Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da categoria: Culinária, receitas & afins

Confira guia com 20 opções de pratos para saborear no inverno

Pedida para a estação são pratos que ‘aconchegam’ principalmente nas noites mais frias

Clássico da estação, o fondue tem seis diferentes versões no Paladino (MARCOS VIEIRA/EM/D. A. PRESS)

Clássico da estação, o fondue tem seis diferentes versões no Paladino

Cremosos risotos, massas gratinadas, filés submersos em molho, cortes bovinos e suínos cheios de “personalidade”. E tome queijos, mandioca, ovo mole e molhos encorpados com vinho tinto. Isso para não falar das pedidas mais manjadas: caldos, fondues, nhoque, panhoca recheada e ensopados de todo tipo, até à moda japonesa. Com o início do inverno, está a aberta a temporada da comida que “abraça”, ideal para as noites frias. ODivirta-se garimpou 20 opções para diferentes gostos e bolsos em Belo Horizonte.

Bobó de camarão
(R$ 159,90, para duas pessoas)

ONDE: Alguidares. Rua Pium-I, 1.037, Sion. (31) 3221-8877. Aberto segunda, das 19h à 0h; de terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 18h.

OK, a Bahia pode remeter ao verão, mas não há como negar que um denso bobó de camarão seja um prato bastante indicado para um dia frio. No restaurante da baiana Deusa Prado, que traz os frutos do mar de Recife, ele é servido num alguidar de barro e guarnecido com arroz e farofa.

Caldo
(R$ 24 por pessoa)

ONDE: Emporium. Afonso Pena, 4.034, Cruzeiro. (31) 3281-1277. Aberto terça e quarta, das 17h30 à 0h; quinta, das 17h30 à 0h30; sexta e sábado, das 17h30 à 1h.

Todo inverno a casa promove festival de caldos. Desta vez são 15 variedades para comer à vontade. Entre os destaques, dobradinha, mocotó, batata baroa, bobó de camarão, caldo verde, canja, mingau de milho verde e canjiquinha. Todos expostos sobre fogão a lenha, que fica no salão.

Chic-Ló
(R$ 28,50, para duas pessoas)

ONDE: Köbes. Rua Professor Raimundo Nonato, 31A, Horto. (31) 3467-6661. Aberto de terça a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo e feriado, das 12h às 17h.

Em 2010, o bar faturou o terceiro lugar do concurso Comida di Buteco com este petisco, composto por jiló à parmegiana sobre purê de batata e guisado de paleta de vitelo. O cardápio conta com outras receitas indicadas para o frio, como o pato ao arroz mole, espécie de “galinhada de pato”, servida molhadinha com batata cozida.

Costelinha ao molho de goiaba
(R$ 69,90, para duas pessoas)

ONDE: Café Viena. Avenida do Contorno, 3.968, Santa Efigênia. (31) 3221-9555. Aberto de segunda a quinta, das 12h à 1h; sexta e sábado, das 12h às 2h.

Ciente de que variar é bom, a cozinha da casa prepara um molho de goiaba para destoar do onipresente barbecue na hora de dar sabor extra à costelinha. Assado em parrilla, o corte suíno é servido com mandioca cozida e manteiga de garrafa. Carta de cervejas com 1.150 rótulos.

Desmanchado de ossobuco perfumado à Guimarães
(R$ 36,90, para três pessoas)

ONDE: Agosto. Rua Esmeralda, 298, Prado. (31) 3337-6825. Aberto de terça a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 16h à 0h.

Lucas Brandão, proprietário do bar, explica que primeiro a carne é cozida até ficar com aspecto de ragu. Colocada numa panela de barro, é coberta com angu mole bem quente e, antes de ir à mesa, o petisco recebe uma camada de requeijão de raspa e cubinhos de carne de sol. Outra pedida que “abraça”.

Delizie Dona Derna
(R$ 45, individual)

ONDE: Dona Derna. Rua Tomé de Souza, 1.331, Savassi, (31) 3223-6954. Aberto de terça a sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 17h.

Os puristas podem torcer o nariz, mas tem seu lugar a receita com quê caseiro criada pela mãe do chef e proprietário, o italiano Memmo Biadi. Nada mais é que um rocambole de massa recheado com frango, presunto cozido, ricota e espinafre, gratinado com molho branco e finalizado com pingos de molho de tomate. Funciona.

Fondue
(Entre R$ 76 e R$ 116, para duas pessoas)

ONDE: Paladino. Avenida Gildo Macedo Lacerda, 300, Braúnas/Pampulha. (31) 3447-6604. Aberto quarta e quinta, das 19h à 0h; sexta e sábado, das 19h à 1h.

É o prato “oficial” do inverno. Na casa, está disponível em seis versões, de queijo (R$ 88) a chocolate (R$ 76), passando por doce de leite (R$ 76) e frutos do mar (R$ 116) – todas servem duas pessoas. A área verde ao redor tem ajudado a deixar as noites por ali cerca de quatro graus abaixo da média da cidade.

Filé à parmegiana
(R$ 71,50, para duas pessoas)

ONDE: Pizzarella. Avenida Olegário Maciel, 2.280, Lourdes. (31) 3292-3000. Aberto de domingo a quinta, das 11h à 1h; sexta e sábado, das 11h às 2h.

Poucos pratos têm tanto poder de “conforto” quanto este. Feito à moda antiga nesta pizzaria, ele é coberto com molho de tomate e queijo, cercado por purê de batata e levado para gratinar – acompanha arroz. Para completar, é servido por garçons que dominam a técnica das duas colheres na mesma mão.

Ossobuco com risoto preparado pelo chef Leo Mendes, opção para o inverno do Ah! Bon a R$ 62 (MARCOS VIEIRA/EM/D. A. PRESS)

Ossobuco com risoto preparado pelo chef Leo Mendes, opção para o inverno do Ah! Bon a R$ 62

Fusilli com braciola
(R$ 59, individual)

ONDE: Provincia di Salerno. Rua Maranhão, 18, Santa Efigênia. (31) 3241-2205. Aberto de terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h à 1h30; sábado, das 12h às 16h e das 19h à 1h30; domingo, das 12h às 17h.

Não é aquela massa em formato de parafuso que vem no pacote, mas uma bem diferente. Enrolada à mão, seguindo a tradição do Sul da Itália, de onde vem a família do chef e proprietário, Remo Peluso, é servida com braciola (pernil enrolado com bacon, passas, parmesão e ervas) ao molho de tomate.

Joelho de porco
(R$ 60, para duas pessoas)

ONDE: Krug Bier. Rua Major Lopes, 172, São Pedro. (31) 2535-1122. Aberto de segunda a sexta, das 16h à 1h; sábado, das 12h às 2h; domingo, das 13h às 18h.

Frito e acompanhado por chucrute e batata sauté, esse é um clássico da culinária alemã. Na casa, é possível testar a melhor harmonização para ele com um dos seis chopes de produção própria (a partir de
R$ 5,80, cada). Outra pedida germânica é a porção de salsichões com mostarda.

Mãozinha de porco
(R$ 14 o par)

ONDE: Bar do Xumba. Rua Salinas, 1.173, Santa Tereza. (31) 3481-3128. Aberto de terça a sexta, das 16h à 0h; sábado, das 11h às 20h.

Onde mais comer mãozinha de porco em BH? E mais: onde comprá-las como “par”?. Nesse bar simples e correto, os membros suínos dianteiros levam a melhor sobre o conhecido pezinho porque o cozinheiro, Paulo Casitta, crê que têm “mais carne e sabor diferente”. Apenas farinha e pimenta para guarnecer.

Moranga recheada com carne seca
(R$ 116, para três pessoas)

ONDE: Xapuri. Rua Mandacaru, 260, Pampulha. (31) 3496-6198. Aberto de terça a sábado, das 12h às 23h; domingo e feriado, das 12h às 18h.

Os frangos ensopados podem ser a primeira opção em dias frios no restaurante. Entretanto, há no cardápio essa outra pedida, que é tão apropriada quanto. Vai ao forno com requeijão e chega à mesa com arroz, feijão e couve.

Nhoque com queijo brie
(R$ 60, individual)

ONDE: Villa Roberti. Avenida Celso Porfírio Machado, 1.520, Belvedere. (31) 2534-7714. Aberto terça e quarta, das 12h à 0h; quinta a sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 19h.

Feito com batata, o nhoque aceita vários tipos de molho. Na receita do chef Lucas d’El Peloso, ele tem no queijo brie seu ingrediente principal. Vinho tinto e tiras de filé completam o prato. Novidade por ali que tem cara de inverno é o ravióli de galinha-d’angola ao próprio molho com cogumelo e orapronóbis.

Ossobuco à milanesa
(R$ 62, individual)

ONDE: Ah! Bon. Rua Fernandes Tourinho, 801, Lourdes. (31) 3281-6260. Aberto de segunda a quinta, das 12h à 0h; sexta e sábado, das 12h à 1h30; domingo, das 12h às 22h.

Clássico italiano, consiste num corte da perna bovina escoltado por risoto de açafrão. Além de envolver a carne com molho de vinho, o chef Leo Mendes serve o prato com colherzinha, para que se coma o tutano guardado no interior do osso.

Panhoca recheada
(R$ 35, para duas pessoas)

ONDE: Salumeria. Rua Sapucaí, 527, Floresta. (31) 2552-0154. Aberto de segunda a sexta, das 11h30 às 15h e das 18h à 0h; sábado, das 12h às 17h e das 18h à 1h; domingo, das 12h às 17h.

Sócia e chef do restaurante desde novembro, Ana Motta acaba de colocar no cardápio pedidas próprias para os dias frios, a exemplo desta, cujo conteúdo é um creme feito com os queijos pecorino, gorgonzola e grana padano. Massas, queijos e embutidos continuam como atrativos principais por lá.

Polenta ao molho de cogumelos
(R$ 29, individual)

ONDE: La Palma. Rua Professor Jerson Martins, 146, Bairro Aeroporto/Pampulha. (31) 3441-4455. Aberto de terça a quinta, das 11h30 à 0h; sexta e sábado, das 11h30 à 1h; domingo, das 11h30 às 18h.

Na segunda casa do chef Ivo Faria, essa polenta, que leva um pouco de parmesão, não pode ser gratinada além da conta. A gema colocada no meio precisa ficar mole para conferir textura sedosa ao conjunto. Há outro prato com polenta por lá, a canela de porco braseada.

A vaca atolada do Chic Tácio chega à mesa fumegante, em panela de pedra (MARCOS VIEIRA/EM/D. A. PRESS)

A vaca atolada do Chic Tácio chega à mesa fumegante, em panela de pedra

Risoto de cabernet sauvignon com filé e castanha-do-pará
(R$ 52, individual)

ONDE: Piacenza. Rua Aimorés, 2.422, Lourdes. (31) 2515-6092. Aberto de terça a sexta, das 11h30 às 15h e das 19h à 0h; sábado, das 11h30 às 17h e das 19h à 0h.

O vinho tinto da uva mais popular do mundo confere cor e sabor a esse risoto, cuja base é o queijo parmesão. A casa do chef Américo Piacenza também conta com massas lisas e recheadas produzidas pela família dele, a exemplo da usada na lasanha à bolonhesa.

Sopa de cebola
(R$ 28, individual)

ONDE: Borracharia Gastropub. Avenida Afonso Pena, 4.321, loja 15 (dentro do posto Ipiranga), Serra. (31) 2127-4321. Aberto de terça a sexta, das 12h às 15h e das 18h à 0h; sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h30.

Não é uma sopa qualquer: é a tradicional versão francesa, gratinada
com uma fatia de pão e queijo canastra pelo chef e proprietário Jaime Solares, que já trabalhou em cozinhas do país europeu. Além dela, o cardápio lista porções individuais de tira-gostos “aconchegantes”, como carne de panela, almôndega e pé de porco.

Sukiyaki
(R$ 75, para duas pessoas)

ONDE: Kabuto. Rua Pium-I, 736, Sion.
(31) 3225-3522. Aberto terça e quarta, das 18h à 0h; quinta e sexta, das 18h à 1h; sábado, domingo e feriado, das 12h à 0h.

Eis uma pedida de inverno longe do lugar-comum. Trata-se de um cozido nipônico levado à mesa em panela de ferro, sobre pequeno fogareiro. Além de filé em lâminas, leva tofu, cogumelos, legumes, verduras, cebolinha e broto de feijão. Os ovos crus cozinham na hora, no calor do ensopado.

Vaca atolada
(R$ 20, para duas pessoas)

ONDE: Chic Tácio. Rua Itamaracá, 25, Colégio Batista. (31) 3421-3363. Aberto de segunda a quinta, das 15h30 às 23h; sexta, das 15h30 às 23h30; sábado, das 9h às 18h.

Tem costela de boi e pedaços de mandioca cozidos juntos até que tudo fique macio e se forme caldo encorpado. Neste bar quase cinquentão, o proprietário, Tácio de Paula, serve o petisco com uma pitada de cebolinha e numa panela de pedra. Borbulhando.

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FONTE: Estado de Minas.

 

Arte

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FONTE: Hoje Em Dia.


Paracatu, o paraíso das quitandas
Dona Lucinha, uma grande mestra dos fornos, e suas famosas empadinhas de pele fina

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Com mais de 200 anos de história, a antiga Vila do Príncipe e uma das importantes vilas do ouro em Minas Gerais, fundada em 1799, a cidade histórica de Paracatu é sem dúvidas um dos mais importantes polos culturais do Estado.

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Tombada como Patrimônio Cultural do Brasil, em 2010, pelo IPHAN, a cidade ainda tem sua economia ligada ao extrativismo mineral através da canadense Kinross, que até hoje explora o ouro na região.

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Mas movimentos da população já estão apontando para o futuro, quando esse ciclo econômico terminar, através de ações para a preservação de suas tradições culinárias, o outro grande e inesgotável tesouro, que são as suas tradições culinárias.

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Uma referência no ar

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Bastam alguns minutos ao entrar na cidade de Paracatu para perceber, pelos aromas permanentes no ar, que algo diferente acontece por lá. Especialmente no Centro Histórico e nos seus arredores, o perfume inebriante das quitandas saindo quentinhas dos fornos é um grande indício da identidade gastronômica local.

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Mais alguns minutos de atenção e as padarias, lanchonetes, pastelarias, quitandas de empadas e pães de queijo surgem a cada esquina, em cada quarteirão, numa proporção que nos remete aos botecos de Belo Horizonte.

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Se a praia de BH são os bares, em Paracatu são suas quitandas, e as suas ondas são os fornos, a lenha ou a gás, pilotados por quitandeiras e quitandeiros com muita história e tradição.

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A capital mundial dos pães de queijo

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Há quem possa reclamar dessa associação de Paracatu e o melhor pão de queijo que existe no mundo. Cada mineiro tem a sua receita e a sua preferência mas, para os paracatuenses, sua versão se fundamenta num conjunto de detalhes que dificilmente outra localidade pode se candidatar ao posto de Cidade do Pão de Queijo ou da Quitanda.

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Segundo os orgulhosos cidadãos da antiga Vila do Príncipe, além da qualidade e produtividade da bacia leiteira da região, seus queijos têm qualidade superior, e apenas por alguns detalhes políticos, segundo eles, não estão ainda incluídos no seleto grupo dos DOC’s mineiros do Alto Paranaíba e entorno. Mas pouco se importam com isso, pois existem outros atributos das quitandas locais que são imbatíveis. A começar pela maneira de preparo dos pães de queijo, “diferente do resto do mundo”, pois não são escaldados. “Cada criança que nasce na cidade já tem essa receita na ponta da língua, assim como os franceses com seus vinhos”, gabam-se os felizes paracatuenses.

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Somente em uma das produções artesanais “de fundo de quintal”, uma quitanda local produz 8 mil pães de queijos diariamente, ocasionando fila permanente de compradores.

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Num raio de poucos metros na cidade, existem pelo menos três grandes produções exclusivas como essa, fora as incontáveis padarias e lanchonetes que tem produção própria, reforçando o título de Capital Mundial do Pão de Queijo. “Podem até existir iguais, mas melhores, impossível, e no quesito quantidade, desafiamos qualquer cidade em Minas e no mundo”, completam os quitandeiros, engrossando o coro de 200 mil habitantes e simpatizantes.

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O Quintal do Pão de Queijo

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No fundo da casa é onde Adriano da continuidade ao trabalho iniciado no ano 2000 pela mãe Dona Isaura, e pelo padrasto, Sr José dos Santos (já falecido), uma produção que se tornou a grande referência em pães de queijos da cidade e da região. Dos três fornos a lenha saem os tabuleiros que enchem imensas cestas que rapidamente são vendidos no local ou mesmo através de entregas. São varias motos levando a iguaria para os clientes de toda parte.

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Tradição de gerações na família de Dona Isaura, a receita não tem grandes segredos, apenas que o polvilho não é escaldado, como acontece em outros lugares, mas assim manda a tradição da cidade, e hoje, a receita ainda é produzida da mesma maneira de antigamente pelos 14 funcionários do “Pão de Queijo Delicia de Paracatu”.

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As famosas empadinhas de pele fina

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Outra tradição que eleva o nome das quitandas de Paracatu são suas maravilhosas empadinhas de pele fina, cuja produção faz parte da vida de centenas de famílias locais há varias gerações. Grandes mestras se formaram ao longo do tempo e vem passando suas habilidades aos mais jovens. Produzir e comer as indescritíveis empadinhas, com ou sem pimenta, passou a fazer parte do cotidiano das pessoas na cidade.

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A simpática Dona Lucinha é uma dessas grandes mestras que ha 50 anos produz uma das mais famosas empadinhas de lá, e hoje tem em sua garagem mais três funcionárias, que produzem cerca de 4000 unidades por dia. As jovens ajudantes de dona Lucinha ainda não passaram dos 35 anos, mas já tem mais de 20 anos de experiência, garantindo para as próximas gerações a manutenção dessa tradição paracatuense.

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‘A Arte Culinária de Viver’

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Esse é o título do livro de receitas publicado por Dona Lazy, 89 anos, a grande mestra das mestras de Paracatu. Ainda hoje, ela prepara quitandas e quitutes que escrevem a sua história e a história das cozinhas de sua cidade.

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Sua brilhante e respeitável trajetória começou com apenas nove anos de idade, quando ficou órfã de mãe. Suas primeiras incursões na cozinha se deram com ajuda de seu pai, que improvisou um caixote junto ao fogão a lenha para que ela cozinhasse para a família.

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Um dos maiores legados culinários de D. Lazy é preservar e perpetuar a receita do Bolo de Domingo uma das mais antigas tradições de Minas Gerais.

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FONTE: Estado de Minas.


Bares se impõem pela qualidade dos petiscos e atraem clientela de toda BH

Exemplos no Barreiro, Esplanada, Graça, Jardim Guanabara, Padre Eustáquio vão além das fronteiras e fazem clientes de outras regiões atravessarem a cidade em busca do petisco ideal

O Bar do Zezé, no Barreiro, que começou como mercearia e hoje serve clássicos da gastronomia de boteco. O proprietário José Batista Martins conta que a casa costuma receber até estrangeiros que vêm à cidade a trabalho (FOTOS: MARCOS VIEIRA/EM/D. A. PRESS)

O Bar do Zezé, no Barreiro, que começou como mercearia e hoje serve clássicos da gastronomia de boteco. O proprietário José Batista Martins conta que a casa costuma receber até estrangeiros que vêm à cidade a trabalho

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Boa parte dos bares e restaurantes mais conhecidos de Belo Horizonte está na Região Centro-Sul. Tomando a Praça Sete como ponto de partida, o que levaria alguém a cruzar a cidade por 15 quilômetros para beber cerveja e comer algo? Graças a sua boa reputação (e petiscos bem bolados), o Bar do Zezé, no Barreiro, consegue mobilizar fregueses para isso. Outras casas, espalhadas por bairros nos quatro cantos da capital mineira, também conseguem se impor para muito além de alguns quarteirões.

