Blog dos alunos da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Belo Horizonte, Curso de Direito.

APRENDIZAGEM: COMPORTAMENTOS PARA A VIDA – Novembro/2014
Leonor Bezerra Guerra (ICB-UFMG)

.Leonor
Por que precisamos aprender? Penso que precisamos aprender para viver melhor. Viver é interagir. Desde o nascimento, o homem interage com seu ambiente mediante os mais variados comportamentos. Existem comportamentos geneticamente determinados, inatos e comportamentos adquiridos durante a vida. Os comportamentos herdados geneticamente estão relacionados e influenciam aqueles que adquirimos ao longo de nossas vidas por meio da aprendizagem.

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Alguém aprendeu quando, utilizando-se de atitudes, habilidades e conhecimentos adquiridos ao longo de um processo de ensino-aprendizagem, apresenta competência para resolver problemas e realizar tarefas diárias que proporcionem prazer, conforto, bem-estar, maiores chances de adaptação a novas situações, de sobrevivência e de preservação da sua espécie. Quem aprendeu exibe novos comportamentos que lhe permitem transformar sua prática e o mundo em que vive, e implementar estratégias em busca de melhor qualidade de vida, realização pessoal e em sociedade, em busca do que seja viver melhor.

Ou seja, aprendizagem resulta naquilo que constitui o sentido de nossas vidas. Aprendizagem diz respeito à vida e ao viver. Aprendemos a partir da interação com o mundo e em razão dessa mesma interação. Aprendemos comportamentos em casa, na escola, na comunidade, com a televisão, pela internet, convivendo, interagindo.

Contamos com um sistema nervoso cuja razão de ser é interagir e se modificar para propiciar uma interação que privilegie a homeostasia, o funcionamento mais estável do organismo. O cérebro funciona para tornar nossa vida melhor. Ele recebe e processa os estímulos ambientais e elabora respostas adaptativas que garantem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie.

A ideia de que a reorganização cerebral, que caracteriza a aprendizagem, ocorre em função de comportamentos para a vida, talvez contribua para as reflexões sobre as estratégias pedagógicas no contexto da universidade.

 

REFLEXÕES, NOVOS DESAFIOS E O POSICIONAMENTO DA ADVOCACIA EM UM MUNDO CADA VEZ MAIS GLOBALIZADO.

Ensino Jurídico

O DIREITO E O ENSINO DO DIREITO COMO INSTRUMENTOS DE REGULAÇÃO E SEGURANÇA JURÍDICA NAS MAIS INTRINCADAS E RELEVANTES RELAÇÕES HUMANAS, COMERCIAIS, INTERPESSOAIS,  INDUSTRIAIS E GOVERNAMENTAIS.

 

DO OPERADOR AO ARQUITETO JURÍDICO – Julho/2014

Oscar Vilhena Vieira

O que há de comum na criação de um banco de desenvolvimento pelos BRICS; a construção de imensas usinas hidroelétricas na Turquia ou no Brasil; o fluxo anual de mais de 1,5 trilhões de dólares em investimentos estrangeiros diretos; a trágica derrubada de um avião civil na Ucrânia; o turismo sexual no sudoeste asiático; ou a constante ameaça à privacidade de bilhões de pessoas no mundo?

Para um advogado a resposta é simples. Todos são eventos com uma dimensão jurídica cada vez mais complexa, globalizada e interligada a outras áreas de conhecimento. Para diretores e professores de escolas de direito, reunidos na semana passada em Istambul para o encontro anual da Liga Global de Escolas de Direito, o desafio é como melhor preparar uma nova geração de juristas para um mundo completamente distinto daquele mais paroquial, ordenado e analógico em que foram formados? Partilho com o leitor algumas das ideias que me pareceram mais instigantes desse encontro.

A onipresença do direito nas diversas esferas de nossa vida tem exigido de outros profissionais, como administradores, contadores, economistas e mesmo médicos e cientistas, um conhecimento cada vez mais sólido do direito aplicável às suas esferas de atuação. Por outro lado, para que sejam minimamente capazes de atuar, advogados precisam ampliar seus conhecimentos sobre tecnologia, gestão, economia, etc. Nesse sentido, escolas de direito precisam se abrir para outras disciplinas e, ao mesmo tempo, serem mais ambiciosas para treinar profissionais de outras áreas.

Um segundo ponto refere-se à necessidade de internacionalização do ensino e pesquisa. Muito embora hoje mais de 50% do PIB mundial esteja sendo produzido nos países em desenvolvimento, cerca de 90% do mercado internacional de advocacia é controlado por firmas inglesas e norte-americanas. O sucesso anglo-saxão não tem um significado apenas econômico para Wall Street ou a City Londrina, mas também reflete uma desproporcional influência institucional desses dois países na economia internacional. Os países que não contarem com uma inteligência jurídica cosmopolita e instituições sofisticadas se transformarão em meros clientes.

Uma terceira questão é a necessidade de conferir ao aluno o protagonismo do processo de aprendizagem. Dada a velocidade das mudanças, não mais se pode imaginar que um ensino focado na transferência de conhecimento do professor para o aluno seja suficiente. O que devemos promover são habilidades analíticas, criatividade e sólidos conhecimentos sobre os princípios que regem o direito. Mais do que o treinamento de “operadores do direito”, devemos ter a ambição de formar “arquitetos jurídicos”, capazes de forjar inovadoras soluções jurídicas para problemas complexos.

Há, por fim, uma preocupação com o próprio sentido da educação jurídica nos dias de hoje. A promessa de polpudas recompensas financeiras seduz um grande número de jovens não necessariamente vocacionados para a profissão. O risco é que escolas de ponta tornem-se existencial e politicamente estéreis, contribuindo para a formação de advogados céticos e, eventualmente, tristes. A receita parece ser estimular programas como clinicas de interesse público, que favoreçam a cooperação e um maior compromisso com a comunidade e com os valores da justiça.

FONTE: Folha de São Paulo.

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