Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA
Informática
Os barbeiros, que somam 95%, continuam dirigindo mal, talvez mais devagar, porque os idosos deixam de se considerar imortais

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 08/06/2014 04:00

Não raras vezes, o Windows 7 Ultimate toma providências com as quais não concordo e faz alterações que não autorizei. Presumo que a correção dessas mudanças seja facílima para crianças de 8 anos, mas é impossível para cavalheiros de certa idade. Tento, mexo aqui e acolá, os resultados pioram e me dou por muito feliz quando consigo desmanchar as alterações que fiz.


Tenho um arquivo chamado TUDO. Tiro que reúne o que foi publicado nesta coluna de agosto do ano passado até hoje. Dia 7 de maio estava com 443.962 mil palavras. Começou com a formatação que uso, fonte Tahoma 12, margens, distância entre linhas etc. e mudou de repente para formatação diferente. Das 966 páginas, a metade está do jeito que gosto e o resto do jeito que me desgosta.
Hoje cedo, só de curiosidade fui à calculadora chinesa de nove reais para saber quantas horas/ano passo às voltas com o computador. Por baixo são 2.200 horas/ano, mas posso jurar que passo mais tempo e não entendo nada, absolutamente nada de informática.


Lembrei-me de um amigo, muito mais velho, companheiro de caçadas no Pantanal do MS. O patrício chefiou, durante anos, os serviços de mecânica dos aviões de uma empresa norte-americana, que pousavam no aeroporto de Puerto Suárez, cidade boliviana próxima de Corumbá (MS). Chefiava e não entendia nada de mecânica aviatória.


Sempre que os pilotos ianques resolviam passar a noite na farra em Corumbá, deixando o DC-3 bem amarrado ao solo, o chefe dos mecânicos pegava uma bandeirinha vermelha e “interditava” o aparelho. Manhã seguinte, com os pilotos de ressaca, retirava a bandeirinha e o DC-3 saía voando que era uma beleza.

Reflexos

Anda a ciência empenhada, com razão, em avaliar a perda dos reflexos dos motoristas idosos. Por enquanto, os testes foram feitos com voluntários, mas é possível que se tornem obrigatórios. É verdade que a renovação da carteira nacional de habilitação envolve exame de vista e outros exames simples, enquanto a análise dos reflexos exige simulador de direção para submeter o condutor a diversas situações de risco.


Se me permitem palpitar depois de séculos dirigindo centenas de milhares de quilômetros sem um arranhão, o negócio é muito simples: aqueles que sempre dirigiram bem, que não chegam a 5% dos habilitados, vão continuar dirigindo bem com menos reflexos; os barbeiros, que somam 95%, continuam dirigindo mal, talvez mais devagar, porque os idosos deixam de se considerar imortais.
Uma coisa puxa outra, como disse aquele pastor pilhado quando se preparava para fazer um filho na vizinha, gorda senhora mãe de quatro filhos, porque leu na Bíblia adultera onde havia adúltera. A intervenção do repórter mostrando ao piedoso pastor o acento agudo foi dos vídeos mais engraçados que vi na internet.


Tive notícia de um amigo, jornalista famoso, que passou a circular em carro blindado. Faz muito bem. Perde a velocidade em que gostava de andar com sua BMW-turbo – passou dos 260 km/h na BR-040, numa noite em que me deu carona para casa – mas agora circula em relativa segurança numa Belo Horizonte parecidíssima com o Rio e com São Paulo.

Supimpa 
Só agora tomei conhecimento da existência do senhor Luiz Horta, comentarista de vinhos do Globo. Não escreve bem, escreve muitíssimo bem, seu texto é da melhor supimpitude. A imprensa brasileira teve, durante muitos anos, o texto admirável do médico paulista Sérgio de Paula Santos, autor de uma porção de livros sobre vinhos. É o tipo do assunto que permite, aos que têm talento, misturar história e cultura geral nos seus textos. Sérgio de Paula Santos e Luiz Horta não dispensam outro ingrediente importantíssimo: humor. Sem humor todos os assuntos são de difícil digestão.
 
O mundo é uma bola

8 de junho de 68: Galba é declarado imperador pelo Senado Romano. Lucius Livius Ocella Servius Sulpicius Galba, nascido em dezembro do ano 3 a.C., foi imperador até janeiro de 69, o primeiro dos quatro imperadores de 69, conhecido como o Ano dos Quatro Imperadores.
Galba casou-se com Emília, teve dois filhos, mulher e filhos morreram. Estatura mediana, careca, olhos azuis, os pés e as mãos desfigurados pela gota. Sua paixão o impulsionava para os varões vigorosos e maduros.


Em 452, Átila invade a Itália. Conhecido como Praga de Deus ou Flagelo de Deus, foi o último e o mais poderoso rei dos hunos. Governou o maior império europeu daquele tempo desde 434 até morrer em 453. Foi lembrado como paradigma da crueldade e da rapina, mas alguns historiadores sustentam que foi um rei grande e nobre.


Os hunos europeus devem ter sido um ramo ocidental dos Xiongnu, grupo proto-mongol ou proto-túrquico de tribos nômades do nordeste da China e da Ásia Central, que conseguiu superar militarmente os rivais por sua predisposição bélica, assombrosa mobilidade e armas tais como o arco huno. O Google tem fotos dos arcos hunos.


Hoje é o Dia do Citricultor e o Dia Nacional dos Oceanólogos e dos Oceanógrafos.
 
Ruminanças 

“Enquanto se delibera, muitas vezes a ocasião se perde” (Publílio Siro, séc. I a.C.).


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