Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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TRAGÉDIA NESSE DOMINGO
Corpos das sete vítimas de batida na BR-040 estão no IML de Barbacena

Acidente envolveu uma bicicleta, um carro de passeio e uma van da Apae de Belo Horizonte; rodovia ficou fechada por cerca de quatro horas

 Acidente grave deixa sete mortos na BR-040, em Barbacena

Acidente grave deixa sete mortos na BR-040, em Barbacena

Estão no Instituto Médico Legal (IML) de Barbacena, região dos Campos das Vertentes, os corpos das sete vítimas mortas em um grave acidente na BR-040 nesse domingo (30). Entre os mortos está um recém-nascido.

O acidente aconteceu por volta das oito e meia da noite quando, segundo testemunhas informaram ao Corpo de Bombeiros, um Ford Fiesta, que tinha placa de Esmeraldas,na região metropolitana de Belo Horizonte, tentou desviar de uma bicicleta.

O motorista do carro de passeio perdeu o controle da direção e invadiu a pista contrária, atingido uma van da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da capital. O ciclista, dois ocupantes do carro de passeio e três da van morreram na hora. O recém-nascido chegou a ser socorrido, mas faleceu a caminho do hospital.

Os mortos ainda não tiveram os nomes e idades divulgados. Outras seis pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital da cidade em estado grave. A BR-040 ficou fechada por cerca de quatro horas para a remoção dos corpos e dos veículos.

As pistas foram liberadas na madrugada de hoje. A reportagem tentou contato com a Apae de Belo Horizonte, que tem sede no bairro Santa Tereza, região Leste da capital, mas as ligações ainda não foram atendidas.


Campanha pede medidas de redução do consumo de água para o setor econômico

Movimento lançado neste sábado em BH pede que o estado tome providências para diminuir o consumo de água agrícola e industrial

ATÉ QUE, ENFIM, ALGUÉM COMEÇA A FALAR O ÓBVIO…

Água

A estiagem é um problema de todos, mas revertê-la é responsabilidade de quem? Motivados pelos alertas em relação ao baixo nível dos reservatórios que abastecem o estado, integrantes do projeto Manuelzão e de organizações não-governamentais (ONGs) lançaram neste sábado, em Belo Horizonte, o movimento “A culpa não é do meu banho”. 

A campanha exige que o governo do estado tome providências também em relação ao setor econômico para garantir a redução do consumo de água. A população foi conclamada há pouco mais de 15 dias a economizar 30%, sob pena de entrar num racionamento severo nos próximos três meses, caso a situação dos reservatórios não mude. A mobilização, que começou nas redes sociais, cobra a mesma postura para indústrias e mineradoras.”O abastecimento humano, incluindo o comércio, é responsável por, no máximo, 20% do consumo. Os outros 80% ou mais são da área econômica, que recebe outorga para usar a água”, afirma o idealizador do movimento, o ambientalista e coordenador do Manuelzão, Apolo Heringer. Ele critica ainda o preço pago pela outorga: entre R$ 0,01 e R$ 0,02 por cada 1 mil litros. “Assim, as empresas não têm estímulo para investir em tecnologia para economizar água, porque a têm à vontade”Por meio de nota, a Copasa informou que nos municípios atendidos por ela em Minas Gerais, o volume de água (da estatal) consumido pelas indústrias equivale a 3% e que a companhia não tem instrumento legal para obrigar o setor a adotar, por exemplo, o sistema de reuso da água. “Cabe a todos, poder público, cidadãos, comércio e indústrias, se conscientizar da real necessidade de adotar medidas que visem a redução do consumo e atingir a meta de economizar 30%. Apolo rebate: “O governo do estado tem o direito sim de rever as outorgas. Não aceitamos pagar mais, porque as mineradoras não pagam nada”.

Água 2

O lançamento da campanha, que havia sido marcado para ocorrer na Casa Fiat de Cultura, está sendo feito na sede do Crea (Avenida Álvares Cabral, 1.600, Santo Agostinho).

NOTA DO EDITOR: fora o desperdício que a própria COPASA (embora admitindo) não corrige…

FONTE: Estado de Minas, Youtube e ANA.


Polícia Civil desarticula quadrilha que vendia anabolizantes pela internet

 

Anabolizantes apreendidos pela PC na Operação Papa Léguas
Anabolizantes apreendidos pela PC na Operação Papa Léguas
Seis pessoas foram presas durante a operação “Papa Léguas” da Polícia Civil contra a venda de anabolizantes pela internet nesta terça-feira (2), em Barbacena e Paracatu, nas regiões Central e Noroeste do Estado. Segundo a corporação, a ação conseguiu apreender a maior quantidade de drogas para crescimento muscular já feita em Minas Gerais.
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A operação foi realizada pelo Departamento de Investigações Antidrogas (DIA). Foram necessários quase dois anos de investigações, segundo o delegado Márcio Lobato, chefe do DIA. “Eles chegaram a movimentar aproximadamente R$ 350 mil, somente nos últimos três meses”, informou. Não foi informada a quantidade de produtos apreendidos.
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As apurações foram coordenadas pela delegada Verlaine Adrione, revelando que o crime vinha sendo cometido por um grupo era extremamente organizado. A quadrilha possuía sites na internet, por onde realizava a comercialização de anabolizantes e diversos medicamentos de venda restrita e ou proibida, inclusive emagrecedores.
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A quadrilha vendia seus produtos apenas pela internet e fazia as entregas em todo o Brasil, por meio de remessa postal pelos Correios. Foram presas cinco pessoas em Barbacena, na Região Central do Estado, entre elas Fernando Luciano dos Santos, de 30 anos, que chefiava o grupo em sociedade com Silvio Tadeu Portes da Silva, de 33.
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Além deles foram presos Guilherme da Costa Pinto Bortolusci, de 28, e Wellington Fernandes dos Santos, de 34, sendo este último primo de Fernando. Os dois emprestavam seus nomes para a realização de toda a movimentação financeira da quadrilha. Por último, foi presa Silvania Cristina da Paz, 26, responsável pela guarda do material. Já em Paracatu, no Noroeste de Minas, foi preso Felipe da Silva Neiva, de 26 anos, que era responsável pela operação e manutenção do site.
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FONTE: Hoje Em Dia.


Médica tem direito de trabalhar suspenso

A médica Myriam Priscila de Rezende Castro, condenada a seis anos de prisão por ter mandando cortar o pênis do ex-noivo em Juiz de Fora, na Zona da Mata, teve suspenso o direito de sair para trabalhar fora da prisão durante o dia. Na decisão, o juiz Marcelo Augusto Lucas Pereira, da Vara de Execuções Penais de Belo Horizonte, afirmou que a mulher de 34 anos tentou “ludibriar” a Justiça ao não cumprir corretamente o acordo de trabalho.

myriamMyriam Castro foi condenada por mandar cortar o pênis do ex-noivo

Myriam está presa na Penitenciária Estêvão Pinto, no Bairro Horto, Região Leste de BH, e cumpre a pena em regime semiaberto. Segundo a decisão, a médica conseguiu autorização para trabalhar em junho, apresentando a proposta de uma escola infantil da Região da Pampulha, na capital. No entanto, a defesa apresentou uma petição explicando que a médica foi dispensada do trabalho no primeiro dia e começou a procurar emprego em outros lugares. Ela acabou sendo contratada pela Prefeitura de Ibirité para atuar no Programa de Saúde da Família. Diante da situação, a defesa pediu que a autorização para trabalho externo fosse alterada para permitir a saída dela.
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O juiz Marcelo Augusto Lucas Pereira afirma que a médica não demonstrou comprometimento com o benefício de trabalho externo. Em sua decisão, publicada em 5 de setembro, o magistrado ressalta que Myriam vinha desvirtuando o procedimento. “(…) ao que tudo indica, tentou ludibriar o juiz, uma vez que, ao ser dispensada pelo empregador, já no primeiro dia de labor, não comunicou a este juiz, nem mesmo à autoridade custodiante, a respeito da situação. Além disso, ela permaneceu saindo diariamente do presídio, como se trabalhando estivesse, evidenciando irresponsabilidade com os seus deveres”, explica.
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PACIENTES O magistrado esclarece ainda que Myriam produziu provas contra si mesma. “Curioso é que na comunicação interna feita pelo atual empregador, trazido pela própria apenada, atesta-se que ela não está cumprindo corretamente o seu horário de trabalho, gerando transtornos no atendimento dos pacientes.” Considerando as irregularidades apresentadas, o juiz ordenou a suspensão do benefício de saída para o trabalho externo e outras autorizações de saída concedidas a ela.
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O em.com.br tentou entrar em contato com o advogado de Myriam Priscila, mas ele não foi localizado para comentar a decisão da Vara de Execuções Penais.
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FONTE: Estado de Minas.


 

Médica condenada por mandar amputar membro de ex-noivo volta a clinicar

VEJA MAIS AQUI!
A médica mineira Myriam Priscilla de Rezende Castro, de 34 anos, acusada de ter mandado amputar o órgão sexual do ex-noivo, está de volta aos consultórios médicos. Condenada a seis anos de prisão em regime semi-aberto, ela foi presa na abril deste ano após ser capturada pela polícia de Minas, na cidade de Pirassununga, interior de São Paulo.
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Conforme informações da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), há dois meses Myriam Castro realiza atendimentos médicos durante o dia e retorna ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto.  Segundo a Seds, o benefício foi adquirido há dois meses.
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A médica foi condenada por mandar cortar o membro do ex-noivo por não aceitar o fim do relacionamento, três dias antes do casamento. Ela teria contratado dois homens para fazer o serviço. Pelo crime, ela foi condenada a cumprir pena de seis anos de prisão. No entanto, ela fugiu logo após a sentença.
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O crime ocorreu em Juiz de Fora, região da Zona da Mata, em 2002.  Wendel José de Souza havia rompido o noivado com a mulher. Revoltada, a médica contou com a ajuda do pai, Walter Ferreira de Castro, atualmente com 76 anos, para contratar dois homens para mutilar o ex-noivo.
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Antes de sofrer a agressão, Wendel recebeu ameaças por parte de Myriam, avisando que ele não escaparia ileso do caso. A vítima chegou a ter a casa e o carro incendiados pela acusada. Integrante de uma família rica e de renome social em Juiz de Fora, Myriam deu prosseguimento ao plano de vingança, contratando três homens para executar a mutilação.
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Desmaio
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No dia em que foi rendido pelos agressores, Wendel estava em companhia do irmão, que chegou a desmaiar diante da violência da cena. Os executores usaram uma faca para cortar o órgão do rapaz e fizeram questão de dizer que estava agindo a mando da ex-noiva e do pai dela .
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A médica se mudou para Barbacena após o crime, onde continuou atuando como clínica geral até o final de 2013. A transferência para Pirassununga, no interior de São Paulo, ocorreu depois da sentença transitar em julgado, confirmando a pena de seis anos de prisão pelo crime de lesão corporal gravíssima.
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Até então, a médica havia conseguido manter a liberdade com base em uma sequência de recursos judiciais, o que não caberia mais após a decisão final da Justiça. Ela estava saindo de casa, um condomínio de luxo, para o trabalho, na manhã desta terça-feira, quando policiais civis de Minas efetuaram sua prisão.

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FONTE: Hoje Em Dia.


De Pó Royal a Mata Cobra, passando pela Delegata: tem candidato para todo gosto

 

Sem mandato ou dinheiro, mineiros investem em nomes irreverentes para conquistar votos nas urnas

Eles não são conhecidos. Muito menos puxadores de voto. Mas prometem despertar a curiosidade dos eleitores mineiros com nomes criativos e irreverentes nas urnas. Entre os 1.791 candidatos a deputado federal e estadual em Minas, muitos usam a criatividade para não ser apenas mais um nome da disputa eleitoral. Sem o prestígio conferido por um mandato, eles optam por apelidos diferentes para chamar a atenção.

Na eleição para deputado estadual em Minas vão concorrer: Bin Laden (PSB), Terapeuta do Jaleco Cor de Rosa (PROS), Hilda da Maçã do Amor (PSOL), Delegata (PEN), José Acorda Brasil (PTN), Mata Cobra (PCdoB), Hot Hot do Amendoim (PHS), entre outros.

Alguns candidatos têm histórias bem curiosas. Apostando em beleza e sensualidade, a Delegata ficou conhecida em Belo Horizonte por espalhar faixas pela cidade, em 2013, procurando um namorado. Em sua página no Facebook, diz que ainda não arrumou um companheiro, mas comemora as mais de mil curtidas que obteve em seu perfil até a noite de ontem.

Delegata

Luiz Carlos Correia é conhecido em Juiz de Fora como Mata Cobra, e é este o nome que ele quer ver na urna eletrônica. O apelido rendeu até um slogan de campanha. Segundo ele, caso eleito, terá que “matar muitas cobras pelo caminho da política”. Otimista, Mata Cobra espera conquistar mais de 50 mil votos para deputado estadual. Outro exemplo é a Hilda Maça do Amor, que vende a guloseima pelas ruas da cidade de Barbacena.

Os nomes caricatos também aparecem na disputa para deputado federal. Vão concorrer ao pleito: Aécio di Neves (PPS), Palhaço Break (PV), Hie Hie (PTdoB), Geleia (PDT), Mister M (PMDB), Sandro Espantado (PTdoB), Macaco Tião (PTdoB), Pó Royal (PTdoB), Sidenir é a Solução (PPL) e Wanderlei Trouxe a Sorte (PDT). Mister M, por exemplo, era assistente de mágico, e resolveu disputar a eleição com o nome do artista que ficou famoso no programa “Fantástico”, da Rede Globo.

Apelidos pegam. Alguns vereadores de Belo Horizonte e deputados mineiros exercem o mandato com o apelido utilizado nas urnas. No Legislativo municipal trabalham Bim da Ambulância, que tenta uma vaga na Assembleia, Veré da Farmácia, Juninho Los Hermanos, Pelé do Vôlei e Preto, que está no quinto mandato consecutivo.

Regras. Apesar da irreverência, os candidatos não possuem liberdade total de escolha. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas, os “nomes de urna” são enviados ao Ministério Público Estadual (MPE), que verifica se há motivos para impugnação. O MPE informou que cada caso é interpretado individualmente e, segundo as normas, só ocorre impugnação referente à nomenclatura, em casos nos quais se utilizam nomes de órgãos públicos. A lista, que já está registrada no TRE, pode sofrer alterações depois da análise do MPE.

FONTE: O Tempo.


cortou

A médica mineira Myriam Priscilla de Rezende Castro, de 34 anos, condenada por ter mandado cortar o pênis do ex-noivo foi presa no interior de São Paulo, na manhã desta terça-feira (1º). Conforme a acusação, a médica cometeu o crime por não aceitar o fim do relacionamento, três dias antes do casamento. Ela teria contratado dois homens para amputar o membro do ex e, pelo crime, foi condenada a cumprir pena de seis meses de prisão. No entanto, ela estava foragida em Pirassununga.

ATUALIZAÇÃO: VEJA AQUI!

O crime ocorreu em Juiz de Fora, região da Zona da Mata, em 2002, porque Wendel José de Souza havia rompido o noivado com a mulher. Revoltada, a médica contou com a ajuda do pai, Walter Ferreira de Castro, atualmente com 76 anos, para contratar dois homens para mutilar o ex-noivo.
Antes de sofrer a agressão, Wendel recebeu ameaças por parte de Myriam, avisando que ele não escaparia ileso do caso. A vítima chegou a ter a casa e o carro incendiados pela acusada. Integrante de uma família rica e de renome social em Juiz de Fora, Myriam deu prosseguimento ao plano de vingança, contratando três homens para executar a mutilação.

Assista à reportagem da TV:

http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/t/todos-os-videos/v/condenada-por-cortar-penis-de-ex-noivo-medica-foragida-e-presa/3254666/

Desmaio
No dia em que foi rendido pelos agressores, Wendel estava em companhia do irmão, que chegou a desmaiar diante da violência da cena. Os executores usaram uma faca para cortar o pênis do rapaz e fizeram questão de dizer que estava agindo a mando da ex-noiva e do pai dela .
A médica se mudou para Barbacena após o crime, onde continuou atuando como clínica geral até o final de 2013. A transferência para Pirassununga, no interior de São Paulo, ocorreu depois da sentença transitar em julgado, confirmando a pena de seis anos de prisão pelo crime de lesão corporal gravíssima.
Até então, a médica havia conseguido manter a liberdade com base em uma sequência de recursos judiciais, o que não caberia mais após a decisão final da Justiça. Ela estava saindo de casa, um condomínio de luxo, para o trabalho, na manhã desta terça-feira, quando policiais civis de Minas efetuaram sua prisão.
Contando com o apoio dos policiais paulistas, foi cumprido o mandado de prisão de Myriam. A médica está sendo trazida de São Paulo para Belo Horizonte, onde deve desembarcar às 22h30. Ela será levada para a Delegacia Regional do Barreiro, onde será formalizado o cumprimento da prisão. Depois do procedimento, ela será encaminhada à Penitenciária Feminina Estêvão Pinto.
Nos próximos dias, Myriam será transferida de BH para a cidade de Juiz de Fora, onde se dará a execução da pena, uma vez que o processo tramitou naquela Comarca.
FONTE: G1.

MEC anuncia 1,5 mil eliminações no Enem
Ministério divulga número de excluídos por tentativa de fraude neste ano, um dia depois que polícia mineira revelou esquema para burlar o teste. 396 punições foram em Minas
enemUm dia depois da divulgação, pela Polícia Civil de Minas, de um esquema milionário de fraude que envolveria candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou ontem a eliminação de 1.522 participantes por tentativa de fraude. Desse total, 396 (26%) prestaram exame em Minas, quatro deles em Barbacena, no Campo das Vertentes, onde, segundo a investigação mineira, estuda o homem indicado como mentor do esquema – José Cláudio de Oliveira, de 41 anos –, que teria comprado na cidade provas que serviram de base para o golpe contra o teste federal.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os 1.522 eliminados foram flagrados por fiscais no momento das provas, em outubro. As punições foram motivadas por irregularidades como uso de pontos de escuta, equipamentos eletrônicos e tentativa de consulta a conteúdos externos. No entanto, o desdobramento das investigações iniciadas em Minas, agora a cargo da Polícia Federal, pode revelar mais beneficiados por práticas fraudulentas.

No esquema identificado pela polícia mineira há indícios de que muitos candidatos conseguiram bom desempenho no Enem recorrendo à quadrilha. As investigações apontaram que José Cláudio de Oliveira adquiriu dois cadernos da prova, ambos da cor amarela, pagando um total de R$ 10 mil a um dos aplicadores do exame. Do candidato interessado na fraude era cobrado entre R$ 70 mil e R$ 100 mil pelo gabarito. Estima-se que pelo menos 40 pessoas tenham contratado o “serviço”.

Em uma das ligações telefônicas interceptadas, golpistas chegam a comemorar o sucesso de uma cliente que recebeu o gabarito do Enem pelo celular e deixou o local de prova sem levantar suspeita. Outros receberiam respostas por pontos eletrônicos, segundo o delegado Fernando Lima, de Caratinga, no Vale do Rio Doce, onde começou a investigação.

O Inep informou que acompanha as apurações, fornece todas os dados necessários à polícia e pediu extremo rigor no esclarecimento dos fatos. Se a fraude for confirmada, candidatos envolvidos serão imediatamente excluídos do exame, reforçou o instituto.

Outros 36 candidatos haviam sido eliminados por postar fotos de provas em redes sociais. “A segurança do Enem é realizada, antes durante e após as provas, com o acompanhamento da Polícia Federal, o que tem permitido, ao longo dos anos, o aprimoramento do processo”, afirmou o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa.

Para o professor Francisco Soares, do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais da Faculdade de Educação da UFMG, o Enem é uma operação de enorme complexidade, sempre sujeita a ações criminosas. Ele defende que o sistema de segurança seja continuamente aperfeiçoado, assim como o da Receita Federal. “Já tivemos vários exemplos de fraude e o Inep criou um sistema sofisticado. O que estamos observando é que vamos ter que aperfeiçoá-lo”, disse.

Segundo o Inep, este ano uma das principais medidas de segurança foi o uso de lacres eletrônicos em todos os malotes que transportaram as provas. Ainda de acordo com o instituto, cerca de 23 mil pessoas fizeram parte do esquema de segurança para a aplicação desta edição do Enem.

FONTE: Estado de Minas.

Obra da jornalista Daniela Arbex revela que em 50 anos (de 1930 a 1950) morreram 60 mil internos na instituição
 (Luiz Alfredo/O Cruzeiro )

“Senhor Deus dos desgraçados!/ Dizei-me vós, Senhor Deus!/ Se é loucura … se é verdade/ Tanto horror perante os céus…”. Esses versos do poema “O navio negreiro”, do poeta baiano Antônio de Castro Alves (1847 –1871), bem poderiam ter sido inspirados nas histórias de milhares de brasileiros deserdados que por diversos motivos – alcoolismo, epilepsia, prostituição, homossexualismo e perda da virgindade, entre outros “desvios” – foram diagnosticados como doentes mentais e encarcerados no Hospital Colônia de Barbacena, de onde a maioria nunca mais saiu.

Construído no início do século 20 no interior mineiro, calcula-se que naquele hospício morreram cerca de 60 mil pessoas entre 1930 e 1980. Elas viviam em condições degradantes, comparadas às de campos de concentração nazistas.

Os corpos dos pacientes, às vezes sem identidade e despidos de qualquer dignidade, eram enterrados em valas comuns ou lucrativamente vendidos a faculdades de medicina, entre elas a da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Quando o “mercado” saturava, cadáveres eram dissolvidos em ácido lá mesmo no pátio do hospital, na frente dos internos. Assim, ossadas podiam ser comercializadas.

Pacientes andavam nus, comiam em cochos como animais e dormiam entre touceiras de capim, pois um médico decidiu que assim seria melhor. Calcula-se que cerca de 16 internos morriam por dia. Crianças se misturavam a adultos, mulheres eram estupradas. Castigos físicos e choques eram a “terapia”. A expressão “trem de doido”, atribuída a Guimarães Rosa, nasceu ali. Em 1933, o escritor e médico morou em Barbacena, onde via chegarem vagões lotados de pacientes da colônia. A cena está no conto “Soroco, sua mãe sua filha”, publicado no livro Primeiras estórias, e lembra a forma como nazistas conduziam judeus para os campos de concentração.

Em 1979, o psiquiatra italiano Franco Basaglia, pioneiro na luta antimanicomial, visitou Barbacena. Sem meias palavras, declarou: “Estive hoje num campo de concentração nazista. Em lugar nenhum do mundo presenciei uma tragédia como essa”.

Toda essa história de horror, cujas feridas não cicatrizaram – o Estado jamais veio a público pedir desculpas aos sobreviventes e a suas famílias –, é contada de forma emocionante em Holocausto brasileiro, livro que a jornalista Daniela Arbex lança hoje, em Belo Horizonte. Repórter especial do jornal Tribuna de Minas, ela conta que a ideia surgiu em 2009, durante uma entrevista com o psiquiatra José Laerte, em Juiz de Fora. O médico lhe mostrou o livro Colônia, publicado pelo governo de Minas, que trazia fotos do Hospital Colônia de Barbacena feitas em 1961, por Luiz Alfredo, para uma série de reportagens da revista O Cruzeiro.

“Fiquei impactada quando deparei com aquelas imagens. E me perguntei, estarrecida, por que nem eu nem ninguém da minha geração ignorava o que ocorrera em Barbacena, tão perto de Juiz de Fora”, diz Daniela. Ela decidiu escrever a respeito, mas de uma forma diferente: queria recontar a história a partir do olhar dos sobreviventes da tragédia.

A jornalista começou a visitar Barbacena, entrou em contato com funcionários e ex-funcionários do hospital colônia. Para a pesquisa foram fundamentais conversas com especialistas como o psiquiatra mineiro Ronaldo Simões Coelho. No fim da década de 1970, quando chefiava o Serviço Psiquiátrico da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), ele foi um dos primeiros médicos a ter coragem de denunciar o que ocorria em Barbacena. Perdeu o emprego por isso.

“Entrevistei também outro psiquiatra, Francisco Paes Barreto. Em 1966, no início da ditadura militar, ele teve coragem de fazer a primeira denúncia pública contra Barbacena. Por causa disso, acabou processado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM)”, informa Daniela.

Daniela fez entrevistas com ex-pacientes, de quem ouviu histórias de arrepiar. Antônio Gomes da Silva permaneceu calado por 21 dos 31 anos em que passou internado, pois ninguém lhe perguntou se sabia falar. Outra interna, depois de grávida, começou a passar fezes no corpo para que ninguém se aproximasse dela ou maltratasse o bebê. Outras mulheres fizeram como ela. Pouco adiantou, pois os recém-nascidos costumavam ser arrancados dos braços das mães – assim como fizeram os militares durante a ditadura argentina, nos anos 1970.

Atualmente, informa Daniela Arbex, cerca de 170 pacientes continuam internados “como crônicos” no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB). Mas a instituição vive história diferente depois de ser transformada em hospital regional, oferecendo várias especialidades médicas.

“No entanto, por incrível que pareça, ainda sobrevivem no Brasil modelos de segregação como o do antigo hospital colônia. Além disso, estamos às voltas com a internação compulsória, que, na prática, pode ser a reedição de abusos disfarçada de política pública”, adverte Daniela Arbex.

Porões da loucura

Em 1979, o repórter Hiram Firmino foi o segundo jornalista a ter acesso às dependências internas do Hospital Colônia de Barbacena. Publicada no Estado de Minas, a série Os porões da loucura, com fotos de Jane Faria, chocou o Brasil, ganhou o Prêmio Esso e escreveu importante capítulo da luta antimanicomial travada no país.

“Na realidade, Hiram foi o grande porta-voz dos pacientes da colônia. A partir de suas reportagens, os porões de Barbacena começaram a ser abertos”, explica Daniela Arbex. O documentário Em nome da razão, de Helvécio Ratton, rodado naquele mesmo ano, também chamou a atenção para as crueldades praticadas na instituição mineira.

LANÇAMENTO

Holocausto brasileiro, genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil

. De Daniela Arbex
. Geração Editorial, 255 páginas
. Preço médio: R$ 39,90
. Lançamento hoje, a partir das 11h, no Café com Letras, Rua Antônio de Albuquerque, 781, Savassi.
. Informações: (31) 3225-9917.

FONTE: Estado de Minas.


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