Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

TIRO E QUEDA
Blindagem
Já andei em dois automóveis blindados, um Mercedes em Juiz de Fora, um Audi A8 em BH. Não saberia da blindagem se não fosse avisado pelos donos

Eduardo Almeida Reis
Publicação: 30/03/2014 04:00

 

Publicação: 30/03/2014 04:00

Pilhados quando tentavam assaltar uma casa no Bairro do Morumbi, em São Paulo, pertinho do palácio do governo, quatro suspeitos fugiram no carro blindado da dona da casa. Pois é: nos conformes do atual telejornalismo, o sujeito pilhado num assalto é suspeito, o bandido que atira e mata, mesmo filmado por uma câmera de segurança, continua suspeito, o assassino confesso também é suspeito. Se for menor de 18 anos, nem pode ter o seu nome dito pelo repórter da tevê, que a lei transforma o repórter em criminoso.

No assalto à casa do Morumbi, o carro blindado levou diversos tiros dos policiais, que arranharam a lataria e os vidros, até que os bandidos – perdão, suspeitos – abandonaram o veículo, roubaram outro carro e sumiram do mapa.

Achei muito interessante a matéria do Marcus Caetano sobre blindagem, publicada no caderno Vrum, edição de 8 de março. Nela, aprendi que em BH existem quatro níveis de blindagem – I, II, III-A e III. O I custa de R$ 19 mil a R$ 25 mil e protege contra paus, pedras, barras de ferro e armas calibres 22, 32 e 38. O nível II, que custa de R$ 30 mil a R$ 40 mil, inclui na proteção os tiros com .357 magnum. O nível III-A pode custar até R$ 55 mil e protege também dos tiros de .44 magnum.

O nível III acrescenta a proteção contra os tiros de fuzis AR-15, M-16, AK-47 e FAL, blindagem especial cujos preços não foram fornecidos ao repórter. Difícil, na blindagem nível II, deve ser distinguir entre o .357 magnum e o .44 magnum, que exige conhecimento de armas. Presumo que o nível III dê mais tranquilidade aos passageiros do veículo, que, ainda assim, ficam expostos aos tiros de bazucas e daquela metralhadora que pede tripé, suposta de perfurar blindagens, derrubar aviões, fazer um estrago danado.

Já andei em dois automóveis blindados, um Mercedes em Juiz de Fora, um Audi A8 em BH. Não saberia da blindagem se não fosse avisado pelos donos. O Audi A8 ainda contava com poderoso alto-falante, que deve ser para o motorista blindado chamar a polícia. Resumindo, é o caso de constatar: a que ponto chegamos. E a tendência é piorar…

Estamos feitos

Aleluia!, caríssimos leitores: estamos feitos. O programa Casos de Família, com Christina Rocha no SBT/Alterosa, voltou a ser exibido em horário decente – 14h15 ou duas e quinze da tarde. Tinha sido levado para altas horas, quando a gente está dormindo, mas logo depois das duas da tarde pode ser visto por mim e por um sem-conto de leitores do Estado de Minas, porque é programa d’arromba, como se diz em Portugal.

Só vendo para acreditar que os casos de família existem e devem ser relativamente comuns na sociedade brasileira. Uma ressalva: não me parece programa para ser visto por crianças e adolescentes, porque a barra pesa.

Auditivas

Faz tempo que circulo entre amigos que usam próteses auditivas, geralmente pelo avançar das respectivas idades. Quatro anos atrás fiz exame audiométrico e o resultado foi muito bom, mas tenho notado, de uns tempos a esta parte, que já não ouço os sons ouvidos pelas pessoas normais. Por enquanto, nada que exija uma prótese.

O assunto vem à baila numa hora em que escrevo com duas próteses para me proteger do barulho infernal de uma obra doméstica. Esse negócio de obra em casa é muito chato e o pior é que ninguém se livra dele. Mesmo as construções novas pedem retoques barulhentos. Não é o caso aqui do apê, construção antiga, de má qualidade, exigindo a substituição do piso da área que pinga sobre os carros estacionados na garagem.

Por isso, minhas próteses de hoje não se destinam a melhorar a audição, mas a suavizar o som que aporrinha o cronista, permitindo que escreva 154 palavrinhas para reforçar o leite das crianças e os charutos do vovô.

O mundo é uma bola

30 de março de 240 a.C. – registrado o primeiro periélio da passagem do cometa de Halley, o mesmo que me deixou acordado na roça mineira uma noite inteira para tentar ver, sem sucesso, sua última passagem. Em 1492, Fernando e Isabel, os Reis Católicos, assinam o Decreto de Alhambra ordenando a expulsão de todos os judeus da Espanha, a menos que se convertam ao catolicismo romano.

Em 1842, o Dr. Crawford Long utiliza anestesia pela primeira vez em uma cirurgia. Em 1856, assinado o Tratado de Paris encerrando a Guerra da Crimeia, com as consequências que se veem em 2014. Em 1867, naquela que a imprensa chamou de Loucura de Seward, William H. Seward, secretário de Estado dos EUA, comprou o território russo do Alasca por 7,2 milhões de dólares americanos, cerca de dois centavos de dólar por acre, que mede 40,47 ares. Um are tem 100 metros quadrados. Hoje é o Dia Mundial da Juventude.

Ruminanças

“Não há menos tormento no governo de uma família do que de um Estado inteiro” (Montaigne, 1533-1592).

 

 

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