Um brinquedo que simula um assalto a banco foi retirado de circulação em todo o Brasil a pedido do Procon de Minas Gerais, que avaliou que o produto não era adequado para o público infantil.

O Ministério Público Estadual (MPE) notificou a empresa responsável pela fabricação do City Action Bank e o brinquedo foi recolhido dos comércios após as partes firmarem Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Ao pedir que o City Action Bank não fosse mais vendido no país, o promotor de Justiça Fernando Abreu argumentou que “o produto, direcionado ao público infantil, é impróprio e inadequado porque é um brinquedo que simula um assalto a banco, com os bonecos de ‘ladrão’ e ‘vítima’, sem ter sequer um boneco ‘policial’”.

O promotor baseou-se na legislação que determina que “é vedado ao fornecedor de produtos e serviços prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social para impingir-lhes seus produtos ou serviços”.

Como a empresa cumpriu o acordo, que estabelecia prazo de 30 dias para retirada do produto do mercado, o processo administrativa foi extinto. No entanto, caso o brinquedo ainda seja encontrado, a empresa poderá ser submetida a multa de R$ 45 mil por descumprir o acordo.