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O caso de José Batista Martins, o Zezé, é mesmo marcante. Seu bar foi inaugurado em 2004, substituindo, pouco a pouco, a mercearia que abriu no mesmo imóvel, em 1980. Eram quatro mesas, um fogão de duas bocas e um pequeno balcão. “Quando os supermercados chegaram ao bairro e ficou difícil (manter a mercearia), tive de dar um jeito. O negócio foi dando certo, fui campeão do Comida di Buteco quando participei pela primeira vez, ampliei a loja e, hoje, virou um botecão”, lembra ele. Atualmente, são quarenta mesas.

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Até hoje, o Zezé mantém no cardápio os mesmos pratos do dia, como a rabada com batata (R$ 27,50, para duas pessoas), às sextas, e a feijoada completa, aos sábados (R$ 48, para três pessoas). Na seção fixa, há itens como o bolinho de milho com bacalhau (R$ 27,50, 12 unidades) e a carne de panela com jiló recheado com bacon, angu mole e queijo de minas e cebolinha (R$ 21,50, para duas pessoas), sendo este uma das criações que mais ajudaram a erguer a fama da casa. Fora galinhada, canjiquinha com costelinha, dobradinha e por aí vai.

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Talvez por ser uma verdadeira coleção de autênticos clássicos de boteco, o cardápio é levado como lembrança por alguns clientes que vêm de longe. “O bar atrai muita gente de fora, incluindo Rio e São Paulo. Até gringo que vem por conta dessas empresas na Cidade Industrial e Contagem aparece aqui. Gente da Itália, Estados Unidos, Inglaterra. Eles pedem para vir”, conta Zezé. Nem ele nem seus funcionários dominam uma segunda língua, mas todo mundo se entende.
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CORRESPONDÊNCIA No extremo oposto da cidade, a 21 quilômetros dali, o Silvio’s Bar é referência não apenas no Bairro Esplanada, mas em boa parte da Região Leste. Foi aberto em 1972 por Maria da Piedade Gonçalves e seu marido, Silvio, que morreu sete anos atrás. As banquetas ao redor do balcão comprido são os lugares mais disputados e também a marca registrada da casa, famosa pelo feijão-tropeiro (R$ 33, para duas ou três pessoas), servido com pedaços de linguiça caseira e torresmo à pururuca.
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Também chamam a atenção petiscos criados por Maria, como a batata 3 em 1 (R$ 27,50, para três pessoas), servida com molho à bolonhesa e parmesão ralado à parte para que o freguês consiga “empaná-la” na mesa, passando os chips primeiro em um, depois no outro. “Eu não tinha experiência de cozinhar para tanta gente, mas, com o conhecimento de casa, não foi tão complicado. Bastou aumentar as quantidades”, conta ela, que executa cardápio com cerca de 50 petiscos. Cervejas (garrafa de 600ml) a partir de R$ 6,50.
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Maria acredita que sua empreitada tenha encorajado outras pessoas a abrir bares na região e está certa de que a concorrência é boa para o comércio e para o público. A opinião é compartilhada por Célio Stropp Fantini Júnior, um dos sócios do Bar do Veio, no Caiçara, a quase 10 quilômetros de distância do Silvio’s: “Moro perto do meu bar e vejo muita correspondência chegar ao meu prédio dando a casa como referência. Acho ótimo. Tem lugar para todo mundo, tem público para tudo e as pessoas vão cada hora a um lugar”.
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O bar iniciou suas atividades em 1986 com cardápio enxuto, mas já com um dos pratos que, até hoje, fazem mais sucesso por ali, o peito de frango recheado com bacon, presunto e queijo (R$ 45, para duas pessoas). As opções de tira-gosto aumentaram com a ampliação da casa (hoje, são 200 lugares), abrindo espaço para receitas mais criativas, como o enroladinho de lombo com bacon e cenoura ao molho de cansanção (R$ 21,90, para duas pessoas), aposta da casa para a edição deste ano do concurso Botecar. Os chopes começam a R$ 5.
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COXINHA A nove quilômetros dali, no Bairro da Graça, está aquele que, nos últimos anos, se consolidou como um dos melhores locais da cidade para se comer coxinha. Simplesmente batizada de Leo Coxinha, a casa mudou de dono há dois anos, mas foi mantida inalterada a receita que Leo e a mãe, Dona Nem, começaram a desenvolver nos anos 1970, quando ainda vendiam o salgado só para a vizinhança, praticamente de porta em porta. “As salgadeiras são as mesmas, só mudamos os garçons”, diz o proprietário, João Mendes Ribeiro.
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Não existe mística em torno da coxinha de lá, qualquer um consegue saber como é feita. A produção é diária, os salgados são mantidos resfriados (e não congelados) e fritos na hora. “A massa é tradicional, mas tem um ponto específico, que envolve o tempo de batê-la e fritá-la”, explica Ribeiro. Entre as coxinhas disponíveis, estão as de frango (R$ 3,50), frango com requeijao (R$ 4), carne seca com requeijão (R$ 5), camarão com requeijão (R$ 5) e uma bem curiosa, que leva exclusivamente requeijão no recheio (R$ 3,50).
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“Recebemos gente de todos os bairros e algumas pessoas levam a coxinha congelada para outras cidades”, conta ele. A casa também serve outros salgados, como bolinho de mandioca, empada, tortinhas e quibe. Para acompanhar a cerveja (a partir de R$ 7, garrafa de 600ml), há, ainda, porções de petiscos, como mandioca com torresmo (R$ 18, para três pessoas), caldos (a partir de R$ 8) e mexido (R$ 11, para duas pessoas).
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ONDE IR
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>> Baltazar

Rua Oriente, 571, Serra. (31) 3221-7361. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 1h; sábado e feriado, 12h à 1h; domingo, 
das 12h às 18h.
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>> Bar do Careca, o Pescador
Rua Gastão da Costa Pinheiro, 210, 
Jardim Guanabara. (31) 3434-6448 e 
(31) 9251-0369. Aberto de segunda a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 18h.
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>> Bar do Veio
Rua Itaguaí, 406, Caiçara. (31) 3415-8455. Aberto terça e quarta, das 17h às 23h; quinta e sexta, das 17h à 0h; sábado, das 11h à 0h; domingo e feriado, das 11h às 19h.
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>> Bar do Zezé
Rua Pinheiro Chagas, 406, Barreiro. 
(31) 3384-2444. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 12h às 21h.
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>> Leo Coxinha
Rua Jussara, 150, Bairro da Graça. 
(31) 3309-9440. Aberto de segunda a sábado, das 11h às 14h e das 16h às 23h40.
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>> Nino Pizzaria
Rua Coronel José Benjamin, 824, Padre Eustáquio. (31) 3464-8085. Aberto de segunda a quinta, das 11h às 14h30 e das 17h à 0h; sexta a domingo, das 11h à 0h.
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>> Silvio’s Bar
Rua Begônia, 199, Esplanada. 
(31) 3318-3273. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 12h à 0h.

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FONTE:  Estado de Minas.


Estado de Minas convida três especialistas em gastronomia para realizar um teste às cegas de cinco marcas industrializadas e congeladas do mais tradicional quitute mineiro. Desempenho do produto frustra avaliadores, que sentem falta do principal ingrediente

 (LEANDRO COURI/EM/D. A. PRESS<br />
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“Não percebi o queijo. O gosto é muito leve, quase uma essência”. “Não tem aroma nenhum.” “Em alguns, percebo um toque ainda meio artesanal.” Comentários como esses entremearam o teste às cegas de cinco marcas de pão de queijo industrializado e congelado que o Estado de Minas promoveu, na semana passada.

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O chef Américo Piacenza (restaurante Piacenza), o consultor de vinhos Márcio Oliveira e o jornalista Nenel Neto (blog Baixa Gastronomia) avaliaram, segundo os critérios de aparência, aroma, textura e sabor, os pães de queijo das marcas Forno de Minas, Maricota, Pif Paf, Sadia e Sô de Minas. Foram dadas notas de 0 a 10 para cada item.

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Os avaliadores provaram duas amostras de cada marca – uma assada em forno a gás e outra em forno elétrico, ambas segundo as instruções de temperatura e tempo de preparo indicadas nas embalagens dos produtos. As marcas não foram identificadas. As amostras foram servidas com identificação por número. No geral, o desempenho desse símbolo da cultura alimentar mineira não foi dos mais animadores.
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“Em geral, falta sentir gosto de queijo. O melhor é o da mamãe ou o da lanchonete”, resume Neto. Ele gosta que o quitute tenha pontinhos de queijo tostados na superfície (nem todas as amostras apresentaram essa característica) e que seja suculento – seu endereço preferido é a lanchonete Pão de Queijo Mania, no Centro. Aliás, estão nessa região da capital mineira todos os demais lugares favoritos dos jurados: Pão de Queijo da Roça, Dona Diva e Tropical Pão de Queijo.

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“A massa precisa ser aerada, ter aroma de queijo e polvilho. A aparência tem de estimular e deve ser crocante. Tudo isso é fundamental e nem todos tiveram essas características”, afirma Oliveira. Já Piacenza aproveita para apresentar considerações que podem influenciar decisivamente na primeira impressão do produto: “Quando o queijo é ralado, o sabor fica diferente. Assim, muito processado, dá esse ar de linha de montagem”. Ou seja, a aparência lisa e uniforme da casca não funciona como chamariz para todo mundo.
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A reportagem procurou representantes de todas as marcas, para saber como é seu processo de produção. Os entrevistados não foram previamente informados a respeito da realização do teste.
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BONITO Marcos Paulo Neto de Castro, gerente de produção da Sô de Minas, diz que a quantidade de queijo empregada na receita, que corresponde a 20% do peso total, é o grande desafio do processo. “Isso dificulta a operação das máquinas. Fora que queijo é caro, e a gente bota muito. É até bonito ver fazendo, ralando aquele tanto de queijo”, afirma o gerente, de 32 anos.

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A receita da Sô de Minas tem origem familiar, mais precisamente na fórmula da “tia Maria Hermínia”, parente de Neto de Castro natural de Viçosa, mas que hoje vive em Belo Horizonte, onde continua preparando seu pão de queijo. Formado em ciência e tecnologia de laticínios pela Universidade Federal de Viçosa (cidade vizinha à Coimbra), ele informa que a fábrica compra queijo minas padrão (cujo leite é pasteurizado) das marcas Porto Alegre, Dona Beja e Paladar, para fazer o pão de queijo – as duas últimas desenvolveram versão do queijo sob medida para a receita da Sô de Minas, que vende 30 toneladas mensalmente.

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A Forno de Minas esclarece que também é de 20% a medida de queijo na massa do seu pão de queijo. Para atender à demanda de 1.600 toneladas de pão de queijo por mês, a marca possui laticínio para produzir seu próprio queijo minas padrão – em blocos de 20 quilos curados por 90 dias –, elaborado com leite de cerca de 200 fazendas em torno de Conceição do Pará, onde fica a fábrica.

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“Minha mãe, minha sogra, todo mundo faz. O pão de queijo daquela região de João Pinheiro, de onde vem minha família, é igualzinho. É um pão de queijo mais fofinho, que não endurece de um dia para o outro. Nossa receita é de família, a que fizemos toda a vida. É um pão de queijo normal, o difícil é transformar um quilo em uma tonelada”, conta Maria Dalva Couto Mendonça, fundadora e uma das diretoras da Forno de Minas. Essa receita, diz ela, é a mesma usada antes do período em que a empresa pertenceu à multinacional General Mills.

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A Pif Paf não informa a porcentagem de queijo usada em sua receita, mas revela incorporar à massa não apenas queijo minas padrão, mas também parmesão. Atualmente, a fábrica, que fica em Leopoldina, usa exemplares mineiros, mas ocasionalmente compra queijo minas de outros estados, como São Paulo. “Compramos de fornecedores variados, analisando teor de gordura e a palatabilidade, para que o queijo não seja salgado ou ácido demais, por exemplo”, explica Cláudio Faria, gerente de relações institucionais da empresa.

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A Maricota, por sua vez, emprega exclusivamente parmesão no seu pão de queijo, ingrediente que representa 14,5% do volume total da massa. A assessoria de imprensa da Sadia não atendeu o pedido de entrevista do Estado de Minas.

O chef Américo Piacenza (à esq.), o consultor de vinhos Márcio Oliveira<br />
(ao fundo) e o jornalista Nenel Neto durante a realização do teste<br />
às cegas de cinco marcas de pão de queijo (LEANDRO COURI/EM/D. A. PRESS<br />
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O chef Américo Piacenza (à esq.), o consultor de vinhos Márcio Oliveira (ao fundo) e o jornalista Nenel Neto durante a realização do teste às cegas de cinco marcas de pão de queijo

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Como ficou a avaliação
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A marca de pão de queijo industrializado mais bem avaliada pelos especialistas convidados pelo Estado de Minas para o teste às cegas é a Sô de Minas, que obteve nota 92,5 pontos (em 120). A fábrica da Sô de Minas, que comercializa 30 toneladas do produto por mês, fica em Coimbra, na Zona da Mata. O segundo lugar (nota 89,5) foi para a gigante Sadia. A Pif Paf (nota 84) ocupa o terceiro lugar, enquanto a quarta e penúltima colocação ficou com a marca mais tradicional no mercado mineiro, Forno de Minas (nota 73). O quinto colocado, com nota 62,5, foi o pão de queijo Maricota. Confira no quadro abaixo o desempenho de cada marca.
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Marcas avaliadas, jurados e notas:
Américo Piacenza
Forno de Minas – Aparência 7 / Aroma 5,5 / Textura 7 / Sabor 6 – TOTAL – 25,5 – “Cresceu bem, mas o queijo parece mais processado”
Maricota – Aparência 3,5 / Aroma 4 / Textura 3,5 / Sabor 4 – TOTAL – 15 – “O queijo é muito processado e a textura é mais emborrachada”
Pif Paf – Aparência 5,5 / Aroma 5,5 / Textura 5 / Sabor 5,5 – TOTAL – 21,5 – “Desenvolveu menos e o queijo parece mais curado”
Sadia – Aparência 7,5 / Aroma 5 / Textura 6,5 / Sabor 6,5 – TOTAL – 25,5 – “Aparência boa e casca mais crocante, mas sem muito aroma”
Sô de Minas – Aparência 8,5 / Aroma 6,5 / Textura 8 / Sabor 8 – TOTAL – 31 – “Desenvolveu bem, o sabor de queijo é mais equilibrado. O melhor da degustação”
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Márcio Oliveira
Forno de Minas – Aparência 7 / Aroma 7 / Textura 8 / Sabor 8 – TOTAL – 30 – “Sabor leve de queijo, com predomínio do polvilho doce”
Maricota – Aparência 8 / Aroma 8 / Textura 9 / Sabor 9 – TOTAL – 34 – “Aspecto menor, menos corado e sabor leve de queijo e farinha”
Pif Paf – Aparência 9 / Aroma 10 / Textura 10 / Sabor 9 – TOTAL – 38 – “Provoca pouca salivação, seca a boca. Massa de textura leve”
Sadia – Aparência 10 / Aroma 9 / Textura 10 / Sabor 10 – TOTAL – 39 – “Aroma de polvilho e de tostado não dá ideia de queijo. Massa com textura crocante”
Sô de Minas – Aparência 10 / Aroma 10 / Textura 10 / Sabor 9,5 – TOTAL – 39,5 – “Sabor equilibrado de polvilho e queijo. Boa crocância e um pouco salgado”
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Nenel Neto
Forno de Minas – Aparência 4,5 / Aroma 3,5 / Textura 5 / Sabor 4,5 – TOTAL – 17,5 – “Faltou suculência”
Maricota – Aparência 4,5 / Aroma 2 / Textura 3 / Sabor 4 – TOTAL – 13,5 – “Não tem aroma nenhum e não senti gosto de queijo”
Pif Paf – Aparência 6 / Aroma 7 / Textura 5 / Sabor 6,5 – TOTAL – 24,5 – “Senti o queijo no gosto, mas ele chega a incomodar no final”
Sadia – Aparência 8,5 / Aroma 5 / Textura 5,5 / Sabor 6 – TOTAL – 25 – “Aparência bonita, mas queria sentir mais gosto de queijo”
Sô de Minas – Aparência 8 / Aroma 3 / Textura 5 / Sabor 6 – TOTAL – 22 – “Pontinho bonitos na massa. Se tivesse mais gosto de queijo, talvez fosse o melhor”
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Pontuação total das marcas:
Forno de Minas – 73
Maricota – 62,5
Pif Paf – 84
Sadia – 89,5
Sô de Minas – 92,5

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FONTE: Estado de Minas.


10 hambúrgueres artesanais para conhecer e comer em Belo Horizonte

 

10 hambúrgueres artesanais para conhecer em Belo Horizonte
A capital mineira nunca teve tantas e boas opções do gênero

