador. Sentiu-se importantíssimo e disse que Bill Clinton também é assim: a pessoa que conversa com Clinton fica encantada e se sentindo muito importante.

Falou pouco dos bilionários brasileiros, que têm aumentado nos últimos anos. Se ouvi direito, a Forbes tem 400 funcionários pesquisando o palpitante assunto, estudando empresas, balanços, paraísos fiscais, testas de ferro, sinais exteriores de riqueza, essas coisas.

Nunca vi de perto um Gates, um Slim, um Buffett, mas tenho visto mineiros abonados, alguns já na faixa dos jatinhos de US$ 50 milhões, que fazem BH-Miami sem reabastecimento de combustível. Têm uma característica: nunca levam dinheiro nos bolsos. 

Por via de consequência, como gostava de dizer o nosso muito saudoso Aureliano Chaves, as gorjetas nos restaurantes e as gratificações dos flanelinhas ficam por conta dos remediados que se metem a acompanhar os ricaços. Remediado nunca sai de casa sem uns cobrinhos nos bolsos.

O mundo é uma bola


Em 6 de abril de 648 a.C. ocorre o mais antigo eclipse solar registrado pelos gregos. Posso imaginar a sensação deles: até hoje, fico encantado nas noites de lua cheia. Em 1385, as Cortes de Coimbra aclamam João I rei de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis. João I era filho natural de el-rei Pedro I.

Hoje, como termo jurídico, filho natural é filho concebido fora do casamento, por pessoas que não possuem impedimento algum que as proíba de casar, ou filho concebido depois de se haver extinguido o vínculo conjugal. Onde se lê “hoje”, leia-se: no dia em que o Houaiss eletrônico foi editado, que as coisas estão mudando numa velocidade assombrosa.

Em 1830, organizada a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecida como igreja dos Mórmons, doutrina protestante, fundada nos EUA por Joseph Smith (1805-1844) e disseminada pela América do Sul e Central, Europa e algumas regiões do extremo Oriente. Entre outras coisas, admite a poligamia, o fim do mundo, o batismo etc.

Ruminanças

“O ruim de ser rico é viver com pessoas ricas” (Logan Pearsall Smith, 1865-1946).

 

 

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