Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Acidente entre dois ônibus deixa dois mortos e 14 feridos no Centro de BH

Colisão ocorreu na saída do Viaduto da Floresta e duas vítimas sofreram ferimentos graves

Acidente entre dois ônibus deixou dois idosos mortos e ao menos 14 pessoas feridas; duas em estado grave, na manhã desta quinta-feira em Belo Horizonte. Segundo a BHTrans, um coletivo do Move metropolitano da linha 512H (Terminal Vilarinho/Hospitais/via Cristiano Machado) e um da rota 8107 (Concórdia/São Pedro) colidiram na Avenida dos Andradas, próximo à Avenida do Contorno, no Centro da capital.

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Jorge Luiz Vetoraz, de 64 anos, passageiro do coletivo 8107, morreu no local. Izza Atalla Azizi, 65 anos, foi socorrido, mas morreu no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Aristides Soares, Francisco de Assis Filho, Edivaldo Oliveira, Euler da Fonseca e Reginaldo Lopes também foram encaminhados ao HPS.

O motorista do 8107, Reginaldo Lopes Martins, de 37, fraturou três costelas e teve escoriações no braço. A mulher dele, Márcia Gabriela Mendes, soube do acidente pela TV. Segundo ela, ele não se lembra de como foi o acidente. “Ele disse que o Move veio do nada. Ele tentou reagir, tirar, mas não deu tempo”, afirma.

A colisão ocorreu na saída do Viaduto da Floresta, quando o ônibus convencional atingiu a lateral do Move, que colidiu em um poste de sinalização. Devido ao impacto, a estrutura ficou inclinada e corre o risco de cair.

O trânsito na Andradas, no sentido Complexo da Lagoinha, ficou interditado e teve que ser desviado para a ruas Guaicurus e Espírito Santo. Na direção contrária, o tráfego flui com lentidão.
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FONTE: Estado de Minas.


Veja a localização de todos os aparelhos em Belo Horizonte
Novos equipamentos foram instalados nas avenidas Paraná e Presidente Carlos Luz

Radar

Equipamentos foram colocados em duas avenidas da capital

A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informa o início da operação de três novos equipamentos fixos de fiscalização eletrônica de controle de velocidade a partir desta terça-feira (1º). A implantação dos equipamentos ocorre em função do contrato da Concorrência Pública 04/2013, homologada em 10/2014.

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Assim, o município passará a contar com 87 equipamentos do tipo “Controlador Fixo de Velocidade”. Segundo a BHTrans, estes equipamentos se consolidaram como um importante instrumento para o aumento das condições de segurança na circulação dos usuários das vias da capital.

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Os equipamentos foram instalados nos seguintes locais:
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  • avenida Paraná (entre as ruas dos Tamoios e dos Tupis), no sentido rodoviária/avenida Amazonas;

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  • avenida Presidente Carlos Luz, entre o Anel Rodoviário e a rua 14, no sentido centro/bairro;

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  • avenida Presidente Carlos Luz, oposto ao nº 4.845, no sentido bairro/centro.

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A escolha dos locais para instalação, leva em consideração o número de acidentes com vitimas, fatores técnicos e o potencial risco de novos acidentes. Os locais foram devidamente sinalizados com placas de velocidade máxima permitida conjugadas com placas indicativas de “Fiscalização Eletrônica”. Faixas de pano serão implantadas nos locais informando a população sobre o início da operação dos equipamentos.

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Na avenida Paraná a velocidade máxima regulamentada é de 30 km/h e na avenida Presidente Carlos Luz é de 60 km/h. Os equipamentos foram verificados e aprovados pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de MG (IPEM/MG).

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Confira a lista com a localização dos equipamentos de Fiscalização Eletrônica em Funcionamento (1/9/2015), clicando aqui.

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FONTE: O Tempo.


Melhor Mobilidade: Faixas exclusivas e preferências para o transporte coletivo

Belo Horizonte possui faixas preferenciais para o transporte coletivo desde a década de 80, na Avenida Amazonas. Após o ano de 2000 outras vias foram capacitadas com faixas/pistas exclusivas, priorizando os usuários de ônibus, seguindo assim as diretrizes do Plano de Mobilidade de Belo Horizonte.

 

Benefícios

As faixas preferenciais/exclusivas privilegiam a circulação do transporte coletivo, criando condições de estímulo ao uso desse meio de transporte. É importante lembrar que o ônibus transporta em torno de 60 pessoas, enquanto o carro transporta uma média de 1,5. Por isso, o transporte coletivo está sendo priorizado em relação ao individual em Belo Horizonte e em grandes centros urbanos do mundo. Além disso, as faixas proporcionam melhorias na operação do embarque e desembarque dos passageiros, diminuição do tempo de viagem e da poluição. Também evitam disputas de espaço entre carros e ônibus.

 

Faixa e pista exclusiva de ônibus: apenas os ônibus podem circular. Na faixa exclusiva, conforme a sinalização regulamentada na via, os demais veículos podem trafegar em um trecho curto da faixa apenas para realizar conversões. Já na pista o trânsito é exclusivo para os ônibus.

 

Faixa preferencial de ônibus: a preferência de circulação é dos ônibus, contudo os veículos particulares podem circular na faixa.

 

Pistas e Faixas Exclusivas de Belo Horizonte

  • Pista exclusiva MOVE da Av. Cristiano Machado, da Estação São Gabriel ao Centro – 7,36 km.

  • Pista exclusiva MOVE,  nas avenidas  Antônio Carlos / Pedro I / Vilarinho, de Venda Nova as Centro – 14,7 km.

  • Pista exclusiva MOVE Área Central, nas avenidas Santos Dumont e Paraná – 1,34 km.

  • Faixas exclusivas MOVE (Rota Hospitalar), nas avenidas Augusto de Lima e Prof. Alfredo Balena, ruas Curitiba, Padre Belchior, Goiás e dos Timbiras – 5,73 km.

– Faixas exclusivas MOVE na Avenida Pedro II, entre o Complexo Lagoinha e o

Anel Rodoviário – 6 km.

 – Faixas exclusivas MOVE na Avenida Carlos Luz, entre as avenidas Pedro II e o Mineirão – 6,6 km.

– Faixa exclusiva MOVE (Cristiano Machado), na Avenida Cristiano Machado, entre a Avenida Vilarinho e Avenida Sebastião de Brito (ambos os sentidos) – 11 km.

  • Faixa exclusiva MOVE (Complexo da Lagoinha), na Avenida Cristiano Machado no Túnel da Lagoinha para o Viaduto Leste – 700 metros.

  • Faixa exclusiva na Av. Nossa Senhora do Carmo, da Avenida do Contorno até Avenida Uruguai (900 metros)

  • Faixa Exclusiva na Estação Ponto, localizado na Avenida Waldyr Soeiro Emrich (Via do Minério), no cruzamento com Rua Alfredina Amaral, bairro Milionários. – 250 metros.

 

Faixa preferenciais de Belo Horizonte

De segunda a sexta das 6h às 9h e das 16h às 20h:

– Rua Tupis, entre Paraná e Rio Grande do Sul
– Avenida Amazonas
– Avenida dos Andradas
– Rua Araguari

 

 

Atenção Motoristas Veículos de passeio, caminhões e motos só podem trafegar na faixa exclusiva para ônibus para realizar conversões. Nas faixas exclusivas os veículos poderão virar à direita, nos locais determinados pela sinalização, mas o acesso deve ser realizado somente nos trechos pintados com linha tracejada (pintura branca). É proibida a entrada na faixa exclusiva nos trechos pintados com uma linha contínua (pintura branca).

 

 

Linha Azul – As faixas exclusivas de ônibus da capital estão identificadas com uma faixa contínua azul pintada no solo. A faixa branca, contínua ou tracejada, permanece sinalizando a via de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito.

 

Táxis – Os táxis devem seguir as mesmas regras dos veículos de passeio.

 

Fiscalização eletrônica – Serão implantados detectores de invasão de faixa nas avenidas para garantir a mobilidade do transporte coletivo.

Se um ônibus sair da faixa exclusiva, ele pode ser multado? Pelo Código de Trânsito Brasileiro não há regulamentação que obrigue os ônibus a circularem apenas nas vias segregadas para esse tipo de veículo, ou seja, os ônibus podem trafegar nas demais faixas, desde que a via em questão não tenha sinalização de proibição.

As faixas exclusivas para ônibus também podem ser utilizadas por veículos fretados? Os ônibus na atividade de fretamento não podem circular nas faixas e pistas exclusivas de ônibus, que são destinadas ao transporte público.

Radares Invasão

Infração de Trânsito – Veículo particular flagrado circulando na faixa exclusiva de ônibus está sujeito à autuação de acordo com o artigo 184 do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 184. Transitar com o veículo na faixa ou pista da direita, regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo de veículo é multa leve, R$ 53,20 e 3 pontos na carteira. Transitar com o veículo na faixa ou pista da esquerda regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo de veículo já é multa grave (R$ 127,69) e 5 pontos na carteira.

 

FONTE: BHTRANS.


Suspeito de provocar 2 mortes em acidente vai responder por homicídio

Batida foi na noite desta segunda na Avenida Américo Vespúcio, em BH.
Ele estaria testando a potência de um carro customizado.

Depois de ser preso em flagrante, o homem foi levado para a Delegacia do Detran, no Centro da capital mineira. A delegada esteve com a perícia no local da batida e afirma que, além de ter sido modificado, o carro não passou por uma vistoria. “É uma irresponsabilidade. Nós não podemos fazer testes com vidas humanas e alterar um veículo”, disse Rosângela.

A delegada disse que o motorista vai responder pelo crime de homicídio com dolo eventual porque assumiu o risco de matar. A pena pode variar de seis a 20 anos de prisão.

Um homem de 29 anos e uma mulher aparentando ter 25 morreram no batida. Ela estava sem os documentos e, por isso, ainda não havia sido identificada.

A equipe de reportagem da TV Globo Minas não foi autorizada a entrar no IML durante a madrugada. Os parentes das vítimas não foram localizados. Nesta terça-feira, uma nova perícia deve ser feita no local da batida.

O homem prestou depoimento durante a madrugada. Segundo a delegada, ele disse que o carro estava em primeira ou segunda marcha quando perdeu o controle da direção. Ele também disse que não estava em alta velocidade na hora da batida e reafirmou que não testava as modificações feitas no carro.

Ainda de acordo com a delegada, o motorista também disse no depoimento que comprou o carro há três meses e não sabe se foi feita vistoria depois que as modificações foram feitas. O homem vai ser levado para um presídio da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

Carro invade contramão, atinge outro veículo e mata duas pessoas na Região Noroeste de BH

Condutor de um Gol disse que fazia testes em dispositivo de “turbo”, instalado no carro. Testemunhas disseram que ele estaria em alta velocidade. Veículo bateu em meio fio, girou no ar e caiu em cima de um Pálio, que seguia no sentido contrário

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Duas pessoas morreram em um acidente entre dois carros, na noite desta segunda-feira, na Avenida Américo Vespúcio, no Bairro Aparecida, Região Noroeste de Belo Horizonte. A força da colisão entre um Gol e um Pálio espantou os moradores próximos do local, na altura do número 285. Populares tentaram linchar o motorista do Gol, que causou o acidente, até a chegada da Polícia Militar (PM), que controlou a situação.
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De acordo coma Polícia Militar (PM), o administrador de empresas José Almério de Amorim Neto, de 35 anos, contou que fazia testes em um equipamento chamado “turbo”, instalado no Gol. O dispositvo aumenta a potência do motor e faz o veículo atingir altas velocidades em menos tempo. Segundo relato de populares, o veículo estaria a cerca de 150 km/h.

Marcos Vieira/EM/D.A. Press

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Conforme testemunhas do acidente, o motorista já havia seguido na avenida sentido Bairro/Centro e estava voltando quando bateu no meio fio que divide as pistas, girou no ar e caiu em cima do Pálio, batendo teto com teto, antes de cair no asfalto, girar outras vezes e bater em uma árvore. O Gol só parou ao bater em um poste e um muro de um estabelecimento próximo do local. Os dois ocupantes do veículo atingido morreram na hora.
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O Corpo de Bombeiros enviou três viaturas para socorrer as vítimas. A equipe médica da Unidade de Suporte Avançado (USA), do Serviço de Atendimento de Urgência (SAMU), confirmou o óbito dos dois ocupantes do Pálio, que ficaram presas às ferragens. O acidente aconteceu próximo à trincheira que liga a via à Avenida Presidente Antônio Carlos.
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Após a PM controlar a situação no local, o condutor do Go, que se queixava de dores na coluna, foi socorrido pelo Samu, encaminhado a um hospital e será levado para encerrar a ocorrência no Departamento de Trânsito (Detran) da capital.

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FONTE: G1 e Estado de Minas.


 

Elevado encara prova de carga
 
Interditado desde que estrutura teve deslocamento de quase 30cm, Viaduto Montese é submetido a testes com caminhões

Carga pesada

Seis caminhões carregados com areia, pesando 24 toneladas cada um. A carga de 144 mil quilos foi colocada ontem sobre o Viaduto Montese, que liga os bairros Santa Branca e Itapoã, na Região da Pampulha, com o objetivo de testar a estrutura do elevado antes da abertura ao tráfego de veículos. A Prefeitura de BH prometeu informar hoje o resultado das análises feitas durante todo o domingo, mas não adiantou uma data para inaugurar o viaduto. Mês passado, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura havia marcado a liberação da estrutura para a primeira semana deste mês. Em fevereiro deste ano, o elevado foi interditado depois de verificado um deslocamento lateral de 27 centímetros na estrutura. Desde então, nada foi informado sobre novos problemas e a indefinição já dura mais de nove meses. O Viaduto Monte Castelo, que fica próximo ao Montese, vem recebendo o trânsito em mão dupla, garantindo a travessia da Pedro I nos dois sentidos. Em julho, quando uma das alças do Viaduto Batalha dos Guararapes desabou, matando duas pessoas e ferindo outras 23, o prefeito Marcio Lacerda prometeu que, antes de abrir o Montese, a PBH faria testes de carga.

Ontem, os trabalhos começaram cedo, segundo a assessoria da PBH. Um a um, os seis caminhões basculantes cheios de areia foram posicionados sobre o elevado. Frequentador do Bairro Santa Branca, o administrador Túlio Pedrosa Gomes, de 27 anos, achou estranha a forma como a prefeitura resolveu testar o viaduto. “Imagina a sensação do motorista do sexto caminhão… E se o viaduto cai no momento que ele está entrando?”, indagou. 

Segundo a assessoria da PBH, o peso somado dos seis veículos usados no teste é maior do que aquele ao qual o viaduto será submetido durante a operação normal do trânsito. Um andaime foi montado em frente ao elevado para posicionar um equipamento de medição das posições. De 30 em 30 minutos, os dados eram colhidos para análise dos técnicos responsáveis. A obra é de responsabilidade da empresa Cowan, a mesma que construiu o Batalha dos Guararapes. 

Se o resultado dos testes indicar que não há problemas estruturais, o trânsito deve ser aberto nos próximos dias. Antes, porém, são necessárias adequações viárias em ruas do entorno. A rua lateral ao viaduto, do lado do Bairro Santa Branca, também precisa de ajustes. A obra na adutora da Copasa que era mencionada em todos os comunicados da PBH como um dos motivos que travavam a liberação já está concluída. Os postes de iluminação também já estão posicionados no elevado. 

FILAS Para viabilizar o teste de carga, o trânsito foi fechado na Pedro I e desviado para os bairros Santa Branca e Itapoã, o que causou retenção, devido ao afunilamento. Ônibus articulados do Move tiveram que fazer o mesmo trajeto dos carros pequenos. No sentido Venda Nova, a retenção no trânsito, que foi desviado para a Rua Sãozinha Baggio Coutinho, chegou até a barragem da Pampulha. Em direção ao Centro, o tráfego teve retenções a partir da Rua João Samaha, mas não foram registradas grandes filas. A previsão para reabertura do tráfego na Pedro I é hoje, a partir das 5h da manhã.

 

FONTE: Estado de Minas.


Trecho da avenida Pedro I será interditado para testes de carga no viaduto Montese

 

Viaduto Montese
O trecho da avenida Pedro I, entre a rua Monte Castelo e avenida João Samaha, em Belo Horizonte, em ambos os sentidos, será interditado das 5h deste domingo (16) até às 5h de segunda-feira (17). Conforme a prefeitura de Belo Horizonte, a interdição ocorrerá em virtude dos testes de carga que serão realizados no viaduto Montese (localizado sobre a avenida Pedro I, na rua Montese).
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Agentes da BHTrans vão orientar os motoristas sobre o trânsito no local e haverá faixas de pano com indicações de desvios. Para a segurança de todos, a BHTrans recomenda que os motoristas redobrem a atenção, respeitem a sinalização e as orientações dos agentes.
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Desvios
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Sentido Centro/Bairro: …Avenida Dom Pedro I, Rua Sãozinha Baggio Coutinho, Rua Hermínio Guerra, Rua Monte Castelo, Rua Eng. Vicente Assunção, Rua Honorina Esteves Gianetti, Rua Desembargador Milton dos Reis, Avenida Dom Pedro I…
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Sentido Bairro/Centro: …Avenida Dom Pedro I, Rua João Samaha, Rua Doutor Álvaro Camargos, Rua Ramalho Ortigão, Rua Monte Cassino, Avenida Dom Pedro I…
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Transporte coletivo
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Devido a esta interdição, as linhas 63, 64, 6350, 8550, 617, 717, 719, 644, S70 seguirão os desvios abaixo:
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Sentido Centro/Bairro: …, Av. Dom Pedro I, Rua Sãozinha Baggio Coutinho, Rua Hermírio Guerra (à esquerda), Rua Monte Castelo (à esquerda), Rua Engenheiro Vicente Assunção (à direita), Rua Honorina Esteves Gianetti (à esquerda), Rua Desembargador Milton Reis (à esquerda), Av. Dom Pedro I, …
Sentido Bairro/Centro: …, Av. Dom Pedro I, Av. João Samaha, Rua Nova (à esquerda), Av. Dr. Álvaro Camargos (à direita), Rua Ramalho Ortigão (à esquerda), Rua Monte Cassino (à esquerda), Av. Dom Pedro I.
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O Viaduto Montese, no Bairro Itapoã, na Região da Pampulha, vai passar por testes de carga neste domingo. A Avenida Pedro I, entre a rua que tem o mesmo nome do elevado e a Avenida João Samaha, vai ficar interditada nos dois sentidos, das 5h de amanhã até as 5h de segunda-feira. Em fevereiro, o viaduto sofreu um deslocamento lateral de 27 centímetros, ainda durante a construção, e precisou ser escorado. Depois de concluído, o elevado permaneceu interditado. A estrutura foi erguida pela Construtora Cowan, responsável também pela obra do Viaduto Batalha dos Guararapes, na mesma avenida, que por causa de um erro estrutural desabou em 3 de julho, durante a Copa do Mundo, matando duas pessoas e ferindo 23. 
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Segundo a BHTrans, agentes de trânsito vão orientar os motoristas sobre o trânsito no local e haverá faixas de pano com indicações de desvios. Para a segurança de todos, a empersa recomenda que os condutores redobrem a atenção, respeitem a sinalização e as orientações dos agentes.
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Os motoristas que trafegam sentido Centro/bairro devem entrar na Avenida Pedro I, virar na Rua Sãozinha Baggio Coutinho e seguir pelas ruas Hermínio Guerra, Monte Castelo, Engenheiro Vicente Assunção, Honorina Esteves Gianetti, Desembargador Milton dos Reis e seguir adiante pela própria Pedro I. No sentido bairro/Centro, entrar na Pedro I pegar a Avenida João Samaha e ruas Doutor Álvaro Camargos, Ramalho Ortigão, Monte Cassino e Avenida Pedro I.
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Os ônibus terão itinerários mudados. As linhas 63, 64, 6350, 8550, 617, 717, 719, 644, S70 farão, no sentido Centro/bairro, trajeto pela Avenida Pedro I e ruas Sãozinha Baggio Coutinho, Hermírio Guerra (à esquerda), Monte Castelo (à esquerda), Engenheiro Vicente Assunção (à direita), Honorina Esteves Gianetti (à esquerda), Desembargador Milton Reis (à esquerda) e Pedro I novamente. No sentido Bairro/Centro: Pedro I, Avenida João Samaha, Rua Nova (à esquerda), Doutor Álvaro Camargos (à direita), Ramalho Ortigão (à esquerda), Monte Cassino (à esquerda) e Avenida Pedro I.
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FONTE: Hoje Em Dia e Estado de Minas.

