Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Uma lenda viva na internet
Série de reportagens exclusivas do EM sobre a vida da mulher que inspirou o romance e a série de TV segue repercutindo nas redes sociais, inclusive de personalidades e jornalistas

 

 

Hilda Furacão, de 83 anos, vive em um asilo em Buenos Aires (IVAN DRUMMOND/EM/D.A PRESS)
Hilda Furacão, de 83 anos, vive em um asilo em Buenos Aires

Uma semana depois da publicação da reportagem exclusiva do Estado de Minas sobre a descoberta, em um asilo de Buenos Aires, de Hilda Maia Valentim, a mulher que inspirou o romance Hilda Furacão, do escritor mineiro Roberto Drummond (1933-2002),  o assunto segue repercutindo como um dos mais comentados nas redes sociais. 

VEJA A PRIMEIRA REPORTAGEM AQUI!

Além dos leitores, personalidades e outros veículos de comunicação tuitaram e compartilharam os textos. Até ontem, quase 10 mil compartilhamentos diretos foram feitos no Facebook e mais de 400 tuítes registrados, todos a partir da página do Divirta-se na internet. Na quarta-feira, depois de ler a entrevista que concedeu ao EM sobre Hilda Valentim, a novelista Glória Perez, responsável pela adaptação do romance para a TV, retuitou a reportagem. 

Ela publicou em seu perfil, com 1,5 milhão de seguidores, a foto em que aparece ao lado de Drummond, da atriz Ana Paula Arósio, que interpretou Hilda, e do diretor Wolf Maia. A legenda diz: “Bom lembrar (…) bastidores de Hilda Furacão”. Desde domingo passado, Glória Perez usa seus perfis no Twitter e no Facebook para comentar sua surpresa a respeito de Hilda Valentim. 

O jornalista Luis Nassif está entre as personalidades que repercutiram a reportagem nas redes sociais. Famoso na Argentina, o jornalista Diego Fucks (Chavo) tuitou: “Hilda Furacão foi estrela em BH nos anos 50 e esposa de Paulo Valentim (…) vive hoje em um asilo em Buenos Aires”. Hugo Gloss, conhecido no universo das celebridades, registrou: “Hilda Furacão está viva! Maravilhosa”. 

Entre os leitores, a surpresa do reencontro foi bastante comentada. “Ótima leitura a história de Hilda Furacão. Personagem lendária da BH dos anos 50”, disse Bruno Azevedo.

ESPECIAL O EM preparou edições especiais sobre a história da mulher que inspirou Hilda Furacão. A versão eletrônica para assinantes, edição específica para tablets, smartphones e desktops, traz todas as reportagens sobre Hilda Valentim, com diagramação especial e fotos inéditas.

FONTE: Estado de Minas.


Ela fez história
Hilda Furacão se tornou ícone da memória de BH
A saga da mulher que inspirou a personagem, localizada pelo EM na Argentina, emociona jornalistas, ex-craque e a viúva de Roberto Drummond

 

Desde domingo, o Estado de Minas conta a história de Hilda Maia Valentim, de 83 anos, que mora no asilo Hogar Guillermo Rawson, no Bairro Barracas, em Buenos Aires. Viúva de Paulo Valentim, craque do Boca Juniors, ela inspirou Hilda Furacão, protagonista do livro de Roberto Drummond.
Beatriz Drummond
Recordar a história da Belo Horizonte dos anos 1950, onde se passa a trama de Hilda Furacão, romance de Roberto Drummond (1933-2002), emocionou amigos, contemporâneos e familiares do escritor. Os jornalistas José Maria Rabelo e Guy de Almeida, o ex-jogador de futebol Vaduca, o teatrólogo Marcelo Andrade e Beatriz Drummond, viúva de Roberto, fizeram uma viagem no tempo ao deparar com a história de Hilda Maia Valentim, fonte de inspiração para a personagem interpretada por Ana Paula Arósio na TV.
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VEJA AQUI A REPORTAGEM INICIAL DA HISTÓRIA!
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Um dos donos do jornal Binômio, José Maria Rabelo disse ter conhecido Hilda pessoalmente. “A moça fazia parte da vida noturna daquela época. Fiquei emocionado ao tomar conhecimento da história de que ela vive num asilo. Estudante e jornalista, eu vivia na região dos bares Polo Norte e Mocó da Iaiá. Eram dois os grandes hotéis da noite: Maravilhoso e Magnífico. A Hilda era do Maravilhoso. Lá não havia mulheres grã-finas, pois essas ficavam em outros pontos da cidade, na Rua Uberaba e na Avenida Francisco Sales, onde era a Zezé. Certa vez, fizemos matéria no Binômio mostrando que havia 500 rendez-vous em BH”, conta ele.Rabelo diz que Drummond se inspirou também em frequentadoras do Minas Tênis Clube para escrever Hilda Furacão. “Lá havia gêmeas que jogavam vôlei. Curiosamente, as duas se tornaram amantes de Antônio Luciano Pereira Filho, o grande vilão da história. Hilda nunca foi da Zona Sul.
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Provavelmente, foi por isso que ele criou essa situação na literatura”, afirma. O jornalista se refere ao fato de a personagem, moça bem-nascida, ter trocado locais elegantes de BH pela zona boêmia.

