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BH registra novo recorde histórico de temperatura
Máxima alcançada na tarde desta quinta-feira (22) foi de 37,7°C, batendo os 37,4°C registrados na última sexta-feira (16); chuva cai agora nesta tarde em Contagem e na região Norte da capital
Morena água
A capital mineira registrou novo recorde histórico de temperatura na tarde desta quinta-feira (22). A máxima alcançada foi de 37,7°C, batendo os 37,4°C registrados na última sexta-feira (16).

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De acordo com o meteorologista da Cemig Arthur Chaves, a temperatura foi alcançada entre 15h e 16h na região da Pampulha. “A tendência é de que os próximos dias continuem quentes até pelo menos a próxima terça-feira, quando há expectativa para o aumento das chuvas”, afirma Chaves. A umidade relativa do ar registrada na capital mineira de 21%.

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Nesta tarde, chove em alguns pontos da região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Chaves, a região Norte e pontos entre Contagem e Ribeirão das Neves são os mais atingidos por temporais de fraca intensidade.
Com 37,4º, BH registra sua maior temperatura deste 2012BH tem recorde de calor e baixa umidade no inverno neste sábadoBH registra segundo dia mais quente desde 1910, 37,2ºCDepois de longa seca, deve chover em Belo Horizonte nesta quarta-feiraCalor continua e chuva é esperada na tarde de domingoPrevisão é que temperatura fique entre 13º e 28º em BH

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Ventania

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Uma pessoa que trabalha em um dos prédios da Cidade Administrativa disse que pouco antes da chuva cair uma ventania derrubou parte da estrutura da entrada do local. Janelas teriam sido quebradas pela força do vento.

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Atualizada às 16h29

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FONTE: O Tempo.


Termômetros marcam 37,40C em BH, maior temperatura registrada desde 1910. Moradores recorrem a fontes, praças e locais climatizados para se refrescar

Garoto se refresca com roupa e tudo na fonte da Praça da Estação, no Centro de BH: calor combinado com umidade do ar de apenas 12% castigou belo-horizontinos (TULIO SANTOS/EM/D.A PRESS
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Garoto se refresca com roupa e tudo na fonte da Praça da Estação, no Centro de BH: calor combinado com umidade do ar de apenas 12% castigou belo-horizontinos

