Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

29 de junho a 05 de julho de 2015

Números – Números não mentem, o que não impede que os jornalistas televisivos se confundam com eles. Nos recentes conflitos raciais em Baltimore, a Guarda Nacional deslocada para a cidade do estado de Maryland ora tinha 200 policiais, ora 2.000 ou 200.000: duzentos mil! Achei muita polícia para conter parte da população de 622 mil almas. É a 3ª cidade mais violenta dos Estados Unidos e a 36ª do mundo, com uma taxa de 37,7 homicídios por 100 mil habitantes.

Tevês brasileiras deslocaram seus correspondentes para Baltimore, próxima de Washington, DC. É chique ter correspondentes como Marcia Lobo com seu correspondente em Juiz de Fora. Só não dá para entender que nossas tevês consultem seus correspondentes em Buenos Aires sobre problemas ocorridos na Venezuela, ou a correspondente em Hong-Kong sobre fuzilamentos na Indonésia.

Quanto ao número de policiais nos “eventos”, o leitor de Marcia Lobo deve estar vendo que o público dos jogos de futebol no Brasil tem diminuído enquanto aumenta o número de policiais. Não vejo distante o dia em que se desloque um grupo de dois mil PMs para garantir uma partida com 800 pagantes  nas arquibancadas.

Cenário – Pelos festejos dos seus 50 anos, a Globo nos mostrou como são feitos os cenários de suas novelas, ruas, praças, trechos inteiros de cidades artificiais.

Folhas finíssimas de plástico transparente, prensadas do jeito que tevê nos mostrou, se transformam em “paredes” de tijolos, portas e janelas com que se construem edifícios cenográficos. Pausa para lembrar que em Portugal, onde nasceu a língua portuguesa, se usa também a conjugação regular construem.

Em rigor, cenário é o conjunto de elementos visuais como telões, móveis, objetos, adereços e efeitos de luz, que compõem o espaço onde se apresenta um espetáculo teatral, cinematográfico, televisivo etc.

Os fatos que temos visto, ouvido e sabido me convenceram de que vivemos num cenário transformado em país. Ainda que as paredes sejam sólidas e muitos prédios bonitos (o Itamaraty de Brasília é cópia quase fiel de um prédio projetado pelos nazistas, que vi na tevê), o conjunto da obra funciona como cenário de novela idiota.

Senado e Câmara com os atores que lá estão, Supremo recheado de ministros, de ministros, de ministros – boca, cala a boca, boca –, Planalto e Alvorada presididos por brasileiros da mais baixa extração.

Perfunctório – Que se pode esperar de um país que abandonou o adjetivo perfunctório, em nosso idioma desde 1708, do latim  perfunctorìus,a,um ‘leve, ligeiro, superficial’.

Lembrei-me dele no banho de hoje, leve, ligeiro, superficial por culpa da crise hídrica, que já se chamou falta d’água ou risco iminente de faltar água, que a rapaziada confunde com eminente. Dá para aceitar a confusão porque o adjetivo eminente também significa alto, elevado – e o risco é alto.

Esfriou, parou de chover e a crise energética é outra que vem aí com a corda toda. Vale notar que em 1908, portanto há 107 aninhos, os jornais estampavam anúncios sobre a conveniência de instalar energia elétrica nas residências paulistanas.

Lampiões, fogões a lenha, água aquecida nas serpentinas dos fogões – o pessoal se virava. Vivi o problema em 1970 quando fui morar com a família numa fazendola sem luz e telefone, região muito fria, lareira da sala acesa o dia inteiro, chuveiro dependente da serpentina do fogão, lampiões vários, lanternas, televisão ligada na bateria do automóvel, 14 polegadas, de tubo, preta e branca, sexo de cabaninha.

Explico: metido numa cabaninha de cobertores e edredons, cheio de amor para dar, o herói se complica quando a cobertura escorrega e gela os pés. Gelou o pé, babau. Ursos polares hibernam. Os esquimós hibernavam antes de ganhar as casas aquecidas, que lhes permitem fornicar o ano inteiro, presumo que de banhos tomados.