 

 


Feira Hippie é cancelada neste domingo em Belo Horizonte

Avenida Afonso Pena vai receber desfile do dia da independência.

Funcionamento volta ao normal no dia 14 de setembro.

Feriado

 A Feira Hippie não será realizada neste domingo (7), na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte. De acordo com a Regional Centro-Sul da prefeitura, o motivo é a realização do desfile do dia da independência.
Ainda de acordo com a administração municipal, o funcionamento da feira volta ao normal no dia 14 de setembro.

BHTrans divulga mudanças no trânsito para o Dia da Independência, no domingo

Região Central de Belo Horizonte terá várias intervenções, desvios e interdições. Algumas serão implantadas já na noite de sábado

A BHTrans divulgou as mudanças e orientações que serão implantadas na operação de trânsito e transporte coletivo para a Região Central, neste domingo, 07 de setembro, dia da independência.Em função do Desfile Cívico-Militar do Dia da Independência, a circulação de algumas vias na Região Central será alterada. As intervenções vão reservar áreas para a concentração inicial do desfile, para estacionamento de ônibus e dispersão dos participantes. Também será proibido o estacionamento em 15 pontos, a partir de 22h do sábado, além de uma reserva de área em outros quatro pontos.Outras interdições onde será permitida somente a circulação de viaturas e veículos de emergência e os consequentes devios no trânsito serão instalados para o evento. As mudanças para o embarque e desembarque de passageiros serão realizados ao longo dos desvios, com cartazes afixados no interior dos ônibus e nos pontos para informar aos usuários sobre as alterações.

Confira as intervenções na Região Central

Áreas reservadas para concentração inicial do desfile:
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida do Contorno e Avenida Carandaí, sentido Bairro/ Centro;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida Brasil e Avenida Getúlio Vargas, sentido Centro/ Bairro (faixa à esquerda);
– Avenida Bernardo Monteiro, entre Avenida Brasil e Avenida Afonso Pena, neste sentido;
– Rua Aimorés, entre Avenida Brasil e Rua Rio Grande do Norte;
– Rua Rio Grande do Norte, entre Rua Aimorés e Avenida Afonso Pena;
– Avenida Carandaí, entre Avenida Afonso Pena e Avenida Brasil, nos dois sentidos.

Área reservada para estacionamento de ônibus e dispersão dos participantes:
– Rua Espírito Santo, entre Avenida Afonso Pena e Rua Caetés;
– Avenida Amazonas, entre Rua da Bahia e Rua Tupinambás;
– Rua Tupis, entre Avenida Afonso Pena e Rua São Paulo;
– Rua Rio de Janeiro, entre Rua Tamoios e Avenida Augusto de Lima;
– Rua da Bahia, entre Avenida Afonso Pena e Avenida Augusto de Lima;
– Rua Goitacazes, entre Rua da Bahia e Rua São Paulo;
– Avenida Amazonas, entre Rua São Paulo e Rua Curitiba, nesse sentido;
– Rua Tamoios, entre Avenida Amazonas e Avenida Afonso Pena.

Áreas com proibição de estacionamento (a partir das 22h de sábado, dia 6/9):
– Av. Amazonas, entre R. da Bahia e R. Espírito Santo, nos dois sentidos;
– R. Tupis, entre Av. Afonso Pena e R. São Paulo, nos dois sentidos;
– R. Tamoios, entre Av. Amazonas e R. da Bahia, no lado esquerdo da via;
– R. Carijós, entre R. da Bahia e R. Espírito Santo, nos dois sentidos;
– R. Tupinambás, entre R. da Bahia e R. Espírito Santo, nos dois sentidos;
– R. São Paulo, entre R. Goitacazes e Av. Amazonas, no lado esquerdo da via;
– R. Rio de Janeiro, entre Av. Augusto de Lima e R. Tamoios, nos dois sentidos;
– R. Espírito Santo, entre Av. Augusto de Lima e R. Caetés, nos dois sentidos;
– R. da Bahia, entre R. Tamoios e Av. Augusto de Lima, nos dois sentidos;
– R. Goitacazes, entre R. Rio de Janeiro e R. da Bahia;
– Av. Assis Chateaubriand, entre Av. dos Andradas e R. da Bahia (no sentido da via – lado esquerdo da via/ lateral do Parque Municipal);
– Av. Carandaí, entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte, nos dois sentidos;
– R. Aimorés, entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte, nos dois sentidos;
– R. Rio Grande do Norte, entre R. Aimorés e Av. Afonso Pena, nos dois sentidos;
– Av. Bernardo Monteiro, entre R. Timbiras e Av. Afonso Pena, nesse sentido – lado direito da via.
Reservas de Área (a partir das 22h de sábado, dia 6/9):
– Avenida Álvares Cabral, entre Avenida Augusto de Lima e Rua da Bahia (Praça Afonso Arinos);
– R. Goiás, entre R. Guajajaras e Av. Álvares Cabral, nos dois sentidos;
– R. Goiás, entre Av. Álvares Cabral e R. da Bahia, nos dois sentidos;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida Brasil e Avenida do Contorno, nesse sentido, junto ao canteiro central.

Veja também as interdições, desvios e mudanças n transporte coletivo

Interdições:
– Avenida Afonso Pena, entre a Rua Caetés e Avenida Brasil, sentido Rodoviária/ Mangabeiras;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida do Contorno (Praça Milton Campos) e Rua Caetés, sentido Mangabeiras/ Rodoviária;
– Avenida Carandaí, entre as avenidas Afonso Pena e Bernardo Monteiro, nos dois sentidos;
– Avenida Getúlio Vargas, entre Avenida Afonso Pena e Rua Maranhão, nos dois sentidos;
– Avenida Bernardo Monteiro, entre Avenida Brasil e Avenida Afonso Pena, nesse sentido;
– Avenida João Pinheiro, entre Rua Gonçalves Dias e Avenida Álvares Cabral, nesse sentido;
– Avenida Augusto de Lima, entre Rua da Bahia e Avenida Álvares Cabral, nesse sentido.

A pista da Avenida Afonso pena, entre Avenida Brasil e Avenida do Contorno (Praça Milton Campos, sentido Rodoviária/ Mangabeiras), estará liberada ao trânsito de veículos.

A interseção das avenidas Brasil e Afonso Pena será interditada. Será permitida apenas a circulação de viaturas e veículos de emergência.

Desvios:
– Avenida Afonso Pena, sentido Rodoviária/ Mangabeiras:
…, Viaduto B, Av. Olegário Maciel (em frente), R. Goitacazes (à dir.), Av. Bias Fortes (à esq.), PraçaRaul Soares, Av. Bias Fortes, R. da Bahia (à dir.), Av. do Contorno (à esq.), Av. Afonso Pena (à dir.), …
Avenida Afonso Pena, sentido Mangabeiras/ Rodoviária:
…, Av. Afonso Pena, Av. do Contorno (à esq.), Av. Cristóvão Colombo (à dir.), Av. Brasil (à esq.), Av. Bias Fortes (em frente), R. Santa Catarina (à dir.), R. Goitacazes (à esq.), Av. Olegário Maciel (à dir.), …
ou
…, Av. Bandeirantes, R. Estevão Pinto (à dir.), Av. do Contorno (à dir.), Av. Francisco Sales (à esq.), R Sapucaí (à dir.), Viaduto da Floresta (à esq.), Av. do Contorno (à dir.), …

– Sentido Túnel Lagoinha/ Savassi via Viaduto Oeste:
…, Av. do Contorno, R Paracatu (à esq.), Av. Augusto de Lima (à esq.), R Rio Grande do Sul (à dir.), R.Guajajaras (à esq.), Av. Bias Fortes (à dir.), Av. Cristóvão Colombo (á dir.) …
ou
…, Av. do Contorno, R Paracatu (à esq.), Av. Barbacena (à esq.), R. Araguari (à dir.), R. Rodrigues Caldas (à esq.), R. Professor Antônio Aleixo, Alameda dos Despachos, Av. Bias Fortes (à dir.), Av. Cristóvão Colombo (à dir.) …

– Sentido Praça Raul Soares/ Floresta:
…, Av. Bias Fortes, R Mato Grosso (à dir.), Av. do Contorno (à dir.), R. da Bahia (à dir.), Viaduto Santa Teresa (à esq.), …

– Sentido Centro/ Região Hospitalar:
…, Av. Bias Fortes, R. da Bahia (à dir.), Av. do Contorno (à esq.), Av. Francisco Sales (à esq.), Av. Alfredo Balena (á dir.), …
ou
…, R. Caetés, Av. dos Andradas (à dir.), Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

– Sentido Região Norte, Venda Nova e Pampulha/ Região Hospitalar:
…, Av. Antônio Carlos, Viaduto Leste (à esq.), Av. Contorno, Av. dos Andradas, Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …
ou
…, Av. Antônio Carlos, Viaduto B, R. Caetés, Av. dos Andradas (à dir.), Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

– Sentido Região Noroeste/ Região Hospitalar:
…, Av. Pedro II, Viaduto B, Av. Olegário Maciel, R. Caetés (à dir.), Av. do Contorno (à dir.), R. Paulo de Frontim (à dir.), R. Guaranis (à dir.), R. Caetés (à esq.), Av. dos Andradas (à dir.), Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

– Sentido Região Nordeste e Leste/ Região Hospitalar:
…, Viaduto da Floresta, Av. dos Andradas (à esq.), Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

– Sentido Região Sul / Região Hospitalar:
…, Av. Nossa Senhora do Carmo (pista externa), Av. do Contorno (à dir.), Av. Francisco Sales (à esq.), Av. Professor Alfredo Balena (à esq.), …
ou
…, Av. Agulhas Negras, Av. Afonso Pena, Av. do Contorno (à dir.), Av. Francisco Sales (à esq.), Av. Professor Alfredo Balena (à esq.), …

– Sentido Região Oeste / Região Hospitalar:
…, Av. Amazonas, Av. do Contorno (à dir.), Av. Francisco Sales (à esq.), Av. Professor Alfredo Balena (à esq.) ,…
ou
…, Av. Tereza Cristina, Av. do Contorno, Av. dos Andradas, Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

Pontos de embarque e desembarque interditados:
– Av. Afonso Pena, entre Av. do Contorno (Praça Milton Campos) e R. Caetés (sentido Centro/ Bairro);
– Av. Afonso Pena, entre R. Caetés e Av. Brasil (sentido Centro/ Bairro);
– Av. Getúlio Vargas, entre Av. Afonso Pena e R. Maranhão (ambos os sentidos);
– Rua da Bahia, entre R. dos Guaicurus e R. dos Caetés;
– Rua da Bahia, entre R. dos Tamoios e Av. Augusto de Lima;
– Rua Espírito Santo, entre Av. Augusto de Lima e Rua dos Caetés;
– Rua Rio de Janeiro, entre Av. Augusto de Lima e Rua dos Caetés;
– Rua São Paulo, entre R. dos Tamoios e R. dos Caetés;
– R. dos Carijós, entre Av. dos Andradas e R. Curitiba;
– R. Tupinambás, entre R. Curitiba e R. da Bahia;
– R. Goiás, entre R. da Bahia e R. dos Guajajaras;
– R. dos Guajajaras, entre Av. Afonso Pena e Av. João Pinheiro;
– Av. Carandaí, entre Av. Afonso Pena e Av. Bernardo Monteiro (ambos os sentidos);
– R. dos Timbiras, entre Av. João Pinheiro e Av. Brasil
– Av. Prof. Alfredo Balena, entre Av. Carandaí e Av,. Francisco Sales (somente neste sentido);
– Av. Brasil, entre R. Rio Grande do Norte e R. Pernambuco (neste sentido);
– Av. Brasil, entre Av. Afonso Pena [permite a conversão à dir. na Av. Afonso Pena] e Av. B. Monteiro (neste sentido);
– R. Aimorés, entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte;
– R. Rio Grande do Norte, entre R. Aimorés e Av. Afonso Pena;
– Av. Bernardo Monteiro, entre Av. Carandaí e Av. Afondo Pena (neste sentido);
– Av. Bernardo Monteiro, entre Av. Afondo Pena e R. Bernardo Guimarães (neste sentido);
– Av. Getúlio Vargas, entre Av. do Contorno e Av. Afonso Pena (neste sentido);
– Av. Getúlio Vargas, entre Av. Afonso Pena e (neste sentido);

 

FONTE: G1 e Estado de Minas.


 

A alça do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, Região de Venda Nova, que ainda está de pé, corre risco de desabar. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira em entrevista coletiva de engenheiros e calculistas contratados pela Cowan para fazer estudos sobre a queda do elevado. A estrutura foi construída com um décimo da ferragem necessária. A empresa afirma que o erro foi do projeto executivo entregue pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) que era de responsabilidade da Consol. 

O calculista Catão Francisco Ribeiro, que participou do estudo sobre a queda do elevado, informou que a tragédia poderia ter acontecido anteriormente. “Acho que foi um milagre não ter caído antes. Inclusive a outra alça oferece risco de cair a qualquer momento. Os trabalhadores também correm riscos”, afirmou em coletiva.

Por causa da situação, a empresa determinou a paralisação do escoramento que era feito na alça. Também sugeriu que a Prefeitura de Belo Horizonte que não libere o trânsito na Avenida Pedro I antes da situação ser normalizada. 

A Cowan informou na coletiva que entregou uma carta para o prefeito Marcio Lacerda recomendando a demolição da alça que ainda está de pé. 

O em.com.br entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte que ficou de se manifestar sobre o caso.

Confira vídeo da Cowan com a explicação da queda do viaduto, em BH:

FONTE: Estado de Minas.


DESABAMENTO
Duas semanas de agonia
Vizinhos do viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, relatam insegurança após queda de estrutura.
Da janela, acompanham as obras e convivem com barulho e tremores

 

Caminhão que ainda estava debaixo do viaduto foi retirado ontem. Dois veículos da obra, além de um ônibus e um carro, foram atingidos na queda.


Da janela do apartamento onde mora, ao lado do viaduto que desabou na Avenida Pedro I, a dona de casa Juscilane Martins, de 33 anos, observa os trabalhos de remoção dos escombros e a sustentação da outra alça que permanece em pé. Para ela, hoje completam duas semanas de desespero, tormento e insegurança. Denuncia que as paredes do quarto apresentaram trincas depois do acidente que matou duas pessoas e feriu 23 e que a bancada em mármore do banheiro rachou em três partes. “Não houve nenhuma vistoria interna para assegurar se estamos realmente em segurança. Desde sexta-feira, a Defesa Civil Municipal promete a vistoria dentro dos apartamentos e não comparece”, reclama. 
VEJA AQUI A MATÉRIA COMPLETA, COM ATUALIZAÇÕES!


Juscilane disse conviver com o medo o tempo todo. “Eles ligam o trator lá fora, o prédio treme todo. O barulho é insuportável”, disse. Os filhos de 3 e 6 anos também estão assustados e incomodados com o barulho, segundo ela. “Estou tomando remédio para dormir. As crianças acordam de madrugada assustadas. Meu menino está tendo crise de vômitos depois da queda do viaduto”, disse a dona de casa. “A sensação é de que a gente está dentro de um elevador o tempo todo quando as máquinas estão trabalhando”, comparou.

A dona de casa conta que certa vez chegou a colocar um copo d’água na mesa para acompanhar a trepidação do prédio. “A água até derramou do corpo”, disse. Ela reclama que ainda não recebeu os protetores auriculares da empresa responsável pela construção do viaduto, recomendados pela Defesa Civil. “Meu menino de 3 anos não dorme mais depois do almoço. Ele acorda 6h para ir à escola e costumava dormir à tarde”, disse. 

ÁREA DE LAZER As crianças do condomínio também estão impedidas de brincar no pátio do prédio. “Ficam presas no apartamento. Estamos todos estressados”, reclamou. O medo de Juscilane é que a alça que restou do viaduto está cada vez mais sendo escorada e ela interpreta como risco de desabamento. “Minha preocupação só aumenta. Eles têm que demolir isso de vez. Se esse viaduto for mantido em pé, vamos conviver com essa insegurança o tempo todo”, disse. 

Juscilane disse que já pensou em vender o apartamento, mas acha difícil agora. “Até os inquilinos que estão deixando o prédio por medo. Ninguém mais vai querer comprar apartamento aqui”, disse. Outra reclamação dela é com a poeira. “Crianças que sofrem de bronquite estão sofrendo muito. Vivo com as janelas do meu apartamento fechadas. Se lavo roupa, elas ficam sujas e cheirando a poeira”, disse. 

Outra preocupação dos moradores é que há várias nascentes no Parque Ecológico Lagoa do Nado, do outro lado da Avenida Pedro I, e o solo onde o viaduto foi construído e um dois pilares afundou 6 metros, pode não ser tão consistente. 

Ontem à tarde, o último caminhão atingido na queda do viaduto foi retirado. A Cowan, empresa responsável pela obra, informou ontem que a vistoria cautelar foi iniciada à pedido da Defesa Civil e a previsão de duração é de 30 dias.

FONTE: Estado de Minas.



‘É um renascimento’, diz mulher que sobreviveu a 2º acidente com ônibus

Maria Nilza é uma das ocupantes de veículo atingido por viaduto em BH.

Ela conta que estava em coletivo que caiu no Ribeirão Arrudas há 15 anos.

VEJA AQUI A MATÉRIA COMPLETA SOBRE O DESABAMENTO DO VIADUTO GUARARAPES!

VEJA AQUI: COMEÇA A VISTORIA NOS APARTAMENTOS VIZINHOS AO DESABAMENTO!

“Cada acidente que você tem é um renascimento”, disse a vendedora Maria Nilza Loiola, de 54 anos, uma das pessoas que estavam no micro-ônibus que foi atingido na queda do Viaduto Guararapes, em Belo Horizonte. Ela conta que esta é a segunda vez que sobrevive a um acidente envolvendo um veículo do transporte coletivo na capital mineira. Maria Nilza era uma das passageiras de um ônibus que caiu no Ribeirão Arrudas, em 1999.

A queda do elevado nesta quinta-feira (3) provocou a morte de duas pessoas e deixou 23 feridas. Já no acidente ocorrido na década de 1990, nove pessoas morreram na hora.

A vendedora fazia todos os dias o trajeto passando pela Avenida Dom Pedro I, via sobre a qual desabou o viaduto. “Eu lembro da cortina de concreto caindo. Eu lembro das pessoas pedindo ajuda, socorro, porque estavam assustadas. Um filme que a gente não quer ver na vida real”, lamenta. Ela recebeu cuidados médicos e foi liberada.

Ela conta que, após o primeiro acidente, perdeu parte dos dentes, machucou a perna e ficou mais de 20 dias sem trabalhar. A vendedora relembra que foi resgatada com a ajuda de uma corda.

Segundo Maria Nilza, nos dois casos, ela teve a certeza de que iria morrer. Questionada se tem medo da morte, ela diz que não. “Eu peço muito a Deus para me proteger. O que tenho mais medo não é morrer, é deixar meu filho sozinho no mundo”, diz, referindo-se a Marcelo, de 26 anos, com quem mora no bairro Tupi, na Região Norte da capital.

