Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Cruzeirenses provocam e jogam milho em frente ao Independência na Rua Pitangui

Atleticanos dão o troco e sugerem doação de biscoitos Maria

RapoGalo

 

A decisão da Copa do Brasil, entre Atlético e Cruzeiro começou muito antes de a bola rolar, às 22h. Provocações entre as duas torcidas começaram cedo. Aliás, ainda de madrugada. As ruas nas redondezas do Independência, no Horto, palco da primeira partida da final, amanheceram cheias de milho. As fotos se espalharam rapidamente pelas redes sociais e viraram, inclusive, tema de hashtags entre os mais divulgados durante a manhã. Provocações também vindas da torcida do Atlético já podiam ser lidas.

Nas redes sociais a disputa começou cedo e agita o twitter nesta quarta-feira.

Entre as 10 hashtags mais publicadas no Brasil, três delas se referem ao clássico mais importante da história dos dois clubes.

Em primeiro lugar aparece #CiscaQueEuJogoMilho, em alusão à Rua Pitangui, no Bairro Horto, em frente ao Independência.

#MariaEuSeiQueVocêTreme, tuítada por milhares de atleticanos, aparece em segundo.

Em sexto lugar está #FechadoComOCruzeiro, outra preferência dos torcedores cruzeirenses nessa manhã.

Atleticanos dão o troco em provocação e pedem doação de biscoito Maria

Cruzeirenses espalharam milho no Horto, e agora atleticanos responderam

 Se durante a madrugada, os cruzeirenses espalharam milho pelas ruas do Horto, nas proximidades do Independência, local da partida desta quarta-feira entre Atlético e Cruzeiro, no primeiro jogo  da decisão da Copa do Brasil, os atleticanos deram o troco nas redes sociais. Vários torcedores postaram uma mensagem, criando uma campanha pedindo que todos que foram ao estádio do Horto levem um pacote de biscoito Maria, em uma clara provocação aos cruzeirenses.
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A íntegra da mensagem diz:
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“vamos dar um tapa de luvas nas Marias que encheram a Rua Pitangui de milhos. Vamos doas pacotes de biscoito Maria. Quem for ao jogo hoje, leve um pacote de biscoito Maria e deixe antes ou depois do jogo no endereço: Avenida Silviano Brandão, 1.714, Horto, a dois quarteirões da Rua Nanci de Vasconcelos e três da outra rua que sobe para a Rua Ismênia Tunes. Os biscoitos arrecadados serão doados a uma instituição de caridade. Essa será nossa resposta educada, elegante e com respeito aos garis sobre a bobagem feita pelas Marias. Não desperdiçamos alimentos. Não sujamos as ruas. Somos atleticanos. Somos educados. Levem seus pacotes e entreguem no endereço acima. Até lá.”
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FONTE: Estado de Minas.


Copa do Brasil
DECISÃO HISTÓRICA
Unidos pela alegria (pelo menos por um dia)
Felicidade pela classificação às finais da competição leva atleticanos e cruzeirenses a deixar por enquanto a rivalidade de lado para saborear o momento mágico

 

 

A classificação às finais da Copa do Brasil uniu atleticanos e cruzeirenses numa só comemoração. Pelo menos por enquanto. Exultantes em ver os times de outros estados, principalmente paulistas e cariocas, de fora da festa, os grandes rivais mineiros festejaram em harmonia o grande momento do futebol de Minas, por meio das redes sociais e nas coloridas ruas de Belo Horizonte. No dia seguinte à confirmação de Galo e Raposa na decisão, a capital mineira se vestiu de azul, preto e branco.

O alvinegro assegurou a vaga de forma heroica. Depois de perder por 2 a 0 no Rio, conseguiu virada histórica sobre o Flamengo, no Mineirão, eliminando o time de Vanderlei Luxemburgo com o mesmo placar (4 a 1) imposto ao Corinthians nas quartas de final. A Raposa, que havia vencido o jogo de ida contra o Santos por 1 a 0, no Mineirão, viu a equipe de Enderson Moreira inaugurar o marcador na Vila Belmiro, no primeiro minuto, sofrer o empate em seguida, mas chegar a 3 a 1 e se aproximar da classificação. Nos minutos finais, porém, igualmente na raça, os celestes buscaram o empate e se garantiram na decisão. Os jogos serão na quarta-feira, no Independência, e duas semanas depois, no Mineirão.
Copa do Brasil 3
PELA PAZ Irmanados na alegria, torcedores dos dois times dividiram a alegria por ver o futebol do país se render aos mineiros. Companheiros de trabalho numa loja da Savassi, a atleticana Gleice Aparecida de Moura e o cruzeirense Lucas de Paula posaram juntos e sorridentes para fotos.

