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Copasa garante que moradores da Grande BH terão água até o fim da tarde de domingo

Corte atinge 115 bairros de Belo Horizonte e 11 cidades da região. Se houver casos em que a falta d’água permaneça até amanhã, o consumidor pode acionar a concessionária pelo telefone 115

CopasaAdutoras da estatal: meta é fornecer 400 litros por segundo a mais

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) promete que até o fim da tarde, o abastecimento na rede de água será retomado nos 115 bairros de Belo Horizonte e em 11 cidades da região metropolitana que tiveram o fornecimento suspenso ontem. Ao todo, cerca de 1,6 milhões de consumidores foram afetados. O corte ocorreu, segundo a empresa, para permitir a ampliação do sistema de produção de água Rio Manso. As obras foram adiantadas em seis meses, por causa da estiagem que atingiu toda o Sudeste brasileiro. A normalização será feita de forma gradual. Se houver casos em que a falta d’água permaneça até amanhã, o consumidor pode acionar a concessionária pelo telefone 115. 

Além de comunidades das regiões Noroeste, Norte, Oeste, Barreiro e Sul de BH, foram afetados 24 bairros de Betim, 24 de Contagem, 20 de Vespasiano e 16 de Ibirité. Os municípios de Igarapé, Mário Campos, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa e Sarzedo tiveram o fornecimento completamente cortado para a operação. Segundo a Copasa, a suspensão ocorreu apenas devido às obras e, apesar da estiagem, não há risco de desabastecimento ou de racionamento de água. Em caso de imprevistos, a estatal admite usar caminhões-pipa para abastecimento de emergência em serviços de educação e saúde.

Por meio da duplicação de 4,5 quilômetros da adutora do Sistema de Produção Rio Manso, a Copasa ampliará de imediato em cerca 400 litros por segundo a oferta de água tratada em BH e região metropolitana. Essa é a primeira etapa do projeto, que pretende aumentar a produção total do sistema de 4 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 5,8m3/s e duplicar 16 quilômetros da adutora.

FONTE: Estado de Minas.


Ampliação de sistema da Copasa vai deixar 1,6 mi de consumidores sem água no sábado

A falta de abastecimento vai atingir moradores de Belo Horizonte e de 11 municípios da região metropolitana. Companhia informou que a Grande BH não corre risco de desabastecimento por causa da estiagem

água

Obras para a ampliação do sistema de produção de água Rio Manso vai deixar Bairros de Belo Horizonte e outros 11 municípios da região metropolitana sem água no próximo sábado. Ao todo, 1,6 milhão de pessoas serão atingidas. A medida, anunciada nesta terça-feira pela Copasa, foi adiantada em seis meses por causa da estiagem que atingiu a Região Sudeste do Brasil. A companhia afirmou que não há risco, até o momento, da Grande BH passar por racionamento. 

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A falta de água vai começar no início da noite de sábado. A previsão é que o abastecimento seja normalizado ao longo do dia de domingo.
O serviço de ampliação foi estimado em R$ 500 milhões por meio de contrato de Parceria Público-Privada. As obras serão para a ampliação da estação de tratamento de água, das elevatórias de água bruta e tratada, adequação das subestações elétricas, duplicação da adutora de água tratada de aproximadamente 16 quilômetros, construção de uma central geradora de energia elétrica, além de reservatórios. 

Com a duplicação da adutora, a Copasa vai ampliar em aproximadamente 300 litros por segundo a oferta de água tratada para a capital mineira e municípios da região metropolitana. Essa será a primeira etapa do projeto, que vai aumentar de 4 para 5,4 metros cúbicos por segundo a produção total do sistema. 

A previsão que se construa um moderno centro de operação regional com tecnologia de ponta. Ele será conectado ao Centro de Operações de Sistemas (COS) da Copasa. Depois da implantação, ações operacionais poderão ser feitas com mais agilidade.

Veja os bairros e municípios atingidos

BELO HORIZONTE

REGIÃO NOROESTE – Caiçara, Caiçara Adelaide, Cabana, Califórnia, Conjunto Califórnia, Camargos, Coqueiros, Engenho Nogueira, Filadélfia, Glória, Jardim Montanhês, Monsenhor Messias, Padre Eustáquio, Pedro II, Patrocínio, Pindorama, São José e São Salvador;

REGIÃO NORTE – Bandeirantes, Braúnas, Castelo, Céu Azul, Enseada das Garças, Esplendor, Garças, Jardim Leblon, Jardim dos Comerciários, Mantiqueira, Nova York, Nova Pampulha, Ouro Preto, Paquetá, Santa Terezinha, Serrano, Trevo e Xangrilá; 

REGIÃO SUDOESTE – Araguaia, Antônio Teixeira Dias, Araguaia, Bairro das Indústrias, Barreiro de Baixo, Barreiro de Cima, Betânia, Brasil Industrial, Bonsucesso, Buritis, Cabana, Cardoso, Cinqüentenário, Conjunto Bonsucesso, Conjunto Betânia, Conjunto Habitacional Átila de Paiva, Conjunto Ademar Maldonado, Conjunto Getúlio Vargas, Conjunto João Paulo II, Conjunto Túnel de Ibirité, Cristo Redentor, Diamante, Durval de Barros, Estoril, Estrela Dalva, Estrela do Oriente, Flávio Marques Lisboa, Gameleira, Havaí, Ipiranga, Itaipu, Jatobá, Lindéia, Jardim América, Jardinópolis, Madre Gertrudes, Mansões, Marajó, Marilândia, Maringá, Milionários, Miramar, Morro das Pedras, Nosso Lar, Nova Barroca, Nova Cintra, Nova Gameleira, Olaria, Novo das Indústrias, Palmeiras, Parque São José, Pongelupe, Regina, Resplendor, Salgado Filho, Santa Cecília, Santa Cruz, Santa Helena, São Joaquim, Sical, Serra do José Vieira, Solar, Teixeira Dias, Tirol, Urucuia, Vila Conquista, Vila Cemig, Vila Leonina, Vila Magnesita, Vila Patrocínio, Vila Pinho, Vila Presidente Vargas, Vila Vânia, Vila Ventosa e Vista Alegre;

REGIÃO SUL – São Bento e Santa Lucia

BETIM – Arquipélago Verde, Bandeirinhas, Campos Elíseos, Capelinha, Chácaras Reunidas Guaracyaba, Cruzeiro, Distrito Industrial Bandeirinhas, Duque de Caxias, Estâncias do Sereno, Guanabara, Icaivera, Industrial São Luiz, Jardim Piemonte, Petrovale, PTB, Santa Cruz, São Caetano, São Luiz, São Miguel, Vila Andorinha, Vila Cristina, Vila Kennedy, Vila Universal e Vila Verde.

CONTAGEM – Todo o município, exceto:

REGIÃO NOVA CONTAGEM – Colonial, Condomínio Nosso Rancho, Darci Ribeiro, Icaivera, Nova Contagem, Novo Retiro, Retiro, Tupã, Vila Estaleiro e Vila Renascer;

REGIÃO DO PETROLÂNDIA – Beija Flor, Canadá, Campo Alto, Olhos D’água, Petrolândia, Quintas do Jacuba, Recreio dos Caiçaras, Santa Helena, São Caetano, São Miguel, Solar da Madeira, Tropical, Vila Belém e Vila Cristina.

IBIRITÉ – Bela Vista, Cascata, Colorado, Jardim das Rosas, José do Prado, Montreal, Mantiqueira, Ouro Negro, Palmares, Parque Durval de Barros, Petrolina, Piratininga, Serra Dourada, Sol Nascente, Vila Ideal e Washington Pires.

IGARAPÉ – Todo município.

MÁRIO CAMPOS – Todo município.

PEDRO LEOPOLDO – Todo o município, exceto os Bairros Fidalgo e Sumidouro.

RIBEIRÃO DAS NEVES – Todo o município.

SÃO JOAQUIM DE BICAS – Todo município.

SÃO JOSÉ DA LAPA – Todo o município.

SARZEDO – Todo município.

VESPASIANO – Bela Vista, Bom Sucesso, Célvia, Condomínio Mangueira, Jardim Encantado, Jardim da Glória, Jequitibá, Morro Alto, Morro do Cruzeiro, Morro Quaresma, Nova Iorque 4ª Sessão, Nova Pampulha, Novo Horizonte, Parque Jardim Maria José, Parque São Pedro, Pouso Alegre, Santa Maria, Santa Cruz, Vida Nova e Vila Esportiva.

 

Dia sem água na Grande BH
Corte para obras no sistema Rio Manso vai atingir 115 bairros da capital e 11 cidades da região metropolitana.
Normalização no fornecimento amanhã será gradual

 

 

O sistema Rio Manso, em Brumadinho, terá capacidade ampliada (Jackson Romanelli/EM/D.A Press - 27/6/11)
O sistema Rio Manso, em Brumadinho, terá capacidade ampliada

Consumidores de 115 bairros de Belo Horizonte e de outras 11 cidades da região metropolitana vão ficar sem água até amanhã. De acordo com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), cerca de 1,6 milhão de pessoas serão afetadas. A água voltará de forma desigual, ao longo de amanhã. O corte é para permitir obras de ampliação do sistema de produção de água Rio Manso, que foram adiantadas em seis meses por causa da estiagem que atingiu a Região Sudeste do Brasil.

Além dos bairros das regiões Noroeste, Norte, Oeste, Barreiro e Sul de BH, serão atingidos 24 bairros de Betim, 24 de Contagem, 20 de Vespasiano e 16 de Ibirité. Os municípios de Igarapé, Mário Campos, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa e Sarzedo terão o fornecimento completamente cortado para a operação. Segundo a Copasa, não há risco de desabastecimento ou de racionamento.

Por meio da duplicação de 4,5 quilômetros da adutora do Sistema de Produção Rio Manso, a Copasa ampliará em cerca 300 litros por segundo a oferta de água tratada em BH e região metropolitana. Essa é a primeira etapa do projeto, que pretende aumentar a produção total do sistema de 4m para 5,8m cúbicos por segundo e duplicar 16 quilômetros da adutora. O projeto de ampliação do sistema Rio Manso tem o custo de R$ 500 milhões e está sendo feito por meio do contrato de parceria público-privada firmado entre a Copasa e a Odebrecht Ambiental, braço do Grupo Odebrecht na área de saneamento.

