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Copasa e prefeitura terão que indenizar família de policial morto em acidente de trânsito

M.A.F. perdeu o controle da direção do veículo após passar por um bueiro aberto, em abril de 2012

direito

A Copasa e o município de Belo Horizonte foram condenados a indenizar em R$ 181 mil a família de um policial morto em um acidente de trânsito causado por um bueiro aberto em abril de 2012. O acidente aconteceu no Bairro Carlos Prates, Região Noroeste de Belo Horizonte, quando M.A.F. perdeu o controle da direção após passar por um bueiro aberto. O carro capotou diversas vezes. Chovia na hora do acidente e a vítima estava em alta velocidade e sem o cinto de segurança.

A ação foi movida pelos pais e a irmã do policial, que culparam a tampa aberta do bueiro pelo acidente. A Copasa alegou inexistência de provas de culpa, e disse que a vítima contribuiu para o acidente, já que andava em alta velocidade e sem o equipamento de segurança. Já a defesa do município de Belo Horizonte alegou preliminar de ilegitimidade passiva, quando a instituição não tem responsabilidade pelo fato, já que o acidente decorreu do veículo passar sobre uma tampa de bueiro da Copasa. O juiz Renato Luís Dresch, da 4ª Vara da Fazenda Pública Municipal, considerou a prova documental da perícia e o testemunho dos familiares que apontaram o bueiro destampado como causa do acidente e, consequentemente, a responsabilidade principal da Copasa. O magistrado considerou ainda que, por não haver sinalização da tampa semiaberta, houve responsabilidade subsidiária do município.

Ao analisar os pedidos de indenização, Dresch não autorizou a pensão para a irmã pois ela estava com 30 anos na data do acidente, trabalhava e não comprovou dependência financeira. Já para os pais, a não concessão da pensão vitalícia foi porque ficou comprovado em juízo que já recebiam pensão por morte do provedor.

Quanto aos danos morais, o juiz estipulou a indenização em 100 salários mínimos para cada um dos pais, e em 50 salários mínimos para a irmã.

 

 

FONTE: Estado de Minas.


 

Um dos livros mais vendido no mundo, "O Pequeno Príncipe", faz 70 anos
“O Pequeno Principe” é um ícone da literatura mundial

PARIS – “O Pequeno Príncipe”, o livro mais vendido e traduzido no mundo atrás apenas da Bíblia, completa 70 anos e a Sucessão que administra o legado de seu autor, Antoine de Saint-Exupéry, se prepara para comemorar em grande estilo ao longo de 2013 e 2014.

“O Pequeno Príncipe” foi publicado em abril de 1943, quase simultaneamente, em inglês e francês, em Nova York, onde Saint Exupéry se radicou em 1941, junto com sua esposa, a salvadorenha Consuelo Suncín.

A história deste livro, cujo misterioso e cativante protagonista de cachos loiros tornou-se um ícone mundial, é o resultado de uma “aventura improvável”, indicou Olivier d’Agay, diretor da Sucessão Antoine de Saint-Exupéry, que reúne os herdeiros da família do escritor.

“Saint-Exupéry partiu para os Estados Unidos não para escrever, mas para ajudar a convencer esse país a se juntar à luta contra a barbárie”, ressaltou em uma coletiva de imprensa D’Agay, neto de uma irmã do autor.

O escritor e piloto Saint-Exupery, que foi um dos franceses mais conhecidos nos Estados Unidos, se mudou para Nova York com a missão pessoal de convencer os americanos a entrar na guerra contra o nazismo, explicou.

Foi então que a sua editora americana o convenceu a escrever uma história de Natal, um conto infantil.  “Saint-Exupéry estava sempre desenhando em todos as partes a figura de um menino loiro, inspirado em sua infância feliz, e que se tornou o personagem dessa história.”
O resultado dessa aventura, nascida em um contexto de exílio e de um mundo em guerra, foi este conto mágico e filosófico de uma centena de páginas, que se tornou um fenômeno editorial, “algo que Saint-Exupéry nunca poderia ter imaginado”, segundo D’Agay.

Em seus 70 anos de existência, desde que foi publicado, “O Pequeno Príncipe” vendeu 143 milhões de cópias em todo o mundo. O manuscrito original do conto, que foi traduzido para mais de 230 línguas e dialetos, é preservado na Pierpont Morgan Library, em Nova York, que será um dos palcos principais das celebrações comemorativas do 70º aniversário de “O Pequeno Príncipe”.

O Museu de Cartas e Manuscritos de Paris, editoras em dezenas de países, teatros, como o Teatro Nacional Manuel Bonilla de Honduras, que é apoiado pela Fundação Saint-Exupéry para a juventude, e organizações não governamentais vão festejar este aniversário.

Na França, a programação para 2013 inclui a publicação de uma nova edição do livro e do desenho animado, bem como um e-book e um novo episódio da série de animação “O Pequeno Príncipe”, que foi vendido para uma centena de países.

Também está sendo preparada uma nova biografia do autor.

Em Nova York, as comemorações vão se concentrar em 2014, com a exposição na Morgan Library, além da realização de um simpósio internacional sobre a história e um concerto de Michael Levinas, que prepara a ópera “O Pequeno Príncipe”, a ser lançada em Lausanne, na Suíça, no final do próximo ano.

Haverá também uma exposição em homenagem ao Pequeno Príncipe em Bryant Park, o parque adjacente à Biblioteca de Nova York, no centro de Manhattan.

A Fundação Antoine de Saint-Exupéry para os jovens, que incentiva ações de solidariedade para crianças carentes em vinte países no mundo, publicará neste aniversário uma edição do livro para cegos, para “compartilhar a magia e o sonho dessa história” em desenhos tridimensionais.

E uma exposição, que será realizada na sede da UNESCO em Paris, a partir de 27 de abril, durante a Universidade da Terra, enfatizará os valores do “Pequeno Príncipe”, “um personagem protetor do planeta, da paz, da infância”.

Tudo isso, a espera de mais um grande evento, que também será comemorado em todo o mundo: em janeiro de 2015, as obras de Saint-Exupéry vão passar a ser de domínio público – exceto na França e nos Estados Unidos -, o que levará a centenas de novas edições do livro que conquistou os corações de milhões de pessoas no planeta.

 FONTE: Hoje Em Dia.



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