Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: arroz

Sem divulgar, McDonald’s vende arroz e feijão no Brasil

Prato tradicional é oferecido nas lojas próprias da rede desde 2010.

Segundo rede, prato não é anunciado por não fazer parte da ‘estratégia’.

 

Prato com arroz e feijão vem acompanhado de farofa, hambúrguer, salada e fruta (Foto: Anne Barbosa/G1)Prato com arroz e feijão vem acompanhado de farofa,
hambúrguer, salada e fruta

Praticamente ninguém sabia, mas é possível comer arroz e feijão nas lojas McDonald’s do Brasil desde 2010, informou nesta terça-feira (13) a Arcos Dorados, controladora dos restaurantes da rede no Brasil e na América Latina.

O “item secreto” do cardápio foi confirmado pela empresa após reportagem da “Bloomberg” revelar que a rede possui uma lista de pratos executivos com arroz e feijão que fica escondida embaixo do balcão somente para os clientes que solicitarem.

Procurado pelo G1, o McDonald’s informou que os pratos executivos com arroz e feijão são comercializados desde 2010 nos restaurantes próprios da rede, desde que solicitados pelo cliente.

“Servimos para o cliente o que servimos internamente e vice-versa. O prato, no entanto, não é e nem deve ser anunciado pela loja, já que não faz parte da ‘estratégia de marketing’ e nem é a especialidade do McDonald’s”, disse, em comunicado, Ana Apolaro, diretora de recursos humanos do McDonald’s.

Com o título “O lanche feliz brasileiro que o McDonald’s não quer mostrar”, a reportagem da Bloomberg afirma que o McDonald’s passou a fornecer o prato depois que funcionários rejeitaram o cardápio regular de hambúrgueres e batata frita nos intervalos do expediente e apresentaram uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho.

Segundo a agência de notícia, ainda que os pratos executivos sejam mantidos em segredo, eles estão à venda para evitar as críticas de que a rede esteja servindo refeições especiais aos funcionários que os clientes não podem comprar.

Além do arroz com feijão, cada prato executivo vem com a opção dos hambúrgueres de frango, peixe ou carne bovina servidos no cardápio regular e uma salada. Segundo o McDonald’s, a refeição custa R$ 23.

A reportagem da Bloomberg lembra que, em 2012, um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público do Trabalho exigiu que a operadora Arcos Dorados fornecesse refeições tradicionais sem custo a seus funcionários para solicitar a redução do imposto de renda.

Presente em mais de 100 países, o McDonald’s tem procurado oferecer comida adaptada aos gostos locais. Na China, por exemplo, são oferecidos pratos com arroz. Em Hong Kong, o cardápio inclui bolo de feijão vermelho. Veja exemplos

Como patrocinadora da Copa do Mundo, o McDonald’s lançou neste mês uma linha de sanduíches com ingredientes para homenagear 7 países participantes: Brasil, Argentina, Espanha, França, Itália, Alemanha e Estados Unidos.

VEJA AQUI A ORIGEM (COMO NASCEU O PRATO)!

FONTE: G1.

Vídeo: testamos o pê-efe do McDonald’s

Repórter  foi a uma unidade da rede de fast food para comprar e experimentar o desconhecido (mas existente) prato feito; veja o que nós achamos da refeição

 

Se a mão pesa no sal das clássicas batatas fritas, carecem de tempero, cozimento ideal e sabor o tão misterioso prato de arroz com feijão do McDonald’s. Missão dada, nossa reportagem foi à unidade da rede na avenida General David Sarnoff, na Cidade Industrial, em Contagem – bem pertinho da sede do jornal, para testar o produto. Se o atendimento é bom e ‘rápido’, o produto é caro e peca no sabor.

A compra
Pedi o pê-efe à primeira atendente de caixa que vi. Ela não conhecia (me indicou um McDonald’s Premium Salad Grill) e eu insisti no prato simples. A moça chamou um moço, que chamou um gerente. Esse sim deu andamento ao pedido, que se chama Break e é composto, além do arroz e feijão, por farofa, batata frita, salada e carne (varia; na quarta é Fish – o peixe empanado). Para compensar a ausência de acompanhamento de refrigerante ou suco, a refeição vem com uma banana. Saudável, né?

O preparo
Durante a espera entre o pedido e a entrega (exatos nove minutos; a loja estava vazia às 14h30), fiz algumas perguntas, sem me identificar como jornalista. Descobri que em um ano e sete meses de funcionamento daquela franquia, apenas cinco ou seis pessoas pediram a comidinha. É pouquíssimo para uma empresa que quase não fecha as portas e ainda tem drive-thru. Enquanto preparavam o prato, no fundo da loja, os outros atendentes me olhavam como se eu fosse um ET: afinal, quem é esse cara que pede um pê-efe no McDonald’s?

