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Move: desastre dá sinal de alerta

Atropelamento de idosa é o segundo em menos de dois meses envolvendo veículos do novo sistema, que já mataram pelo menos 10 pessoas desde a implantação. BHTrans admite sinalização falha no local do acidente, na Região Centro-Sul, e diz que haverá correção

Mulher de 82 anos foi atingida por veículo articulado antes de alcançar a ilha de concreto no meio da travessia. Ponto tem semáforo para pedestre apenas de um lado e coletivos invadem área destinada a quem caminha (Cristina Horta/EM/D.A Press)Mulher de 82 anos foi atingida por veículo articulado antes de alcançar a ilha de concreto no meio da travessia. Ponto tem semáforo para pedestre apenas de um lado e coletivos invadem área destinada a quem caminha

O atropelamento de uma idosa por um coletivo da linha 82 do Move, no início da tarde de ontem, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul da capital, provocou apreensão em quem presenciou o acidente e disparou sinais de alerta no trânsito de Belo Horizonte. A sinalização ineficiente, que pode ter contribuído para o acidente, e o aumento do número de desastres envolvendo veículos do Move, implantado com pompa pela Prefeitura de Belo Horizonte em março de 2014, chamam a atenção para a necessidade de revisão do sistema pela BHTrans. Foram pelo menos 31 colisões ou atropelamentos envolvendo veículos do novo sistema desde sua implantação, segundo levantamento do Estado de Minas – o poder público não tem estatística de óbitos e desastres do tipo. Em dois anos, pelo menos 10 mortes foram confirmadas, sendo seis de motociclistas e garupas e quatro de pedestres. Neste ano, além da ocorrência de ontem, uma mulher teve as pernas esmagadas, em abril, na Avenida Paraná, por um coletivo da linha 50.

Já a vítima do atropelamento de ontem correu o mesmo risco. O pé direito da mulher ficou debaixo de uma das rodas do ônibus, o que obrigou o condutor do veículo a dar ré para que a vítima pudesse ser socorrida. A senhora, que tem 82 anos e mora em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, foi encaminhada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII. No fim da tarde de ontem, a informação era de que a paciente estava fora de perigo, seu estado era estável e ela aguardava transferência para um hospital particular. O resgate comoveu quem passava pelo local e deixou o trânsito congestionado.

O acidente ocorreu quando a mulher tentou atravessar a Rua Professor Moraes, na esquina com a Avenida Getúlio Vargas, sentido Praça da Savassi. A travessia é feita em duas etapas, separadas por uma espécie de ilha de concreto na pista. A pedestre foi atingida pelo ônibus na primeira parte da transposição. O motorista do coletivo, Jorge Paulo Ribeiro, de 43 anos, contou aos policiais militares que registram a ocorrência que a vítima “atravessou a rua de uma vez” no momento em que ele saía da Getúlio Vargas para prosseguir na Rua Professor Moraes.

“A seta estava ligada, mas como o carro é muito grande, é preciso abrir o raio da curva. A senhora, mesmo acidentada, estava lúcida e disse que pensou que o ônibus seguiria reto e que, por isso, começou a atravessar”, contou Jorge, acrescentando que o ônibus estava com lotação média e que os passageiros presenciaram o ocorrido e se ofereceram como testemunhas.

A BHTrans não entende como errado o fato de que o coletivo faça a manobra de abrir o raio para fazer a curva. É bom lembrar que boa parte dos coletivos da linha 82 tem quase o dobro do comprimento dos ônibus comuns, sendo articulados e por isso apelidados de “sanfonas”. Apesar de a empresa municipal considerar normal a manobra, o local não tem sinalização eficiente para pedestres e motoristas.

Osias Baptista Neto, um dos principais especialistas em trânsito e transporte do país, observou que o número de semáforos para pedestres na ilha é insuficiente: “Há um equipamento, na ilha, virado para quem segue da Professor Moraes para a Getúlio Vargas. O ideal é que houvesse outro, virado para quem faz o percurso contrário”. O especialista acrescenta que, na falta desse segundo sinal, quem está na faixa de pedestres, entre a Getúlio Vargas e a ilha, tem preferência sobre o trânsito de veículos. Dessa forma, mesmo que o condutor do Move tenha sinalizado a conversão à direita com a seta, a preferência da travessia era da vítima.

A BHTrans reconhece que falta um equipamento para pedestre na ilha e garantiu que vai sanar o problema nos próximos dias. A empresa acrescentou ainda que aumentará o espaço físico da ilha – atualmente, os ônibus articulados passam por cima da área destinada ao pedestre para fazer a curva. Outras esquinas da capital nas quais a travessia de pedestres precisa ser feita em duas etapas reclamam melhor sinalização, o que aumenta o risco de acidentes.