“Agora eu tenho três datas de aniversário”, diz aliviada. Maria Nilza conta que as pessoas da família dela já brincam que terão que dar três presentes por ano. Na rua, ela afirma ter ouvido o apelido de “sete vidas”.

Mapa do local da queda do viaduto em Belo Horizonte (Foto: Arte/G1)

Desabamento
O viaduto, que saía da Rua Olímpio Mourão e passava sobre a Avenida Pedro I, estava em construção e, segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, seria inaugurado neste mês. O acidente aconteceu na Região da Pampulha, onde está o estádio Mineirão, que vai receber uma partida da semifinal da Copa do Mundo na próxima terça-feira (8). A Avenida Pedro I é uma das vias de acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, esteve no local do desabamento e disse que ainda é prematuro apurar responsabilidades. “Não sabemos se é falha de projeto ou de construção”, disse o chefe do Executivo, que afirmou ainda que a administração está empenhada em prestar assistência às vítimas. O prefeito decretou luto oficial de três dias na cidade.

Um segundo viaduto também está sendo construído ao lado do que desabou. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma vistoria verificou que a estrutura deste segundo elevado foi abalada com a queda do primeiro. Partes do viaduto foram escoradas para evitar novos desabamentos.

A Construtora Cowan, responsável pela obra, lamentou o acidente em nota e disse que iria prestar apoio às vítimas. “A Cowan lamenta profundamente o ocorrido com o viaduto sobre a Avenida Pedro I. Neste momento, a prioridade é o apoio às vitimas e aos familiares. A empresa informa que já enviou ao local a equipe técnica para iniciar as investigações”, informa a nota.

A obra faz parte da meta 2 do Plano de Mobilidade do BRT, que seria usada durante a Copa do Mundo. Segundo a Secretaria Extraordinária da Copa, a Secopa, a construção tem verba federal, mas era executada pela Prefeitura de Belo Horizonte. O valor desta etapa da obra é de R$ 460 milhões, e, até agora, já foram executados R$ 445 milhões.

Vítimas e testemunhas
A motorista do ônibus era Hanna Cristina Santos, de 25 anos. Ela tinha uma filha de cinco anos, que estava dentro do veículo no momento do acidente (Veja ao lado flagrante do momento do resgate). O ex-marido de Hanna, Ederson Elisiano, esteve no Hospital Risoleta Neves para ver a filha. Ele contou que a criança faz aniversário na próxima semana. “Eu não sei como vou fazer, pois ela é muito apegada a mãe”, disse. A menina não se feriu com gravidade.

Viaduto desaba na Avenida Pedro I (Foto: reprodução GloboNews)Viaduto desabou na Avenida Pedro I matando motorista de coletivo

FONTE: G1.

1999 – Ônibus urbano (linha 1505) cai no ribeirão arrudas

Em 16 de julho de 1999 é registrado um grave acidente envolvendo um ônibus urbano (linha 1505) que caiu no ribeirão arrudas, centro da capital. O trabalho de resgate das vítimas, realizado pelos militares do Corpo de Bombeiros, foi feito em meio a muitas adversidades, tendo em vista o grande volume d’água do ribeirão, a posição em que o veículo caiu e o número de pessoas a serem socorridas. Várias guarnições de bombeiros foram empenhadas nessa operação de salvamento que exigiu muita cautela e agilidade. Infelizmente houve o registro de nove vítimas fatais e cinquenta e dois feridos.

Queda de ônibus no arrudas

 

veja o vídeo do momento da queda: http://www.dzai.com.br/jornaldaalterosa/video/playvideo?tv_vid_id=21133

FONTE: Corpo de Bombeiros.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/06/2015, 06:30.

VEJA AQUI: MINISTÉRIO PÚBLICO ‘ALIVIA’ PARA INDICIADOS!

VEJA AQUI: INQUÉRITO FINALIZADO, QUEM SÃO OS CULPADOS?

VEJA AQUI: ANTES DE CAIR, ELE “AVISOU” QUE CAIRIA!

VEJA AQUI: FINALMENTE ACONTECE A IMPLOSÃO!

VEJA AQUI: PLANO DE REMOÇÃO!

VEJA AQUI: EMBARGOS CAÍRAM, CONSTRUTORA CONFIRMA A IMPLOSÃO PARA O DOMINGO, 14 DE SETEMBRO!

VEJA AQUI: CONTINUA A NOVELA, MTE EMBARGA A DEMOLIÇÃO!

VEJA AQUI: COMEÇA O JOGO DE EMPURRA-EMPURRA, NINGUÉM ASSUME O ERRO!

VEJA AQUI: PREFEITURA CULPA PROJETISTA PELA QUEDA!

VEJA AQUI: JUSTIÇA IMPEDE DEMOLIÇÃO DA ALÇA NORTE!

VEJA AQUI: A HISTÓRIA SEM FIM…

VEJA AQUI: COMEÇA A REMOÇÃO DAS FAMÍLIAS!

VEJA AQUI: COWAN E CONSOL TROCAM ACUSAÇÕES!

VEJA AQUI: ALÇA NORTE SERÁ DEMOLIDA, FAMÍLIAS SERÃO REALOJADAS!

VEJA AQUI: O VIADUTO FOI CONSTRUÍDO COM GRAVE FALHA DE PROJETO!

VEJA AQUI: COMEÇA A VISTORIA NOS APARTAMENTOS VIZINHOS AO DESABAMENTO!

Operários começam obras de recapeamento na Pedro I e tráfego será liberado no sábado

avenida pedro i sendo recapeada
Trecho que foi destruído pelo desabamento começa a ser reparado
Operários deram início, nesta quarta-feira (9), às obras de recuperação da avenida Pedro I, no trecho que foi destruído pelo desabamento do Viaduto Batalha dos Guararapes, no bairro Itapõa, divisa das regiões da Pampulha e Venda Nova, em Belo Horizonte. A previsão é de que a via seja liberada para o tráfego de veículo no sábado (12).
VEJA AQUI: DUAS SEMANAS APÓS O ACIDENTE, A AGONIA CONTINUA!
Por volta das 8 horas, máquinas contratadas pelo construtora Cowan, responsável pela obra, começaram a depositar concreto no asfalto, que servirá de base no recapeamento da via. Técnicos da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) estão no local realizando avaliação da pista e acompanhando os trabalhos.
De acordo com o coronel Alexandre Lucas Alves, coordenador da Defesa Civil da capital, é necessário três dias para que o processo seja concluído e o asfalto seque. Ainda segundo ele, um estudo será feito para ver a melhor forma de demolir a parte delimitada pela perícia, já que essa demolição é necessária para a análise das provas. O cuidado também se deve ao fato de essa área estar ao lado do muro do residencial Antares.
Uma reunião para definir a forma da demolição foi agendada para esta quarta, entre integrantes da Defesa Civil, da Sudecap, peritos da Polícia Civil e de empresas que trabalham na obra, incluindo a Cowan.
O acidente
O desabamento do viaduto ocorreu no bairro Itapõa, na divisa das regiões da Pampulha e Venda Nova, em Belo Horizonte, no último dia 3. Na tragédia, duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas. A estrutura caiu atingido um micro-ônibus, um carro e dois caminhões.
Hanna Cristina, de 26 anos, e Charlys Frederico Moreira, de 25, motoristas do complementar 70 e do veículo de passeio, respectivamente, morreram no local. Um dos feridos, um operário da Cowan, continua internado em observação no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

Passeata é feita em homenagem a motorista de ônibus e e em protesto à tragédia em viaduto

 

Familiares e amigos de Hanna fazem passeata em protesto à tragédia
Familiares e amigos de Hanna fazem passeata em protesto à tragédia
Cerca de 120 pessoas seguem em passeata pela avenida Pedro I, na noite desta quarta-feira (9), local da queda do viaduto “Batalha dos Guararapes”, localizado nas regiões da Pampulha e Venda Nova de Belo Horizonte, que caiu no último dia 3 de julho. A passeata foi organizada por familiares e amigos da motorista do ônibus suplementar Hanna Cristina dos Santos, de 24 anos, morta na tragédia. A passeata começou logo após a missa de sétimo dia de Hanna, realizada na igreja Nossa Senhora da Misericórdia, no bairro Itapõa, região da Pampulha da capital mineira.
A maioria das pessoas que participam da passeata está com uma camiseta com uma foto da motorista, balões brancos e velas. Também há pessoas com cartazes, nos quais há dizeres pedindo justiça, em protesto à tragédia
FONTE: Hoje Em Dia.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/07/2014, 07:00.

Os escombros do viaduto começarão a ser removidos na manhã de hoje. A Justiça já autorizou o início das operações. Homens e máquinas já estão posicionados e os trabalhos devem começar em alguns minutos.

A Av. Dom Pedro I continua interditada, e as principais operações serão os cortes em blocos da estrutura e a remoção deles por caminhões pesados.

A área em que estão sendo realizados os exames periciais foi isolada com tapumes para preservar o local.

Neste domingo a Justiça havia determinado que nada fosse retirado da estrutura, mas à noite decidiu que os trabalhos de demolição poderiam começar, desde que preservado o local sob exames. Os trabalhos devem ser iniciados em alguns minutos.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/07/2014, 04:00.

Polícia diz que já ouviu 18 pessoas em investigação de queda de viaduto

Desabamento de estrutura causou duas mortes em Belo Horizonte.

Engenheiros da empresa responsável por obra estão entre pessoas ouvidas.

 

VEJA AQUI A HISTÓRIA DA MULHER QUE JÁ SOBREVIVEU A DOIS ACIDENTES GRAVES COM ÔNIBUS EM BH!

 

Defesa Civil informou que jogo da Copa não vai interferir em tempo de demolicação. (Foto: Pedro Ângelo/G1)Trabalho da perícia continuou neste sábado no local da queda de viaduto em BH

A Polícia Civil informou, na noite deste sábado, que 18 pessoas já foram ouvidas na investigação sobre a queda do Viaduto Guararapes, em Belo Horizonte. O desabamento da estrutura provocou a morte de duas pessoas e deixou 23 feridas na última quinta-feira (3). De acordo com a corporação entre os depoimentos colhidos pela a equipe coordenada pela 3ª Delegacia Regional de Venda, estão os de engenheiros e funcionários da ebou

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) disse que solicitações do delegado presidente do inquérito estão sendo providenciadas para que seja liberado o início dos trabalhos. Em coletiva de imprensa, neste sábado, o coordenador da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, afirmou que recebeu, nesta manhã, um documento da polícia, pedindo o projeto de escoramento da outra alça, ensaios técnicos da viabilidade da liberação dos escombros e o monitoramento topográfico das atividades de demolição.

Ainda de acordo com o coronel, a Polícia Civil isolou uma área para análise da perícia no local. “Foi feito um isolamento, uma orientação por parte da perícia do local que é isolado e que ninguém pode mexer”, disse. A outra alça que ficou de pé está recebendo escoras metálicas preventivas.

CONTINUA ABAIXO.

Pilar afundou, diz engenheiro
Peritos começam a analisar solo no entorno da coluna que desceu para identificar o motivo.
Especialista concluiu que escoras foram retiradas há vários dias, mas prefeitura nega
Ao afundar, estrutura caiu sobre pilar sustentado por estacas de concreto armado, segundo análise feita pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia. Os outros dois pilares não ficaram abalados.


Um dos três pilares de sustentação da alça que desabou do Viaduto Batalha dos Guararapes afundou seis metros, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), Frederico Correia Lima. A estrutura caiu em cima desse pilar, que é sustentado por 10 estacas de concreto armado que estão a uma profundidade que varia entre 22 e 24 metros e possuem 80 centímetros de diâmetro. Os outros dois pilares permaneceram sem alterações. Hoje, deve começar o trabalho de análise do solo no entorno da coluna que desceu, com o objetivo de colher informações para serem confrontadas com o que está anotado no projeto executivo da obra e buscar explicações para o acidente. Ainda não há previsão para a liberação do trânsito, mesmo às vésperas do confronto entre Brasil e Alemanha, que será disputado no Mineirão, na terça-feira. 

A princípio, os peritos trabalhavam com a informação de que as escoras da alça que desabou tivessem sido retiradas na manhã de quinta-feira, contribuindo diretamente para o acidente. O peso da edificação, então, teria se concentrado sobre o pilar que afundou, que não teria suportado o sobrepeso. Na tarde de ontem, porém, um engenheiro que vinha acompanhando as obras contou a participantes dos trabalhos de perícia que as escoras haviam sido removidas há mais tempo. “Provavelmente, há mais de uma semana. Segundo ele, as escoras permaneceram no local, mas sem função estrutural”, disse o presidente do Ibape/MG. Em entrevista coletiva na manhã de ontem, o secretário de Obras e Infraestrutura da capital, José Lauro Nogueira Terror, negou qualquer retirada do escoramento antes da hora.

O momento em que as escoras foram removidas será verificado quando for examinado o diário de obra, segundo Frederico Lima. Na avaliação do especialista, a causa do afundamento do pilar ainda é desconhecida. “Pode ser uma questão relacionada à fundação, ao solo, ao material que foi utilizado. Por enquanto, não se pode descartar nenhuma hipótese”, aponta. 

ANÁLISE No início da noite, quatro peritos da Polícia Civil, que coordena os trabalhos no local, deixaram o viaduto abarrotados de papéis para serem analisados. Só após o aval da equipe é que a empresa Cowan, responsável pela obra, pode iniciar o procedimento de remoção do bloco de concreto que interdita completamente a Avenida Pedro I. “Nós pegamos os projetos agora (ontem). Vamos passar a madrugada fazendo uma análise prévia e, a partir daí, mensurar qual vai ser a nossa estratégia de trabalho e quanto tempo isso vai levar”, diz o perito Marco Antônio Paiva. Hoje, eles devem se reunir novamente no local. Ele reconheceu a necessidade de liberação do trânsito e disse também que, se for possível, os trabalhos de remoção dos escombros podem ser feitos em etapas, desde que não prejudique a perícia, principal artifício para o andamento do inquérito policial que vai apurar as responsabilidades do fato. 

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o inquérito policial aberto para a apurar as circunstâncias do desabamento está sob responsabilidade do delegado Hugo e Silva, titular da 3ª Delegacia Regional de Venda Nova. Ontem, ele esteve no local do acidente, mas não conversou com a imprensa. Ainda de acordo com a nota, a primeira providência foi acionar a perícia e colher informações de testemunhas. A assessoria de imprensa da corporação informou que não há previsão para a conclusão da análise dos peritos. Somente depois de verificar o lugar do acidente e do recolhimento de provas, a estrutura poderá ser demolida e o local liberado ao tráfego.

Quem também esteve no local foi o promotor de Justiça Marco Antônio Borges, do plantão do Ministério Público. Não houve a necessidade de nenhuma medida judicial de urgência, mas o promotor garantiu que o MP vai atuar para punir os responsáveis pelo acidente. “O Ministério Público espera que seja promovida a Justiça, responsabilizando seja quem for: político, engenheiro ou qualquer outro cidadão”, diz o promotor. O MP nomeou os promotores Leonardo Barbabela, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, e Marcelo Mattar, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais e de Execução Penal, para atuar nas investigações. A Polícia Federal também enviou peritos à avenida e se pronunciou por meio de nota, alegando que a corporação não falará sobre eventuais investigações em curso, por questões de segurança e sigilo.

Resposta A Construtora Cowan foi procurada ontem, mas informou que vai se manifestar por meio de nota publicada no site da empresa. Segundo o texto, a construtora foi contratada para a execução da obra do viaduto, que vinha sendo realizada há seis meses. Informou que contratou uma perícia para avaliar as causas do acidente e os resultados devem sair em 30 dias. O viaduto será totalmente demolido para a liberação das pistas. “A obra está sendo construída pela empresa, sendo que todos os procedimentos e materiais utilizados passaram pelos testes obrigatórios e atendendo as normas vigentes, sem apresentarem qualquer problema.” A Cowan informou que está oferecendo total apoio aos feridos e familiares após o acidente.
FONTE: Estado de Minas.
CONTINUAÇÃO.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou ainda que está pronta para iniciar os trabalhos de demolição, tão logo haja a liberação por parte da polícia. A Cowan também esclareceu que já está com todo o maquinário necessário na Avenida Pedro I para que a estrutura seja demolida.

Nesta manhã, moradores fizeram um protesto na região, exigindo garantia de que os imóveis do entorno não correm risco. Ainda conforme a PBH, a Defesa Civil se reuniu com a população e estabeleceu uma comissão para acompanhamento dos trabalhos. Segundo a prefeitura, o órgão também vai monitorar diariamente a segurança das edificações da vizinhança.

Inquérito de superfaturamento
O desabamento do viaduto Guararapes vai ser incluído em investigação de superfaturamento já conduzida pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais. De acordo com o promotor Eduardo Nepomuceno, o elevado em construção integra um conjunto de obras do BRT/Move que é alvo de inquérito para apurar se houve dano ao erário e enriquecimento ilícito.

Em 2012, o Ministério Público instaurou o inquérito para verificar suspeita de superfaturamento e de fraude nas licitações que envolvem a contração das empresas Delta e Cowan para as obras. Posteriormente, a Delta deixou o consórcio. As supostas irregularidades também são investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Minas Gerais.

FONTE: G1.

 

 

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/07/2014, 05:40.

Viaduto


A Prefeitura de Belo Horizonte cancelou a realização da Fan Fest da Fifa, que tem ocorrido no Expominas, nos dias de jogos da Copa. O motivo é o decreto de luto do prefeito Marcio Lacerda (PSB), devido à queda do viaduto que liga a Avenida Olímpio Mourão Filho à Avenida Pedro I, no Bairro São João Batista, Região de Venda Nova. Com o acidente, duas pessoas morreram e 22 ficaram feridas. Para hoje, dia de partida entre Brasil e Colômbia, em Fortaleza, estavam previstos shows da banda 14 Bis e dos cantores Thiaguinho e o grupo Cadência do Samba.

Eventos cancelados

PBH decreta luto oficial de três dias na capital e suspende as festas marcadas para hoje durante o jogo do Brasil pela Copa do Mundo, entre elas a Fan Fest e o Savassi Cultural

A informação da PBH é de que todos os eventos onde acontecem shows foram suspensos na capital. Isso inclui o festival Savassi Cultural, na Praça Diogo de Vasconcelos, Casa da Copa, no Bairro Cidade Jardim, Point da Brahma, na Praça JK, além do Espaço Oi, no Mercado Central. Outros eventos em espaços públicos também foram cancelados, como o Conexão BH, no Parque Municipal, e o Samba da Quadra, também no Cidade Jardim.

Lacerda decretou luto de três dias, segundo comunicado enviado pela prefeitura, em respeito às famílias das vítimas do desabamento do viaduto Batalha dos Guararapes, em construção na Avenida Pedro I.

Obra atrasada e superfaturada
Auditoria feita pelo TCE detectou sobrepreço de 350% em alguns materiais usados na construção do viaduto que desabou, totalizando R$ 6 milhões acima do valor planejado

As obras na Avenida Dom Pedro I, onde parte do viaduto Guararapes desabou, na tarde de ontem, foram marcadas nos últimos dois anos por denúncias de superfaturamento e atrasos. Incluída em 2010 nas ações de mobilidade para a Copa do Mundo, as obras na via começaram em março do ano seguinte, administrada pela Prefeitura de Belo Horizonte e com recursos do governo federal. A licitação foi vencida por um consórcio formado pelas empresas Cowan e Delta, mas em junho de 2012 a construtora Delta deixou o projeto. Investigações da Polícia Federal apontaram envolvimento da empresa em escândalos de corrupção ligados ao bicheiro Carlinhos Cachoeira e denúncias do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público Estadual (MPE) apontaram indícios de sobrepreço na compra de materiais para a obra. 


