Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA
Combustíveis
A exemplo de Guido Mantega, nada sei de economia, mas tenho ideias

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 13/09/2014 04:00

 

Um litro de gasolina custa R$ 0,04 na Venezuela. Como resultado dessa maluquice, o país está quebrado. Falta papel higiênico sem que abundem os bidês, muito antes pelo contrário, aliás. Num país grande e bobo, que tem a infelicidade geográfica de fazer fronteira com a Venezuela, o litro da gasolina custa cerca de R$ 3, preço que está quebrando a Petrobras. Motivo: a petrolífera de Gabrielli, Cerveró, Paulo Roberto e Maria das Graças, casada com o Dr. Foster, compra mais caro lá fora do que vende por aqui.

A exemplo de Guido Mantega, nada sei de economia, mas tenho ideias. No campo econômico, uma de minhas ideias é a seguinte: fixar em R$ 10 o preço da gasolina vendido em nossos postos, que comprariam o produto por R$ 9.

Ab initio (desde o início), a Petrobras seria salva. Os megamilionários brasileiros, que se contam por 10,3 mil como afirma aquela empresa sul-africana, continuariam andando de automóvel, o trânsito de nossas cidades ficaria uma beleza, diminuiria tremendamente o número de acidentes em nossas estradas e os ônibus triplicariam, sem sustos, suas velocidades urbanas. Assim, o brasileiro que passa três horas no ônibus para chegar ao trabalho acordaria duas horas mais tarde. E dormiria duas horas mais cedo, o que também é muito bom.

Quanto aos donos de automóveis, que botam R$ 10 de gasolina para rodar pouco mais de 30 quilômetros, continuariam botando os R$ 10 e passariam a rodar cerca de 16 quilômetros no trânsito maravilhoso, sempre orgulhosos dos veículos que compraram com IPI reduzido. 

Imperdoável

Na coluna do dia 6 de agosto, troquei de Patrícia Secco para Patrícia Cresppo o nome da ilustre escritora que anda empenhada na simplificação dos textos de Machado de Assis. Lamento informar que nunca ouvi Lady Gaga cantando, nem sei se é cantora: estou sem o Google para apurar. Com a troca de Secco para Cresppo posso adotar o pseudônimo Lord Gagá. Só a caduquice explica a troca, mas sou teimoso e creio ter descoberto justificativa para o erro grave. Naquele dia, acabara de escrever sobre os cabelos dos jogadores da Seleção da Alemanha comparando-os com os cabelos de vários atletas de outras seleções, anelados, arrugados, cachados, cacheados, calamistrados, crépidos, encaracolados, encarapinhados, encoscorados, ondeados, crespos. Daí para trocar Secco por Cresppo foi um mau passo. 

Novo esporte 

Se luta é esporte, como parece que é, tanto assim que há lutadores olímpicos e as tevês desandaram a veicular UFC, MMA e outras imbecilidades, acho que a TO deve ser incluída no rol dos esportes olímpicos, independentemente de sua veiculação televisiva, distribuição de prêmios e pódio para os melhores lutadores.

Nos jogos do Brasileirão, as tevês veiculam vídeos feito por moradores de prédios próximos sobre os salutares enfrentamentos das TO, as torcidas organizadas, atletas armados de porretes e barras de ferro. Num dos combates, parece que 20 atletas ficaram feridos, um deles com fratura de crânio. Foi pouco. Os locutores das tevês perguntavam: “Onde está a polícia?”. Pois é, descobriram a culpada pelo enfrentamento. Quando ouço perguntas imbecis, tenho vontade de mandar um batalhão de PMs mostrar aos locutores onde estão os brasileiros que têm família, ganham mal à beça e são criticados quando não estão impedindo que bandidos troquem bordoadas nas imediações dos estádios de futebol.

Pelo visto, só transformando a TO em esporte olímpico, permitidos os porretes e as barras de ferro, longe da polícia, cuja função nunca foi impedir que bandidos se matem. 

O mundo é uma bola

13 de setembro de 604: eleição do papa Sabiniano. Em 1276, o português Pedro Julião, médico, filósofo, professor, matemático e bispo, é eleito papa com o nome de João XXI. Nascido em Lisboa, Pedro Julião Rebolo, mais conhecido como Pedro Hispano, foi professor de medicina na Universidade de Siena, publicou diversos livros entre os quais De Oculo, um tratado de oftalmologia. Michelangelo, quando pintava a Capela Sistina, teve grave problema oftálmico e foi buscar no livro de Pedro Julião a receita para livrar-se do mal. João XXI pontificou pouco mais que oito meses. Morreu em maio de 1277 vitimado pelo desmoronamento das paredes do aposento em Viterbo, onde se recolheu por estar doente. Dante, na Divina Comédia, não fez por menos: instalou a alma de João XXI no Paraíso como “aquele que brilha em doze livros”. Durmam com esta os brasileiros que vivem criticando Portugal.

Em 1500, depois de oficialmente descobrir o Brasil, a esquadra de Pedro Álvares Cabral chega a Calecute, na Índia, que hoje faz parte dos Brics. Em 1598, Felipe III toma posse dos tronos de Portugal e Espanha. Em 1917, 5ª aparição de Nossa Senhora de Fátima em Ourém, Portugal. Em 1943, criação do território federal de Rio Branco, atual estado de Roraima, quase inteiramente demarcado para os nossos irmãos indígenas, mas sobra espaço para eleger três senadores. Hoje é o Dia Nacional da Cachaça.

Ruminanças 

“Um senador amola muita gente, dois senadores, senadores amolam muito mais, três senadores, senadores, senadores…” (R. Manso Neto).


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