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As irmãs Beatriz, de 34 anos, e Aline Laurita Rodrigues, de 30, chegaram por volta das 15h30 à Praça da Estação, no Centro. A ideia era pegar o mais rápido possível o ônibus para casa, em Santa Luzia, mas o calor insuportável mudou os planos: de roupa e tudo, as duas resolveram se refrescar antes na fonte luminosa da praça. “A gente não resistiu. Hoje esquentou demais”, justificou Beatriz. Assim como as irmãs, moradores de Belo Horizonte e da Região Metropolitana recorreram a fontes, bicas, praças e locais climatizados para enfrentar a tarde mais infernal já registrada na capital em mais de um século. Exatamente às 14h15, a estação da Pampulha marcou 37,40C, maior temperatura medida na cidade desde 1910.
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O calor de ontem superou o recorde anterior, de 37,10C, de 30 de outubro de 2012. O dia foi tão quente que já às 13h40, a estação de medição na Região Centro-Sul já marcava 370C, temperatura que ainda não havia sido registrada este ano. Os termômetros em alta, dizem os meteorologistas, são reflexo de massa de ar quente e tem relação com El Niño – fenômeno  que aquece a temperatura da água no Oceano Pacífico, na costa do Peru e do Equador. “A gente já esperava que as temperaturas batessem recordes porque o El Niño é um mais intensos dos últimos 65 anos”, diz o o meteorologista Ruibran dos Reis, do Instituto ClimaTempo. A situação deve se repetir outras vezes até o fim do ano. “Ainda vamos ter temperaturas elevadas em novembro e dezembro, com várias ondas de calor”, afirma Ruibran.
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Para piorar, a umidade relativa do ar ficou em torno de 12%, o que é considerado estado de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – índice abaixo de 30% já é prejudicial à saúde. Tanta secura levou a cozinheira Neide Almeida, de 47, a atender aos pedidos da filha Hilary, de 6, e do neto Thales, de 4, para tomar banho na fonte da Praça da Estação. “Não tive como negar, é muito calor”, disse a avó.
Calorão 3
Perto dali, na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul, as sombras das árvores eram disputadas por frequentadores. A funcionária pública Heloísa Gouvêa, de 49, recorreu ao chapéu para proteger o rosto. “Minha pele é muito sensível e tenho que me proteger”, justificou. “Peguei a roupa mais leve que tinha para suportar esse calorão”. A amiga Edelvais Queirós, de 47, comprou sorvete e uma garrafa d’água. Já os estudantes Henrique Guimarães, de 18, e Kamila Xavier, de 19, preferiram ir para a Praça do Papa, no alto do Bairro Mangabeiras. Os dois deram sorte: uma leve brisa aliviou um pouco o calor.
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Mais sorte ainda teve a encarregada de expedição Geise Soares, de 24. Ela trabalha em um local que ontem dava inveja a muita gente: uma fábrica de gelo na Avenida Presidente Carlos Luz, no Bairro Caiçara, Região Noroeste da capital. “Sempre vou à câmara fria verificar o estoque de gelo e para mim é a melhor hora”, disse Geise.
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Calor em todo o estado
No interior de Minas Gerais, o calor também castigou moradores. A maior temperatura foi registrada em Ituiutaba e Campina Verde, no Triângulo Mineiro. Nestas cidades, os termômetros atingiram 410C, próximo ao recorde do ano, que foi de 41,40C, registrado em Mocambinho em 5 de outubro. A previsão do tempo para os próximos dias indica possibilidade de chuva em cidades da Zona da Mata e do Sul de Minas, mas Belo Horizonte não deve registrar precipitações durante o fim de semana, embora a passagem de frente fria no domingo pelo litoral de São Paulo possa contribuir para o aumento da umidade.
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INCÊNDIO Bombeiros e brigadistas não conseguiram controlar ontem o incêndio que consome há três dias a vegetação do Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, entre Belo Horizonte e Brumadinho. Os trabalhos foram encerrados por volta das 20h e seriam retomados às 5h de hoje. As chamas se concentram próximo ao manancial da Região do Barreiro, na capital mineira e chegaram a ameaçar casas. “Se aproximaram da casa de um funcionário do IEF (Instituto Estadual de Florestas) e de residências de uma ocupação, mas não chegaram a atingir nenhuma. Outras 18 unidades de conservação em Minas seguem sendo destruídas por incêndios.

 

Além do calor, BH enfrenta incêndios, como o que consome reserva do Rola-Moça  (Túlio Santos/EM/D.A Press)
Além do calor, BH enfrenta incêndios, como o que consome reserva do Rola-Moça

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FONTE: Estado de Minas.


Belo Horizonte registra sua maior temperatura da história

O valor foi registrado, por volta das 14h15, na estação Pampulha. O valor superou a máxima histórica de 37,1ºC, registrada em 30 de outubro de 2012

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Ficar até na sombra em Belo Horizonte está sendo difícil nesta sexta-feira. A capital mineira atingiu a maior temperatura já registrada na cidade desde 1910. Os termômetros chegaram, por volta das 14h15, a 37,4ºC na estação de medição da Pampulha. O valor superou a máxima histórica de 37,1ºC, registrada em 30 de outubro de 2012. A umidade relativa do ar está em torno de 12%, o que é considerado estado de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando o índice fica abaixo de 30% já é prejudicial a saúde.

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FONTE: Estado de Minas.


35,8ºC

Belo Horizonte tem o dia mais quente do ano; veja a previsão

Essa foi a maior temperatura registrada na capital mineira no mês de setembro desde o ano de 2007, quando alcançou a marca de 36,1º

Calorão

Com 35,8ºC atingidos às 15h desta quinta-feira (24), Belo Horizonte teve hoje o dia mais quente do ano, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), superando inclusive as temperaturas registradas nos meses de janeiro e fevereiro, em pleno verão. O motivo para o forte calor seria uma massa de ar quente que está sobre Minas Gerais nos últimos dias, propiciando as altas temperaturas.

