Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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martelo juiz

RECEPTAÇÃO CULPOSA – CONHECIMENTO DA ORIGEM ILÍCITA DO BEM

APELAÇÃO CRIMINAL – RECEPTAÇÃO CULPOSA – AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS – RÉU NÃO SABIA DA ORIGEM CRIMINOSA, MAS DEVERIA SABER – RECURSO NÃO PROVIDO

– Se o contexto probatório demonstra que o réu adquiriu coisa que não sabia ser produto de crime, mas que, pela desproporção entre o valor e o preço, deveria prever que foi obtida por meio ilícito, a manutenção da condenação pelo crime tipificado no artigo 180, §3º, do CP é medida que se impõe.

Apelação criminal 1.0643.13.000589-2/001 – Comarca de São Roque de Minas – Relator: desembargador Júlio César Lorens, julgado em 14/4/15
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AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS – CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VEÍCULO

APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS – CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VEÍCULO – INFORMAÇÕES SOBRE DÉBITOS LANÇADOS E TAXAS – EXPRESSA PREVISÃO NO PACTO – INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA – AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR – PRECEDENTES DO STJ – CARÊNCIA DE AÇÃO – EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO – SENTENÇA MANTIDA

– Conforme recente entendimento do colendo Superior Tribunal de Justiça (STJ), falta interesse de agir ao consumidor no tocante ao pedido de prestação de contas de forma mercantil em face de contrato de financiamento de veículo, para saber sobre débitos lançados ao longo da relação contratual.

Apelação cível 1.0707.13.001322-0/001 – Comarca de Varginha – Relator: desembargador Luiz Carlos Gomes da Mata, julgado em 7/5/15
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SEGURO DE ACIDENTES PESSOAIS – COMPLEMENTAÇÃO DE VALOR PAGO

APELAÇÃO CÍVEL – SEGURO DE ACIDENTES PESSOAIS – COMPLEMENTAÇÃO DE VALOR PAGO A MENOR – POSSIBILIDADE – INVALIDEZ PARCIAL PERMANENTE – PERDA TOTAL DO USO DE UM DOS MEMBROS INFERIORES – LAUDO PERICIAL – COMPROVAÇÃO – DEVER DE INDENIZAR CONFIGURADO

– É perfeitamente possível que o beneficiário de seguro de acidentes pessoais busque em juízo a complementação de valor que entende tenha sido pago a menor.
– Considerando que a perícia, regularmente produzida em juízo, constatou a invalidez parcial permanente alegada pelo beneficiário do seguro, consistente na perda total do uso de um dos membros inferiores, bem assim que não houve pagamento integral da indenização no âmbito administrativo, faz ele jus à complementação pretendida.

Apelação cível 1.0342.06.082592-0/001 – Comarca de Ituiutaba – Relator: desembargador José de Carvalho Barbosa, julgado em 11/6/15
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PARCERIA AGRÍCOLA – RETENÇÃO DE BENFEITORIAS

APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA – CONTRATO DE PARCERIA AGRÍCOLA – NULIDADE DE CLÁUSULA CONTRATUAL – IMPOSSIBILIDADE

– O contrato de parceria agrícola prevê, expressamente, em suas cláusulas que as benfeitorias realizadas pelo parceiro permaneceriam no imóvel, sem direito de indenização, devendo ser mantida, portanto, a sentença.
– A parceria é um contrato de risco, em que as partes gozarão dos lucros e dividendos resultantes, conforme acordado e determinado em lei, atributo essencial na caracterização da parceria e na distinção do contrato de arrendamento.

Apelação cível 1.0428.05.000729-6/002 – Comarca de Monte Alegre de Minas – Relator: desembargador Newton Teixeira Carvalho, julgado em 28/5/15

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FONTE: Estado de Minas.


Apelação não é recurso cabível contra ato que decide incidente de alienação parental

 

Ato judicial tem natureza de decisão interlocutória; em consequência, o recurso cabível, em hipóteses como essa, é o agravo.


 Erro grosseiro

 

 

A 4ª turma do STJ decidiu ser incabível apelação contra decisão proferida em incidente de alienação parental, instaurado em ação de reconhecimento e dissolução de união estável, sendo impossível aplicar o princípio da fungibilidade recursal ao caso.

Em uma ação de reconhecimento e dissolução de união estável, cumulada com partilha de bens e regulamentação de visitas, ajuizada pelo pai da criança, foi instaurado incidente para apuração da prática de alienação parental. O juízo de 1ª instância reconheceu a alienação parental praticada pela mãe e determinou a ampliação do regime de convivência familiar em favor do pai alienado. A mãe interpôs apelação dessa decisão, que não foi recebida pelo juízo, pois entendeu não ser este o recurso cabível. O TJ/MS confirmou a posição da 1ª instância.

