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Escoceses criam cerveja com teor alcoólico de 67,5%

Brewmeister, responsável pela “Armageddon”, ex-cerveja “mais forte do mundo”, cria a “Snake Venom”, com teor alcoólico de 67,5%. Aviso na garrafa pede que bebedores evitem doses com mais de 35 ml de uma só vez

 

Cerveja Snake Venom tem teor alcoólico de 67,5%

A Armageddon perdeu o título de “cerveja mais forte do mundo”, mas ele segue com os mesmos proprietários de antes. O recorde pertence agora à Snake Venom, produzida pela Brewmeister, da Escócia, com um teor alcoólico de 67,5%, superando os 65% da “Fim do Mundo”. Reveja aqui a notícia sobre a Armageddon no final de 2012.

De acordo com os fabricantes, ingredientes como malte de turfa defumada e dois tipos de levedura ajudam a garantir o alto teor alcoólico da bebida, que ao contrário da Armageddon, não mascara tanto o gosto do álcool.

“O álcool é muito forte, mas a cerveja ainda tem mais gosto de cerveja do que de um destilado”, informa o site oficial da cervejaria. Para alertar os clientes, um aviso amarelo na garrafa avisa do teor da bebida e pede que eles evitem beber doses com mais de 35 ml de uma só vez. A Veneno de Cobra de 275 ml custa 50 libras esterlinas (cerca de R$ 179).

* Bebidas alcoólicas são proibidas para menores de 18 anos. Se beber, não dirija.

FONTE: iG.


 

 (AFP PHOTO DDP/SASCHA SCHUERMANN )

O sabor da cerveja sozinho, mesmo sem qualquer efeito alcoólico, ativa o sistema de recompensas do cérebro, revela um estudo publicado na segunda-feira.

Neurologistas da Universidade de Indiana pediram a 49 homens que escolhessem beber entre sua cerveja favorita e um isotônico, tipo de bebida utilizada por quem pratica esportes, enquanto seus cérebros eram escaneados por uma tomografia por emissão de pósitrons (PET).

O objetivo foi observar a dopamina, elemento químico em uma área do cérebro denominada estriado ventral, que dá a sensação de recompensa.

A cerveja foi racionada em minúsculas porções – apenas 15 mililitros ou uma colher de sopa a cada 15 minutos – de forma que o cérebro pudesse ser escaneado sem a influência tóxica do álcool.

Veja detalhes do circuito de recompensa cerebral  (Reprodução www.virtual.epm.br)
Veja detalhes do circuito de recompensa cerebral

Apenas sentir o gosto da cerveja ativou os receptores de dopamina e este efeito foi maior do que no caso do isotônico, mesmo que muitos voluntários tenham dito preferir o gosto de refrigerantes, afirmaram os cientistas.

O efeito da dopamina foi significativamente maior entre os voluntários com histórico familiar de alcoolismo, explicaram.

“Nós acreditamos que esta é a primeira experiência em humanos a demonstrar que apenas sentir o sabor de uma bebida alcoólica, sem qualquer efeito intoxicante alcoólico, pode trazer à tona a atividade da dopamina nos centros de recompensa do cérebro”, afirmou David Kareken, professor de neurologia que chefiou os experimentos.

A dopamina tem sido há muito tempo associada ao forte desejo de uma substância, havendo evidências anedóticas que sugerem que pode ser ativada pelo som, pela visão ou pelo cheiro de um bar.

Consequentemente, os cientistas se concentraram em técnicas para evitar ou minimizar estes gatilhos. Enquanto isso, especialistas em farmacologia estudam tratamentos para bloquear a resposta das células à dopamina.

O estudo, publicado no periódico Neuropsychopharmacology, provocou respostas contraditórias em especialistas externos.

Alguns consideraram o estudo inovador, enquanto outros consideram que foi muito restrito e muitos ficaram intrigados com o fato de uma conexão familiar com o alcoolismo ter sido vinculada com uma resposta maior da dopamina.

“Sabemos que a exposição a estas recompensas condicionadas às vezes é o gatilho que induz dependentes químicos em abstinência a sofrer recaída”, disse Dai Stephens, professor de psicologia experimental da Universidade britânica de Sussex.

“Entender o mecanismo por trás das diferenças nas consequências deste tipo de condicionamento entre indivíduos com e sem riscos de sofrer de alcoolismo poderia apontar caminhos para reduzir esses riscos”, acrescentou.

FONTE: Estado de Minas.


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