O mistério
O desconhecimento do prato executivo (como ele é chamado pelos funcionários) não é por acaso: nem no site oficial da rede há a informação sobre a existência do tal Break. O preparo, aliás, só pode ser feito pela gerente geral, seja para clientes ou para os funcionários. Esse, inclusive, é o motivo para a existência da refeição: ele passou a existir, em 2010, porque os colaboradores reclamaram na Justiça que não queriam almoçar ou fazer lanches com hambúrgueres.

O McDonald’s afirmou, em nota, que não divulga e nem divulgará o prato pois não “faz parte da ‘estratégia de marketing’ e nem é a especialidade” da empresa.

A entrega e a conclusão
Com o prato pronto, trouxe para a redação para experimentar. O peso da refeição nenhum funcionário soube informar, mas é pesadinho. O preço, salgado: R$ 23,00. E o sabor? Assista ao vídeo!

Por esse preço, eu realmente preferiria comprar um pê-efe em outros lugares. No Mixido, na Savassi, na região Centro-Sul de BH, o ‘mineiro’ sai por R$ 19,00, com lombo, linguiça, ovo, arroz, feijão e couve com alho. Já no Chopp da Fábrica, o ‘mixidão’ vem com arroz, feijão, couve, ovo, carne desfiada, linguiça especial e torresmo e é vendido por R$ 16,30. Outra opção é o Bolão, em Santa Tereza, na região Leste: o pê-efe lá vem com arroz, feijão, macarrão (espaguete), carne (à escolha) e ovo. O valor? R$ 18,50.

Serviço

McDonald’s (filial visitada)
Avenida General David Sarnoff, 1000, Cidade Industrial – Contagem

Mixido Bar e Restaurante
Avenida do Contorno, 5602, Savassi – (31) 3221-0886

Chopp da Fábrica
Avenida do Contorno, 2736, Santa Efigênia – (31) 3241-1766

Bolão de Santa Tereza
Praça Duque de Caxias, 288, Santa Tereza – (31) 3482-4433

FONTE: O Tempo.


Nova fórmula para levar à mesa

Pirâmide alimentar é redesenhada com o objetivo de melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros. Nutrólogo mineiro, Enio Cardillo Vieira questiona valor dado ao feijão, que deveria estar na base

Nutrólogo Enio Cardillo alerta para consumo excessivo de batata e carne  (Beto Novaes/EM/D.A Press )
Nutrólogo Enio Cardillo alerta para consumo excessivo de batata e carne

Arroz, feijão, carne e salada. O prato presente na mesa de milhões de brasileiros é alardeado por especialistas há anos como uma combinação das mais saudáveis à mesa. Mas esse cardápio tem mudado, e para pior. A população está obesa, ainda que não seja responsabilidade só do que se consome (incluem-se aí o sedentarismo, o estilo de vida, o hábito alimentar e a atividade física), e o fast food assume importância indesejável.

.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, em 2010,  dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008/2009) indicando que o peso dos brasileiros aumentou nos últimos anos, devido à alimentação inadequada.
.
O excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% – ou seja, metade dos homens já estava acima do peso – e ultrapassou o excesso em mulheres, que foi de 28,7% para 48%.  Para resgatar a importância da boa alimentação e na tentativa de aproximar a informação, a pirâmide alimentar adaptada à população brasileira publicada em 1999 foi redesenhada para o modelo atual com 2.000 quilocalorias (kcal), atendendo a recomendação energética média diária para o brasileiro estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
.
Assim, no desenho atual, os alimentos estão distribuídos em oito grupos e em quatro níveis, de acordo com o nutriente que mais se destaca na sua composição. Para cada grupo são estabelecidos valores energéticos, fixados em função da dieta e das quantidades dos alimentos, permitindo estabelecer os equivalentes em energia (kcal). Outra orientação é o planejamento das refeições conforme os grupos de alimentos. A alimentação deve ser composta por quatro a seis refeições diárias, distribuídas em três principais (café da manhã, almoço, jantar), com 15% a 35% das recomendações diárias de energia, e em até três lanches intermediários (manhã, tarde e noite), com 5% a 15% das recomendações diárias de energia.

Nova.-pirâmidealimentar.Dsaude

A pirâmide alimentar foi redesenhada com o objetivo de melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros, já que ela é o instrumento mais usado no país para nortear qualitativa e quantitativamente o padrão alimentar da população. A pesquisadora Sonia Tucunduva Philippi, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, elaborou e publicou o primeiro trabalho sobre essa pirâmide adaptada e colaborou com o Ministério da Saúde no desenvolvimento do Guia alimentar brasileiro com os cálculos do número de porções e valor energético médio de cada uma delas, para todos os grupos alimentares e para uma dieta de 2.000 kcal. O trabalho foi apresentado no V Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada (CBNI). “A refeição é um momento de prazer e as boas escolhas alimentares devem ser levadas em conta. Não basta falar, é preciso orientar, auxiliar e levar a informação para a população.”