No STJ, a mãe alegou que a lei 12.318/10 não prevê o recurso cabível contra ato judicial que decide sobre a prática da alienação parental. Sustentou que qualquer que fosse a resposta dada ao pedido feito pelo autor, ela teria natureza de sentença. Afirmou também que, mesmo sendo o agravo de instrumento o recurso cabível no caso, a apelação interposta deveria ser conhecida com base no princípio da fungibilidade recursal.

Função do ato judicial

De acordo com a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, “a despeito da literalidade do parágrafo 1º do artigo 162 do CPC, não se pode identificar uma sentença apenas pelo seu conteúdo, porque este não lhe é exclusivo”, mas é preciso considerar “a função que o ato judicial exerce ao longo do procedimento”, já que a sentença “encerra uma etapa do processo na primeira instância”.

Conforme os autos, após a indicação da prática, pela mãe, de alienação parental, o juiz determinou a instauração imediata do incidente “em apartado, para não tumultuar o andamento do feito principal” – que era a ação de reconhecimento e dissolução de união estável, cumulada com partilha de bens, guarda e regulamentação de visitas.

A ministra explicou que a determinação do juiz resolveu a questão do incidente antes de decidir sobre o pedido de guarda e regulamentação de visitas, portanto “não encerrou a etapa cognitiva do processo na primeira instância”. Por isso, esse ato judicial que enfrentou a questão incidentalmente “tem natureza de decisão interlocutória; em consequência, o recurso cabível, em hipóteses como essa, é o agravo”, com base nos arts. 162, parágrafo 2º, e 552 do CPC.

Fungibilidade

Em razão de ter sido interposto um recurso em lugar de outro, os ministros analisaram a possibilidade de ser aplicado o princípio da fungibilidade recursal. De acordo com a ministra, a aplicação do princípio norteia-se pela “ausência de erro grosseiro e de má-fé do recorrente, desde que respeitada a tempestividade do recurso cabível”.

De acordo com a relatora, se a dúvida decorre exclusivamente da interpretação feita pelo recorrente sobre a lei, fica caracterizado o erro grosseiro e não se admite a interposição de um recurso por outro. O número deste processo não é divulgado em razão de segredo judicial.

FONTE: Migalhas.

 


Uma ação que tramita no TJ/MG recebeu, em seus autos, um inusitado ingrediente. Uma receita de conserva de pepino agridoce foi parar na página 79, causando surpresa em quem buscava uma cópia do documento.

Uma apelação Cível que tramita no TJ/MG recebeu, em suas páginas, um inusitado ingrediente. Uma receita de conserva de pepino agridoce foi parar na página 79, causando surpresa em quem buscava uma cópia dos autos.

O processo, que chegou ao TJ mineiro em fevereiro deste ano, foi recebido no gabinete da desembargadora Ana Paula Caixeta, relatora da ação, no mesmo mês. A magistrada, ao notar o equívoco, determinou o desentranhamento do conteúdo “por ser totalmente estranho aos autos”, devendo as folhas dos autos serem renumeradas.

Clique na imagem para ampliar.

FONTE: Migalhas.


Danos morais e materiais
Irmão de Ronaldinho Gaúcho pagará quase R$ 500 mil a vizinhos no RS

Roberto e o irmão famosoRoberto e o irmão famoso

O TJ/RS negou recurso de Roberto de Assis Moreira, irmão do jogador Ronaldinho Gaúcho, mantendo sentença que o condenou, junto com a esposa e irmã, a indenizar vizinhos em Porto Alegre em quase R$ 500 mil.

Roberto construiu um muro nos fundos de sua propriedade que desabou, provocando a queda também de um aterro em direção ao terreno e à casa dos autores da ação. A queda do muro destruiu as paredes da residência dos vizinhos, além de esquadrias, vidros, telhado, calçada e outros danos ocasionados.

Na sentença de novembro de 2012, do juiz Alex Gonzalez Custódio, consta que Assis tentou esquivar-se das intimações, de modo que foi designado um defensor público para a defesa da família. “Com relação à postura e conduta do Sr. Roberto de Assis Moreira: é pessoa tão comum quanto um gari que recolhe os dejetos na frente do Fórum! Não é sua condição financeira que determina quando e como ele possa ser citado, intimado ou notificado. Necessariamente os réus terão que efetuar pagamento de honorários para o Fundo de Reaparelhamento da Defensoria Pública, porque é falta de vergonha ser defendido por um órgão destinado a defender pobres, enquanto o Sr. Roberto de Assis Moreira exige para seu irmão uma indenização no valor de R$ 40 milhões junto ao Flamengo, efetivamente com honorários dele incidentes sobre esse valor“, diz o magistrado.

O magistrado condenou os réus a indenizarem por danos materiais no valor de R$ 85.182 e por danos morais R$ 186.600 para cada autor totalizando R$ 373.200.

FONTE: Migalhas.



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