FONTE: Estado de Minas.


Dona Josefina completou 111 anos e entrou para a lista das raras pessoas que ultrapassam onze décadas. Natural de Rio Espera, na Zona da Mata, ela mora com filhos e netos em SP

Mineira relembra o dia em que viu o cometa Halley, quando tinha 8 anos (Arquivo Pessoal)
Mineira relembra o dia em que viu o cometa Halley, quando tinha 8 anos

São Paulo – Passar por duas guerras mundiais, 11 papas, 19 Copas do Mundo, 25 presidentes do Brasil, 26 Jogos Olímpicos e ainda esbanjar lucidez e vitalidade é um privilégio para raras pessoas no planeta. Aos 111 anos, dona Josefina Neto de Assis Silveira é exemplo de vida para qualquer um. Nascida em Rio Espera, na Zona da Mata, em 22 de março de 1902, ela é a matriarca de uma família de mineiros que se estabeleceu na capital de São Paulo há cinco décadas. Apesar da idade avançada, dona Josefina tem forças para subir e descer sozinha a escada de seu sobrado no Bairro da Mooca todos os dias e ainda guardar vivas na memória lembranças que ultrapassaram os séculos.

Ao contrário de algumas mulheres que escondem sua data de nascimento, dona Josefina orgulha-se de tamanha longevidade. “Tenho 111 anos e estou feliz. Quanto mais a gente viver, melhor!”, diz, com um sorriso largo no rosto de poucas rugas. Tímida diante de desconhecidos, mas atenta a tudo que se passa ao redor, aos poucos ela se solta e recorda episódios de um passado rico em histórias. “Eu estava com oito anos quando falaram que um cometa ia passar no céu. Eu fui pra janela para ver e lembro-me como se fosse hoje. A gente enxergou aquela cauda grande dele. Foi uma beleza”, conta, referindo-se ao cometa Halley, que rasgou o céu brasileiro na madrugada de 19 de maio de 1910.

Dona Josefina não esquece também o dia em que o primeiro carro chegou a Rio Espera, cidade de 6.078 habitantes de acordo com o Censo 2010. “O primeiro carro da cidade era do sobrinho do padre Agostinho. Quando eu vi não senti nada de mais, mas as outras moças ficaram todas assanhadas. Ele cobrava cinco mil réis de cada uma para dar uma volta e enchia o carro de gente”, relembra. Saudosa, a mineira centenária guarda até hoje paixão pela terra, que não visita há mais de uma década. “Faz tempo que não vou pra lá, mas ainda me lembro de tudo. Tenho muitas saudades de Minas. Eu vim para São Paulo contrariada. Estava cheia de serviço como costureira lá, mas meu marido veio pra cá, o que eu ia fazer?”, repete várias vezes, chegando a se emocionar mesmo depois de tantos anos.

MEMÓRIA  Josefina nasceu em uma família tradicional de Minas Gerais. Ela é neta por parte de mãe do doutor José Francisco Netto (1827-1886), nomeado Barão de Coromandel por dom Pedro II em reconhecimento aos serviços médicos prestados durante um surto de varíola que atingiu o estado. Nascido em Congonhas e radicado em Itaverava, o Barão de Coromandel chegou a governar a província entre 1880 e 1881. Durante a infância, a neta Fina, como era chamada, viveu junto com 10 irmãos na fazenda Pouso Alegre, produtora de leite e cachaça, onde conviveu com filhos de escravos libertos em 1888. No casarão e mais tarde no Colégio Imaculada Conceição, em Barbacena, ela aprendeu a ler, escrever, dançar, cantar, tocar violão, bordar e costurar – atividade que exerceu por quase um século.

Em 22 de fevereiro de 1930, ainda em Rio Espera, ela se casou com Jacob Nogueira da Silveira, dentista por instrução e comerciante e vereador por vocação. Com seu esposo teve três filhos – Aloísio, José e Geraldo –, e adotou mais um, a Nazinha, que vive com ela até hoje, aos 86 anos. Foi no fim da década de 1950, quando Jacob recebeu o convite de um amigo para trabalhar em São Paulo, que Josefina teve que deixar sua amada terra. O marido veio antes. Ela resistiu às cartas que chegavam com frequência, mas depois pegou a estrada também, em 1959. Os quatro filhos acompanharam a família e se estabeleceram na capital paulista. Quando Jacob faleceu, em 1982, Josefina já não tinha mais razões para voltar.

Hoje, ela tem cinco netos e dois bisnetos, e se o tempo deixar ainda verá outros nascerem. “Ela diz que não é fruta rara. Mas ela desce e sobe escada, toma banho sozinha. Ela tem muita vontade de viver”, conta Geraldo de Assis Silveira, de 71, administrador, o filho caçula. Aos 111 anos de idade, Dona Josefina carrega em si mais vida que muitas pessoas.

FONTE: Estado de Minas.


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