Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: 10%

Presente de grego

 

dilma_salrio_minimo

A presidente Dilma Rousseff não teve o menor constrangimento de usar a véspera do Dia do Trabalho para, numa mensagem transmitida em rede nacional obrigatória de TV, agir como candidata à reeleição, muito mais do que como chefe do Estado. Fez críticas a seus adversários políticos e anunciou medidas embrulhadas num pacote que ela entregou como sendo de bondades.

As medidas, na verdade, se resumem à antecipação de duas providências que já se faziam necessárias, o que não quer dizer que havia necessidade de anunciá-las agora, a não ser pelo calendário eleitoral e os resultados da últimas pesquisas de intenção de voto.

A inflação tem andado a galope e os preços dos alimentos já começam a incomodar as pessoas de menor poder aquisitivo. Para essa extensa camada da população, o peso da feira e do supermercado costuma passar de 30% do orçamento doméstico. 

Para o assalariado, não resta alternativa senão economizar até o próximo acordo salarial da sua categoria, ou o aumento do salário mínimo, se for o caso. Mas, para quem depende de programas sociais, como o Bolsa-Família, a elevação do custo de vida só pode ser enfrentada com mais benesses oficiais. Foi nessa direção que a presidente anunciou aumento de 10% nas mesadas desse programa a partir de 1º de junho. Beneficiários do Bolsa-Família não são exatamente trabalhadores, mas a pressa em anunciar bondades fez o 1º de Maio parecer estratégico. 

Na mesma data e com o mesmo propósito, era preciso anunciar algo do agrado de milhões de trabalhadores das classes média e média baixa. A saída foi antecipar o percentual do reajuste da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física para 2015. Será de 4,5%.

Há pelo menos dois aspectos desse “pacote” que não devem passar despercebidos da cidadania. O primeiro é que, entre gastos diretos do Tesouro e receitas que deixarão de ser recolhidas, as duas medidas retiram R$ 8,9 bilhões do Orçamento do ano que vem. 

O pior é que elas não estão sozinhas. Vão se juntar às trapalhadas do governo no campo energético: a demagogia de baixar as tarifas na marra gerou um buraco de cerca de R$ 30 bilhões, a ser coberto em parte pelos consumidores (uma parte foi jogada para 2015 e outra bateu recentemente na conta de luz e vai gerar mais inflação) e pelo menos R$ 11 bilhões saíram do Tesouro com destino às distribuidoras de eletricidade. Tudo somado, já são mais de R$ 40 bilhões na contramão da promessa de cumprir as metas de superávit fiscal de 2014 e 2015, sujando mais um pouco nosso cadastro junto aos agentes do mercado internacional.

O segundo é mais um avanço do governo no bolso do contribuinte, disfarçado de benesse. Trata-se do velho truque de corrigir a tabela do IR em percentual abaixo da inflação. Há ações na Justiça reclamando da distorção acumulada de 66% que essa manobra tem provocado desde o início do Plano Real. É simples: se o trabalhador tiver no ano que vem um aumento de salário que reponha a inflação de 2014 (em torno de 6%), ele vai pagar mais IR em 2015, e alguns, que hoje são isentos, sofrerão a mordida no contracheque. Ou seja, em vez de dar alguma coisa, o que o governo fez foi tirar mais uma pedaço do salário do trabalhador. Um verdadeiro presente de grego.
FONTE: Estado de Minas.

BH – 7h30: Carro bate na traseira de ônibus na marginal da MG-010

Acidente interditava parte da pista e havia congestionamento no trecho.

Uma pessoa ficou ferida e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.

Acidente MG 10

Comente agora

Um carro bateu na traseira de um ônibus, na marginal da MG-010, perto da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (2).

Parte da pista está interditada e há congestionamento no trecho até agora (08:10).

Acidente MG 10 02 Mai 14

Uma pessoa ficou ferida (o motorista do Palio) e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, estando internada em estado grave no Pronto Socorro do Hospital João XXIII.

FONTE: G1.


Adicional de 10% na despedida imotivada
Muitas empresas têm conseguido, perante o Judiciário, tutelas antecipadas para, nas despedidas injustas, não recolherem o adicional de 10% sobre o valor da multa de 40% do FGTS. Ademais, decisões têm determinado até a devolução dos valores pagos pelos empregadores nos derradeiros cinco anos

 

Dárcio Guimarães de Andrade
Desembargador Federal aposentado, professor e advogado do escritório Sette Câmara, Corrêa e Bastos

 lc 110


Quando o empregador despede o funcionário, sem justa causa, é obrigado a lhe pagar, também, a multa de 40% sobre o FGTS depositado em sua conta bancária, mais 10% para o governo federal. Trata-se, na realidade, de sanção imposta ao empregador na despedida imotivada, ou seja, para coibir tal dispensa, tida como arbitrária. 

Hodiernamente, todos os empregados, exceto as domésticas, são optantes pelo FGTS, de modo que mensalmente o empregador deposita na sua conta o valor de 8% sobre a remuneração, para ser levantado nas hipóteses de despedida injusta e rescisão indireta (artigo 483/CLT). Nos casos de despedida motivada, fim de contrato determinado, pedido de demissão e morte do empregado, não existe tal ônus para o empregador.

Para encher os cofres do governo, o empregador, além dos 40% do saldo do FGTS, tem que pagar também a multa de 10%, criada desde 2001, por meio da Lei Complementar 110, com o escopo de conseguir recursos para cobrir o rombo dos expurgos inflacionários dos Planos Verão (1989) e Collor (1990). 

No ano passado, a presidente Dilma Roussff (PT) vetou bom projeto de lei, aprovado pelo Congresso Nacional, que acabava com o adicional de 10% sobre o valor da multa de 40% do FGTS, paga pelos empregadores à União nas despedidas sem justa causa. Os representantes do povo elaboraram o projeto de lei, mas a presidente, argumentando que a sanção acarretaria a perda anual de R$ 3 bilhões nas contas do FGTS e impactaria a desenvoltura do programa habitacional Minha casa, minha vida, vetou o projeto. 

A imprensa sempre noticia o péssimo material usado nas construções, sujeitas a cair diante de ventania, fora a corrupção, hoje tida como crônica. O argumento de que se valeu a presidente para vetar o bem lançado projeto de lei foi da perda da polpuda receita, gerando muita decepção e críticas. Faltava-lhe, contudo, razão. Os balanços espelham que desde 2005 o FGTS é superavitário. 

Outro argumento irrespondível é de que em janeiro de 2007 foi paga a derradeira parcela dos lamentáveis expurgos inflacionários. Assim, o adicional de 10% já cumpriu, de há muito, o motivo do seu nascimento, inexistindo motivos legais, lógicos e plausíveis para a sua mantença punitiva aos patrões.