O atleticano Gílson Lopes Bastos, de 51 anos, define o momento como mágico e destaca o bom trabalho das divisões de base de ambos os clubes, mas confessou não saber até quando o clima de festa recíproco persistirá. “É muito preocupante, porque esse respeito vai durar pouco. É sempre assim em clássicos, infelizmente. Os torcedores precisam aprender que violência não faz parte do bom futebol. Um momento como este merece um comportamento digno do torcedor.”

O cruzeirense Bruno Diniz Andrade, de 18 anos, concorda e espera que a rivalidade histórica seja alimentada pelo respeito mútuo. “Essa alegria, essa cumplicidade, a gente sabe que vai até o dia do jogo. Depois, é só rivalidade. Mas os torcedores precisam entender que violência não combina com esporte. Tem de haver respeito.”

Melhores amigos, o atleticano Rodrigo Rachid, de 38, e a cruzeirense Raquel Delage, de 27, são exemplo de convivência saudável. Eles conversavam na Praça da Savassi sobre o bom momento da dupla mineira no cenário nacional. E torciam pelo retorno dos jogos sem torcedores de apenas um time. “A final teria de ser histórica em todos os sentidos, com as duas torcidas em campo”, salientou Raquel. “A maioria não pode pagar pelos erros de uma minoria. Os órgãos competentes têm a obrigação da segurança. Seria lindo com as duas torcidas, como a festa pede”, emendou Rodrigo.


“O futebol mineiro vive um momento especial, tem os melhores centros esportivos e a melhor administração. BH é a capital do futebol e vamos nos manter na paz até o fim”

Weslei Danilo dos Santos, 31 anos, atleticano

“Foram fundamentais para o futebol mineiro as duas conquistas. Agora, só tende a melhorar. Ganhamos o respeito. Foi muito bom”
Pablo Henrique, 20 anos, atleticano

“Mostramos que não precisamos da mídia do eixo Rio-São Paulo. Bastou acreditar. Agora, precisamos ter tranquilidade para não estragar a festa”
Geórgia Cortes, 18 anos, atleticana

“Foi uma classificação magnífica, mas o que me preocupa daqui para a frente é a rivalidade, como os torcedores vão administrá-la”

Aline Sandler, 23 anos, cruzeirense

“Minas é o melhor lugar para se viver, né? Está aí o segredo do sucesso. Vamos deixar que essa rivalidade só exista dentro de campo”
Rodrigo Alves, 31 anos, cruzeirense

“Acho que o fator casa também contribuiu muito para o sucesso do futebol mineiro. Agora, temos de comemorar. Brigar por causa de futebol é besteira”

Guilherme Maia Silva, 18 anos, cruzeirense

FONTE: Estado de Minas.


Galo forte vencedor

Libertadores

Tinha de ser sofrido. Com muitas doses de drama e mais de duas horas de emoção, o Atlético conquistou nas primeiras horas de hoje o maior título da sua história: o da Copa Libertadores de 2013, ao vencer o Olimpia por 4 a 3 nos pênaltis, depois de devolver no tempo regulamentar o placar de 2 a 0 da derrota em Assunção e de 0 a 0 na prorrogação. Os gols do alívio só saíram no segundo tempo, com Jô (artilheiro da competição) a 1min e Leonardo Silva aos 42min. Nos pênaltis, o Galo converteu suas quatro cobranças, enquanto Victor defendeu a primeira dos paraguaios e viu a quarta carimbar o alto da trave. Fim da longa espera e início de uma madrugada que Belo Horizonte e inúmeras cidades mineiras não esquecerão tão cedo.
“Campeão da América!” Preso na garganta havia mais de 40 anos, o grito atleticano enfim tomou conta do Mineirão: quase 60 mil pessoas testemunharam a conquista inédita da Libertadores. Mas não seria uma façanha do Galo se não fosse dramática, sofrida, de testar corações e nervos. No início e no fim do segundo tempo, os gols de Jô e Leonardo Silva fizeram a massa delirar, mas a vitória por 2 a 0 no Olimpia não era o suficiente. O Galo precisava de mais: sem gols na prorrogação, teve que decidir nos pênaltis. E quando São Victor, com as asas de pássaro da célebre oração de Roberto Drummond, defendeu a primeira cobrança, estava aberto o caminho do desafogo, que calou os paraguaios e incendiou BH. Agora, o time de Cuca segue rumo ao Mundial Interclubes, em dezembro, no Marrocos, em busca do título de melhor do planeta. Enquanto isso, o torcedor festeja a realização do sonho. Sim, atleticano, você pode gritar. O seu grito não é apenas uma comemoração: é um grito de libertação.
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FONTE: Estado de Minas.


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