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Dois hambúrgueres, queijo, molho especial, cebola, picles, um pão com gergelim. Durante bastante tempo, esse foi o conceito de hambúrguer para muitas pessoas.
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Felizmente, nos últimos anos, Belo Horizonte passa por um momento de expansão de hamburguerias e o lanche feito na chapa quente volta a ter preferência no gosto do belo-horizontino.
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O sanduíche ganhou status de prato principal e acompanhamentos que vão além da batata frita. Com a explosão de estabelecimentos com roupagem artesanal ou cara de lanchonete retrô, já é possível passar um bom tempo comendo hambúrguer sem precisar apelar para as grandes cadeias de fast food.
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Após os excessos dos lanches gourmets – que, ainda bem, estão saindo de moda –, voltam a reinar nas mesas os sanduíches menos complicados, feitos para ser devorados com as mãos.
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Abra a sua mente para seguir este guia. Esqueça o colesterol, o nível do triglicérides ou qualquer outro nome científico apavorante. Nós, do caderno Territórios Gastronômicos, queremos, com o nosso pequeno guia de hambúrgueres especiais, ajudar a você que quer comer um lanche bem preparado.
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Escolhemos casas de várias regiões da cidade e que trabalham com diferentes métodos de preparo, montagem e ingredientes, para chegar perto da combinação e do gosto perfeitos. Bom apetite!
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– J. Thompson
Preço: R$ 24,90
Bebida: Itubaína Retrô
J. Thompson - James Burger
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Todos os hambúrgueres da casa começam com James. O James Thompson é uma espécie de “x-tudo gourmet” preparado de forma combinada, bem montada, bastante suculenta e primorosa, para agradar os mais gulosos. Música ambiente com rock internacional, estilo vintage, muitos James inspiradores nas paredes e um excelente atendimento. Escolha o seu James favorito e aproveite!
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James Burger
Endereço: Rua Sergipe, 1093 – Savassi
Horário de funcionamento: dom/qui: de 18 a 00h – sex: de 11h30 a 15h e de 18 a 02h – sáb: de 18 a 02h.
Telefone: (31) 3227-7821
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– The Boss
Preço: R$ 59,90
Bebida: Cosmopolitan
The Boss - Deli’s Handmade
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Uma pequena e aconchegante loja, bem na meiúca de Lourdes, abriga lanches de grandes sabores. A Deli’s apresenta a proposta de hambúrgueres artesanais e especiais ao seu extremo. A prova disso está no ‘The Boss’, que leva pão de brioche, blend de Wagyu (gado japonês) de 200g, queijo gruyère, ovo frito com a gema mole, sauté de alho poró e maionese trufada da casa.
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Deli’s Handmade
Endereço: Rua Antonio Aleixo, 591 – Lourdes
Horário de funcionamento: ter/dom: de 18h30 a 0h
Telefone: (31) 3564-6370
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– Lendário
Preço: R$ 66,90
Bebida: Milkshake de Bacon
Lendário - Bacon Paradise
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Há menos de dois anos em funcionamento e com três unidades, o Bacon Paradise conquistou um lugar cativo no estômago e no imaginário dos belo-horizontinos. É possível fazer um lanche completo com bacon na entrada, no burger, na sobremesa e na bebida! Quer um desafio: o lanche ‘Lendário’ leva 5 hambúrgueres de 200g (1kg de carne), 6 tipos de queijo, e bacon crocante.
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Bacon Paradise Santo Antônio
Endereço: Rua Montes Claros, 1004 – Anchieta / Rua Teixeira de Freitas, 475 – Santo Antônio / Avenida Mário Werneck, 3379 – Buritis
Funcionamento: ter/sáb: de 18h às 00h / dom: de 16h às 23h
Telefone: (31) 3327-4333 / 2531-1740 / 3377-6812
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– Tommy’s Verão
Preço: R$ 22,90
Bebida: Stella Artois
Tommy's Verão - Tommy's Burger
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Inspirada em lanchonetes do in­terior dos Estados Unidos da década de 50 e 60, com bancos e sofás vermelhos e quadros com fotos de pin-ups e de atores como James Dean, lanchar no Tommy’s Diner & Burger é como voltar no tempo. Nos sanduíches, o ingrediente de destaque é a carne, fornecida pela churrascaria Farroupilha Grill.
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Tommy’s Diner & Burger
Endereço: Avenida Olegário Maciel, 180 – Lourdes
Funcionamento: todos os dias: de 18h às 00h
Telefone: (31) 8857-4153
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– Blade
Preço: R$ 24,80
Bebida: Milkshakes de Nutela
Sholl's - Blade - Juliana Flister
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Casa no coração da Savassi traz decoração e sanduíches inspirados na Sétima Arte. Logo na entrada, uma tv de 70’’ já mostra um pouco do clima. Os hambúrgueres, verdadeiras estrelas da Sholl’s, são preparados com 160 gramas de carne fresca in natura, como o Blade, sanduíche com hambúrguer de cordeiro, creme de hortelã e muçarela de búfala.
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Sholl’s Fine Burger
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 1.238 – Savassi
Funcionamento: Seg/Qui: de 18h às 1h – Sex: de 18h às 4h – Dom: de 16h às 0h
Telefone: (31) 3077-9562
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– King Filé com Fritas
Preço: R$ 21
Bebida: Budweiser
King Filé com Fritas - Lord Pub
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Ambiente agradável, música de qualidade e clientela bonita. Esses são fatores que fazem do Lord Pub um dos lugares preferidos para quem quer curtir a balada em BH. Mas além do entretenimento, a comida também faz sucesso na casa. Com o King Filé com Fritas, você não precisa esperar a festa acabar para ficar de barriga cheia.
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Lord Pub
Endereço: Rua Viçosa, 263 – São Pedro
Funcionamento: qui a dom: de 21h às 5h
Telefone: (31) 3223-5979
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– Sinatra
Preço: R$31,30
Bebida: Wäls Dubbel
Duke´n´ Duke - Sinatra
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Considerada por muitos como a melhor casa de BH de hambúrgueres gourmet, o Duke´n´ Duke consegue transformar receitas tradicionais em lanches adorados e cultuados. O mafioso parmigiano, inspirado no Mr. Blue Eyes, leva burger empanado de picanha 180g, presunto, mussarela de búfala (finalizada com maçarico) e barbecue flambado em Jack Daniel’s.
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Duke´n´ Duke
Endereço: Rua Alagoas, 1470 – Savassi
Horário de funcionamento: 11h30/14h30 e 18h/0h (sex. até 2h; sáb. 12h/2h; dom. e feriados 12h/0h; fecha seg.)
Telefone: (31) 3264-9857
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– Ataque Cardíaco
Preço: R$ 29,90
Bebida: Chope artesanal Küd
Ataque Cardíaco - Rima dos Sabores
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Um lugar diferente, com pratos exóticos, cerveja de qualidade e ambiente super agradável. Assim se resume o Rima dos Sabores. Decorado com peças de artesanato produzidas de materiais reciclados, é especialista em carnes excêntricas. O Ataque Cardíaco assusta pelo nome e parece ser gorduroso. Apesar dos 2 hambúrgueres, das fatias de bacon, queijo e molho barbecue, ele fica bem leve devido à forma de preparo.
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Rima dos Sabores
Endereço: Rua Esmeralda, 522 – Prado
Funcionamento: ter/sab: de 18h à 0h
Telefone: (31) 3243-7120
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– West Burger
Preço: R$ 25,90
Bebida: Milkshake de Ovomaltine
West burger - Bistrô Burger
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O que antes era uma pequena e simples lojinha no Padre Eustáquio, agora virou uma grande e aconchegante burgueria no bairro. A decoração segue a temática dos anos de ouro do rock americano. Com um cardápio simples e direto, sem rodeio, o Bistrô Burger serve apenas hambúrgueres e batata frita. Ponto. Uma dica: a batata frita que vem temperada com pó de bacon.
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Bistrô Burger 
Endereço: R. Cel. José Benjamim, 615 – Padre Eustáquio
Horário de funcionamento: ter/dom: de 18h a 00h
Telefone: (31) 2514-0041
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– Yankee
Preço: R$ 21,90
Bebida: Coca-Cola
Yankee - J's Fine Burger
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Um pouco distante da rota ‘burgueria’ da região Centro-Sul, o J’s Fine Burger aparece como uma grata e saborosa surpresa na região do Santa Amélia. Instalada em uma área residencial, a lanchonete leva a sério a filosofia de servir lanches artesanais grandes e gostosos, com preços bem honestos. São ao todo 16 versões com recheios saborosos e carnes suculentas.
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J’s Fine Burger
Endereço: Rua das Canárias, 651 – Santa Amélia?Funcionamento: ter a quinta: de 18h às 5h – sex: de 18h à 1h30 – sáb e dom: de 16h à 1h30
Telefone: (31) 3443-8602
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FONTE: Hoje Em Dia.


Saiba como foram criadas as receitas mais típicas de Belo Horizonte e como sua história se relaciona com a da cidade
Pratos típicos

GastronomiaUm feijão-tropeiro modificado por truques de uma cozinheira de pensão. Um caldo de mocotó que faz flanelinhas e desembargadores dividirem o mesmo balcão. Uma refeição como outras tantas na cidade e que virou a matadora de fome oficial da madrugada. A comida de funcionário que ganhou apelido e virou o prato feito mais famoso da cidade. A improvável mistura de fígado de boi e jiló que não era para ser mais do que um petisco de feirantes. Eis as cinco receitas mais típicas de Belo Horizonte, que, despretensiosamente, ajudam a contar a história da capital mineira e a formar sua identidade cultural.

“Minha tia Lola tinha uma pensão onde ela mesma cozinhava. Quando foi convidada para ter um bar no Mineirão, no fim dos anos 1960, ela incrementou o tropeiro com o molho de tomate e o ovo frito inteiro, em vez de mexido. As pessoas pediam assim na pensão, como complemento da carne”, lembra Eliane Assis, que foi permissionária de bares (o de número 13 tornou-se o mais famoso) que serviram o prato no estádio até a reforma de 2010. Prevendo as mudanças que vieram em seguida, ela abriu o restaurante Tropeiro do 13 em 2005, no Bairro Planalto. Tudo para não deixar morrer a tradição, o que inclui o molho de tomate.

Tropeirão

Afinal, por que colocá-lo sobre o tropeiro, já que é um ingrediente sem qualquer relação com esse prato clássico mineiro? “Esse molho minha tia já fazia na pensão e era bem aceito. Como não havia como refogar couve para milhares de tropeiros no mesmo dia, ela punha o molho por cima da verdura crua para melhorar o sabor da couve”, revela Eliane. E com um detalhe: a chapa funcionava apenas para fritar os bifes de lombo, e Lola a raspava o tempo inteiro, acrescentando essas crostas saborosas ao molho. “O sabor era apurado ao longo do dia”, completa ela. Com a transferência para o Planalto essa técnica se perdeu. Quem comeu, comeu.

 Bolão se afastou do comando da cozinha e lamenta mudanças na receita de seu espaguete, que é parte do Rochedão, refeição que pesa 800g (ALEXANDRE GUZANSHE/em/d.a press)

Bolão se afastou do comando da cozinha e lamenta mudanças na receita de seu espaguete, que é parte do Rochedão, refeição que pesa 800g

LATINHA “Lá no Mineirão tinha alegria, contato com o torcedor. Quando o time virava o jogo, mudava o astral, mudava tudo. Era uma coisa doida, uma magia”, lembra Eliane, que ficava no caixa, enquanto a mãe, Vina, comandava a cozinha. Essa mágica tinha a ver também com o volume de trabalho: chegar às 5h para começar a vender tropeiro às 10h era comum. O recorde foi de 4,3 mil pratos servidos no mesmo dia, ocasião em que havia cerca de 90 mil torcedores no estádio. Mesmo com a considerável diminuição de fregueses, uma coisa não mudou: ainda vale como medida da farinha de mandioca a amassada e arranhada lata de castanha de caju dos anos 1970.

A sequência de preparo é: gordura de porco na panela, alho batido com sal, linguiça calabresa, torresmo sem pele frito, feijão carioquinha cozido (com um pouco do próprio caldo), deixa ferver, apaga o fogo, mistura a farinha, põe a cebola crua cortada fininha e a cebolinha e mexe tudo. “Mas com jeitinho, com o garfo, senão vira tutu”, ensina ela. E arremata: “Nosso tropeiro é mais molhado, vai com um pouco mais de caldo. Não que aquele mais seco seja ruim, mas aqui não vende, pois o pessoal gosta dele mais molhado”.

Você pode, querendo, experimentar a receita do blog AQUI!

CANECA DE MOCOTÓ  “A receita é a mesma, não mudamos praticamente nada”, garante Dênio Corrêa, o caçula dos cinco irmãos que se revezam há anos no preparo do caldo mais popular da cidade, o de mocotó do Nonô, com 51 anos de existência. Ele começou a ser servido no Barreiro, na época em que a instalação da siderúrgica Mannesmann ajudou a desenvolver a região. Era só uma barraquinha, mas a grande aceitação entre os operários encorajou Raimundo de Assis Corrêa, o Nonô, a abrir um bar ali perto, no Clube Colina, e, depois, no Centro, onde funciona até hoje.

É das poucas casas da cidade que funcionam 24 horas: abre segunda, às 6h, e só fecha sábado, à 0h. Três turmas de funcionários passam pela casa ao longo do dia. O caldo é feito até quatro vezes por dia, de acordo com a demanda. Faça frio ou calor, sempre há fregueses encostados no balcão para tomá-lo. “Está meio quente, então estamos usando 1,2 tonelada de mocotó para esta semana. Quando esfria, vendemos uns 60% a mais”, conta Corrêa. A cerveja preta Caracu é o acompanhamento tradicional, sendo que o bar é o maior vendedor da marca no país – são cerca de 5 mil latas por mês.

Sobre o caldo, é importante dizer que mocotó não é simplesmente mocotó. Na cozinha do local, esse corte bovino é separado de acordo com três categorias: unha, canela e panturrilha. Cada caneca leva um pouco de cada (esses pedacinhos são chamados de “barranco”) e cebolinha picada por cima. “Se a gente cozinhasse tudo direto, o gosto ficaria muito forte. Por isso fritamos o mocotó antes, o que elimina parte da própria gordura. O pessoal da roça não come assim, mas o da cidade não tem estômago para isso”, explica ele. A versão completa ainda leva dois ovos de codorna crus, que cozinham no calor do caldo.

TÁXI Refeições fartas, com arroz, feijão, batata frita, ovo, bife e macarrão existem aos montes pela cidade. Por que, então, a versão do Bolão, em Santa Tereza, tornou-se tão famosa? “Os taxistas foram os primeiros a comer isso e pode saber que lugar em que vai muito taxista é bom. Eles é que foram fazendo o boca a boca. Ficou famoso por causa disso e por funcionar de madrugada, apesar de hoje a casa fechar mais cedo. A gente acompanhava o funcionamento do cinema, que ficava do outro lado da praça, e fomos esticando o horário”, conta o fundador da casa, José Maria Rocha, o Bolão.

Ele é criador do Rochedão, servido desde o início dos anos 1980. Tudo começou com o espaguete. “Aqui no bairro tinha um bar que servia espaguete e, quando fechou, os fregueses pediram para que eu fizesse. Já era servido assim, com o molho separado da massa”, lembra. Com o crescimento da casa, o cardápio passou a ter, além de petiscos, refeição, que sempre chegou à mesa com a massa à parte. As batatas fritas (nunca das congeladas) foram o último item a ser acrescentado a um prato que totaliza cerca de 800g.

Atualmente afastado da direção do bar por problemas de saúde, Bolão se queixa das mudanças que a receita do espaguete sofreu com o tempo. O principal problema, diz, foi a troca da massa com ovos pela de grano duro: “Gosto dela mais macia, e hoje ela é mais firme. Além disso, o molho não gruda nela direito”. Também lamenta que o molho não seja mais feito da forma como o concebeu: sem tomate fresco (só o extrato enlatado), com “tempero normal” (alho batido com sal) e acém moído. Mesmo assim, ele ainda gosta de ficar sentado na porta do restaurante cumprimentando clientes praticamente sem parar.

Operário-padrão
Pratos improvisados para atender os funcionários do café palhares (Kaol) e feirantes do Mercado central (Fígado com Jiló) acabaram se tornando clássicos da cidade
O boteco Valadarense, no Mercado Central, que serve fígado com jiló há mais de 40 anos. Receita surgiu para atender trabalhadores do local (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O boteco Valadarense, no Mercado Central, que serve fígado com jiló há mais de 40 anos. Receita surgiu para atender trabalhadores do local

Nenhum dos pratos tipicamente belo-horizontinos é resultado de uma ação premeditada ou uma grande ideia que de repente foi colocada em prática na cozinha. Nesse sentido, chamam a atenção as origens de dois deles, o Kaol, do Café Palhares, e o fígado de boi com jiló do Mercado Central. Definitivamente, não era para se tornarem as duas mais emblemáticas receitas da cidade, mas quis o destino (e a freguesia) que fosse assim. A primeira surgiu como comida de funcionários; a segunda, um petisco improvisado de feirantes.

“Nos anos 1960 e 1970, o mercado era o principal centro abastecedor da cidade, com um abatedouro em funcionamento. Abria cedo e não havia restaurantes no entorno. Os feirantes pegavam os miúdos e levavam para os bares”, conta José Agostinho Oliveira Quadros, presidente do Mercado Central e comerciante por lá há 50 anos. O jiló, diz ele, provavelmente entrou no petisco por ser dos ingredientes mais baratos na época. Assim, tornou-se o tira-gosto mais famoso da capital mineira, servido por praticamente todos os bares do local.

Já Ronaldo Marques, gerente do bar Fortaleza, um dos vários balcões onde se pode comer essa combinação de sucesso, conta versão um pouco diferente. “A história que sei é que dois açougueiros do mercado chegaram num dos bares com jiló e pediram para prepará-la com carne de porco. O fígado foi sacada do dono do bar, com certeza, por ser mais barato que a carne de porco. Era um prato de açougueiro para açougueiro”, relata ele, que já vendeu de quase tudo no local e há 15 anos comanda a chapa em que é preparado o petisco.

KAOL O fato de ter sido batizado pelo jornalista e compositor Rômulo Paes confere pompa ao Kaol, o prato feito que ajudou a construir a fama do Café Palhares, inaugurado em 1938, no Centro. Entretanto, originalmente, ele era a comida dos empregados que trabalhavam no bar à noite, na década de 1950. “De madrugada, eles faziam um prato com arroz, ovo e linguiça. Como o bar era pequeno, comiam por perto e todo mundo via. Os fregueses começaram a querer também e foi assim que começou”, conta João Lúcio Ferreira, um dos proprietários.

Funcionário do Palhares prepara o Kaol, que inclui arroz, farofa de feijão, couve, ovo, linguiça, torresmo e molho (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Funcionário do Palhares prepara o Kaol, que inclui arroz, farofa de feijão, couve, ovo, linguiça, torresmo e molho

Inicialmente, o prato era servido só à noite. Na década seguinte, passou a ser oferecido também no almoço. “Nessa época, era servido num prato de papelão e o pessoal sentava no meio-fio para comer. Aqui só foi ter lugar para sentar depois da reforma, nos anos 1970”, lembra ele. O público boêmio aprovou a receita, frequentemente pedindo cachaça para acompanhar. Por motivo que segue desconhecido por Ferreira, o “c” virou “k” na hora de usar as iniciais dos ingredientes para batizar o prato. Ele aproveita para esclarecer que, na verdade, esse apelido foi criado com a participação de seu pai, João.Hoje, são nada menos que 400 pratos servidos por dia. Com o tempo, outras guarnições pedidas por fregueses foram adicionadas definitivamente ao prato, como couve, farofa de feijão, torresmo e molho de tomate. O molho da casa não leva tomate fresco, mas extrato enlatado, e ajuda a deixar o prato menos seco, a exemplo do que é feito também em outro clássico da cidade, o feijão-tropeiro do Tropeiro do 13.

“A gente colocava um tomate por cima do prato e depois resolveu trocar por esse molho. Na época, servíamos muito sanduíche de pernil e de linguiça, sempre com esse mesmo molho. Já o tínhamos pronto na casa. Muita gente disse que não tinha nada a ver, mas que tinha ficado gostoso”, resume Ferreira. O orgulho maior da casa é a linguiça, produzida diariamente na sobreloja, desde a década de 1970, e que faz com que um certo freguês pague a conta, dê uma volta no quarteirão e volte para sentar-se na outra ponta do balcão para comer um segundo Kaol, tentando não se passar por guloso diante dos garçons.

FONTE: Estado de Minas.


Pão de queijo: iguaria criada no século 18 tem data comemorativa

 

Pão de queijo - Forno de Minas
O pão de queijo responde por 80% do faturamento da Forno de Minas; são 26 tipos da iguaria

Falar de Minas sem falar de pão de queijo é tarefa quase impossível. Tradicional na mesa dos mineiros, acompanhado de café quentinho e água na boca, o item ganhou até um dia para chamar de seu: 17 de agosto.

A tradição começou no século 18, pelo fato de Minas Gerais não ser um grande produtor de trigo. A receita a base de polvilho doce, leite e ovos se popularizou e virou o pão dos mineiros. “Tornou-se cultural, como se fosse o arroz com feijão. A presença do pão de queijo era obrigatória, fazia parte do menu”, afirma o chef de cozinha e professor do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una, Edson Puati.

O chef e dono do restaurante Xapuri, Flávio Trombino, aprendeu a receita com a mãe, dona Nelsa. “Minha mãe é paulista e aprendeu a receita quando veio morar em Minas, ao pés da Serra da Canastra, em Lagoa da Prata”, conta. “O pão de queijo está para a cozinha mineira assim como o acarajé está para a baiana”, compara.

Ao longo dos anos, novas formas de comer pão de queijo apareceram. Para o professor Edson Puati, uma das grandes vantagens é a diversidade. “Pão de queijo com mandioca, com beterraba, batata doce… As possibilidades são infinitas a partir da base do polvilho”.

Até os alemães deleitaram-se com a especialidade do Estado durante a Feira do Livro de Frankfurt, no ano passado. O sabor mineiro foi levado pelo chef Ari Kespers, que dá sua receita, logo abaixo, assim como o chef Eduardo Avelar. “É como comer uma cultura”, afirma Avelar, colunista do Hoje em Dia.

Faturamento de dar água na boca

Na data em que se celebra o Dia do Pão de Queijo, Forno de Minas e Pif Paf, duas tradicionais marcas alimentícias mineiras, comemoram um faturamento de dar água na boca. Entre 2012 e 2013, as empresas registraram altas de 38,3% e 25%, respectivamente, exclusivamente no que diz respeito à venda da iguaria que é símbolo de Minas Gerais. Para este ano, apesar de a economia patinar, a previsão é de continuar crescendo, com elevações de 35% e 25%, na mesma base de comparação.

Para atingir o crescimento, a Forno de Minas investiu R$ 40 milhões em ações de atração do cliente e maquinário para a fábrica. O aporte foi realizado entre o início de 2013 e junho de 2014.

