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Preço da gasolina dispara nos postos de Belo Horizonte

Reajustes de R$ 0,20 por litro nas bombas é mais de duas vezes superior ao repasse da alta de 3% autorizada pelo governo para os preços nas refinarias da Petrobras

gasolinaUm dia depois do anúncio do governo, motoristas encontram valores muito acima da alta oficial

Apesar de o reajuste autorizado pela Petrobras ter sido de apenas 3% para a gasolina, em Belo Horizonte muitas revendas variaram o preço mais de duas vezes acima do percentual. Com isso, em vez de o aumento ter sido entre R$ 0,08 e R$ 0,10 a mais pelo litro do combustível, a alta imediata foi de até R$ 0,20 (majoração de aproximadamente 7,5%). Nos postos que não aumentaram o valor, motoristas fizeram fila ontem para conseguir o produto antes da alta. 

No posto Niquelina, a gasolina subiu de R$ 2,69 para R$ 2,89, o que, segundo o gerente da unidade, Elder Faria, é explicado pela elevação da distribuidora. No posto SR, na Via Expressa, a variação foi a mesma. De olho na alta, a taxista Vilma Carregal aproveitou para encher o tanque no posto Expresso, um dos poucos que ontem ainda não tinha repassado o reajuste. Lá, dezenas de carros formavam enormes filas para esperar sua vez de abastecer. Com a calculadora na mão, a taxista mostra a economia gerada com os centavos. Os mesmos 24 litros saem por R$ 64 no posto que cobra R$ 2,67 por litro, enquanto na unidade que o combustível custa R$ 2,80 ela teria que pagar R$ 67,20. Na teoria seriam só R$ 3,20, mas, na prática, como ela roda quase 300 quilômetros por dia, a economia seria de R$ 90. “Todo centavo significa muita coisa”, afirma.Na composição do índice inflacionário oficial (IPCA), a gasolina tem peso direto de 4,24% e o óleo diesel de 0,21% na Grande BH. Isso faz com que o indicador de novembro tenha acréscimo direto de 0,14 ponto percentual, considerando que o reajuste médio será de 3% e 5%, respectivamente, sobre os combustíveis. Mas é preciso considerar os impactos indiretos. Por exemplo, o diesel integra a planilha de custos do transporte coletivo de passageiros, lembra o economista do IBGE, Antonio Braz, ressaltando que nesse caso a tarifa é administrada pela Prefeitura de Belo Horizonte e o repasse só é feito periodicamente – em dezembro. “O impacto não é só no primeiro mês”, afirma Braz. Ele afirma que há efeito também na cadeia produtiva, considerando que o frete afeta a todos os segmentos.
gasolina 2Para encher o tanque sem elevar o custo, filas se formaram na rede que decidiu trabalhar sem alterar os preços
Frete Segundo a Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), o diesel representa 30% do custo do frete no estado. Com isso, a estimativa é que o impacto seja de aproximadamente 1,5%, o que pode variar de acordo com o segmento. O percentual pode ser ainda maior de acordo com o reajuste adotado nas revendas. Nos postos visitados pelo EM, assim como ocorreu com a gasolina, a elevação foi superior ao percentual adotado pela Petrobras. O diesel subiu mais de 6% nos postos, enquanto a alta autorizada nas refinarias foi de 5%. “Vai ter aumento no frete. Não tenha dúvida. É questão de sobrevivência. Não tem como segurar mais”, afirma o presidente da entidade Vander Costa. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Carlos Guimarães, afirma que as distribuidoras praticaram reajustes diferentes. Ele lembra que nos últimos meses a gasolina na capital mineira teve queda, o que pode justificar a alta um pouco maior. “Às vezes, recompõe um pouco a margem. A oscilação é saudável e mostra que ele é concorrencial”, afirma Guimarães. Números do site Mercado Mineiro mostram que a gasolina teve ligeira redução de 0,52% entre as pesquisas de junho e outubro.

FONTE: Estado de Minas.


Abrasel diz que aumento de imposto vai gerar 200 mil demissões após a Copa do Mundo

O setor de bares e restaurantes estima demissão de 200 mil empregados após a Copa do Mundo, com a decisão do governo de elevar impostos do setor de bebidas frias para compensar a necessidade de superávit primário do governo.

A previsão é do presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, que está reunidos neste momento com o ministro da Fazenda, Guido Mantega para discutir o assunto. Uma das reivindicações do setor é que a elevação de tributos só ocorra em outubro e de forma escalonada

O aumento das alíquotas do setor foi anunciado no final de abril pelo governo, mas as novas tabelas com os preços das bebidas só entrarão em vigor em junho. A previsão da Abrasel é que o aumento terá impacto de 10% a 12% no preço das bebidas frias (cervejas, refrigerantes, isotônicos e refrescos)  para o consumidor.

Logo depois do anúncio de aumento, em abril, a Receita Federal retificou informação e disse, em nota oficial, que os preços das bebidas frias subirão, em média, 2,25% para o consumidor final, e não somente 1,3%. Também houve erro na primeira divulgação das tabelas.

 

FONTE: Itatiaia.



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