FALTAM DADOS O poder público não tem informações detalhadas sobre desastres envolvendo o Move. No Hospital João XXIII, há levantamento relativo ao número de passageiros de ônibus (Move e linhas comuns) socorridos na instituição. Foram 288 entre janeiro e abril deste ano. Em 2015, no mesmo período, 311. Em 2014, 293.

Já levantamento do Sistema Único de Saúde (SUS) diz respeito ao total de óbitos por veículos pesados, o que inclui caminhões. Na capital mineira, foram 21 mortes entre janeiro e março de 2016. No mesmo período de 2015 e de 2014 não houve vítima. Em 2013, houve um óbito. Em 2012 foram três.

Tanto no caso do HPS quanto do SUS é importante destacar que as vítimas podem ter se envolvido em acidentes em outras cidades e encaminhadas às unidades de saúde da capital. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) optou por não comentar o assunto.

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FONTE: Estado de Minas.


Modelo que perdeu perna em acidente conta história de superação na TV

A jovem disse que perder a perna foi apenas um ‘detalhe’ porque estar viva é muito mais importante.

 

Reprodução Instagram

A modelo Paola Antonini Franca Costa, de 20 anos, que perdeu a perna depois de ser atingida por um carro no fim do ano passado em Belo Horizonte, emocionou o Brasil com a história de superação. Em entrevista à Fátima Bernardes, no programa Encontro, a jovem disse que perder a perna foi apenas um “detalhe” porque estar viva é muito mais importante. A jovem, que chama atenção pelo rosto lindo e simpatia, disse também que a “beleza não é só física”. Na presença da mãe e do namorado, ela contou detalhes da recuperação, dizendo que encontrou toda a motivação em Deus e no apoio dos familiares.

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O acidente aconteceu na madrugada de 27 de dezembro. Paola colocava malas no bagageiro, junto com o namorado, na Avenida Raja Gabalia, quando foi prensada por um carro. A motorista pagou fiança de R$ 1,5 mil e foi liberada. 

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Paola Antonini ficou internada até 17 de janeiro, quando deixou o hospital usando uma prótese. Nesta terça-feira, ela mostrou no programa que leva uma vida normal apesar da perda. Pelas redes sociais, muitas pessoas se disseram emocionadas com a história da modelo.  

Reprodução Twitter
Soraia Piva/EM/D.A Press
Reprodução Instagram

Comentários
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Edson

Edson – 14 de Abril às 17:20

Continua linda e uma garota iluminada! A pergunta que fica é; e a motorista que causou todo este dano??? A justiça será feita? Pois ao que parece, é uma filhinha de papai, inconsequente, e como é abastada de recurso financeiro, a justiça “treeeeeeme”!
DULIO
DULIO – 14 de Abril às 17:00
Parabens Paola pela sua superação.
SERGIO
SERGIO – 14 de Abril às 16:23
Pra o bandido que a atropelou foi só R$ 1.500,00 de multa… Bela Justiça do país que liberou assassinatos c carros mas quer proibir rolezinho em shopping… País nojento, partiu, o resto que se dane, pois o pensamento quase de 100% é esse tbm… O fdp que fez isso ainda está livre enquanto ela esbanja felicidade … Isso é que ainda dá esperança no ser humano, pois tem uns que já apodreceram…

 

valmir
valmir – 14 de Abril às 15:41
deve ser por isso que o povo brasileiro é considerado o mais feliz do mundo…segundo consta americanos e alemães são os mais infelizes..deve ter algo a ver com a consciência da realidade. Todas as desgraças causadas pela ação humana deliberada e perversa são recebidas como fatalidades e eventos inevitáveis..a mãe do bebe que levou um tiro no colo e morreu, por um assaltante que queria um celular de 100 reais agradece a deus, perdoa o assassino e diz que podia ser ainda pior…não sei como isso podia ser pior, mas eles sabem.

 

Aricelis
Aricelis – 14 de Abril às 14:12
Parabéns Paola! Realmente perder a perna foi só um detalhe! Meu sobrinho não teve a mesma sorte, o carro que o atingiu, atingiu a cabeça e foi fatal, ele só tinha 22 anos…

 

SERGIO
SERGIO – 14 de Abril às 16:31
Enquanto a Justiça liberar assassinatos ao volante c bêbados sem carteira ou com carteira essa notícia será, infelizmente, mais comum que se pensa, até a Justiça acordar pra vida e n proteger bandidos motorizados..

 

SERGIO
SERGIO – 14 de Abril às 16:30
Até qdo a Justiça permitirá que milhares de pessoas sejam ASSASSINADAS no trânsito enquanto quer é proibir rolezinho em shopping? Eu ficaria ensandecido c uma coisa dessa acontecendo na minha família e ver isso acontecer com outros me revolta tbm! N sou adepto daquele pensamento tosco de que “a gente acha que nunca acontecerá conosco”… N espero que aconteça comigo pra ficar revoltado justamente…

 

André
André – 14 de Abril às 13:11
Mas tá na hora de ganhar um dinheiro justo pela perda! Ação de Dano moral já…

 

Marcio
Marcio – 14 de Abril às 16:37
Ela não deve perder tempo… A lei é clara: É direito do bêbado matar ou destruir a vida de qualquer um com punição mínima ou insignificante de forma garantir que não haja nenhum reparo ou amenização a vida da vítima. Brasil… Onde Crime SEMPRE compensa!
FONTE: Estado de Minas.

Cliente será indenizada após se machucar em supermercado de BH

Consumidora teve uma fratura na perna e hematomas no rosto após ser “atropelada” por um carro de reposição de mercadorias

CarrefourBairroSoCarlos

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou um supermercado de Belo Horizonte a pagar uma indenização no valor de R$ 10 mil por danos morais a uma cliente que ficou ferida após o carro de reposição de mercadorias do estabelecimento bater em sua perna. A decisão foi publicada  nessa terça-feira (14).

De acordo com os autos, a consumidora alegou que estava fazendo compras no Carrefour quando foi atingida pelo carro. A mulher caiu no chão e, por consequência, teve uma das permas fraturadas e hematomas no rosto.

Por sua vez, o supermercado afirmou que não seria possível isolar seus corredores todas as vezes que realizasse reposição de mercadorias, pois essa é uma atividade corriqueira. Além disso, segundo o estabelecimento, a cliente andava distraída, o que teria levado à ocorrência do acidente.

As seguradoras IRB Brasil Resseguros e Ace Seguradora também afirmaram que não tinham o dever de pagar a indenização. A primeira alegou  que o carro de reposição de mercadorias estava parado no corredor e que a culpa pelo acidente seria da consumidora.

Já a Ace Seguradora argumentou que a empresa segurada, Carrefour, deveria ter tomado as precauções para evitar a queda da consumidora, e, com isso, a culpa seria exclusivamente do supermercado.

No entanto, em Primeira Instância, o juiz Octávio de Almeida Neves, julgou procedente o pedido. As três empresas recorreram da decisão, mas o relator, desembargador Alvimar de Ávila, confirmou a sentença. Ele entendeu que elas são corresponsáveis pelo pagamento da indenização. Quanto às seguradoras, ele afirmou: “ambas as denunciadas devem reembolsar o valor, nos limites da apólice”.

Ávila ainda destacou que é dever do supermercado oferecer segurança em suas dependências. O desembargador afirmou que “ a consumidora, ao sofrer queda dentro do hipermercado, com fratura de membro inferior e hematomas no rosto, sofreu mais que simples aborrecimentos cotidianos, restando suficientemente comprovado o dano moral e o dever de indenizar do requerido, assim como das seguradoras denunciadas.”

A decisão é da 12ª Câmara Cível do TJMG.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Carrefour, que informou apenas que a empresa não comenta decisões judiciais.

FONTE: O Tempo.


 

Uma mulher que foi atropelada fora da faixa de pedestres no Centro de Belo Horizonte não terá direito a indenização por danos materiais e morais. A 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o recurso da aposentada. O desembargador Rogério Medeiros, que julgou a ação, afirmou, na decisão, que “não há como imputar qualquer culpa ao condutor do veículo, eis que, de acordo com a prova testemunhal produzida, o acidente ocorreu em razão de a vítima ter feito a travessia da rua fora da faixa de pedestre”.

faixa

O acidente aconteceu em 10 de junho de 2005, na Avenida Augusto de Lima, entre as ruas Espírito Santo e Rio de Janeiro. A aposentada E.B.D, que tinha 71 anos quando o fato ocorreu, atravessava a avenida quando foi atingida pelo veículo conduzido pelo advogado A.P.G.
A mulher decidiu entrar com uma ação em janeiro de 2007, requerendo danos morais, além de materiais, para cobrir gastos com medicamentos. Também pediu lucros cessantes pelo período em que ficou impossibilitada de exercer a atividade de vendedora autônoma de roupas. Segundo a vítima, o motorista dirigia em velocidade incompatível com a via.
O juiz Richard Fernando da Silva, da 22ª Vara Cível de Belo Horizonte, decidiu pela improcedência da ação em outubro de 2012. Segundo o magistrado, ficou comprovado no processo que a aposentada atravessou a avenida fora da faixa de pedestre, tendo o atropelamento ocorrido por culpa exclusiva da vítima.
Inconformada, a aposentada recorreu ao Tribunal de Justiça, mas também não obteve êxito. O desembargador Rogério Medeiros negou o recurso e alegou que não há qualquer prova nos autos de que o condutor do veículo trafegava em alta velocidade. Os desembargadores Estevão Lucchesi e Valdez Leite Machado concordaram com o relator.

FONTE: aQui.



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