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O pico da temperatura foi às 15h, começando a baixar à medida que o sol vai baixando. De acordo com o meteorologista Luiz Ladeia, esta foi a maior temperatura no mês de setembro desde 2007. “Coincidentemente, no dia 24 de setembro daquele mês, os termômetros registraram 36,1º”, lembra.

Previsão

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A previsão para esta sexta-feira (25) é que a temperatura máxima fique em torno de 34ºC. “Claro que pode até superar, mas acreditamos que hoje será realmente o dia mais quente”, diz o meteorologista. Ainda de acordo com ele, a umidade relativa do ar nesta quinta-feira está na média de 19%. “Já esteve mais baixo, como no último sábado (19), quando a umidade chegou ao índice de 10%”, diz Ladeia.

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Ainda de acordo com o especialista, essa massa de ar quente vem elevando as temperaturas no Estado para uma média acima de 30º desde o último dia 17 de setembro. “O quadro é de instabilidade pelo menos até segunda-feira (28), a não ser no Sul de Minas, onde provavelmente haverão chuvas no fim de semana que abaixarão os termômetros”, finaliza Ladeia.

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Chuva

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De acordo com o meteorologista Heriberto dos Anjos, do Centro de Climatologia TempoClima PUC Minas, a chuva só deve chegar a Minas entre os últimos dias de setembro e o início do mês de outubro. Ela virá em forma de pancadas rápidas, mas com volume significativo, o que pode causar transtornos. A expectativa é que a chuva nos meses de outubro e novembro fique dentro da média.

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FONTE: O Tempo.


Dólar sobe a R$ 4,05 e bate recorde

Cotação comercial da moeda norte-americana frente ao real atinge o maior valor da história e reflete o nervosismo dos investidores com a situação política e econômica do país

Real

O dólar atingiu ontem o maior preço da história ao encerrar o dia cotado a R$ 4,054, uma alta de 1,83%. É a maior cotação nos 21 anos do Plano Real – antes, o pico ocorreu em 10 de outubro de 2002, quando a moeda dos EUA, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais, fechou a R$ 3,99. A crise política que assola o país e as ameaças à execução do ajuste fiscal – com a possibilidade de derrubada de vetos pelo Congresso Nacional que aumentam as despesas públicas – levaram os investidores a buscar proteção na divisa norte-americana. A falta de previsibilidade em relação à economia brasileira também levou a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) a encerrar o pregão em queda de 0,7%, aos 46.264 pontos.
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A cotação do dólar turismo chegou a R$ 4,270. Nem mesmo as intervenções do Banco Central estão freando a disparada da moeda dos Estados Unidos frente o real. Ontem, o BC não fez intervenções extras no mercado. Na segunda-feira, a autoridade monetária havia promovido leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) de até US$ 3 bilhões, que contiveram a alta do dólar por apenas quatro minutos.

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No mercado, os analistas temem que a possível elevação de gastos do Executivo tenha como consequência o rebaixamento da nota de crédito do país por mais uma agência de classificação de risco. Caso isso ocorra, haverá uma fuga de capitais para mercados maduros, e a moeda estrangeira encarecerá ainda mais. Os brasileiros sentirão no bolso essa alta do dólar na hora de viajar para outros países ou até mesmo quando forem à padaria comprar um pão. O trigo, matéria-prima para fazer o pão francês, subirá, em média, 5% e isso será repassado aos consumidores.
Em meio às incertezas políticas, o real já desvalorizou 52,6% em relação ao dólar desde o início do ano. Essa depreciação só é menor do que a do rublo, moeda oficial da Rússia, que já perdeu mais de 60% do valor ante a divisa norte-americana. Sem a certeza de que o país conseguirá executar os ajustes para equilibrar as contas públicas, os agentes econômicos preferem comprar a moeda estrangeira para se proteger do que investir diretamente no Brasil.