Curioso, o leitor de Marcia Lobo perguntará por que não comprei um gerador: foi antes da crise do petróleo e o diesel era baratíssimo. Não comprei porque gerador faz barulho. Optei pela construção de pequena hidrelétrica, que levou meses para funcionar e nos proporcionou o conforto de 10 lâmpadas incandescentes de 100 velas, um liquidificador, uma batedeira de bolo, mas a água dos banhos continuou aquecida pela serpentina do fogão.

Este belo suelto, que começou com um banho perfunctório e foi parar no sexo de cabaninha suscita a congeminação dos assuntos banho e sexo. Quando existe real afinidade entre ele e ela, banhos podem ser desnecessários porque a sessão é movida a cheiros e o resto depende das sinapses, dos neurônios e outras complicações, que refogem deste singelo philosophar.Perfunctório – Que se pode esperar de um país que abandonou o adjetivo perfunctório, em nosso idioma desde 1708, do latim  perfunctorìus,a,um ‘leve, ligeiro, superficial’.

Lembrei-me dele no banho de hoje, leve, ligeiro, superficial por culpa da crise hídrica, que já se chamou falta d’água ou risco iminente de faltar água, que a rapaziada confunde com eminente. Dá para aceitar a confusão porque o adjetivo eminente também significa alto, elevado – e o risco é alto.

Esfriou, parou de chover e a crise energética é outra que vem aí com a corda toda. Vale notar que em 1908, portanto há 107 aninhos, os jornais estampavam anúncios sobre a conveniência de instalar energia elétrica nas residências paulistanas.

Lampiões, fogões a lenha, água aquecida nas serpentinas dos fogões – o pessoal se virava. Vivi o problema em 1970 quando fui morar com a família numa fazendola sem luz e telefone, região muito fria, lareira da sala acesa o dia inteiro, chuveiro dependente da serpentina do fogão, lampiões vários, lanternas, televisão ligada na bateria do automóvel, 14 polegadas, de tubo, preta e branca, sexo de cabaninha.

Explico: metido numa cabaninha de cobertores e edredons, cheio de amor para dar, o herói se complica quando a cobertura escorrega e gela os pés. Gelou o pé, babau. Ursos polares hibernam. Os esquimós hibernavam antes de ganhar as casas aquecidas, que lhes permitem fornicar o ano inteiro, presumo que de banhos tomados.

Curioso, o leitor de Marcia Lobo perguntará por que não comprei um gerador: foi antes da crise do petróleo e o diesel era baratíssimo. Não comprei porque gerador faz barulho. Optei pela construção de pequena hidrelétrica, que levou meses para funcionar e nos proporcionou o conforto de 10 lâmpadas incandescentes de 100 velas, um liquidificador, uma batedeira de bolo, mas a água dos banhos continuou aquecida pela serpentina do fogão.

Este belo suelto, que começou com um banho perfunctório e foi parar no sexo de cabaninha suscita a congeminação dos assuntos banho e sexo. Quando existe real afinidade entre ele e ela, banhos podem ser desnecessários porque a sessão é movida a cheiros e o resto depende das sinapses, dos neurônios e outras complicações, que refogem deste singelo philosophar.

Televisivas – Notícia é uma coisa, opinião é  assaz diferente. Notícia você analisa pela sua óptica, enquanto a opinião pode irritar o telespectador, como fiquei furioso com Thaís Herédia e Eliane Cantanhêde no GloboNews em Pauta sobre os protestos de Baltimore em Maryland, costa leste dos Estados Unidos.

Costa leste entrou aqui por causa da mania telejornalística de tudo botar nos pontos cardeais das cidades, como se o telespectador soubesse onde fica a zona oeste de Goiânia ou a zona leste de São Paulo. Basta lembrar que a Barra da Tijuca virou zona oeste do Rio, sendo embora o prolongamento natural do Leblon, padrão de zona sul da cidade cheia de encantos mil, entre os quais avulta o meu nascimento no ano de mil novecentos e antigamente.

