Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

Tiro e queda
Há pessoas que não bebem e é muita gente. Motivos: religião, saúde, falta de gosto, incompatibilidade orgânica etc.

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 25/06/2014 04:00





Álcool 

Cuidemos de um assunto seríssimo, que não permite brincadeiras: álcool é droga e como tal deve ser tratado. Comecemos do princípio, que continua sendo a melhor maneira de começar. Um dos maiores problemas das drogas é que não são uma droga, no sentido de comida ou bebida de gosto ruim, de má qualidade. Dizem que muitas delas viciam a partir da primeira experiência. Por exemplo, a heroína. 
Sou virgem da maioria delas, salvo do tabaco e do álcool. De livre e espontânea vontade, parei com esse último há coisa de dois anos, acho que sem graves sequelas. Bebi muito, parei, estou parado. Mais grave que isso: acho que não sou viciado em charutos. Gosto deles, vários por dia, sobretudo quando bons, mas não assalto nem mato por um charuto.
Vejamos o álcool. A OMS, Organização Mundial de Saúde, informa que o brasileiro maior de 15 anos está acima da média mundial em matéria de consumo de álcool. Ocupamos o 53º lugar com o consumo de 8,7 litros por ano, no ranking que tem a Bielorrúsia (17,5), a Moldávia (16,8), a Lituânia (15,4) e a Rússia com (15,1) ocupando os quatro primeiros lugares.
Acontece que os quatro são muito frios e o Piscinão de Ramos é um país tropical. Álcool “esquenta”, virtude que o Brasil dispensa. A média mundial é de 6,2 litros/ano. Resta saber o que é um litro de álcool. Suponho que seja a quantidade de etanol por volume da bebida. Uísques têm normalmente 40% de álcool por volume, a “cerveja” brasileira em torno de 4% e a melhor cerveja do mundo, 11% por volume. 
Assim, quando você completa 100 litros de “cerveja” nacional, o que é fácil em 10 dias, está inteirando 4 litrinhos de álcool. Se toma 100 litros da Deus, a melhor do mundo, completa 11 litros de álcool e já ultrapassou a média anual de 8,7 litros do brasileiro.
Há pessoas que não bebem e é muita gente. Motivos: religião, saúde, falta de gosto, incompatibilidade orgânica etc. Tem gente que adora, mas evita pela dor de cabeça que mesmo o bom álcool pode provocar. Se a média no Brasil é de 8,7 e a russa de 15,1 litros/ano, o brasileiro está bebendo muito. Na Rússia, o problema é cultural, como contam todos os brasileiros que já andaram por lá. Cada prato de uma refeição é saudado com uma dose de vodca, em russo vodka, diminutivo de voda “água”, teor alcoólico de 30% a 60%.
Há um licor francês, que o Lauro Diniz me trazia de presente sempre que voltava de Paris, com 72% de álcool por volume. Um dedal, e olhem lá, arremata bela sobremesa. Quatro dedais derrubam cavalheiros caminhados em anos e em alcoóis, plural complicado. Houaiss abona álcoois, Aurélio álcoois e alcoóis, Aulete/digital só alcoóis. Durma-se com um barulho desses. 

Óculos
Linda repórter de tevê, correspondente do grupo Globo na Europa e filha de brasileiro ilustríssimo, quando filmada de costas, entrevistando pessoas nas ruas, usa óculos de grau e lentes muito grossas. De frente para as câmeras deve usar lentes de contato. Pelo grossura das lentes nos óculos dá para perceber que deve ser muito míope. Se soubesse do tanto que a mulher de óculos encanta os homens sérios, usaria seus óculos diante das câmeras.
Miopias podem ser da maior serventia. Em Diamantina, contava-se o caso de um marido muito míope, que namorava a cunhadinha. Todo santo dia, quando sua mulher ia à missa das sete da manhã, o excelente diamantinense namorava a cunhadinha. Muito religiosa, a esposa amantíssima não perdia missa.
Até que um dia se esqueceu de levar a mantilha, sem a qual não entrava na igreja. Voltou para pegar o véu usado para cobrir a cabeça e pegou a irmã na cama com o seu marido e senhor. Deve ter perguntado “o que é isso?” e o maridão, mais que depressa, pegou os grossos óculos sobre a mesinha de cabeceira, olhou para ela, para a cunhadinha, e explicou: “Por Deus que eu pensei que fosse você…”. Furiosa, a boa senhora expulsou a irmã de casa. Toda mulher séria tem a obrigação moral e matrimonial de acreditar no marido. 
O mundo é uma bola 
25 de junho de 1530: apresentada ao imperador Carlos V a Confissão de Augsburgo, em latim Confessio Augustana, documento central da reforma de Lutero como reação ao catolicismo. Carlos V desejava contar com uma frente unida em suas operações militares contra os turcos e isso parecia exigir o fim da desunião religiosa que havia surgido como resultado da reforma luterana.
Assim, o imperador convidou os príncipes e os representantes das cidades livres do império para discutir as diferenças religiosas, na esperança de superá-las e restaurar a unidade, aliás muito difícil até hoje, transcorridos quase 500 anos.
Basta dizer que em Duque de Caxias, RJ, faz o maior sucesso o pastor Marcos Lord, que também exerce as funções de drag queen Luandha Perón: “O Senhor é o meu pastor… e Ele sabe que sou gay!”; “Quando Marcos trabalha, Luandha fica guardadinha como gênio na garrafa”, diz o respeitado pastor, antes de abrir a garrafa e soltar a franga. Hoje é o Dia do Cotonete.

Ruminanças 
“Os atuais times do Flamengo e do Vasco não fariam feio na Copa das Copas” (R. Manso Neto).

 

 
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