Muitas empresas têm conseguido, perante o Judiciário, tutelas antecipadas para, nas despedidas injustas, não recolherem o adicional de 10% sobre o valor da multa de 40% do FGTS. Ademais, decisões têm determinado até a devolução dos valores pagos pelos empregadores nos derradeiros cinco anos.

Na realidade, pelos sintéticos fundamentos eriçados, é indevida, hoje, a multa de 10%. A existência dessa multa só se justifica se preservadas sua destinação e finalidade, dentro de sadia exegese. Não pode a União usar os recursos da multa de 10%para outras finalidades, inclusive para bolsa família e minha casa, minha vida.

O fim da multa adicional é patente por cabal desvio de finalidade. Vê-se, pois, que, para arrecadar, o governo usa de todos os meios e os empregadores, atualmente, só não pagam, por enquanto, para respirar. Contudo, o Poder Judiciário, quando acionado corretamente, tem dado pronto atendimento aos empregadores, não lhes causando decepção.

FONTE: Estado de Minas.


Abre alas, BH
CARNAVAL 2014 » Com aval do mestre

Martinho da Vila celebrou o retorno das promoções populares em BH (GLADYSTON RODRIGUES/EM/D. A PRESS)
Martinho da Vila celebrou o retorno das promoções populares em BH

A invasão dos blocos nas ruas e avenidas de Belo Horizonte entusiasma o cantor e compositor Martinho da Vila, que, na noite de ontem, faria show para milhares de pessoas na Praça Rui Barbosa (Estação), na Região Centro-Sul da capital. “É um fenômeno que está crescendo em todo o país, inclusive no Rio de Janeiro. Durante muito tempo, o carnaval de BH ficou devagar, devagarinho, mas agora está acontecendo de novo com os blocos”, brincou Martinho, ao citar um dos seus grande sucessos. Para o artista de 76 anos e com muito tempo de folia, a sua participação neste ano será dividida entre Minas e Pernambuco, uma forma, segundo ele, de recarregar as baterias.

Na tarde de ontem, num hotel na Avenida Afonso Pena, no Bairro Serra, na Região Centro-Sul, Martinho destacou o clima espontâneo dos blocos carnavalescos, que, na capital, são em número de 200, dos quais 150 cadastrados na Belotur. “Bloco é bom, porque cada um inventa a sua fantasia, não precisa de ensaio. São mais livres, as pessoas saem para se divertir, bem diferente de uma escola de samba, onde cada componente parece um ator”, afirmou.

Martinho lembrou que as escolas cresceram muito: “A minha primeira escola, a Aprendizes da Boca do Mato, tinha 400 integrantes e, hoje, só uma bateria tem esse número”. Na percepção do compositor, os bailes nos clubes também estão voltando a todo vapor, como era moda até por volta dos anos 1980. “No Rio, isso está ocorrendo, principalmente com bailes infantis. O carnaval é assim, um eterno vaievém.”

Depois de uma longa temporada de calor, o tempo mudou na cidade e Martinho sorriu ao ouvir que ele trouxe a chuva. “Deu uma refrescada, mas o show será quente.” Na terça-feira, às 16h, será a vez de Mart’Nália mostrar seu talento no Palco Especial da Savassi (Avenida Cristóvão Colombo com Getúlio Vargas), dentro do Projeto Estação do Samba.


 (Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

O bloco Então Brilha (acima) arrastou 1,5 mil pessoas ontem pela manhã em BH. A concentração começou às 9h, na Rua Guaicurus, Centro, para encher de alegria, humor e criatividade a Avenida Santos Dumont e a Praça da Estação. Sinal mais que evidente de que a folia de rua é o tom da cidade no carnaval. Ao longo do dia e à noite, a alegria de Momo correu de norte a sul e de leste a oeste puxada por blocos coloridos, movidos a descontração e muito samba, como o Calixto, que desceu do Bairro São Pedro embalado por cerca de 5 mil foliões.  A animação promete ser mais quente hoje, amanhã e depois.




Briga de gente grande

 ( YASUYOSHI CHIBA/AFP )


O Cordão do Bola Preta (E), do Rio de Janeiro, e o Galo da Madrugada (D), do Recife, não disputam apenas o título do bloco que mais arrasta foliões no planeta, mas também o de beleza e irreverência. Ontem, ficaram empatados no quesito público: 1,5 milhão de seguidores cada.


Interior pega fogo

Diamantina (abaixo), Ouro Preto, Mariana e São João del-Rei encheram suas ruas históricas de alegria e o colorido das fantasias. A promessa é de tempo quente até o último dia de carnaval também em outras cidades.

 (ramon lisboa/em/D.A Press)

CARNAVAL 2014 » Me chama que eu vou

Saindo da velha zona boêmia, vários bloquinhos participaram da folia, que se deslocou para a Praça da Estação  (EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
Saindo da velha zona boêmia, vários bloquinhos participaram da folia, que se deslocou para a Praça da Estação

Mais de 1,5 mil pessoas se concentraram ontem na Rua Guaicurus, velha zona boêmia, entre Curitiba e São Paulo, para acompanhar o desfile do bloco carnavalesco Então Brilha!, que seguiu em direção à Avenida Santos Dumont para depois se encontrar com o bloco Praia da Estação, já reunido na Praça da Estação, na Região Central de Belo Horizonte. Os foliões começaram a chegar a partir das 9h e, por volta das 10h30, a bateria estava a pleno vapor. O comando ficava por conta de um pequeno furgão. Se sobrava animação, faltavam banheiros químicos pelo caminho.

A engenheira Ivone Gomes, que mora em BH, comandava um dos blocos secundários. “Fundamos porque gostamos de dançar. Meu filho é regente do Baianas Ozadas. Resolvemos fazer esse grupo de dança baiana com uma ala para acompanhar o carnaval”, explica.

O arquiteto Gregório Fiorotti, de 38 anos, contou que não tem perdido a festa em BH. “Desfilei no domingo passado e hoje resolvi participar de novo”. Morador da capital , ele explica que tem deixado de viajar por causa do risco de acidentes nas estradas. “Ficar e poder participar é maravilhoso”, disse.

Além da diversão, os foliões enxergam nessas promoções uma possibilidade de ocupar as ruas, como observa o belo-horizontino Leonardo Lima, diretor de arte que mora em São Paulo. Essa é a segunda vez que ele volta a BH para passar o carnaval. “É completamente diferente da micareta que toca nas praias. Além disso, é uma oportunidade de as pessoas ocuparem o espaço público. Já que pagamos nossos impostos, temos o direito curtir a rua”, analisa.

