Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Ônibus cai em córrego na Região do Barreiro e deixa cinco mortos e quatro gravemente feridos

Acidente com veículo da linha 305 foi às 19h15 desta terça-feira no Bairro Mangueiras. Motorista está entre as vítimas fatais

Um acidente grave mobiliza um grande efetivo do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na noite desta terça-feira no Bairro Mangueiras, Região do Barreiro, em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, um ônibus da linha 305 (Estação Diamante/Mangueiras) ficou sem controle e caiu dentro de um córrego na Rua José Luiz Raso, matando cinco pessoas, sendo quatro mulheres e o motorista Marcio João de Carvalho, de 60 anos.

Segundo o tenente-coronel Sílvio Mendes, a polícia chegou rapidamente ao local do acidente e fez o isolamento da área. O militar acredita que o veículo estava sem controle porque deveria ter feito a conversão em outra rua, mas passou direto. No fim de uma descida de 500 metros, em alta velocidade, o ônibus saltou sobre o canal e bateu num muro de contenção, repousando sobre um raso leito d’água.

De acordo com o médico Alecsander Senna Perez, do Samu, diante da gravidade do acidente, a Rede de Saúde foi acionada e colocou em ação o Plano de Catástrofe. Ao todo, 18 feridos deram entrada em hospitais. Desses, quatro estavam em estado grave, com risco de morrer, entre eles um adolescente que teve um dos braços dilacerados. Dos feridos, 11 foram atendidos por equipes do Samu ou dos Bombeiros. Os outros sete foram levados aos hospitais por pessoas que estavam no local. A notícia de que havia um bebê de colo entre as vítimas não foi comprovada.

Vários moradores da região ajudaram a socorrer as vítimas. A babá Eliane Rodrigues, que mora próximo ao local do acidente, conta que ouviu o estrondo e, quando saiu de casa, viu vários moradores correndo em direção ao córrego. “Foi uma coisa terrível, pessoas mutiladas, com vários cortes e fraturas. Pelo menos 10 feridos estavam deitados na rua, todos muito assustados e pedindo por socorro. Foi difícil ver as pessoas sofrendo e nada poder fazer. Eu apenas orei para que elas sofressem menos”, disse Eliane.

Da mesma forma, o engenheiro Clayton Goulart, de 39 anos, disse que ouviu o estrondo e na sequência uma gritaria. “Foi por volta das 19h15, eu estava em casa e ouvi um estrondo. Fui ver e não acreditei que o ônibus tinha caído no córrego. Corri para socorrer as pessoas, mas não deu para fazer muita coisa. Quando os Bombeiros e o Samu chegaram, as pessoas começaram a ser levadas para os hospitais. Acho que tinha pelo menos 20 passageiros no ônibus, mas não deu para ver muita coisa”, relatou Goulart.

Motoristas e cobradores do transporte coletivo da região foram até o local onde o colega se acidentou e morreu. Segundo esses profissionais, os condutores vivem em situação de estresse, principalmente nos fins de semana, quando são poucos ônibus e eles ainda são obrigado a cobrar a passagem.

Segundo o coronel Willian da Silva Rosa, comandante de operações dos Bombeiros, a causa do acidente será apontada pela perícia, já que são várias as hipóteses, que vão desde um problema mecânico até um possível mal-estar do motorista. O Bairro Mangueiras fica nos limites entre Belo Horizonte e Ibirité, ao lado do Vale do Jatobá.

Por meio de nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informa que está prestando toda assistência às vítimas do acidente com o ônibus da linha 305 na região do Barreiro. “O plano de contingência do CopBH foi acionado imediatamente. A última vistoria do veículo foi em 27/10/2017 e a próxima, de acordo com as normas vigentes, seria em 18/5/2018.”

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FONTE: Estado de Minas.


Interligação no Paraobepa vai deixar cidades da Grande BH sem abastecimento de água

Expectativa é de que o abastecimento dos bairros afetados seja restabelecido no decorrer da noite de domingo e madrugada de segunda-feira

Alexandre Guzanshe/EM/D.A press

Bairros de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ibirité, Igarapé e São Joaquim de Bicas vão ficar sem o abastecimento de água no próximo domingo por conta de mais uma etapa das obras de captação no Rio Paraopeba. De acordo com a Copasa, será feita uma interligação de subestação elétrica de bombeamento das 5h às 14h. Por conta disto, será necessário interromper serviço do Rio Manso por cerca de nove horas.

A expectativa é de que o abastecimento dos bairros afetados seja restabelecido, gradativamente, no decorrer da noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Conforme a companhia, a captação de água do Rio Paraopeba, com capacidade de cinco mil litros por segundo, garantirá a distribuição de água para a população da Região Metropolitana de Belo Horizonte e ao mesmo tempo, irá permitir a recuperação dos volumes de água armazenados nos reservatórios do Sistema Paraopeba.

VEJA OS BAIRROS AFETADOS:

BELO HORIZONTE: Antônio Teixeira Dias, Araguaia, Araguaia, Bairro das Indústrias, Bandeirantes, Barreiro de Baixo, Barreiro de Cima, Betânia, Bonsucesso, Brasil Industrial, Buritis, Cabana, Cabana, Caiçara Adelaide, Caiçara, Califórnia, Camargos, Cardoso, Castelo, Cinqüentenário, Conjunto Ademar Maldonado, Conjunto Betânia, Conjunto Bonsucesso, Conjunto Califórnia, Conjunto Getúlio Vargas, Conjunto Habitacional Átila de Paiva, Conjunto João Paulo II, Conjunto Túnel de Ibirité, Coqueiros, Cristo Redentor, Diamante, Durval de Barros, Engenho Nogueira, Estoril,
Estrela Dalva, Estrela do Oriente, Filadélfia, Flávio Marques Lisboa, Gameleira, Glória, Havaí, Ipiranga, Itaipu, Jardim América, Jardim Montanhês, Jardinópolis, Jatobá, Lindéia, Madre Gertrudes, Mansões, Marajó, Marilândia, Maringá, Milionários, Miramar, Monsenhor Messias, Morro das Pedras, Nosso Lar, Nova Barroca, Nova Cintra, Nova Gameleira, Novo das Indústrias, Olaria, Ouro Preto, Padre Eustáquio, Palmeiras, Paquetá,Parque São José, Patrocínio, Pedro II, Pindorama, Pongelupe, Regina, Resplendor, Salgado Filho, Santa Cecília, Santa Cruz, Santa Helena, Santa Lucia, Santa Terezinha, São Bento, São Joaquim, São José, São Salvador, Serra do José Vieira, Serrano, Sical, Solar, Teixeira Dias, Tirol, Urucuia, Vila Cemig, Vila Conquista, Vila Leonina, Vila Magnesita, Vila Patrocínio, Vila Pinho, Vila Presidente Vargas, Vila Vânia, Vila Ventosa e Vista Alegre.

BETIM: Bandeirinhas, Campos Elisios, Casa Amarela, Charneca, Citrolândia, Conjunto Habitacional José Gomes de Castro, Conjunto Residencial Dicalino C. da Fonseca, Cruzeiro, Dona Isabel, Estâncias do Sereno, Granjas Candeias, Guanabara, Jardim das Alterosas, Jardim Paulista,Jardim Piemonte, Paquetá, Parque Ipiranga, Paulo Camilo, Petrovale, Presidente Kenedy, Santa Cruz, São Jorge, São Marcos, São Salvador e Sítio Guarani.

CONTAGEM: Água Branca, Amazonas, Bandeirantes, Bernardo Monteiro, Cidade Industrial, Cinco, Colorado, Conjunto Habitacional Água Branca, Conjunto Habitacional Costa e Silva, Conjunto Habitacional Monte Castelo, Darci Vargas, Distrito Industrial Riacho das Pedras, Durval de Barros, Eldoradinho, Eldorado, Flamengo, Glória, Industrial Itaú, Industrial, Jardim das Oliveiras, Jardim dos Bandeirantes, Jardim Industrial, Jardim Riacho das Pedras, JK, Milanez, Morada Nova, Oitis, Santa Cruz Industrial, Santa Maria, Vila Dom Bosco, Vila Paris, Vila Pernambucana, Vila Santo Antônio e Vila São Paulo.

IBIRITÉ: Bela Vista, Boa Vista, Durval de Barros, Montreal, Ouro Negro, Palmares, Palmeiras, Piratininga, Recanto da Lagoa, Regina, São Judas Tadeu, Serra Dourada, Sol Nascente, Vila Ideal e Washington Pires.

IGARAPÉ:
Todo município.

SÃO JOAQUIM DE BICAS: Todo município.

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Presidente da Copasa falta a reunião e deputado fala em rodízio velado
Deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais consideraram que a ausência da presidente foi uma desrespeito com a Casa; nova audiência será marcada

Bairros de BH e de onze cidades da região ficarão sem água no domingo

A ausência da presidente da Copasa, Sinara Meireles, em uma audiência pública para discutir o abastecimento de água em Minas Gerais, causou polêmica entre os deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A reunião foi marcada para esta quinta-feira (26), às 14h30, após vários pedidos de adiamento. Na avaliação do deputado Iran Barbosa (PMDB), presidente da Comissão Extraordinária das Águas da ALMG e um dos responsáveis por convocar a audiência, a ausência da presidente “aumenta a suspeita de que esteja acontecendo um rodízio velado na região metropolitana de Belo Horizonte”.

Os deputados presentes na reunião classificaram o não comparecimento de Sinara Meireles como um desrespeito para a Casa. Eles optaram por marcar uma nova reunião, para a qual a presidente será novamente convidada.
Deputados acusam Copasa de fazer racionamento veladoComissão questiona rodízio “velado” de fornecimento de água Estiagem está pior neste anoRodízio de água penaliza 16 municípios mineiros Racionamento de água se espalha pelas cidades Rio Paraopeba vira a salvação de Pará de Minas, BH e região

Se não comparecer ao próximo encontro, a presidente será convocada pela Mesa Diretora da Assembleia. O diretor de operação metropolitana da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Rômulo Thomaz Perilli, compareceu à ALMG, no entanto, a audiência não aconteceu.

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FONTE: Estado de Minas.


Investigadora da Polícia Civil é baleada em tiroteio com PMs

Marido da vítima morreu no local após ser atingido por oito tiros nas costas; Polícia Militar não confirma que os disparos tenham saído da arma dos militares

Uma investigadora da Polícia Civil foi baleada e o marido dela morto na noite desta terça-feira (28) no bairro Pongelupe, região do Barreiro. A princípio, o tiroteio teria começado depois de desentendimentos com três policiais militares. O marido da policial, que estaria com ela no momento do crime, foi morto após ser atingido por oito tiros. O corpo dele foi encontrado em uma calçada ao lado da mata onde teria acontecido o tiroteio.

A Polícia Militar (PM) não confirma que os disparos tenha saído da arma dos militares, mas explicou que o trio realmente estava no local.Já a Polícia Civil declarou que o caso já está sendo investigado. A Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) também foi procurada pela reportagem de O TEMPO e explicou que já está apurando os fatos, mas não irá se pronunciar sobre a situação para não atrapalhar a segurança da investigação.

De acordo com informações da SEDS, o secretário Bernardo Santana está em contato com as duas corporações, e vai se pronunciar nesta quarta-feira (29).

Segundo testemunhas, a troca de tiros aconteceu na rua Augusto de Góis, no bairro Pongelupe, por volta de 19h30. A policial Fabiana Aparecida Sales, lotada em Ibirité, na Grande BH, foi atingida na nádega e encaminhada para o Hospital Júlia Kubistchek. A vítima passou por cirurgia e seu quadro é estável.

Já o corpo do companheiro de Fabiana, o mecânico Felipe Sales, de 32 anos, foi encontrado já sem vida próximo à linha férrea, nas imediações da praça da Febem. Conforme informações da perícia, ele foi atingido por quatro tiros nas costas, três na coxa esquerda e um no abdômen.

Ainda não há uma versão oficial que explique o que teria motivado a troca de tiros e quem teria atingido as vítimas.

Possibilidades

Uma das versões para o crime é de que três militares às paisana estariam dentro de uma mata praticando tiro ao alvo. A investigadora e o marido, que moram em uma casa, que fica em frente a mata, escutaram os disparos e saíram desconfiado. Ao encontrar o trio, o casal suspeitou que seriam assaltantes. A dupla teria tentado abordar o trio, que também desconfiou da investigadora e do marido dela. Foi quando deu-se o tiroteio.

Outra versão dos moradores que presenciaram o fato é que o trio de militares estaria na praça, fazendo uso de bebidas alcoólicas, quando o casal passou pelo local. Eles teriam cantado a investigadora. O marido dela, que estaria armado, teria dado tiros contra os três policiais, que revidaram.

Uma terceira versão dá conta que os três suspeitos teriam uma dívida com o marido da investigadora, que, segundo um morador, seria vendedor de ouro.

Nenhuma das versões foram confirmadas pela Polícia Civil.

Buscas pelos suspeitos

O ocorrido mobilizou ao menos 15 viaturas da Polícia Civil, que chegaram rapidamente à praça. No tempo em que a reportagem esteve no local, apenas uma equipe da Polícia Militar permaneceu presente.

Os três militares foram identificados e encaminhados para a sede do 41º Batalhão. Duas armas foram apreendidas no endereço, mas ainda não se sabe a quem elas pertenciam.

O delegado Ramon Sandoli, que esteve no local, explicou que não há nada esclarecido. “As investigações ainda não apontam para nada”, esquivou-se.

FONTE: O Tempo.


Resultados positivos no Ideb vêm de ideias simples, que levam aluno a gostar das aulas

Escolas estaduais de Minas, uma delas pela terceira vez consecutiva, estão em primeiro lugar no Ideb e revelam o segredo do bom desempenho

 

O pequeno Denys, da Escola Estadual Duque de Caxias, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, no dia de aprender a ler as horas: liberdade para interpretar as lições<br /><br /><br />
 (Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)
O pequeno Denys, da Escola Estadual Duque de Caxias, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, no dia de aprender a ler as horas: liberdade para interpretar as lições

Direção e professores da Escola Estadual Duque de Caxias, no Bairro Santa Helena, na Região do Barreiro, conjugam diariamente quatro verbos que garantem o bom desempenho dos alunos: planejar, monitorar, avaliar e corrigir. Foi com esse direcionamento que a escola alcançou, pela terceira vez consecutiva, o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais (1º ao 5º ano), em Belo Horizonte. Obteve 7,9, nota superior aos 7,7 de 2011 e aos 7,5 conquistados em 2009.

A nota divulgada pelo Ministério da Educação (MEC), com base em dados do ano passado, está acima da média na rede estadual de Minas, que foi de 6,2 para essa faixa de ensino, e é ainda superior ao Ideb da rede particular, 7,6. Mas qual é a fórmula do sucesso da Duque de Caxias e de outras instituições mineiras que ocupam lugar de destaque no levantamento? A diretora Maria Eliza Mendes de Almeida Resende, há 14 anos no cargo, garante: “Não há segredo, apenas defendemos o direito de o estudante aprender, o que é dever da escola”.

O dia de ontem foi de muitas atividades e também de alegria para educadores, funcionários e estudantes da unidade. Na sala dos professores, havia o recado sobre o resultado de Ideb. “Estamos realmente muito felizes, pois o nosso objetivo é fazer o aluno aprender. Esse é o princípio básico e trabalhamos com vários projetos. Se há algum problema, o resolvemos com intervenções pedagógicas na hora certa. Todos os projetos obedecem a um diagnóstico contínuo, dentro de um planejamento bem feito e avaliação permanente. Temos uma filosofia de trabalho bem definida”, diz a diretora.

Logo na entrada da escola está a frase do educador Paulo Freire: “Só desperta paixão de aprender quem tem paixão de ensinar”. Maria Eliza se orgulha de levar adiante o lema e explica que a espinha dorsal da escola está no projeto de leitura para os 560 alunos na faixa etária de 6 a 10 anos. “Articulamos as diversas disciplinas com projetos de leitura. O estudante precisa gostar de ler para entender e interpretar.” Maria Eliza destacando ainda a participação das famílias dos alunos.

Na aula da professora Marise de Oliveira Rodrigues, meninos e meninas estudam a história da Branca de Neve, enquanto aprendem a ler as horas. O jeito bem criativo de ensinar está numa maçã e num relógio. “É preciso haver encantamento e as aulas precisam ser atrativas”, diz Maria Eliza. Ingrid Mel Silva, de 8 anos, conta que gosta muito de ler e tem entre suas histórias preferidas A pequena sereia. Também na primeira fila, Denis Lopes de Carvalho faz coro às palavras da colega e, como toda criança, avisa que adora a hora do recreio.

Em BH, outra escola estadual alcançou o primeiro lugar do Ideb pela atuação nos anos finais (6º ao 9º ano). Com nota 6,2, a Escola Estadual Pedro II, no Bairro Santa Efigênia, superou a média da rede de educação mineira (4,7) e se manteve acima da média das unidades estaduais no Brasil, que tiveram nota 4. Para o diretor Tiago Dias, o sucesso é resultado de uma soma de ações. “Trabalhamos com o aluno de forma personalizada. Desse modo, ele recebe atenção especializada e é atendido, pontualmente, naquele conteúdo em que apresenta deficiência. Temos um forte trabalho de intervenção pedagógica”, afirma.

Como a Pedro II funciona em tempo integral, os estudantes têm atividades complementares no contraturno escolar, como música, artes cênicas, aulas de espanhol, educação patrimonial e reforço, que, segundo o diretor, fazem diferença no aprendizado. Todas essas iniciativas, de acordo com Tiago, superam uma grande dificuldade da instituição, que é o caráter heterogêneo das turmas. “Por estar localizada na Região Central, a Pedro II recebe alunos de todas as classes sociais, das mais diversas regiões da cidade e também de municípios vizinhos. Ainda assim, conseguimos alcançar um equilíbrio.”

No interior, duas escolas estaduais tiveram nota ainda maior do que as unidades de BH. A Professor Modesto, em Patos de Minas (Alto Paranaíba), e Antero Magalhães e Aguiar, em Santa Rosa do Serro, estão empatadas com 8,2. “A educação em tempo integral faz toda a diferença. Fora do horário normal das aulas, todos os funcionários se envolvem naqueles pontos em que os alunos têm maior dificuldade”, diz o diretor da Antero Magalhães e Aguiar, Walisson de Souza. A unidade funciona desde 2007 em um prédio antigo, sem sala de informática e quadra de esportes. “Estamos felizes. A pontuação mostra que o trabalho dá bom resultado mesmo sem a melhor infraestrutura.”

CAMPEÃO As notas do Ideb 2013 mostram que Minas vai bem no ensino fundamental. Com os resultados, a rede estadual se consolidou em primeiro lugar no ranking nacional, tanto nos anos iniciais (1º ao 5º ano) quanto nos finais (6º ao 9º ano). Para as primeiras séries, esta é a terceira vez que o estado se destaca como campeão no país. Já o ensino médio ainda é o grande desafio. Entre as 27 unidades da federação, 23 não atingiram a meta estabelecida pelo MEC. Com o índice de 3,6, Minas ficou 0,4 ponto abaixo da meta de 4 pontos determinada pelo órgão e, na média nacional, o índice de 3,4 do Brasil se manteve igual ao de 2011, também inferior ao previsto para 2013, que era de 3,6.

Saiba mais

Como é feita a Avaliação

Feito a cada dois anos, o Ideb é um instrumento usado pelo Ministério da Educação desde 2005 para medir a qualidade do ensino no Brasil. O índice é calculado a partir da combinação do desempenho dos alunos no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e rendimento escolar (taxa de aprovação). O fator desempenho é medido com base nas notas dos alunos na Prova Brasil, nas disciplinas língua portuguesa e matemática, aplicadas para todos os alunos do ensino fundamental no país. No ensino médio, a análise é feita por amostragem estatística. Em 2013, 75 mil estudantes foram avaliados nas provas do Saeb, nas redes pública e privada do país. Já os dados que indicam as taxas de aprovação são obtidos por meio do Censo Escolar.

Desafios que a rede tem de superar

Enquanto algumas unidades de ensino celebram bons resultados, outras têm missões desafiadoras para melhorar a aprendizagem. Em BH, as escolas Municipal Oswaldo Cruz e Estadual Professor Ricardo de Souza Cruz foram as piores colocadas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A primeira, com nota 2,2, ocupa o último lugar no ranking dos anos iniciais do nível fundamental (1º ao 5º ano), ao passo que a estadual alcançou 2,4 nos anos finais (6º ao 9º ano).

Diretora da Oswaldo Cruz, Jaqueline Correa atribui a má classificação ao perfil heterogêneo das turmas recém-chegadas à escola. “Este é o segundo ano que atendemos alunos nos anos iniciais. É um público que veio de diversas escolas da região e com características socioculturais variadas.” Apesar disso, ela diz ter ficado surpresa com o resultado: “Não imaginei que a nota fosse tão abaixo da média. Mas isso confirma o déficit na aprendizagem, que precisa de prazo para ser trabalhado”.

No ensino socioeducativo, a Escola Estadual Jovem Protagonista, que atende 380 alunos na faixa etária de 15 a 20 anos, sendo 90% do sexo masculino, obteve o pior resultado da capital (nota 1,1) entre os anos finais do ensino fundamental. A diretora da instituição que atende a sete centros socioeducacionais, Cláudia Alves, diz que a escola tem características diferentes das demais, pois educa jovens que aguardam sentença, num prazo de 45 dias, ou cumprem, por até três anos, as determinações judiciais.

“Mesmo assim, temos resultados de aprendizagem acima do esperado. Nosso desafio é duplo: ensinar e reatar os laços que os internos perderam com a escola, em média de cinco anos”, disse Cláudia, que se mostra triste com a avaliação.

De acordo com a secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola, várias razões podem explicar os abismos de aprendizado entre escolas de uma mesma rede. Segundo ela, como o sistema público de ensino é democrático, recebe alunos heterogêneos e uma rede também diversificada, com unidades na sede do município, nos distritos, na zona rural, em comunidades indígenas e assentamentos, entre outros locais. Ainda segundo Ana Lúcia, nem sempre o ambiente familiar, no sistema público, reforça o significado e o valor da escola e, assim, não se envolve na vida do aluno dentro da instituição.

Outro desafio, que vem sendo vencido, de acordo com a secretária, é a distorção idade série, com alunos fora da faixa etária para a classe escolar. “Temos programas específicos para atuar nessas dificuldades. O PIP (Programa de Intervenção Pedagógica) é um deles, com atuação direta nas dificuldades dos estudantes. Também temos investimentos em infraestrutura e um trabalho permanente de capacitação para todos os educadores da rede”, afirma.

FONTE: Estado de Minas.

BRT/Move 100% operacional
Com a entrada em operação de oito linhas nas estações Vilarinho e Venda Nova, primeira etapa do sistema está concluída.
Meta é transportar 440 mil passageiros por dia em BH

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Mais de cinco meses depois da inauguração do BRT/Move, a BHTrans concluiu ontem a implantação da primeira fase do sistema de transporte rápido por ônibus. Para finalizar esta etapa, faltava entrar em operação a parte relativa à Região de Venda Nova, atrasada por conta do desabamento do Viaduto Batalha dos Guararapes, em 3 de julho. Sete linhas troncais foram incorporadas pelo Move, sendo cinco na Estação Vilarinho e duas na Estação Venda Nova. Uma linha diametral também passou a fazer parte do sistema.

 

Com a conclusão da primeira etapa, o sistema passa a transportar a partir de amanhã 440 mil passageiros por dia útil. Desde 8 de março, data da inauguração, o número de ônibus que circulavam nos horários de pico nas faixas mistas teve redução de 67%, passando de 880 para 293 coletivos. Já nas faixas de concreto exclusivas do Move ,estão rodando 450 ônibus, entre veículos articulados e padrons. 

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Assim como aconteceu nos terminais São Gabriel e Pampulha, a inauguração da plataforma de embarque do BRT na Estação Vilarinho, ontem, mostrou que ainda há muitos ajustes a serem feitos, como conclusão do meio-fio e instalação de grades na área de circulação dos ônibus, uma escada rolante desligada e uma bilheteria ainda em fase de construção. Também faltaram informações para os usuários.

 

A entrada em operação do Move transformou a estação em um imenso terminal multimodal de transporte de passageiros. O local agora conta com uma estação do metrô, do BRT/Move e um pavilhão do BRT Metropolitano, além de um shopping.

A desempregada Carla Amanda Martins, de 25 anos, ficou perdida na estação. Nem com a ajuda do informativo da BHTrans conseguiu se orientar. “Acho que as coisas não estão claras. Está muito bagunçado, faltando informação. Onde pego o ônibus da linha 65?”, questionou a jovem, que queria ir ao Centro.