José Maria Rabelo

Bela B 

A reportagem do EM trouxe alegria para Beatriz, viúva de Roberto Drummond, e Ana Beatriz, filha do escritor. Inclusive, Beatriz é a verdadeira Bela B, personagem de Hilda Furacão. “Estou maravilhada, pois relembraram aquela história. Fiquei espantada em saber que a Hilda verdadeira não conhece a Belo Horizonte que está no romance”, diz.

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Relembrando os tempos de juventude, Beatriz confirma: ela e Roberto se casaram como está narrado no livro. “Ele foi mesmo me buscar em Ferros. Meu pai não queria o casamento, porque ele, Vinícius Moreira e o pai dele, Francis Drummond, eram inimigos políticos – uma briga de família. E olha que éramos parentes, pois sou Drummond também: minha mãe se chamava Emília Drummond Moreira”.

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Guy de Almeida, jornalista que trabalhou no Binômio, não conheceu Hilda pessoalmente, mas diz que a fama dela corria longe. “Conheci o Paulo Valentim. Meu pai, Arthur Nogueira de Almeida, era conselheiro do Atlético e me levava aos jogos. Era realmente um fenômeno, um goleador”, lembra, referindo-se ao craque com quem Hilda Maia se casou após deixar a zona boêmia. “Quanto a ela, a gente ouvia falar. A impressão que tenho é de que saiu da vida para viver o luxo e o glamour em Buenos Aires”, diz. 

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O atacante Vaduca, famoso por ter marcado o gol que deu ao Villa Nova o título de campeão mineiro de 1951, jogou contra Paulo Valentim. Quando Vaduca foi para o Galo, o craque já estava de saída. “Artilheiro nato, Paulo marcava muitos gols. A gente, que era do ataque, dizia para os beques e o lateral para marcar em cima, para não dar chance. Senão, ele marcava.” Vaduca não conheceu Hilda. “Só ouvi falar dela e de suas peripécias.” 

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No início da década de 2000, o romance chegou aos palcos graças a Marcelo Andrade. “Tudo começou com o Roberto. Adaptei O grande mentecapto e ele me pediu para fazer o mesmo com Hilda Furacão. A peça ficou um ano e meio em cartaz. Esse sucesso levou à minissérie”, lembra Andrade, referindo-se à trama exibida pela TV Globo em 1998, estrelada por Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro.

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Marcelo revela que Drummond acompanhou todo o processo de adaptação. “Empolgado, ele punha fogo para a gente andar depressa. Uma vez, ligou às 3h, quase na estreia da peça, perguntando se eu conseguia dormir. Ele estava ansioso. Depois, viajamos o Brasil inteiro e o Roberto, que tinha medo de avião, levava uma imagem de Santa Rita de Cássia. Tornou-se devoto, mas tão devoto que, em Viçosa, lançou o livro O cheiro de Deus na matriz dedicada a ela”, conclui o teatrólogo.

Vaduca jogou contra Paulo Valentim
Vaduca jogou contra Paulo Valentim

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FONTE: Estado de Minas.


Leitores e personalidades comentam reportagem do EM que localizou Hilda Furacão em asilo de Buenos Aires. %u201CRoberto Drummond ia adorar isso%u201D, escreveu a autora Glória Perez

 

A notícia de que Hilda Furacão vive em um asilo em Buenos Aires gerou surpresa nas redes sociais. “Roberto Drummond ia adorar isso :-))”, publicou a autora Glória Perez, responsável pela adaptação do romance do escritor mineiro para a minissérie exibida em 1998, na Rede Globo. “Acho que ele já sabia…”, respondeu o responsável pelo perfil do projeto Sempre um papo. Reportagem publicada ontem pelo Estado de Minas mostrou que a mulher que inspirou o romancista a criar a personagem mitológica da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 1950, hoje com 83 anos, vive em um asilo em Buenos Aires.

 

VEJA AQUI A MATÉRIA COMPLETA!

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VEJA AQUI AS PALAVRAS DE BELA B!

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Compartilhada mais de 1,7 mil vezes até o fechamento desta edição, a história repercutiu no Brasil e também na Argentina. Se os hermanos ressaltavam o fato de ela ter sido casada com o ex-jogador do Boca Juniors Paulo Valentim, como foi o caso de Diego Fucks, outros sugeriram até que ela retornasse ao Brasil. “Vamos trazer ela para BH”, disse Manoel Mendes Neto. “Tem que voltar para BH”, reforçou Felipe Diniz Marinho.
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A personagem de Hilda Furacão, interpretada por Ana Paula Arósio na ficção, sempre alimentou o imaginário dos leitores. Na obra de Roberto Drummond ela é apresentada como herdeira de uma família rica da sociedade mineira, frequentadora assídua das festas do Minas Tênis Clube, que troca tudo para viver na zona de prostituição da Rua Guaicurus, no Centro de BH. O livro foi publicado em 1991 e desde então existiam muitas especulações sobre quem teria sido essa mulher, assim como os personagens que rondaram a vida dela, como Frei Malthus.
A própria Glória Perez brincou com isso ontem. Em resposta a um seguidor do Twitter afirmou: “Vc nem imagina quantas Hilda Furacão apareceram quando a série passou!”. Houve também quem contestasse a descoberta nas redes sociais. “Existe muita lenda em relação a essa mulher. Mas com toda certeza não é essa aí. A verdadeira Hilda morreu em 1995, no interior de Minas”, afirmou o usuário, identificado como gwconsultoria.
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O repórter Ivan Drummond se encontrou com Hilda no asilo onde ela vive em Buenos Aires, só e sem família (o marido e o filho já morreram), com uma pasta com documentos e fotos antigas, da qual não se separa. Com memória frágil, alternando momentos de lucidez e esquecimento, ela contou sobre o casamento com Paulo Valentim e se lembrou de algumas passagens da vida em BH. “Show. A memória dela é seletiva”, comentou Juevellyn Ribeiro no Twitter.