A empresa fabrica 1,8 tonelada de pães de queijo congelados por mês e comercializa o produto em todo o país. Oito por cento da produção é exportada para Chile, Uruguai, Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. “Agora, estamos prospectando a Colômbia”, afirma o diretor Comercial da companhia, Vicente Camiloti.

Ele explica que a companhia possui 26 tipos diferentes do produto, destinados a mercados diversos, como escolas, lanchonetes, residencial, entre outros. “O pão de queijo é um item democrático. Você entra em uma lanchonete muito humilde e lá está ele. Entra em um estabelecimento mais requintado e também o encontra”, diz. O produto responde por mais de 80% do faturamento da empresa.

Pif Paf

Para atrair uma gama maior do público, a Pif Paf lançou, no ano passado, o pão de queijo sem lactose. “Muitas pessoas que têm intolerância à substância, ou que fazem dietas de restrição, agora podem consumir. Com isso, cativamos um público grande”, afirma o diretor comercial da empresa, Edvaldo Campos.

Hoje, o pão de queijo representa cerca de um terço do consumo das massas comercializadas pela marca. Entre elas, lasanha, pizza, escondidinho e penne ao molho. Além de atender ao mercado local, a Pif Paf exporta para Ásia, Europa e América do Norte.

Além do presunto com muçarela

O sucesso do “pão mineiro” é tanto que a franquia Pão de Queijaria, inaugurada há pouco mais de um ano em Belo Horizonte, resolveu apostar no prato como carro-chefe do negócio e incrementar a mistura de polvilho e queijo com 14 opções de recheio.

“O público gostou muito da ideia, achou diferente, porque estava acostumado a rechear apenas com presunto e muçarela. Pão de queijo igual ao daqui as pessoas nunca viram”, afirma o proprietário Rogério Araújo.

FONTE: Hoje Em Dia.


”Libertadores da Cerveja” »

Evento em BH premiou as melhores cervejas do continente

Marcas de Minas Gerais voltam a ter destaque internacional na South Beer Cup

Cervejaria Wals levou quatro medalhas, sendo uma de ouro e uma de prata (Facebook / Divulgação)

Cervejaria Wals levou quatro medalhas, sendo uma de ouro e uma de prata

Belo Horizonte foi o palco do que pode ser chamado de a “Libertadores da Cerveja”, no último

 fim de semana. A South Beer Cup é um concurso que premia anualmente as melhores cervejas artesanais da América do Sul. Realizada alternadamente em Blumenau e na Argentina, o evento teve a capital mineira como sede em 2014 e as cervejarias locais novamente tiveram destaque internacional.

Foram 85 cervejarias de oito países concorrendo nas 40 categorias. Entre as mineiras, a Wals

foi a que conquistou o maior número de medalhas. Foram quatro, sendo uma de ouro, com a Petroleum, na categoria Imperial Stout, duas de bronze, com a Niobium e a Wals Wit, nos

estilos Imperial Ale e Belgian Witbier, respectivamente, além da medalha de prata com a

Dubbel, na categoria Belgian Ale. Lembrando que a Dubbel da Wals levou o ouro na

World Beer Cup, que premiava as melhores cervejas do mundo, em abril, nos

Estados Unidos. 

SAIBA MAIS…

  • Cervejas produzidas em Belo Horizonte e região conquistam prêmios importantes

A Kud, de Nova Lima, também foi premiada

com a prata na categoria Poter & Brown Ale,

pela Run Rabbit Run, lançada especialmente

para a Páscoa. “Ficamos muito felizes com

esse reconhecimento, foi uma cerveja que fizemos com nosso conceito, especialmente para

a Páscoa e deu muito certo”, disse Bruno Parreiras, responsável pela cervejaria. Na mesma categoria, a Taberna do Vale, também de Nova Lima, levou o bronze com sua Brown Ale.

Foi o primeira vez que a marca participou do concurso.

Cerveja Ouro Preto foi medalha de ouro (Facebook / Reprodução)

Cerveja Ouro Preto foi medalha de ouro

Também sediada na Região Metropolitana de BH, a Falke Bier levou o prêmio máximo com a Ouro Preto, na categoria European Dark Lager, além do bronze com a Vivre pour Vivre, do estilo Hybrid Beer. A Backer completou o time das mineiras vencedoras na South Beer Cup, levando a medalha de ouro na categoria Wood & Barrel Aged, com a cerveja Bravo. A marca ainda aproveitou o evento para lançar a Brazuca, uma pilsen feita especialmente para a Copa do Mundo.

A South Beer Cup aconteceu no último sábado, 24, no Expominas, paralelamente à Brasil Bier e à Expocachaça. O evento reuniu diversos produtores de todo o Brasil. Além da exposição e degustação das bebidas, também foram realizados workshops e palestras voltados para o mercado cervejeiro.


 

“Já to inno” é o grande vencedor do Comida Di Buteco 2014

"Já to inno" é o grande vencedor do Comida Di Buteco 2014
A receita vencedora do bar “Já to inno” foi o “Jeitinho Mineiro”

Após uma maratona de 30 dias de muita ‘butecagem’, já é conhecido o vencedor do Comida Di Buteco 2014. O bar “Já to inno”, localizado na Rua Benjamin Dias, 379, Barreiro, foi o grande campeão da edição desse ano. A receita vencedora foi o “Jeitinho Mineiro”, composta por filé mignon suíno, recheado ao molho especial a acompanhando por madioca na manteiga e torrada de alho poró. Em segundo lugar ficou com Koqueiro’s Bar, o terceiro com André Caldos, o quarto lugar foi para o Bar do Dedinho e a quinta colocação ficou com Em Canto – Bar Du Beto.

A capital dos bares, como é conhecida Belo Horizonte no cenário nacional, poderá ter uma ‘edição temática’ na próxima edição, a 16ª do concurso gastronômico Comida di Buteco, em abril do ano que vem. A organizadora do evento, Maria Eulália Araújo, conhecida como ‘gestora de botecos’ prefere faz segredo sobre os detalhes da novidade, que deverá ser anunciada daqui a dois meses. Ela promete, no entanto, que será uma ideia para incentivar a criatividade dos donos de bares concorrentes.

“Já tivemos ingredientes fixos para montar os pratos em cinco edições, para estimular a pesquisa, e este ano deixamos livre, porque muitos dos frequentadores comentaram que os tira-gostos estavam muito parecidos. Para o ano que vem, ainda não posso dizer muita coisa, mas pensamos em ter um grande tema que dê margem para a criação dos pratos”, afirma. Ela comemorou, ontem, a alta de 52% das vendas dos botecos participantes nas 16 cidades que realizam o evento: BH, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Belém, Uberlândia, Manaus, Salvador, Campinas, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Goiânia, Montes Claros, Ipatinga, Poços de Caldas e Juiz de Fora. “A dinâmica do concurso favorece o fluxo de pessoas nos bares, é uma plataforma de trannsformação social. Bares pequenos passam a contratar mais com seus fornecedores, contratam mão-de-obra e fazem com que a acada ano o concurso cresça”, acrescenta Maria Eulália.

Nos 31 dias do concurso, 45 botecos participaram do concurso e puderam eleger seus favoritos. Na festa de encerramento, realizada ontem no Largo da Saideira, no Bairro União, Região Nordeste, cerca de 10 mil pessoas, segundo a organização do concurso, compareceram aos shows de Monobloco e Zeca Pagodinho e tiveram a oportunidade de provar os tira-gostos concorentes, vendidos em pequenas porções a R$ 10. No local, foram vendidos ainda cervejas, com preços de R$ 6 a R$ 9, água (R$ 4) e doses de champanhe e uísque, a R$ 15 e R$ 10. Os preços dos alcoólicos receberam críticas, por exemplo, das belo-horizontinas Renata Racioppi, administradora, 33 anos, e da amiga Marcela Horta, empresário, de 31 anos. “Acabamos de chegar de uma praia no Rio de Janeiro e lá vendia um latão de cerveja a cinco reais. Aqui não vai dar para beber muito, por conta do preço, mas o tira-gosto está com um preço justo”, observa Renata.

Mineira de Itaúna, Thereza Freitas Cerqueira aproveitou a passagem por Belo Horizonte para comemorar o aniversário com o filho, levando cerca de dez familiares para a festa Saideira. Apreciadora de kafta, queijo, peixe e carne, ela aprovou a variedade dos ingredientes dos tira-gostos apresentados este ano. “Minha nora que me chamou, vim para prestigiar meu filho e estou gostando muito da diversidade dos pratos e temperos. Comi filezinho com queijo, espetinho de carne com peixe e uma kafta decorada como a Igrejinha de São Francisco, um dos pontos turísticos de BH”, disse.

O criador do prato que remete à Igreja da Pampulha, André Castro, do Bar André Caldos, do Bairro Palmeiras, conta que teve a ideia enquanto aguardava um amigo para um encontro de carros antigos na região, observando um dos patrimônios de BH, projetavda pelo arquieteto Oscar Niemeyer e conhecida mundialmente. “Eu já estava em busca de um desenho para o meu prato do Comida Di Buteco, que é a primeira vez que eu participo, e fiz um rabisco no papel. Pedi a outro amigo serralheiro que fizesse seis formas e estamso servindo kafta com queijos na estrutura da igreja em um prato quadrado, para dar a ideia de um quadro. E tem o verde e amarelo para lembrar a Copa do Mundo, com o nome São Chiquinho”, comenta. Para o empresário, o evento fortalece a “cultura butequeira” da população de BH e em seu estabelecimento, o aumento das vendas com a participação no concurso foi de cerca de 70%. “Brilha a culinária mineira e desperta o amor em nós, para montarmos os pratos e servirmos os clientes. É arte, serviço e trabalho”, acrescenta.

Para a gestora de Recursos Humanos Prscila Reis de Carvalho, 31 anos, que frequenta o Comida Di Buteco desde seus 20 anos de idade, além dos tira-gostos, o concurso acertou na escolha das atrações musicais. “Todo ano eu venho, esse está o melhor de todos, agradando muito. Os bares ficamo cheios durante o calendário do festival e eu não consegui ir em alguns. Aqui, na festa Saideira, tenho essa chance. E adoro samba, foram ótimas escolhas de shows”, disse. Um das amigas dela, Sarah Luz Ramos, de 27 anos, analista de sistemas, reclama da mudança do locfal da festa de encerramento, antes realizada na Pampulha, e da dificuldade de achar vaga para estacionar o carro. “Gostava mais quando era na Pampulha, não gosto muito do trânsito da Av. Cristiano Machado,e custei a achar lugar para estacionar. Não pude nir aos bares e vim pela primeira vez no encerramento. Estou gostando muito da organização”, conta.

No caso da empresária Carla Beatriz Duca, dona do bar “US Motoca”, ponto de encontro de motociclistas no Bairro Camargos, mais que um concurso, o Comida di Buteco inaugurou uma nova fase na vida dela. Duas semanas antes do início do concurso, que teve início dia 11 de abril, seu estabelecimento foi incendidado após um assalto e ela precisou demitir funcionários e fechar o restaurante que mantinha no mesmo lugar do bar. “Cheguei a comunicar aos organizadores que eu não teria condição de participar, mas eles me incentivaram e consegui um patrocínio suficiente para refazer o telhado e ajeitar os banheiros. Reabri uma semana depois do incêndio e hoje estou aqui. Fiquei em uma barraca longe das mesas, mas está tudo ótimo, só de eu ter conseguido me reerguer e estar aqui. Só tenho a agradecer o apoio”, diz, emocionada. O prato apresentado por ela foi batizado de “Travesseiro de lombo ao molho dos sonhos”, umk bife de lombo com mussarela ao molho tártaro, acompanhado por torradas.

FONTE: Hoje Em Dia.


Sem divulgar, McDonald’s vende arroz e feijão no Brasil

Prato tradicional é oferecido nas lojas próprias da rede desde 2010.

Segundo rede, prato não é anunciado por não fazer parte da ‘estratégia’.

 

Prato com arroz e feijão vem acompanhado de farofa, hambúrguer, salada e fruta (Foto: Anne Barbosa/G1)Prato com arroz e feijão vem acompanhado de farofa,
hambúrguer, salada e fruta

Praticamente ninguém sabia, mas é possível comer arroz e feijão nas lojas McDonald’s do Brasil desde 2010, informou nesta terça-feira (13) a Arcos Dorados, controladora dos restaurantes da rede no Brasil e na América Latina.

O “item secreto” do cardápio foi confirmado pela empresa após reportagem da “Bloomberg” revelar que a rede possui uma lista de pratos executivos com arroz e feijão que fica escondida embaixo do balcão somente para os clientes que solicitarem.

Procurado pelo G1, o McDonald’s informou que os pratos executivos com arroz e feijão são comercializados desde 2010 nos restaurantes próprios da rede, desde que solicitados pelo cliente.

“Servimos para o cliente o que servimos internamente e vice-versa. O prato, no entanto, não é e nem deve ser anunciado pela loja, já que não faz parte da ‘estratégia de marketing’ e nem é a especialidade do McDonald’s”, disse, em comunicado, Ana Apolaro, diretora de recursos humanos do McDonald’s.

Com o título “O lanche feliz brasileiro que o McDonald’s não quer mostrar”, a reportagem da Bloomberg afirma que o McDonald’s passou a fornecer o prato depois que funcionários rejeitaram o cardápio regular de hambúrgueres e batata frita nos intervalos do expediente e apresentaram uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho.

Segundo a agência de notícia, ainda que os pratos executivos sejam mantidos em segredo, eles estão à venda para evitar as críticas de que a rede esteja servindo refeições especiais aos funcionários que os clientes não podem comprar.

Além do arroz com feijão, cada prato executivo vem com a opção dos hambúrgueres de frango, peixe ou carne bovina servidos no cardápio regular e uma salada. Segundo o McDonald’s, a refeição custa R$ 23.

A reportagem da Bloomberg lembra que, em 2012, um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público do Trabalho exigiu que a operadora Arcos Dorados fornecesse refeições tradicionais sem custo a seus funcionários para solicitar a redução do imposto de renda.

Presente em mais de 100 países, o McDonald’s tem procurado oferecer comida adaptada aos gostos locais. Na China, por exemplo, são oferecidos pratos com arroz. Em Hong Kong, o cardápio inclui bolo de feijão vermelho. Veja exemplos

Como patrocinadora da Copa do Mundo, o McDonald’s lançou neste mês uma linha de sanduíches com ingredientes para homenagear 7 países participantes: Brasil, Argentina, Espanha, França, Itália, Alemanha e Estados Unidos.

VEJA AQUI A ORIGEM (COMO NASCEU O PRATO)!

FONTE: G1.

Vídeo: testamos o pê-efe do McDonald’s

Repórter  foi a uma unidade da rede de fast food para comprar e experimentar o desconhecido (mas existente) prato feito; veja o que nós achamos da refeição

 

Se a mão pesa no sal das clássicas batatas fritas, carecem de tempero, cozimento ideal e sabor o tão misterioso prato de arroz com feijão do McDonald’s. Missão dada, nossa reportagem foi à unidade da rede na avenida General David Sarnoff, na Cidade Industrial, em Contagem – bem pertinho da sede do jornal, para testar o produto. Se o atendimento é bom e ‘rápido’, o produto é caro e peca no sabor.

A compra
Pedi o pê-efe à primeira atendente de caixa que vi. Ela não conhecia (me indicou um McDonald’s Premium Salad Grill) e eu insisti no prato simples. A moça chamou um moço, que chamou um gerente. Esse sim deu andamento ao pedido, que se chama Break e é composto, além do arroz e feijão, por farofa, batata frita, salada e carne (varia; na quarta é Fish – o peixe empanado). Para compensar a ausência de acompanhamento de refrigerante ou suco, a refeição vem com uma banana. Saudável, né?

O preparo
Durante a espera entre o pedido e a entrega (exatos nove minutos; a loja estava vazia às 14h30), fiz algumas perguntas, sem me identificar como jornalista. Descobri que em um ano e sete meses de funcionamento daquela franquia, apenas cinco ou seis pessoas pediram a comidinha. É pouquíssimo para uma empresa que quase não fecha as portas e ainda tem drive-thru. Enquanto preparavam o prato, no fundo da loja, os outros atendentes me olhavam como se eu fosse um ET: afinal, quem é esse cara que pede um pê-efe no McDonald’s?

O mistério
O desconhecimento do prato executivo (como ele é chamado pelos funcionários) não é por acaso: nem no site oficial da rede há a informação sobre a existência do tal Break. O preparo, aliás, só pode ser feito pela gerente geral, seja para clientes ou para os funcionários. Esse, inclusive, é o motivo para a existência da refeição: ele passou a existir, em 2010, porque os colaboradores reclamaram na Justiça que não queriam almoçar ou fazer lanches com hambúrgueres.

O McDonald’s afirmou, em nota, que não divulga e nem divulgará o prato pois não “faz parte da ‘estratégia de marketing’ e nem é a especialidade” da empresa.

A entrega e a conclusão
Com o prato pronto, trouxe para a redação para experimentar. O peso da refeição nenhum funcionário soube informar, mas é pesadinho. O preço, salgado: R$ 23,00. E o sabor? Assista ao vídeo!

Por esse preço, eu realmente preferiria comprar um pê-efe em outros lugares. No Mixido, na Savassi, na região Centro-Sul de BH, o ‘mineiro’ sai por R$ 19,00, com lombo, linguiça, ovo, arroz, feijão e couve com alho. Já no Chopp da Fábrica, o ‘mixidão’ vem com arroz, feijão, couve, ovo, carne desfiada, linguiça especial e torresmo e é vendido por R$ 16,30. Outra opção é o Bolão, em Santa Tereza, na região Leste: o pê-efe lá vem com arroz, feijão, macarrão (espaguete), carne (à escolha) e ovo. O valor? R$ 18,50.

Serviço

McDonald’s (filial visitada)
Avenida General David Sarnoff, 1000, Cidade Industrial – Contagem

Mixido Bar e Restaurante
Avenida do Contorno, 5602, Savassi – (31) 3221-0886

Chopp da Fábrica
Avenida do Contorno, 2736, Santa Efigênia – (31) 3241-1766

Bolão de Santa Tereza
Praça Duque de Caxias, 288, Santa Tereza – (31) 3482-4433

FONTE: O Tempo.


Cervejas produzidas em Belo Horizonte e região conquistam prêmios importantes e já podem ser encontradas facilmente em lojas e bares da cidade. Fábricas estão abrindo as portas para degustação

 

Na fábrica da Wäls é possível conhecer todo o processo de produção, provar as cervejas e degustar pratos e petiscos (Fotos: Paula Huven/Esp. EM/D. A Press)
Na fábrica da Wäls é possível conhecer todo o processo de produção, provar as cervejas e degustar pratos e petiscos

Os prêmios que a cervejaria belo-horizontina Wäls conquistou recentemente na World Beer Cup, nos Estados Unidos, impressionaram (foi a primeira vitória de brasileiros na competição) e jogaram ainda mais luz na já comentada cena cervejeira mineira. Entretanto, não é de hoje que os produtores locais vêm fazendo bonito. Amadores se profissionalizaram, fábricas pequenas apostaram na segmentação e marcas maiores se consolidaram no mercado. Nesse momento, a evolução entra num segundo estágio, no qual é cada vez mais fácil beber as cervejas produzidas aqui.

O público vem acompanhando com interesse o crescimento e diversificação da oferta de cervejas produzidas em Belo Horizonte e arredores. Como resultado, esses rótulos tornaram-se fáceis de achar não apenas em supermercados, mas também em bares e restaurantes (especializados ou não), sendo motivo de festivais, concursos de cervejeiros caseiros e passeios por fábricas. A nova etapa inclui fábricas estruturadas especificamente para visitação (e com bares próprios) e iniciativas muito criativas.

