Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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MEMÓRIA
Tradição tropeira valorizada
Cidade de Itabira comemora aniversário do Museu do Tropeiro

Cavaleiros da região de Itabira participam das comemorações

Para recuperar a memória e as antigas tradições dos tropeiros, viajantes que desbravaram Minas Gerais nos séculos XVII e XVIII e por aqui enraizaram parte de sua cultura, o distrito de Ipoema, em Itabira, comemora a Semana da Cultura Tropeira, em homenagem ao 11º aniversário do Museu do Tropeiro.

Com uma intensa agenda de atividades, a programação sofreu uma intercorrência: marcada para esta sexta-feira, a inauguração do monumento ao Tropeirismo, na entrada do distrito, foi adiada. Na finalização da peça, o artista plástico acabou danificando a obra, que não ficará pronta a tempo para as festividades.

Apesar disso, a programação segue. Um dos destaques da agenda é o show gratuito do violeiro Almir Sater, amanhã, no Campo do Aliança. “A apresentação é um dos eventos mais esperados. Em homenagem aos tropeiros, a viola não poderia faltar”, diz a gestora do museu, Aparecida Leite Madureira.

Além da música de raiz, as comemorações destacam outros aspectos importantes da cultura sertaneja, como as cavalgadas, a religiosidade e a gastronomia.

Hoje, como já acontece há 11 anos, uma comitiva de cavaleiros representa as viagens feitas pelos tropeiros, atravessando um trecho da Estrada Real. O grupo vai se reunir no município de Santa Bárbara e percorre 58 km até Bom Jesus do Amparo. Durante o descanso, os cavaleiros vão experimentar o feijão tropeiro feito na fazenda Morro Vermelho.

Amanhã, depois do pouso, eles seguem viagem e se encontram com outras comitivas de comunidades rurais a caminho de Itabira. Na frente do Museu do Tropeiro, no distrito de Ipoema, a chegada dos cerca de 2.000 mil cavaleiros será celebrada à moda antiga, como manda a tradição: estalares de chicote e toque de berrante.

A festa continua com a apresentações de grupos culturais, como as Lavadeiras de Ipoema, que representam as cantadeiras que se reuniam nas beiras de riachos para lavar roupas, enquanto entoavam cantigas.

Depois dessa recepção, um ato religioso finaliza os festejos. “Os cavaleiros vão receber a bênção de um padre, evocando a grande religiosidade dos tropeiros originais, que eram muito devotos de Nossa Senhora Aparecida”, conta Madureira.

Exposição. Até amanhã, o Museu do Tropeiro exibe uma mostra com trabalhos de alunos de comunidades rurais que desenvolveram uma linha do tempo, desde a época dos tropeiros até os tempos atuais.
Agenda

O quê. 11ª edição da Semana da Cultura Tropeira

Quando. Até amanhã

Onde. Museu do Tropeiro (travessa Professor Manoel Soares, 217, Ipoema, distrito de Itabira) e outro endereços

Quanto. Entrada gratuita

FONTE: O Tempo.


CÃO DE GUARDA

Os bons companheirosVira-lata acompanha e vigia menino de 2 anos que ficou perdido por 12 horas em mata na zona rural de Bom Jesus do Amparo, na Região Central. “Foi um anjo protetor”, diz mãe

Oreia e o pequeno Luiz, um dia depois de serem achados em mata  a um quilômetro de casa (Tulio Santos/EM/D.A Press)
Oreia e o pequeno Luiz, um dia depois de serem achados em mata a um quilômetro de casa

Bom Jesus do Amparo – O cão é mesmo o melhor amigo do homem – e, principalmente, das crianças. A história do pequeno Luiz Otávio Soares Barcelos, de dois anos e meio, e seu companheiro, o vira-lata “Oreia”, de três, emociona a cidade localizada na Região Central, a 70 quilômetros de Belo Horizonte, e leva um grande alívio à comunidade rural de Três Barras, a pouco mais de meia hora do Centro da cidade. Tudo começou por volta das 18h de segunda-feira, quando, logo depois de chegar cansada da capital e dar um banho caprichado no filho, a dona de casa Mislene Gonzaga Soares, de 24, por um descuido, não viu quando o garotinho desapareceu, como se fosse num passe de mágica. Amigo verdadeiro, Oreia foi atrás. “Foi mesmo um descuido de segundos. Meu filho é muito esperto, a gente tem que ficar de olho, mas ele nunca sumiu assim”, disse, ontem, Mislene, que só teve novamente os filhos nos braços, para muitos beijos e amamentação, às 6h de terça-feira. “Oreia foi um anjo protetor”, definiu ela.

