Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

20 a 26 de abril de 2015



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Fatos – Formado em Direito com mestrado em Economia e doutorado em Filosofia pela USP, onde é professor de Ciência Política, o paulistano Fernando Haddad, que foi ministro da Educação entre 2005 e 2012, estudou tanta coisa que ainda não teve tempo de aprender português. 

Como prefeito de São Paulo, ao pedir ajuda ao Exército para combater a dengue, sua excelência disse no dia 16 de abril: “Oitenta por cento dos focosestá dentro das residências”. Pois é: oitenta por cento dos focos está e cem por cento dos estudantes estão ferrados, a partir do português de um cavalheiro que foi ministro da Educação durante seis anos, é petista, cristão ortodoxo e tem mulher bonita, a senhora Ana Estela Haddad. 


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Progresso – Entrevistado pela televisão em seu apartamento carioca, o editor José Olympio Pereira Filho (1902-1990), beirando os noventa, resumiu a situação: “A velhice é uma merda”. Realmente, além dos seus problemas, que são muitos, o velho acompanha o mundo que aí está e fica horrorizado com o que vê.Limito-me ao noticiário televisivo matinal, pois acordo cedo. No dia em que escrevo, a moça do trânsito informava que uma viagem de ônibus de Campo Grande ao centro do Rio, trafegando pela faixa especial para coletivos, demorava 1h55min. Isso mesmo que deu para entender: quase duas horas, sem contar o tempo que o trabalhador levou de sua casa ao ponto do ônibus e do centro do Rio até ao seu local de trabalho.

Enquanto isso, o repórter do helicóptero filmava os engarrafamentos monstruosos em todas as vias de acesso à Cidade Maravilhosa. Do meu cantinho, café tomado, philosophei: isto contraria a natureza.

Morei e trabalhei no Rio até inteirar 30 anos. Trabalhava no centro do centro da cidade: esquina das avenidas Presidente Vargas com Rio Branco. Pois muito bem: nos dias em que não encontrava lugar para estacionar o carro no quarteirão do prédio em que trabalhava, ficava furioso de estacionar no quarteirão vizinho. No final da tarde o carro não tinha sido roubado. Não foi há mil anos, mas ainda outro dia, ou há 40 anos, como queiram.

Nesse tempo, convivi com o prefeito do Rio, engenheiro honesto, muito amigo de nossa família, que sustentava a impossibilidade de construir o metrô na cidade que administrava honestamente “pelas fundações dos prédios”. Respeitando sua memória e nossa amizade, não lhe digo o nome, mas o leitor de Marcia Lobo pode acreditar em mim. 


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Aggiornamento – De brinco na orelha direita, Juca Ferreira, ministro da Cultura, depois de ter sido bento por um índio acreano da tribo ashininka, nomeou o Dr. Francisco Bosco presidente da Funarte, Fundação Nacional de Artes, que, como sabe o leitor, é o órgão responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo.Benzido pelo indígena e de brinco na orelha, o ministro obrou muito bem ao nomear para a Funarte um homem feliz, que foi batizado Francisco de Castro Mucci (Rio de Janeiro, 1976) e adotou o nome Francisco Bosco por ser filho do cantor, violonista e compositor mineiro João Bosco de Freitas Mucci (Ponte Nova, 1946). Bela demonstração de amor filial aproveitando a ensancha oportunosa para se beneficiar do nome e da fama do cantor, violonista e compositor.

Numa quadra em que o pessimismo assola este país, saudoso do tempo em que o governo operava num mar de lama, hoje transformado em mar de fez, ortoépia é, latim faex,cis  (fezes), é reconfortante saber da existência de um homem feliz à frente do órgão responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo.

Como aferir a felicidade de alguém? Ora, por suas próprias palavras. No texto em que se despediu do Globo, depois de cinco anos de colunas semanais, para assumir a presidência da Funarte, o Dr. Francisco de Castro Mucci, codinome Francisco Bosco, afirmou: “Daqui a três meses vão se completar cinco anos desde que estreei como colunista deste caderno, no bojo de sua reinvenção, concebida pela então editora Isabel De Luca. A reformulação teve um sentido de desprovincianização e aggiornamento de ideias. Foram chamadas figuras eminentes da cultura brasileira para as colunas da página 2”.

Existe maior exemplo de felicidade? O cavalheiro é chamado para fazer uma coluna semanal e diz que foi lembrado porque a editora do caderno convidou “figuras eminentes”. Palmas para ele.


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Estelionato – Para que o leitor faça ideia do nível de esperteza que vai pela internet, transcrevo literalmente e-mail que recebi de alguém que se assina Maryalice Williams. Vamos ao texto e depois o leitor me dirá se existe alguém capaz de cair no golpe.“Saudações Apostólica (sic) a vós da Sra. Maryalice Williams.

Com o devido respeito e humanidade eu escrevo para doar e entregar este fundo para você para orfanatos e viúvas / menos privilegiadas e propagar o evangelho de Deus (us $ 2,7 milhões) 2.700.000 dólares depositados em um banco na Costa do Marfim pela (sic) meu falecido marido. Eu, Sra. Maryalice Williams, 68 anos, sem um filho, casada com falecido Dr. Johnson Williams do Kuwait, que trabalhou com a empresa de petróleo (PETROCI) Costa do Marfim antes de morrer, no ano de 2010, após uma operação de artérias cardíacas, atualmente o meu médico disse que eu não vai (sic) durar por quatro meses devido ao câncer de cólon, para que são convidados a enviar suas informações completo (sic), tais como:

(1)      O SEU NOME COMPLETO:

(2)      O SEU NÚMERO DE TELEFONE E FAX:

(3)      SEU ENDEREÇO RESIDENCIAL:

(4)      SEXO:

(5)      PAÍS:

(6)      IDADE:

(7)      OCUPAÇÃO:

(8)      PASSAPORTE DE IDENTIFICAÇÃO:

lembre-me sempre em suas orações diárias. Obrigado (sic) e aguardando sua resposta rápida. Deus nos abençoe, Sra. Maryalice Williams”.

Os (sic) correm por conta do philosopho fascinado com a Sra. Maryalice casada com o falecido Dr. Johnson Williams do Kuwait. Melhor faria se fosse casada com ele vivo, mas a pergunta que lhe faço, caro e preclaro leitor de Marcia Lobo, é uma só: alguém cai neste golpe? Não é todo dia, mas nos últimos dois anos devo ter recebido quatro ou cinco e-mails do gênero. Presumo que muita gente responda e gostaria de saber como termina o golpe. O estelionatário deve pedir que o bobo deposite algum dinheiro numa determinada conta para pagar as despesas com a transferência dos milhões de dólares “depositados num banco da Costa do Marfim”.

FONTE: Antes que eu me Esqueça (Jornal da ImprenÇa).

2 Comentário(s)

  1. Odelson Roberto

    25 de abril de 2015 às 11:36

    O Filósofo está de férias ou deixo o jornal Estado de Minas?

    Curtir



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