Em abril de 2012, uma auditoria técnica do TCE apontou que as intervenções na avenida tinham indícios de superfaturamento que chegavam a R$ 6 milhões e sobrepreço de quase 350% em alguns itens da construção em relação aos valores de mercado. A Prefeitura de Belo Horizonte fez dois contratos com as construtoras, que somam R$ 170 milhões. A Delta negou as irregularidades. A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) informou na época que o relatório seria analisado por técnicos do órgão e que o parecer do TCE teria sido feito com base em tabela de preços diferente da usada pela empresa. 

As investigações sobre a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o presidente da Delta, Fernando Cavendish, fizeram com que órgãos públicos revisassem a participação da construtora em cerca de 300 contratos firmados nos anos anteriores pelo país. A prefeitura da capital mineira deixou de emitir as faturas de pagamento das obras do BRT em nome do consórcio. Dois meses depois das denúncias do TCE e do MPE sobre irregularidades nas obras da Pedro I, a Delta deixou o consórcio. A PBH afirmou que a saída da empresa não prejudicaria o andamento das obras, previstas para ser entregues em agosto de 2013. 

ATRASOS O andamento das obras empacou nas negociações entre a prefeitura e os moradores vizinhos da via. Em 2013, os desentendimentos entre proprietários de imóveis na região e os órgãos municipais fizeram com que as disputas fossem levadas à Justiça. Quando as primeiras máquinas começaram a demolir construções no entorno da avenida, associações de moradores e comerciantes acionaram a Justiça pedindo a paralisação da obra. No ano passado, a Sudecap revisou os valores das indenizações pagas aos moradores e as intervenções retomaram. 

As desapropriações foram apontadas pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB) como principal entrave no cronograma da obra. Em abril, ele admitiu que os prazos tiveram que ser revistos várias vezes por causa das negociações sobre os ressarcimentos dos imóveis desapropriados, mas afirmou que a obra continuaria em ritmo acelerado. “Vamos ter alguma correria no final da Pedro I, onde as obras se atrasaram devido a problemas jurídicos de desapropriação. Temos um ponto crítico na última estação da Pedro I, mas vamos trabalhar dia e noite para que tudo funcione a contento”, disse Lacerda. 

Em maio, a PBH apresentou um plano B para operar o sistema do BRT na Pedro I. Sem a entrega de todas as etapas da obra, a alternativa foi elaborar uma operação dimensionada para o número de estações que ficaram prontas. As ações nas pistas que recebem os ônibus e as estações de transferência para os usuários ficaram prontas, mas os viadutos que não foram entregues continuaram com as obras em andamento, com previsão de conclusão no segundo semestre.
Concreto sem resistência
Perito suspeita que escoras usadas na construção do viaduto tenham sido retiradas antes que o material dos pilares estivesse firme para suportar peso da estrutura

Um problema na resistência do concreto dos pilares de sustentação do Viaduto Guararapes pode ter sido a causa do desastre que matou pelo menos duas pessoas e deixou outras 22 feridas ontem, em Belo Horizonte. A suspeita do perito judicial Gerson Angelo José Campera, do Instituto Mineiro de Perícia, é de que os apoios não tenham suportado o peso da estrutura sobre a Avenida Pedro I, no Bairro São João Batista, em Venda Nova. O consultor foi acionado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil  (PC) para colaborar com o laudo técnico de engenharia que apontará os motivos da queda. Enquanto não há mais esclarecimentos, o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG) alerta para a necessidade de avaliar a situação dos demais viadutos sobre a avenida, um dos corredores do transporte rápido por ônibus (BRT/Move).


Ainda em obras, o Guararapes foi construído em “Y”, com um viaduto de 40m de comprimento e mais dois ramais de 77,5m cada. O escoramento da estrutura, que tem peso estimado em 1,8 mil toneladas, foi retirado na manhã de ontem. Logo no início da tarde, o acidente ocorreu. “Não houve deslocamento lateral, o viaduto caiu sobre si mesmo. Tudo leva a crer que o concreto não atingiu a resistência adequada para suportar o peso”, afirma Campera.

O perito vai dar assessoria à PC na produção do laudo técnico. Segundo ele, serão necessários pelo menos 10 guindastes de 160 toneladas para retirar os entulhos. O especialista explica também que o viaduto foi construído em forma de tabuleiro solto, apoiado sobre pilares que contam com estrutura de neoprene. “É um padrão muito reconhecido na engenharia. É uma grande laje armada solta e apoiada em dois pilares de cada lado”, explica.

RISCO  O Ibape-MG foi acionado pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) para ajudar a esclarecer o acidente. A preocupação agora é em relação aos outros viadutos. “É preciso estudar se as demais estruturas não correm risco de colapsar”, afirma o vice-presidente da entidade Clémenceau Chiabi. Ontem, técnicos do Ibape-MG se reuniram para tratar sobre o caso. “Podemos excluir causas relacionadas a rompimento de adutora ou outros eventos externos. Mas a avaliação vai depender de verificação mais detalhada”, diz. Segundo ele, a perícia vai rastrear se houve erro de projeto, de execução, no tipo de material usado em cada etapa da construção, entre outros pontos.

Em nota, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) lamentou as mortes e afirmou que está em fase de levantamento para apuração dos fatos e tomará providências de acordo com o que determina a a legislação.
Morte sob viaduto
Desabamento de obra na avenida Pedro I, principal rota entre o Mineirão e o aeroporto de Confins, mata uma pessoa e fere 22.
Prefeito aponta erro de projeto ou de construção.

 

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Uma pessoa morta, uma sob escombros e outras 22 feridas em meio a muita correria e desespero. Um viaduto em construção na Avenida Pedro I, caminho de milhares de trabalhadores, desabou no meio da tarde de ontem sobre um microônibus, um Uno e dois caminhões. Hanna Cristina dos Santos, de 25 anos, que dirigia o coletivo, morreu no local, mas ainda teve tempo de frear e evitar que todo o veículo fosse atingido, inclusive a própria filha, de 5 anos, segundo testemunhas. O motorista do Uno continuava debaixo do viaduto ontem à noite, e a tentativa de resgate entrou pela madrugada.

“Foi tudo muito rápido. Vi o ônibus escurecendo, o viaduto batendo e a traseira do suplementar se levantando. Bati a cabeça no teto e o braço na porta e saí desesperado, com medo de o viaduto esmagar todo o ônibus. Depois tentei ajudar o resto do pessoal”, contou o passageiro Enilson Luiz, de 36. Testemunhas também relataram  o sofrimento para socorrer as vítimas.

A queda de parte do Viaduto Guararapes, uma construção em Y, ocorreu depois da retirada de escoras da estrutura. A obra integra o sistema BRT/Move, com recursos do governo federal e execução pela prefeitura, tocada via licitação pela construtora Cowan. Em 2012, auditoria do Tribunal de Contas do Estado apontou indícios de superfaturamento de R$ 6 milhões e sobrepreço de quase 350% em alguns itens da construção.

“Houve erro, certamente. Não sabemos se é falha de projeto ou de construção”, disse o prefeito Marcio Lacerda, que decretou três dias de luto na cidade. Ele esteve no local e informou que a parte que não desabou do viaduto será demolida. A Fan Fest e o Savassi Cultural de hoje foram canceladas.

A tragédia repercutiu na imprensa internacional, porque ocorreu na principal rota entre o Mineirão e o aeroporto de Confins e a 10km da Cidade do Galo, em Vespasiano, onde está a Seleção Argentina.

ATUALIZAÇÃO: 03/07/2014, 18:00.

ABSURDO: o Brasil Urgente (Bandeirantes) acaba de dizer (lendo uma nota) que a SUDECAP foi alertada em FEVEREIRO DESTE ANO que o viaduto estava com um “desvio” de 27 cm do seu prumo. Foi lá, vistoriou e disse que NÃO HAVIA PERIGO, QUE NÃO NECESSITAVA INTERDIÇÃO DA OBRA! Por volta de 04 meses depois, cai o viaduto…

AGUARDE MAIS ATUALIZAÇÕES.

 

Vídeo mostra momento do desabamento de viaduto na Avenida Pedro I; assista

Já circula na internet as imagens do momento do desabamento de um viaduto sobre a Avenida Pedro I, na tarde desta quinta-feira, em Belo Horizonte.
O desabamento ocorreu na altura do Bairro Planalto, na Região Norte de Belo Horizonte.
Trata-se de um elevado que estava em construção próximo ao Parque Lagoa do Nado. Até o momento, foram confirmadas duas mortes e cerca de 20 pessoas feridas.

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: Itatiaia, Estado de Minas, G1 e Youtube.


PANE ELéTRICA Ônibus do Move pega fogo

 

Motoristas que passavam pela Avenida Pedro I, próximo ao Bairro Planalto, Região Norte de BH, e passageiros de um coletivo levaram um susto na noite de ontem. Um ônibus do BRT/Move pegou fogo na pista exclusiva do sistema. Uma falha mecânica provocou as chamas, que se espalharam rapidamente. Sete passageiros conseguiram sair ilesos. O Corpo de Bombeiros foi acionado.


O condutor Maurício Ferreira de Lima, da linha 61 (Venda Nova/Centro), informou que notou que havia algo errado no carro. “Percebi uma fumaça saindo de debaixo do ônibus. Encostei o carro e o pessoal desceu. O fogo se alastrou rapidamente”, contou. Os passageiros seguiram viagem em outro ônibus do Move.


O fogo começou na articulação do veículo, conhecido como sanfona. Em aproximadamente sete minutos, tomou conta de todo o carro. Segundo o aspirante do Corpo de Bombeiros Arthur dos Santos Ferreira, havia material inflamável que ajudou o fogo a se alastrar. “As janelas desses ônibus são vedadas. Até o vidro ser rompido, o calor fica comprimido lá dentro. Esse modelo tem muito plástico, borracha e materiais que ajudam na propagação das chamas”, disse.


O incêndio atraiu a atenção de curiosos e assustou as pessoas que passavam pelo local. Uma das bombas de combustível de um posto de gasolina próximo teve de ser interditada por causa do calor. “Ouvimos várias explosões, do motor, de alguns pneus e do ar-condicionado do veículo”, disse o frentista Alexandre de Souza, de 54. Conforme o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra/BH), o veículo que pegou fogo fazia a sua primeira viagem. E reiterou que é a primeira vez que ocorre um problema desse nos veículos do Move.

FONTE: Estado de Minas.


Corredor do medo a caminho da copa
Garantias dadas pela PM não tranquilizam comerciantes e últimos estabelecimentos ainda sem blindagem na Avenida Antônio Carlos também começaram a se fechar atrás de muralhas antivandalismo.
Hotel é um dos poucos com fachada livre, mas funcionários estão em pânico

Vista de um posto de combustíveis já preparado para fechamento, uma das últimas fachadas de concessionárias ainda livres deve ganhar portas blindadas hoje. Hotel será o último a permanecer com área envidraçada livre

 

As garantias da Polícia Militar de Minas de que não vai tolerar atos de vandalismo durante a Copa do Mundo não parecem ter sido suficientes para tranquilizar comerciantes de Belo Horizonte, especialmente os da Avenida Antônio Carlos, onde foram maiores os prejuízos com manifestações no ano passado. Tanto que, mesmo depois da anunciada mudança de postura, que se seguiu à troca da chefia do Comando de Policiamento Especializado da corporação, os pontos comerciais que ainda não haviam se protegido atrás de tapumes, portas de aço e até contêineres começaram a tomar providências nos últimos dias. Com o fechamento da concessionária Hyundai, uma das patrocinadoras oficiais da Seleção Brasileira, que começa hoje a instalar portas de aço, a Antônio Carlos estará quase que 100% blindada, transformando-se em uma espécie de corredor do medo.

VEJA TAMBÉM:

DATAS DOS JOGOS E FUNCIONAMENTO DE BANCOS E COMÉRCIO

OS CAMINHOS PARA O MINEIRÃO

O QUE MUDA EM BH

O MEDO NÃO ERA EM VÃO: VANDALISMO E DESTRUIÇÃO


No principal acesso ao estádio do Mineirão, que foi palco das mais violentas manifestações durante a Copa das Confederações, apenas dois dos três postos de gasolina e um hotel permaneciam de “cara limpa”, a cinco dias do primeiro jogo do Mundial em BH. Inaugurado especialmente para hospedar estrangeiros que virão para o evento, um hotel de uma rede internacional localizado quase na esquina com a Avenida José Dias Bicalho ainda não informou aos funcionários se haverá esquema reforçado de segurança. A fachada, inteiramente de vidro, estava intocada até ontem.


“Meu sentimento é de vergonha, ao ver a cidade preparada para uma guerra. Os visitantes vão pensar que BH não tem concessionárias de veículos, bancos nem grandes lojas”, diz a sócia-proprietária do restaurante instalado no hotel. A empresária, que prefere não se identificar, está apreensiva. “Não sei o que vai ser de nós. Nem estou dormindo à noite”, confessa ela, que bancou a inauguração do espaço, funcionando em regime de locação.


Sem autorização da rede hoteleira para dar entrevistas, funcionários também revelam preocupação com a aproximação da Copa. Uma delas confessa estar “morrendo de medo” de trabalhar nos dias de jogos. Outro afirma esperar reforço na segurança, embora compreenda a dificuldade do estabelecimento, que não pode tampar a própria fachada se quiser continuar recebendo os turistas. “Eu estava aqui no ano passado e acompanhei de perto as manifestações. O estrago foi grande”, afirma.

Dupla barreira de contêineres foi reforçada com rolos de arame em uma das lojas mais depredadas na Copa das Confederações


Pela movimentação de operários observada no fim de semana na entrada da concessionária da Hyundai, uma das mais atingidas nas manifestações, percebia-se que a loja se preparava para dar início hoje às obras de contenção. Em 2013, o estabelecimento foi invadido e depredado por manifestantes. A loja ao lado, que era da bandeira Kia, amargou a perda de seis veículos novos e de quatro usados, além de computadores e do PABX. Este ano, para se precaver, o proprietário lacrou a fachada com uma muralha de contêineres, reforçada por rolos de arame farpado.

‘À prova de invasores’


Diney Fernandes, fabricante de portas automáticas à prova de balas, que atende principalmente bancos e shopping centers, fez trabalhos de proteção para diversas concessionárias de veículos. “Não estou me concentrando em estética nem em praticidade. Estou preocupado com a segurança. Minha blindagem vai funcionar”, garante ele, que afirma ter desenvolvido uma tecnologia de portas de aço automáticas “à prova de invasores”, submetidas a testes de resistência. Abarrotado de encomendas, chegou a recusar propostas para reforçar a estrutura de lojas em São Paulo. “Não é um ou dois trabalhos a mais que deixam a gente mais ou menos rico. Preferia que nada disso estivesse acontecendo”, diz.

 R$ 16 milhões
é o prejuízo estimado pelo Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais com os atos de vandalismo contra estabelecimentos do setor em BH, no ano passado.


“Em copas anteriores, eu costumava torcer para o Brasil. Nesta, estou tão decepcionado que preferia que a Seleção nem passasse da primeira fase”, desabafa o funcionário de uma das revendas atingidas no ano passado, um dos poucos que restaram na loja depois da quebradeira, devido à drástica redução nas comissões dos vendedores. Ele explica que a empresa adiou ao máximo a instalação dos tapumes, como forma de minimizar as perdas nas vendas durante a Copa do Mundo.


Procurada pelo Estado de Minas para se posicionar a respeito do clima de medo entre comerciantes, especialmente na Avenida Antônio Carlos, apesar das garantias dadas pelas forças de segurança de que haverá proteção contra atos de vandalismo, a Polícia Militar não se manifestou.

FONTE: Estado de Minas.


AVENIDA PEDRO IIEliminação de vagas revolta comerciantes

O fim  de 450 vagas de estacionamento ao longo da Avenida Pedro II causou protesto de comerciantes do setor de autopeças ontem. Eles alegam que a implantação de faixa exclusiva para ônibus em toda a via causa prejuízos e condena o comércio, porque não é mais possível parar na frente dos estabelecimentos. A consequência imediata, segundo os lojistas, é a queda do movimento. 


Inicialmente, com baixa adesão, rapidamente a manifestação ganhou outros adeptos e bloqueou o sentido Centro da avenida a 200 metros do Anel Rodoviário. Eles ostentaram faixas com os dizeres: “Queremos trabalhar” e “Queremos estacionamento”. Quando fecharam também o outro lado, policiais tentaram impedir a colocação de barricada no trecho. Não houve confronto e militares e manifestantes chegaram a um acordo, que culminou com a liberação dos dois sentidos, depois de 40 minutos de bloqueio. Antes do fechamento, o trânsito fluiu bem com a mudança, que começou sábado, já que boa parte da faixa exclusiva era ocupada por carros estacionados.

A área antes destinada ao estacionamento agora é exclusiva para ônibus. A circulação de ruas laterais também foi alterada, com a proibição de muitas entradas à direita da Pedro II para outras vias. O objetivo é evitar que carros de passeios entrem na faixa exclusiva frequentemente. Foram criadas 517 vagas para estacionamento rotativo nas vias do entorno.

 “As lojas maiores têm condições de receber os veículos na área interna. E as menores, que são maioria na Pedro II? Como vamos fazer?”, questiona Ronaldo Antunes, de 52 anos, que mantém uma casa de autopeças há cerca de 20 anos.

Outro lojista, Jaerton Pires, de 44, acrescenta que não há opção próxima para os fregueses estacionarem. “Como está proibido entrar em muitas ruas à direita, o cliente tem que andar bastante e acaba caindo em um labirinto de vias do entorno, sem saber o que fazer”, afirma. 

Ângela Maria Cordeiro, de 58, dona de loja de autopeças também, teme a queda no movimento e está preocupada com a chegada de caminhões com mercadorias. “Como o caminhão que traz as peças vai fazer? Muitas pessoas dependem desse comércio para sobreviver”, completa.

 Com o fechamento do sentido Centro, a BHTrans desviou o tráfego para retorno pela própria Pedro II, seguindo pelo Anel Rodoviário até a Avenida Carlos Luz. Quando os manifestantes fecharam o sentido Tancredo Neves, o tráfego foi desviado para o Bairro Jardim Montanhês, na Região Noroeste. Mesmo com os desvios, houve muita lentidão na Pedro II. 

O corretor de seguros Wellerson Castro, de 33, precisava chegar a uma reunião às 9h, mas não conseguiu, por causa da manifestação. “Saí do Castelo para o Centro, mas, desse jeito, sem chance de chegar a tempo”, disse. Assim que o trânsito foi liberado, às 9h20, a circulação voltou ao normal. 

REUNIÕES A BHTrans informou que a implantação das faixas exclusivas na Pedro II foi discutida com a comunidade, inclusive em audiências públicas, e com os comerciantes do entorno, por meio de entidades representativas, como o Sindicato dos Comerciantes de Peças e a Associação dos Comerciantes da Pedro II, em reuniões na sede da empresa. “Algumas reivindicações feitas pelos comerciantes, que eram viáveis, já foram atendidas, como a realocação de alguns abrigos, por exemplo”, segundo a assessoria da empresa.

Segundo a empresa de trânsito, com a implantação das faixas exclusivas, carga e descarga e o estacionamento de veículos são feitos nas vias transversais à Pedro II, onde foram criadas 517 vagas de estacionamento rotativo, permitindo o rodízio de 2.585 veículos por dia. 

A assessoria informou ainda que uma viatura da BHTrans percorre os dois sentidos da avenida para fazer ajustes.

A implantação das faixas exclusivas tem o objetivo também de priorizar o transporte coletivo. “É importante lembrar que o ônibus transporta em torno de 60 pessoas, enquanto o carro transporta uma média de 1,5. Além disso, as faixas proporcionam melhorias na operação do embarque e desembarque dos passageiros, diminuição do tempo de viagem e da poluição”, informou a empresa.