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Dados do Banco Central comprovam que não há falta de dólares no país. De janeiro a agosto, o fluxo cambial é positivo em US$ 11,2 bilhões e nos primeiros 18 dias de setembro, de US$ 383 milhões. O gerente de Câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, explicou que há oferta da moeda norte-americana na economia brasileira, mas as incertezas em relação ao futuro levam os investidores a desconfiar dá capacidade do governo de ajustar as contas públicas para tornar o país atrativo para receber investimentos.

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“O preço do dólar está totalmente atrelado ao cenário de crise política. Sem previsibilidade para os próximos meses, os investidores montam posições em dólar para se proteger de qualquer problema maior. Nesse ambiente, o mercado toma uma posição defensiva. Todos temem que ocorra uma ruptura maior, que levará o país para o buraco”, comentou. Os investidores agora vão na direção oposta à que o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, pregava em outubro do ano passado. “Vai quebrar a cara quem apostar na alta do dólar”, disse ele quando a cotação comercial da moeda dos EUA estava em R$ 2,43.
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Efeitos Na opinião do sócio da Rosenberg Partners Marcos Mollica, além da crise política, o mercado questiona a capacidade do governo de executar as medidas anunciadas para equilibrar as contas públicas. Conforme ele, poucos cortes de despesas foram anunciados e o ajuste passa pelo aumento de receitas por meio do aumento de tributos. “Há uma preocupação com a falta de âncora fiscal”, disse. Para Mollica, o encarecimento do dólar aumentará as pressões inflacionárias nos próximos meses.

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Na opinião dele, se nos últimos meses os repasses da alta da divisa norte-americana para os preços foram moderados em meio à recessão econômica, a tendência é de que aumentem daqui para frente. “Se o dólar permanecer nesse patamar, os empresários terão que reajustar os valores de mercadorias e serviços. E o BC será obrigado a aumentar juros, porque há um efeito carregamento para o próximo ano”, destacou. O economista-chefe da GO Associados, Alexandre Andrade, afirmou que a tendência é de que o dólar termine o ano próximo de R$ 4 e que em 2016 ultrapasse esse patamar em virtude da crise política.

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Análise da notícia – Injeção direta na taxa de inflação

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Marcílio de Moraes
Mais do que encarecer as viagens ao exterior, a disparada do dólar vai pesar no bolso de todos os brasileiros. É uma injeção direta na taxa de inflação do país no curto prazo, capaz de anular a desaceleração provocada pela redução dos preços dos alimentos. Com a economia desaquecida, o repasse da alta da moeda dos Estados Unidos para os preços internos não será imediato, mas será inevitável. Do trigo importado aos componentes eletrônicos para os mais diversos aparelhos, passando pela gasolina, o Brasil ampliou nos últimos anos o grau de inserção dos importados na sua economia e o preço a ser pago virá agora. Com forte influência da crise política e sem sinais claros de que ela se dissipará, o dólar seguirá sua trajetória de alta. Já há quem aposte que ele chegue a R$ 4,50. Benéfica para as exportações, uma cotação nesse patamar vai ser danosa para a grande parte da sociedade brasileira.

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FONTE: Estado de Minas.


Pimentel diz que preço da conta será usado para diminuir consumo

Governo estuda cobrar uma taxa extra na conta de quem não economizar água; valor não foi informado; leia a íntegra da entrevista ao “MGTV”

“30% é o cálculo que nós fizemos, que permite atravessar o ano sem risco de um colapso. Pode ter aqui ou ali alguma necessidade de rodízio, mas vai ser uma coisa mais suave do que seria se nós não tomarmos uma medida”, disse o governador.

Segundo ele, o governo vai comparar o consumo do mês com a média consumida pelo cliente da Copasa ao longo de todo o ano de 2014. Pimentel não detalhou as medidas aplicadas para a redução do consumo, mas destacou que tanto residências quanto contas comerciais serão atingidas.