Seis policiais, três brancos e três negros (!!!), prenderam cavalheiro negro, que se machucou ou foi machucado no camburão a caminho da delegacia. Internado num hospital, foi a óbito alguns dias depois e parte da população se revoltou com o assassinato de um negro por policiais brancos, três de um grupo de seis, pois os outros são da cor do cidadão que morreu.

Durante os protestos, a mãe mulata de um jovem mascarado retirou seu filho, aos tapas, do grupo que protestava, cena filmada e exibida nas tevês do mundo inteiro. Senhora gorda, de cabelos alisados, batendo no filho encapuzado. Mais tarde, a mesma senhora explicou que retirou seu filho da confusão porque o quer vivo, sentimento materno da melhor supimpitude.

A gordura da mãe é comum nos Estados Unidos e o alisamento dos cabelos é questão de gosto pessoal. O baiano Dante Bonfim Costa Santos, beque do Bayern, adora exibir sua juba pixaim (do tupi apixa’i ‘cabelo muito crespo, carapinha’), enquanto David Olatukunbo Alaba, natural de Viena, Áustria, também do Bayern, prefere alisar os seus.

Thaís Herédia e Eliane Cantanhêde criticaram a mãe ianque afirmando que, se o filho andava encapuzado nos protestos, foi porque apanhou dela na infância. Fiquei furioso com a opinião da dupla. Mesmo gorducha, a mãe mulata de cabelos lisos (e alourados), tornou-se minha ídola. Em Portugal, alguns filólogos aceitam a forma “ídola” como feminino de “ídolo”. No Brasil, que tem presidenta incompetenta, ídola tem hora e vez.

Heterose – Heterose ou vigor híbrido é o acasalamento entre animais de raças ou linhagens diferentes, fenômeno pelo qual os filhos provenientes dos cruzamentos apresentam melhor desempenho (mais vigor ou mais produção) do que a média dos seus pais. Ensina a Embrapa CNPGL que a heterose será tão mais pronunciada quanto mais divergentes, ou seja, quanto mais diferentes geneticamente forem as raças ou linhagens envolvidas no cruzamento. O conhecimento e o entendimento do conceito de heterose pode ajudar o produtor na escolha do tipo de cruzamento conforme o sistema de produção adotado em sua propriedade.

Todo mundo que mexe com vaca de leite estuda o assunto e sabe das qualidades das vacas meio-sangue holando-zebu. A partir delas, se você utiliza sêmen de touro holandês obtém bezerros 3/4 de sangue holandês e pode chegar ao holandês puro por cruza, como pode formar nova raça, que tem feito sucesso em nossos rebanhos, a girolanda, a partir de cruzamentos entre animais 5/8 holandês-zebu.

O americano Barak Obama e o inglês Lewis Hamilton, vitoriosos em suas profissões, resultam de acasalamentos entre negros e brancos, sendo portanto exemplos das virtudes da heterose.

Fórmula 1 – Gosto de automobilismo de competição: ninguém é perfeito. Sou do tempo em que o Circuito da Gávea, no Rio, descia a Rua Marquês de São Vicente, piso de paralelepípedos ainda com os trilhos dos bondes e sem guardrails. Ficávamos nas calçadas “protegidos” pelos meios-fios de 15 cm. Depois, as baratinhas pegavam a Visconde de Albuquerque ao longo do canal, passavam pela Avenida Niemeyer e subiam uma ladeira onde hoje fica a favela da Rocinha.

Por falar nela, nossos telejornais ressuscitaram o sumiço do servente de pedreiro Amarildo, como se o país não tivesse 56 mil homicídios/ano.

Volto à Fórmula 1: mais tarde surgiram os autódromos, a tevê P&B, a colorida e as tais corridas transmitidas de madrugada, que assisti ao vivo e já não assisto. Estou gostando menos de Fórmula 1 e a Globo já percebeu que a audiência tem diminuído muito. Pena que não deixe a transmissão ao vivo por conta do SporTV, pois o comentarista Lito Cavalcanti é muito melhor que os analistas da Globo, onde o Galvão continua sendo cavalheiro duro de suportar.