Mais de 30 pessoas da comunidade, além dos bombeiros do município vizinho de Nova União, se embrenharam no mato até que o menino foi encontrado, sem fralda, dormindo tranquilamente numa moita, a mais de um quilômetro de casa. Ao lado, estava o cão protetor e de estimação. Foram 12 horas de tensão, agonia e muitas lágrimas. Desesperada e aflita, Milene caminhou horas no mato com um lanterna. “Logo que saí à procura dele, encontrei a fralda no caminho. Um motoqueiro passou e, ao me ver nervosa, disse que tinha visto um menino correndo em direção ao alto da serra”, recorda-se Mislene. “Então, ouvi a voz de uma criança, mas não consegui encontrar meu filho”, conta com os olhos brilhando.

Ao serem acionados, os bombeiros chegaram e intensificaram as buscas, que vararam a madrugada. “Eu me lembro que, numa certa hora da noite, quando voltei à minha casa, vi Oreia no quintal. Mas logo ele desapareceu no meio da escuridão”, diz Mislene abraçada ao menino, que não desgruda do cachorro nem de um chapeuzinho preto.

Vira-lata acompanha e vigia menino de 2 anos que ficou perdido por 12 horas em mata na zona rural de Bom Jesus do Amparo (Tulio Santos/EM/D.A Press)
Vira-lata acompanha e vigia menino de 2 anos que ficou perdido por 12 horas em mata na zona rural de Bom Jesus do Amparo

Sem ferimentos Luiz Otávio não para quieto um minuto. Quando não está correndo pelo caminho poeirento, próximo à casa, corre atrás ou ao lado de Oreia. “Ele quase não fala, mas é muito esperto”, brinca a mãe, sem esconder o olhar de vigilância sobre o garoto. Ela conta que, ao ser encontrado, o menino foi levado para o hospital de Itabira, a 45 quilômetros de Bom Jesus do Amparo, para exames. “Felizmente, ele não ficou ferido, não tinha nem arranhão. Imagina, passou a noite no mato.”

Na tarde de ontem, o sargento Rafael Alves, do Corpo de Bombeiros de Nova União, esteve na comunidade de Três Barras e reencontrou a família. Pegou Luiz Otávio no colo e ressaltou que a topografia da região é muito acidentada, além de ter animais peçonhentos, como cobras. “Foi uma grande vitória e este menino é o troféu. É uma história com final feliz”. Ele disse que a lua cheia facilitou as buscas.

O nome Oreia, lembrou a mãe, foi dado porque, ao chegar filhote à casa, o vira-lata era magricelo e tinha orelhas enormes. “Aí, ficou o nome.” Os moradores de Bom Jesus do Amparo também comemoraram. “Este caso mostra que o cão é mesmo o melhor amigo do homem. Estamos todos muito satisfeitos”, disse a agente de saúde Jéssica da Mata Oliveira.

FONTE: Estado de Minas.


Três vítimas de um acidente foram esquecidas debaixo de um caminhão, em uma ribanceira na Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), em Amparo, interior de São Paulo. Elas só foram retiradas na manhã desta sexta-feira, 19, 13 horas após o acidente, quando o Corpo de Bombeiros voltou ao local para remover os veículos e percebeu que debaixo do caminhão havia um carro, com as vítimas presas nas ferragens.

Carro da vítima estava debaixo de caminhão em Amparo

O pai e a filha de 8 anos morreram no local. A mãe, de 30 anos, foi socorrida com vida. A família é de Amparo e os nomes ainda não foram divulgados. O acidente entre o caminhão e o carro aconteceu na noite de quinta-feira, 18. A suspeita é de que o motorista do caminhão tenha dormido enquanto dirigia. A Polícia Rodoviária e os bombeiros foram até o local no momento da colisão e resgataram o motorista do caminhão, com vida.Os policiais e os bombeiros alegaram que, como era noite e o local onde o caminhão caiu era muito escuro, eles não perceberam que havia outras vítimas e adiaram a remoção dos veículos para o dia seguinte. Na manhã desta sexta, eles voltaram ao local e encontraram os corpos das duas vítimas e a mulher, consciente, mas transtornada. Ela foi encaminhada para o Hospital Municipal de Amparo.FONTE: Estado de Minas.



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