“O consumidor vai saber qual é a média dele. Vai ser informada na conta. E se ele está acima ou abaixo, é só ele ver o que foi medido no hidrômetro. Se tiver acima, ele vai ter que pagar mais caro e vai ter que reduzir”, explicou Pimentel.

Ele também destacou que, caso não seja a feita a redução do consumo, o sistema de abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte pode entrar em colapso entre julho e agosto. As primeiras obras visam aumentar a capacidade de captação de água e têm previsão de conclusão em novembro deste ano, quando começa a nova temporada de chuva.

Recém-eleito, ele destacou que a situação da empresa e dos reservatórios poderia ser outra, já que medidas preventivas já poderiam estar sendo tomadas desde meados do ano passado, quando as fontes de abastecimento começaram a indicar quedas.

Questionado sobre a taxa de desperdício, Pimentel não perdeu a oportunidade para novamente indicar problemas na gestão anterior e alegar que a Copasa, que era considerada uma empresa com nível de excelência, atualmente apresentar uma taxa de desperdício de 40%. Ele prometeu que a empresa “dará o exemplo” para os consumidores, melhorando o serviço e reduzindo o tempo de espera para reparos das redes danificadas.

Leia a íntegra da entrevista de Pimentel ao “MGTV”:

“Explicar primeiro para quem nos vê a necessidade tão grande de economia. É que nós temos que atravessar o ano. Nós vamos tomar outras medidas e por isso fui a Brasília e conversei com a presidente para pedir ajuda do governo federal.

Nós vamos fazer obras que vão reforçar a capacidade de captação de água tanto nos sistema Paraopeba como no Rio das Velhas. Isso vai nos permitir, se tudo correr bem, chegar em novembro com essas obras já em operação e, aí, a nova estação de chuvas, que começa no final deste ano, poderá encher mais os reservatórios.

O problema é que até lá não tem saída a não ser economizar água. E tem que economizar muito. 30% é o cálculo que nós fizemos, que permite atravessar o ano sem risco de um colapso. Pode ter aqui ou ali alguma necessidade de rodízio, mas vai ser uma coisa mais suave do que seria se nós não tomarmos uma medida.

Como nós não fizemos isso antes, poderia ter sido feito no ano passado, isso que estamos fazendo hoje, deveria ter sido feito em meados do ano passado, quando a coisa já estava se agravando. Não foi feito. Temos que fazer agora.

Nós vamos pedir a colaboração da população de um lado. Eu tenho certeza que todos vão colaborar, mas vamos incentivá-la de uma forma mais expressiva, criando uma sobretaxa no sistema.

Ou seja, aquele consumidor que gastar mais do que a média do ano passado e média é inferior do que ele está gastando hoje, com toda certeza, porque hoje, o nível de consumo está muito alto, quem gastar acima da média, vai ter uma conta de alta maior. Vai ter uma conta de água mais cara.

Vamos medir na conta. Vai ser transparente. O consumidor vai saber qual é a média dele. Vai ser informada na conta. E se ele está acima ou abaixo, é só ele ver o que foi medido no hidrômetro. Se tiver acima, ele vai ter que pagar mais caro e vai ter que reduzir. Quanto ele vai ter que reduzir? Da média para baixo, nós queremos os 30% do que está sendo gasto hoje. Se isso for conseguido, eu acho que a gente consegue atravessar sem ter que nem fazer rodízio e também se racionar.

Entrevistadora: Qual é o prazo para isso acontecer?

O que o diretor da Copasa, como vocês viram na matéria, falou é que se nada mudar, até julho, no máximo, agosto, nós entramos e colapso. Isso significa que vai faltar água mesmo. Nada mudar é o que? O consumo continuar nesse ritmo, nós conseguirmos aumentar em nada a captação, isso a gente provavelmente não consiga, e não chover nada.