.

REGIONAL VALORIZADO

.

Sonia Philippi explica que nessa mudança a preocupação foi destacar os alimentos integrais e regionais. A proposta é que sejam mais  aproveitados. “Como o hábito regional não muda rapidamente, o esforço é resgatar o bom hábito alimentar. É preciso valorizá-lo a todo momento e, por isso, é interessante torná-lo mais próximo. Então, valoriza-se, por exemplo, as frutas do Nordeste, ou o maior consumo de leite, iogurte e queijo nas regiões que têm problema de cálcio entre seus habitantes. Ou sugere-se o consumo dos doces de Minas em menor quantidade”, explica.

.
Na nova pirâmide podem-se valorizar alimentos como iogurte, leite e queijo, ricos na culinária mineira e fonte de cálcio. Segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro deve ingerir diariamente três porções de lácteos ao dia para obter a recomendação diária desse nutriente. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas mostram que, na faixa de 10 a 19 anos, 13,8% dos mineiros tinham o índice de massa corporal (IMC) acima do recomendado. Em 2012, eram 15,1%. No Brasil, de acordo com o último Vigitel – pesquisa do Ministério da Saúde feita por inquérito telefônico –, 21,7% dos meninos e 19% das meninas estavam acima do peso em 2008/2009.

.

“Quanto mais capim comemos, melhor”

.

Com experiência de sobra, o nutrólogo mineiro Enio Cardillo Vieira usa com seus pacientes a pirâmide alimentar do laboratório americano Mayo, um dos mais respeitados do mundo. Em relação à brasileira redesenhada, ele destaca a inversão do carboidrato (arroz, pão, massa, batata, mandioca) com as frutas e hortaliças (legumes e verduras). “Quanto mais capim comemos, melhor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cinco porções de uma combinação de frutas e hortaliças. E é importante saber que uma porção é um punho cerrado ou uma mão cheia. Uma laranja, uma maçã, uma mão cheia de couve. O que não se deve é abusar do produto animal. Mas a pirâmide brasileira está correta, não tem grande novidade, a não ser nos detalhes”, diz.

.

Com o carboidrato na base da pirâmide brasileira, Cardillo lembra que é preciso ter cuidado com o consumo da batata. “Ela tem o índice glicêmico elevado porque a absorção da glicose é mais rápida que qualquer outro alimento. É contraindicada para quem tem diabetes. Walter Willett, da Universidade de Harvard, desenvolveu um estudo provando que grande parte da obesidade na população é pelo consumo em excesso da batata”, aponta.

.
O médico gosta da ideia de regionalização, mas faz uma ressalva: “É importante e lúcido incentivar o consumo de cupuaçu e graviola no Amazonas ou do feijão-de-corda no Nordeste. Mas não se pode perder o óbvio de vista, que o espírito da pirâmide é atender o ser humano, que é um só”.

.
Em acordo está o perigo da gordura, que precisa ser consumida cada vez menos. Ela é o maior vilão da alimentação. “Os alimentos que mais contribuem com as calorias são carboidratos, carnes e laticínios, além dos doces e do óleo. A gordura é a mais calórica, tem 9 calorias por grama. Deve ser evitada. É epidemiológica por acarretar alto índice de obesidade”, alerta Cardillo.

.

SUBSIDIAR

.

Apesar de achar a pirâmide alimentar brasileira sensata, o nutrólogo discorda de um ponto importante. “O feijão no terceiro andar tinha de estar na base. Cereais como arroz, centeio e trigo têm deficiência de aminoácido essencial ao organismo e que precisa ser obtido da dieta. As leguminosas, como feijão, ervilha, lentilha, são ricas em lisina. Portanto, arroz com feijão é a complementação perfeita, um ajuda o outro”.

.

Ele reforça que essa combinação, consagrada no Brasil, tem sua versão espalhada pelo mundo. “No México e na América Central é o milho com feijão. Na África, lentilha mais o sorgo. Em determinados países árabes, o trigo mais o grão de bico. No extremo Oriente, o arroz se junta à soja. Essa mistura é das mais saudáveis. Inclusive, o professor Dutra Oliveira, um pesquisador em nutrição, médico e professor aposentado da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, autoridade máxima em nutrição no Brasil, propôs ao governo brasileiro subsidiar o arroz e o feijão. Os produtos ficariam mais baratos e o povo mais nutrido. Mas ninguém se interessou”, lamenta Cardillo.

.

FONTES: Estado de Minas e Dieta e Saúde.



%d blogueiros gostam disto: