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Cerimonial dá calote em formandos e avisa pelo WhatsApp 3 dias antes

Estudantes de pedagogia da Faculdade Pedro II estavam com baile de formatura agendado para este sábado (15); no total, alunos pagaram R$ 57.600

“Você não tem ideia da frustração que estamos passando”. Foi assim que o formando em pedagogia, Aenderson Vieira dos Santos, 37, tentou resumir o sentimento dele e da turma de um total de 18 estudantes da Faculdade Pedro II, em Belo Horizonte. O grupo contratou um cerimonial para realizar o culto, a colação e o baile de formatura, mas sofreu um calote e foi comunicado que não teria a festa pelo WhatsApp, apenas três dias antes do evento.

A turma contratou o Saff’s Cerimonial e Eventos em dezembro de 2014 e dividiu os R$ 57.600 em 26 prestações. No contrato estava firmado que a empresa realizaria o culto, a colação e o baile, incluindo os serviços de decoração, buffet e banda.

“Nós começamos a identificar o problema quando o rapaz do local onde a festa ia ser feita me ligou, em janeiro (de 2017), querendo saber se a festa tinha sido cancelada. Ele disse que não tinham pago nada para ele. Eu entrei em contato com a representante do cerimonial e ela me disse que assim que voltasse de férias resolveria tudo. Em fevereiro, fizemos ela assinar um documento com a gente, onde ela se comprometeu de pagar todos os serviços contratados, e fizemos um boletim de ocorrência para nos resguardar. Ela teria que pagar todo mundo (fornecedores) até sete de março”, lembrou.

A missa e a colação dos estudantes aconteceu nos dias 31 de março e 1º de abril, respectivamente, mas não como estava acordado. “Foi um caos, não tinha nem um terço do que nos foi prometido. As rosas estavam murchas, não tinha missal (livro para se acompanhar o conteúdo de missa) para os nossos familiares, apenas uma pessoa do cerimonial estava lá e não três, não foi legal”, reclamou.

Passado o susto, os alunos se preparavam para o grande baile de gala, mas nessa quarta-feira (12), por volta das 13h30, receberam uma mensagem no WhastApp, da dona do cerimonial, dizendo que a empresa não teria condições de fazer a festa deles.

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A festa de formatura era para 320 convidados e alguns dos participantes viriam de outros estados. Questionada pelos alunos onde estava o dinheiro e porque ela só avisou em cima da hora, a empresária respondeu que tinha mais o que fazer, que não tinha dinheiro para fazer a festa e que eles poderiam procurar pelos direitos.Todo o valor, pelo qual o serviço foi contratado, foi quitado até o final de fevereiro, mas nos mais mais de 30 dias que se passaram, a prestadora de serviço só os comunicou dias antes da festa.
“É um descaso total, eu vejo má-fé e tentativa de estelionato”, afirmou Santos.

O grupo procurou a Defensoria Pública, nesta manhã de quinta-feira (13), mas não foi atendido, devido ao feriado de Semana Santa e por não ser um caso de urgência. Os estudantes contam com a ajuda de um advogado para os orientar como proceder a partir de agora.

A reportagem de O TEMPO ligou várias vezes para a dona do Saff’s Cerimonial e Eventos, mas não foi atendida.

Empresa responde a três processos na Justiça

Em uma consulta ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foram encontrados três processos, em andamento, onde a Saff’s é ré. Um deles é por “rescisão do contrato e devolução do dinheiro”, indenização de R$ 4.800, um segundo que pede danos morais de R$ 13 mil e o último de danos materiais a R$ 8.000.

Ainda, o cerimonial consta em site de reclamações de clientes na internet. Uma pessoa registrou uma reclamação, em janeiro deste ano, no site “Reclame Aqui”. Ela disse que sua festa de formatura foi em março de 2016 e que desde 2014 alguns colegas da turma de Letras da FACISA-BH estavam pagando para a Saff’s Cerimonial e Eventos realizar a colação de grau e baile de formatura. O estudante se diz surpreendido pelo descaso como era tratado o evento.

Segundo a reclamação, no dia da colação de grau a representante do cerimonial chegou atrasada com o coffee break (garantido em contrato) e até para passar o slide uma das funcionárias teve dificuldades. Já o baile foi “terrível”, afirmou. “A boate (se é que posso chamar aquilo de boate) tinha quatro luzes pequenas no meio do salão. O cantinho mineiro (garantido em contrato) não existiu e serviram um feijão tropeiro dentro de copinhos de café de porcelana (deveria ter em média 30g de tropeiro em cada copo). Houve também um frango à passarinho super seco, os garçons mal iam nas mesas e as bebidas nunca chegavam aos convidados!”, reclamou.

O estudante diz ainda que apesar da cerveja estar gelada, os coquetéis de frutas eram umas “batidas horrorosas dessas feitas com vinho barato servidos em festinhas de adolescentes”.

“Não bastasse essa festa desastrosa e ridícula (que pagamos caro por isso), a Saffs Cerimonial e Eventos fez uma rifa para vendermos e não sorteou a rifa! É isso mesmo! A empresa se comprometeu a sortear um X-Box e não fez o sorteio!”, publicou o universitário.

O rapaz finaliza a reclamação falando que o cerimonial disse que a página da empresa no Facebook foi hackeada: “não atende mais nossas mensagens e para piorar tudo: não entrega nossas fotos do evento”.

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FONTE: O Tempo.


Nova testemunha denuncia o pastor Marcos Pereira e afirma que religioso cobrava cachês a traficantes para pregar em bailes funk

Rio – A ligação do pastor Marcos Pereira com traficantes pode ter ido muito além da ‘salvação espiritual’. Nova denúncia feita ontem à polícia aponta que o religioso teria recebido altos cachês para pregar em bailes funk e que pedia aos criminosos convertidos doações de 10% de tudo o que eles faturaram durante a vida no tráfico para ‘purificar a alma’.

A testemunha que prestou depoimento ontem na Delegacia de Combate às Drogas contou ainda que foi agredida pelo pastor e ameaçada de morte, porque teria namorado uma fiel da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.

Marcos na igreja dele, em São João de Meriti: pura encenação, segundo antigo ajudante do líder religioso


O homem afirmou que trabalhou na igreja e que também chegou a pregar nos bailes das comunidades. Segundo ele, criminosos chegavam a pagar R$ 20 mil pela presença do pastor nos eventos.

Num baile em Acari, a testemunha foi informado por traficante que Marcos teria dito aos bandidos da comunidade que ele era ‘X-9’ (delator).

Segundo o ex-fiel da igreja, ele escapou da morte porque o traficante voltou atrás. “Ele (bandido) disse que ‘o verdadeiro pastor dá a sua vida pelas ovelhas, e não as tira’”, revelou o homem, que saiu da cidade após o fato.

Ainda segundo a testemunha, o pastor agredia crianças que não seguiam a doutrina da igreja. No entanto, na noite de sua prisão, ele levava no Passat (que está registrado em nome da igreja) uma fiel que usava cabelos soltos, o que é contra as normas da Assembleia.

No carro, também havia duas pessoas que seguiriam com Marcos Pereira para apartamento de R$ 8 milhões em Copacabana. Segundo a polícia, o local também era usado para orgias.

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DÍZIMO SOBRE RENDA FUTURA

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FONTE: O Dia.



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