Bom, alguma coisa vai chover. Nós estamos prevendo um nível de chuva abaixo das médias históricas, mas alguma chuva haverá e o consumo tem que cair. Caindo o consumo e chovendo um pouco, nós podemos atravessar de agora até setembro e outubro sem maiores riscos. Aí, em novembro, se Deus quiser e tudo ocorrer bem, nós vamos estar com obra que eu mencionei pronta.

Mas falta tanto tempo para novembro? O racionamento, como seria?

Nós ainda não temos um modelo de racionamento porque estamos concentrando nesses primeiros dias agora. Temos que saber que chegamos agora ao governo e estamos enfrentando essa dificuldade. Estamos concentrando nessa campanha que a imprensa nos ajuda muito, de redução de consumo. Pedindo para os cidadãos que diminuam o consumo de água e consuma de maneira racional. Agora, o modelo de racionamento, nós vamos discutir com a sociedade. Vamos fazer tudo de forma muito transparente.

Você não pode racionar água de um hospital. Você não pode racionar água de um presídio e de um escola. Agora nas residências e nos prédios comerciais, você pode racionar e deve racionar se for necessário. A regra vamos discutir primeiro com todo mundo.

O governo federal vai ajudar como? Você fala em obras. Como seria?

Com dinheiro. Porque não verdade esse problema, o problema da água, no nosso caso aqui, ele é inteiramente estadual. A captação é toda feita dentro do Estado. Os rios todos que nós captamos são estaduais.

Como seriam essas obras?

Nós temos na região metropolitana, dois pontos básicos de captação: o rio das Velhas e o Rio Paraopeba. O rio Paraopeba abastece três reservatórios basicamente. Isso que vocês mostraram na matéria. O que está pior é o Serra Azul, e tem o Rio Manso e Várzea das Flores. Nós vamos aumentar a captação no Rio Paraopeba expressivamente de quatro a cinco metros cúbicos por segundo, com essa obra que vamos fazer. Já temos um contrato que permite fazer a obra. Isso vai acelerar. A gente precisa de alguns licenciamentos ambientais adicionais. Vamos acelerar esse processo. Vamos mudar um pouquinho o escopo do contrato. E fazer essa captação do Paraopeba, jogando no reservatório do Manso. É que hoje a rede é interligada. Ou seja, se você joga no Manso, depois, você pode transferir para os outros reservatórios, inclusive para o Rio das Velhas, que não tem reservatórios, mas caixas d’agua.

Então, isso resolve de médio prazo o problema de captação. Depois disso, vamos fazer uma obra maior, que é criar um outro sistema para, aí, dar segurança à população da região metropolitana, que poderíamos chegar até 2050 sem grandes problemas.

O outro sistema seria captar água em outro ponto, provavelmente naquela região da Serra do Cipó. Taquaraçu, Jaboticatubas, por ali. Isso, nós estamos estudando, mas vai demorar de três a quatro anos, para o sistema estar pronto e funcionando. Tem que fazer projeto ainda. O emergencial é esse que eu falei e acredito que até o fim do ano vai estar em atividade.

… mostrada matéria de desperdício da Copasa…

O que você tem a dizer para as pessoas? A Copasa tem que dar o exemplo. Pode ser mostrar mais eficiente?

Pode não. Ela tem que dar o exemplo. A verdade é que herdamos uma situação muito ruim. A Copasa, ao longo dos anos, ela já foi uma empresa de excelência, mas ela foi perdendo essa eficiência, essa capacidade de responder prontamente aos chamados. O índice de vazamento é assustador. Quer dizer: 40% da água que a gente bombeia para as residências, não chega nas residências. Ela vai se perdendo nas redes de distribuição. Isso é um índice espantoso. Eu fico estarrecido de, em 12 anos, dos governos anteriores isso não ter sido sequer atacado. Não foi corrigido. A rede é antiga e tem que ser substituída. O tempo de resposta, como disse esse cidadão, é muito lento. Não é possível você fazer esse comunicado e só no dia seguinte, no meio do dia, aparecer alguém para atender.

