Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

Tiro e queda
Mas o que me assusta, mesmo, é a qualidade das letras. Daí a pergunta: que fim levaram os nossos letristas?

 

Eduardo Almeida Reis

Publicação: 28/05/2014 04:00

Musicais

Dez ou doze anos atrás, pelos dias natalinos na roça mineira, liguei o radinho de pilhas para ter o desgosto de ouvir música horrível composta e cantada por cidadão que não conhecia. Desci o pau pelo jornal. Dia seguinte, fiquei sabendo que o cantor era namorado da filha de uma amiga nossa e o nome, repetido sem parar na música inqualificável, era o da jovem namorada. Paciência. Escrevi, está escrito (quod scriptum, scripsi), mas se soubesse do romance não teria falado.
De uns tempos a esta parte tenho ouvido rádio durante o almoço. Os comerciais são divertidíssimos: plano de saúde animal, plano funerário com mais de 15 mil serviços prestados, sinal de que removeu 105 mil palmos de terra (7 x 15 mil serviços), milagres feitos numa igreja evangélica em que as mulheres não se podem depilar e os homens não podem andar com os braços de fora. Mas o que me assusta, mesmo, é a qualidade das letras. Daí a pergunta: que fim levaram os nossos letristas?
Sei que ainda existem uns seis ou sete brilhantes, mas o nível dos outros é de horrorizar. Não se trata de funk ou rave, mas de qualquer coisa parecida com a MPB, ou, quando menos, anunciada como música nacional.

Chá de bebê 
Diante da notícia de que a operadora de forno e fogão sairia duas horas mais cedo, aprendi que existe um negócio chamado chá de bebê, reunião frequentada pelas amigas de uma gestante levando presentinhos para o nascituro. Chá de panela é conhecidíssimo, mas de bebê foi surpresa para mim, sobretudo, e principalmente, porque consta do Houaiss: “reunião, geralmente feminina, na qual a gestante recebe presentes destinados à criança”. São fraldas, roupinhas, mamadeiras e outros mimos úteis para gestantes que não nadam em ouro, isto é, a esmagadora maioria das brasileiras prestes a parir.
Por culpa do palavrão, há implicância social e midiática com o verbo parir, perfeitamente legítimo, em nosso idioma desde o século XIII. Outros chás conhecidos são o de sumiço (deixar de comparecer a lugar que se frequentava com regularidade), de cadeira (esperar muito tempo), de alecrim (espancamento), de bico (pontapé nas nádegas) e o velho chá dançante, que não se usa mais.

 O mundo é uma bola 
28 de maio de 585 a.C., data que muitos consideram a fundação da filosofia ocidental. Tem relação com o eclipse que teria sido previsto por Tales de Mileto, o primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia. Nasceu em Mileto, antiga colônia grega, hoje na Turquia, por volta de 623 a.C. e bateu o pacau por volta de 556 a.C.
É apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga e teve por principais discípulos Anaxímenes e Anaximandro. Ora, um cavalheiro que tem Anaximandro e Anaxímenes como principais discípulos deve ter sido filósofo da melhor supimpitude. Tales foi o primeiro a explicar o eclipse solar ao constatar que a Lua é iluminada pelo Sol. Heródoto (485-420 a.C.) disse que Tales previu o eclipse de 585 a.C. Hoje é o Dia do Ceramista.

Ruminanças 
“A censura poupa os corvos e maltrata as pombas” (Juvenal, 60-140).


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