Virgílio de Barros, Daniel Pinheiro, Paulo Patrus, Humberto Ribeiro e Fabrício Bastos: cervejeiros se unem para fortalecer mercado local (Paula Huven/Esp. EM/D. A Press)
Virgílio de Barros, Daniel Pinheiro, Paulo Patrus, Humberto Ribeiro e Fabrício Bastos: cervejeiros se unem para fortalecer mercado local


Nesse quesito, destaca-se a Inconfidentes, espécie de cooperativa que reúne na mesma fábrica, no Jardim Canadá, em Nova Lima, as cervejarias Grimor, Jambreiro e Vinil. Além de diminuir custos ao compartilhar a mesma estrutura, eles resolveram usar uma Kombi como bar móvel. O veículo foi originalmente comprado para fazer carretos, mas hoje só roda com barris e chopeiras. “A gente é que serve e explica sobre os chopes. Ter contato direto com o consumidor é muito bom”, afirma Paulo Patrus, proprietário da Grimor.

Sempre nos últimos fins de semana de cada mês, a Kombi da Inconfidentes fica estacionada em frente a loja Confraria do Malte, no Mangabeiras, servindo dois chopes de cada uma das três cervejarias. Os chopes custam, em média, R$ 5 (cada), incluindo variedades como a amber lager Grimor 3, a american brown ale Badil (da Jambreiro) e a de trigo Baba (da Vinil). O carro também costuma bater ponto no bar Vintage 13, na Savassi, e em eventos cervejeiros. Fora isso, os rótulos estão disponíveis (em garrafa) em lojas como Confraria do Malte e Mamãe Bebidas e em cada vez mais bares.

Tour cervejeiro

Dia 17, o cervejólogo Rodrigo Lemos promove mais um Beer Tour, tradicional passeio guiado por ele por algumas das principais cervejarias de BH e arredores. Desta vez, estão no roteiro as fábricas da Falke Bier e da Wäls. A programação começa com café da manhã cervejeiro, às 8h30, e inclui visitas guiadas, degustações de mais de 10 cervejas, almoço e transporte. O preço é de R$ 200 por pessoa, com saída da Praça da Savassi e retorno por volta das 16h. Informações: rjlemosarq@yahoo.com.br.

Exigente e seletivo
O Haus München é tradicional reduto de apreciadores da bebida em BH. A casa recentemente incluiu em sua carta de cerveja – já com mais de 200 variedades – todos os rótulos produzidos pela Inconfidentes. A produção mineira pode ser encontrada em outros bares, como Grampa’s Attic, Adriano Imperador da Cerveja, Rima dos Sabores, Mercearia Mello, Duke’n’Duke, Stadt Jever (comprado pelo Wäls), Seu Romão, Jângal, CCCP e Vintage 13.

Nesse último, o cardápio conta com quase todas as marcas mineiras. “O pessoal está ficando mais exigente e seletivo, aderindo com força a cerveja artesanal. Quando a gente avisa que vai ter chope Küd, por exemplo, muita gente vem só por causa disso. As pessoas estão indo atrás das cervejas que querem tomar. O legal é que não temos exclusividade com ninguém”, avalia Lobão, proprietário do Vintage 13, que também funciona como butique voltada para apreciadores de rock, tatuagem e motociclismo.

Entre garrafas de marcas mineiras como Bäcker, Vinil, Grimor, Jambreito, Küd, Falke Bier, Áustria e Wäls, há cervejas a partir de R$ 10, mas as mais vendidas ficam entre R$ 25 e R$ 30. Para acompanhar, a cozinha prepara petiscos como a costelinha defumada ao molho de goiabada e acompanhada por batatas com pimenta calabresa e chucrute (R$ 37,70, para duas a três pessoas) e sanduíches de salsichão (entre R$ 15,90 e R$ 18,90, com recheios como queijo, cebola caramelizada no uísque e chucrute).
Da fonte para o consumidor
Para quem quer beber literalmente na fonte, a cena mineira disponibiliza cada vez mais fábricas capazes de receber visitantes para rodadas da cerveja mais fresca que se pode querer. Uma das pioneiras nisso é a Küd, no Jardim Canadá, em Nova Lima, que desde ano passado recebe apreciadores em seu brew pub (como são chamados os bares dessas fábricas). “Começamos a produção de forma caseira, em 2008, e em 2010 inauguramos a fábrica, com arquitetura já pensada para receber visitantes”, diz Bruno Parreiras, um dos quatro sócios. Atualmente, são produzidos seis cervejas por lá, como a witbier Tangerine.

No bar, que funciona nas noites de terça a sexta e o dia inteiro nos fins de semana, o público encontra petiscos como a porção de moela com pão feito no local com malte usado na produção da cervejaria (R$ 14,50) e pratos, a exemplo do frango com quiabo e da feijoada (cada um a R$ 42, ambos servindo duas pessoas). Os chopes custam entre R$ 7 e R$ 12 (330ml, cada). As visitas guiadas à fábrica são realizadas aos sábados, incluem café da manhã, degustação de cervejas e almoço, custam R$ 80 (por pessoa) e devem ser agendadas pelo e-mail bpk@cervejariakud.com.br.

Outras fábricas estão seguindo essa tendência. A Bäcker, por exemplo, anuncia para agosto o início das visitas a sua fábrica, no Bairro Olhos d’Água, onde será montado também um restaurante, já batizado de Templo Cervejeiro, funcionando em conjunto com loja de cervejas e souvenires e sala para degustação e treinamento. “O cardápio será direcionado para cerveja, utilizando ou não a bebida no processo, e estará aberto para almoço e jantar”, adianta Paula Lebbos, diretora de marketing da empresa.

A Krug Bier e a Taberna do Vale também estão se preparando para receber amantes da cerveja em suas instalações e a Wäls abriu um brewpub há alguns meses em sua fábrica, no Bairro São Francisco. Lá, mas somente aos sábados (das 11h às 17h), o visitante pode conhecer todo o processo de produção da marca e, no bar ao lado, experimentar qualquer cerveja da casa (12 das 14 são oferecidas também como chope, entre R$ 7 e R$ 20 cada) com petiscos. Na saída, há loja com todos os rótulos à venda.

ONDE IR

 ADRIANO IMPERADOR DA CERVEJA  
Rua Cristina, 1.270, Santo Antônio. 
(31) 3586-9066.

 CCCP
Rua Levindo Lopes, 358, Savassi. 
(31) 3582-5628.

CONFRARIA DO MALTE  
Av. Bandeirantes, 406, Sion. 
(31) 3245-5077.

DUKE’EN’DUKE 
Av. Augusto de Lima, 245. 
(31) 3567-7570.

GRAMPA’S ATTIC  
Rua Major Lopes, 470, São Pedro. 
(31) 3243-2906.

JÂNGAL  
Rua Outono, 523, Cruzeiro. 
(31) 3653-8947.

KÜD  
Rua Kenton, 36, Jardim Canadá. 
(31) 3581-3894.

HAUS MÜNCHEN  
Rua Juiz de Fora, 1.257, Santo Agostinho. (31) 3291-6900.

MAMÃE BEBIDAS
Avenida do Contorno, 1.955, Floresta. (31) 3213-9494.

MERCEARIA MELLO  
Rua do Ouro, 331, Serra. 
(31) 3221-4022.

RIMA DOS SABORES 
Rua Esmeralda, 522, Prado. 
(31) 3243-7120.

SEU ROMÃO  
Rua São Romão, 192, Santo Antônio. 
(31) 3786-4929. 

STADT JEVER 
Av. do Contorno, 5.771, Cruzeiro. 
(31) 3223-5056.

VINATGEi 13
Rua Antonio de Albuquerque, 382 D, savassi. (31) 3227-7505 e (31) 9441-4314.

 WÄLS 
Rua Padre Leopoldo Mertens, 1.460, São Francisco. (31) 3443-2811.
VEJA TAMBÉM: MINAS FAZ A MELHOR CERVEJA DO MUNDO!
FONTE: Estado de Minas.

O poder das pimentas brasileiras

Dedo-de-moça, biquinho, de bode, de cheiro e outros tipos

de pimentas nacionais para conhecer e usar


A pimenta biquinho é vermelha e arredondada na ponta com gosto suave e adocicado

 

Pimenta é uma das marcas registradas da cozinha brasileira. Não dá nem

para imaginar um prato baiano ou uma feijoada sem um toque picante.

E o Brasil é rico também no quesito variedade. Temos dedo-de-moça,

biquinho, várias pimentas de cheiro. Cada uma com seu poder de picância

e sabor peculiar. Vale a pena conhecer e experimentar:

Dedo-de-moça
A dedo-de-moça é talvez  pimenta mais comum de ser encontrada.

Seja para incrementar a carne ou dar um toque extra ao pastel.

Ela é bastante utilizada fresca, em conserva ou em forma de molho.

Para controlar a ardência, basta retirar todas as sementes antes de colocá-la

nos pratos.

Biquinho
Muito consumida no Nordeste e em Minas Gerais, a pimenta biquinho é

famosa por acompanhar pratos como o baião-de-dois. Ela é  menor e

mais suave, podendo ser consumida inteirinha. É mais adocicada e

incrivelmente aromática.

Pimenta-de-bode
A pimenta-de-bode é muito usada nas preparações típicas de Goiás e

combina muito bem com molho de pequi, por exemplo. Aposte na

versão em conserva, uma das mais procuradas.

Pimenta-de-cheiro
Há uma variedade de pimentas que ganharam o apelido carinhoso

de pimenta-de-cheiro devido ao seu poder aromático. A mais conhecida

delas, porém, é a variedade consumida no Norte do país. Combina

perfeitamente com pratos com peixes e é bastante picante.

FONTE: iG.

 

 

 


 

Delícias do bar 

Comida di Buteco começa sexta-feira em Belo Horizonte e mais 15 cidades

O tradicional festival de gastronomia botequeira acontece de 11 de abril a 17 de maio; confira

 

O Bar Temático, em Santa Tereza, é presença constante no festival desde 2001. Neste ano, a casa concorre com o prato ‘I aí fiquei’: costelinha suína, batatas recheadas e melaço de cebola roxa

 

Começa na próxima sexta-feira, 11, o Comida di Buteco. O festival, que surgiu e virou tradição em Belo Horizonte há 14 anos, é realizado hoje em mais 15 cidades de Minas e do Brasil. Ao contrário de edições passadas, o tema desta vez é livre, o que permitirá ao público provar uma variedade ainda maior de sabores. 

Confira aqui todos os pratos que concorrem em BH, com os respectivos endereços

O objetivo do festival é promover a gastronomia de boteco, mesclando petiscos tradicionais com outros mais elaborados, de acordo com a criatividade de cada bar participante. Caberá ao público e ao júri especial eleger os melhores pratos. 

Ao final, no dia 17 de maio, acontece a Saideira, evento em que os vencedores são anunciados e todos os participantes se reúnem. Quem estiver presente, além de ter a chance de degustar os tira-gostos que concorreram, ainda poderá curtir as atrações musicais, que neste ano ficam por conta de Zeca Pagodinha e Monobloco. Os ingressos custam 120 reais (inteira). 

Além de Belo Horizonte, o Comida di Buteco também acontece em Belém-PA, Campinas-SP, Fortaleza-CE, Goiânia-GO, Ipatinga-MG, Juiz de Fora-MG, Manaus-AM, Montes Claros-MG, Poços de Caldas-MG, Ribeirão Preto-SP, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA, São José do Rio Preto-SP, São Paulo-SP e Uberlândia-MG. Veja mais informações no site do festival.

 

 

 

 


Dizem que é mais fácil que fritar um ovo…

Bem, não é assim, assim, tão fácil, mas difícil não é. Assista!

 

páscoa


Nova fórmula para levar à mesa

Pirâmide alimentar é redesenhada com o objetivo de melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros. Nutrólogo mineiro, Enio Cardillo Vieira questiona valor dado ao feijão, que deveria estar na base

Nutrólogo Enio Cardillo alerta para consumo excessivo de batata e carne  (Beto Novaes/EM/D.A Press )
Nutrólogo Enio Cardillo alerta para consumo excessivo de batata e carne

Arroz, feijão, carne e salada. O prato presente na mesa de milhões de brasileiros é alardeado por especialistas há anos como uma combinação das mais saudáveis à mesa. Mas esse cardápio tem mudado, e para pior. A população está obesa, ainda que não seja responsabilidade só do que se consome (incluem-se aí o sedentarismo, o estilo de vida, o hábito alimentar e a atividade física), e o fast food assume importância indesejável.

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No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, em 2010,  dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008/2009) indicando que o peso dos brasileiros aumentou nos últimos anos, devido à alimentação inadequada.
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O excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% – ou seja, metade dos homens já estava acima do peso – e ultrapassou o excesso em mulheres, que foi de 28,7% para 48%.  Para resgatar a importância da boa alimentação e na tentativa de aproximar a informação, a pirâmide alimentar adaptada à população brasileira publicada em 1999 foi redesenhada para o modelo atual com 2.000 quilocalorias (kcal), atendendo a recomendação energética média diária para o brasileiro estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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Assim, no desenho atual, os alimentos estão distribuídos em oito grupos e em quatro níveis, de acordo com o nutriente que mais se destaca na sua composição. Para cada grupo são estabelecidos valores energéticos, fixados em função da dieta e das quantidades dos alimentos, permitindo estabelecer os equivalentes em energia (kcal). Outra orientação é o planejamento das refeições conforme os grupos de alimentos. A alimentação deve ser composta por quatro a seis refeições diárias, distribuídas em três principais (café da manhã, almoço, jantar), com 15% a 35% das recomendações diárias de energia, e em até três lanches intermediários (manhã, tarde e noite), com 5% a 15% das recomendações diárias de energia.

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A pirâmide alimentar foi redesenhada com o objetivo de melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros, já que ela é o instrumento mais usado no país para nortear qualitativa e quantitativamente o padrão alimentar da população. A pesquisadora Sonia Tucunduva Philippi, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, elaborou e publicou o primeiro trabalho sobre essa pirâmide adaptada e colaborou com o Ministério da Saúde no desenvolvimento do Guia alimentar brasileiro com os cálculos do número de porções e valor energético médio de cada uma delas, para todos os grupos alimentares e para uma dieta de 2.000 kcal. O trabalho foi apresentado no V Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada (CBNI). “A refeição é um momento de prazer e as boas escolhas alimentares devem ser levadas em conta. Não basta falar, é preciso orientar, auxiliar e levar a informação para a população.”

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REGIONAL VALORIZADO

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Sonia Philippi explica que nessa mudança a preocupação foi destacar os alimentos integrais e regionais. A proposta é que sejam mais  aproveitados. “Como o hábito regional não muda rapidamente, o esforço é resgatar o bom hábito alimentar. É preciso valorizá-lo a todo momento e, por isso, é interessante torná-lo mais próximo. Então, valoriza-se, por exemplo, as frutas do Nordeste, ou o maior consumo de leite, iogurte e queijo nas regiões que têm problema de cálcio entre seus habitantes. Ou sugere-se o consumo dos doces de Minas em menor quantidade”, explica.

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Na nova pirâmide podem-se valorizar alimentos como iogurte, leite e queijo, ricos na culinária mineira e fonte de cálcio. Segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro deve ingerir diariamente três porções de lácteos ao dia para obter a recomendação diária desse nutriente. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas mostram que, na faixa de 10 a 19 anos, 13,8% dos mineiros tinham o índice de massa corporal (IMC) acima do recomendado. Em 2012, eram 15,1%. No Brasil, de acordo com o último Vigitel – pesquisa do Ministério da Saúde feita por inquérito telefônico –, 21,7% dos meninos e 19% das meninas estavam acima do peso em 2008/2009.

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“Quanto mais capim comemos, melhor”

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Com experiência de sobra, o nutrólogo mineiro Enio Cardillo Vieira usa com seus pacientes a pirâmide alimentar do laboratório americano Mayo, um dos mais respeitados do mundo. Em relação à brasileira redesenhada, ele destaca a inversão do carboidrato (arroz, pão, massa, batata, mandioca) com as frutas e hortaliças (legumes e verduras). “Quanto mais capim comemos, melhor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cinco porções de uma combinação de frutas e hortaliças. E é importante saber que uma porção é um punho cerrado ou uma mão cheia. Uma laranja, uma maçã, uma mão cheia de couve. O que não se deve é abusar do produto animal. Mas a pirâmide brasileira está correta, não tem grande novidade, a não ser nos detalhes”, diz.

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Com o carboidrato na base da pirâmide brasileira, Cardillo lembra que é preciso ter cuidado com o consumo da batata. “Ela tem o índice glicêmico elevado porque a absorção da glicose é mais rápida que qualquer outro alimento. É contraindicada para quem tem diabetes. Walter Willett, da Universidade de Harvard, desenvolveu um estudo provando que grande parte da obesidade na população é pelo consumo em excesso da batata”, aponta.

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O médico gosta da ideia de regionalização, mas faz uma ressalva: “É importante e lúcido incentivar o consumo de cupuaçu e graviola no Amazonas ou do feijão-de-corda no Nordeste. Mas não se pode perder o óbvio de vista, que o espírito da pirâmide é atender o ser humano, que é um só”.

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Em acordo está o perigo da gordura, que precisa ser consumida cada vez menos. Ela é o maior vilão da alimentação. “Os alimentos que mais contribuem com as calorias são carboidratos, carnes e laticínios, além dos doces e do óleo. A gordura é a mais calórica, tem 9 calorias por grama. Deve ser evitada. É epidemiológica por acarretar alto índice de obesidade”, alerta Cardillo.

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SUBSIDIAR

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Apesar de achar a pirâmide alimentar brasileira sensata, o nutrólogo discorda de um ponto importante. “O feijão no terceiro andar tinha de estar na base. Cereais como arroz, centeio e trigo têm deficiência de aminoácido essencial ao organismo e que precisa ser obtido da dieta. As leguminosas, como feijão, ervilha, lentilha, são ricas em lisina. Portanto, arroz com feijão é a complementação perfeita, um ajuda o outro”.

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Ele reforça que essa combinação, consagrada no Brasil, tem sua versão espalhada pelo mundo. “No México e na América Central é o milho com feijão. Na África, lentilha mais o sorgo. Em determinados países árabes, o trigo mais o grão de bico. No extremo Oriente, o arroz se junta à soja. Essa mistura é das mais saudáveis. Inclusive, o professor Dutra Oliveira, um pesquisador em nutrição, médico e professor aposentado da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, autoridade máxima em nutrição no Brasil, propôs ao governo brasileiro subsidiar o arroz e o feijão. Os produtos ficariam mais baratos e o povo mais nutrido. Mas ninguém se interessou”, lamenta Cardillo.

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FONTES: Estado de Minas e Dieta e Saúde.


Uma ação que tramita no TJ/MG recebeu, em seus autos, um inusitado ingrediente. Uma receita de conserva de pepino agridoce foi parar na página 79, causando surpresa em quem buscava uma cópia do documento.

Uma apelação Cível que tramita no TJ/MG recebeu, em suas páginas, um inusitado ingrediente. Uma receita de conserva de pepino agridoce foi parar na página 79, causando surpresa em quem buscava uma cópia dos autos.

O processo, que chegou ao TJ mineiro em fevereiro deste ano, foi recebido no gabinete da desembargadora Ana Paula Caixeta, relatora da ação, no mesmo mês. A magistrada, ao notar o equívoco, determinou o desentranhamento do conteúdo “por ser totalmente estranho aos autos”, devendo as folhas dos autos serem renumeradas.

Clique na imagem para ampliar.

FONTE: Migalhas.