Lito Cavalcanti e Reginaldo Leme dariam conta dos comentários. Ex-pilotos de Fórmula 1 também ajudam porque já participaram daquele show de insensatez tecnológica. Mas o belo Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, que reside em Mônaco e tem uma vinícola na serra gaúcha, deveria descansar de sua luta ganhando o triplo e poupando o telespectador.

Inda outro dia, um amigo que mora nos Estados Unidos me perguntou se é verdade que o Galvão ganha quatro milhões de reais por mês. Respondi que não sei, mas acho muito justo que ganhe cinco ou seis milhões, desde que não apareça no meu televisor.

Tätowierung – Em alemão, tatuagem é Tätowierung e wierung não tem no pequeno dicionário Michaelis. O Google tem Sarah Wierung, Thomas von Wierung, Julietta Wierung, Anne-Marie Wierung, somente 6.240 entradas para Wierung, isto é, quase nada. Teimoso feito porca parida – pertinax sum tamquam parta sus (em latim) –   vou ao Tradukka e descubro que Wierung, em alemão, é Wierung no português do Brasil. Sai dessa, caro e preclaro leitor de Marcia Lobo.

Belo nariz de cera para dizer que continuo sem entender o fenômeno tattoo (em inglês). No Houaiss é “arte de gravar na pele, por meio de pigmentos coloridos, ícones geralmente indeléveis que simbolizam forças da natureza, doutrinas etc.”.

E daí? Será que alguém, em seu juízo perfeito, acha aquilo bonito? Como explicar o boom tattoo? Se alguém souber, por favor me explique. Até entendo que muitas pessoas comam buchadas de bode, mocotós e dobradinhas: são alimentos, mas tatuagens…

Sinergia – Durante dois anos, meu livro Zebu para principiantes foi o segundo mais vendido pela editora O Cruzeiro, perdendo apenas para A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins. A editora pertencia aos Associados, também donos da TV-Tupi, onde fazia muito sucesso o Programa Flávio Cavalcânti.

Minha família sempre teve boas relações com a família do Flávio. Um dos seus sobrinhos era afilhado de meus pais. Seria a coisa mais natural do mundo que o nosso amigo falasse do meu livro em seu programa de tevê. Ele me disse que gostaria, mas não podia porque a editora teria que pagar pela divulgação do livrinho. Claro que a editora não pagava a ninguém. Várias vezes, no prédio dos Associados, cheguei ao caixa com a autorização para receber meus direitos autorais sobre 18 mil exemplares vendidos, autorização carimbada e assinada pela diretoria, e voltei para casa sem receber um tostão. Jamais recebi um ceitil e o livrinho vendeu à beça. Venderia o triplo se o Flávio me convidasse ou elogiasse o livro na TV-Tupi, mas não podia por falta de sinergia empresarial.

Venho notando a mesma falta de sinergia em outros imensos grupos brasileiros. Ela mesma, do grego sunergía,as ‘cooperação, ajuda, assistência’. Cabe a pergunta: por que esses grupos não têm uma gerência de sinergia, uma diretoria que compatibilize as atividades de todas as empresas e evite providências que possam lançar umas contra as outras?

Admitamos, ab absurdo, que famosa cantora brasileira tomasse famosa apresentadora de tevê do marido e com ela vivesse tórrido romance lésbico durante alguns meses, as duas aparecendo juntas em diversos espetáculos, romance que teria acabado quando a cantora descolou uma jovem e com ela se casou de papel passado. Chamou a mídia para testemunhar seu casamento, de mesmo passo em que deixava a apresentadora inteiramente desorientada.

Ainda no terreno das absurdidades e da falta de sinergia empresarial, seria inadmissível que o principal jornal impresso do grupo, que engloba vários canais de tevê, contratasse a cantora para escrever crônicas semanais. Seria uma forma de hostilizar a apresentadora.