A estudante de artes visuais Ana Paula Garcia concorda. É a terceira vez que ela opta por ficar na cidade no feriado, sempre acompanhando a folia. Ontem, ela começou o dia desfilando no Então Brilha! e se juntaria ao Praia da Estação. Hoje, pretende participar do Pena de Pavão e Krishina. “Já são três anos de Carnaval em BH e tem sido muito legal. É uma oportunidade que a gente tem de ocupar a cidade que é nossa. Muitos dos nossos amigos também ficaram por aqui”, disse.

Enquanto o Então Brilha reunia uma multidão, outros blocos que sairiam pela manhã demoraram a atrair foliões. Foi o que ocorreu com o Perigosas da Centro-Sul, na Avenida Álvares Cabral, com o Enche meu Copo, na Esplanada, o Cidade Love, na Cidade Nova, e o Lavô tá Novo e o Impresta 10, de Santa Tereza.

SANTA TEREZA

Inconformadas, várias pessoas usaram o Facebook para protestar com o que chamaram “o pior carnaval de todos” no tradicional bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte. A discussão se iniciou por volta das 19:30 de sábado (01 Mar 2014). Veja os comentários até a madrugada de sábado:

<br>

Parabens aos DONOS do bairro, o carnaval ta sensacional!!!
  • 9 pessoas curtiram isso.
  • Luciana Coelho Onde vc está que tá bom?
  • Ana Lucia Rodrigues É verdade os donos do bairro conseguiram acabar com a festa . Uma pena ….. Vamos ver se amanhã melhorar
  • Fabiola Cerqueira Do Patrocinio Cheguei no bairro e achei q estava na quaresma!!!!! Triste
  • Regina Maria Duarte Sem comentários!
  • Renata Andrade Oq aconteceu gente?
  • Bira Da Quadra a partir de amanha vai melhora. O ano que vem poderá ser maravilhoso. O que precisamos é de nos envolver mais com as coisas do Bairro e participar mais. Eu pessoalmente gosto de carnaval e de festa. Organizada e respeitosa. Podemos ter tudo isto.
  • Fabiano Teixeira UMA BOSTA!!!!!!
  • Regina Maria Duarte Para quem mora no bairro e se envolve no dia a dia, os DONOS Do bairro estão fazendo à maneira deles.
  • Leonardo Augusto Giovanni Chantal, acabando o carnaval vamos fazer a associação dos comerciantes do bairro e resgatar a tradição do bairro. Pode ser?????
  • Leonardo Augusto Associação essa organizada e voltada para os comerciantes e moradores, faremos a vontade de todos e nao de meia duzia , se quizer ja temos 38 comerciantes revoltados com o que fizeram, e querem fazer o melhor . Estamos juntos ?????
  • Patrício Junior Pior carnaval de todos, isso que vocês queriam?
  • Simone Chantal Machado Chantal Machado Concordo Léo …não. tenho comércio. Mas zelo pelo bairro…um absurdo o que fizeram com o povo e o comércio …indignação
    ..
    .
  • Leonardo Augusto O bom é que todo mundo sabe uem fez isso , e na verdade 95% queria e 5% so que não mais foi bom, pois assim descobrimos quem é quem.
  • Ana Lucia Rodrigues Acabar com a música no alto dos piolhos às 18:00 foi um absurdo. Organização é uma coisa, acabar com a festa é outra .
  • Bira Da Quadra Leo é o que começamos a falar hoje. Conversar será o melhor caminho. Acho que temos que reunir todos para chegarmos ao equilibrio. Voce sabe que enquanto alguns queriam abrir totalmente o bairro outros queriam fecha-lo totalmente. E ai……..
  • Leonardo Augusto E ai que como falei 95% queria o caenaval e 5% nao queria , ai prevaleceu a minoria, ridiculo, o bar do Orlando Siqueira, nao poder abrir e ganhar seu dinheiro honesto por causa de meia duzia
  • Bira Da Quadra Leo – Nas tres reuniões tinham mais de 150 pessoas e em todas as tres reuniões, pediram a mesma coisa.Vamos esperar terminar o carnaval para podermos avaliar e imediatamente todos juntos começarem a planejar. Uma coisa é certa. Esta sendo uma tranquilidade com muita gente bonita na praça.
  • Leonardo Augusto Fazer o carnaval acabar as 19horas , alguns levando para o lado politico etc…. sinceramente Bira Da Quadra, estou decepcionado, tomara que melhore amanhã, e que o bar mais tradicional de santa tereza possa trabalhar , pois assim nao precisamos de nenhuma associação existente hoje. Sinceramente vcs nao tem ideia da revolta que criaram .
  • Fabiola Cerqueira Do Patrocinio Estou pensando aqui, só que eu conheço, tem 4 blocos que não vão sair em Santa Tereza, foram para outros bairros! Triste!
  • Rogério Roque Estamos juntos leonardo Augusto.Temos que entrarmos em acordo comum para que não percamos a boa tradição de bairro de bom carnaval e alegria!!!Estava muito além do esperado hoje.
  • Patrício Junior Santa teresa está SITIADA.
  • Bira Da Quadra Vá agora a praça ver. Estão todos la e foi acertado que o transito so vai ser aberto as 22 horas para que ã turma fique a vontade na Praça. Até defenso bateria ate as 22 horas, mas tem que haver decisão da maioria. Não se esqueça que o bairro tem muito idoso e que muitas vezes em dias comuns a baderna ia até de manha. Logo temos que entender que se sentindo incomodados se e mobilizaram. Temos que respeitar e conversar com todos para acharmos o BOM para todos. É assim que se constroi a democracia. É mesmo difícil. Tem que ter paciência e tolerância para chegarmos ao objetivo comum. Com respeito, organização e participação de todos, chegaremos lá. Temos que ser parceiros inclusive das questões de segurança do Bairro. Muitos reclamam mas poucos ajudam ou se envolvem. É como o ponto de ônibus. Todos querem ônibus passando na porta de sua casa mas não querem o ponto debaixo de sua janela.
  • Leonardo Augusto Eu so nao entendo como cidades históricas tem carnaval organizado tais como diamantina, sabara e tem mais idosos do aqui no bairro. Antigamente quando tinha banda santa era sensacional, pergunte a todos os moradores. Sao 4 dias dentre 365 que existe o carnaval, será que nao pode haver compreensão de meia duzia ? Amanhã farei de tudo para resgatar o melhor carnaval na praça duque de caxias, vou convocar a todos para que possamos fazer um excelente carnaval. E vou fazer de tudo para ano que vem , o carnaval de santa tereza seja igual 2013, mais nao sozinho .
  • Patrício Junior Estou com tigo e não abro.
  • Leonardo Augusto As vezes temos que pensar: será que esta todo mundo errado e so eu que estou certo? Tomar decisões em que estraga a diversão das pessoas pode ter um resultado bastante negativo
  • Bira Da Quadra A banda santa acabou porque saiu do controle.De tanta gente. Estamos vivendo um momento de comunicação. Mobilizam 30 mil pessoas em 30 minutos.Não podemos ser radicais. As coisas vão se ajustando com calma, respeito e entendimento. Temos que defender o de melhor para todos. E vamos continuar trabalhando. As regras foram estabelecidas anteriormente e devem ser cumpridas O bom senso fez com que hoje houvesse uma flexibilização que ocorreu com tranquilidade. Não podemos radicalizar. Vamos ajustando com tranquilidade Leo.
  • Vivian Ramos Santa Tereza tá morto.
  • Leonardo Augusto Respeito , mais nao concordo, eu e 95% dos moradores e comerciantes do bairro
  • Leonardo Augusto É so você olhar os comentários acima que verá tamanha indignação .
  • Bira Da Quadra to vendo e continuo vendo e trabalhando para todos
  • Leonardo Augusto Bira Da Quadra acho que nao vamos chegar a lugar algum, acho melhor você continuar fazendo o que você acha melhor , que eu vou fazer o que acho melhor para resgatar a tradição do bairro, antes que seja tarde . Um abraço.
  • Patrício Junior Leonardo, pode contar comigo.
  • Marcio Honorio A galera do “Pavão Misterioso” agradece a presença de todos e convoca todo mundo para amanhã novamente vir comemorar com a gente.Segunda e terça também tem.