Prato tradicional da cozinha parisiense, a sopa de cebolas gratinada chega à atualidade com a mesma popularidade de tempos atrás

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O friozinho começa a dar o ar da sua graça e com ele a temporada mais gostosa da cozinha. Tempo de vidraças embaçadas pelo calor das panelas. Tempo de andar de meias pela casa, de ver TV com mantinhas nos pés e terminar o dia com uma sopa quentinha que conforta o estômago e acalma as tensões do dia a dia. Particularmente, tenho o maior respeito por esse prato que resiste aos modismos e chega à atualidade com a mesma popularidade de outrora.
A tradicional sopa francesa de cebolas é capaz de surpreender tanto pela simplicidade quanto pela delicadeza da textura e dos sabores. O lendário cozinheiro francês Augusto Escoffier disse que a boa comida é a base da verdadeira felicidade.
Que me perdoem aqueles que torcem o nariz e separam pedaçinho por pedaçinho no canto do prato, mas cebola é fundamental. Se como base e tempero ela é indispensável, como ingrediente principal desse ícone da gastronomia francesa o resultado é melhor ainda.
Detectar a origem exata de preparos tão tradicionais quanto o da soupe l’oignon não é tarefa fácil, uma vez que a receita é preparada por toda a França. Boa parte dos estudiosos acredita que ela nasceu na região de Lyon, no Sudeste do país.
Mas a versão incrementada e gratinada da sopa certamente é parisiense. Na Cidade Luz, ela está em tudo quanto é cardápio, de bistrôs populares a requintados restaurantes. Entretanto, o endereço ideal para se provar a receita é certamente o Au Pied de Cochon, em Les Halles. Aberto 24 horas, mesmo aos domingos e feriados, o local é procurado, particularmente, durante toda a madrugada, no inverno frio parisisense, devido ao seu caldo gratinado fumegante capaz de curar desde ressaca até mau humor. A cebolas servidas ali ficam com um gosto meio adocicado e bem macias, enquanto o pão e o queijo vão se derretendo e se homogeneizando num casamento perfeito. Não há ressaca que resista.
É muito comum ouvir dizer que a popular sopa francesa teria sido inventada por um rei Luís, não se sabe se o 14 ou o 16, que na calada da noite percebeu que só tinha cebola, manteiga e queijo na cozinha. Fato totalmente improvável, pois os reis não se interessam em saber o que têm na despensa e nem sequer preparam sua própria comida.
A história pode ser simpática, mas não dá para imaginar um pomposo rei francês, com sua peruquinha branca encaracolada, picando cebolas num ataque de fome durante a madrugada.
O certo é que a cebola, que é nativa da Ásia Central, sempre foi um ingrediente barato e disponível para populações mais pobres. Para elas podemos direcionar, então, o crédito e o mérito da origem da tradicional receita.
Em tempos de reflexões e críticas apimentadas sobre os novos rumos da gastronomia mundial, tiro meu panelão do gancho, acendo o fogo e vou fazer o que mais gosto: cozinhar. Rendo-me a qualquer cozinha que me dê uma receita boa. Sou assim mesmo, deixo as causas e as bandeiras para aqueles que gostam do discurso. Eu gosto mesmo é das panelas.
Gosto de ver, pacientemente, a cebola dourar e caramelizar na manteiga, observar as reações dos ingredientes e ao final celebrar o paladar com o resultado. A receita que reproduzi nesta página é de autoria do americano Antony Bourdain, e está no cardápio de seu restaurante Les Halles em Nova York.
Surpreenda-se!
Para esta e outras receitas, CLIQUE AQUI!
FONTE: Estado de Minas (Degusta).

Prato feito com mini cones com ragu de linguiça calabresa e molho de gorgonzola deu ao bar Patorroco o bicampeonato
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Durante 30 dias, 45 botecos de Belo Horizonte mostraram ao público criativos pratos que levam a liguiça e a mandioca em sua essência. Hoje, todos os envolvidos se reuniram no largo da Saideira o para revelar o grande campeão do festival.O primeiro lugar foi para o Patorroco, que neste ano apresentou o Koningüiça. O prato consiste em mini cones com ragu de linguiça calabresa e molho de gorgonzola. Bicampeão consecutivo, em 2012, o boteco levou o título com o prato Sheik de Minas.

Clique aqui e veja todos os pratos concorrentes

Os pratos concorrentes neste ano puderam usar os dois ingredientes combinados (linguiça e a mandioca), ou apenas um deles, junto com outros quitutes. Os preços foram estabelecidos entre R$ 20,90 e R$ 22,90.

Encerramento

A festa de encerramento aconteceu no Largo da Saideira, na Av. Cristiano Machado (ao lado do Minas Shopping), e contou com os shows de Mart’nália, Aline Calixto e Skank. No local, todos os bares participantes venderam seus petiscos concorrentes ao título de 2013, ótima oportunidade para experimentar o máximo deles em um só dia.

Show com Mart'nália animou a saideira do Comida Di Buteco 2013 (Jair Amaral/EM/D.A PRESS)

Show com Mart’nália animou a saideira do Comida Di Buteco 2013

A organização do evento divulgou que para a próxima edição do Comida Di Buteco, os bares poderão concorrer livremente, sem nenhum ingrediente indicado.

Confira os cinco primeiros colocados:

1- Patorroco

2- Recanto da Macaca

3- Bar do Rei

4- Café Palhares

5- Bar da Lora

FONTE: Estado de Minas.

Organização diz que orienta donos a entregar o que prometeram
Concurso é tradicional em Belo Horizonte e já existe em 16 cidades
Galeria de fotos
Quando a dentista Juliana Campelo decidiu prestigiar o Comida di Buteco, reuniu as amigas, fez uma lista dos bares mais próximos ao trabalho e pesquisou o prato que pareceu mais apetitoso pelas fotos oficiais do concurso. “Olhamos no site e fomos ao que mais nos chamou a atenção, mas foi uma decepção. O prato era feio, ninguém gostou”, reclama. Assim como ela, outros “butequeiros” de Belo Horizonte percebem diferenças entre as fotos oficiais e os pratos realmente servidos nos bares.Inspirado no caso Big Mac – em que o McDonald’s elaborou um comercial para explicar a uma consumidora canadense o motivo de o sanduíche do restaurante não ser igual ao da propaganda – O TEMPO pediu a leitores que enviassem fotos dos pratos e suas impressões sobre os bares.A servidora pública Joice Vitor também se decepcionou. “As fotos são lindas e abrem o apetite. Quando o prato veio, achei parecido com o da foto, mas a quantidade era bem menor”, relata.

O professor de fotografia publicitária do Uni-BH, Rodney Costa explica que é normal haver diferenças entre as imagens oficiais e os pratos servidos nos bares, mas diz que essa diferença tem que ser sutil e não pode decepcionar o consumidor. “Não precisa ter toda aquela decoração da foto, mas não pode ser totalmente diferente, porque a intenção da foto é chamar o consumidor, não enganá-lo”, diz.

Ele compara a produção da foto à preparação de alguém que vai a uma festa. “A pessoa não vai ao natural, vai com uma roupa bonita, um cabelo mais produzido – mas vai ser a mesma pessoa”. Costa afirma ainda que é diferente preparar um único prato para a foto e vários ao mesmo tempo para serem servidos aos clientes.

Tiro no pé. A organizadora do Comida di Buteco, Maria Eulália Araújo, diz que os donos dos bares são orientados a entregar exatamente o que prometem. “Se não entregar, é publicidade contra, um tiro no pé”, diz. Ela conta que os problemas que chegam ao conhecimento da organização são discutidos com os proprietários para que sejam resolvidos o mais rápido possível.

Eulália diz que, em alguns casos, as vasilhas usadas nos bares são diferentes das que estão nas fotos e, por isso, o consumidor pode ter a impressão de que o prato é menor ou está mais feio. “Já aconteceu em outras edições de algum prato ser menor do que o da foto, mas isso é muito sério, não acontece mais. Não pode acontecer”, diz. Ela completa que o problema mais comum é o prato ser menos decorado do que o da imagem de divulgação. “Às vezes, na correria, ele (o boteco) dá uma escorregadinha”, admite.

GROSSERIA
Retratação após relato no Facebook
Na semana passada, um caso de atendimento ruim tomou conta das redes sociais: um grupo de amigos foi a um bar no Santa Tereza e uma das clientes relatou no Facebook que, após pedir o prato do concurso, que ela classificou de “previsível e sem graça, elaborado apenas para cumprir tabela e encher o estabelecimento”, o grupo pediu um outro petisco, que também deixou a desejar.Decidiram, então, fechar a conta, mas foram abordados pelo proprietário do local de maneira grosseira. Depois de quase 10 mil compartilhamentos no Facebook, o dono do boteco pediu desculpas públicas, que foram compartilhadas, inclusive, pelo perfil oficial do evento. A realizadora do Comida di Buteco, Maria Eulália Araújo, diz que o episódio serviu como “uma lição” para todos que participam do concurso. (APP)
FONTE: O Tempo.

‘É a hortaliça mais consumida no mundo’, diz especialista. Segundo ela, tomate é rico em vitamina A, boa para a visão e imunidade. O preço está ainda bem salgado, mas os benefícios são muitos.

 

O tomate é a hortaliça mais cultivada e consumida do mundo, segundo a nutricionista Karin Honorato. E é por isso que ela vai mostrar, na coluna deste sábado (4), os benefícios deste fruto. Segundo a nutricionista o tomate é rico em nutrientes como a vitamina A – boa para a visão e imunidade –, e vitamina C – que ajuda na cicatrização e na diminuição do nível de estresse –, e potássio – que controla cãibras e pressão.

“O tomate é o alimento mais rico em licopeno”, destaca Karin. Segundo ela, esta é uma substância antioxidante. “O licopeno, hoje, tem estudos bem eficazes mostrando a relação dele com a diminuição do índice de câncer de pulmão e de próstata”, revela. Karin Honorato informa que consumir o tomate quatro vezes por semana diminui o risco dessas doenças em até 20%.

Conforme a nutricionista, o alimento deve ser conservado em geladeira, mas ela explica que o fruto pode ser também congelado, para aumentar ainda mais a durabilidade. Ela afirma ainda que não é recomendável retirar a casca do tomate, pois há mais concentração de antioxidantes.

“Se possível, compre molhos, extratos e até o tomate na forma orgânica”, aponta Karin. Segundo ela, dessa forma, a ação do licopeno é mais intensa, prevenindo problemas cardiovasculares, além de ajudar a diminuir o colesterol.

Por fim, Karin Honorato explica que o ideal é que o tomate não seja consumido com alimentos ricos em cálcio, pois, assim, a absorção dos nutrientes do fruto pode diminuir. “Outra dica é não guardar nada que tenha tomate em embalagens plásticas”. Segundo a nutricionista, a acidez da hortaliça pode retirar as substâncias do plástico, e trazer para o alimento, prejudicando, dessa forma, o organismo humano.

FONTE: G1.


Durante festival de gastronomia, Código de Posturas sai do cardápio e botecos invadem até o asfalto com mesas e cadeiras, alguns com autorização especial concedida pela PBH

 

Em Santa Tereza, cadeiras foram parar na rua para acomodar clientes que esperam uma vaga (Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Em Santa Tereza, cadeiras foram parar na rua para acomodar clientes que esperam uma vaga

Classificado como o maior evento gastronômico de Belo Horizonte, o Comida di Buteco criou uma espécie de período de exceção no Código de Posturas da capital. Durante o festival, regras da legislação que regula o uso do espaço público são esquecidas, seja pelo desrespeito de donos de bares, que diante da demanda em alta invadem até mesmo as ruas com mesas e cadeiras, seja por tolerância da prefeitura, que dá trégua a estabelecimentos para ocupar as calçadas, graças a autorização especial da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSU).

Por essa concessão, bares proibidos de usar mesas e cadeiras no espaço destinado a pedestres podem servir clientes nos passeios e até mesmo no asfalto durante o festival. De outro lado, muitos estabelecimentos que já tinham a licença tiraram a lei do cardápio e, mesmo sem permissão oficial, multiplicaram as mesas, colocando-as sobre a passagem de pedestres e em ruas e avenidas.

Segundo a organização do festival, por causa do peso do evento – considerado o maior do gênero no país e um chamariz para turistas –, acordo com a Prefeitura de BH permitiu a concessão de alvarás provisórios a estabelecimentos que não teriam a licença para usar as calçadas, se consideradas as regras do Código de Posturas. A prefeitura se limitou a informar que seis dos 45 bares participantes do festival receberam uma “autorização de mobilidade”. Sem dar detalhes sobre essa permissão, explicou que o documento, aprovado pela BHTrans e pela SMSU, dá direito ao estabelecimento de servir clientes nos passeios e vias públicas.

Mas quem não tem o “habeas corpus” tem aproveitado a vista grossa durante o concurso gastronômico e usado qualquer cantinho para acomodar os clientes, nem que seja preciso espalhar mesas no asfalto. O abuso no espaço público foi constatado em um terço dos 15 botecos participantes do festival visitados pelo Estado de Minas. Um dos exemplos do desrespeito está no reduto boêmio de Santa Tereza, na Região Leste. Apesar de o bairro já ter regras mais permissivas em relação ao restante da cidade para receber mesas e cadeiras no passeio, estabelecimentos extrapolam as normas.

No cruzamento das ruas Pirité e Silvianópolis, de um lado, fica o Bar Temático e, do outro, o Bartiquim. Nos arredores, muita confusão com carros, ônibus, clientes e pedestres disputando o asfalto. Os dois bares puseram mesas para anotar reservas na rua, fora da calçada. No Bartiquim, a ousadia é ainda maior e clientes saboreiam o prato “Alegria das muié” em mesas e cadeiras que ocupam o espaço que deveria ser destinado ao estacionamento de carros, com ônibus e outros veículos passando próximo às pessoas.

DEPÓSITO O passeio do outro lado da rua também virou depósito de mesas e cadeiras. Dono do Bartiquim, Rômulo César da Silva, o Bolinha, reconhece que está transgredindo a lei municipal. “Realmente, extrapolo, mas a demanda aumentou. Não é ambição por causa do dinheiro, é válvula de escape para atender todo mundo. Já andei tendo problemas com clientes que não acharam lugar para sentar”, diz ele, admitindo que a fiscalização da prefeitura está dando uma trégua. Com o concurso gastronômico, ele acrescentou 10 mesas ao mobiliário do bar, mas mesmo assim diz que não foram suficientes.

No Bar Temático, do outro lado da esquina, uma fila de cadeiras foi colocada da rua, distante cerca de 1,5 metro do meio-fio. O asfalto foi transformado em sala de espera. “Minha demanda aumentou 120% com o festival, mas não sirvo as pessoas na rua. Só coloco cadeiras de espera no espaço dos carros”, afirma o proprietário, Paulo Benevides, o Bené. Com tantas mesas, cadeiras e clientes em pé ocupando a pista de rolamento, carros e ônibus têm dificuldade de transitar. Na falta de lugar para parar, os taxistas deixam passageiros no meio do cruzamento, o que complica ainda mais o tráfego. O nome do prato do participante retrata um pouco a situação: “Desarrumadinho”.

CONTORCIONISMO Entre os bares visitados pela equipe do EM, o Família Paulista, no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de BH, foi um dos beneficiados com a permissão especial. No estabelecimento, são tantos clientes querendo provar o ragu de linguiça com mandioca rosti, o “R&R”, que a calçada está tomada por mesas e cadeiras e os pedestres têm dificuldade para transitar. É preciso ser contorcionista para passar debaixo do telefone público, onde sobra um pouco de espaço.

Parte da rua em frente ao estabelecimento também foi cercada com correntes, jardineiras e propagandas do concurso. O pedestre é obrigado a passar praticamente no meio da rua, disputando espaço com veículos. O dono do bar, que não se identificou, informou ter alvará da prefeitura e da BHTrans para ocupar os dois espaços durante o festival, de 12 de abril a 12 de maio, assinada pelo gerente de Ação Norte e Nordeste da PBH, Luiz Fernando Libânio de Menezes.

FONTE: Estado de Minas.


A PROTESTE – associação de consumidores, www.proteste.org.br – avaliou a dieta principal de 80 edições das revistas femininas AnaMaria, Boa Forma, Corpo a Corpo, Dieta Já, Malu, Sou+Eu e Viva.

Descobriu que algumas delas propõem dietas que podem ser prejudiciais à sua saúde. E mais: são fórmulas coletivas de emagrecimento, um erro grave, pois cada pessoa possui suas particularidades que devem ser respeitadas na hora de seguir uma dieta.

O estudo encontrou, ainda, sugestões de muitta perda de peso em pouco tempo, falta de incentivo para atividades físicas e sugestão de cardápios que não favorecem a reeducação alimentar, questões que ao comprar a revista você não tem como perceber ou desconfiar.

Estas revistas sugerem ser muito mais importante ficar “bonita” (magra) do que saudável. Veja.

OBS.: clicando nas fotos você pode abrí-las individualmente e aumentá-las, facilitando a leitura).

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FONTE: Proteste.


Bife de Tira

Vamos aprender passo-a-passo a preparar este excelente corte.

1º – Povidencie uma picanha de boa qualidade (bem marmorizada) pesando aproximadamente 1,2kg;

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2º – Coloque a peça com a gordura voltada para cima sobre uma boa tábua de carne, de preferência
de madeira, porque sobre superfícies muito lisas a carne ou a faca podem escorregar e causar acidentes além de prejudicar o corte e estragar o fio da faca;

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3º – Com uma faca bem afiada, corte a ponta do triângulo da picanha (segure a faca com firmeza para dar direção ao corte).

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4º – Em seguida, corte perpendicularmente as duas laterais da picanha, deixando inteiro apenas o miolo da peça.

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5º – Na ponta do miolo, do lado onde foi retirado o triângulo, bem no meio, insira a faca com bastante
cuidado…

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6º – …e vá cortando bem devagar e com firmeza para não estragar o corte deixando-o torto. Corte até a altura da base, sem contudo separar os pedaços.

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7º – O miolo aberto ficará com a aparência de um bife comprido. Se for necessário apare ainda a gordura excedente (o ideal é apenas 1 dedo de espessura) e irregularidades do miolo para dar uma aparência mais simétrica à peça.

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8º – Pincele a carne com uma fina camada de óleo de semente de girassol (que não irá alterar o gosto da carne e sim protegê-la do forte ressecamento provocado pelo fogo e lhe dará uma aparência especial depois de pronta)…

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9º – … e polvilhe com sal grosso triturado (o sal grosso triturado não fica solto sobre a carne e portanto não cai sobre o braseiro provocando estouros que geralmente atingem o churrasqueiro).

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10º – Leve então a carne diretamente à grelha, ou numa parrilla (que é a minha especialidade), a uma distância de mais ou menos 20cm do braseiro durante 8 minutos de cada lado (ou até que surja sangue no lado que está ao
contrário do fogo).

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Pronto! Está à sua frente um dos cortes mais concorridos da picanha. É só fatiá-lo verticalmente, bem fino (tipo aperitivo), e degustá-lo ainda bem quente, como um maná celestial como é considerado pelos aficcionados por um bom churrasco.

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Muito bom apetite!


Há alguns anos, o povo da moda adotou a palavra “fashion”. No Brasil, “fashion” virou sinônimo de coisa moderna e estilosa. E começaram a pipocar frases como: “Nossa, essa sunga branca é tão fashion!” ou “Fashion mesmo é usar sapatênis”.

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Se você acompanha o noticiário gastronômico, certamente tem percebido outro exemplo de apropriação de um estrangeirismo: o da palavra “gourmet”. De alguns anos para cá, prédios não têm mais churrasqueiras na varanda, mas “terraços gourmet”.

Termos como “glutão”, “poço sem fundo” ou “draga” saíram de moda. Agora, qualquer um que trace um gigantesco sanduíche de pernil na saída do Pacaembu merece ser chamado de “gourmet”.

O “gourmet” invadiu nossa vida. Uma revista carioca publicou reportagem sobre os “hambúrgueres gourmet” mais caros da cidade maravilhosa. E tome filé-mignon de boi da raça wagyu, foie gras, cebolinhas caramelizadas, tomates confitados, chutney de manga, compota de bacon e até chantili trufado. O sanduba mais caro custava R$ 395.

A sofisticação não se limita aos hambúrgueres. Que tal uma pastelaria gourmet? Sim, já existem algumas, que trazem inovações como essência de baunilha e recheio de alcachofra.

Quanto tempo vai levar para nossas barracas de pastel introduzirem sommeliers de garapa, para harmonizar as iguarias com o caldo de cana apropriado? “O senhor não quer experimentar, com esse pastel de palmito, um sumo antilhano, safra 2009? Ele tem uma coloração clara e jovial, eu diria até mesmo solar, que passeia entre o herbáceo delicado e uma intensa cremosidade.”

A tendência é que todos os clássicos de nossa comida popular ganhem sua versão “gourmet”: nossas empadas trarão azeitonas Koroneiki, importadas diretamente da Grécia, nossos espetinhos de coração de frango virão em varetas de madeira Mpingo, extraídas de florestas da Tanzânia, e o ovo azul será tingido com milenares técnicas de Batik javanês. Ulalá.

André BarcinskiAndré Barcinski é crítico da “Ilustrada” e diretor e produtor do programa “O Estranho Mundo de Zé do Caixão”, no Canal Brasil. Escreve às quartas, a cada duas semanas, na versão impressa do caderno “Comida”.FONTE: UOL.


Comida di Buteco

 

Eis a tão esperada lista desta edição do Comida di Buteco , que começa nessa sexta em45 bares de BH e vai até dia 12 do mês que vem. Desta vez, as casas terão de preparar petiscos com mandioca e/ou linguiça . Achou banal, né? Aí é que mora o perigo : é fácil desagradar pela falta ou excesso de criatividade . Vamos aguardar para ver o que o público e os jurados vão achar dos tira-gostos. Cada um custa entre R$ 20,90 e R$ 22,90. Esse é o Eduardo Maya , um dos organizadores do CdB, que este ano acontece simultaneamente em 16 cidades de quatro regiões brasileiras (com o mesmo tema!):


Força, minha gente ! Preparem-se, pois são 45 bares em 31 dias !

ESTREANTES 

Bar do Tonho
Rua Demétrio Ribeiro, 50, Vera Cruz. (31) 3483-7560. Aberto de segunda a sexta, das 17h às 0h; sábado e feriado, das 12h às 21h.
Prato concorrente : Mandioca na ponta da Língua (língua de boi recheada com bacon e cenoura vermelha ao próprio molho; acompanha creme de mandioca).

Bar Dona Suíça
Avenida João Samaha, 390-A, São João Batista (Venda Nova). (31) 3457-4156. Aberto de segunda a sábado, das 17h à 0h; domingo, das 11h às 22h.
Prato concorrente : Lombo amarradinho com maria gondó (lombinho recheado com linguiça caseira e acompanhado por farofa de maria gondó).

Cervejaria Seu Romão
Rua São Romão, 192, Santo Antônio. (31) 3786-4929. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 22h.
Prato concorrente : Linguiça à 7 chaves difamada na cachaça (linguiça de carne de sol suína, bolinho de mandioca recheado e costelinha).

Gabiroba Butiquim
Avenida Padre Vieira, 319, Minas Brasil. (31) 3413-2927. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado e domingo, das 14h à 0h.
Prato concorrente : Komi – keto (linguiça de pernil defumada e empanada acompanhada por molho de laranja e mandioca cozida puxada na manteiga de garrafa com carne cozida no molho de vinho).

João da Carne
Rua Sabinópolis, 172, Carlos Prates. (31) 3462-4899. Aberto de terça a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 20h.
Prato concorrente : Sonho de Noiva (linguiça de carne de sol recheada com queijo coalho e linguiça de pernil, mandioca cozida no açafrão com creme de cebola, geléia e pimenta biquinho).

Koqueiro’s Bar
Avenida Silviano Brandão, 1.293, Sagrada Família. (31) 8749-5372. Aberto de terça a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 13h à 0h; domingo, das 13h às 18h.
Prato concorrente : Tudo junto e misturado (bolinho de mandioca recheado com mini jiló e bolinhas de linguiça empanada na farinha de mandioca acompanhados por dois molhos).

O Pulo do Gato
Rua Outono, 523, Cruzeiro. (31) 3282-6751. Aberto de segunda a quinta, das 18h à 0h; sexta, das 18h às 2h; sábado, das 12h às 2h; domingo, das 12h às 22h.
Prato concorrente : Jeca Ragu (ragu de linguiça à moda toscana na cama de polenta branca, envolvido em fogueira junina feita com palitos mandioca gratinada com queijo).

Tanganica Art Bar
Rua Padre Demerval Gomes, 380, Coração Euscarístico. (31) 3376-7047. Aberto de segunda a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h.
Prato concorrente : Donna Angélica (bolinhas de mandioca recheadas com queijo e acompanhadas por linguiça de porco e molho de mexerica).

VETERANOS
Adega & Churrasco
Rua Maura, 120, Palmares. (31) 3088-1555. Aberto de terça a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 10h às 20h; domingo e feriado, das 10h às 16h.
Prato concorrente : Coisas de Minas (barriga de porco assada no bafo, acompanhada por mandioca especial envolvida em brócolis, linguiça defumada e pimenta biquinho, embriagada no molho nobre).

Agosto Butiquim
Rua Esmeralda, 298, Prado. (31) 3337-6825. Aberto de segunda a sábado, das 17h à 0h.
Prato concorrente : Parada 298 – O melhor pão com linguiça da cidade (dueto de linguiças com maxixe, mini pão e dedos de mandioca frita, acompanhados por trio de molhos).

Ali Ba Bar
Rua Matias Cardoso, 345, Santo Agostinho. (31) 3337-9114. Abeto de segunda a sexta, das 16h à 0h; sábado, das 10h à 0h.
Prato concorrente : Combinado mineiro (dupla de bolinhos acompanhada de pancetta e tapioca mineira).

Armazém do Árabe
Rua Luz, 230, Serra. (31) 3223-1410. Aberto de segunda a sábado, das 17h à 0h.
Prato concorrente : Dibabá (bolinho de carne recheado com linguiça e quibe de mandioca acompanhados por salada espanhola de cebola com azeitona).

Autentico’s Bar
Avenida Professor Mário Werneck, 895, Estoril. (31) 3378-3215. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado,d as 16h à 0h; domingo, das 13h às 20h.
Prato concorrente : Tentaçõe’s (linguiça de porco caseira, mandioca cozida especial, cebolinhas empanadas e molho de alho).

Bar da Cida
Rua Numa Nogueira, 287, Floramar. (31) 3434-8715. Aberto de terça a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 13h à 0h30; domingo, das 13h às 22h.
Prato concorrente : Dona Língua e seus bolinhos (língua de boi acompanhada por bolinhos de mandioca).

Bar da Claudinha
Rua Joaquim Nabuco, 128, Nova Suiça. (31) 2515-4768. Aberto de segunda a sexta, das 17h às 0h; sábado, das 11h à 0h; domingo e feriado, das 11h às 21h.
Prato concorrente : Prazeres de Minas (linguiça ao molho tropical, guarnecida com mandioca em manteiga composta e salsa criolla).

Bar da Lora
Av. Augusto de Lima, 744, loja 115, Mercado Central (entrada pela Rua Santa Catarina), Centro. (31) 3274-9409. Aberto de segunda a sábado, das 9h às 18h; domingo e feriado, das 9h às 13h.
Prato concorrente : Versões da Lora (molho, mandioca, linguiça, angu, carne de panela e conserva de jiló).

Bar de Minas
Rua São Domingos, 171, Barreiro. (31) 3381-8576. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 12h às 23h.
Prato concorrente : Trilinguí com mandiotô (bolinho de linguiça toscana, enrolado de frango com linguiça calabresa, enrolado de carne com linguiça de porco, mandioca assada com queijo parmesão e torresmo, acompanhados por molho de mandioca).

Bar do Antônio (Pé-de-Cana)
Rua Flórida, 15, Sion. (31) 3221-2099. Aberto de segunda a sábado e feriados, das 11h à 1h; domingo, das 11h às 18h.
Prato concorrente : Riquezas de Minas (bolinho de mandioca recheado com ragu de linguiça, coxinha da asa picante e lingüiça ao molho).

Bar do Dedinho
Avenida Deputado Anuar Menhen, 231, Santa Amélia. (31) 3047-1012. Aberto de segunda a quinta, das 17h30 à 0h; sexta, das 17h30 à 1h; sábado, das 13h à 1h; domingo, das 13h às 23h30.
Prato concorrente : Trem das cinco (Linguiça de vitelo ao molho de mostarda com mel, torresmo de barriga, bolinho de mandioca recheado com linguiça e queijo, palitos de queijo empanados e purê de mandioca).

Bar do Doca
Rua Cuiabá, 960, Prado. (31) 8885-0109. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, domingo e feriados, das 14h às 20h.
Prato concorrente : Costela exibida e suas Empadocas (costela de boi com empada de mandioca recheada com lingüiça).

Bar do Júnior
Rua Ouro Fino, 452, lojas 7 e 8, Mercado Distrital do Cruzeiro, Cruzeiro. (31) 3223-5822. Aberto de segunda a sábado, das 9h às 21h; domingo, das 9h às 15h.
Prato concorrente : Mandiocada na costela do leitão (linguiça artesanal de costela de leitão acompanhada por molho com maionese e mandioca cozida).

Bar do Rei
Rua Aladim Correia de Faria, 985, Barreiro/Teixeira Dias. (31) 3381-0125. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado e feriados, das 12h às 21h.
Prato concorrente : Quitanda Di Buteco (rosquinha de carne moída com mandioca e rosquinha de frango com calabresa, acompanhadas por molho picante).

Bar do Véio
Rua Itaguaí, 406, Caiçara. (31) 3415-8455. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 11h à 0h; domingo e feriado, das 11h às 21h.
Prato concorrente : Tropa mineira (linguiça de arroz carreteiro com croquete de mandioca).

Bar do Zezé
Rua Pinheiro Chagas, 406, Barreiro de Baixo. (31) 3384-2444. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado e feriado, das 12h às 22h.
Prato concorrente : Velho Barreiro (tutu com linguiça e pernil, ovo de codorna, torresmo e couve).

Bar Temático
Rua Perite, 187, Santa Tereza. (31) 3481-4646. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 11h às 20h; domingo e feriado, das 11h às 18h.
Prato concorrente : Desarrumadinho (linguiça, macaxeira rosa e farofa de feijão de corda).

Barbazul
Avenida Getúlio Vargas, 216, Funcionários. (31) 2535-3527 e (31) 2535-3528. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 10h à 0h; domingo, das 10h às 22h.
Prato concorrente : Foi na língua agora é na linguiça (linguiça ao molho de mel com gergelim e brochetes de medalhão).

Barção Moreira
Rua Mombaça, 493, São Gabriel. (31) 3493-2078. Aberto de terça a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 11h à 0h; domingo, das 11h às 22h.
Prato concorrente : Rumo à Copa (entremeadas de porco defumado com empanado, linguiça caseira e mandioca ao molho especial da casa).

Bartiquim
Rua Silvianópolis, 74, Santa Tereza. (31) 3466-8263. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 11h às 20h; domingo e feriados, das 11h às 18h.
Prato concorrente : Alegria das muié (lagartinho de panela com mandioca cozida).

Café Bahia
Rua Tupis, 369, Centro. (31) 3274-4530. Aberto de segunda a sexta, das 12h à 0h; sábado e feriado, das 10h à 0h.
Prato concorrente : Combinado não sai caro (linguiça de pernil flambada com provolone, torresmo de barriga, medalhão de quiabo e mandioca foguinho, acompanhados por molho de mostarda da casa).

Café Palhares
Rua dos Tupinambás, 638, Centro. (31) 3201-1841. Aberto de segunda a sexta, das 12h às 22h; sábado, das 12h às 21h.
Prato concorrente : Prata da casa (linguiça artesanal do Palhares servida com chucrute brasileiro e batatas cozidas, acompanhada por mostardas clara e escura).

Cantina da Ana
Avenida Silviano Brandão, 2.109, Sagrada Família. (31) 3463-6991 e (31) 3087-6247. Aberto de segunda a quinta, das 18h às 23h; sexta, das 18h à 0h; sábado, das 11h à 0h; domingo, das 12h às 18h.
Prato concorrente : Trem da alegria (linguiça de pernil recehada com azeitona, linguiça de lombo recheada com pimenta biquinho e torresmo de barriga, acompanhados por purê de mandioca e molho de mostarda com laranja e mel).

Carlão Rei do Churrasco
Rua Dom Joaquim Silvério, 859 A, Coração Eucarístico. (31) 3375-9014. Aberto de terça a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo e feriado, das 12h às 22h.
Prato concorrente : Lua de mel (mandioca frita coberta com creme de requeijão, linguiça assada na brasa, ovos de codorna, cebola em flor e molho especial).

Casa Velha
Rua Além Paraiba, 400, Lagoinha. (31) 2551-1953. Aberto de segunda a quinta, das 17h às 23h; sexta, das 17h à 0h; sábado, das 15h à 0h; domingo e feriados, das 13h às 20h.
Prato concorrente : Os três mosqueteiros e suas fiéis manteigas (medalhão de linguiça de vinho com gengibre e pimenta rosa, cupim acebolado e polenta de mandioca com manteigas de alho, de ervas e de pimentão vermelho).

Curin Bar
Rua dos Astecas (Érico Veríssimo), 2.722, Santa Mônica (Venda Nova). (31) 3452-7101. Aberto de segunda à sexta, das 17h às 23h30; sábado, das 14h às 0h; domingo, das 13h às 20h.
Prato concorrente : Caracossol (carne de sol encaracolada na linguiça, acompanhada por molho com maionese e creme de abacaxi apimentado).

Escritório da Cerveja
Avenida General Olímpio Mourão Filho, 800, Planalto. (31) 3491-2258. Aberto de segunda a sexta, das 17h30 à 0h; sábado, das 13h30 à 0h; domingo, das 13h30 às 22h.
Prato concorrente : Costela do chefe (costela de porco no bafo com abacaxi e molho agridoce, acompanhada por mandioca).

Estabelecimento Bar
Rua Monte Alegre, 160, Serra. (31) 3223-2124. Aberto de terça a sexta, das 18h à 1h; sábado, das 13h à 1h; domingo e feriados, das 14h às 22h.
Prato concorrente : Linguinhoca de panela (mix de linguiças cozidas em vinho, cebola, polpa de tomate e pimenta, servido com mandioca cozida e refogada em manteiga de garrafa, maionese, açafrão e ervas finas).

Família Paulista
Rua Luther King, 242, loja 9, Cidade Nova. (31) 3484-4598. Aberto de segunda a sexta, das 18h às 23h; sábado e feriado, das 12h às 21h.
Prato concorrente : R&R (ragu de linguiça com mandioca rösti).

Geraldim da Cida
Rua Contria, 1.459, Grajaú. (31) 3334-9355. Aberto de segunda a sexta, das 16h à 0h; sábado e domingo, das 10h às 23h.
Prato concorrente : Dona Flor e seus dois maridos (pernil ao molho de salsão, alho poró, tomate, ervas; carne de sol no azeite; mandioca cozida no alho; e molho de maçã).

Köbes
Rua Professor Raimundo Nonato, 31 A, Horto. (31) 3467-6661. Aberto de segunda a sexta, das 18h à 0h; sábados, das 12h à 0h; domingos e feriados, das 12h às 18h.
Prato concorrente : Frente e verso (queijocas cervejeiros, rolinhos de linguiça artesanal com queijo e molho da Wowa).

Mulão
Rua Marambaia, 291, Caiçara. (31) 3412-6505. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado e feriado, das 11h às 21h.
Prato concorrente : Caipira atolado (linguiça de porco caipira com mandioca cozida e passada na chapa com manteiga).

Patorroco
Rua Turquesa, 865, Prado. (31) 3372-6293. Aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h; sábado e feriado, das 12h às 23h.
Prato concorrente : Koninguiça (Minicones com ragu de linguiça calabresa e molho de gorgonzola).

Pé de Goiaba
Rua Alpes, 507, Nova Suissa. (31) 9971-3906. Aberto de segunda a sábado e feriado, das 17h à 0h.
Prato concorrente : Bombom mineiro (bombonzinho de linguiça caramelizada com conserva da casa).

Peixe Frito
Rua Juiz de Fora, 1.242, Santo Agostinho. (31) 3291-1046. Aberto de segunda a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo e feriados, das 12h às 18h.
Prato concorrente : Trilha mineira (bolinho de mandioca, torresminho de peixe e linguiça aperitivo, acompanhados por molhos de limão e picante).

Recanto da Macaca
Rua Guerra Junqueiro, 72, Santa Branca. (31) 3495-4928. Aberto de segunda a sexta, das 17h às 23h30; sábado, das 12h às 23h30; domingo, das 12h às 18h.
Prato concorrente : Macacaxeira da sorte (dadinhos de macaxeira com ragu de linguica e molho especial).

Zoo Bar
Avenida Otacílio Negrão de Lima, 7.844, Pampulha (ao lado da portaria 1 do zoológico). (31) 3491-7455. Aberto de terça a sexta, das 17h às 23h30; sábado, das 13h às 23h30; domingo e feriado, das 13h às 20h.
Prato concorrente : Trem bão, sô! (palitos de mandioca com trio de linguiças – tradicional, picante e de frango com provolone – e molhos especiais da casa).

FONTE: Blog do Girão.


Produzido de forma orgânica na Serra da Mantiqueira, sua qualidade é similar às principais marcas extravirgens do mundo, com 0,1% de acidez
 (Mateus Ribeiro/Divulgação)

Delfim Moreira é uma das cidades do Sul de Minas que vêm se destacando na produção do azeite extravirgem. Foi neste município, localizado na Serra da Mantiqueira, que o produtor Newton Kraemer Litwinski encontrou lugar ideal para investir na olivicultura, em 2008. Na Fazenda Verde Oliva o produtor está extraindo azeite extravirgem de qualidade comparável aos melhores azeites do mundo, com o diferencial de ser orgânico. O processo de produção orgânica, desde as primeiras mudas, é acompanhada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater).

O azeite orgânico Verde Oliva foi classificado como extravirgem, com 0,1% de acidez, índice menor ao exigido na classificação do produto como extravirgem, que é 0,2% a 0,7% de acidez. Segundo o produtor Litwinski, a qualidade do azeite extraído em sua fazenda foi avaliada em outubro do ano passado, por espanhóis que visitaram sua propriedade e levaram o produto para a Europa. “O azeite colhido nos primeiros meses do ano, apresentava 0,1% de acidez no mês de outubro. Não oxidou. Para os espanhóis isso é fantástico. O grupo europeu ficou maravilhado com a produção e já visitou a propriedade outras duas vezes”, conta.

Apesar do que se pensava, clima frio não é sinônimo de sucesso com as oliveiras. É preciso atentar para outras condições. “A oliveira depende de muito sol e o frio não pode ser exagerado. O ideal é variar de 10 a 2 ou 3 graus negativos no máximo. A planta precisa de 600 horas de frio por ano e um pouco de geada. Mas não precisa de neblina e, por isso, no Brasil é complicado achar o clima certo. E, na Mantiqueira o clima é diferente do sul do Brasil e do Chile. Aqui chove bastante e a oliveira precisa de 1.300 milímetros de água por ano, mas precisa também de um período de estiagem para a floração”, diz o produtor.

A Fazenda Verde Oliva é exemplo de que é possível produzir azeite de qualidade em Minas Gerais. Para mostrar esse modelo que tem dado certo, o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater-MG, Eduardo Carneiro Neto, costuma levar agricultores para conhecer o sistema produtivo de Litwinski, com o objetivo de incentivar os agricultores a investir nesse novo segmento que desponta no estado. “Nós acompanhamos o investidor desde o início com suporte técnico, acompanhamos o processo de certificação de seu produto e, também na constituição da Associação dos Produtores de Orgânicos de Delfim Moreira, que dá credibilidade aos produtos junto ao consumidor”, destaca.

Atualmente, a Fazenda Verde Oliva tem 3.500 plantas em produção. O litro do azeite sai a R$ 200. A produção de 2013 está toda reservada. O produtor está recusando encomendas, pois a procura superou o planejado. Além disso, está negociando as vendas, vendendo um pouco menos do solicitado para ter reserva de azeite para demonstração.

Em Delfim Moreira há outros três produtores de azeite orgânico. E, segundo informação de Alexandre Kurachi, gerente regional da Emater-MG de Pouso Alegre, no sul de Minas, outras três cidades também estão investindo na produção de azeite orgânico. As cidades de Senador Amaral, Gonçalves e Camanducaia, buscam a qualidade orgânica do azeite na Serra da Mantiqueira como diferencial de suas produções. Os produtores destas cidades contam com a assistência técnica da Emater-MG.

FONTE: Estado de Minas.

Noni é encontrado facilmente em mercados e feiras do Grande Recife. 
Alimentos que contenham fruto, natural da Ásia, têm venda proibida.
Noni (Foto: Renan Holanda / G1)Fruto exala um cheiro forte. (Foto: Renan Holanda / G1)

Uma fruta verde de tamanho médio e cheiro forte está se transformando em uma verdadeira fonte de esperança para pessoas que sofrem dos mais variados tipos de doença na Região Metropolitana do Recife. O noni, como é chamado o fruto da árvore Morinda Citrifolia, pode ser encontrado facilmente em feiras livres e mercados públicos e tem sido utilizado por pessoas que sofrem desde dores de cabeça até pacientes com diabetes. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impede a importação, comercialização e uso de produtos derivados da fruta.

O taxista Paulo César Tavares, 44 anos, é um dos que defende a fruta. Diagnosticado com diabetes há três anos, ele enumera uma série de melhorias conquistadas desde que começou a tomar o suco de noni, forma mais popular de consumo. Tavares prepara a bebida por meio de uma mistura com uva. “Com apenas três semanas, eu perdi uns 5 kg e minhas taxas de glicose começaram a cair. As roupas estão todas frouxas”, conta, empolgado. O taxista costuma comprar a fruta no bairro de Ouro Preto, em Olinda.

O noni é originário do Sudeste asiático e costuma ser encontrado largamente no Taiti, ilha da Polinésia. Apesar de, supostamente, ter efeitos terapêuticos e medicinais, produtos derivados da fruta têm a comercialização proibida no Brasil. A empresa norte-americana Morinda, que produz o suco Tahitian Noni, encerrou as operações no país em maio de 2009, alegando ser alvo de “muitas exigências dos órgãos governamentais”.

Venda de sucos, extratos e vitaminas extraídos do Noni são proibidas pela Anvisa (Foto: Renan Holanda / G1)Venda de sucos e vitaminas extraídos do Noni é
proibida pela Anvisa (Foto: Renan Holanda / G1)

Os vários produtos da empresa, incluindo o suco, continuam sendo comercializados em cerca de 30 países, incluindo alguns sul-americanos como o Uruguai, Chile, Peru e Paraguai. Para a Anvisa, não há respaldo científico para as supostas propriedades medicinais ou terapêuticas do noni. “São falaciosas as promessas de cura com base no consumo”, diz a agência.

A nutricionista e professora da faculdade Maurício de Nassau Ana Lígia Lins explica que o noni se encaixaria na categoria de alimento funcional, aquele que traz benefícios além dos meramente nutricionais. No entanto, há uma carência de comprovações dos benefícios da fruta. “Essa comprovação requer várias etapas, como a quantidade a ser ingerida, a toxicidade do produto. O noni não tem essas comprovações, portanto não há propriedade para prescrevê-lo a um paciente”, afirma.

Ana Lins, todavia, ressalta que não há qualquer restrição ao consumo saudável do alimento (uma fruta a cada dois dias, por exemplo), quando o noni é parte integrante de uma dieta, assim como qualquer outro alimento. O problema, diz ela, está no fato de tratar a fruta enquanto remédio: “As pessoas costumam consumir o suco de noni acreditando que ele fará milagre, argumentando que é algo natural. Também existe veneno natural. Ainda há vários questionamentos sobre o noni a serem respondidos”, pondera.

Funcionário público Geraldo Clemente e o pé de Noni que plantou em casa (Foto: Renan Holanda / G1)Geraldo Clemente tem três pés de noni em casa
(Foto: Renan Holanda / G1)

No quintal de casa 
O radialista e funcionário público Geraldo Clemente, 52 anos, é um defensor fervoroso do noni. Ele virou um consumidor da fruta há cerca de um ano, quando procurava uma forma de resolver problemas na próstata. “Conheci por meio de um colega, aí fui pesquisar na internet. Como a ‘garrafada’ era muito cara, resolvi plantar umas sementes e fazer tudo em casa mesmo”, conta. Clemente, morador de Tejipió, Zona Oeste do Recife, tem três pés do fruto no quintal e prepara dois litros da “garrafada”, usando três nonis e 50g de uvas pretas.

Ele perde as contas quando enumera os benefícios conquistados desde que começou a beber o suco com frequência: disposição sexual, boas taxas de colesterol e triglicerídios, além de ter curado a incontinência urinária, decorrente da doença na próstata. “Coloco dois dedinhos num copo e tomo pela manhã, em jejum, e também à noite, antes ou depois do jantar. Os resultados são tão bons que nem tomo mais a medicação receitada pela urologista”, comemora.

O taxista Paulo César Tavares começou a tomar o suco de noni no começo de março e é mais um que pretende cultivar a fruta por conta própria. Ele plantou algumas mudas em casa. Assim como Clemente, o taxista só elenca benefícios ao falar das propriedades do noni. “Eu era depressivo, não conseguia acordar cedo. Agora, levanto às 4h30 todos os dias e nem tiro mais um cochilo depois do almoço, como sempre fazia”, conta.

Foi graças a Tavares que o também taxista Sales Damasceno, 50 anos, virou consumidor do noni. Mesmo achando o gosto ruim, ele faz e bebe o suco diariamente. “Comecei a tomar só para manter minha saúde em dia mesmo. Não tenho nenhum problema grave”, diz. Damasceno chega a gastar cerca de R$ 50 a cada duas semanas para poder comprar a fruta.

Noni à venda em feira livre de Ouro Preto, em Olinda (Foto: Renan Holanda / G1)Noni à venda em feira livre de Ouro Preto, em Olinda
(Foto: Renan Holanda / G1)

Preço salgado
O noni é encontrado facilmente nos mercados públicos e feiras livres da Região Metropolitana do Recife. O preço, no entanto, não é dos mais convidativos. No Mercado de São José, no centro da capital pernambucana, é possível encontrar o quilo da fruta por R$ 15. Uma unidade é vendida por R$ 2. “Eu vendia (o noni) muito bem há um tempo, mas hoje em dia a procura caiu bastante. Todo mundo está plantando em casa”, reclama o comerciante Rivaldo Souza, responsável por uma barraca de frutas no mercado de São José. No centro de compras, ainda dá para achar abertamente vitaminas e extratos de noni, cuja venda é proibida. O preço é mais acessível do que o da fruta: uma garrafa com 500 ml sai por R$ 10.

Na área comercial do bairro de Ouro Preto, em Olinda, o quilo da fruta sai mais barato: R$ 12. Há também outros locais onde o noni pode ser achado. O funcionário público Geraldo Clemente conta que costuma comprar no Mercado de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes.

Anvisa 
De acordo com a Anvisa, os estudos científicos sobre o suco de noni realizados até o momento revelam alguns casos de danos ao fígado e aos rins associados ao consumo do produto. Como se trata de uma fruta que não tem histórico de uso no Brasil, o órgão proíbe a comercialização de qualquer alimento que contenha noni.

Um informe técnico publicado pela agência em 2001 afirma que a avaliação da segurança referente ao consumo de noni deve ser baseada em critérios rígidos. “É notória, ainda, a falta de estudos sistemáticos avaliando o suco de noni em humanos nos países onde o produto é comercializado”, diz o documento.

Ainda de acordo com a Anvisa, a fiscalização é de responsabilidade dos órgãos estaduais e municipais competentes. As multas por infração sanitária no Brasil variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. O valor é determinado por quem fiscaliza e varia de acordo com cada ocasião.

O gerente-geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Jaime Brito, disse não poder fazer nada quanto ao fato de as pessoas produzirem o suco de noni em casa, de forma artesanal, mas afirmou que a fiscalização na rua será reforçada. “Nós já havíamos dado informações à população sobre a proibição da venda desses produtos (extratos, vitaminas, sucos). A partir de agora, vamos intensificar a fiscalização para impedir que estabelecimentos sigam comercializando material proibido”, afirmou.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Recife informou que cabe à Vigilância Sanitária municipal inspecionar o comércio de alimentos. A prioridade são os estabelecimentos que oferecem maior risco, como farmácias, hospitais, fábricas de gelo e restaurantes em geral. O Distrito Sanitário I, responsável pelos bairros da área central da capital, comprometeu-se em realizar inspeções nos mercados públicos da cidade, incluindo o de São José. As penalidades para quem for flagrado comercializando produtos proibidos variam de advertências e interdição do estabelecimento até multa.

FONTE: G1.


Cake design Dani Sanfront ensina que é possível personalizar guloseima.
Ovo de chocolate de 500g é vendido a R$ 25; em março, lucro é de R$ 700.

 

Ovos de chocolate sabor prestígio (Foto: Ruan Melo/ G1)
Ovos de chocolate sabor prestígio são produzidos dentro de residência em Salvador (Foto: Ruan Melo/ G1)

A comemoração da Páscoa acontece no domingo (31) e com a proximidade da data festiva, as pessoas correm contra o tempo para comprar o tradicional ovo de chocolate. A guloseima pode ser adquirida em supermercados e lojas de confeitaria, mas quem pretende fazer algo especial pode produzir sozinho, e de forma rápida, o ovo e personalizar o presente.

A cake design Dani Sanfront produz e comercializa ovos de chocolate dentro da residência onde mora, em Salvador, há um ano. Segundo ela, o processo não é simples, mas muito prazeroso. Dani compra o chocolate usado nos ovos em lojas de confeitaria, mas parte do material, como o recheio de prestígio e as formas, pode ser adquirida em supermercados.

Segundo Dani, matéria-prima de qualidade é fundamental para que o ovo de chocolate seja mais saboroso. “O chocolate que eu uso é temperado. Eu prefiro comprar barras de 1kg, que é melhor para guardar. Eu corto em pedaços, não ralo. Eu uso micro-ondas, potência média, paira derreter. Abaixo de 300g de chocolate, você coloca 30 segundos até derreter. Acima disso, um minuto. Nunca deixe derreter demais porque fica muito fluido, muito liquido e não serve. Tem que ficar meio pastoso”, explica.

Ingredientes que para a produção do ovo de chocolate (Foto: Ruan Melo/ G1)
Ingredientes para a produção do ovo de chocolate
(Foto: Ruan Melo/ G1)

Após derretido, o chocolate é colocado em formas e levado à geladeira em um período entre cinco e dez minutos. “Depois é rechear. Coloca uma camada generosa do recheio em cada casca, leva pra geladeira de novo, por uns 15 minutos, e depois dá outra camada de recheio. Uma camada de chocolate, uma de um recheio. No total são três camadas. No caso do ovo de prestígio, eu coloco o prestígio e uma base de chocolate em cada camada”.

Assim que o ovo estiver recheado, ele pode ser personalizado com chococalete branco ou modelagem de pasta americana. Dani explica que nesta fase podem ser escritos nomes, poemas, declarações de amor e até frases “picantes”. “Podem mandar mensagens, recados picantes, amorosos. Os recadinhos picantes saem bastante. Os mais comuns também como ‘feliz Páscoa, eu te amo, o nome da pessoa'”, conta.

Com o fim da personalização, ovo é deixado para esfriar em um local fresco. Em seguida ele é embalado e pode ser conservado na geladeira. Todo o processo de produção dura em média 30, 40 minutos. Dani conta que produz ovos de chocolate dos mais diversos tipos: amargo, meio amargo, ao leite e até diet.

“Eu comecei a fazer para presentear professores, amigo, família. Porque o que a gente encontrava no mercado era muito caro. O valor era muito alto para presentear todo mundo. Como eu já trabalhava com questão de alimentação, eu comecei a fazer”, diz a cake design.

Dani com a filha, a pequena Nailah, de quatro anos (Foto: Ruan Melo/ G1)
Dani com a filha, a pequena Nailah, de quatro anos
(Foto: Ruan Melo/ G1)

Como também trabalha como professora de língua inglesa fora de Salvador, Dani precisa conciliar a atividade com a outra profissão. Além disso, ela tem a tarefa de cuidar da pequena Nailah, sua filha de quatro anos. “Durmo muito pouco. Durmo três horas por noite, quatro. Eu trabalho cinco dias com isso, com alimentação, e dois dias trabalho como professora de língua inglesa em São Sebastião do Passé, na região metropolitana de Salvador”, conta.

A professora relata que só produz ovos de chocolate de 500 g. Segundo ela, cada unidade é vendida por R$ 25. Com a grande demanda por ovos com a proximidade do Páscoa, Dani conta que o lucro dela no mês de março deverá ser de R$ 700. “Meu lucro é 30% do valor do ovo porque os outros 70% são gastos com matéria prima”, acrescenta.

Apaixonada por chocolate, Dani diz que não come quando está cozinhando. O problema é controlar a filha e o marido. “Eu acabo enjoando do cheiro. Já ela [Nailah] é difícil controlar. Ela e o esposo. Eu faço a conta certa, tento evitar exageros para não ficar sobrando. Ela diz [para convencer]: ‘mamãe você faz o melhor chocolate do mundo’”.

Para a cake design, o diferencial do ovo caseiro é o preço e a personalização. O problema, segundo ela, é a desvalorização do trabalho. “O ovo caseiro, apesar de ser mal visto, por conta de profissionais não usarem matéria-prima de primeira, ainda está um pouquinho em baixa. O que não deveria acontecer porque é um produto que pode ser personalizado. O ovo industrial não. É aquilo lá e pronto. Mas vale muito a pena fazer [ovo caseiro], é muito prazeroso. É gostoso ver uma pessoa feliz quando ganha um presente desses”, opina.

Passo-a-passo da receita
– Corte a barra de chocolate em pedaços;
– Derreta no micro-ondas (abaixo de 300g de chocolate, você coloca 30 segundos até derreter. Acima disso, um minuto).
–  Após derretido, coloque o chocolate em formas e leve à geladeira em um período entre cinco e dez minutos.
– Depois, vem o recheio: coloque uma camada generosa do recheio em cada casca, leva pra geladeira de novo, por uns 15 minutos, e depois dá outra camada de recheio. Uma camada de chocolate, uma de um recheio. No total, são três camadas.

Dani também produz ovo de chocolate cremoso (Foto: Ruan Melo/ G1)
Dani também produz ovo de chocolate cremoso (Foto: Ruan Melo/ G1)
Processo de produção dos ovos dura, em média, 30 minutos (Foto: Ruan Melo/ G1)
Processo de produção dos ovos dura, em média, 30 minutos (Foto: Ruan Melo/ G1)

FONTE: G1.


Renato Lobato mostra como fazer iguarias para o domingo de Páscoa.
Segundo ele, receitas são fáceis e deliciosas.

O chef Renato Lobato ensina a preparar, na coluna deste domingo (24), três opções para a mesa do domingo de Páscoa. São três receitas a base de bacalhau. Segundo o chef, o preparo é fácil e o resultado fica muito bom. A primeira – posta de bacalhau assada  – é servida com batata castelo e alho assado. Já a segunda é uma torta de bacalhau. “Um prato de entrada, leve, saudável e delicioso”.

A última receita é uma salada de bacalhau. “Bem fácil e rápida de fazer”, diz o chef. Segundo ele, em todas as receitas, o bacalhau pode ser substituído por qualquer peixe ou, até mesmo, a carne de frango.

Posta de bacalhau, servida com batata castelo e alho assado
Ingredientes:
– 1 posta de bacalhau
– Tomilho
– ½ cebola cortada em pétalas
– 1 batata inglesa
– ½ xícara de azeite
– 1 cabeça de alho
– Tomate cereja
– Sal e pimenta

Modo de preparo:
O bacalhau já foi dessalgado; saiba como fazer com as explicações no vídeo acima. Coloque o peixe no tabuleiro, tempere com uma pitada de sal, ramos de tomilho, pimenta do reino e coloque, sobre o bacalhau, a cebola em pétalas. Após isso, regue com azeite.

O segundo passo é a batata castelo. Retire as pontas do alimento e retire a casca. Coloque a batata no papel alumínio, tempere com sal, azeite e um pouco de pimenta do reino. Depois disso, cubra o legume com o papel e coloque na mesma bandeja do bacalhau.

Depois de preparar a batata, o terceiro alimento da receita é o alho. Retire a parte superior do alho e tire o excesso da casca. Coloque o alimento sobre o papel alumínio e tempere com sal e azeite.

Por fim, leve os três ao forno pré-aquecido por aproximadamente 15 minutos.

Torta de bacalhau
Ingredientes:
– 50g de bacalhau
– ¼ de cebola picada
– Azeite
– Abobrinha
-Salsinha
– 2 colheres de pimentão verde picado
– ¼ de tomate picado
– Sal e pimenta

Modo de preparo:
Coloque em uma panela quente o azeite, a cebola e deixe refogar. Enquanto isso, prepare a estrutura da torta; veja no vídeo acima.

Depois que a cebola dourar, acrescente a abobrinha, o pimentão, o tomate e, por fim, o bacalhau. Tempere com uma pitada de sal, mais azeite e salsinha picada. Por fim, coloque a mistura dentro da estrutura. Cubra com azeite e leve ao forno a 180 °C por sete minutos.

Salada de bacalhau
Ingredientes:
– 100g de bacalhau
– 100g de lentilha cozida
– ¼ de xícara de milho
– 2 colheres de maionese
– 3 colheres de azeitona
– Pimentão vermelho
– ¼ de cenoura picada
– Azeite
– Sal e pimenta

Modo de preparo:
Para começar, deixe o bacalhau cozinhar durante 15 minutos. Após isso, cozinhe a lentilha na mesma água em que o bacalhau foi cozinhado.

Em uma bandeja, misture todos os ingredientes. A receita serve duas pessoas.

FONTE: G1.


 Mais parecido com o original, tropeiro ainda sofrerá ajustes
23 de março de 2013– Hoje tem Tombense e Vila, e Tupi e América de Teófilo Otoni – jogos ás 16h. Amanhã jogam Nacional e Atlético, às 18h30, em Patos de Minas. Boa e Araxá, às 17h, em Varginha.

No Mineirão, Cruzeiro enfrenta a Caldense, às 16h, com novidades. Primeiro: dois novos restaurantes estarão á disposição do torcedor: o de comida italiana e o de comida japonesa.

E mais: A Minas Arena enviou uma foto pra nossa redação mostrando como será servido o tropeiro. Agora sim o prato vai estar bem mais servido e parecido com o original, que marcou época no futebol mineiro e no estádio.

Ainda vão faltar bife, ovo e o vinagrete. A Minas Arena deu um prazo de 60 dias para o novo fornecedor se adaptar às exigências do torcedor.

FONTE: Estado de Minas.

Receita leva batata, farinha de trigo e queijo parmesão.
Petisco é uma boa opção para reunir os amigos.

 

Renato Lobato ensina a preparar, na coluna deste domingo (17), mais um petisco para a quaresma: bolinho de tilápia. Segundo o chef, a receita é uma boa opção para reunir os amigos. O bolinho é fácil de fazer e fica delicioso.

Ingredientes:
– 400g de filé de tilápia picado
– ½ xícara de queijo parmesão
– 1 ovo
– Farinha de rosca
– 1 dente de alho batido
– Salsa e cebolinha
– 1 cebola picada
– 2 batatas cozidas
– Farinha de trigo
– Sal e pimenta

Modo de preparo:
Coloque em uma vasilha o peixe, a batata, a cebola, o alho, o cheiro verde, o parmesão, e misture bem. Depois disso, acrescente o ovo e tempere com um pouco de sal.

Após temperar, coloque, aos poucos, a farinha de trigo sobre a mistura. Para enrolar o bolinho, molhe antes as mãos. Depois, jogue o bolinho na farinha de rosca. Por fim, retire o excesso da farinha e leve o bolinho para a gordura quente.

FONTE: G1.



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