Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA AniversárioA verdadeira história do Brasil será contada quando já não estivermos por aqui. Até lá, o jeito é conviver com a canalhice humana

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 21/04/2014 04:00

Passamos pelo dia 31 de março, que nos lembrou do ano de 1964 – ora chamado golpe, ora revolução ou movimento militar – todos têm escrito sobre aquele dia, e há brasileiros criticando os presidentes militares, dizendo “ditadura nunca mais”. Heróis de hoje tiram as fotos dos presidentes militares das paredes em que há fotografias de todos os presidentes da República, a partir do alagoano Deodoro da Fonseca, por sinal um militar que alcançou o mais alto posto na hierarquia do Exército.

Realmente, bons mesmo são os presidentes civis como José Sarney, Fernando Collor, Lula da Silva e esta admirável condutora dos nossos destinos, nascida em Belo Horizonte, MG, no dia 14 de dezembro de 1947, registrada como Dilma Vana Rousseff. Poucos países se podem orgulhar, como o Brasil, de quatro presidentes como esses. Quis a fortuna que os quatro fossem preservados até hoje, o que nos permite sonhar com um triunvirato para assombrar o planeta, com um na reserva para preencher eventual vaga. 

O país tem a sorte de contar agora, em palácio, com o ministro petista Aloizio Mercadante Oliva. Homem forte dos presidentes Lula da Silva e Dilma V. Rousseff, consta que não tem medo dela. Aloizio é um dos seis filhos do general de exército Oswaldo Muniz Oliva, reformado, que disse do governo militar de 1964: “Sem a Revolução de 1964, o Brasil teria se transformado em um grande Vietnã”. 

Transcorridos 50 anos, tem sido muito grande o número de brasileiros heróicos, sem exclusão de alguns jornais de circulação nacional, dispostos a denunciar os “crimes” cometidos pelos militares e a fazer o mea-culpa da posição que assumiram em 1964 e nos anos subsequentes. 

Em rigor, continuamos no embalo dos últimos 60 anos, quando Getúlio Vargas saiu da vida para entrar na história: o mea-culpa é fácil e rentável, sem deixar de ser abjeto. A verdadeira história do Brasil será contada quando já não estivermos por aqui. Até lá, o jeito é conviver com a canalhice humana, sem olvidar a opinião do general de exército Oswaldo Muniz Oliva: “Sem a Revolução de 1964, o Brasil teria se transformado em um grande Vietnã”. 

Livraram-se todos os brasileiros de estar falando anamita, anamês ou vietnamita, que, como sabe o leitor, é idioma do subgrupo linguístico do grupo austro-asiático falado no Vietnã, apresentando três dialetos: o do Sul, o do Centro e o do Norte.

Em contrapartida, fabricaríamos belas cabeçadas – conjuntos de tiras de couro e peças de metal posto em torno da cabeça e do focinho das cavalgaduras, para prender e ajustar a embocadura (parte do freio) – como aquela que o ilustre cardiologista mineiro João Batista Gusmão adquiriu em Nanuque para dar de presente a um amigo nosso, o professor doutor José Carlos Alves, cirurgião que prefere cavalgar muares em sua pequena fazenda. 

Expressão máxima da globalização que vai por aí, a cabeçada vendida em Nanuque foi fabricada no Vietnã. Nanuque, “bugre de cabelos negros”, é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país, pertencente à mesorregião do Vale do Mucuri e à microrregião de Nanuque, e sua população, ano passado, era estimada em 41.876 nanuquenses. 


O mundo é uma bola
21 de abril de 1506: termina o Massacre de Lisboa, que deve ter matado 3 mil judeus. Em 1792, no Largo da Lampadosa, enforcamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, motivo de oportuno feriado nacional. Há quem sustente que enforcaram outro cavalheiro barbudo em seu lugar e que o Tiradentes, fagueiro, teria sido visto em Lisboa alguns anos depois. Compete ao leitor estudar o assunto com calma para apurar verdade. 

Em 1927, com a partida entre Vasco e Santos, inauguração do Estádio de São Januário. Hoje é o dia de tudo: da Latinidade, do Metalúrgico, da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Têxtil e de Tiradentes. 


Ruminanças 
“Toda discussão se reduz a dar ao adversário a cor de um tolo ou a figura de um canalha” (Paul Valéry, 1871-1945).


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