 

A empregada doméstica Mônica Souza Dias, de 31, foi uma das pessoas que testaram um itinerário que começou a operar ontem: a linha 68 (Estação Vilarinho/Lagoinha). “Achei que demora demais nas paradas. Tem muita estação vazia e para mesmo assim”, disse. A faxineira Lourdes do Carmo Gonçalves, de 46, reclamou muito da demora da baldeação. “Antes, para ir do Bairro Minas Caixa (Venda Nova) ao Centro, gastava em torno de 40 minutos. “Hoje gastei 50. Esse tempo entre descer de um ônibus e esperar o outro atrapalhou muito”, diz ela.

Além da linha 68, começaram a operar no BRT/Move as linhas 65 (Vilarinho/Centro Direta), 66 (Vilarinho/Centro/Hospitais Via Cristiano Machado), 67 (Vilarinho/Santo Agostinho Via Carloz Luz) e 6350 (Vilarinho/Estação Barreiro Via Anel Rodoviário). Na Estação Venda Nova, o Move já operava com as linhas 61 (Venda Nova/Centro Direta) e 63 (Venda Nova/Lagoinha). Ontem foram integradas as linhas 62 (Venda Nova/Savassi Via Hospitais) e 64 (Venda Nova/Assembleia Via Carlos Luz).

ADAPTAÇÃO O presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, afirma que é normal as pessoas sentirem a mudança quando deixam  de usar um único ônibus e passam a fazer a baldeação. “Quando você introduz o transbordo, isso causa apreensão, mas rapidamente a população se adapta e verifica depois que é uma solução muito melhor para o seu trajeto”, diz Ramon.

 

Expansão para a Região Oeste
BHTrans já busca recursos do governo federal para implantar corredor do BRT/Move na Avenida Amazonas, até a Estação Barreiro. Modelo seria mais light, sem desapropriações

 

Conseguir recursos financeiros do governo federal para implantar o corredor do BRT da Avenida Amazonas. Concluída a primeira fase de operação do novo sistema de transporte coletivo na capital, este passa a ser o principal objetivo da BHTrans, segundo informou ontem o presidente da empresa municipal, Ramon Victor Cesar. “Já existem estudos iniciais sobre este novo corredor, que seria implantado sem desapropriações, em uma versão mais light, circulando pelas avenidas Amazonas e Tereza Cristina até chegar à Estação Barreiro”, informou Ramon.

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“Estamos com uma carta consulta em Brasília para tentar os recursos que seriam usados no detalhamento de projetos e na execução da obra. Não faremos desapropriações, por isso é uma versão mais simplificada, provavelmente com uma faixa em cada sentido”, explicou. O presidente da BHTrans disse que o terminal que nortearia o corredor é a Estação Barreiro. Dessa forma, o corredor iria do Centro pela Avenida Amazonas até o Bairro Gameleira, na Região Oeste, de onde seguiria pela Avenida Tereza Cristina até o terminal de integração, na área central do Barreiro.
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Ramon acrescentou que o percurso teria uma grande extensão na Amazonas, possivelmente num trecho que iria até a Cidade Industrial, em Contagem, na Grande BH.É bem provável que, mesmo sem desapropriações na Amazonas, a implantação do novo corredor demande intervenções viárias importantes na Região do Barreiro. Uma obra recente de canalização do Ribeirão Arrudas e ligação de duas pontas da Tereza Cristina entre BH e Contagem, na região da Vila São Paulo, tornaram mais fácil a iniciativa, mas ainda será necessário fazer a conexão da avenida com a estação. Hoje, um viaduto que opera em mão dupla viabiliza a passagem por cima da linha férrea entre as avenidas Tereza Cristina e Afonso Vaz de Melo, local do terminal. 
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OUTROS AJUSTES 
A BHTrans também está com as atenções voltadas para ajustes pontuais nos corredores já implantados e para a integração de novas linhas ao sistema. O alvo são as linhas diametrais, que ligam dois bairros passando pelo Centro. Ao interligar esse tipo de itinerário ao Move, a empresa possibilitará que usuários de outros bairros passem a usar a baldeação, pagando apenas uma passagem.
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O planejamento inicial, que contempla as integrações de novas linhas diametrais ao Move, mostra que há muitas linhas que podem migrar para a busway, fazendo parte do chamado BRT intermediário
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.Já foram incorporadas as linhas 5401 (Dom Cabral/São Luiz), 8101 (Santa Cruz/Alto Santa Lúcia), 5106 (Bandeirantes/BH Shopping), que substituiu a antiga 2004, e 5201 (Buritis/Dona Clara). Conforme o planejamento anterior à implantação do sistema, ainda restam a 9502 (São Geraldo/São Francisco via Esplanada), 8207 (Maria Goretti/Estrela Dalva), 8108 (Cidade Nova/Savassi), 4205 (Ermelinda/Salgado Filho), 4102 (Aparecida/Serra), 5104 (Suzana/Cruzeiro), que substituiria as linhas 5101 e 5031, e 5103 (UFMG/Mangabeiras), que atenderia o público que hoje usa a 5102 e a 9502. 
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De acordo com a demanda nas novas linhas, a BHTrans pode fazer modificações, como incremento no quadro de horários, mudanças em itinerários ou até mesmo criação de novos roteiros. “Vamos entrar numa fase de ajustes pontuais em diversas linhas. São coisas que podemos fazer nos próximos meses para adequar a estrutura básica às necessidades que vão aparecendo na prática do dia a dia”, concluiu Ramon Victor.

 

Linhas 66 e 67, que atendem a Cidade Administrativa, são incorporadas ao Move

 

move
BHTrans conclui neste sábado mais uma etapa da implantação do Move

A partir deste sábado (16), as linhas 66 e 67, que tinham pontos finais na Cidade Administrativa, passarão a integrar o sistema Move. Com isso, os funcionários dos órgãos do Governo que utilizam esses veículos, terão que desembarcar agora na Estação Vilarinho e embarcar nos ônibus da linha 642 (Estação Venda Nova/Estação Vilarinho, Cidade Administrativa) para chegar ao local de trabalho.

A BHTrans está concluindo a implantação do sistema Move nas Estações Vilarinho e Venda Nova, oferecendo à população mais linhas. Nessa etapa, os usuários contarão com novos destinos através da troca entre linhas nas Estações de Integração e de Transferência, sem ter que o usuário tenha que desembolsar mais por isso. Na Estação Vilarinho, a atual linha 65 passará a oferecer aos usuários um serviço direto até o centro, a partir da região da Pampulha.

A nova linha 68 (Estação Vilarinho/Lagoinha), criada nesta etapa, irá operar com ônibus articulado, atendendo aos usuários que têm os bairros do entorno do corredor Antônio Carlos como destino. A linha 64 (Estação Venda Nova/Assembleia via Carlos Luz) também será incorporada ao sistema Move, assim como a 62 (Estação Venda Nova/Savassi via Hospitais), que atenderá às Estações de Transferência das Avenidas Vilarinho e Cristiano Machado.

Alteração

Nesta sexta-feira, as estações Cristiano Guimarães e Planalto, que estavam fechadas desde a queda do viaduto, voltaram a funcionar normalmente. No entanto, muita gente ainda não estava sabendo da novidade. Motoristas e usuários continuaram utilizando os pontos de ônibus improvisados nas pistas centrais.

“Não há nenhuma placa, nenhuma informação. A gente fica aqui no ponto como faz todos os dias e daí eles alteram e não comunicam. Só descobri porque vi o ônibus parar na estação e quando corri para alcançá-lo já não dava mais tempo”, protestou a empregada doméstica Maria do Socorro Oliveira, 39 anos.

FONTE: Estado de Minas e Hoje Em Dia.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 05/07/2014, 08:00.

Brasil vence por 2 x 1 e encara a Alemanha dia 08 em Belo Horizonte. Mas perde duas peças importantes, Neymar (machucado) e Tiago Silva (amarelado). VEJA TODOS OS DETALHES AQUI!

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/07/2014, 05:10.

 

Eventos canceladosPBH decreta luto oficial de três dias na capital e suspende as festas marcadas para hoje durante o jogo do Brasil pela Copa do Mundo, entre elas a Fan Fest e o Savassi Cultural

VEJA MAIS SOBRE A TRAGÉDIA AQUI!

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/07/2014, 05:00.

FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E FÓRUNS:

Copa do Mundo: funcionamento do TJMG (04/07)

Suspensão de Expediente

No dia 04 de julho de 2014, data do jogo da seleção brasileira de futebol, decorrente de sua classificação para a etapa subsequente na Copa do Mundo Fifa 2014, o horário de funcionamento da Secretaria do Tribunal de Justiça e dos órgãos auxiliares da Justiça de primeiro grau será das 8 às 12h30.
O atendimento obrigatório dos serviços notariais e de registro será realizado das 9 às 12h30, podendo ser realizado, facultativamente, das 8 às 9 horas e das 12h30 às 13 horas.
Ficam prorrogados para o primeiro dia útil subsequente os prazos que vencerem nesses dias.
O funcionamento no dia 04 de julho seguirá o regulamentado na Portaria-Conjunta 349/2014, disponibilizada no DJe de 30/04.

BANCOS

Durante os jogos da Seleção, os bancos devem abrir ao público das 8h30 às 12h30.

Nos demais jogos, com seleções de outros países, o funcionamento das agências bancárias será normal

COMÉRCIO

Lojas funcionam de 8h às 15h30.

SHOPPINGS

As lojas fecharão um hora e meia antes (até 15:30) e algumas não voltam a abrir. Mas outras reabrem uma hora após o término do jogo.

Viashopping: lojas, praça de alimentação e Viabrasil, de 10:00 às 15:30.

Diamond Mall: lojas, de 10:00 às 15:30. Praça de alimentação e Verdemar, de 10:00 às 15:30, e reabertura uma hora após o término do jogo.

Estação: lojas, de 10:00 às 15:30. Praça de alimentação: 10:00 às 15:30, e reabertura uma hora após o término do jogo.

Minas Shopping: lojas e praça de alimentação: de 10:00 às 15:30.

FIFA FAN FEST

O Fifa Fan Fest reúne música e futebol no Expominas, na Região Oeste de Belo Horizonte. São 16 grandes eventos, com shows de estrelas da música brasileira e transmissões de jogos da Copa do Mundo de 2014 em telões de alta definição. No dia 4 de julho, apresentam-se 14 Bis, Thiaguinho e Na Cadência do Samba. A entrada é gratuita.

 

Torcida brasileira faz a festa em Belo Horizonte após sufoco nos pênaltis

Brasil eliminou o Chile, no Mineirão, e segue na Copa. 


Torcedores tomaram as ruas logo cedo; festa continua após partida. 

 

Quartas

Quartas-2

Torcedora comemora classificação do Brasil na saída do Mineirão (Foto: Mateus Baranowski / G1)Torcedora comemora classificação do Brasil na saída do Mineirão (Foto: Mateus Baranowski / G1)

Os torcedores brasileiros ficaram em clima de festa neste sábado (28) em Belo Horizonte, onde lotaram o Estádio Governador Magalhões Pinto, o Mineirão, e diversos pontos da capital mineira. O Brasil eliminou o Chile nas cobranças de pênalti, por 3 a 2, após empate por 1 a 1 até o fim da prorrogação. A vitória brasileira veio no sufoco e garantiu a alegria da torcida, que levantou cedo à espera da classificação. A comemoração segue na cidade. Após o jogo, a Polícia Militar informou que mais de 20 mil pessoas estavam na Savassi, uma das regiões mais tradicionais da cidade.

Desde às 6h30, torcedores mostravam animação no entorno do estádio. Às 10h, os portões do “Gigante da Pampulha”, foram abertos e um “mar” de torcedores vestidos com as cores do Brasil entrou do estádio. Uma hora antes de a bola rolar, as arquibancadas já estavam lotadas.

Antes, na porta do Mineirão, torcedores adiantaram um dos momentos de maior emoção da partida. Uma multidão entoou o hino brasileiro, em ritmo de samba (veja o vídeo abaixo). A vibração e a criatividade foram marcantes.

Mais de 57 mil pessoas compareceram ao Mineirão. De acordo com a PM, às 15h20, cerca de 14 mil pessoas já estavam reunidas na Savassi. Além de telão, vários bares exibiram os jogos, reunindo grande público. Outro ponto de grande concentração é a Fifa Fun Fest, no Expominas, que teve lotação máxima.

Por causa do jogo, houve congestionamento no entorno do “Gigante da Pampulha”, onde um esquema especial de trânsito foi montado, restringindo carros e privilegiando o acesso do torcedor. A chegada e saída dos torcedores transcorreu com tranquilidade.

Mesmo cercada de brasileiros, a torcida chilena mostrou confiança no início da partida. “Vai ser com emoção. 0 a 0 e decisão nos pênaltis, 5 a 4. Seleção chilena vai fazer história. O Brasil lembra de 1950 e agora vai lembrar de 2014. Vai ter Mineirazo”, palpitou Cristian Marcelo, 35 anos, antes da derrota do Chile.

Torcedores aproveitam a fama de “pé frio” de Mick Jagger, e fizeram figurinhas gigantes do líder do Rolling Stone com camisa do Chile. A rivalidade também foi expressa em um duelo de torcidas, antes de Brasil e Chile (veja o vídeo ao lado).

No início da tarde, houve um protesto na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. Um grupo de cerca de 150 pessoas se reuniu no local, fechando os cruzamentos das avenidas Afonso Pena e Amazonas. Policiais militares e o Batalhão de Choque fizeram um cerco, e os ativistas jogaram bola. Fotos homenagearam operários mortos durante a preparação para a Copa no Brasil. Em menos de duas horas, o ato se dipersou. De acordo com  a PM e com a Polícia Civil, não houve registro de ocorrências durante o protesto.

Agora todas as partidas da Copa do Mundo são decisivas, e, ao fim de cada jogo, só um time vai seguir no mundial. Brasil e Chile fizeram o primeiro confronto das oitavas de final.

Estrangeiros e outros detidos
Um americano, um peruano e um equatoriano foram presos, na tarde deste sábado (28), na capital mineira. De acordo com a Polícia Militar (PM), os estrangeiros foram detidos em pontos distintos da cidade, por diferentes motivos.

Segundo a corporação, o peruano foi preso no bairro São Luiz, na Região da Pampulha, suspeito de roubar uma carteira. De acordo com a PM, no mesmo bairro, o equatoriano foi flagrado com três celulares que teriam sido furtados. Já o americano portava uma porção de maconha, no bairro Gameleira, na Região Oeste da capital.

De acordo a Polícia Militar (PM), incluindo os três estrangeiros, 15 pessoas foram detidas até o início da noite em ocorrências diversas. A Polícia Civil também divulgou balanço. Delegacias especializadas em atender fatos diversos ligados à Copa do Mundo registraram 45 ocorrências, até as 19h, sendo a maioria por furto de ingressos, além de extravios ou furto de objetos pessoais e um caso de agressão. Ainda segundo a corporação, quatro vítimas eram estrangeiras, sendo três chilenos e um portoriquenho.

Uma operação para combater a ação de cambistas resultou na condução de cinco brasileiros, dois venezuelanos, um inglês e um chileno à delegacia. Ainda de acordo com a Polícia Civil, apenas o brasileiro teve sua prisão em flagrante ratificada, por tentar subornar um dos policiais. Os demais foram liberados, mas tiveram Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) registrados.

FONTE: G1.

 


 

“Já to inno” é o grande vencedor do Comida Di Buteco 2014

"Já to inno" é o grande vencedor do Comida Di Buteco 2014
A receita vencedora do bar “Já to inno” foi o “Jeitinho Mineiro”

Após uma maratona de 30 dias de muita ‘butecagem’, já é conhecido o vencedor do Comida Di Buteco 2014. O bar “Já to inno”, localizado na Rua Benjamin Dias, 379, Barreiro, foi o grande campeão da edição desse ano. A receita vencedora foi o “Jeitinho Mineiro”, composta por filé mignon suíno, recheado ao molho especial a acompanhando por madioca na manteiga e torrada de alho poró. Em segundo lugar ficou com Koqueiro’s Bar, o terceiro com André Caldos, o quarto lugar foi para o Bar do Dedinho e a quinta colocação ficou com Em Canto – Bar Du Beto.

A capital dos bares, como é conhecida Belo Horizonte no cenário nacional, poderá ter uma ‘edição temática’ na próxima edição, a 16ª do concurso gastronômico Comida di Buteco, em abril do ano que vem. A organizadora do evento, Maria Eulália Araújo, conhecida como ‘gestora de botecos’ prefere faz segredo sobre os detalhes da novidade, que deverá ser anunciada daqui a dois meses. Ela promete, no entanto, que será uma ideia para incentivar a criatividade dos donos de bares concorrentes.

“Já tivemos ingredientes fixos para montar os pratos em cinco edições, para estimular a pesquisa, e este ano deixamos livre, porque muitos dos frequentadores comentaram que os tira-gostos estavam muito parecidos. Para o ano que vem, ainda não posso dizer muita coisa, mas pensamos em ter um grande tema que dê margem para a criação dos pratos”, afirma. Ela comemorou, ontem, a alta de 52% das vendas dos botecos participantes nas 16 cidades que realizam o evento: BH, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Belém, Uberlândia, Manaus, Salvador, Campinas, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Goiânia, Montes Claros, Ipatinga, Poços de Caldas e Juiz de Fora. “A dinâmica do concurso favorece o fluxo de pessoas nos bares, é uma plataforma de trannsformação social. Bares pequenos passam a contratar mais com seus fornecedores, contratam mão-de-obra e fazem com que a acada ano o concurso cresça”, acrescenta Maria Eulália.

Nos 31 dias do concurso, 45 botecos participaram do concurso e puderam eleger seus favoritos. Na festa de encerramento, realizada ontem no Largo da Saideira, no Bairro União, Região Nordeste, cerca de 10 mil pessoas, segundo a organização do concurso, compareceram aos shows de Monobloco e Zeca Pagodinho e tiveram a oportunidade de provar os tira-gostos concorentes, vendidos em pequenas porções a R$ 10. No local, foram vendidos ainda cervejas, com preços de R$ 6 a R$ 9, água (R$ 4) e doses de champanhe e uísque, a R$ 15 e R$ 10. Os preços dos alcoólicos receberam críticas, por exemplo, das belo-horizontinas Renata Racioppi, administradora, 33 anos, e da amiga Marcela Horta, empresário, de 31 anos. “Acabamos de chegar de uma praia no Rio de Janeiro e lá vendia um latão de cerveja a cinco reais. Aqui não vai dar para beber muito, por conta do preço, mas o tira-gosto está com um preço justo”, observa Renata.

Mineira de Itaúna, Thereza Freitas Cerqueira aproveitou a passagem por Belo Horizonte para comemorar o aniversário com o filho, levando cerca de dez familiares para a festa Saideira. Apreciadora de kafta, queijo, peixe e carne, ela aprovou a variedade dos ingredientes dos tira-gostos apresentados este ano. “Minha nora que me chamou, vim para prestigiar meu filho e estou gostando muito da diversidade dos pratos e temperos. Comi filezinho com queijo, espetinho de carne com peixe e uma kafta decorada como a Igrejinha de São Francisco, um dos pontos turísticos de BH”, disse.

O criador do prato que remete à Igreja da Pampulha, André Castro, do Bar André Caldos, do Bairro Palmeiras, conta que teve a ideia enquanto aguardava um amigo para um encontro de carros antigos na região, observando um dos patrimônios de BH, projetavda pelo arquieteto Oscar Niemeyer e conhecida mundialmente. “Eu já estava em busca de um desenho para o meu prato do Comida Di Buteco, que é a primeira vez que eu participo, e fiz um rabisco no papel. Pedi a outro amigo serralheiro que fizesse seis formas e estamso servindo kafta com queijos na estrutura da igreja em um prato quadrado, para dar a ideia de um quadro. E tem o verde e amarelo para lembrar a Copa do Mundo, com o nome São Chiquinho”, comenta. Para o empresário, o evento fortalece a “cultura butequeira” da população de BH e em seu estabelecimento, o aumento das vendas com a participação no concurso foi de cerca de 70%. “Brilha a culinária mineira e desperta o amor em nós, para montarmos os pratos e servirmos os clientes. É arte, serviço e trabalho”, acrescenta.

Para a gestora de Recursos Humanos Prscila Reis de Carvalho, 31 anos, que frequenta o Comida Di Buteco desde seus 20 anos de idade, além dos tira-gostos, o concurso acertou na escolha das atrações musicais. “Todo ano eu venho, esse está o melhor de todos, agradando muito. Os bares ficamo cheios durante o calendário do festival e eu não consegui ir em alguns. Aqui, na festa Saideira, tenho essa chance. E adoro samba, foram ótimas escolhas de shows”, disse. Um das amigas dela, Sarah Luz Ramos, de 27 anos, analista de sistemas, reclama da mudança do locfal da festa de encerramento, antes realizada na Pampulha, e da dificuldade de achar vaga para estacionar o carro. “Gostava mais quando era na Pampulha, não gosto muito do trânsito da Av. Cristiano Machado,e custei a achar lugar para estacionar. Não pude nir aos bares e vim pela primeira vez no encerramento. Estou gostando muito da organização”, conta.

No caso da empresária Carla Beatriz Duca, dona do bar “US Motoca”, ponto de encontro de motociclistas no Bairro Camargos, mais que um concurso, o Comida di Buteco inaugurou uma nova fase na vida dela. Duas semanas antes do início do concurso, que teve início dia 11 de abril, seu estabelecimento foi incendidado após um assalto e ela precisou demitir funcionários e fechar o restaurante que mantinha no mesmo lugar do bar. “Cheguei a comunicar aos organizadores que eu não teria condição de participar, mas eles me incentivaram e consegui um patrocínio suficiente para refazer o telhado e ajeitar os banheiros. Reabri uma semana depois do incêndio e hoje estou aqui. Fiquei em uma barraca longe das mesas, mas está tudo ótimo, só de eu ter conseguido me reerguer e estar aqui. Só tenho a agradecer o apoio”, diz, emocionada. O prato apresentado por ela foi batizado de “Travesseiro de lombo ao molho dos sonhos”, umk bife de lombo com mussarela ao molho tártaro, acompanhado por torradas.

FONTE: Hoje Em Dia.


 

Obras da Copasa vão deixar 2,1 mi de pessoas sem abastecimento de água no domingo
Os serviços vão paralisar o abastecimento em Belo Horizonte e em outros 12 municípios da região metropolitana. O serviço deve ser normalizado até a madrugada de segunda-feira

 

falta de água

Moradores de Belo Horizonte e outros 12 municípios da região metropolitana devem se preparar para a falta de água no próximo domingo. A Copasa vai realizar obras de melhorias e manutenção preventiva em unidades de abastecimento do Sistema Paraopeba, que é composto sistema Rio Manso e Serra Azul. A paralisação vai atingir aproximadamente 2,1 milhões de pessoas. 

As duas unidades, Rio Manso e Serra Azul são responsáveis pelo atendimento com água tratada de 47% da Grande BH. Bairros da capital mineira, , Betim, Contagem, Ibirité, Igarapé, Juatuba, Mário Campos, Mateus Leme, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, Sarzedo e Vespasiano, ficarão sem o abastecimento. A previsão é que o serviço de normalize durante a noite de domingo e até a madrugada de segunda-feira. 

Além das obras de melhorias, a Copasa vai realizar serviços preventivos e corretivos em redes produtoras e distribuidoras de água tratada na região de abrangência desses sistemas. A companhia pede a colaboração e o apoio no sentido de se evitarem gastos desnecessários de água. 