    Foto de Marcio Honorio.
  • Cássio Sena Penso da seguinte forma do jeito que estava não podia continuar, aquela baderna na porta da casa das pessoas, mijando e tudo, mais melhorou na questão tranquilidade e segurança, mais concordo uma meia dúzia não dá, a população do bairro, na sua maioria do bairro naõ envolve para protestar, não vai votar em dia de eleição para presidente de associação, reunião no oásis , movimento salve Santa Tereza, não vai as reuniões tá aí o resultado não adianta reclamar e chorar o leite derramado.
  • Cássio Sena Temos que criar o movimento salve a Conselheiro Rocha, cegonheira o caramba
  • Bira Da Quadra o negocio é participar mais
  • Marcio Honorio Quando o povo se une em torno de um objetivo, ele consegue discutir e até mesmo impor a sua vontade. ” 1 + 1 é sempre + que 2″ ,já dizia o poeta do clube da esquina .

    Foto de Marcio Honorio.
  • Marcio Honorio Para mim, não importa a religião, a política , os promotores, ajudadores, apoiadores, etc. importa é que conseguiram “colocar esse bloco na rua”.
  • Flávia Alcântara Leonardo, Giovanne e comerciantes podem contar com meu apoio, temos que voltar a tradicao do bairro.
  • Jairo Inacio Engraçado… o Prefeitura faz da praça Duque de Caxias um canteiro de eventos o ano inteiro… uma única confusão que deu, diga-se de passagem que sem culpados pois não foi nada programado, cortam o carnaval do bairro… Aliás, nem confusão absurda foi, eu mesmo já cansei de ver coisa muito pior, como por exemplo gente tomando tiro na perna em plena rua mármore num domingo – sem carnaval nem nada… e isso em 199x… Enfim, na minha opinião, seja lá quem defendeu isso não conhece Santa Tereza e a mística que envole o bairro…
  • Elias Brito A boa tradição foi perdida a tempos, o que vemos agora é uma mistura de Funck, drogas, roubos, desordem, o bairro de charmoso estava se transformando em lugar perigoso. Como morador posso afirmar, segurança não tem preço, é o bem estar de nossas famílias que está em jogo. Não podemos colocar interesse financeiro a frente de tudo o tempo todo não, temos que pensar em um bem maior que é a comunidade que vivemos. Fico muito impressionado com o capitalismo selvagem de algumas pessoas, são capazes de tudo, passam por cima de todos para venderem latinhas de cerveja, o bem estar dos idosos, crianças e suas famílias não vale nada para eles, o negócio deles é vender bebidas, nada além! Melhor termos menos pessoas no carnaval, desde que sejam respeitosas, do que encher o bairro de pessoas que não respeitam nosso ambiente. Tb sou comerciante e não vou funcionar durante o carnaval, terei prejuízo financeiro neste momento, em contra partida acredito que com esta atitude estaremos contribuindo para resgatar a segurança e o charme do bairro, e durante o ano nós e nossos clientes poderemos desfrutar dos resultados.
  • Elias Brito Outro ponto que gostaria de abordar, a mais de três anos atrás tivemos uma alteração na lei de uso e ocupação de solo, todos os bares e restaurantes do bairro que mantinham suas mesas e cadeiras nas calçadas perderam seu direito de uso, seus alvarás simplesmente foram cassados. Estes são os estabelecimentos, Bolao , Bartiquim, Temático, Santa Pizza, Bar do Orlando, Bar do Pedro Lima, Baianeira , Parada do Cardoso, La Crepe, Petiscaldos, e Bar do Walmir. Fundamos a Associação dos Bares e Restaurantes para defender nossos interesses e conseguimos o direito de permanência, somos o único bairro de BH que ainda matem suas mesas e cadeiras em passeios com menos de 3 metros. Conseguimos o direito depois de muito luta e sacrifício, lembro que neste momento convidamos os donos de distribuidoras de bebidas do bairro para participar e nos apoiar, isso nunca aconteceu, nunca estiveram presentes em nada que realizamos para dar nem que fosse um apoio moral, agora quando a pipoca estoura para o lado deles e não vendem latinhas ficam revoltados. Pimenta nos olhos dos outros não dói! Boa noite para todos!
  • Pedro Lima É VERO
  • Pedro Lima o q nos do IMPRESTA 10 é poder brincar aqui no alto dos pihos,pode iu nao

FONTE: Estado de Minas e Facebook.

Escreva um comentário…

Parabens aos DONOS do bairro, o carnaval ta sensacional!!!
  • 9 pessoas curtiram isso.
  • Luciana Coelho Onde vc está que tá bom?
  • Ana Lucia Rodrigues É verdade os donos do bairro conseguiram acabar com a festa . Uma pena ….. Vamos ver se amanhã melhorar
  • Fabiola Cerqueira Do Patrocinio Cheguei no bairro e achei q estava na quaresma!!!!! Triste
  • Regina Maria Duarte Sem comentários!
  • Renata Andrade Oq aconteceu gente?
  • Bira Da Quadra a partir de amanha vai melhora. O ano que vem poderá ser maravilhoso. O que precisamos é de nos envolver mais com as coisas do Bairro e participar mais. Eu pessoalmente gosto de carnaval e de festa. Organizada e respeitosa. Podemos ter tudo isto.
  • Fabiano Teixeira UMA BOSTA!!!!!!
  • Regina Maria Duarte Para quem mora no bairro e se envolve no dia a dia, os DONOS Do bairro estão fazendo à maneira deles.
  • Leonardo Augusto Giovanni Chantal, acabando o carnaval vamos fazer a associação dos comerciantes do bairro e resgatar a tradição do bairro. Pode ser?????
  • Leonardo Augusto Associação essa organizada e voltada para os comerciantes e moradores, faremos a vontade de todos e nao de meia duzia , se quizer ja temos 38 comerciantes revoltados com o que fizeram, e querem fazer o melhor . Estamos juntos ?????
  • Patrício Junior Pior carnaval de todos, isso que vocês queriam?
  • Simone Chantal Machado Chantal Machado Concordo Léo …não. tenho comércio. Mas zelo pelo bairro…um absurdo o que fizeram com o povo e o comércio …indignação
    ..
    .
  • Leonardo Augusto O bom é que todo mundo sabe uem fez isso , e na verdade 95% queria e 5% so que não mais foi bom, pois assim descobrimos quem é quem.
  • Ana Lucia Rodrigues Acabar com a música no alto dos piolhos às 18:00 foi um absurdo. Organização é uma coisa, acabar com a festa é outra .
  • Bira Da Quadra Leo é o que começamos a falar hoje. Conversar será o melhor caminho. Acho que temos que reunir todos para chegarmos ao equilibrio. Voce sabe que enquanto alguns queriam abrir totalmente o bairro outros queriam fecha-lo totalmente. E ai……..
  • Leonardo Augusto E ai que como falei 95% queria o caenaval e 5% nao queria , ai prevaleceu a minoria, ridiculo, o bar do Orlando Siqueira, nao poder abrir e ganhar seu dinheiro honesto por causa de meia duzia
  • Bira Da Quadra Leo – Nas tres reuniões tinham mais de 150 pessoas e em todas as tres reuniões, pediram a mesma coisa.Vamos esperar terminar o carnaval para podermos avaliar e imediatamente todos juntos começarem a planejar. Uma coisa é certa. Esta sendo uma tranquilidade com muita gente bonita na praça.
  • Leonardo Augusto Fazer o carnaval acabar as 19horas , alguns levando para o lado politico etc…. sinceramente Bira Da Quadra, estou decepcionado, tomara que melhore amanhã, e que o bar mais tradicional de santa tereza possa trabalhar , pois assim nao precisamos de nenhuma associação existente hoje. Sinceramente vcs nao tem ideia da revolta que criaram .
  • Fabiola Cerqueira Do Patrocinio Estou pensando aqui, só que eu conheço, tem 4 blocos que não vão sair em Santa Tereza, foram para outros bairros! Triste!
  • Rogério Roque Estamos juntos leonardo Augusto.Temos que entrarmos em acordo comum para que não percamos a boa tradição de bairro de bom carnaval e alegria!!!Estava muito além do esperado hoje.
  • Patrício Junior Santa teresa está SITIADA.
  • Bira Da Quadra Vá agora a praça ver. Estão todos la e foi acertado que o transito so vai ser aberto as 22 horas para que ã turma fique a vontade na Praça. Até defenso bateria ate as 22 horas, mas tem que haver decisão da maioria. Não se esqueça que o bairro tem muito idoso e que muitas vezes em dias comuns a baderna ia até de manha. Logo temos que entender que se sentindo incomodados se e mobilizaram. Temos que respeitar e conversar com todos para acharmos o BOM para todos. É assim que se constroi a democracia. É mesmo difícil. Tem que ter paciência e tolerância para chegarmos ao objetivo comum. Com respeito, organização e participação de todos, chegaremos lá. Temos que ser parceiros inclusive das questões de segurança do Bairro. Muitos reclamam mas poucos ajudam ou se envolvem. É como o ponto de ônibus. Todos querem ônibus passando na porta de sua casa mas não querem o ponto debaixo de sua janela.
  • Leonardo Augusto Eu so nao entendo como cidades históricas tem carnaval organizado tais como diamantina, sabara e tem mais idosos do aqui no bairro. Antigamente quando tinha banda santa era sensacional, pergunte a todos os moradores. Sao 4 dias dentre 365 que existe o carnaval, será que nao pode haver compreensão de meia duzia ? Amanhã farei de tudo para resgatar o melhor carnaval na praça duque de caxias, vou convocar a todos para que possamos fazer um excelente carnaval. E vou fazer de tudo para ano que vem , o carnaval de santa tereza seja igual 2013, mais nao sozinho .
  • Patrício Junior Estou com tigo e não abro.
  • Leonardo Augusto As vezes temos que pensar: será que esta todo mundo errado e so eu que estou certo? Tomar decisões em que estraga a diversão das pessoas pode ter um resultado bastante negativo
  • Bira Da Quadra A banda santa acabou porque saiu do controle.De tanta gente. Estamos vivendo um momento de comunicação. Mobilizam 30 mil pessoas em 30 minutos.Não podemos ser radicais. As coisas vão se ajustando com calma, respeito e entendimento. Temos que defender o de melhor para todos. E vamos continuar trabalhando. As regras foram estabelecidas anteriormente e devem ser cumpridas O bom senso fez com que hoje houvesse uma flexibilização que ocorreu com tranquilidade. Não podemos radicalizar. Vamos ajustando com tranquilidade Leo.
  • Vivian Ramos Santa Tereza tá morto.
  • Leonardo Augusto Respeito , mais nao concordo, eu e 95% dos moradores e comerciantes do bairro
  • Leonardo Augusto É so você olhar os comentários acima que verá tamanha indignação .
  • Bira Da Quadra to vendo e continuo vendo e trabalhando para todos
  • Leonardo Augusto Bira Da Quadra acho que nao vamos chegar a lugar algum, acho melhor você continuar fazendo o que você acha melhor , que eu vou fazer o que acho melhor para resgatar a tradição do bairro, antes que seja tarde . Um abraço.
  • Patrício Junior Leonardo, pode contar comigo.
  • Marcio Honorio A galera do “Pavão Misterioso” agradece a presença de todos e convoca todo mundo para amanhã novamente vir comemorar com a gente.Segunda e terça também tem.

    Foto de Marcio Honorio.
  • Cássio Sena Penso da seguinte forma do jeito que estava não podia continuar, aquela baderna na porta da casa das pessoas, mijando e tudo, mais melhorou na questão tranquilidade e segurança, mais concordo uma meia dúzia não dá, a população do bairro, na sua maioria do bairro naõ envolve para protestar, não vai votar em dia de eleição para presidente de associação, reunião no oásis , movimento salve Santa Tereza, não vai as reuniões tá aí o resultado não adianta reclamar e chorar o leite derramado.
  • Cássio Sena Temos que criar o movimento salve a Conselheiro Rocha, cegonheira o caramba
  • Bira Da Quadra o negocio é participar mais
  • Marcio Honorio Quando o povo se une em torno de um objetivo, ele consegue discutir e até mesmo impor a sua vontade. ” 1 + 1 é sempre + que 2″ ,já dizia o poeta do clube da esquina .