 

Enquanto isso…

…96% das obras 
foram concluídas 


A prefeitura informou ontem que, com a inauguração do Centro de Operações de videomonitoramento no domingo, o índice de conclusão das obras para a Copa chegou a 96%, o maior entre todas as cidades que sediarão o Mundial. “Sempre fiz questão de ressaltar que todas as obras, sem nenhuma exceção, seriam e serão benefícios permanentes para os moradores”, afirmou o prefeito Marcio Lacerda. Segundo a prefeitura, entre as obras concluídas estão o BRT/Move da área central, da Cristiano Machado e da Antônio Carlos, as estações São Gabriel e Pampulha, o Corredor Pedro II, o Complexo Via 210 e o Boulevard Arrudas.

Lojistas da Avenida Dom Pedro II protestam contra mudanças de trânsito
Das três faixas, em cada sentido, uma está dedicada ao tráfego de coletivos desde sábado na avenida.
Comerciantes temem perda de clientes por causa da proibição de estacionamento segunda a sexta-feira, de 6h às 20h, e nos sábados, de 6h às 15h

(VEJA OS COMENTÁRIOS DOS LEITORES AO FINAL)

 (Paulo Filgueiras/ EM DA Press)



Lojistas da Avenida Dom Pedro II fecharam a via por mais de uma hora na manhã desta segunda-feira protestando contra as mudanças de trânsito na região com a implantação da faixa exclusiva de ônibus. Os comerciantes se reuniram na altura do número 4.800, Bairro Jardim Montanhês, Região Noroeste de Belo Horizonte, e interditaram a pista com pneus no sentido bairro/Centro. 

 (Paulo Filgueiras/ EM DA Press)

Desde sábado, funciona na avenida o esquema de caminho exclusivos para ônibus. Das três faixas, em cada sentido, uma está dedicada ao tráfego de coletivos na extensão de seis quilômetros, entre o Anel Rodoviário e o Complexo da Lagoinha. Com a implantação do BRT/Move nas avenidas Cristiano Machado e Presidente Antônio Carlos, a instalação do novo sistema de transporte no Corredor Pedro II, ficou para trás.

As mudanças na avenida tiveram três projetos diferentes desde 2010, quando se abandonou a ideia de construir corredores exclusivos para ônibus articulados, com opção por uma solução paliativa de faixas exclusivas para coletivos simples.

No sábado, primeiro dia de operação da mudança de trânsito, muitos motorista ignoraram a faixa contínua pintada no chão delimitando o tráfego de coletivos. O que mais revolta os comerciantes é a impossibilidade de clientes estacionarem na Pedro II para compras. Está proibido o estacionamento em toda extensão do corredor, de segunda a sexta-feira, de 6h às 20h, e nos sábados, de 6h às 15h. No domingo, o estacionamento será liberado. Os veículos de passeio, motos e a carga e descarga poderão estacionar nas vias transversais à Avenida Pedro II, onde foram implantadas 517 vagas de estacionamento rotativo.

PM na manifestação

A Polícia Militar (PM) acompanhou a manifestação de comerciantes, que começou pequena com apenas cinco pessoas e cresceu aos poucos. Os policiais tentaram impedir a barricada de pneus no intuito de liberar o tráfego. A barreira foi montada bem perto do cruzamento com o Anel Rodoviário e policiais orientaram desvios aos motoristas no trecho. 

 (Paulo Filgueiras/ EM DA Press)

 

Esta matéria tem: (60) comentários

Autor: elias amorim santos
TEM QUE FAZER ISSO NA ABÍLIO MACHADO ESTA UMA VERGONHA OS DONOS DA RUA ESTÃO ESTACIONANDO OS CARROS PARA VENDER FORA DA LOJAS OCUPANDO BOA PARTE DA AVENIDA E OS OUTROS COMERCIANTES E SEUS FUNC. TAMBÉM DEIXAM OS CARROS O DIA TODO E OS CLIENTES Q S F EM ESTACIONAMENTO PAGO OU NAS RUAS PROX BHTRANS???| Denuncie |

Autor: Rafael Ribeiro
acho correto a proibição de estacionamento na PII. Muitos lojistas utilizam a rua como extensão da loja. Todas as Avenidas de Grande Circulação já são assim porque a PII seria diferente? O cliente terá que se adaptar e estacionar em ruas paralelas e os lojistas Adaptarem suas lojas| Denuncie |

Autor: Thales Oliveira
O policia, aproveitem a viagem e peça notas das peças e carcaças desses lojistas protestantes. Vamos ver quantos permanecerão com portas abertas. Quer estacionamento ou querem um espaço como extensão da loja?! Bando de desmanche. Bando de bandido!| Denuncie |

Autor: RODRIGO XAVIER
A prefeitura de BH sempre age assim. Não pergunta o que a população acha ou sequer procuram saber o impacto para o comércio e economia em geral. Proibiram até mesmo os TAXISTAS de pegar passageiros em toda a via! MÁRCIO LACERDA DITADOR! O comércio na Pedro II está morrendo!| Denuncie |

Autor: Marcelo freitas
Isso se chama, mobilidade urbana, as r avenidas são para conduzir o fluxo de veículos e não pra ser usado como estacionamento de donos e funcionários de lojas. E a PII não é a única que teve alteração em BH não!| Denuncie |

Autor: Guy Evans
ôpa, ô André Ribeiro, as moças, não. Deixa elas quietas lá.| Denuncie |

Autor: blade fox
SEMPRE QUE PRECISEI FUI A PEDRO II PROCURAR PEÇAS DE CARROS BATIDOS ESTACIONAVA NAS RUAS LATERAIS E IA ANDANDO A PÉ SIMPLES. AGORA PROIBIR ATÉ UMA SIMPLES PARADA É UM ABSURDO SE FOR COMPRAR UMA CAIXA DE MARCHAS OU MOTOR VOU CARREGAR NA CABEÇA ATÉ O MEU CARRO? E OUTRA PROIBIRAM ATÉ TAXI ISSO É CERTO?| Denuncie |

Autor: André Ribeiro
A PBH tem que aproveitar e acabar também com a prostituição na PII e adjacências durante a madrugada!| Denuncie |

Autor: Carlos B.
A cidade tem que parar pelo comércio? A prefeitura não tem como criar áreas de estacionamento naquele canteiros centrais, ou nas ruas transversais? O comércio não pode ter prejuízos mas também a cidade não pode parar! A cidade tem prioridade…| Denuncie |

Autor: dalcio araujo
Senhores, parece que políticos não tem negócios na Pedro II, surpreendente! Bem, o governo facilita para o povão comprar carro, e a prefeitura agora diz que não pode andar porque não tem rua. O terrinha infeliz viu. A saída para o Brasil é o aeroporto internacional.| Denuncie |

Autor: Full Metal Jacket
Que tal a PM já ir fazendo um teste de repressão de vagabundos com estes aí da foto? Só pra assegurar que nos dias da Copa os equipamentos estarão todos positivo operantes.| Denuncie |

Autor: Full Metal Jacket
Que tal a PM já ir fazendo um teste de repressão de vagabundos com estes aí da foto? Só pra assegurar que nos dias da Copa os equipamentos estarão todos positivo operantes.| Denuncie |

Autor: Antônio SOUSA
Além de empurrar todo o tráfego para as pistas laterais das Av. Cristiano Machado e Antônio Carlos por causa do MOVE, agora retiraram uma das faixas onde já era impossível andar. Todos os dias há congestionamento depois do Shopping Cidade e a Prefeitura não faz nada, só piora o trânsito!!!| Denuncie |

Autor: Full Metal Jacket
Se todos estes pseudos lojistas abandonassem esta via, estariam fazendo um favor para a cidade. Operação limpeza.| Denuncie |

Autor: Eugenio Assis
Ai Rodrigo Soares. Deixa de ser bobo. O que tem Aécio ou Dilma com isso? Nada. E existem várias áreas residenciais em BH que tem Rotativo. Ou você que Lourdes, Funcionários, Santa Efigênia, só para começar a citar, é o quê?| Denuncie |

Autor: Guy Evans
Uai, lojista agora virou sinônimo de receptador?| Denuncie |

Autor: Eugenio Assis
Não pode dar moleza para esse pseudo comerciantes (não são todos, mas a maioria). A via pública não é deles. Além disso tem muita peça de carro roubada por ali. Vagabundos.| Denuncie |

Autor: carlos carlos
A Av Dom PEdro II sempre foi terra sem lei , desova de peças duvidosas ; O poder publico tem que agir com firmeza e estabelecer a ordem no local .| Denuncie |

Autor: Bruno ..
Faixa exclusiva não pode ser, pois iria (ou irá) proibir entrar em qualquer rua perpendicular… se for faixa preferencial, bom que podemos trafegar por ela… não serve para nada… estacionamento? o povo não pode pagar por falta de estrutura das lojas…| Denuncie |

Autor: Leandro Morais
Olha o tanto de peças roubadas de carros, deviam e prender todo mundo pela manifestação “sem cabimento” e pelo crime de receptação| Denuncie |

Autor: Helbert DF
Em uma via como a PII totalmente comercial, o rotativo está CORRETO para todos terem o direito de parar (E TEM Q MULTAR MESMO). O q falta é algum tipo de licença que pode ser dada ao morador da rua para poder parar sem ser multado.| Denuncie |

Autor: Helbert DF
PII sempre teve uma via a menos pois era ocupada por estacionamento. Ter uma via dedicada para bus é pelo bem coletivo. Sobre as lojas, só tem robauto e sonegação de impostos. Pode fechar q índice de roubo de carros vai diminuir em BH. O futuro é desapropriar e ampliar.| Denuncie |

Autor: Luis Viana
E outra coisa: a colocação dos abrigos de ônibus acabou com ao menos 20 vagas de estacionamento em frente as lojas.| Denuncie |

Autor: vagner martins
Acho bem feito tambem o Eduardo Rosa lembrou bem. Os sonegadores ali instalados inviabilizaram em conjunto com o CDL o projeto que previa a faixa no meio da avenida. Os culpados foram eles proprios. So pensam no proprio umbigo| Denuncie |

Autor: Luis Viana
Esta mesma BHTRANS alterou o transito no bairro Ouro Preto, no Buritis e em outras regiões de BH fazendo com que centenas de pequenas empresas fechassem suas portas (ao longo da Pedro II isto começou a acontecer). Para quem não passa por isto ótimo: dane-se que ficar desempregado. Importar é o meu.| Denuncie |

Autor: Luis Viana
E mais, criaram estacionamento rotativo em muitas área residenciais e a direita da avenida, só que é proibido entrar a direita Como o sujeito vai fazer para estacionar? vai ter de passar por dentro do bairro, piorando o que já é ruim.| Denuncie |

Autor: Luis Viana
Ou seja: melhoram a Pedro II e pioram das vias no entorno que não tem estrutura para receber o transito pesado e intenso da avenida.| Denuncie |

Autor: Luis Viana
E de mais a mais a BHTRANS do alto de sua incompetência fechou a saída de uma rua e deixou uma antes aberta, com isto até as linhas de ônibus saem do seu trajeto original para pegar atalho. Agora grande parte do trafego irá passar por dentro do bairros (rua Jaguarão) e dirão que tudo melhorou.| Denuncie |

Autor: Carlo Oliveira
os canteiros centrais ali, se bem organizados, podem virar Rotativos, desde que a prefeitura faça o calçamento, ou blocretamento para permitir a infiltração de agua no solo, pois no mais só junta sujeira, barro e poeira, a grama chhiii, nem me fala…pode ser uma saída e a prefeitura ainda ganha…| Denuncie |

Autor: Luis Viana
Grande parte dos comentários colocam no mesmo balaio todos os comerciantes da via. Uma dúzia de ferro-velho de repente representa todos que ali estão instalados. Sou contra fechar a via para protestar, assim como sou contra a Prefeitura pagar 1.310.000 para colocar abrigos que não abrigam.| Denuncie |

Autor: Guilherme Rodrigues
É mais válido uma possível queda nas vendas que uma indenização medíocre dada pela PBH para desapropriação. Também, pelo atual volume de tráfego, apoiei a retirada dos estacionamentos. Ficou bem melhor e consegui estender a onda verde nos semáforos mantendo a velocidade de 60km/h| Denuncie |

Autor: RODRIGOSILVA RODRIGOSILVA
Ricardo Scz, falou falou tudo agora, é so acompanhar… ou mesmo colocar um policial na porta de cada loja , com certeza rapidinho o estoque de peças usadas vai acabar| Denuncie |

Autor: Daniel Blah
Independente dos protestos, a BHTrans acaba de detonar com o trânsito da Pedro II. Quem passa lá de carro vai levar chumbo.| Denuncie |

Autor: Prime Time
Isso aí BHtrans, que se DANEM esses estacionamentos na via! Sabe pq? QUANDO PRECISAMOS, NUNCA TEM LUGAR PRA PARAR!! São os próprios donos que param seus carros na porta de suas lojas O DIA INTEIRO. Lixo essa Pedro II…| Denuncie |

Autor: THiago Lobato
E colocaram rotativos nas ruas kkkk pbh e vc!| Denuncie |

Autor: RODRIGOSILVA RODRIGOSILVA
Já comprei peças por la e quando se pede NOTA FISCAL, eles dizem: Meu sistema esta fora do ar, estou sem bloco, o rapaz que tira nota não esta aqui agora ,etc… te te passam apenas um recibo papel de pão.| Denuncie |

Autor: Ricardo Scz
Com a diminuição do movimento nos comércios da PII, o furto de veículos na região metropolitana vai despencar.| Denuncie |

Autor: RODRIGOSILVA RODRIGOSILVA
Tinha é que fiscalizar todos os logisticas que estão bloqueando a pista, se ameaçar fazer isso com certeza ninguém irá querer ficar na rua bloqueando o trânsito.| Denuncie |

Autor: Victor Lage
Votou no Lacerda? Se lascou!! kkkkk Preferiram BRT ao invés do metrô do Patrus. O objetivo da prefeitura atual é acabar com os carros e aumentar os onibus, que geram “lucros” para o partido. .. Calma que vai piorar…| Denuncie |

Autor: robert paiva
Como disseram aí jah, avenida é pras pessoas transitarem, se a loja precisa de estacionamento que construa o mesmo ou se mude! Em vezes que a coletividade deve ser priorizada , e efeitos como estes são inevitáveis.| Denuncie |

Autor: emerson santos
em sua maioria são lojistas de veículos e lojas de peças e ferro velhos. A pergunta: Qual impostos eles pagam corretamente? A maioria sonega, os que pagam usam quantias pífias, a maioria dos funcionários não possuem registro e quando o possuem são irrisórias, produtos vendidos de natureza duvidosa…| Denuncie |

Autor: Nilson silva
Comerciantes, respeitem a população….. estacionar na porta de comércio não dá mais,né?| Denuncie |

Autor: Eduardo Rosa
Bem feito para estes idiotas que, em 2011, foram contra a instalação do BRT na Pedro II. Se pensassem no futuro e não só nos seus interesses, hoje eles teriam os ônibus passando na pista exclusiva na pista da esquerda. Ao invéz de ficarem com os ônibus na pista da direita.| Denuncie |

Autor: emerson santos
Concordo com o Ricardo Barbosa a Pedro II sempre foi impraticável em horários de pico e sempre teve problemas para estacionar uma vez que os próprios lojistas e seus funcionários usam as vagas existentes. Quanto ao comentário da Helena, me desculpe mas são somente centenas de lojas e em sua (continua| Denuncie |

Autor: Nilson silva
Passou da hora de disciplinar essa Avenida também conhecida como”robauto”. Ali se destinam grande parte de veículos roubados que são desmanchados. Porque na avenida Amazonas nunca foi permitido estacionar e o comércio não faliu? O interesse da população é que tem de prevalecer. Parabéns ao Prefeito .| Denuncie |

Autor: Ricardo Ricardo
cadê o pulso firme do Estado, do Poder Público??? Qualquer 1/2 dúzia agora se sente no direito e fechar ruas e avenidas.| Denuncie |

Autor: Marcos França
Pessoal da BHTrans não deve pensar muito bem… fazem essa medidas paliativas e sempre erram, colocaram rotativo em area residencial, fora o indice de roubos na região que é imenso, ninguem para nas ruas transversais a Pedro 2 por motivos obvios.| Denuncie |

Autor: RODRIGOSILVA RODRIGOSILVA
As vagas que hoje foram “tiradas”da Pedro II na verdade sempre foi complemento das lojas, em lugar nenhum no MUNDO rua continuação de loja, so aqui em BH isso era permitido, entao nao mudou nada, apenas agora Rua é Rua e não estacionamento de loja.| Denuncie |

Autor: Gustavo Matoso
mais uma da Bh trans torno….é mais fácil usar soluções paliativas do que realmente resolver…de nada adianta faixa exclusiva para ônibus , se eles não respeitam as faixas de carros, se tem uma turma sem respeito e sem noção no transito é o motorista de ônibus e depois se dizem profissionais….| Denuncie |

Autor: Diego Oliveira
Uma pena. Agora os LOJISTAS da Pedro II vão ter que estacionar em outro local. Os CLIENTES sempre tiveram problemas de vaga na avenida.| Denuncie |

Autor: Ricardo Barbosa
E vale lembrar que SEMPRE FOI difícil estacionar na Pedro II pois a maioria das vagas da região era ocupada pelos lojistas e funcionários.| Denuncie |

Autor: Ricardo Barbosa
“A Pedro II tem transito dificil mas ainda funcionava” COMO ASSIM? A Pedro II é e sempre foi impraticável em horários de pico. Agora, ao menos, haverá prioridade pro transporte coletivo. Espero que o tempo de viagem do 3301A diminua com a medida.| Denuncie |

Autor: Helena Hindi
Ali, na PedroII existem milhares de lojas, que certamente terão prejuízos. Se tivesse uma loja ali, com certeza entraria na justiça. Só que a prefeitura esquece que os lojistas pagam imposto para ela e ao governo do estado. É incrível como esses dirigentes de órgãos são autoritários. Mandam e pronto.| Denuncie |

Autor: RODRIGOSILVA RODRIGOSILVA
Absurdo fechar a avenida , cheguei atrasado no trabalho, se os comerciantes querem trabalhar EU TAMBEM QUERO e eles não tem o direito de proibir quem quer de chegar ao trabalho, a policia não faz nada virou terra de ninguém.Sempre usaram a rua com parte da empresa que eu saiba isso não existe.| Denuncie |

Autor: felipe olinda
O que a grande maioria ainda não percebeu é que todo o comércio da Pedro II irá falir nos próximos anos, facilitando assim as desapropriações para a duplicação da via. Foi assim na Antônio Carlos e será assim na Pedro II. Triste para os comerciantes mas excelente para população. Quem viver verá.| Denuncie |

Autor: Marcelo Coelho
Paulo Rocha, o rotativo nao funciona porque a maioria da populaçao nao tem educaçao e nao respeita o direito do proximo! Eleger somente os governantes culpados e proprio da maioria dos brasileiros, que nao assumem a sua parcela de responsabilidade na construçao de uma pais e uma sociedade melhor!!!| Denuncie |

Autor: Lucas Guastaferro
Acham que pintar uma faixa sem vergonha na direita vai ajudar? Pois é a unica coisa que foi feita! Todas as lojas, empresas e ruas precisam do acesso pela direita. A BHTrans só me surpreende negativamente, como é incompetente.| Denuncie |

Autor: Paulo Rocha
Estacionamento Rotativo dentro de bairro ??? Ninguém acha vantagem nesta porcaria de rotativo… Essa estorinha de que mais pessoas podem utilizar a mesma vaga não cola mais!!!| Denuncie |

Autor: rodrigo soares
KKKKKK PROIBIRAM OS ESTACIONAMENTOS DA AVENIDA E CRIARAM 518 VAGAS DE ESTACIONAMENTO ROTATIVOS JÁ DENTRO DA ÁREA RESIDENCIAL KKKKKK BOA PREFEITURA MUITO BOA SUA SOLUÇÃO KKKKKK E O POVO QUE SE %^*&(%( ESTA CERTO KKKKK VAI LA VOTAR NA TURMINHA DO AÉCIO VAI KKKKK| Denuncie |

Autor: Alvaro Sergio Xavier Brandao
Quem são os artistas que se dizem experts em tráfego urbano que tomam estas medidas? A Pedro II tem transito dificil mas ainda funcionava. Com o recapeamento melhoriu bastante e certamente estas faixas de ônibus não são a solução! Eita BH Trans ruizinha!

 

FONTE: Estado de Minas.

 


 

Temporal transborda córregos, alaga aeroporto e provoca o caos em BHNa Avenida Bernardo Vasconcelos, a enxurrada arrastou carros e a água invadiu casas e comércios. Pelo menos outros três pontos da cidade ficaram alagados

 

 

Carros foram arrastados pela enxurrada na Avenida Bernardo Vasconcelos (Josiane Melgaço)
Carros foram arrastados pela enxurrada na Avenida Bernardo Vasconcelos


A chuva que caiu nesta quarta-feira em Belo Horizontes e região metropolitana já causa transtornos para moradores. Vários pontos da cidade estão alagados por causa de córregos que transbordaram. Carros foram arrastados pela enxurrada, mas ainda não há informações sobre feridos. O Aeroporto da Pampulha também alagou. Foram registrados acidentes e o trânsito é lento na capital mineira. 


A chuva começou por volta das 17h. A situação mais complicada é na Avenida Bernardo Vasconcelos. O Córrego Cachoeirinha transbordou e arrastou veículos no Bairro Ipiranga, na Região Nordeste de Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros foi acionado e não soube precisar se havia pessoas dentro dos carros. 


Vários comerciantes e moradores tiveram prejuízos. “A água começou a subir às 17h25 e chegou a avançar uns 50 centímetros para dentro da minha loja. Ainda está alagando toda a pista e o canteiro, não passa nada. Como isso já aconteceu outras vezes, guardei todo o material nos fundos, para evitar prejuízos”, relata o proprietário de uma loja de ar-condicionado automotivo, Ronaldo Francisco Campos.

“A situação ficou feia por aqui. A água chegou a subir um metro e quebrou várias chapas de mármore e granito que tinha aqui, um prejuízo de pelo menos R$ 25 mil”, afirma o empresário Lourival Augusto Soares, proprietário de uma marmoraria na avenida. “Todo ano é a mesma coisa. A gente vê o tempo fechar e já corre para a porta da loja para vigiar o leito do rio”, diz Lourival, que diz ter visto pelo menos três carros sendo arrastados pela enxurrada no fim da tarde desta quarta-feira.

Congestionamento na Avenida Raja Gabáglia (Alessandro Lê-lê)
Congestionamento na Avenida Raja Gabáglia

No cruzamento entre as avenidas Amazonas e Francisco Sá, no Bairro Gutierrez o alagamento chegou a impedir que pedestres atravessassem a rua. “As pessoas ficaram ilhadas e muitos carros não conseguiram seguir pela Amazonas”, afirma Swerda Barcelos, funcionária de uma concessionária no local.

Segundo ela, o ponto sempre sofre com os alagamentos nas chuvas, mas a enxurrada desta quarta-feira foi a pior do ano. “Esta esquina costuma alagar sempre, mas desta forma não. Agora mesmo temos um caminhão parado na Francisco Sá e interrompendo o trânsito”, diz Swerda. “Ele parou e não consegue mais subir.”

A mesma situação aconteceu em outros dois pontos da capital. Na Rua Itabira, no cruzamento com Rua Ponte Nova, um carro foi arrastado. Já na Avenida Antônio Carlos, um micro-ônibus também foi levado pelas águas. Os bombeiros não sabem se há vítimas. Ambas as ocorrêncas foram no Bairro Lagoinha. 

O KM 12 da rodovia MG-020, no sentido Santa Luzia/BH, próximo ao Bairro Ribeiro de Abreu, Região Nordeste da capital, foi completamente tomado pela enxurrada e os motoristas não se arriscaram a atravessar. Com isso, o trânsito no local ficou complicado e a fila de carros, ônibus e caminhões é de aproximadamente dois quilômetros.
Ainda no Bairro Ribeiro de Abreu, o Ribeirão do Onça transbordou e várias casas na Rua Antônio Ribeiro de Abreu foram alagadas. O trânsito no local também ficou prejudicado. 

Motociclistas tiveram coragem de passar pelo alagamento na Avenida Cristiano Machado (Tamara Santos)
Motociclistas tiveram coragem de passar pelo alagamento na Avenida Cristiano Machado



Estragos no Aeroporto da Pampulha (Reprodução/WhatsApp)
Estragos no Aeroporto da Pampulha

Aeroporto

No Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, a água invadiu o saguão do terminal, o que causou transtornos. Por meio do twitter, o internauta Victor Marcondes contou a situação. “Chuva forte em BH. Acabamos de ser removidos para o segundo piso do aeroporto da Pampulha por, literalmente, alagamento do aeroporto!!!”, disse. 

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) já havia emitido um alerta para a possibilidade de chuva forte nesta quarta-feira. O aviso vale até a 0h de quinta-feira. A previsão é de pancadas de chuva com acumulado de 20 a 30 milímetros de água. 

Queda de árvores e acidentes


O Corpo de Bombeiros registrou duas quedas de árvores devido a forte chuva que atingiu a capital. Uma das plantas caiu em um carro na Rua São Marcos, Bairro Sagrada Família, Região Leste de Belo Horizonte, e outra na Rua Oeste, Bairro Prado. Militares foram deslocados aos locais para retirar os troncos e os galhos que ficaram espalhados pela rua. Nos dois casos, ninguém ficou ferido.

Na Avenida do Contorno, próximo ao Viaduto Leste, uma mulher ficou ferida após um acidente envolvendo uma motocicleta. Ela estava na garupa do veículo, quando o condutor se desequilibrou com a forte correnteza que estava na via. De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a vítima foi encaminhada para o Hospital João XXIII consciente, mas se queixando de dores no fêmur esquerdo. A BHTrans informou que o trânsito é intenso na região.

 

Chuva do mês inteiro em uma horaTemporal atinge BH e paralisa a cidade: ruas ficaram alagadas, carros foram arrastados, o Córrego Cachoeirinha transbordou e o saguão do aeroporto da Pampulha ficou debaixo dágua



Rua Borba Gato, no Bairro Lagoinha, foi um dos 41 pontos de alagamento registrados pela Defesa Civil (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press )
Rua Borba Gato, no Bairro Lagoinha, foi um dos 41 pontos de alagamento registrados pela Defesa Civil



No primeiro temporal do ano da Região Metropolitana de Belo Horizonte, despencou quase a totalidade do volume de água previsto para o mês inteiro. Em uma hora de tempestade, aproximadamente entre 17h e 18h de ontem, a meteorologia registrou a queda de 55 milímetros de água, contra os 61 mm previstos para todo o mês de abril. Foi o bastante para alagar vários pontos da cidade e arrastar carros ao longo da Avenida Bernardo Vasconcelos, no Bairro Ipiranga, na Região Nordeste da capital. As regiões Norte e Nordeste da capital mineira foram as mais afetadas. Segundo balanço do Corpo de Bombeiros, foram 11 pessoas presas em veículos e, para a Defesa Civil, foram 41 pontos alagados.

O Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, teve o saguão totalmente alagado. Por volta das 17h30, passageiros que estavam no primeiro andar, subindo nas cadeiras para fugir das águas, foram transferidos para o segundo andar do terminal. Segundo a Infraero, a água subiu 1 metro e nenhum voo precisou ser cancelado. Por meio do Twitter, o internauta Victor Marcondes contou a situação. “Chuva forte em BH. Acabamos de ser removidos para o segundo piso do aeroporto da Pampulha por, literalmente, alagamento do aeroporto”, disse. 

Na Avenida Bernardo Vasconcelos, diversos comerciantes e moradores do Bairro Ipiranga tiveram prejuízos. O córrego Cachoeirinha não suportou o volume de chuva e transbordou. A enxurrada levou tudo o que havia pela frente. “A água começou a subir às 17h25 e chegou a avançar uns 50 centímetros para dentro da minha loja. Ainda está alagando toda a pista e o canteiro. Como isso já aconteceu outras vezes, guardei todo o material nos fundos para evitar prejuízos”, relata o proprietário de uma loja de ar-condicionado automotivo, Ronaldo Francisco Campos.

“A situação ficou feia. A água chegou a subir um metro e quebrou várias chapas de mármore e granito que tinha aqui, um prejuízo de pelo menos R$ 25 mil”, afirma o empresário Lourival Augusto Soares, proprietário de uma marmoraria na avenida. “Todo ano é a mesma coisa. A gente vê o tempo fechar e já corre para a porta da loja para vigiar o leito do rio”, diz Lourival, que diz ter visto pelo menos três carros sendo arrastados pela enxurrada no fim da tarde de ontem.

CONGESTIONAMENTO O trânsito ficou complicado na Avenida Francisco Sá, no Prado, Região Oeste de BH. O nível da água subiu e uma van e um caminhão que passavam pela via estragaram, atrapalhando a passagem de carros no quarteirão próximo à Avenida Amazonas. De acordo com um funcionário da padaria Tempão Dionísio Figueiredo, a enxurrada foi forte na rua. “Foram cerca de 40 minutos de chuva forte. Não houve prejuízos como de outras vezes, mas o clima foi de alerta e o trânsito ficou inoperante”, disse.

A mesma situação aconteceu em outros dois bairros da capital. Na Rua Itabira, no cruzamento com Rua Ponte Nova, um carro foi arrastado. Já na Avenida Antônio Carlos, um microônibus também foi levado pelas águas. O KM 12 da rodovia MG-020, no sentido Santa Luzia/BH, próximo ao Bairro Ribeiro de Abreu, Região Nordeste da capital, foi completamente tomado pela enxurrada e os motoristas não se arriscaram a atravessar. Com isso, o trânsito no local ficou complicado e a fila de carros, ônibus e caminhões era de aproximadamente dois quilômetros. Ainda no Bairro Ribeiro de Abreu, o Ribeirão do Onça transbordou e várias casas na Rua Antônio Ribeiro de Abreu foram alagadas. O trânsito no local também ficou prejudicado.

O Corpo de Bombeiros registrou duas quedas de árvores. Uma das plantas caiu em um carro na Rua São Marcos, Bairro Sagrada Família, Região Leste de Belo Horizonte, e outra na Rua Oeste, Bairro Prado. Militares foram deslocados para retirar os troncos e os galhos que ficaram espalhados pela rua. Em ambos os casos ninguém

ACIDENTE Na Avenida do Contorno, próximo ao Viaduto Leste, uma mulher ficou ferida ao cair da garupa de uma moto. O condutor se desequilibrou com a forte correnteza. A probabilidade de chover hoje na capital é menor, segundo o meteorologista do MG Tempo Ruibran dos Reis. “Foi uma chuva de verão, só que fora de época, no outono. Veio para encerrar a estação de chuvas.” As altas temperaturas permanecem até o fim de semana. Ontem, BH registrou 29,1 °C que, devido à umidade acentuada, chegou a 33°C.

FONTE: Estado de Minas.

Acessos para a avenida João Pinheiro são alterados para obras do BRT

Afonso Arinos

A partir das 0h01 desta terça-feira (17) os motoristas e pedestres que trafegam pela área central de Belo Horizonte devem ficar atentos as mudanças promovidas pela BHTrans. Conforme o órgão, será proibida a conversão da avenida Afonso Pena para a avenida João Pinheiro, pela Álvares Cabral.

A mudança, de acordo com a BHTrans, é necessária para o prosseguimento das obras do BRT. Com a proibição, os motoristas deverão acessar a avenida João Pinheiro (Praça da Liberdade) pelas ruas da Bahia e dos Guajajaras. Com a alteração os veículos terão duas novas possibilidades de acesso à avenida João Pinheiro. A primeira é pela avenida Afonso Pena, rua da Bahia, avenida Augusto de Lima e avenida João Pinheiro. A segunda opção é pela avenida Afonso Pena, rua Guajajaras e avenida João Pinheiro.
 
Além disso, 16 linhas de ônibus terão seus itinerários e pontos alterados. Clique aqui e veja as mudanças.
 
Agentes da BHTrans, Polícia Militar e Guarda Municipal irão irão operar o tráfego na região. Para a segurança de todos, a BHTrans orienta os motoristas a redobrarem a atenção e respeitarem a sinalização.
 
 
BHTRANS OBRAS JOÃO PINHEIRO
 

Carro é cimentado em calçada após briga entre vizinhos em BH

Homem teria se recusado a retirar veículo do local para obras.
Calçada foi feita com carro no terreno; parte das rodas foi concretada.

Sem acordo entre dono de prédio e responsável pelo veículo, carro acabou sendo fixado ao concreto.  (Foto: Henrique Stênio/Tv Globo)Sem acordo entre dono de prédio e responsável pelo veículo, carro acabou sendo fixado ao concreto

Uma desentendimento entre um revendedor de veículos e o dono de um prédio acabou fazendo com que um carro fosse cimentado em uma calçada da Avenida Barão Homem de Melo, na Região Oeste de Belo Horizonte. Os dois homens não entraram em um acordo em relação ao veículo, que estaria na área da construção de uma calçada do prédio, e a empresa responsável pelas obras acabou autorizando os trabalhos, mesmo com o carro estacionado no local.

De acordo com o mestre de obras Celso Antônio de Faria, o dono do veículo teria se recusado a retirá-lo da via para que ela fosse cimentada. “Ele disse que eu não podia encostar um dedo no carro”. Faria conta que a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) chegou a ser acionada, mas nada adiantou. Agora, com a calçada pronta, o carro ficou preso em meio ao concreto. O homem teria se recusado a retirar veículo do local para obras. “A ordem do meu patrão era concretar e os advogados da firma vão entrar pra resolver.”

BHTrans afirma que não tem condições de rebocar carro preso à calçada.  (Foto: Henrique Stênio/Tv Globo)BHTrans afirma que não tem condições de rebocar carro preso à calçada

O responsável pelo carro, Márcio Drumond,  afirma que o lugar é uma rua, e que o dono do prédio teria invadido a área. Ele alega que não é proprietário do veículo, mas estava apenas revendendo. Segundo Drumond, o lugar é usado para estacionar veículos há mais de vinte anos.

A BHTrans informou que recebeu uma reclamação relacionada ao veículo no dia 22 de novembro. A empresa foi ao local, mas não encontrou nenhum carro estacionado em lugar indevido. Nesse tipo de situação, segundo a BHTrans, o veículo seria rebocado, mas, como a calçada ainda não havia sido construída, a empresa não podia autuar pelo código de trânsito. Na atual situação, com o carro fixo no concreto, a empresa não tem condições de rebocá-lo.

FONTE: G1.


Pedestre que caiu em buraco na Cristiano Machado recebe indenização de R$ 8,5 mil

A Prefeitura de Belo Horizonte foi condenada a indenizar em R$ 8.568,34 uma pedestre que caiu em umburaco da Avenida Cristiano Machado, no Bairro Floramar, Região Norte de Belo Horizonte, em julho de 2012. A decisão é do juiz Manoel dos Reis Morais, da 6ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias.

A autora da ação afirma que caiu em um bueiro destampado, foi levada para o Hospital Pronto Socorro João XXIII e precisou passar por cirurgia no tornozelo direito e aplicação de prótese. Ela alegou que passou por fisioterapia e se afastou do trabalho. A mulher ressaltou que o bueiro era de responsabilidade da Copasa e do município, e pediu indenização por danos materiais, estéticos e morais.

Em sua defesa, a prefeitura alegou não haver irregularidade na via, se isentando de culpa em relação ao acidente, e disse que qualquer caixa na avenida seria de responsabilidade da Copasa ou da Cemig.

A Copasa contestou a pedestre dizendo ser responsável apenas pelo funcionamento de água e esgoto sanitário e que fez vistoria no local do acidente, onde identificou o buraco com um caixa de registro de incêndio destampada, sendo a responsabilidade da fiscalização ou manutenção a cargo da prefeitura.

O juiz considerou válido o pedido de indenização. Ele citou a vistoria da Copasa, que tinha fotografias e descrição da caixa de registro de incêndio, o que o levou a concluir que a causa “nada tem a ver com os serviços de água e esgoto”. Manoel dos Reis Morais constatou que o município foi o responsável pela indenização.

Fonte: TJMG


Em função das comemorações e desfiles de 7 de setembro (Independência do Brasil) diversas interdições acontecem hoje no trânsito de Belo Horizonte, principalmente na Avenida Afonso Pena. Confira abaixo as vias interditadas total ou parcialmente e os possíveis desvios.

De preferência, evite a área central de BH. Clique nas imagens para ampliar.

Alterações 7 Set

Faixas de tecido serão afixadas para orientação aos condutores. Agentes da Unidade Integrada de Trânsito (BHTRANS e Polícia Militar) e da Guarda Municipal irão operar o tráfego na região.

CONFIRA TAMBÉM O QUE ABRE E FECHA NA CAPITAL

Para a segurança de todos, a BHTRANS orienta os motoristas a redobrar a atenção e respeitar a sinalização implantada durante a operação.

INTERVENÇÕES NA ÁREA CENTRAL

Reservas de Área:

 

– Rua Goiás, entre Rua Guajajaras e Rua da Bahia;
– Avenida Álvares Cabral, entre Avenida Augusto de Lima e Rua da Bahia.

Áreas reservadas para concentração inicial do desfile:

 

– Avenida Afonso Pena, entre Avenida do Contorno e Avenida Carandaí, sentido Bairro/ Centro;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida Brasil e Avenida Getúlio Vargas, sentido Centro/ Bairro (faixa à esquerda);
– Avenida Bernardo Monteiro, entre Avenida Brasil e Avenida Afonso Pena, neste sentido;
– Rua Aimorés, entre Avenida Brasil e Rua Rio Grande do Norte;
– Rua Rio Grande do Norte, entre Rua Aimorés e Avenida Afonso Pena;
– Avenida Carandaí, entre Avenida Afonso Pena e Avenida Brasil.

Área reservada para estacionamento de ônibus e dispersão dos participantes:

– Rua Espírito Santo, entre Av. Afonso Pena e R. Caetés;
– Av. Amazonas, entre R. da Bahia e R. Tupinambás;
– R. Tupis, entre Av. Afonso Pena e R. São Paulo;
– R. Rio de Janeiro, entre R. Tamoios e Av. Augusto de Lima;
– R. da Bahia, entre Av. Afonso Pena e Av. Augusto de Lima;
– R. Goitacazes, entre R. da Bahia e R. São Paulo;
– Av. Amazonas, entre R. São Paulo e R. Curiti ba (somente neste sentido);
– R. Tamoios, entre Av. Amazonas e Av. Afonso Pena.

Áreas com proibição de estacionamento (a partir das 22h de sexta-feira, dia 6/9):

 

– Av. Amazonas entre R. da Bahia e R. Espírito Santo em ambos os lados;
– R. Tupis entre Av. Afonso Pena e R. São Paulo em ambos os lados;
– R. Tamoios entre Av. Amazonas e R. da Bahia lado esquerdo;
– R. Carijós entre R. da Bahia e R. Espírito Santo em ambos os lados;
– R. Tupinambás entre R. da Bahia e R. Espírito Santo em ambos os lados;
– R. São Paulo entre R. Goitacazes e Av. Amazonas no lado esquerdo;
– R. Rio de Janeiro entre Av. Augusto de Lima e R. Tamoios em ambos os lados;
– R. Espírito Santo entre Av. Augusto de Lima e R. Caetés em ambos os lados;
– R. da Bahia entre R. Tamoios e Av. Augusto de Lima em ambos os lados;
– R. Goitacazes entre R. Rio de Janeiro e R. da Bahia;
– Av. Assis Chateaubriand entre Av. dos Andradas e R. da Bahia (no sentido da via – Lado Esquerdo / lateral do Parque Municipal);
– R. Goiás entre R. Guajajaras e Av. Álvares Cabral em ambos os lados;
– R. Goiás entre Av. Álvares Cabral e R. da Bahia em ambos os lados;
–  Av. Álvares Cabral entre Av. Augusto de Lima e R. da Bahia – Praça Afonso Arinos em ambos os sentidos e lados;
– Av. Carandaí entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte em ambos os sentidos e lados;
– R. Aimorés entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte em ambos os lados;
– R. Rio Grande do Norte entre R. Aimorés e Av. Afonso Pena em ambos os lados;
– Av. Bernardo Monteiro entre R. Timbiras e Av. Afonso Pena (neste sentido – Lado Direito);

INTERDIÇÕES

No sábado, dia 7/9, das 6h às 13h, os seguintes trechos serão interditados:

– Avenida Afonso Pena, entre a Rua Caetés e Avenida Brasil, sentido Centro/ Bairro;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida do Contorno (Praça Milton Campos) e Rua Caetés (sentido Mangabeiras/ Rodoviária);
– Avenida Carandaí, entre as avenidas Afonso Pena e Bernardo Monteiro;
– Avenida Getúlio Vargas, entre Avenida Afonso Pena e Rua Maranhão;
– Avenida Bernardo Monteiro entre Avenida Brasil e Avenida Afonso Pena;
– Avenida João Pinheiro, entre Rua Gonçalves Dias e Avenida Álvares Cabral, neste sentido;
– Avenida Augusto de Lima, entre Rua da Bahia e Avenida Álvares cabral, neste sentido.

A pista da Avenida Afonso pena, entre Avenida Brasil e Avenida do Contorno (Praça Milton Campos, sentido Rodoviária/ Mangabeiras), estará liberada ao trânsito de veículos.

A interseção das avenidas Brasil e Afonso Pena será interditada. Será permitida apenas a circulação de viaturas e veículos de emergência.

Alterações 7 Set 2

FONTES: BHTrans e Estado de Minas.


Feito para veículos, viaduto José Alencar tem armadilha fatal para ativistas nas manifestações

Feitas só para veículos, estruturas que ligam avenidas Antônio Carlos e Abrahão Caram viraram um risco para ativistas

 (Leandro Couri/EM/D.A Press)

Inaugurado em dezembro de 2011, o Viaduto José Alencar, que faz a ligação entre as avenidas Antônio Carlos e Abrahão Caram, na Região da Pampulha, foi projetado para facilitar o acesso ao Mineirão para veículos que saem do Centro e também para ligar bairros como Jaraguá, Dona Clara e Liberdade, todos na Pampulha, ao estádio de maneira mais rápida, eliminando um cruzamento. A estrutura também foi pensada para se adequar ao transporte rápido por ônibus (BRT, da sigla em inglês), mas nem o mais pessimista dos engenheiros imaginava que um dia manifestantes tomariam o lugar dos carros e andariam a pé pelo elevado, correndo o risco de cair, como ocorreu com o jovem Douglas Henrique de Oliveira Souza, de 21 anos, que não resistiu, e com outras cinco pessoas que ficaram feridas em acidentes semelhantes.

Para o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape/MG), Clémenceau Chiabi, o viaduto foi concebido da maneira correta, sendo usado apenas para o trânsito de veículos. “Como há semáforo para pedestres embaixo do elevado, na Avenida Antônio Carlos, não há justificativa para trânsito de pedestres na parte de cima”, diz o engenheiro. Ele também explica que em outros casos, como no viaduto da Avenida Raja Gabaglia que passa por cima da BR-356, no Belvedere, Centro-Sul da capital, pode haver uma passarela, mas sempre com o objetivo de fazer a travessia de uma avenida que passa embaixo. “O viaduto não foi concebido para que suas pistas sejam atravessadas”, acrescenta Chiabi. Ainda segundo o especialista, as características da estrutura, como o vão entre os dois viadutos, dependem do traçado das avenidas que são conectadas por eles.

O empresário Silas Brasil, de 36, também estava em cima do Viaduto José Alencar no momento em que Douglas Henrique caiu sobre a Avenida Antônio Carlos. Segundo Silas, quando começou o confronto na frente de uma concessionária, com muitas bombas, os manifestantes pularam de uma parte do viaduto para a outra, com o objetivo de ver o que estava acontecendo na Antônio Carlos. “Quase todo mundo pulou da parte segura, que tinha um canteiro, onde basta passar a perna para o outro lado para conseguir chegar à outra pista. Creio que ele achou que em qualquer ponto era assim, mas acabou tentando passar em um trecho em que há o vão e as muretas são bem distantes.”

A PM solicitou intervenção da Prefeitura de BH para evitar que os manifestantes pulassem de um lado para o outro, mas a tela instalada não surtiu efeito. Ela não foi colocada acompanhando a linha das muretas, apenas na cabeceira do viaduto. O Estado de Minas fez contato com a prefeitura para que se pronunciasse sobre o assunto. Em nota, a administração limitou-se a afirmar que “a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) utiliza, para projetos dessa natureza, os mais rigorosos critérios de segurança, coerentes com o uso esperado para essas estruturas”.

FERIDOS Em nota divulgada ontem, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que Douglas Henrique recebeu atendimento imediato depois que caiu do viaduto, dado por uma equipe médica de plantão na Pampulha, no Posto Médico Avançado instalado próximo ao Mineirão. Das outras cinco pessoas que caíram do Viaduto José de Alencar, uma já teve alta do HPS João XXIII. É um homem de 28 anos que também sofreu a queda na quarta-feira e teve traumatismo craniano leve. Três jovens que despencaram da estrutura no sábado, durante a partida entre Japão e México, continuam internados. L.F.A., de 22, respira por aparelhos, em estado grave e C.A.C.L., de 17, permanece estável respirando normalmente, ambos no João XXIII. Já R.C.G., de 22, aguarda uma cirurgia para o punho no Hospital Risoleta Neves e passa bem.

Outra pessoa que caiu foi o jovem G.M.J., 18, na última segunda-feira. Ele também está no Risoleta Neves, mas já passou por cirurgia na bacia e faz fisioterapia. Segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), 16 pessoas ficaram feridas nas manifestações de quarta-feira, sendo que 15 já receberam alta e uma delas permanece internada.
T.M.A., de 24, levou um tiro de bala de borracha no olho e foi transferido para uma clínica particular, onde foi submetido a cirurgia na tarde de ontem. Segundo parentes, o rapaz, um advogado, não participava do protesto. Ele retornava do Mineirão, onde assistiu a Brasil x Uruguai, e já estava perto de casa quando foi ferido. A vítima corre o risco de perder a visão no olho atingido.

FONTE: Estado de Minas.


Como será amanhã? IMPREVISÍVEL

Votação pública decidirá se passeata seguirá até o Mineirão no dia do jogo do Brasil. PM reforça efetivo e manterá bloqueios

na dúvida, comerciantes que já foram vítimas de vandalismo protegem o que restou dos vidros das fachadas, temendo nova onda de violência (Beto magalhães/EM/D.a Press)
Na dúvida, comerciantes que já foram vítimas de vandalismo protegem o que restou dos vidros das fachadas, temendo nova onda de violência

Diante do tumulto na manifestação que reuniu mais de 60 mil pessoas no entorno do Mineirão, no sábado, e do prenúncio das autoridades de segurança, que consideram inevitável novo confronto amanhã, a dúvida dos manifestantes é seguir ou não até o estádio onde ocorre o jogo da Seleção Brasileira, com intuito de dar visibilidade às reivindicações.

A repressão policial e os atos de vandalismo, dizem integrantes do movimento, enfraquecem e criminalizam a manifestação, desestimulando a participação popular. Por seu lado, a Polícia Militar nega excessos e afirma que agiu com rigor para manter a ordem. Em reunião ontem, o comando iniciou planejamento para evitar mais quebra-quebra em Belo Horizonte, identificando e prendendo os vândalos. Nesse jogo de resultado imprevisível, o que

já se sabe é que, a partir do meio-dia de amanhã, a decisão será tomada na Praça Sete, com o trajeto da manifestação sendo escolhido pela maioria. Colaboradores do movimento acreditam que a caminhada pacífica deve seguir até o palco da semifinal entre Brasil e Uruguai, mas, nas redes sociais, muitos discutem se o melhor mesmo é chegar até lá, sugerindo opções como fechar vias de acesso ao campo e até a outros destinos, como a Cidade Administrativa, a Assembleia Legislativa, a prefeitura e a Câmara Municipal.

A Comissão de Prevenção à Violência em Manifestações Populares também se reuniu ontem no Ministério Público e decidiu encaminhar ao governo estadual documento pedindo que haja garantias sobre a segurança dos manifestantes. Do contrário, sugerem participantes de movimentos que integram a comissão, a partida entre o Brasil e o Uruguai deve ser suspensa.

“O movimento está preocupado com a segurança dos ativistas e a função da comissão é manter o diálogo. Faremos o encaminhamento de sugestões às autoridades estaduais e municipais, como manter a iluminação pública na Avenida Antônio Carlos e as câmeras do Olho Vivo ligadas”, afirma o promotor de Direitos Humanos Fábio Reis de Nazareth.

O movimento quer um encontro com o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda, para apresentar as pautas,  que abordam 10 temas, entre eles saúde, educação e transporte, inclusive com a revogação do aumento da passagem de ônibus, que voltaria a custar R$ 2,65. Outro pedido diz respeito à presença de pessoal e equipamentos do Corpo de Bombeiros e da saúde suficientes para atender eventuais feridos durante atos de protesto.

De acordo com o vice-presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Gladison Reis, a convocação continua. “Muita gente tem intenção de ir ao Mineirão e queremos que nosso direito seja respeitado”, diz ele, defendendo apoio do time brasileiro. “Vamos pedir que os jogadores não entrem em campo, se a gente não tiver segurança nos protestos.”

Com mais de 83 mil apoiadores no Facebook, a página “BH nas ruas” sugeriu uma votação sobre para onde deveria seguir a manifestação no dia do jogo. Até o fechamento desta edição, 185 pessoas haviam escolhido fechar acessos do Mineirão, 36 optaram por seguir diretamente para o estádio e somente 18 sugeriram desviar a passeata para outros rumos. Pelo menos 10 destinos alternativos foram sugeridos pelos adeptos do Facebook, sendo os mais votados a Cidade Administrativa, Assembleia Legislativa e Prefeitura de Belo Horizonte.

A votação por múltipla escolha destoava do tom dos comentários postados no Facebook, que são assinados pelos responsáveis. Dezoito sugeriam destinos alternativos ao Mineirão, enquanto oito que mostravam a cara na internet e se diziam favoráveis a permanecer nas imediações do estádio. “Já basta o confronto de sábado, né, galera?”, dizia uma estudante. Fazia coro a aluna R. S., para quem ir ao estádio é arcar com o ônus da confusão. “Dá margem para baderneiros agirem e o movimento se enfraquecer.” Já o publicitário F.D. reforçava a necessidade de a “manifestação se manter distante do campo para fugir da guerra direta”.

Em entrevista por telefone, F. disse que preferia não ir, mas avaliou que será inevitável que os protestos se aproximem do Mineirão. “Só vai dar para saber no dia o que vai acontecer, porque não há líderes no movimento e as pessoas decidem tudo na hora.” Enquando a dúvida persiste, ontem em vários dos locais que foram alvo de vandalismo o dia foi de proteger fachadas com tapumes, diante do temor de mais destruição.

PM vai reforçar isolamento

Ao mesmo tempo em que ativistas se organizam, a Polícia Militar planeja sua ação para amanhã, trabalho que deve ser concluído hoje, segundo o chefe de comunicação da corporação, tenente-coronel Alberto Luiz. Ele disse que a PM vai preservar o perímetro de segurança no entorno do Mineirão, determinado pela Fifa (veja arte). Ele adianta que o policiamento vai ser reforçado ao longo da Avenida Antônio Carlos.

“Não vamos barrar ninguém, mas eles não poderão entrar na Avenida Antônio Abrahão Caram e nem no entorno do Mineirão”, disse. A PM pretende distribuir mais de 30 mil panfletos orientando manifestantes a manter distância dos vândalos. Uma mensagem também será direcionada aos pais, para que orientem seus filhos para uma manifestação pacífica e que evitem locais que ofereçam perigo.

FONTE: Estado de Minas.


NOSSA CAPA SERIA ASSIM

Estávamos preparados para registrar uma das maiores confraternizações cívicas nas ruas de Belo Horizonte. Dezenas de milhares de pessoas, incluindo famílias com crianças e até bebês, fizeram manifestação pacífica no Centro e uma caminhada igualmente ordeira até a Pampulha.Também iríamos destacar que japoneses e mexicanos, em harmonia, se juntaram a brasileiros para encher o Mineirão e ver o México superar o Japão por 2 a 1. Na Fonte Nova, mais festa: o Brasil venceu a Itália por 4 a 2, com gols de Fred (2), Neymar e Dante, sem grandes tumultos em Salvador.

Mas infelizmente, ficou assim

E somos obrigados a informar que, mais uma vez, vândalos e criminosos infiltrados na manifestação partiram para o confronto na barreira próxima ao Mineirão, atirando rojões e pedras contra a polícia, que reagiu com bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha. Houve um grande enfrentamento na Avenida Antônio Carlos. A UFMG teve cercas arrancadas e o Exército foi acionado para protegê-la. Lojas foram depredadas.O conflito transformou num inferno a saída dos torcedores do estádio. Bandos promoveram ataques em outros pontos da cidade e a PM ocupou a Praça Sete, usando pela primeira vez o blindado %u201Ccaveirão%u201D e lançando bombas. Pelo menos 28 pessoas ficaram feridas, três delas ao caírem de um viaduto, e 19 foram presas. Agora fica a pergunta: qual capa faremos depois do jogo da Seleção Brasileira, quarta-feira, no Mineirão?

Capa 1

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Começa em paz, termina em guerra

Manifestações em 100 cidades repetiram cenas de confronto

Brasília — Enquanto a Seleção estava em campo, na tarde de ontem, cerca de 100 cidades brasileiras eram tomadas mais uma vez por manifestações. Assim como ocorreu nos últimos dias, a maioria dos protestos começou de forma pacífica e acabou em tumulto, confronto com policiais e vandalismo. Em Salvador, onde o Brasil disputava a partida contra a Itália, a entrada de torcedores ocorreu tranquilamente graças a um cordão de isolamento feito em torno da Fonte Nova, mas a cidade protagonizou cenas de batalha na área externa e no Centro.

A  área próxima à Arena Fonte Nova foi cercada pelo batalhão de choque da Polícia Militar pela manhã, em um raio de 2km. A dificuldade de aproximação do estádio levou a um confronto entre alguns dos 1,5 mil manifestantes e policiais na região, com troca de bombas caseiras e de gás lacrimogêneo. Os grupos se dispersaram pela cidade, interrompendo algumas das principais pistas do Centro. Nesses locais, a polícia acompanhou o protesto a distância, garantindo que ele seguisse pacificamente. No início da noite, porém, houve novos confrontos. Seis pontos de ônibus foram depredados. O shopping Iguatemi, ponto de encontro da manifestação, fechou as portas por volta das 18h30 e esvaziou o prédio.

Três dias depois de 35 mil pessoas ocuparem a Esplanada dos Ministérios na marcha batizada de Acorda, Brasília!, um grupo estimado em 3,5 mil manifestantes voltou a protestar em frente ao Congresso Nacional. A mobilização, marcada via Facebook, tinha por objetivo protestar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que tira poderes de investigação do Ministério Público. Durante a marcha, outras pautas foram incorporadas.

Antes da passeata, os organizadores debateram estratégias para denunciar vândalos aos policiais, como sentar no gramado quando algum ato violento fosse iniciado. Mesmo assim, dois adolescentes e um adulto foram detidos por carregarem seis coquetéis molotov. Segundo os investigadores, eles pretendiam atirar os artefatos contra os 750 PMs que faziam a segurança do local. Assim como na última quinta-feira, grupos mais radicais ocuparam o espelho d’água em frente ao Legislativo.

Jovens mais exaltados jogaram água contra a tropa, posicionada em linha para proteger a entrada do Congresso. A situação ficou tensa quando vândalos arremessaram bombinhas na direção dos PMs. Baderneiros e ativistas quase entraram em confronto. Os primeiros queriam usar métodos violentos, enquanto a maioria tentava manter o caráter pacífico do ato.

Por volta das 17h, o grupo seguiu em direção ao Congresso Nacional, cantou o Hino Nacional e voltou para a rodoviária do Plano Piloto. Duas horas depois, a multidão desceu novamente o Eixo Monumental até se estabelecer no Congresso. Na pauta de reivindicações, os manifestantes pediam a aprovação da lei que torna a corrupção crime hediondo, a retirada de tramitação da PEC 37, a revisão de foros privilegiados (para que deputados e senadores sejam julgados pela Justiça comum), a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e de mensaleiros como o deputado José Genoíno (PT-SP).

Com os anúncios de redução de tarifas de transporte público, demanda inicial dos manifestantes, os protestos de ontem começaram a ganhar  temas específicos, como a rejeição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que limita os poderes de investigação do Ministério Público.

A PEC seria votada nesta semana no Congresso, mas foi adiada por conta da pressão popular. As manifestações tendo a proposta como tema foram organizadas pelas redes sociais com evento intitulado Dia do Basta e ocorreram também em Goiânia, Anápolis (GO), Roraima, Lajeado (RS), Juiz de Fora (MG), Curitiba, Maceió, Aracaju, Teresina, Belém, Taubaté (SP) e Araraquara (SP).

FONTE: Estado de Minas.


Obra do BRT em novo capítulo de desperdício de dinheiro público

Mais um trecho de concreto do corredor central da via precisa ser destruído para abrigar estação do sistema de ônibus em implantação em BH. Faixas de tráfego são interditadas

Pavimento é novamente quebrado diante do IAPI, no Bairro São Cristóvão. Outras intervenções do tipo serão necessárias para construir terminais (Euler Júnior/EM/D.A PRESS)
Pavimento é novamente quebrado diante do IAPI, no Bairro São Cristóvão. Outras intervenções do tipo serão necessárias para construir terminais

Depois de quebrar o concreto que pavimentava o corredor central da Avenida Antônio Carlos na altura do número 3.590, no Bairro São Francisco, Região da Pampulha, a empreiteira responsável pela construção das estações do transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) está destruindo um trecho de cerca de 150 metros da mesma pista exclusiva para coletivos em frente ao Conjunto IAPI, no Bairro São Cristóvão, Região Noroeste de BH. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, a demolição é uma das que estavam previstas entre a Lagoinha e o Viaduto São Francisco para instalação de nove estações de passageiros do BRT.

Com mais uma demolição para as adaptações necessárias aos novos terminais, o trânsito precisou ser reduzido tanto no sentido Centro quanto em direção aos bairros. As duas faixas exclusivas para o transporte público em cada sentido diminuíram para uma, mas não houve grandes retenções de tráfego, em virtude do fluxo menor no corredor de ônibus. Na manhã de ontem, apenas dois funcionários trabalhavam no local. Um operava a máquina britadeira e o outro observava o serviço.

O que mais intriga a população e especialistas da área de engenharia é o fato de as obras se multiplicarem na Avenida Antônio Carlos, o que dá a sensação de que as intervenções nunca acabam. A duplicação da via, por meio de uma parceria entre os governos estadual e municipal, começou a ser entregue em 2007, antes da definição do BRT como aposta da cidade para a Copa do Mundo de 2014.

Inicialmente, a prefeitura entregou o alargamento entre os bairros São Francisco (Pampulha) e Aparecida (Noroeste), mas o trecho entre o Aparecida, começando pela Rua dos Operários, e o Complexo da Lagoinha, onde está a área que passou por intervenção ontem, só foi finalizado em 2011. Para engenheiros, não seriam necessárias duas obras no mesmo local, caso houvesse melhor planejamento.

Memória – Gastos extras

No início de maio, o Estado de Minas mostrou que a empreiteira contratada pela Prefeitura de BH para obras do BRT precisou quebrar o concreto do corredor central da Antônio Carlos na altura do Bairro São Francisco (foto) – trecho que antes era de asfalto e que já havia sido destruído para a pavimentação com concreto. Não foi o primeiro revés nas obras do novo sistema de transporte: dias antes, uma estação inteira na Avenida Cristiano Machado havia sido demolida. A justificativa foi de que se tratava de um “protótipo”. Ao lado de outras construções que tiveram de ser refeitas, como ocorreu na Avenida Santos Dumont, no Centro da capital, esse tipo de intervenção despertou críticas de especialistas em engenharia, devido aos gastos extras e aos atrasos no cronograma.

FONTE: Estado de Minas.


Pista exclusiva a ônibus é liberada para veículos comuns na Cristiano Machado

A partir de hoje, uma das faixas de trânsito da pista exclusiva de ônibus da Avenida Cristiano Machado será liberada provisoriamente ao tráfego de veículos comuns, entre os bairros da Graça e São Gabriel. O objetivo é melhorar a fluidez do trânsito na via, que passa por obras para abrigar o sistema BRT. Os ônibus, porém, não vão usar o corredor: continuarão trafegando nas pistas laterais, sem mudanças nos pontos.

O acesso à pista exclusiva no sentido Centro/bairro ficará perto do cruzamento com a Rua Geraldo Faria de Souza, na altura do Santuário de São Judas Tadeu. Será possível sair do corredor apenas em dois locais – próximo ao Minas Shopping e na Estação São Gabriel. Portanto, a orientação da BHTrans é no sentido de que apenas os veículos que se destinam a esses pontos, ou para além deles – rumo a Venda Nova, Cidade Administrativa ou aeroporto de Confins, por exemplo – usem essa opção.

Será feita campanha educativa para orientar os pedestres sobre a presença de carros no corredor do transporte coletivo a partir de hoje. Faixas serão afixadas ao longo do trecho para dar informações aos motoristas, que terão suporte também de agentes da Unidade Integrada de Trânsito.

FONTE: Estado de Minas.


Mais 150 homens da Força Nacional

A Polícia Militar de Minas Gerais agora se prepara para reforçar o efetivo para o jogo de sábado no Mineirão, entre Japão e México, quando há previsão de nova manifestação. Ontem, o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) fez um apelo para que os populares ajam de forma “tranquila e serena” nos protestos até o final da Copa das Confederações. Em caso de atos de enfrentamento, determinou ao Comando da PM que não “meça esforços” para garantir a segurança da população e do patrimônio público.

Em encontro na manhã de ontem entre Anastasia e a presidente Dilma Rousseff, ficou acertado que 150 homens da Força Nacional de Segurança vão atuar na capital no sábado sob o comando da PM mineira. Eles serão deslocados para o perímetro de segurança da Fifa, deixando os policiais militares livres para atuar nas manifestações previstas.

“O envio pelo governo federal de integrantes da Força de Segurança é um gesto simbólico, que demonstra o apoio da União ao esforço que o estado vem fazendo para garantir a segurança da população e dos próprios manifestantes. Trata-se de uma força especializada, bem treinada, que vai se somar ao nosso contingente policial nas ações para que as manifestações em Belo Horizonte transcorram de forma pacífica e ordeira”, afirma o comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Márcio Martins Sant’Ana. À tarde, o comandante se reuniu com o governador para traçar novas estratégias para o ato programado no fim da semana. Além dos homens da Força Nacional, a previsão é aumentar o efetivo da PM para 9 mil policiais, três vezes mais que o usado na segunda-feira.

Em pronunciamento, o governador argumentou que “o sentimento das ruas não pode ser ignorado pelos governantes” e defendeu a “livre manifestação pacífica”. “Não podemos permitir, entretanto, que milhares de manifestantes que ocupam as ruas do país em manifestações pacíficas sejam confundidos com algumas pessoas que se misturam à multidão com o claro objetivo de criar confrontos, de provocar e atacar as forças de segurança e o patrimônio público, que pertence a toda a sociedade.” O secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, esteve presente.

INQUÉRITO As imagens da manifestação de anteontem já foram reunidas pela PM e encaminhadas à Polícia Civil, encarregada de abrir inquérito para apurar quem são os possíveis líderes dos atos de vandalismo na Avenida Antônio Carlos. O coronel Márcio Martins Sant’Ana informou que as cenas foram encaminhadas também para a corregedoria da corporação com a finalidade de averiguar possíveis excessos cometidos por militares.

Sobre o uso de bala de borracha – proibido em São Paulo –, o comandante da PM argumentou que em Minas Gerais está mantido, mas para casos extremos. O coronel Sant’Ana negou a possibilidade de a PM usar os dois carros blindados para fazer uma barreira que impeça aos manifestantes ultrapassar os limites de segurança, permitidos pela Fifa, até o Mineirão. Entre as estratégias discutidas para sábado está também o uso de um carro de som para negociar com manifestantes em Belo Horizonte.

força nacional

Governo envia Força Nacional para 5 cidades-sede

da Copa das Confederações

O governo informou nesta terça-feira que enviará efetivos da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) para as cinco cidades-sede da Copa das Confederações com a intenção de reforçar a segurança e a ordem pública, em meio à onda de protestos que vêm agitando o país desde a semana passada.

O Ministério da Justiça informou em comunicado que os policiais serão enviados aos estados que solicitaram e que o tempo de permanência delas dependerá da decisão de cada governo estadual.

Segundo o comunicado, os reforços foram requisitados pelos governos do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará e do Distrito Federal. A única sede que não solicitou a Força Nacional foi o Recife.

O Ministério da Justiça informou que o envio de reforços estava previsto antes dos protestos, mas não esclareceu porque o desembarque dos policiais nas cidades está ocorrendo apenas quatro dias após o início do torneio.

Apesar de o Ministério ter negado uma relação direta entre o envio de tropas e os protestos, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, admitiu ontem que pediu apoio da Força Nacional para ajudar a conter os incidentes violentos que ocorreram em algumas manifestações.

Os protestos começaram na semana passada em São Paulo, exclusivamente contra o aumento nas tarifas do transporte público, mas acabaram se estendendo para outras cidades e revelando uma onda de descontentamento social em todo o país.

Os manifestantes exigem maiores investimentos na saúde e na educação pública e criticam a corrupção, o desperdício de recursos públicos e os gastos elevados do governo para organizar eventos como a Copa do Mundo de 2014.

Os protestos reuniram na segunda-feira cerca de 250 mil pessoas em 20 cidades e continuaram nesta terça-feira em São Paulo com a presença de aproximadamente 50 mil manifestantes.

Para a próxima quinta-feira foram convocadas novas mobilizações em várias cidades.

FONTES: Estado de Minas e Terra.


PAZ E GUERRA

Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade

Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade

A manifestação pacífica de cerca de 10 mil pessoas que se reuniram ontem à tarde perto da UFMG, na Pampulha, e seguiram para a Praça Sete, foi manchada por grupos isolados de vândalos à noite, que depredaram a sede da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, agência bancária e lojas na Rua Tamoios, no Centro, o relógio de contagem regressiva para a Copa do Mundo, na Praça da Liberdade, e atacaram ônibus e carros particulares nos dois locais.

A maioria dos manifestantes tentou impedir os ataques, mas acabou recuando diante da agressividade. Desde o início da tarde, o clima foi de paz entre as cerca de 10 mil pessoas que se concentraram na Avenida Antônio Carlos, na Pampulha e seguiram em passeata pacífica até a Praça Sete, no início da noite, diferentemente do cenário de confronto com policiais e depredação na segunda-feira.
Diante da expectativa de novas manifestações hoje e nos próximos dias, a PM informou que poderá triplicar o efetivo para 9 mil agentes nas ruas no sábado, quando México e Japão se enfrentarão no Mineirão. Enquanto isso, 150 homens da Força Nacional de Segurança apoiarão a PM, conforme o governador Antonio Anastasia acertou ontem com a presidente Dilma Rousseff.
A marcha de estudantes da UFMG e outros manifestantes começou no acesso à Antônio Carlos, com cerca de 200 jovens no fim da tarde, mas ganhou força ao sair do câmpus rumo à Praça 7, chegando a juntar quase 10 mil pessoas, segundo o Batalhão de Trânsito (BPTran) da PM, que não levantou bloqueios e acompanhou a distância, enquanto fazia desvios na região. Mesmo assim o trânsito ficou caótico no Anel Rodoviário e no entorno. A fila de veículos na faixa de sentido Pampulha se estendeu por cerca de quatro quilômetros.
Manifestantes que seguiam à frente bloquearam acessos do Anel e da Avenida Bernardo Vasconcelos e motociclistas que tentaram furar o bloqueio foram hostilizados. Os cânticos Em alguns momentos, punks quiseram depredar propagandas, o que gerou atrito com os demais manifestantes. Entre lemas como “Você aí parado, também é explorado” e “ô motorista, ô trocador, me diz aí se o seu salário aumentou”, havia gente que levou até os filhos para as ruas. Como a auxiliar de dentista Jussara Nogueira, de 29 anos, que carregava o filho de 4 anos, Felipe Nogueira.
Enquanto o menino cantava e dançava, ela protestava contra o salário dos professores. “É por isso que viemos aqui, para ele aprender a lutar pelo que acredita”, disse. No caminho mais e mais pessoas desceram de suas casas e até dos ônibus para seguirem com a manifestação.
Quando chegaram ao complexo da Lagoinha, os manifestantes tentaram entrar numa faixa do viaduto que leva para a Contorno. Um ônibus metropolitano acelerou e furou o bloqueio, mas teve os vidros quebrados por pedras. Os manifestantes seguiram para a Praça Sete, que já estava tomada por outras pessoas à noite.
Foi então que a partir de atos de grupos isolados, o movimento pacífico de jovens estudantes gritando palavras de ordem ganhou contorno de vandalismo. Por volta das 21h30, um grupo saiu em direção à Praça da Liberdade, mas em frente ao prédio da prefeitura ficaram cerca de 300 pessoas. Em pouco tempo, as palavras exaltadas deram lugar ao vandalismo de cerca de 20 pessoas.
Uma rampa de madeira na escadaria do prédio foi destruída. A explosão de bombas de pequeno potencial começou a dispersar as pessoas que buscavam manifestar de forma pacífica. Um rapaz de 18 anos ficou ferido e foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Em pouco tempo, os vândalos jogavam pedras no prédio e, além de quebrar vidraças, investiram contra a guarita de vigilância.
Tentar pôr fogo no prédio várias vezes. A tentativa de outros manifestante em interromper a violência gerou enfrentamentos com agressões físicas entre os envolvidos. Não satisfeitos, os vândalos seguiram até a esquina das ruas Espírito Santo e Tamoios, onde fecharam o trânsito, chegando a fazer barricadas com cavaletes e cones. Alguns subiram no veículo e quebraram vidros. Um motorista chegou abandonar o coletivo. Outros três coletivos também foram alvo dos vândalos, que cobriam o rosto com máscaras e camisas e ainda atacaram uma agência do Banco do Brasil .
A estudante de marketing Rafaella Magalhães, de 23, lamentou:. “É triste ver uma minoria de vândalos está destruindo muito mais do que prédios ou ônibus. Estão destruindo um sonho de sermos ouvidos pelos governantes”.
Entre o outro grupo que seguiu para Praça da Liberdade, havia pessoas com rosto parcialmente coberto por camisas e armadas com pedras que atacou o relógio de contagem regressiva para a Copa, apesar de outros manifestantes tentarem evitar a ação. Parte do objeto foi quebrado, inclusive um monitor digital, e pedaços de vidro se espalharam pelo chão. Nas grades do portão do Palácio da Liberdade, foi fixada uma faixa em que se lia: “Não vai ter Copa! O povo decidiu jogar”. Também foram colados cartazes, com dizeres como “Brasil, mostra a tua cara! vem pra rua” e “Não queremos mais ser roubados por estes ratos da política”.
Na esquina das avenidas Cristóvão Colombo e Brasil, cerca de 200 manifestantes interditaram o cruzamento até por volta das 22h30 e causaram congestionamento. Encapuzados e segurando pedaços de pau, alguns jovens ameaçaram jornalistas e motoristas, além de dar chutes e murros em carros. A equipe mais próxima da PM estava do outro lado, no encontro das avenidas Brasil e Bias Fortes, orientando o trânsito.
FONTE: Estado de Minas.

Meteorologia alerta motoristas para terem mais cuidado nas rodovias diante da previsão de tempo instável no feriado. Frente fria vinda do Sul causará temporais e queda de temperatura

Alerta - Neblina que prejudicou visibilidade nas rodovias do estado ontem deve incomodar motoristas novamente hoje (MARCOS MICHELIN/EM/D.A PRESS)
Alerta – Neblina que prejudicou visibilidade nas rodovias do estado ontem deve incomodar motoristas novamente hoje

Todo o cuidado é pouco nas estradas de Minas para quem for curtir o feriado de Corpus Christi e o fim de semana no interior do estado ou no litoral do Rio de Janeiro e São Paulo. A previsão da meteorologia para hoje é de chuva e nevoeiro principalmente pela manhã. Os temporais deste mês na região metropolitana, Triângulo, Vale do Rio Doce, Sul e Zona da Mata decorrem de uma área de baixa pressão no continente associada a uma frente fria no Oceano Atlântico, segundo Heriberto dos Anjos, do Centro de Climatologia da PUC Minas. Estão previstas mais tempestades a partir de terça-feira.

O meteorologista explica que as chuvas fortes nesta época do ano são atípicas, provocadas por uma frente fria. A média histórica em Belo Horizonte nos últimos 30 anos (1961-1990) é de 27,8 milímetros, mas, na noite de terça-feira, chegou a 100mm na Região Nordeste e no Barreiro – outras administrações regionais registraram 60mm. Ele lembrou que em dezembro choveu muito abaixo da média (cerca de 180mm, quando eram esperados 300mm). “Em janeiro choveu bem, mas no mês seguinte foi muito pouco”, informou. “É bom ficar atento o tempo todo”, alerta Heriberto.

Na madrugada de ontem a temperatura caiu para 14 graus, mas não foi a mais fria do ano. Em 23 de abril, os termômetros marcaram 13 graus na região metropolitana. A temperatura nos próximos dias deve ficar entre 16 graus (mínima) e 25 graus (máxima). “O que deu a sensação de muito frio foi a intensidade dos ventos”, explicou Heriberto.

A partir de amanhã, as chuvas darão trégua, com o sol aparecendo entre nuvens, mas Heriberto adianta que uma frente fria proveniente do Rio Grande do Sul vai chegar a Minas no início da próxima semana, causando grande estabilidade nas regiões Central de Minas e Zona da Mata. “Quem for para o Rio de Janeiro e São Paulo também vai encontrar muita chuva”, avisa. Os fenômenos vão contar ainda com a presença de uma massa de ar polar com baixa pressão causando queda da temperatura. Um dos pontos de destaque é o Sul de Minas, onde vai chover novamente na semana que vem.

Frio “A chuva e o vento de terça-feira à noite me pegaram desprevenida. Saí da faculdade na Praça da Liberdade e cheguei em casa ensopada”, disse a estudante de engenharia de produção Elisângela Diniz Gonçalves, de 29 anos. Mas ontem ela saiu com um casacão de couro e sombrinha na bolsa. Já a estudante de arquitetura Kelly Cristina Rodrigues, de 23, está de olho nas vitrines. “A gente só lembra que não tem roupa de frio nesta época”, brincou a jovem, que estuda no Buritis, na Região Oeste, “um dos bairros mais gelados da cidade”.

Com capuz sobre o boné e segurando o guarda-chuva, o estudante de gastronomia Gabriel Oliveira, de 25, gostou da mudança do tempo: “Frio é bom, combina mais com a cidade”. Ele vai viajar neste feriado para o interior e, com a chuva, fica preocupado com as estradas. “Vou de ônibus e fico sempre atento”, disse Gabriel, sob o termômetro que marcava 19 graus às 17h43.

O Corpo de Bombeiros recebeu 18 chamadas sobre queda de árvores em BH. Pistas molhadas causaram acidentes. O mais grave foi em Nova União, onde o caminhão placa DXI-6084, de Ribeirão das Neves, a Caravan BBV-1113, de São Paulo, e o Palio HAV-0989, de João Monlevade, colidiram na BR-381, altura do Bairro Nova Aparecida. Duas pessoas morreram e três ficaram feridas, segundo os bombeiros.

Na MG-010, em direção ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, houve pelo menos quatro acidentes – a maioria de pequenos engavetamentos. No cruzamento da Avenida Amazonas com a Rua Desembargador Barcelos, no Bairro Nova Suíça, na Região Oeste, sete pessoas ficaram feridas depois que um ônibus bateu num poste. O trânsito ficou lento no sentido Centro. Os bombeiros espalharam serragem na pista, pois houve vazamento de combustível do coletivo. O trânsito também ficou complicado na Avenida Nossa Senhora do Carmo, em frente ao posto Ale, no sentido BH Shopping, por causa de uma batida. Por volta das 7h, o trânsito foi desviado para a pista lateral.

A chuva é a principal preocupação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) neste feriado. O inspetor Aristides Júnior, chefe da comunicação social, avisa: “É preciso diminuir a velocidade, planejar bem as ultrapassagens, não transitar pelo acostamento e muita calma para chegar ao destino com segurança”. A expectativa é que 300 mil veículos deixem BH, fluxo considerado moderado, porque sexta-feira será dia útil.

A Operação Corpus Christi começou à 0h de ontem e vai até a meia-noite de domingo. A fiscalização serão ampliada para tentar reduzir o número de acidente e dar mais fluidez ao trânsito, por meio de posicionamentos estratégicos das viaturas e dos policiais ao longo dos trechos mais movimentados e críticos.

Uberlândia Um temporal acompanhado de granizo provocou prejuízos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ontem. Dezenas de carros foram arrastados pela correnteza, o asfalto de muitas vias foi arrancado e houve queda de árvores Uma jovem foi levada pela enxurrada quando tentava atravessar em uma moto a Avenida Rondon Pacheco, uma das principais da área central da cidade. Ela foi resgatada sete quarteirões depois por pessoas que estavam no local, com escoriações e princípio de hipotermia. Durante o temporal, o Corpo de Bombeiros recebeu pelo menos 40 chamados, na maioria dos casos de alagamentos. A Defesa Civil chegou a divulgar alerta para que as pessoas permanecessem em casa ou no ambiente de trabalho até o temporal passasse.

UBERLÂNDIA - tempestade e Granizo causaram destruição na cidade. Muitos carros foram arrastados na avenida rondon Pacheco (Marlúcio Ferreira/Divulgação)
UBERLÂNDIA – tempestade e Granizo causaram destruição na cidade. Muitos carros foram arrastados na avenida Rondon Pacheco

INVERNO SEM 
FENÔMENOS

O inverno não será de temperaturas tão baixas como ocorreu no ano passado. “Este ano, não temos fenômenos como El Niño, ou aquecimento das águas do Oceano Pacífico, na costa peruana, ou do La Niña, o resfriamento na mesma região. Será uma estação mais normal, com temperaturas acima da média”, informou o meteorologista Ruibran dos Reis, da Climatempo. A nova estação começará oficialmente em 21 de junho às 12h04.

FONTE: Estado de Minas.



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