Hoje já tem 40 equipes da Copasa vistoriando a cidade e de prontidão para reduzir esse tipo de chamada. Nós vamos reduzir o tempo de espera. Isso tudo vamos tomar providência. Peço um pouco de paciência também do cidadão e da cidadã da região metropolitana porque estamos chegando agora. A situação não é boa. Estamos fazendo todo esforço. Eu criei uma força tarefa no governo voltada para essa questão. Estou dedicando a isso todo o tempo possível. Vai melhorar. Mas precisamos que o cidadão economize 30% de seu consumo para que atravessemos o ano sem maiores problemas.

Como você vai evitar que isso vire uma crise na economia do Estado?

Essa é a nossa grande preocupação. A primeira é garantir água para o consumo humano, para o consumo animal, no caso da agropecuária, aí, em seguida, esses exemplos que foram mostrados, que é de irrigação que é importantíssimo na cadeia agropecuária e o uso industrial da água. Ali tinha um bom exemplo de reaproveitamento da água de uso industrial e também de reaproveitamento de água de chuva, de água pluvial. Temos que incentivar isso.

Nós estamos muito preocupado e muito focado nisso. Amanhã mesmo eu devo estar, pela manhã, fazendo um sobrevoo pelos reservatórios e depois vou a Três Marias para ver com o presidente da Cemig o nível da represa, que está baixo. Três Marias é importante não só para a geração de energia, mas porque fornece água para vários projetos de irrigação no entorno e queremos garantir que nada disso seja interrompido.

Para que isso aconteça, preciso da colaboração de todos. Então, é uma responsabilidade do governo do Estado, sim. Mas quero dizer para todo cidadão para ajudar. Vamos economizar água na sua casa, na sua empresa, onde for possível. Vamos atravessar um ano difícil no ponto de vista do abastecimento de água. Mas vamos sair vencedores lá na frente. Vamos trabalhar com ânimo. Estamos dispostos a enfrentar a crise. Tenho certeza que a população vai nos ajudar.”
COMENTÁRIOS (4)

F.<br />FREITAS
F. FREITAS
Agora está explicado porque ainda não adotaram o racionamento, isto provocaria perda da arrecadação com o extorsivo ICMS.Com a multa resolverão o problema.
Responder 10:27 PM Jan 28, 2015
eduardo<br />mello
eduardo mello
tudo mal administrado… pagamos conta para Copasa e impostos para o Governo. Sera que o GOverno fez sua parte e investiu dinheiro em obras de emergencia como uma situacao destas? Logico que nao… O brasil e um Pais caro de viver, onde tudo e dificil e nada recebido. Esta ficando pior a cada dia. Parabens Governo por me fazer desacreditar em voce a cada dia.
Responder 10:21 PM Jan 28, 2015
Valter<br />Oliveira
Valter Oliveira
Economizar pela incompetência do governo! A conta é sempre paga pela população.
Responder 9:29 PM Jan 28, 2015
ERMÍCIO<br />FRANCISCO<br />DE<br />AQUINO
ERMÍCIO FRANCISCO DE AQUINO
E a COPASA, vai cortar 30% nos seus gastos? Pago para ver.
Responder 8:25 PM Jan 28, 2015

 

FONTE: O Tempo.


Com 36°C, Belo Horizonte tem novo recorde de temperatura em 2014

Nível de umidade do ar chegou a 12%.
Calor deve permanecer na capital mineira nesta quarta-feira.

 

Belo Horizonte teve um novo recorde de temperatura em 2014 nesta terça-feira (14).

De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), os termômetros marcaram 36° entre às 14h e às 15h.

Belo Horizonte tem recorde de temperatura com 36°C nesta terça-feira (Foto: Reprodução / TV Globo)Belo Horizonte tem recorde de temperatura com 36°C nesta terça-feira

O nível de umidade do ar na capital mineira atingiu 12%, o que é considerado estado de alerta. Segundo a meteorologia, a previsão é que o calor continue nesta quarta-feira (15), também com 36°C.

O dia mais quente do ano registrado anteriormente em Belo Horizonte foi neste domingo (12) – com termômetros na casa dos 34,9°C.

FONTE: G1.



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