Claro que isso não poderia acontecer a não ser no terreno contrário à sensatez e ao bom senso. Ainda assim, continuo achando que os grandes conglomerados devem ter uma diretoria de sinergia.

Araxá – Prometi contar a uma das inúmeras fãs de Marcia Lobo, leitora que mora no Araxá, de minhas aventuras naquela estância do Alto Paranaíba. Foi há muito tempo, quando ainda se pensava que a cidade fosse triangulina. O fato é que na flor dos meus 12 aninhos, passando por lá um mês nas férias de verão, conheci um português que também gostava de cavalgar. Era dono de uma luvaria no centrão do Rio de Janeiro, galego loquaz, luvaria famosa.

Portugueses sempre foram ótimos navegadores e o luveiro explicava: se, pela manhã, a gente toma determinado caminho com o sol à nossa direita, na parte da tarde, ao voltar para o ponto de partida, o sol deve continuar à direita.

Nos campos araxaenses daqueles idos não havia cercas, ou, se havia, demoravam léguas umas das outras. Cavalgando animais de aluguel, saímos do Grande Hotel, no Barreiro, ali por volta das oito e meia da manhã, não me lembro se com o sol à direita ou à esquerda. Depois das onze horas, com o sol quase a prumo, direita e esquerda deixaram de fazer sentido e nos perdemos irremediavelmente nas terras do sem fim.

Uma hora, duas da tarde e nada de encontrarmos o caminho de volta. Naqueles dias, passava férias no Araxá o secretário estadual de Segurança Pública, que jogava pôquer com o meu pai. Dado o alarme, todo o esquema policial militar do município e dos municípios vizinhos saiu atrás do menino e do luveiro, enquanto regimentos maiores eram deslocados para a região por ordem expressa do senhor secretário. Em rigor, boa parte da PM de Minas saiu atrás de nós.

Resumindo a ópera, o menino e o luvista, por volta das oito da noite, chegamos à estrada que leva ao Araxá oito quilômetros para lá da cidade, que, por sua vez, demorava oito quilômetros do Barreiro, onde fica o Grande Hotel. Naquele ponto da estrada encontramos a primeira patrulha de PMs. É muito oito e parece mentira, mas foi a mais pura verdade.

Como cereja do bolo encantei-me, já rapazola, com uma jovem chamada Teresa, que também gostava muito de cavalgar. Passeamos alguns dias na fazenda de amigos. Voltando ao Rio de carona, paramos para jantar num restaurante da Rodovia Presidente Dutra. Apaixonado, comecei a escrever num guardanapo o sobrenome de Teresa e só então me dei conta de que era igual ao do luveiro. Claro que havia contado, durante os passeios, o episódio araxaense. Só então perguntei se a moça conhecia o luvista. E ela: “Conheço muito, é o meu pai. Você tem razão: papai é um chato”. Arrasado é pouco para definir o estado em que fiquei no resto da viagem.

Clima – Um aspecto que não tem sido considerado na Operação Lava-Jato é o clima de Curitiba. Cavalheiro batizado como Bahia Odebrecht não pode, pelo Bahia, suportar o inverno curitibano.

Poderoso industrial mineiro, dois anos atrás, visitou seus netos na capital do Paraná e me telefonou contando que não tomava banho havia três dias, tamanho o frio na casa de seu genro médico. Genro de industrial milionário, casado com médica filha de industrial milionário, tem casa muito melhor, mais luxuosa e aquecida do que uma cela no prédio da Justiça Federal.

Temo pela vida do doutor Marcelo Bahia Odebrecht, que já sofre de hipoglicemia e pode morrer de hipotermia.



Ruminanças – “Não esquecer que
somos de um país em que já existiu
(ou existe ainda), no Ministério da Agricultura,
um órgão denominado
Comissão Executiva da Mandioca
(Abgar Renault, 1901-1995).

FONTE: Jornal da ImprenÇa.

 

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