Veja a lista de bairros que serão atingidos

BELO HORIZONTE – Antônio Teixeira Dias, Araguaia, Bairro das Indústrias, Bandeirantes, Barreiro de Baixo, Barreiro de Cima, Betânia, Bonsucesso, Brasil Industrial, Braúnas, Buritis, Cabana, Caiçara Adelaide, Caiçara, Califórnia, Camargos, Cardoso, Castelo, Céu Azul, Cinqüentenário, Conjunto Ademar Maldonado, Conjunto Betânia, Conjunto Bonsucesso, Conjunto Califórnia, Conjunto Getúlio Vargas, Conjunto Habitacional Átila de Paiva, Conjunto João Paulo II, Conjunto Túnel de Ibirité, Coqueiros, Cristo Redentor, Diamante, Durval de Barros, Engenho Nogueira, Enseada das Garças, Esplendor, Estoril, Estrela Dalva, Estrela do Oriente, Filadélfia, Flávio Marques Lisboa, Gameleira, Garças, Glória, Havaí, Ipiranga, Itaipu, Jardim América, Jardim dos Comerciários, Jardim Leblon, Jardim Montanhês, Jardinópolis, Jatobá, Lindéia, Madre Gertrudes, Mansões, Mantiqueira, Marajó, Marilândia, Maringá, Milionários, Miramar, Monsenhor Messias, Morro das Pedras, Nosso Lar, Nova Barroca, Nova Cintra, Nova Gameleira, Nova Pampulha, Nova York, Novo das Indústrias, Olaria, Ouro Preto, Padre Eustáquio, Palmeiras, Paquetá, Parque São José, Patrocínio, Pedro II, Pindorama, Pongelupe, Regina, Resplendor, Salgado Filho, Santa Cecília, Santa Cruz, Santa Helena, Santa Lucia, Santa Terezinha, São Bento, São Joaquim, São José São Salvador, Serra do José Vieira, Serrano, Sical, Solar, Teixeira Dias, Tirol, Trevo, Urucuia, Vila Cemig, Vila Conquista, Vila Leonina, Vila Magnesita, Vila Patrocínio, Vila Pinho, Vila Presidente Vargas, Vila Vânia, Vila Ventosa, Vista Alegre e Xangrilá;

BETIM –  Todo o município, EXCETO: Icaivera, Região do Jardim das Alterosas e Região do São Caetano.

CONTAGEM – Todo o município, EXCETO: Icaivera, Região do Nova Contagem, Região do Petrolândia e Região do Retiro.

IBIRITÉ
 –  Bela Vista, Cascata, Colorado, José do Prado, Palmares, Parque Durval de Barros, Piratininga, Serra Dourada, Sol Nascente, Vila Ideal e Washington Pires;

IGARAPÉ –  Todo município, EXCETO: Novo Igarapé, Região do Condomínio Solar e Região do Pousada Del Rey;

JUATUBA –  Todo município;

MÁRIO CAMPOS –  Todo município;

MATEUS LEME –  Todo município;

PEDRO LEOPOLDO –  Todo município, EXCETO os bairros Fidalgo e Sumidouro;

RIBEIRÃO DAS NEVES –  Todo município;

SÃO JOAQUIM DE BICAS – 
 Todo município;

SARZEDO –  Todo município;

VESPASIANO –  Bela Vista, Bom Sucesso, Condomínio Mangueira, Jardim Encantado, Jardim Glória, Jequitibá, Landi, Morro Alto, Morro do Cruzeiro, Morro Quaresma, Nova Iorque 4ª Sessão, Nova Pampulha, Novo Horizonte, Parque Jardim Maria José, Parque São Pedro, Pedra Branca, Pouso Alegre, Santa Maria, Santa Cruz, Vida Nova e Vila Esportiva.

 

 

FONTE: Estado de Minas.


 

Obras da Copasa vão deixar 2,1 mi de pessoas sem abastecimento de água no domingo
Os serviços vão paralisar o abastecimento em Belo Horizonte e em outros 12 municípios da região metropolitana. O serviço deve ser normalizado até a madrugada de segunda-feira

 

falta de água

Moradores de Belo Horizonte e outros 12 municípios da região metropolitana devem se preparar para a falta de água no próximo domingo. A Copasa vai realizar obras de melhorias e manutenção preventiva em unidades de abastecimento do Sistema Paraopeba, que é composto sistema Rio Manso e Serra Azul. A paralisação vai atingir aproximadamente 2,1 milhões de pessoas. 

As duas unidades, Rio Manso e Serra Azul são responsáveis pelo atendimento com água tratada de 47% da Grande BH. Bairros da capital mineira, , Betim, Contagem, Ibirité, Igarapé, Juatuba, Mário Campos, Mateus Leme, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, Sarzedo e Vespasiano, ficarão sem o abastecimento. A previsão é que o serviço de normalize durante a noite de domingo e até a madrugada de segunda-feira. 

Além das obras de melhorias, a Copasa vai realizar serviços preventivos e corretivos em redes produtoras e distribuidoras de água tratada na região de abrangência desses sistemas. A companhia pede a colaboração e o apoio no sentido de se evitarem gastos desnecessários de água. 

Veja a lista de bairros que serão atingidos

BELO HORIZONTE – Antônio Teixeira Dias, Araguaia, Bairro das Indústrias, Bandeirantes, Barreiro de Baixo, Barreiro de Cima, Betânia, Bonsucesso, Brasil Industrial, Braúnas, Buritis, Cabana, Caiçara Adelaide, Caiçara, Califórnia, Camargos, Cardoso, Castelo, Céu Azul, Cinqüentenário, Conjunto Ademar Maldonado, Conjunto Betânia, Conjunto Bonsucesso, Conjunto Califórnia, Conjunto Getúlio Vargas, Conjunto Habitacional Átila de Paiva, Conjunto João Paulo II, Conjunto Túnel de Ibirité, Coqueiros, Cristo Redentor, Diamante, Durval de Barros, Engenho Nogueira, Enseada das Garças, Esplendor, Estoril, Estrela Dalva, Estrela do Oriente, Filadélfia, Flávio Marques Lisboa, Gameleira, Garças, Glória, Havaí, Ipiranga, Itaipu, Jardim América, Jardim dos Comerciários, Jardim Leblon, Jardim Montanhês, Jardinópolis, Jatobá, Lindéia, Madre Gertrudes, Mansões, Mantiqueira, Marajó, Marilândia, Maringá, Milionários, Miramar, Monsenhor Messias, Morro das Pedras, Nosso Lar, Nova Barroca, Nova Cintra, Nova Gameleira, Nova Pampulha, Nova York, Novo das Indústrias, Olaria, Ouro Preto, Padre Eustáquio, Palmeiras, Paquetá, Parque São José, Patrocínio, Pedro II, Pindorama, Pongelupe, Regina, Resplendor, Salgado Filho, Santa Cecília, Santa Cruz, Santa Helena, Santa Lucia, Santa Terezinha, São Bento, São Joaquim, São José São Salvador, Serra do José Vieira, Serrano, Sical, Solar, Teixeira Dias, Tirol, Trevo, Urucuia, Vila Cemig, Vila Conquista, Vila Leonina, Vila Magnesita, Vila Patrocínio, Vila Pinho, Vila Presidente Vargas, Vila Vânia, Vila Ventosa, Vista Alegre e Xangrilá;

BETIM –  Todo o município, EXCETO: Icaivera, Região do Jardim das Alterosas e Região do São Caetano.

CONTAGEM – Todo o município, EXCETO: Icaivera, Região do Nova Contagem, Região do Petrolândia e Região do Retiro.

IBIRITÉ
 –  Bela Vista, Cascata, Colorado, José do Prado, Palmares, Parque Durval de Barros, Piratininga, Serra Dourada, Sol Nascente, Vila Ideal e Washington Pires;

IGARAPÉ –  Todo município, EXCETO: Novo Igarapé, Região do Condomínio Solar e Região do Pousada Del Rey;

JUATUBA –  Todo município;

MÁRIO CAMPOS –  Todo município;

MATEUS LEME –  Todo município;

PEDRO LEOPOLDO –  Todo município, EXCETO os bairros Fidalgo e Sumidouro;

RIBEIRÃO DAS NEVES –  Todo município;

SÃO JOAQUIM DE BICAS – 
 Todo município;

SARZEDO –  Todo município;

VESPASIANO –  Bela Vista, Bom Sucesso, Condomínio Mangueira, Jardim Encantado, Jardim Glória, Jequitibá, Landi, Morro Alto, Morro do Cruzeiro, Morro Quaresma, Nova Iorque 4ª Sessão, Nova Pampulha, Novo Horizonte, Parque Jardim Maria José, Parque São Pedro, Pedra Branca, Pouso Alegre, Santa Maria, Santa Cruz, Vida Nova e Vila Esportiva.

 

 

FONTE: Estado de Minas.


AMEAÇADOS AO NASCER Quem suga nossas fontes?Série do EM revela que degradação de rios avança contra a corrente e já atinge área de nascentes, cada vez mais sufocadas por poluição, desmatamento e falta de fiscalização

 

 

A nascente do Rio Maracujá foi impiedosamente escavada e hoje brota em meio à argila, em buraco de 30 metros (Leandro Couri)
A nascente do Rio Maracujá foi impiedosamente escavada e hoje brota em meio à argila, em buraco de 30 metros
Alimentando bacias em 10 estados, águas de Minas são poluídas cada vez mais perto de suas origens (Leandro Couri)
Alimentando bacias em 10 estados, águas de Minas são poluídas cada vez mais perto de suas origens

Medeiros e Ouro Preto – O fio de água que brota tímido em uma grota, cercado por uma vastidão de pastos do município de Medeiros, no Centro-Oeste mineiro, foi reconhecido em 2002 como a nascente que dá início à jornada de mais de 2,8 mil quilômetros do Rio São Francisco por cinco estados, até chegar ao Oceano Atlântico. Apesar da importância, a mina já foi contaminada por agrotóxicos e, por causa do desmatamento, hoje tem volume menor e aflora em um ponto 20 metros mais baixo do que na década passada. A 400 quilômetros de lá, em Ouro Preto, na Região Central, mesmo estando quase selada por uma camada de argila compactada, a água ainda encontra forças para brotar do fundo de uma cava de mineração com mais de 30 metros para formar o Rio Maracujá, principal afluente do alto Rio das Velhas. Não são casos isolados de descaso e abandono: desamparadas, nascentes como essas vão sendo extintas, em um processo contínuo que culmina no desabastecimento que levou mais de 200 cidades brasileiras a racionar água neste ano e reduziu reservatórios de hidrelétricas a níveis alarmantes. Para revelar as agressões aos berçários de alguns dos principais cursos d’água mineiros, o Estado de Minas empreendeu uma jornada de quase 5 mil quilômetros, entre trechos fluviais e terrestres, na qual descobriu agressões de todo tipo. O resultado preocupante desta viagem por 20 cidades – com paradas em 15 manancias estratégicos, que escoam para o Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe – começa a ser apresentado hoje, na série de reportagens “Ameaçados ao nascer”.

Apesar de imprescindíveis para manter constante o fluxo dos rios nos meses de estiagem, as nascentes brasileiras não são protegidas por ações oficiais sistemáticas, nem por políticas públicas, tampouco por fiscalização. Em Minas Gerais, estado considerado a “caixa d’água do Brasil”, por alimentar bacias em outras 10 unidades da federação, as nascentes de alguns dos mais importantes rios do país se encontram abandonadas, sujeitas a desmatamento, assoreamento, mineração, garimpo e poluição. Nesta expedição empreendida pelo EM, em vários pontos a saúde dos rios foi testada por meio de água coletada e analisada em laboratório. Das 10 amostras, oito apresentaram contaminação por esgoto acima dos níveis toleráveis. Um protocolo científico que permite quantificar a integridade de mananciais também foi aplicado em 32 trechos e mostra que a degradação segue contra a corrente e sobe em direção às cabeceiras.

“Quando uma nascente sofre degradação, o primeiro processo afetado é o de recarga do rio. Se a nascente chega a ser suprimida, essa água subterrânea não brota mais e o rio fica desabastecido”, alerta o biólogo Rafael Resck, mestre em recursos hídricos que auxiliou a equipe de reportagem na preparação dos testes científicos. Para o especialista, as nascentes dos principais rios precisam receber proteção urgente do poder público. “Antes se afirmava que os rios tinham menos volume simplesmente pela falta de chuva. Mas são nascentes saudáveis que os mantêm correndo na seca”, explica.

A falta de interesse pelas nascentes é nítida no discurso dos órgãos oficiais de meio ambiente. De acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), “as questões referentes às águas subterrâneas (nascentes e poços) são competência dos estados”. Mas o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) tampouco dispõem de ações sistemáticas de preservação. Os dois órgãos ambientais foram categóricos ao responder a questionamento com base na Lei de Acesso à Informação, afirmando que “não é competência do(s) órgão(s) fazer o levantamento de nascentes ameaçadas”, sendo que o IEF admite que auxilia somente quem o procura, pois “promove ações de proteção às nascentes, normalmente sob demanda dos proprietários rurais, dando apoio técnico e, em alguns casos, doando mudas, insumos, mourões etc.”.

O Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas de Minas Gerais (Fhidro) deveria financiar a proteção de nascentes, áreas de recarga hídrica e combate ao desmatamento de matas ciliares, mas desde 2006 contemplou apenas 38 projetos, “não somente com ações específicas de recuperação e proteção de nascentes”. Presidentes dos comitês de bacias mineiras ainda reclamam que as verbas previstas são constantemente contingenciadas.

AÇÃO TÍMIDA O Programa Produtor de Água é a única ação da ANA que abrange nascentes. Porém, desde 2012 só 14 municípios em sete estados foram contemplados por verbas que somaram R$ 9,2 milhões, segundo prestação de contas da agência. A ação não visa apenas ao cercamento e reflorestamento no entorno de nascentes, mas também a obras em estradas vicinais e correção de terrenos para barrar erosões e permitir melhor absorção da água da chuva. Em Minas, entre os 853 municípios, o programa atua em Cedro do Abaeté, Extrema, Viçosa, Patrocínio e Uberlândia.

Os resultados dessa política restrita de proteção aparecem nos leitos cada vez mais secos de nossos rios, em um processo de degradação que você conhece a partir de agora.

AMEAÇADOS AO NASCER Novo manancial de desafiosEstudo que redefiniu a nascente do Rio São Francisco, na cidade de Medeiros, e não em São Roque de Minas, expôs a degradação da mina, sujeita a pressões de agricultura e pecuária

 

 

Abrigada em grota cercada por mata, nascente geográfica do Rio São Francisco ganhou placa oficial, mas brota em nível cada vez mais baixo
Abrigada em grota cercada por mata, nascente geográfica do Rio São Francisco ganhou placa oficial, mas brota em nível cada vez mais baixo


Medeiros, Vargem Bonita e São Roque de Minas – A definição de que o Rio São Francisco não brota em São Roque de Minas, onde fica a hoje considerada “nascente histórica”, mas em Medeiros, não mudou apenas a geografia brasileira. O estudo da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), do ano de 2002, serve para mostrar que ainda hoje áreas onde afloram mananciais  estratégicos estão desamparadas diante das pressões da degradação. Os olhos d’água de São Roque, inicialmente considerados como originários do Velho Chico, só estão preservados porque se encontram dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra. Mas as 91 minas de água de Medeiros, agora reconhecidas como fontes do “Rio da Integração Nacional”, estão fora da área do parque e sofrem com desmatamento para plantações de eucalipto, cultivo de batata, feijão, soja e abertura de pastos. Para se ter uma ideia, o berçário do São Francisco preserva apenas 72% de suas condições primitivas, de acordo com Protocolo de Avaliação Rápida de Diversidade de Hábitats, que é adotado por especialistas em recursos hídricos.

O patamar de conservação da nascente em Medeiros é comparável à de um trecho urbano próximo. O mesmo índice é verificado na parte do rio que atravessa Vargem Bonita, a primeira cidade pela qual passa o curso tradicional do Velho Chico e onde, além do desmatamento, há  esgoto despejado diretamente no leito.

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados desde 2010 tenta instituir um parque no modelo de monumento natural para preservar as nascentes de Medeiros, mas o texto não tem movimentação desde 2012, quando foi avaliado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Enquanto a legislação não ajuda, por causa dos agrotóxicos usados para repelir pragas de plantações de batatas, a nascente principal do São Francisco em Medeiros ficou imprópria para o consumo humano por alguns anos. “Ninguém tinha coragem de beber da água envenenada. A lavoura de batata usa muito pesticida e a mina surgia bem debaixo de uma plantação dessas”, conta o secretário de Meio Ambiente e Turismo de São Roque de Minas, André Picardi, que também é guia na região. As batatas foram substituídas e a área desmatada deu lugar a um pasto cortado por estrada de chão na recém-criada Fazenda Alto da Boa Vista.

Os donos da propriedade, paulistas da cidade de Batatais, são da família Teles. Compraram a fazenda apenas para engordar gado de raça criado para a reprodução. “Foi uma honra saber que o Rio São Francisco corre na nossa terra”, conta William Teles, de 36, filho do proprietário, Rui Teles. E o orgulho que o pecuarista sente se explica pelo fato de sua própria família ter no Rio São Francisco um capítulo importante. “Meu avô partiu de Sergipe para Minas Gerais em 1930, num dos vapores que navegavam pelo Rio São Francisco, até Pirapora. Nossa história está ligada à do rio”, conta. Apesar da falta de proteção oficial para a nascente, William garante que, enquanto for dono das terras, a mina será preservada. “O pasto onde a água brota não é usado. É como se fosse uma área de reserva”, afirma.

Não é fácil chegar ao ponto onde a água do São Francisco agora brota. O local exato está a 80 quilômetros de Medeiros, por estradas de terra. A mina fica entre pastagens, abaixo da curva de uma via vicinal, em uma grota profunda, coberta por mata fechada. Uma rocha recebeu uma placa da Prefeitura de Medeiros, que diz ser aquela a “nascente geográfica do Rio São Francisco/Samburá”. Nem os caboclos locais frequentam o matagal. “Cobra aqui é praga, ainda mais cascavel. No mato tem também cateto (porco do mato) e onça”, afirma Lázaro Moura Borges, de 50 anos, vaqueiro que vive há 22 anos na fazenda vizinha.

As árvores se apertam formando uma barreira, reforçada por moitas de espinhos e capins de folhagem afiada. O  terreno onde se aglutina a floresta ciliar é de barrancos íngremes, com até 30 metros de profundidade. A descida termina em um fundo de pedras roladas, com marcas de enxurradas, por onde desce o córrego fino de águas cristalinas. O afloramento da nascente tem ocorrido nos últimos meses dentro de uma pequena caverna de pedras a 20 metros de profundidade. Uma fenda de pouco mais de 30 centímetros de largura é a entrada dessa formação natural.

Mas a mata não cobre mais o topo de morro onde chuva se infiltrava para recarregar a nascente. Com isso, o volume foi reduzido e o ponto de afloramento também mudou de lugar. “Antes, a água minava lá do alto do morro. De uns anos para cá, a água mina cada vez mais baixo na grota”, constata o vaqueiro Lázaro.
“Essa é a importância da vegetação nativa na área onde ocorre a recarga do aquífero (lençol subterrâneo) que abastece a nascente. A vegetação impede que a água da chuva escorra muito rápido, antes de ser absorvida”, aponta o professor de hidrologia florestal e manejo de bacias hidrográficas da Universidade Federal de Viçosa, Herly Carlos Teixeira Dias. O especialista considera que as nascentes são fundamentais para manter o fluxo dos rios. “São responsáveis pela vazão por todo o ano, inclusive na estiagem. Daí a importância de sua preservação”, considera.

Com as agressões, a redução da oferta de água no vale do São Francisco já é realidade. Segunda cidade banhada pelo rio e abastecida em parte por suas águas, Iguatama está à beira do racionamento, em pleno fim da estação chuvosa. A prefeitura já decretou estado de emergência. Os reservatórios que abastecem a população de 8.213 pessoas estão praticamente vazios. Rio abaixo, mesmo com a colaboração de outros afluentes, a situação não é melhor. A represa de Três Marias enfrenta uma de suas piores secas e reduziu a vazão da usina de 500 mil litros por segundo para 250 mil. O efeito-cascata compromete sistemas de abastecimento de cidades do médio e baixo São Francisco.

AMEAÇADOS AO NASCER As muitas mortes de um curso d’aguaDegradada pela mineração de quartzito e recuperada por reflorestamento do entorno, nascente do Rio das Velhas tem águas poluídas menos de mil metros após área de preservação

Ouro Preto, Sabará, Santa Luzia – Debaixo das pedras de um dique para conter erosões empoça uma água limpa, que mal tem forças para escorrer morro abaixo, entre degraus e lajes de uma jazida de quartzito que funcionou por 200 anos. A área, reflorestada e cercada em 2003, no Bairro São Sebastião, em Ouro Preto, na Região Central de Minas, preserva a nascente primária do Rio das Velhas, como parte do projeto “Flores e Águas do Velhas”, financiado pelo Fundo Estadual de Proteção de Bacias (Fhidro). Mas o esforço para conservar a nascente do manancial que dá água a Belo Horizonte e é um dos principais tributários do Rio São Francisco se vê frustrado a menos de mil metros, ainda no bairro, onde o esgoto polui o curso d’água. Exames de laboratório feitos em amostras colhidas pela reportagem naquele ponto mostram que o Velhas praticamente nasce com 594% mais coliformes termotolerantes do que o aceito pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).


 “A presença dos coliformes é um indicativo certo de esgoto. Esses micro-organismos podem trazer doenças ao homem”, alerta o biólogo e mestre em recursos hídricos Rafael Resck. Por causa dos dejetos, a água que corre no Parque das Andorinhas, a seis quilômetros, chega a apresentar manchas oleosas e resíduos, sobretudo na seca. “O parque foi criado justamente para preservar o manancial, mas enquanto as cabeceiras não tiverem tratamento adequado vai adiantar pouco”, afirma o ambientalista Ronald Guerra, da ONG Associação Quadrilátero das Águas (Aqua).

A bandeira da despoluição do Rio das Velhas foi a maior ação ecológica e de sustentabilidade em Minas nas últimas décadas, com a união de esforços de ambientalistas, como os do Projeto Manuelzão, e do governo do estado. Juntos, criaram as metas 2010 e 2014, que previam nadar, pescar e navegar pelo curso d’água na Grande BH. Entre as ações, destacam-se a proteção das nascentes de toda a bacia, captação de todo esgoto de Belo Horizonte, Sabará e Nova Lima, além da revitalização dos ribeirões Pampulha e Onça.
Contudo, 11 anos depois, os objetivos não foram alcançados. “As metas 2010 e 2014 fracassaram. Não foi possível nadar no rio em 2010 e não é possível fazer isso neste ano, por causa do altíssimo índice de coliformes fecais”, diz o idealizador do Manuelzão, Apolo Heringer Lisboa. “Houve melhora tímida. Espécimes de peixes que subiam 200 quilômetros do rio em 2000 agora percorrem cerca de 580 quilômetros.”

A equipe do EM coletou amostras no ponto em que o Ribeirão Arrudas, que corta BH, deságua no Rio das Velhas. Mesmo tendo passado pela estação de tratamento de esgoto (ETE), a amostragem apresentou 19.863% mais coliformes do que o limite do Conama. “É esgoto puro. Nesse nível, a contaminação da vida aquática é certa”, afirma o biólogo Rafael Resck. Pelo protocolo que mede a conservação do rio, ali resta apenas 21% de sua condição natural.

TRATAMENTO Apesar dessas condições, a Copasa, responsável pelo saneamento no estado e pela  estação do Arrudas, considera que a ETE é a mais moderna do Brasil e avalia que a estrutura cumpre 100% de sua meta. “Segundo análise, antes de alcançar a ETE, o ribeirão apresenta 3,09 miligramas de oxigênio por litro de água. No trecho imediatamente posterior à unidade, esse índice mais que dobra, subindo para 6,86”, informou. A empresa não divulgou quando atingirá a totalidade de coleta de esgoto no curso. 

Sobre a falha das metas 2010 e 2014 para o Rio das Velhas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente informou que o projeto de revitalização da bacia avançou bastante. “No entanto, devido à sua grandiosidade e complexidade, trata-se de um projeto de longo prazo, que vem sendo trabalhado da melhor forma”, acrescentou. De acordo com avaliações dos órgãos ambientais estaduais, “nos últimos 10 anos, os nove parâmetros que medem o Índice de Qualidade das Águas (IQA) da Bacia do Rio das Velhas apresentam evolução”. Os investimentos desde 2003 são contabilizados em R$ 1,5 bilhão, destacando a construção de ETEs e a interceptação de esgotos. Segundo cálculos da secretaria, em 1999, apenas 1% do esgoto despejado no Velhas era tratado. Hoje o índice é de 82,53%.

Adilson da Silva no Parque das Águas do Barreiro, onde brota o ribeirão que corta Belo Horizonte: alguns quilômetros adiante o curso já está grosso e cinzento devido ao esgoto e ao lixo que poluem a Bacia do São Francisco
Adilson da Silva no Parque das Águas do Barreiro, onde brota o ribeirão que corta Belo Horizonte: alguns quilômetros adiante o curso já está grosso e cinzento devido ao esgoto e ao lixo que poluem a Bacia do São Francisco

O homem que mata a sede no arrudas

A imagem que o belo-horizontino tem do Ribeirão Arrudas e de seus afluentes é a de uma rede de esgoto que na época das chuvas inunda áreas de seu entorno. Isso ocorre sem dúvida em mais de 99% do seu curso, mas não onde o rio nasce. Aos pés da Serra do Curral, um dos símbolos de Belo Horizonte, uma água fresca e cristalina desce no Parque das Águas, na Região do Barreiro. O ambiente não é mais o original: recebeu tratamento paisagístico concebido pelo arquiteto Roberto Burle Marx. Ainda que não seja uma condição natural, a água ali brota pura. 

“É uma tristeza a gente poder beber desta água e saber que pouco depois ela fica imunda”, lamenta o jardineiro Adilson da Silva, de 48 anos, um dos responsáveis por cuidar do lugar. O que ele diz não é força de expressão. A nascente percorre apenas 460 metros incólume: ao atravessar a Avenida Ximango, começa o castigo do curso d’água, que recebe lixo e canalizações clandestinas de esgoto até o encontro com o Rio das Velhas.

arrudas

Mas o Arrudas não é o único afluente do Velhas castigado. Em Ouro Preto, para arrancar os cristais raros de topázio imperial, as mineradoras que operavam em Cachoeira do Campo transformaram a montanha em que nascia o Rio Maracujá em um buraco de argila roxa. O olho d’água fica exposto a deslizamentos, mas ainda é capaz de ganhar corpo adiante, ao encontrar outros córregos, até desaguar no Rio das Velhas. O Maracujá não é importante apenas pela vida em forma líquida que teima em correr pelo seu leito. Em suas margens, onde ficava o Palácio de Campo dos Governadores, Joaquim Silvério dos Reis denunciou os inconfidentes, em 1789. Entre 1707 e 1709, o curso d’água foi palco de conflitos da Guerra dos Emboabas, o embate de paulistas e portugueses pelas minas da região.

O passado célebre, porém, não rendeu reconhecimento ao Maracujá. Suas nascentes vêm sendo enterradas por garimpos e mineradoras clandestinas. O igarapé que atravessa pastos, fazendas e matas está tão assoreado que pontes que já tiveram cinco metros de altura hoje têm vãos com 30 centímetros. Mas o pior está por vir: ao chegar no distrito de Ouro Preto, os dejetos de casas, comércio e indústrias da BR-356 caem diretamente na calha, transformando o que era um rio em um esgoto a céu aberto.

“A extração de topázio imperial ocorre há séculos no Rio Maracujá. A devastação que quase matou a nascente ocorreu mais recentemente, porque as mineradoras em vez de recomporem esses passivos ambientais, mudaram de nome e encerraram as atividades, sem qualquer compensação”, afirma o ambientalista Ronald Guerra.

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FONTE: Estado de Minas.


Confira as estações de ônibus que estão fechadas por causa da greve em BH
greve
 
FONTE: Estado de Minas.

Minas Gerais pode ter 11 novas cidades, entre elas o Barreiro

barreiro
Se for economicamente viável e a população decidir, Barreiro pode se emancipar de Belo Horizonte
Onze distritos em Minas Gerais poderão virar cidades, caso a presidente Dilma Rousseff (PT) sancione o projeto de lei complementar PLS 98/2002, que trata da fusão, criação e incorporação de municípios. O texto foi aprovado no Senado na última quarta-feira.
De acordo com a Associação Mineira dos Municípios (AMM), o estudo indica os distritos de até 12 mil habitantes que poderiam ser emancipados por atenderam ao primeiro de uma série de critérios. Se cumprirem os requisitos e tiverem seus pedidos aprovados pela ALMG, os distritos seriam desmembrados de Belo Horizonte, Sabará, Santa Luzia, Contagem, Coronel Fabriciano, Esmeraldas, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Ibirité e Ipatinga.
Um caso que ilustra a situação é o do Barreiro, cujo primeiro pedido de desmembramento de Belo Horizonte se deu na década de 90. Os moradores da região, no entanto, ainda hoje se dividem sobre a ideia.
A estimativa no país é de criação ou incorporação de 180 cidades, o que representaria um gasto médio de R$ 9 milhões para instalar prefeituras e câmaras. A menos de um ano das eleições de 2014 e em meio à choradeira de prefeitos eleitos no ano passado com relação à queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o autor do texto, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), nega que a proposta seja um agrado para a base do governo.
Também rejeita a ideia de que a proposta facilite a criação de cidades indiscriminadamente. Ele diz que, se tivesse sido aprovado há dez anos, o texto poderia ter evitado a criação de 2.800 cidades por motivação “puramente política, sem atender a critérios populacionais e de viabilidade”.
Pré-requisitos
O PLS 98/02 condiciona o desmembramento, fusão ou criação de municípios a um estudo prévio de viabilidade econômico-financeira, sócio-ambiental e urbana, além de político-administrativa, seguindo de um plebiscito que ficaria a cargo da Justiça Eleitoral. O levantamento seria feito por “institutos ou órgãos independentes”, acionados pelas Assembleias.
“Assembleias são um caminho, mas os estudos não seriam realizados por uma comissão de deputados e sim por instituições competentes nesse assunto”, esclarece Cavalcanti.
Na avaliação do presidente da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Paulo Lamac (PT), “apesar da dificuldade, aumentaria a tarefa da Casa”. “Porém, temos equipe competente para desenvolver esse trabalho em Minas”, completa.
O petista diz que pode haver veto por parte da presidente Dilma e que a comissão aguardará o posicionamento para depois convocar audiência pública e definir os critérios a serem adotados regionalmente. “Não aprovamos nenhum requerimento para audiências, pois estamos esperando a legislação federal”.
Segundo a ALMG, a Casa não recebe pedidos de emancipação desde 2000 e os requerimentos feitos pelos parlamentares entre 1996 e 1999 foram arquivados ou rejeitados.
Justinópolis tem pedido antes mesmo da sanção
Antes mesmo da validade da lei, já foi protocolado na Assembleia Legislativa o primeiro pedido de emancipação em Minas: de Justinópolis em relação a Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O autor do pedido, Valério Neto de Oliveira, preside a “Comissão Pró-Emancipação de Justinópolis”. Ele defende a causa há pelo menos cinco anos, enquanto morador, e diz que “fazia questão de ser o primeiro”.
“Tem vários motivos para querermos separar o distrito de Neves: temos 100 mil eleitores, cerca de 180 mil moradores, concentramos a maior renda per capita de Neves e queremos nos desvincular dos presídios da cidade”, conta.
O grupo tem nove membros e, segundo Valério, sem ligação com políticos ou partidos. “A nossa bandeira é a emancipação. Convidamos a todos que queiram estar conosco”.
FONTE: Hoje Em Dia.

Vazamento deixa 76 bairros de BH e nove de Contagem sem água nesta quarta-feira

O problema foi detectado no registro localizado na Rua Joaquim Figueiredo, no Bairro Barreiro de Baixo. A Copasa vai realizar obras a partir de 4h para corrigir o vazamento

falta de água

Moradores de de 76 bairros de Belo Horizonte e nove de Contagem, na região metropolitana, vão ficar sem o abastecimento de água a partir das 4h desta quarta-feira. De acordo com a Copasa, serão feitas obras para correção de vazamento em registro localizado na Rua Joaquim de Fiqueiredo, no Bairro Barreiro de Baixo.Segundo a companhia, a previsão é que os serviço termine ainda na quarta-feira. O abastecimento deve ser normalizado, de forma gradativa, até o fim do dia.Veja os bairros que ficarão sem águaBELO HORIZONTE – Araguaia, Antônio Teixeira Dias, Araguaia, Barreiro de Baixo, Barreiro de Cima, Brasil Industrial, Bonsucesso, Cardoso, Conjunto Habitacional Átila de Paiva, Conjunto Ademar Maldonado, Conj. Getúlio Vargas, Conj. João Paulo II, Conjunto Túnel de Ibirité, Cristo Redentor, Diamante, Durval de Barros, Flávio Marques Lisboa, Ipiranga, Itaipu, Jatobá, Lindéia, Marilândia, Milionários, Miramar, Nosso Lar, Olaria, Pongelupe, Regina, Resplendor, Santa Cecília, Santa Cruz, Santa Helena, São Joaquim, Sical, Solar, Teixeira Dias, Tirol, Urucuia, Vila Conquista, Vila Cemig, Vila Pinho, Vila Presidente Vargas, Vila Vânia, Vila Ventosa, Bairro das Indústrias, Betânia, Buritis, Cabana, Cinquentenário, Conjunto Bonsucesso, Conjunto Betânia, Estoril, Estrela Dalva, Estrela do Oriente, Gameleira, Havaí, Jardim América, Jardinópolis, Mansões, Madre Gertrudes, Marajó, Maringá, Morro das Pedras, Nova Barroca, Nova Cintra, Nova Gameleira, Novo das Indústrias, Palmeiras, Parque São José, Salgado Filho, São Bento, Santa Lucia, Serra do José Vieira, Vila Leonina, Vila Magnesita, Vila Patrocínio e Vista Alegre.

CONTAGEM – Industrial, Jardim Industrial, Amazonas, Conjunto Sandoval Azevedo, Jardim Emaús, Bairro das Indústrias, Parque das Mangueiras e Vila São Paulo.

FONTE: Estado de Minas.

Emprego

Os postos do Sine de Belo Horizonte possuem 305 vagas de emprego para pessoas com experiências nas áreas de atuação e 574 para quem não tem experiência. Para concorrer a uma das posições é preciso fazer o cadastro no sistema do Sine e ter mais de 16 anos.

É importante ir até um dos postos com os seguintes documentos: carteira de trabalho, PIS/PASEP/NIT/NIS, carteira de identidade, CPF, comprovante de endereço. Quem já realizou algum curso ao longo da carreira profissional deve levar o comprovante, certificado ou diploma que comprove a conclusão da especialização.

Quem ainda não tem o currículo cadastrado no sistema, pode fazer por meio do site: http://maisemprego.mte.gov.br. Clique aqui. Lembre-se, as vagas de emprego disponíveis neste documento poderão sofrer alterações, ao longo do dia.

Confira os endereços dos postos do Sine de Belo Horizonte e veja qual fica mais perto de você:

– Sine Barreiro: rua Barão de Coromandel, 982 – Barreiro (Horário de atendimento: 8h às 17h);
– Sine BH Resolve: rua Caetés, 342 – Centro (Horário de atendimento: 8h às 17h);
– Sine Centro / NIAT: rua Espírito Santo, 505, 1º andar – Centro (Horário de atendimento: 8h às 17h);
– Sine Venda Nova: rua Padre Pedro Pinto,  1055 – Venda Nova (Horário de atendimento: 8h às 17h).

Tem experiência? Veja quais são as vagas disponíveis:

Ocupação

Nº de vagas

Experiência

Escolaridade

Remuneração

Abastecedor de linha de produção

3

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 906,00

Açougueiro

1

6 meses

Ensino fundamental completo

A combinar

Ajudante de cabista

14

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 678,00

Ajudante de eletricista

3

6 meses

Ensino médio completo

R$ 800,00

Ajudante de obras *

3

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 750,00

Ajudante de padeiro

7

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 825,00

Ajudante de serralheiro

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 857,00

Analista de suporte técnico

2

6 meses

Ensino médio completo

R$ 1.070,00

Atendente de balcão

3

3 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 678,00

Atendente de balcão

2

6 meses

Ensino fundamental completo

R$740,00

Atendente de balcão

3

6 meses

Ensino médio completo

R$ 800,00

Atendente de lanchonete

5

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 825,00

Atendente de lanchonete

2

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 800,00

Auxiliar de cobrança

3

6 meses

Ensino médio completo

R$ 678,00

Auxiliar de cozinha

1

6 meses

Não exigida

R$ 750,00

Auxiliar de dentista

1

6 meses

Ensino médio completo + curso de ASB OU TSB (Aux. De sáude bucal ou Técnico de saúde bucal)

R$ 1.000,00 + ad. Insalubridade

Auxiliar de depósito*

3

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 717,00

Auxiliar de estoque

3

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 906,00

Auxiliar de limpeza *

6

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 700,00

Auxiliar de limpeza*

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$678,00 +insalubridade

Auxiliar de linha de produção

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 825,60

Auxiliar de linha de produção

3

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 720,00

Auxiliar de linha de produção *

3

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 720,00

Auxiliares administrativos e de escritórios**

10

6 meses

Ensino médio completo

R$ 850,00

Bombeiro hidráulico

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 850,00

Bombeiro hidráulico

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.137,40

Borracheiro

2

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.183,00

Cabista

10

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 833,00

Camareiro de hotel*

4

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 777,00

Capineiro – na cultura

7

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 775,26

Chapista de lanchonete

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 800,00

Chefe de serviço de limpeza

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 900,00

Copeiro

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 900,00

Costureira de máquinas industriais

4

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 718,00

Cozinheiro de restaurante

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 840,00

Cozinheiro geral

2

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 800,00

Cozinheiro geral

2

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 800,00

Cozinheiro hospitalar

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 773,77

Cozinheiro industrial *

2

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 833,00

Eletricista

8

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.20,00

Eletricista de instalações de veículos automotores

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 1.200,00

Embalador, a mão

8

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 755,00

Empregado doméstico nos serviços gerais

1

3 meses

Não exigida

R$ 678,00

Empregado doméstico nos serviços gerais

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 750,00

Empregado doméstico nos serviços gerais *

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 678,00

Encarregado de manutenção

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 1.800,00

Frentista*

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 851,00

Funileiro industrial

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 1.500,00

Garagista

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 805,00

Garçom

2

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.200,00

Impressor digital

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 900,00

Mecânico de auto em geral *

2

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 900,00 + comissão

Mecânico de manutenção de máquinas, em geral

2

6 meses

Ensino médio completo

R$ 2.045,00

Montador de comandos e sinalização

20

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 749,00

Motoboy

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 800,00

Motoboy

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 820,00

Motoboy

1

6 meses

Ensino médio incompleto

R$ 1.100,00

Motoboy

1

6 meses

Ensino médio incompleto

R$ 1.100,00

Motorista de automóveis

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 1.000,00

Motorista de ônibus urbano

15

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.481,00

Office-boy

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 750,00

Oficial de manutenção

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.137,40

Operador de caixa

3

6 meses

Ensino médio completo

R$ 768,00 + comissão

Operador de caixa

3

6 meses

Ensino médio completo

R$ 768,00 + comissão

Operador de caixa

2

6 meses

Ensino médio completo

R$740,00 + quebra de caixa

Operador de caixa

1

6 meses

Ensino médio incompleto

R$ 700,00 +  COMISSÃO

Operador de empilhadeira

4

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.122,00

Padeiro

2

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 1.100,00

Pedreiro

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.160,85

Pedreiro

4

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.137,40

Pintor de automóveis

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 2.000,00

Pintor de automóveis *

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.400,00 + comissão

Pintor de obras *

3

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 1.000,00

Pizzaiolo

5

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 1.100,00

Pizzaiolo

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.156,31

Polidor de automóveis *

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 900,00 + comissão

Porteiro

1

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 752,10

Promotor de vendas

2

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 795,84

Recepcionista caixa

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 890,00

Repositor de mercadorias

15

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 900,00

Salgadeiro *

3

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 800,00

Servente de limpeza

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 700,00

Servente de obras

4

3 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 743,60

Servente de obras

6

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 805,98

Servente de obras

2

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 743,60

Sushiman

1

6 meses

Ensino fundamental completo

R$ 1.000,00

Técnico de enfermagem

4

6 meses

Ensino médio completo

R$ 745,00

Técnico de enfermagem do trabalho

1

6 meses

Técnico em enfermagem

R$ 897,55

Técnico de montagem

1

6 meses

Técnica em eletrônica

R$ 1.219.87

Técnico em fibras ópticas

10

6 meses

Ensino fundamental incompleto

R$ 1.200,00

Técnico em manutenção de equipamentos de informática

15

6 meses

Ensino médio completo

R$ 984,40

Técnico em nutrição

2

6 meses

Ensino médio completo

R$ 800,00

Vendedor de comércio varejista

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 768,00 + comissão

Vendedor de comércio varejista

2

6 meses

Ensino médio completo

R$ 768,00 + comissão

Vendedor de comércio varejista

1

6 meses

Ensino médio incompleto

R$ 785,00

Vendedor pracista

2

6 meses

Ensino médio completo

A combinar

Vendedor pracista

1

6 meses

Ensino médio completo

R$ 678,00 + comissão

Se você não tem experiência e busca uma oportunidade de emprego, confira a relação de vagas abaixo:

Ocupação

Nº vagas

Escolaridade

Remuneração

Atendente de balcão

10

Ensino fundamental completo

R$ 750,00

Atendente de lanchonete

3

Ensino médio incompleto

R$700,00

Atendente de telemarketing

15

Ensino fundamental completo

R$ 833,00

Auxiliar de contabilidade

1

Ensino superior incompleto

R$ 678,00

Auxiliar de cozinha

2

Ensino fundamental completo

R$ 825,00

Auxiliar de cozinha

5

Ensino fundamental completo

R$ 712,00

Auxiliar de cozinha

2

Ensino fundamental completo

R$ 850,00

Auxiliar de cozinha

15

Ensino fundamental incompleto

R$ 740,00

Auxiliar de farmácia de manipulação*

2

Ensino médio completo

R$ 688,00

Auxiliar de linha de produção

10

Ensino fundamental completo

R$ 798,60

Auxiliar de linha de produção *

18

Ensino fundamental incompleto

R$ 678,00

Auxiliar de linha de produção*

20

Não exigida

R$ 770,00

Auxiliar nos serviços de alimentação

8

Ensino fundamental completo

R$ 755,00

Capineiro – na cultura (vaga temporária)

6

Não exigida

R$ 775,69

Carregador e descarregador de caminhões*

2

Ensino fundamental completo

R$ 815,00

Cobrador de transportes coletivos (exceto trem) *

15

Ensino fundamental completo

R$ 740,00

Cobrador de transportes coletivos**

4

Ensino fundamental completo

R$ 740,74

Cuidador em saúde

1

Ensino fundamental completo

R$ 745,00

Cumim

3

Ensino médio incompleto

R$ 750,00

Enfermeiro do trabalho

2

Ensino superior incompleto

A combinar

Faxineiro

1

Ensino fundamental completo

R$ 750,00

Faxineiro

1

Ensino fundamental incompleto

R$ 685,00

Lavador de veículos

1

Ensino fundamental completo

R$ 678,00

Operador de caixa

2

Ensino médio completo

A combinar

Operador de telemarketing ativo

30

Ensino médio completo

R$ 741,00 + comissão

Operador de telemarketing ativo e receptivo

12

Ensino médio completo

R$ 678,00

Operador de telemarketing ativo e receptivo

10

Ensino médio incompleto

R$ 678,00

Operador de telemarketing ativo e receptivo

80

Ensino médio incompleto

R$ 678,00

Operador de telemarketing ativo e receptivo

80

Ensino médio incompleto

R$ 678,00

Operador de telemarketing receptivo

50

Ensino médio incompleto

R$ 678,00

Operador de telemarketing receptivo

50

Ensino médio incompleto

R$ 678,00

Operador de vendas (lojas)

10

Ensino médio incompleto

R$ 891,00

Repositor de mercadorias*

14

Ensino fundamental completo

R$ 720,00

Servente de limpeza

3

Ensino fundamental incompleto

R$ 700,00 + comissão

Técnico de manutenção eletrônica

6

Ensino médio incompleto

R$ 984,40

Técnico em farmácia

2

Curso técnico em farmácia

R$ 700,00

Técnico em segurança do trabalho

1

Técnico em segurança do trabalho

R$ 700,00

Vendedor pracista

40

Ensino médio completo

R$ 825,00

Vigia

10

Ensino fundamental incompleto

R$ 573,00 (p/sábados e domingos)

FONTE: Hoje Em Dia.

Golpe era aplicado há dois anos; quatro pessoas foram presas em flagrante
Apreensão. PF interceptou a servidora e o marido quando saíam com remédios da farmácia distrital
A Polícia Federal (PF)prendeu, ontem, uma quadrilha que desviava remédios da Prefeitura de Belo Horizonte para comercializá-los ilegalmente em uma farmácia de Ibirité e em outras quatro de Ribeirão das Neves, ambas na região metropolitana da capital. O esquema era liderado por uma servidora pública que trabalhava na farmácia distrital do Barreiro. Cerca de R$ 800 mil em medicamentos foram furtados. Quatro pessoas foram detidas em flagrante, e a polícia ainda cumpriu 11 mandados de busca e apreensão.A servidora, que não teve o nome divulgado, e o marido dela foram surpreendidos quando tentavam sair da farmácia distrital com mais um carregamento. Além deles, foram presos o homem que agia como interceptador dos medicamentos desviados e o dono de uma farmácia em Ibirité. As identidades dessas pessoas também foram mantidas em sigilo.Segundo o delegado da PF Mário Veloso, a quadrilha agia há dois anos, mas começou a ser investigada em 2012. A mulher era responsável por lançar no sistema eletrônico da Prefeitura de Belo Horizonte a distribuição de medicamentos para 20 centros de saúde, uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e um Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) do Barreiro.

Mas alguns materiais – antibióticos, remédios controlados de uso psiquiátrico e anticoncepcionais – eram desviados para outras unidades do município que não os demandavam. “Ela armazenava esses remédios em caixas, ligava para o marido e ele buscava a carga quando não havia ninguém por perto. Parte do material era repassada diretamente para uma farmácia de Ibirité e outra parte para um interceptador”, afirmou o delegado.

Os “saques” da servidora foram registrados por gravações de vídeo. Uma câmera foi instalada no local durante a investigação. Segundo o secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte, Marcelo Teixeira, a desconfiança surgiu quando a corregedoria do município detectou uma movimentação atípica na unidade em que a mulher trabalhava. “Depois das suspeitas, foi feita uma auditoria, e acionamos a polícia”, explicou Teixeira. A funcionária será exonerada do cargo.

Segundo o secretário, não houve desabastecimento, pois o material era sempre reposto. Os envolvidos irão responder por formação de quadrilha, receptação qualificada, corrupção e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos, peculato e corrupção passiva e ativa. As penas variam entre 20 e 60 anos.Buscas. Em quatro das cinco farmácias onde ocorreram buscas (uma em Ibirité e três em Ribeirão das Neves) foram encontrados remédios furtados. Em Ibirité, a polícia ainda localizou produtos proibidos no Brasil. Esses estabelecimentos não pertencem a grandes redes nem foram fechados. Ainda conforme a PF, a Vigilância Sanitária já havia autuado por outras irregularidades. Mas detalhes não foram revelados.
VENDAS
Produtos foram para outros Estados
O delegado da Polícia Federal Mário Veloso acredita que os medicamentos furtados tenham sido destinados até para outros Estados. Segundo ele, a operação ainda não terminou. Veloso não quis dar mais detalhes de novos suspeitos para não atrapalhar as investigações.Segundo o secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte, Marcelo Teixeira, 44% dos remédios desviados eram tarja preta, mas, atualmente, o maior volume era de antibióticos. A quadrilha escolhia o material de acordo com a necessidade de mercado. “Nesta época do ano, de frio e tempo seco, os antibióticos são mais procurados”, explicou. A Polícia Federal informou que a quadrilha faturou mais que os R$ 800 mil desviados, mas não soube mensurar quanto seria esse rendimento.O nome da operação deflagrada ontem, Caduceu, remete ao símbolo da medicina – um bastão entrelaçado por duas serpentes, com uma asa na parte superior. Dez equipes participaram da ação com 80 policiais.

Funcionária estava com nove carros na garagem de casa
A Polícia Federal encontrou nove carros novos na casa da servidora que chefiava a quadrilha de desvio de medicamentos da Prefeitura de Belo Horizonte. A mulher era agente de saúde concursada com nível médio, há 15 anos. O salário-base do cargo é de R$ 800.Segundo o delegado Mário Veloso, o patrimônio da mulher e do marido é incompatível com a renda do casal. Há suspeita de que o homem atuava no jogo do bicho. Conforme o secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte, Marcelo Teixeira, a prefeitura espera recuperar o prejuízo avaliado em R$ 800 mil. “Por meio dessa ação policial vamos buscar ressarcir os cofres municipais com o patrimônio deles”, disse. Além disso, a secretaria espera recuperar para o seu estoque o material apreendido na operação de ontem.Segundo o delegado, na casa do atravessador das mercadorias foi encontrada uma grande quantidade de medicamentos, alguns até vencidos. Ele não revelou o volume.

Falhas. O esquema foi possível devido a uma falha do sistema da Prefeitura de Belo Horizonte, que aceita todos os lançamentos de remédios para unidades
de saúde sem distingui-las.Revisão. A prefeitura pediu à Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel) uma mudança no software para criar um bloqueio. Assim, evitará desvios.

FONTE: O Tempo.


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