Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

Tiro e queda
Temos agora a notícia de que o vinho, bebido com moderação, não faz bem à saúde, contrariando tudo que se pensava e dizia sobre as virtudes de uma taça de tinto às refeições

 


Eduardo Almeida Reis

Publicação: 22/06/2014 04:00

Terrorismo

Bacharel em direito, temente ao capeta, sem tísicos na família, noto que a ciência vem assustando o planeta. O bacharelismo tem cura em quatro dias advogando para o Sindicato dos Padeiros do Estado da Guanabara, a tísica é objeto dos estudos e do trabalho dos pneumologistas e o capeta pode ser combatido pagando dízimos ao pastor R. R. Soares, mestre em desencapetamento total.


Resta o terrorismo científico, que não é culpa dos cientistas, milhões deles, pesquisando no mundo inteiro – mas dos meios de comunicação. Claro que o cigarro mata, mas os comunicólogos se esquecem de informar que não houve precedente, na história da espécie humana, de alguém que deixasse de morrer por nunca ter fumado.


Temos agora a notícia de que o vinho, bebido com moderação, não faz bem à saúde, contrariando tudo que se pensava e dizia sobre as virtudes de uma taça de tinto às refeições. Ora, bolas, viver faz mal à saúde. Vinho é cultura e permite que se leia, que se escreva sobre ele. Mas os chatos da revista JAMA Internal Medicine sustentam que o resveratrol não melhora a saúde de ninguém. O Google tem 2.760.000 entradas para resveratrol, um polifenol encontrado nas sementes de uvas, na película das uvas pretas e no vinho tinto. Anunciam pílulas de resveratrol de 300mg e 500mg, supostas de adiar nossa viagem desta para a pior. E o pesquisador Richard Semba, professor da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, diz que o resveratrol não é a maravilha anunciada.


Não bastasse isso, descobriram que o suco de frutas faz mal quando tomado pela manhã, em jejum, porque tem açúcar e ativa sei lá o quê. De repente, o que faz bem é a feijoada de maniçoba. Na TV, um dono de restaurante ameaçava os turistas da Copa com uma feijoada de maniçoba. Se o turista escapa dos assaltos, não está livre da iguaria preparada com as folhas tenras da mandioca ou maniva, trituradas e acrescidas de carne suína e temperadas geralmente com alho, sal, louro e pimenta.


Aí, a pesquisadora Olivia Maynard, da Universidade de Bristol, descobre que não existe gente feia. Na dependência da quantidade de álcool ingerido, os feios ficam palatáveis, desejáveis, cobiçáveis. É, dona Olivia? Bem se vê que a senhora pesquisa em Bristol, na Inglaterra. Se a senhora conhecesse algumas mininistras e presidentas (sic) de estatais brasileiras, constataria que a quantidade de álcool necessária para que se tornem cobiçadas conduz o cavalheiro ao coma alcoólico. Comatoso não come e pode morrer, o que deve ser menos ruim do que dormir com as excelências citadas. Nota: vi no Google foto de Olivia Maynard, PhD, muito bonitinha. Independe de álcool para ser desejada. 

Casamentos
Um ano depois da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): realizados mais de mil e quinhentos casamentos homoafetivos. Rio, São Paulo e Brasília lideram aqueles que o jornal carioca chama de “finais felizes”. E nos mostra as fotos coloridas de três casais. Os madurões Evaristo e Cícero, que estão juntos há 33 anos e dizem: “Casamento é diferente”; o holandês Arno e seu marido Igor, com a queixa do batavo de ainda não ter conseguido visto de trabalho no Brasil; as bonitas jornalistas Marcela e Daya, mães de três filhos.


Igor de Vetyemy, marido de Arno, o neerlandês que não consegue visto de trabalho por aqui, se queixa: “Ele ainda não pode trabalhar ou abrir conta. Na Holanda, preenchi um formulário e o visto chegou em uma semana”. Talvez seja o caso de Arno se naturalizar haitiano para conseguir visto de trabalho no Brasil. Toda noite as tevês nos mostram os haitianos que chegam a São Paulo encaminhados pelo governador do Acre, o médico Sebastião Afonso Viana Macedo Neves, petista Tião Viana, que emprestou à filha o celular do Senado para uma viagem ao México, a menina telefonou um monte de vezes para a família e a conta do Senado chegou a R$ 14 mil. Muito justo! Impostos foram inventados para isso mesmo.


O mundo é uma bola
22 de junho de 1633: em Roma, a Congregação para a Doutrina da Fé força Galileu Galilei a renegar sua ideia de que o Sol, e não a Terra, é o centro do universo. Até hoje, mesmo nos Estados Unidos, milhões de pessoas acreditam no criacionismo. Em matéria de religião, penso aderir a uma denominação evangélica juiz-forana, que não permite a depilação feminina e recomenda que os casais façam sexo através de um buraquinho no lençol. 
Em 1874, inaugurado o telégrafo submarino ligando o Brasil pelo Rio de Janeiro à Europa. E hoje a gente se queixa quando a internet está lenta. Em 1934, fundação do município de Trabiju em São Paulo. Até ontem, Trabiju não tinha a menor importância. Em 2010, moravam por lá 1.544 trabijuenses. Hoje é o Dia do Aeroviário e o Dia do Orquidófilo.

Ruminanças
“Quem sabe sofrer tudo, pode ousar tudo” (Vauvenargues, 1715-1747).


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