    Foto de Marcio Honorio.
  • Marcio Honorio Para mim, não importa a religião, a política , os promotores, ajudadores, apoiadores, etc. importa é que conseguiram “colocar esse bloco na rua”.
  • Flávia Alcântara Leonardo, Giovanne e comerciantes podem contar com meu apoio, temos que voltar a tradicao do bairro.
  • Jairo Inacio Engraçado… o Prefeitura faz da praça Duque de Caxias um canteiro de eventos o ano inteiro… uma única confusão que deu, diga-se de passagem que sem culpados pois não foi nada programado, cortam o carnaval do bairro… Aliás, nem confusão absurda foi, eu mesmo já cansei de ver coisa muito pior, como por exemplo gente tomando tiro na perna em plena rua mármore num domingo – sem carnaval nem nada… e isso em 199x… Enfim, na minha opinião, seja lá quem defendeu isso não conhece Santa Tereza e a mística que envole o bairro…
  • Elias Brito A boa tradição foi perdida a tempos, o que vemos agora é uma mistura de Funck, drogas, roubos, desordem, o bairro de charmoso estava se transformando em lugar perigoso. Como morador posso afirmar, segurança não tem preço, é o bem estar de nossas famílias que está em jogo. Não podemos colocar interesse financeiro a frente de tudo o tempo todo não, temos que pensar em um bem maior que é a comunidade que vivemos. Fico muito impressionado com o capitalismo selvagem de algumas pessoas, são capazes de tudo, passam por cima de todos para venderem latinhas de cerveja, o bem estar dos idosos, crianças e suas famílias não vale nada para eles, o negócio deles é vender bebidas, nada além! Melhor termos menos pessoas no carnaval, desde que sejam respeitosas, do que encher o bairro de pessoas que não respeitam nosso ambiente. Tb sou comerciante e não vou funcionar durante o carnaval, terei prejuízo financeiro neste momento, em contra partida acredito que com esta atitude estaremos contribuindo para resgatar a segurança e o charme do bairro, e durante o ano nós e nossos clientes poderemos desfrutar dos resultados.
  • Elias Brito Outro ponto que gostaria de abordar, a mais de três anos atrás tivemos uma alteração na lei de uso e ocupação de solo, todos os bares e restaurantes do bairro que mantinham suas mesas e cadeiras nas calçadas perderam seu direito de uso, seus alvarás siVer mais
  • Pedro Lima É VERO
  • Pedro Lima o q nos do IMPRESTA 10 é poder brincar aqui no alto dos pihos,pode iu nao
    • Sinara Cerqueira Patrocinio Neves Achei interessante um comentário: “porque Sabará, Ouro Preto, Mariana, …..
      conseguem ter carnaval organizado e nós de Santa Tereza não?”
    • Leonardo Augusto Estavamos no bolao como uma musica totalmente agradável quando as 19h me vem um fiscal e fala,
      agora ja deu tem que desligar pois o carnavak aqui tem que acabar as 19h , mais por que fiscal?
      Eu não sei te responder vc tem que perguntar as associações que tem no seu bairro. Por isso estou com essa indignação ,
      e nao me venha falar de idosos, pois as 21h o que mais tinha na praça era idoso
    BLOCO DO EU SOZINHO »Matando a sede da GALERA
     (RENAN DAMASCENO/EM/D.A PRESS<br /><br /><br /><br />
)

    Eles são tão essenciais quanto o trio elétrico, a bateria e as meninas de shortinho curto. Carregam, muitas vezes, mais de 100kg, desbravando a multidão com a destreza de bailarino e força de estivador. Empurram o carrinho com o corpo, com um tufo de notas entre os dedos de uma mão e latas e garrafas na outra. Passam pedindo “licença” e gritando quase em coro: “um é três, dois é cinco” ou “um é cinco, três é dez real” – as duas únicas faixas de preço e promoção, que servem para vender de água mineral a uísque nacional, de cachaça com mel a copo de catuaba.

    O vendedor ambulante, equipado com um bem munido isopor – daqueles todo encapados com fita adesiva e isolante, encardidos e gotejando – é uma espécie de Messias para a sedenta multidão. É a ele que os foliões recorrem quando a pior das pragas se manifesta: a seca da cerveja. Ninguém o engana: “É R$ 4, né, moço?”. “Não, R$ 5”. É a lei de mercado: se a demanda é maior que a oferta, não há pechincha. E a procura é grande, garante Danilo, que estava com a família trabalhando a todo vapor no Bloco Então, Brilha, na região boêmia da capital, sonhando vender 40 fardos de latinhas apenas ontem.

    A cotação da cevada está tão em alta que o cantor Tiago Delegado, ao fazer a propaganda do CD com as marchinhas do Bloco da Calixto, no Santo Antônio, apelou para o câmbio: “Comprem o CD, gente. Custa o mesmo que dois latões”, argumentou. Na sexta-feira, quem chegou mais cedo ao Bloco Carna Velvet, na Savassi, teve uma regalia: “É meu personal ambulante”, me explicou uma garota, brincando com o número de vendedores, àquela hora maior que o de foliões.

    Mas se engana quem pensa que o lucro vem sem suor. O ambulante do isopor chega antes de todo mundo para estacionar a Kombi ou a Brasília – quando não chega de ônibus, suplicando a boa vontade do motorista para abrir a porta traseira para subir com a mercadoria. Também precisa lidar com a modernização: as famigeradas Fiorinos equipadas, que oferecem de cachorro-quente a macarrão na chapa, além de cerveja gelada.

    Não bastasse, o ambulante do isopor tem a concorrência dos vendedores de ocasião, como o estudante de engenharia civil Fabrício Soares, que comprou 3 mil latões para vender até quarta-feira. Ou ainda dos foliões que não querem gastar além da conta, que levam o próprio isopor – ou até carrinho de supermercado, dependendo da sede, como fez uma dupla de amigos do Bairro São Lucas, que desceu ziguezagueando até a Praça da Estação.

    A vida do ambulante do isopor é dura, mas tem seus refrescos. Solange, uma simpática vendedora no Bloco da Calixto, explica: “Tem uns malas, mas tem uns bonitinhos que adoram abraçar a gente”.

    FONTE: Estado de Minas e Facebook.