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FONTE: Estado de Minas.


Ana Paula Arósio, no papel de Hilda

Ana Paula Arósio, no papel de Hilda

 HILDA FURACÃO MORREU HOJE, 29/12/2014!
Hilda
Hilda 2
Outono de um mito
Hilda Furacão, personagem do romance de Roberto Drummond, vive num asilo em Buenos Aires.
Aos 83 anos, ela relembra seu relacionamento com o marido, o jogador de futebol Paulo Valentim.

 

Hilda e Paulo, nos bons tempos do craque, que jogou no Atlético e Botafogo e foi ídolo no Boca Juniors (Fotos e reproduções: Ivan Drummond/EM/D.A Press)
Hilda e Paulo, nos bons tempos do craque, que jogou no Atlético e Botafogo e foi ídolo no Boca Juniors

Buenos Aires – “A Hilda Furacão, onde ela estiver…”.

Essa é a última das muitas dedicatórias que Roberto Drummond (1939-2002) faz no livro Hilda Furacão (1991, Geração Editorial). Pois a verdadeira personagem, viúva do jogador de futebol Paulo Valentim, ídolo do Atlético, Botafogo, Boca Juniors – jogou ainda no Atlante (México) –, batizada Hilda Maia Valentim, está viva, com 83 anos. Solitária, mora em um asilo, o Hogar Guillermo Rawson, no Bairro Jujuy, em Buenos Aires. Quem paga as despesas é o município portenho. Não há mais o glamour e o luxo dos tempos dourados na capital argentina, nem resquícios da vida na zona boêmia de Belo Horizonte, que a tornou famosa nos anos 1950. A realidade da mulher, que na obra de ficção de um dos maiores escritores mineiros se chamava Hilda Gualtieri von Echveger, é outra, completamente diferente da personagem da literatura.
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Ela, aliás, nunca frequentou o Minas Tênis Clube. Nem sequer sabe onde fica.Da cama para a cadeira de rodas. Empurrada por enfermeiros, rumo a uma sala-refeitório onde há uma TV. Lá ela passa a manhã e almoça. À tarde, lanche. À noite, jantar. No avançar das horas, a volta para a cama. Na cabeceira, sobre uma espécie de criado-mudo – um pequeno armário do tipo comum a hospitais –, um velho caderno grande, preto, de capa dura. Dentro, recortes da vida passada, do grande amor, o atacante e goleador Paulo Valentim. Vez ou outra, antes de dormir, ela dá uma folheada. Relembra os bons tempos, os momentos românticos.
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Essa é a rotina diária da octogenária Hilda Furacão ou Hilda Maia Valentim, revelada com exclusividade pelo Estado de Minas.Pode-se dizer que foi um lance de sorte Hilda ver, de repente, em seu caminho, uma brasileira, a capixaba Marisa Barcellos, de 59 anos, assistente social do Hogar Dr. Guillermo Rawson, que antes trabalhou na rua ajudando os sem-teto. Um dia, Marisa recebeu o relato de que uma mulher estava se recuperando de uma queda, num hospital municipal, sem apoio e sem ter para onde ir. Entrou em ação a assistente social. Foi à paciente e recolheu os documentos que estavam à mão para começar a ajudá-la: uma carteira de identidade requerida em Recife e uma autorização, em espanhol, que lhe permite viver na Argentina. Só.

NOTA DO EDITOR: HILDA EXISTIU OU NÃO?

O próprio Roberto Drummond se dizia “refém de Hilda”, porque ninguém aceitava o fato de ela não haver existido, portanto, o autor do romance negou a existência da personagem (ou seja, aquela Hilda deslumbrante, de família rica, frequentadora do Minas Tênis, de sobrenome chique, é fantasia). Mas é preciso entender que, se ele atribui a ficção ao romance, claro está que se inspirou em pessoas e fatos reais para desenvolvê-lo. O próprio autor é personagem da obra, assim como Frei Beto e o playboy Antônio Luciano. Certamente nem todos os fatos, pessoas e situações ocorreram exatamente como descritos no livro e retratados na minissérie, mas é perfeitamente factível que a dona Hilda de hoje tenha vivido algumas das histórias contadas (inclusive o apelido e a sua mudança para a Argentina). Ao final, link para download do livro (PDF).

A assistente chegou à história de Hilda e se surpreendeu com o passado da mulher, que foi famosa em Buenos Aires, personagem de reportagens em jornais e revistas. Era tratada como primeira-dama do Boca Juniors, mulher de um dos maiores astros do clube, apontado como um dos principais responsáveis pelos títulos de campeão argentino nos anos de 1962 e 1964. Uma dama que conheceu o luxo vive agora na miséria, de favores. Antes de ser recolhida ao asilo, Hilda morava com a ex-companheira de um dos filhos que teve com Valentim, Ulisses, que morreu no ano passado.

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VEJA AQUI A REPERCUSSÃO DA REPORTAGEM NA INTERNET!

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CONTINUA A REPERCUSSÃO, AGORA SE REVELA A BELA B!

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A LENDA HILDA FURACÃO!

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É na sala de TV e refeições que Hilda recebe o Estado de Minas para, em um dos momentos de lucidez, contar que viveu uma vida de luxo, falar de venturas e desventuras. “Com o Paulo, conheci 25 países. Onde o Boca jogava eu estava. Ele era o único que tinha permissão para levar a mulher. Eu ia a todos os lugares. O Jose Armando foi presidente do Boca e gostava muito do Paulinho (Paulo Valentim) e por isso eu era a única a viajar.” 

Casamento em Barra do Piraí teve João Saldanha (destaque) como padrinho  (Arquivo Pessoal)
Casamento em Barra do Piraí teve João Saldanha (destaque) como padrinho

Hilda força a memória e volta aos tempos de adolescência e a Belo Horizonte. Conta que chegou muito nova à capital mineira com o pai, José, a mãe, Joana Silva, e quatro irmãos. Isso, no entanto, não é possível confirmar, pois nesse momento ela parece confusa. Volta a falar da união com Valentim. Vê uma foto dela, tirada logo depois do casamento com o jogador, e diz: “Estava embarazada (grávida)”.

A foto pertencia ao falecido jornalista mineiro Jáder de Oliveira, que chegou a morar em Buenos Aires, vizinho do casal. Foi feita no apartamento onde Hilda e Paulinho moravam. O comentário de Hilda surpreende, pois na época o casal já tinha um filho: Ulisses. Seria, então, o segundo filho. Uma foto confirma que eles tiveram dois e o mais novo teria morrido e foi enterrado na capital argentina. Desde então, ela evita tocar no assunto. Quando percebe que falou o que não pretendia, disfarça.

Na verdade, Hilda criou algumas fantasias que a ajudam a esconder o que considera ruim na vida, como a história do segundo filho. A outra fantasia é para esconder a vida que levava em BH. Os tempos da zona boêmia, do Hotel Maravilhoso, na Rua Guaicurus, não existem na memória dela. “O meu apelido, de Furacão, é antigo, porque eu era brigona. Se mexessem comigo estourava, discutia, queria bater. Sou assim desde pequena.”

De repente, entra na sala de TV e refeitório Jose Francisco Lallane, de 80 anos, um torcedor do Boca, que também vive no Hogar Dr. Guillermo Rawson. Ela está sentada onde gosta: bem perto da telinha. Da porta, avista Hilda e grita: “Tim, Tim, Tim, gol de Valentim”. Esse era o canto da torcida para reverenciar o ídolo dos anos 1960. Jose caminha em direção a Hilda, ainda cantando. Ela sorri. Ele pega a mão dela e a beija. Então, começa a falar de Valentim. “Era um craque. Era demais. Não passava jogo sem fazer gol. Uma vez, o Carrizo, goleiro do River Plate, já havia levado um gol de falta dele. Então, houve uma segunda falta e, antes que ele batesse e fizesse o segundo gol, Carrizo fingiu estar machucado e pediu substituição.” Hilda sorri, está feliz porque falam do marido, um dos orgulhos de sua vida.

 

Paixão que atravessou o tempo
Hilda Valentim se lembra pouco da BH de seu tempo e alimenta mágoa da família do marido, que teria sido responsável pela ruína do casal. Ela sonha em recuperar um baú cheio de tesouros

 

 

Hilda Valentim (Ivan Drummond/EM/D.A Press)
Hilda Valentim

Buenos Aires – José Francisco Lallane, o velho torcedor do Boca, deixa a sala do asilo e Hilda passa a falar da vida de casada, de como conheceu o grande amor. Diz que a família do ex-marido a ajudou muito e que o conhecia desde garota, quando tinha 13 anos e ele, 21. Outro devaneio. Na verdade, Valentim era um ano mais novo que ela. O que importa é que Hilda se apaixonou. Uniram-se e começaram a correr mundo, até chegarem à cidade-residência que ela considera definitiva: Buenos Aires.

“O pai do Paulo, seu Joaquim, nos ajudava. Minha mãe, Joana, estava muito doente e eu tinha de sair para trabalhar e ajudar em casa. Ele sempre me arrumou empregos em casas de família. Muito tempo depois, o Paulo me procurou e começamos a namorar.” Isso é o que Hilda conta sobre o início da vida com o jogador. De Belo Horizonte, são poucos os lugares que ainda tem na memória. “Eu me lembro muito bem da Praça Sete, do Brasil Palace Hotel, do Cine Brasil e da Igreja de São José, onde costumava assistir a missas aos domingos pela manhã.”

É o pouco que consegue recordar da cidade. Não cita nenhum lugar relacionado ao passado verdadeiro. Conta que nos tempos de empregada doméstica aprendeu a cozinhar, a fazer comidas gostosas sempre para os patrões. O que só terminaria quando se uniu a Valentim. “A gente se casou em Barra do Piraí (RJ), onde estava toda a família do Paulo. Um dos nossos padrinhos foi o João Saldanha, que era técnico do Botafogo e um grande amigo do meu marido. Ele sempre ajudava. Fomos para o Rio, pois o Paulo jogava no Botafogo”, diz, mostrando um sorriso.

Depois, fala da Seleção Brasileira. “Ele jogava com o Garrincha, o Didi e o Zagallo, no Botafogo. Foi para a Seleção e lá jogou com o Pelé, que era o maior da época. E foi por causa da Seleção que viemos para Buenos Aires. O Boca, do José Armando, comprou o passe dele e nos mudamos. Viemos para um lugar que nos acolheu, como se fôssemos daqui.”

Hilda muda de assunto. Fala da vida do casal. Acusa a família de Valentim de ter arruinado a vida dela, de ter gastado todo o seu dinheiro. “Um irmão dele, o Valdir, montou um armazém em Barra do Piraí. O Paulo pagou. Mas o Valdir perdeu tudo. Deu dinheiro para o pai, para a mãe. Uma irmã, Wanda, ficou com um apartamento em Brasília.”

E garante ter provas. “Uma vez, fui ao Banco Nacional da Argentina e uma amiga – diz sem lembrar o nome da mulher – me contou que todos os meses o Paulo mandava dinheiro para um monte de gente no Brasil, todos com o sobrenome dele. É mentira que ele bebia e que jogava. Gastou o dinheiro com a família.”

Moedas Conta-se no Brasil e na Argentina que Hilda teria herdado um baú grande, cheio de notas e moedas. Valentim teria como mania jogar dinheiro dentro do baú, que sempre os acompanhava. “Eu tenho dois baús. Uma mulher ficou com eles e quer que eu pague para buscá-los. Não tenho dinheiro. Sei onde ela mora e qualquer dia vou lá buscar, na marra”, diz, brava, mostrando um pouco do que a levou, talvez, a ganhar o apelido de Furacão.

Nas parcas reminiscências, ela vai ao México, mas antes passa por São Paulo. “O Paulo foi jogar no São Paulo. Mas ficou lá pouco tempo, pois surgiu uma proposta do Atlante. Gostava muito do México. Tratavam-no bem. Ficamos lá uns dois anos e voltamos para a Argentina. Aí, o Paulo foi treinar o time dos meninos do Boca.”

Quem ouve Hilda revirar o que lhe resta de memória no refeitório do asilo pensa que tudo esteve sempre às mil maravilhas com ela. Mas não foi assim. Na volta a Buenos Aires, o casal passou a viver de aluguel ou de favor. “A gente morou em muitas casas e apartamentos que o Boca cedia, como parte do contrato, ou arrumados pelo Armando, que gostava muito do Paulo.”

 

Um repórter encontra sua história

 

 

Drummond levava a vida para o jornal (Arquivo em)
Drummond levava a vida para o jornal

A narrativa de Roberto Drummond no livro Hilda Furacão começa quando ele chegou ao extinto jornal Folha de Minas, no ano de 1953. Ele entrou na redação para pedir a publicação de uma nota sobre o movimento estudantil da época, do qual fazia parte. Foi recebido pelo jornalista Felippe Drummond, que, depois de anotar os dados da notícia – uma passeata que ocorreria no dia seguinte –, se surpreendeu com o sobrenome do escritor. “Então você é meu primo. Sabe bater máquina? Quer trabalhar aqui?’’ Diante das respostas afirmativas, no dia seguinte Roberto se tornou jornalista.

Naquele tempo, a zona boêmia era sempre foco de notícias na Folha de Minas, principalmente pelos fatos policiais. Eram brigas, golpes e prisões.  Os jornalistas, em geral, tinham por hábito frequentar os bares do chamado Polo Norte e o Montanhês Dancing. Lá, Roberto tomou conhecimento de Hilda Furacão, um nome que guardou na memória. Quando do casamento dela com Paulo Valentim, a curiosidade do escritor aumentou. Era ingrediente para um texto especial. E guardou a história que considerava fantástica.

Quando começou a escrever o livro, anos mais tarde, falava de Hilda Furacão como se fosse ela uma personalidade rara. Sabia que não poderia falar de uma mulher pobre. Isso não atrairia leitura. Fantasiou, então, a personagem, que teria saído da alta sociedade, frequentadora do Minas Tênis Clube. A isso, acrescentou outros ingredientes, como a Tradicional Família Mineira (TFM), os movimentos políticos que precederam o golpe militar de 1964. 

Muitos dos personagens do livro, como a própria Hilda, são reais, assim como alguns fatos, como a compra de retirantes nordestinos por Roberto Drummond, em reportagem para mostrar a condição miserável dos sertanejos, que lhe valeu o Prêmio Esso.

Hilda Furacao – Roberto Drummond

 

 

FONTE: Estado de Minas.


ROMERO REPETE GOYCOCHEA – ARGENTINA BATE HOLANDA NOS PÊNALTIS E VAI À FINAL

Xará do herói da classificação para decisão há 24 anos, goleiro para Vlaar e Sneidjer nos pênaltis, e hermanos encaram a Alemanha, no Maracanã

ArgentinaLaranja

 

A CRÔNICA
 

Independência, Chiquito! Independência! A Argentina está na final da Copa do Mundo

graças a um herói improvável. Um herói que chegou ao Brasil criticado, contestado, e

repetiu Goycochea 24 anos depois. No dia em que completam 198 anos de

independência, os hermanos bateram a Holanda nos pênaltis graças a Sergio Romero

e estão na decisão de domingo, contra a Alemanha, no Maracanã. Chamado de

Chiquito por ser o mais baixo de  quatro irmãos na infância, o goleiro foi gigante e parou

as cobranças de Vlaar e Sneidjer. Brasileiros, não teve jeito, eles estão na final – nos

120 minutos, ninguém fez gol na Arena Corinthians nesta quarta-feira.

Desta vez, Louis van Gaal não aprontou,

não guardou a última substituição para

colocar Krul nas cobranças de pênaltis

e se deu mal. O máximo que Cillessen conseguiu foi tocar na bola após chute de Maxi

Rodriguez, o derradeiro, que garantiu a Argentina na grande decisão. Em 1990, na

Itália, foi outro Sergio, o Goycochea, que parou os donos da casa em outra decisão

por penalidades máximas e garantiu os hermanos em outra final contra a Alemanha.

A história se repete.

Será a terceira final de Copa entre alemães e argentinos. Em 1986, Maradona

garantiu o bi para os hermanos. Quatro anos depois, o futebol coletivo do

time germânico comandado por Beckenbauer no banco e Matthäus no campo

foi responsável pelo tri. Agora, o tira-teima. Messi ou Müller? Romero ou

Neuer? Os europeus chegam embalados pelo 7 a 1 no Brasil, jogam melhor,

mas a Argentina tem se mostrado o time do improvável, um time de vitórias no fim.

Aos holandeses resta um encontro com o Brasil, sábado, às 17h (de Brasília),

no Estádio  Mané Garrincha, em Brasília, para decidir o terceiro lugar.

Um jogo com cara de melancolia para os donos da casa e também para a

Laranja, que chegou perto mais uma vez e novamente refugou.

Dificilmente a geração comandada por Robben, Van Persie e

Sneidjer terá outra chance.

 

 

Aos holandeses resta um encontro com o Brasil, sábado, às 17h (de Brasília),

no Estádio  Mané Garrincha, em Brasília, para decidir o terceiro lugar.

Um jogo com cara de melancolia para os donos da casa e também para a

Laranja, que chegou perto mais uma vez e novamente refugou.

Dificilmente a geração comandada por Robben, Van Persie e

Sneidjer terá outra chance.

FONTE: G1.


 

Copa tem neste sábado a Argentina em BH e a Alemanha em Fortaleza

 

Argentinos enfrentam o Irã no Mineirão às 13h.

Alemães jogam contra Gana às 16h; tem ainda Nigéria x Bósnia, às 19h.

 

 

+ DA COPA
Tudo sobre as cidades-sede e os jogos
Casais argentinos apaixonados dão beijo próximo ao Maracanã (Foto: Alexandre Durão / G1)Casais argentinos estão animados com o time

Duas seleções apontadas entre as favoritas para ganhar a Copa do Mundo jogam neste sábado. A Argentina abre o dia de jogos enfrentando o Irã, às 13h, no Mineirão, em Belo Horizonte. Em seguida, às 16h, a Alemanha joga contra Gana, em Fortaleza. Argentinos e alemães venceram na primeira rodada e com uma nova vitória já garantem a classificação para as oitavas de final da Copa. O terceiro jogo do dia será Nigéria x Bósnia, às 19h, em Cuiabá.

O G1 destaca aqui algumas atrações para quem está nas cidades que vão ter jogos neste sábado.

VEJA AQUI O QUE FUNCIONA OU NÃO EM BH NOS DIAS DOS JOGOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA E NOS DEMAIS – GUIA DA COPA!

Argentina x Irã, às 13h, em Belo Horizonte
A invasão de argentinos que se viu no Maracanã no domingo (15) deve se repetir neste sábado, em Belo Horizonte. A fanática torcida argentina empurrou o time na vitória por 2 a 1 sobre a Bósnia, com direito a golaço de Messi. Uma nova vitória sobre o Irã classificará a Argentina para as oitavas-de-final. O Irã estreou com um 0 a 0 contra a Nigéria.

Por que ver este jogo: Messi quer ser o grande nome desta Copa, e provocado pela torcida brasileira na primeira partida com gritos de “Neymar”, reagiu e marcou um belo gol. Contra o limitado time do Irã a Argentina poderá testar melhor a força do seu ataque.

Pré-jogo Mineirão em Fortaleza - Bélgica x Argélia (Foto: Reprodução/TV Globo)Estádio do Mineirão

O estádio: O Mineirão, que desde a década de 1960 é o maior templo do futebol mineiro, passou por uma reforma para a Copa, com custo de R$ 695 milhões. A capacidade é de 62 mil pessoas. Veja como chegar ao estádio

A Igreja São Francisco de Assis, também conhecida como Igreja da Pampulha, localizada nas margens da Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte (MG) (Foto: Kadu Niemeyer e Acervo da Fundação Oscar Niemeyer)A Igreja São Francisco de Assis, também
conhecida como Igreja da Pampulha, localizada
nas margens da Lagoa da Pampulha

O que fazer: Uma boa opção é passar a manhã andando pela região da Lagoa da Pampulha, que é perto do estádio do Mineirão. A lagoa artificial foi construída na década de 40 e é cercada pelo conjunto arquitetônico criado por Oscar Niemeyer. A orla concentra várias opções de lazer, como o Mineirão, o Mineirinho, o Jardim Zoológico e pistas para ciclismo e caminhada. É um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte. Também dá para visitar a Igrejinha da Pampulha um dos principais cartões-postais da cidade, obra do arquiteto Oscar Niemeyer.

Blitz comemora 30 anos de carreira e show será gravado para a edição de um DVD (Foto: Lívia Torres/G1)Blitz vai tocar na Fan Fest

Fifa Fan Fest: Quem não for ao Mineirão pode ver a partida por um telão e curtir shows e outras atrações na Fifa Fan Fest de BH. Ela funciona no Expominas, na Região Oeste da cidade, das 11h às 22h. São 16 grandes eventos, com shows de estrelas da música brasileira e transmissões de jogos da Copa em telões de alta definição. Neste sábado (21) apresentam-se Don e Juan, Blitz (foto) e Nabor e o Bando. A entrada é gratuita

Depois do jogo: Além da programação da Fifa Fan Fest, uma boa opção é aproveitar os famosos botecos de Belo Horizonte (veja uma lista de opções). A ex-participante do BBB Fernanda Keulla indica o Bar da Neca, no bairro Sion. Decorado com azulejos azuis no piso interno e no balcão, o bar tem pratos famosos pelo sabor e pela simplicidade. É um bom lugar para provar o tempero mineiro. “Apesar de se localizar em bairro nobre, ainda reserva a simplicidade de um boteco comum, com cervejinha gelada e tira-gosto”, diz Fernanda.

Já o estilista Ronaldo Fraga recomenda o Bistrô Birosca. Localizado no tradicional bairro Santa Tereza, é especializado em comida brasileira. Um lugar aconchegante, com público mais jovem. O carré com farofa de pão é um dos destaques do menu. “Fica em um dos bairros que ainda preserva a história da cidade, ainda tem perfume da história de Belo Horizonte, e eu adoro um bar onde a música ao vivo é um piano. A comida é muito boa. O bar é o que Belo Horizonte poderia ter sido e se perdeu.”

Veja as atrações de Belo Horizonte

Previsão do tempo: Sol com algumas nuvens. Veja a previsão completa

Alemanha x Gana, às 16h, em Fortaleza

16/6 - Alemães celebram o gol de sua seleção contra Portugal, assistindo ao jogo da Copa do Mundo em telão armado próximo ao Portão de Brandemburgo, em Berlim (Foto: Clemens Bilan/AFP)16/6 – Alemães celebram o gol de sua seleção contra Portugal, assistindo ao jogo da Copa do Mundo em telão armado próximo ao Portão de Brandemburgo, em Berlim

A Alemanha atropelou Portugal na primeira rodada com uma goleada por 4 a 0. Gana perdeu para os Estados Unidos por 2 a 1 e precisa se recuperar. Os alemães são favoritos para mais uma vitória com boa atuação nesta partida no estádio Castelão.

Por que ver este jogo: A Alemanha tem um time muito forte com bom jogo de conjunto, e os destaques individuais Müller, Ozil e Lahm, além do jovem Gotzke. Além disso, o reserva Klose está a um gol de alcançar o recorde de Ronaldo Fenômeno como maior artilheiro da história das Copas. O jogo contra Gana pode ser uma boa chance para ele.

Arena Castelão   (Foto: Juscelino Filho/Globoesporte.com)Arena Castelão

O estádio: A Arena Castelão, reformada a um custo de R$ 518 milhões, tem capacidade para 63.903 torcedores. Construído inicialmente em 1973, o estádio foi remodelado e reinaugurado em janeiro do ano passado. De fácil acesso, o local fica perto do Rio Cocó, que cruza Fortaleza. Veja como chegar à Arena Castelão.

O que fazer: Como o jogo acontece no meio da tarde, a dica é aproveitar as praias da cidade pela manhã. Uma opção é curtir a vista da Praia de Iracema, no Espigão da Rui Barbosa (veja detalhes). Depois, antes de seguir rumo ao estádio, uma boa dica é experimentar a cozinha de frutos do mar típica do Ceará. A rede Chico do Caranguejo oferece diariamente variações de pratos do crustáceo.

telao da fifa fan fest de fortaleza  aciam do placo principal (Foto: Gioras Xerez/G1)Fan Fest

Fifa Fan Fest: A Fifa Fan Fest acontece no Aterro da Praia de Iracema. Os torcedores poderão assistir às partidas em um telão HD de 130 metros quadrados. O espaço é fechado, mas tem entrada gratuita. Nos dias em que a capacidade total (35 mil) estiver preenchida, será disponibilizado um telão na área externa.

Depois do jogo: A balada após a partida será para quem tem fôlego. A vida noturna é um dos pontos fortes de Fortaleza, que tem várias opções de bares e baladas (veja uma lista no Guia das Cidades do G1). Outra opção é se divertir com os tradicionais shows de humor de artistas cearenses.

Previsão do tempo: Sol com muitas nuvens e chuva. Veja a previsão completa.

Musa da Bósnia torce pela seleção no Maracanã (Foto: Alexandre Durão / G1)Musa da Bósnia

Nigéria x Bósnia, às 19h, em Cuiabá
Estreante em Copas do Mundo, a Bósnia mostrou ousadia na estreia contra a Argentina, no Maracanã, apesar da derrota. O time do Leste Europeu precisa vencer a Nigéria para se manter com chances de classificação. A Nigéria ficou no 0 a 0 com o Irã e busca a primeira vitória nesta Copa.

Por que ver este jogo: Como a Argentina é a grande favorita para terminar em primeiro lugar no grupo, quem vencer este duelo entre Bósnia e Nigéria vai dar um importante passo para a classificação na segunda vaga.

Paredão de Chapada dos Guimarães (Foto: Igor Carlos Kobaiakawa Gaspareto/VC no G1)Paredão de Chapada dos Guimarães

O que fazer na cidade: Como o jogo está marcado para o início da noite, dá para usar a manhã e parte da tarde para aproveitar a região. Vale até fazer ecoturismo antes do futebol. Na cidade de Chapada dos Guimarães e no Parque Nacional, há cachoeiras, trilhas e paredões. Quem optar por um programa mais urbano pode visitar a Lagoa Encantada, o Parque Mãe Bonifácia (na área central de Cuiabá) ou o zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Na hora do almoço, vale passar pelo Distrito da Passagem da Conceição. Às margens do Rio Cuiabá, a menos e meia hora da capital, há vários restaurantes com comidas típicas. Antes de partir para o estádio, também é possível aproveitar a vista privilegiada (veja mais opções no Guia das Cidades da Copa).

Banda CPM 22 se apresenta no palco da Fifa Fan Fest, no Taguaparque, em Taguatinga, no DF (Foto: Natalia Godoy/G1)Banda CPM 22 se apresentará no palco da Fan

Fifa Fan Fest: A estrutura está montada no Parque de Exposições Jonas Pinheiro e tem capacidade para 56 mil pessoas (veja fotos da primeira edição da festa em Cuiabá). Nesta terça-feira, o show mais aguardado é o do grupo de forró Falamansa. As atrações deste sábado são DJ Elton Cotrin, Mascarados de Poconé, Nico e Lau, MP Rock e CPM 22

Depois do jogo: Como a partida deve terminar por volta das 21h, quem conseguir sair rapidamente do estádio pode passar pela feira Arte na Praça, na Praça Santos Dummont, que tem barracas de artesanato e comidas típicas e fica aberta até as 22h30. Para aproveitar o fim de noite, também há a Praça Popular, na área central da cidade. Esse é um dos pontos mais movimentados das madrugadas cuiabanas, cercado por bares e restaurantes.

 Veja outras dicas de bares, comida e atrações no Guia do G1.

Previsão do tempo: Sol com algumas nuvens. Veja a previsão completa.

 

 

 

FONTE: G1.


 

Descobertos na Argentina fósseis de dinossauro com 40 metros e 100 toneladas

 

 

Técnico posa para foto ao lado do fêmur do dinossauro  no museu Egidio Ferugli na cidade de Trelew  (REUTERS/Maxi Jonas )
Técnico posa para foto ao lado do fêmur do dinossauro no museu Egidio Ferugli na cidade de Trelew

BUENOS AIRES – Paleontólogos argentinos anunciaram na sexta-feira a descoberta, na Patagônia, dos restos fósseis de um enorme dinossauro que tinha 40 metros e pesava o equivalente a 14 elefantes, ou seja, 100 toneladas.

Trata-se do “maior exemplar conhecido, que tem 90 milhões de anos de antiguidade”, afirmou Rubén Cúneo, diretor do museu paleontológico Egidio Feruglio da cidade patagônica de Trelew, em declarações a jornalistas locais.

Os fósseis tinham sido encontrados por acaso em 2013 por um trabalhador rural em um campo localizado a 260 quilômetros de Trelew, na região da costa atlântica da província de Chubut, 1.300 km ao sul de Buenos Aires.

Trata-se de um fóssil de saurópode, herbívoro, e “com um comprimento aproximado de 40 metros da cabeça à cauda, o equivalente ao tamanho de 14 elefantes”, explicou Cúneo.

O exemplar, que ainda não tem nome, é a “descoberta mais completa desse tipo de dinossauro em nível mundial”, disse o cientista, contando que “foi preciso fazer um buraco muito grande” para poder resgatar os restos.

A equipe de cientistas do museu Egidio Feruglio, chefiada pelos paleontólogos José Luis Carballido e Diego Pol, comprovou a descoberta e descobriu, também, um enorme campo de fósseis nessa região de planície em Chubut.

“A quantidade de fragmentos encontrados, que correspondem a ao menos sete exemplares diferentes, faz desta descoberta a mais completa envolvendo dinossauros gigantes em nível mundial, algo transcendental para a ciência”, destacou Carballido em entrevista à AFP neste sábado.

“É algo extraordinário em todos os sentidos porque até agora o que se conhecia sobre os saurópodes procedia de descobertas fragmentárias”, disse o cientista.

Carballido, 36 anos, precisou que o achado envolve “10 vértebras do torso, 40 da cauda, parte do pescoço e patas completas”, o que permitirá “reconstruir completamente o animal”.

Os pesquisadores encontraram ainda fragmentos que permitirão, pela primeira vez, reconstruir a forma dos músculos, calcular a energia necessária para a locomoção dos gigantes e concluir seu padrão alimentar.

Além dos fósseis ósseos, foram encontrados fragmentos de troncos e folhas, “com o que será possível reconstruir completamente o ecossistema”. “Vamos poder realizar uma reconstrução muito precisa e responder muitas questões”.

“Os maiores dinossauros conhecidos habitavam o sul da Argentina (…) e não tínhamos evidência sobre os elementos propícios para o gigantismo, mas agora vamos poder analisar isto e desvendar a história evolutiva”.

 (REUTERS/Daniel Feldman)


“A investigação terá várias etapas: primeiro revelaremos a nova espécie, suas características. Calculamos que serão necessários mais cinco anos para realizar um estudo profundo da anatomia deste animal”, estimou Carballido.

A descoberta foi divulgada um dia depois de anunciado outro achado, o dos restos do primeiro dinossauro diplodócido na América do Sul, em Neuquén, sudoeste da Argentina, também na Patagônia, uma região rica em fósseis.

 

FONTE: Estado de Minas.



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