Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

Escravidão

 

Eduardo Almeida Reis – eduardo.reis@uai.com.br

Publicação: 28/04/2014 04:00

Um dos melhores divertimentos dos senhores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem sido descobrir pessoas “em condições de trabalho análogo à escravidão”. Análogo, preclaro amigo: semelhante, parecido, afim.

Nessa missão patriótica têm colaborado o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública da União e a inacreditável Secretaria Nacional de Direitos Humanos, sem falar da Polícia Federal, coitada, que deveria cuidar de assuntos mais importantes. É tanta gente procurando analogia com o trabalho escravo que causa espécie a existência de gente sobrando para ser escravizada.

Já o nome imbecil do ministério – do Trabalho e Emprego – indica o país em que foi inventado: só no Brasil existem centenas de milhares de empregos sem trabalho, sobretudo e principalmente nos altos escalões. É o neto do senador que fatura R$ 9 mil por mês para não aparecer no trabalho; é o conselheiro da estatal petrolífera que recebe R$ 100 mil mensais para comparecer a uma reunião em que assina documentos sem ler e entender, dando prejuízos de bilhões de dólares a esta choldra, que tem hino, bandeira e Constituição. 

O derradeiro feito dos brilhantes fiscais foi resgatar 11 brasileiros do transatlântico de luxo MSC Magnifica, da empresa italiana MSC Crociere. Imagine o caro, preclaro e pacientíssimo leitor que os brasileiros eram “escravos” porque trabalhavam em jornadas diárias de até 11 horas. Resgatados, estão desempregados.

Ora, bolas: jornadas diárias de 11 horas. Nas redações cariocas fartei-me de jornadear 12 horas, de terno e gravata, chegando às 7h para sair às 21h, e nunca fui escravo, gostava do trabalho, ganhava muito bem. Ainda hoje, caminhado em anos, não me desgostam jornadas iguais.
 
Mundo 
Nos primeiros dias de abril, Belo Horizonte recebeu mais que o dobro das chuvas previstas para o mês inteiro. Em pouco mais de uma hora caíram 50mm. Pois muito bem: a média anual no Arquipélago do Bahrein, 35 ilhas e ilhotas no Golfo Pérsico, é de 80mm. Das 35, apenas três são habitadas: Bahrein, Umm Nassam e Al Muharraq. A maior tem 16 por 48 quilômetros, uma titica em termos territoriais. Desde 1986, uma ponte liga Bahrein à Arábia Saudita.

E tem mais uma coisa: os 692km2 são um só areal. Belo Horizonte soma 330km2, pouco menos que a metade da área bareinita, como uma diferença basilar: enquanto BH está plantada sobre um mar de minério de ferro, Bahrein repousa sobre um mar de petróleo. 

Há dois anos, Bahrein tinha 1,318 mil moradores, IDH 0,796 (elevado) e PIB per capita de US$ 34.662, o 32º do planeta. Na dependência da fonte consultada, a área total do arquipélago chega aos 750km2, isto é, a área de BH somada aos 346km2 do município de Betim.

Monarquia constitucional, rei Hamad Bin Isa al-Khalifa, príncipe-herdeiro Salman Bin Hamad Bin Isa al-Khalifa, primeiro-ministro Khalifa Bin Salman al-Khalifa, no cargo desde 1971. Mais grave que isso: dia 6 de abril tivemos o GP de Fórmula 1 do Bahrein e o bobo que lhes fala ficou duas horas diante do televisor.
O mundo é uma bola 
28 de abril de 1768: provisão régia reiterando a obrigatoriedade do plantio de mandioca nas fazendas do Brasil em função do número dos respectivos trabalhadores.

Em 1902, fundação na Inglaterra do Manchester United, que teve sir Alex Ferguson durante muitos anos como treinador e ganhou um caminhão de títulos em 1.500 partidas. Ainda outro dia, sir Alexander Chapman Ferguson, CBE, nascido na Escócia em 1941, foi convidado para lecionar em Harvard e aceitou. É o maior propagandista mundial da goma de mascar: nunca foi filmado sem estar mascando aquela porcaria.

Em 1927, o hidroavião Jahu, pilotado pelo comandante João Ribeiro de Barros, cidadão nascido em Jaú (SP), realizou travessia pioneira do Atlântico Sul. 

Em 1945, também no dia 28 de abril, Adolf Hitler se casou com Eva Braun num bunker em Berlim, enquanto Benito Mussolini e sua namorada Clara Petacci foram mortos numa cidade do Norte da Itália.

Em 1947, uma expedição de seis homens partiu do Porto de Callao, no Peru, rumo à Polinésia numa balsa denominada Kon Tiki, travessia de quase 7 mil quilômetros feita em 101 dias. 
Hoje é o Dia da Caatinga, da Educação e da Sogra.

Ruminanças 
“Adão era o mais feliz dos homens: não tinha sogra” (Shalom Aleichim, 1859-1916).

 

 
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