Cubano diz ganhar R$ 1.260

Já estão em BH 225 profissionais caribenhos que vão fazer curso de acolhimento e avaliação de três semanas. Eles receberão pouco mais de 10% da bolsa mensal de R$ 10 mil do governo

Os médicos chegaram ao aeroporto com jalecos brancos e bandeiras do Brasil e de Cuba, seguindo para alojamento no Sesc de Venda Nova (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Os médicos chegaram ao aeroporto com jalecos brancos e bandeiras do Brasil e de Cuba, seguindo para alojamento no Sesc de Venda Nova

Com jalecos brancos e bandeiras, 225 cubanos contratados para a segunda etapa do programa Mais Médicos desembarcaram na manhã de ontem no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de BH. Eles estão entre os 400 profissionais da ilha caribenha que participarão do curso de acolhimento e avaliação em Belo Horizonte. A outra metade do grupo deve chegar no domingo, segundo o Ministério da Saúde, que ainda não definiu os estados onde trabalharão. Um dos intercambistas informou que ganhará pouco mais de 10% (cerca de R$ 1.260) da bolsa de R$ 10 mil paga por meio do acordo entre o Brasil e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Os 225 profissionais viajaram no mesmo avião, que partiu na tarde de quarta-feira de Havana e fez uma escala em Guarulhos nas primeiras horas de ontem. Eles chegaram a Confins com pequenas bandeiras de Cuba e do Brasil. Higinio Rodriguez, de 50 anos, graduou-se há 21 na Universidade de Ciências Médicas de Havana e tem especialização em medicina geral integral. “Viemos ajudar o povo brasileiro onde a nossa presença for mais necessária”, disse.

Ele informou que a maior parte dos R$ 10 mil mensais pagos pelo Brasil ficará com o governo cubano, responsável por receber as remunerações e decidir quanto repassará aos médicos. Porém, ele não se queixou. “Continuarei recebendo o salário que ganho em Cuba, de 573 pesos (equivalentes a cerca R$ 1.260, já que o peso cubano vale aproximadamente R$ 2,2). Estudei medicina de graça, me especializei de graça, não gastei nada com minha passagem para cá. Vim ao Brasil também para ajudar meu povo, minha terra, minha família”, argumentou.

O médico sabe que poderá enfrentar problemas na unidade de saúde para a qual for designado. “As condições podem ser boas ou não, não sei o que vou encontrar. Vou trabalhar onde quer que seja”, acrescentou. Ele custou a entender parte das perguntas feitas em português e, em alguns momentos, pediu para respondê-las em espanhol. “A língua é uma pequena dificuldade, mas se aprende com a prática”, ressaltou.

AVALIAÇÃO Eidelma Rojo, de 39 anos, formou-se há 15 e também se especializou em medicina geral integral. Ela evitou comentar o fato de o programa provocar disputas judiciais entre o Ministério da Saúde e entidades da categoria, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional de Medicina (Fenam). “Isso é um problema do governo. Viemos trabalhar, dar nosso apoio ao povo brasileiro, nossa solidariedade”, disse ela, que em 2004 participou de uma missão de médicos cubanos na Venezuela.

A médica contou que em seu país fez um curso de língua portuguesa com professores brasileiros, por causa da participação no programa. “Falo portunhol, mas entendo bem português. Espero que o curso (de acolhimento e avaliação) acabe com as dificuldades que existirem”, afirmou.

Em cinco ônibus, os cubanos foram levados para a unidade do Sesc na Região de Venda Nova, onde estão alojados. O curso começará segunda-feira e terá três semanas de duração. O currículo, idêntico ao da primeira etapa do Mais Médicos, inclui aulas sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), língua portuguesa e doenças prevalentes no Brasil. Os alunos farão testes e apenas quem tiver desempenho considerado satisfatório continuará no programa, segundo o Ministério da Saúde.

CRM-MG libera mais registros

O Conselho Regional de Medicina de Minas (CRM-MG) concedeu ontem mais dois registros provisórios a profissionais formados no exterior que vão trabalhar no Mais Médicos, mas não informou os municípios onde os profissionais trabalharão. Na quarta-feira, o órgão emitiu as primeiras 10 habilitações para bolsistas de Belo Horizonte (5), Passos (2), Sabará (1), Rio Pardo de Minas (1) e Santa Helena de Minas (1). Porém, ao menos na capital e em Passos, os intercambistas ainda não começaram a trabalhar. Outros 30 pedidos estão sendo analisados pela entidade.

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte não explicou por que ontem os bolsistas ainda não tinham começado a atuar. Em Passos, os dois profissionais — uma brasileira formada na Espanha e um mexicano formado em Cuba — passam por treinamento e só devem iniciar segunda-feira o atendimento a doentes, segundo a coordenadora de Atenção Primária da Secretaria de Saúde de Passos, Clarissa Carneiro.

“Desde quando chegaram, em 23 de setembro, eles estão acompanhando o trabalho de um médico do município, que trabalha na área de saúde da família e está acostumado a dar estágio a estudantes de uma universidade de Alfenas. A atenção básica trabalha com todos os ciclos de vida. A gente fica inseguro. Temos que saber até que ponto eles estão prontos para trabalhar com uma realidade diferente. Eles precisam se habituar, por exemplo, com os nomes dos medicamentos brasileiros”, explica.

GOVERNO SÓ CUMPRE A MP 
O secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, afirmou ontem que não serão informados aos conselhos regionais de medicina os locais de trabalho dos intercambistas e os nomes dos tutores e supervisores. “Vamos fornecer exclusivamente o que está na medida provisória, como a Justiça tem determinado. O ministério está dando o endereço de referência, que serve para algum contato, alguma dúvida”, disse. A medida provisória que instituiu o Mais Médicos define como “condição necessária e suficiente” para a emissão dos registros provisórios a declaração de que o intercambista participa do programa. O Decreto 8.840 prevê que os pedidos protocolados nos conselhos incluam outros documentos, como a habilitação no exterior e o diploma estrangeiro. Os conselhos alegam que os outros dados solicitados são necessários para fiscalizarem o trabalho dos intercambistas.

FONTE: Estado de Minas.


PUC-MG promove feira de estágios com mais de 2 mil ofertas

ESTÁGIO

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) vai promover uma feira de estágios nos dias 10, 11 e 12 de Setembro. Serão mais de 2 mil ofertas de grandes empresas como: Fiat, Nemak, Accenture, Cemig, Gerdau, KPMG, GE, Arcelor Mittal, CI&T, Anglogold Ashanti, JSL, Top Oportunidades, IEL, Ciee, entre outras. A expectativa é receber 15 mil visitantes.Além de se candidatar às vagas, os visitantes poderão assistir a uma série de palestras sobre mercado do trabalho realizadas por profissionais de sucesso das empresas participantes. É uma oportunidade para os alunos obterem mais informações sobre as ofertas, desafios e tendências do atual mundo do trabalho.O evento acontece das 11h às 20h, a entrada é gratuita e aberta aos alunos de outras instituições de ensino.ServiçoLocal: Av. Dom José Gaspar – 500, – Coração Eucarístico | Belo Horizonte – MG.
Data: 10, 11 e 12 de Setembro
Horário: 11h às 20h
Entrada Franca

FONTE: Estado de Minas.

INFLAÇÃO »Corroído, real vai às compras

Em 10 anos, preços de produtos antes comprados por menos de R$ 1 sobem até 256%, contra inflação de 54,71% no período

Todos os dias, pesquisadores do site Mercado Mineiro visitam supermercados de Belo Horizonte para acompanhar a evolução dos preços de diferentes produtos. Cada um leva consigo R$ 1 e tem a tarefa de comprar qualquer mercadoria vendida até esse valor. “Antes, me traziam diferentes coisas. De uns tempos para cá, recebo, principalmente, sabonetes”, conta, com uma pitada de humor, Feliciano Abreu, diretor-executivo do site. Qualquer dona de casa sabe que a quantia perdeu poder de compra nos últimos anos, mas que ainda é suficiente para a aquisição de alguns itens.
Inflation

O Estado de Minas foi às ruas da capital à procura de produtos com preço máximo de R$ 1. É importante lembrar que o valor, em 1º de julho de 1994, quando o real foi lançado, era suficiente para a compra de um quilo de frango, o que permitiu boa parte da população menos abastada incluir a carne no cardápio. O então presidente da República Fernando Henrique Cardoso aproveitou a força da moeda para eleger a ave um dos símbolos do real. Atualmente, o quilo do alimento é encontrado entre R$ 6 e R$ 9 – aumento de 500% a 800%.

O preço do quilo frango subiu bem acima da inflação na era do real. De julho de 1994 até junho de 2013, no último mês consolidado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no país acumulou 333,45%. Em Belo Horizonte, o indicador ficou em 337,18% – a inflação oficial do país é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A comparação de duas pesquisas do site Mercado Mineiro, realizadas com intervalo de 10 anos, mostram que muitos outros produtos que um dia custaram menos de R$ 1 já ultrapassaram esse valor.

Os dois levantamentos foram feitos em agosto de 2003 e neste mês. Em 10 anos, por exemplo, o preço médio de um quilo de sal da marca Cisne subiu 256,72%, de R$ 0,67 para R$ 2,39. O do detergente líquido da marca Limpol (500ml) avançou 44,19%, de R$ 0,86 para R$ 1,24. Já a embalagem de palitos Gina, com 200 unidades, agora custa R$ 1,25 – há 10 anos era negociada a R$ 0,53 (alta de 135,85%). Os preços das cervejas também não ficaram para trás (veja quadro). No mesmo período, a inflação acumulada no país, medida pelo IPCA, ficou em 54,71%.

Por outro lado, a moeda de R$ 1 ainda é suficiente para algumas compras. O preço médio de um macarrão instantâneo da marca Nissin (80 gramas), que custava R$ 0,79 em agosto de 2003, chegou a R$ 0,99. Apesar da alta de 25,32%, o valor continua abaixo de R$ 1. Da mesma forma, o refresco diet de maracujá (11 gramas) é encontrado a R$ 0,90 – aumento de 13,92% em relação ao custo médio da primeira pesquisa (R$ 0,79).

Apesar de os preços médios dos produtos pesquisados pelo Mercado Mineiro terem subido mais de um dígito – tanto os que ultrapassaram R$ 1 quanto os que ainda custam menos que esse valor –, não há dúvidas de que o real é a moeda mais forte da história brasileira. Para se ter ideia, a inflação no acumulado do primeiro semestre chegou a 3,15%, segundo o IBGE.

Antes do real, houve mês em que o dragão fechava em mais de 500%.

“Era comum, do primeiro ao quinto ou sexto dia do mês, as famílias correrem aos supermercados para estocar alimentos. Faziam compras para um ou dois meses, pois havia o receio da disparada dos preços”, recorda o economista Mauro Rochlin, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV/IBS). Ele destaca que o controle da inflação é importante para os trabalhadores, “porque preserva o poder de compra”, e para os empresários, “em razão da previsibilidade de investimentos”.

Real

Dinheiro vale mais no Centro

Quem já imaginou comer 15 coxinhas pagando a bagatela de R$ 1? No Centro de Belo Horizonte, é impossível resistir aos seis sabores do produto expostos na loja de salgados na Avenida Augusto de Lima, próximo ao Mercado Central. Com R$ 1 você enche o copo de salgadinhos recheados de calabresa, frango, carne, milho com catupiry e peito de peru. Por dia, são vendidos na pequena lojinha, entre 16 mil e 18 mil salgados. “São cinco meses de portas abertas e 400 quilos de produto vendidos todos os dias. Apostamos em um mercado que deu certo. É uma coisa barata, acessível, que todo mundo pode comprar”, conta o sócio da Coxinha é Tudo, Arlem Rodrigues da Silva.

O que ocorre com as coxinhas se espalha pela ruas do Centro da capital. Em uma volta pelos quarteirões da Avenida Paraná e ruas Tamoios e Curitiba, é possível encontrar muita coisa por menos de R$ 1. Pastéis a R$ 0,90, pão de queijo a R$ 1. Se quiser somar um cafezinho, no entanto, a conta passa para R$ 1,90. Passando pelas quinquilharias, é possível encontrar acessórios para cabelo, como quatro prendedores por R$ 1, brincos, pulseiras e utensílios para casa.

O encarregado Gladison Marçal de Aguiar, por sua vez, reclama da inflação. “Há quatro anos, levávamos tanta coisa para casa com R$ 1! Hoje, a gente só leva coisas sem muita utilidade. Os produtos essenciais estão muito mais caros.”
Na Avenida Paraná, é possível levar para casa cinco calcinhas por R$ 0,99. A gerente da loja conta que o preço é uma estratégia para queimar o estoque. “Elas eram vendidas a R$ 0,99 cada. Estão em promoção. Não temos lucro com isso, mas também não levamos prejuízo, já que ninguém leva só as calcinhas. Sempre levam algo a mais”, explica.

Em outra região da cidade, na Savassi, achar algo que um real possa comprar é bem mais difícil. Para comer um pão de queijo é preciso desembolsar pelo menos R$ 1,50, e o copo de coxinha, que faz sucesso no Centro, também custa 50% mais na região (R$ 1,50). Os acessórios de cabelo que custam R$ 0,25 no Centro, custam R$ 1 cada no bairro. O preço do café é igual nas duas regiões (R$ 0,90) e o refresco, na Savassi, pode ser comprado por apenas R$ 0,70 – contra R$ 1,25 no Centro.

Na Rua Paraíba, na Savassi, a moeda ganha mais valor. Com apenas R$ 1 é possível comprar revistas em quadrinhos e livros em geral. “Se souber procurar, vasculhar, encontra muita coisa boa. Tem pessoas de outras cidades que compram aqui, a R$ 1, e vendem mais caro no interior”, revela o funcionário da livraria, João Paulo Ferreira.

FONTE: Estado de Minas.



%d blogueiros gostam disto: